4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Invasão de aranhas gigantes espalha o pânico em aldeia indiana

Moradores de Sadiya, no estado de Assam, dizem desconhecer a espécie.
Dez pessoas foram hospitalizadas; há suspeita de duas mortes por picadas.

Os moradores de um povoado indiano situado em um local recôndito do país afirmam ser vítimas de uma invasão de aranhas gigantes muito parecidas com as tarântulas, mas pertencentes a uma espécie desconhecida para os especialistas locais.

Segundo a imprensa local, cerca de dez pessoas foram hospitalizadas depois de serem picadas por estas aranhas. Outras duas teriam morrido, mas esta informação não foi confirmada.

“Primeiro acharam que era uma brincadeira, mas depois muitos habitantes foram picados por esta espécie particular”, declarou por telefone à AFP um sábio da aldeia de Sadiya, no estado de Assam (leste).

Uma equipe científica viajou ao local dos incidentes, a cerca de 600 km da capital de Assam, Guwahati.

“Inspecionamos o local e vimos que (a aranha) é parecida com uma migala, mas ainda não estamos certos da espécie”, declarou L. R. Saikia, um cientista do departamento de ciências da universidade de Dibrugarh, em Assam.

“Parece uma aranha agressiva dotada de ganchos mais potentes que a variedade normal dos aracnídeos”, explicou.

Foram enviadas várias amostras destas aranhas para serem analisadas por especialistas em aracnologia fora de Assam.

O professor Ratul Rajkhowa, do departamento de zoologia da faculdade Cotton, mostra uma aranha que seria da espécie que tem se proliferado na vila de Assam (Foto: AFP/Stringer)

O professor Ratul Rajkhowa, do departamento de zoologia da faculdade Cotton, mostra uma aranha que seria da espécie que tem se proliferado na vila de Assam (Foto: AFP/Stringer)

Fonte: AFP


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Pinguins manchados de óleo são resgatados em praias do RS

Ao menos 67 animais da espécie de Magalhães passam por tratamento.
Óleo prejudica manutenção da temperatura da ave e pode causar morte.

Ao menos 67 pinguins da espécie de Magalhães foram resgatados por biólogos entre sexta-feira e terça-feira (21) em praias do Rio Grande do Sul. A maior parte dos animais, 48 exemplares, foram levados para tratamento em Imbé, no litoral norte gaúcho, a 120 quilômetros de Porto Alegre.

Segundo informações do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e Marinhos (CERAM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os 48 animais estavam sujos de óleo e precisaram ser levados rapidamente para tratamento já que perderam sua impermeabilidade, responsável por proteger a ave do frio e manter a temperatura do corpo estável.

“Nesta época do ano é comum o pinguim de Magalhães aparecer nas praias brasileiras, principalmente nas do Rio Grande do Sul. Entretanto, a quantidade de animais sujos de óleo é a maior registrada nos últimos três anos”, afirmou o biólogo Maurício Tavares, coordenador do Ceram.

De acordo com com Tavares, barcos da Polícia Ambiental auxiliam na busca pelos animais, que ficam enfraquecidos e desidratados devido à sujeira de óleo. “A suspeita é que alguma embarcação tenha liberado o combustível clandestinamente no oceano, nas proximidades do estado. Ainda não sabemos quem pode ter feito isso”, afirmou.

Reabilitação
Existe a expectativa de que mais aves apareçam no litoral gaúcho. Durante o inverno, muitos pinguins se direcionam à Argentina, mas se perdem devido às correntes marítimas. Entretanto, o espaço para reabilitação das aves perdidas está superlotado no centro de reabilitação de Imbé devido às aves atingidas por óleo.

Estudantes e especialistas se revezam em turnos para alimentar e cuidar das aves debilitadas. “Temos que deixar os pinguins aquecidos e esperar por um ganho de peso deles para que a impermeabilização de sua pele volte ao normal. Isso demora. Vamos ter que agilizar o processo devido à grande quantidade. A nossa previsão é que em um mês, grande parte desses 48 pinguins já tenham se recuperado”, disse o biólogo.

Exemplares de pinguim de Magalhães são aquecidos após receberem tratamento para limpar manchas de óleo no corpo (Foto: Pedro Ivo Campani/CERAM)

Exemplares de pinguim de Magalhães são aquecidos após receberem tratamento para limpar manchas de óleo no corpo (Foto: Pedro Ivo Campani/CERAM)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Especialistas sugerem uma nova estratégia para o REDD

 mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD) das Nações Unidas sempre enfrentou diversos problemas, um deles sendo a chamada ‘leakage’ (vazamento), quando uma determinada área da floresta está sob proteção e as comunidades próximas simplesmente passam a explorar outras regiões, provocando assim a mesma destruição.

Uma possível solução para essa questão foi apresentada por um grupo de pesquisadores na revista Nature Climate Change. A idéia central propõe que o dinheiro arrecadado com o REDD seja utilizado para suprir as demandas dos povos nativos para que não exista mais a necessidade de desmatar.

“Para usar de forma inteligente o dinheiro dos créditos de carbono, você deveria aproveitar esses recursos para combater os fatores que levam as pessoas a provocar a destruição da floresta”, afirmou Brendan Fisher, economista ambiental da Universidade de Princeton e autor do estudo.

Para embasar sua teoria, a equipe de pesquisadores liderada por Fisher analisou os impactos do mecanismo de REDD+ (uma evolução do REDD que leva em conta o manejo florestal sustentável) na Tanzânia.

O que eles perceberam foi que o dinheiro arrecado com o mecanismo mal compensava as perdas das pessoas por não poderem converter a floresta em área agrícola. Segundo Fisher, a maior parte das análises do REDD+ subestimam os ganhos que as comunidades conseguem transformando árvores em carvão, por exemplo. Dessa forma, o mecanismo, se seguido à risca, acabaria levando os já humildes povoados para uma pobreza ainda maior.

“Somente conservando uma área de floresta não significa que um mercado de algum lugar estará disponível para suprir os povos nativos com alimentos. O dinheiro, por si só, não garante a subsistência dessas pessoas, ainda mais se os recursos estiverem aquém do que seria justo”, esclarece Fisher.

Diante dessa constatação, os pesquisadores chegaram a idéia do ‘Smart-REDD’ (‘REDD Inteligente’). Nesse novo modelo, os recursos arrecadados com os créditos de carbono seriam destinados para melhorias na agricultura, como financiamentos e transferência de tecnologias. Além disso, o REDD funcionaria em parceria com iniciativas de construção de fornos mais limpos e eficientes, que melhoram a qualidade de vida das pessoas e utilizam menos lenha.

Claro que isso tem um preço. Para sair do papel, o ‘Smart-REDD’ necessita que o preço da tonelada de carbono esteja no mínimo em US$ 6,50, quase o dobro dos US$ 3,90 pagos atualmente no mecanismo convencional.

Porém, o novo modelo apresentaria uma série de benefícios, já que ao mesmo tempo em que evitaria o ‘vazamento’ e reduziria as emissões, aumentaria a produção de alimentos e a qualidade de vida das populações.

Mesmo levando em conta os possíveis custos para melhorar a capacidade agrícola de uma região a ponto de que dobre sua produção para compensar a não exploração da floresta em outra, o preço final ficaria em torno dos US$ 12 a tonelada do carbono. O que seria ainda abaixo dos atuais US$ 24/t cobrados nos mercados de carbono compulsórios, como o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), que não inclui projetos de REDD.

“O custo do ‘Smart-REDD’ é bastante competitivo. Seria um dos modelos mais baratos para reduzir o aquecimento global”, afirmou Doug Boucher, diretor de pesquisas climáticas e análise da Union of Concerned Scientists.

Segundo Fisher, pode ser que em locais diferentes fora da Tanzânia existam outros fatores que impulsionam o desmatamento além da produção de alimentos e lenha, mas a idéia central do ‘Smart-REDD’ seria a mesma: identificar esses fatores e compensá-los com os recursos adquiridos pelos créditos de carbono.

“É possível manter os estoques de carbono, aumentar a segurança alimentar e preservar a biodiversidade com um custo baixo”, concluiu Fisher.

Fonte: Mater Natura.


2 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Tigre macho “adota” filhotes órfãos e surpreende especialistas

Um tigre macho que parece estar cuidando de dois filhotes órfãos surpreendeu as autoridades ambientais no norte da Índia.

Em uma demonstração inusitada de amor paterno, os especialistas acreditam o tigre T25 esteja tomando conta dos seus filhotes que perderam a mãe em fevereiro.

O natural, para a espécie, é que um tigre ataque um filhote quando o encontre. Entretanto, os especialistas disseram não ter encontrado evidências deste tipo de comportamento.

Pelo contrário, o macho foi fotografado caminhando apenas cerca de um metro atrás dos órfãos.

Os filhotes têm cerca de oito meses de idade e são muito jovens para caçar por conta própria. Desde a morte da mãe, a tigresa T5, em 9 de fevereiro, eles vêm sendo alimentados pelos funcionários do parque.

Na última segunda-feira, 30, o diretor de campo da reserva, Rajesh Gupta, disse tê-los avistado se alimentando de uma presa em companhia de T25.

“Eles tinham um aspecto saudável. Parece que o tigre macho está deixando os filhotes se alimentarem da presa, e não pegando todo o alimento para si”, disse Gupta.

RARIDADE

Especialistas em vida selvagem dizem que esse tipo de relacionamento entre o macho e os filhotes é extremamente raro.

Normalmente, os tigres deixam totalmente para a mãe a responsabilidade de cuidar das crias –que, na ausência da tigresa, muitas vezes são simplesmente vistas como alimento pelo tigre dominante.

“Normalmente a tigresa mantém um olho nos filhotes, enquanto o pai é um visitante que vem e vai embora, especialmente quando aparece para cruzar com a fêmea”, disse à BBC o chefe da guarda florestal do Rajastão, U.M. Sahai.

O parque de Ranthambore, a mais conhecida reserva natural da Índia, tem cerca de 40 tigres, incluindo uma dezenas de filhotes.

De acordo com o último censo divulgado em março, o país tem pouco mais de 1.700 destes felinos –uma redução drástica em relação aos cerca de 100 mil estimados no início do século passado.

Especialistas afirmam que 97% dos indivíduos da espécie foram dizimados pela caça ilegal e a redução dos habitats naturais.

Fonte: GEETA PANDEY, DA BBC, EM NOVA DÉLI.






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4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Invasão de aranhas gigantes espalha o pânico em aldeia indiana

Moradores de Sadiya, no estado de Assam, dizem desconhecer a espécie.
Dez pessoas foram hospitalizadas; há suspeita de duas mortes por picadas.

Os moradores de um povoado indiano situado em um local recôndito do país afirmam ser vítimas de uma invasão de aranhas gigantes muito parecidas com as tarântulas, mas pertencentes a uma espécie desconhecida para os especialistas locais.

Segundo a imprensa local, cerca de dez pessoas foram hospitalizadas depois de serem picadas por estas aranhas. Outras duas teriam morrido, mas esta informação não foi confirmada.

“Primeiro acharam que era uma brincadeira, mas depois muitos habitantes foram picados por esta espécie particular”, declarou por telefone à AFP um sábio da aldeia de Sadiya, no estado de Assam (leste).

Uma equipe científica viajou ao local dos incidentes, a cerca de 600 km da capital de Assam, Guwahati.

“Inspecionamos o local e vimos que (a aranha) é parecida com uma migala, mas ainda não estamos certos da espécie”, declarou L. R. Saikia, um cientista do departamento de ciências da universidade de Dibrugarh, em Assam.

“Parece uma aranha agressiva dotada de ganchos mais potentes que a variedade normal dos aracnídeos”, explicou.

Foram enviadas várias amostras destas aranhas para serem analisadas por especialistas em aracnologia fora de Assam.

O professor Ratul Rajkhowa, do departamento de zoologia da faculdade Cotton, mostra uma aranha que seria da espécie que tem se proliferado na vila de Assam (Foto: AFP/Stringer)

O professor Ratul Rajkhowa, do departamento de zoologia da faculdade Cotton, mostra uma aranha que seria da espécie que tem se proliferado na vila de Assam (Foto: AFP/Stringer)

Fonte: AFP


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Pinguins manchados de óleo são resgatados em praias do RS

Ao menos 67 animais da espécie de Magalhães passam por tratamento.
Óleo prejudica manutenção da temperatura da ave e pode causar morte.

Ao menos 67 pinguins da espécie de Magalhães foram resgatados por biólogos entre sexta-feira e terça-feira (21) em praias do Rio Grande do Sul. A maior parte dos animais, 48 exemplares, foram levados para tratamento em Imbé, no litoral norte gaúcho, a 120 quilômetros de Porto Alegre.

Segundo informações do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e Marinhos (CERAM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os 48 animais estavam sujos de óleo e precisaram ser levados rapidamente para tratamento já que perderam sua impermeabilidade, responsável por proteger a ave do frio e manter a temperatura do corpo estável.

“Nesta época do ano é comum o pinguim de Magalhães aparecer nas praias brasileiras, principalmente nas do Rio Grande do Sul. Entretanto, a quantidade de animais sujos de óleo é a maior registrada nos últimos três anos”, afirmou o biólogo Maurício Tavares, coordenador do Ceram.

De acordo com com Tavares, barcos da Polícia Ambiental auxiliam na busca pelos animais, que ficam enfraquecidos e desidratados devido à sujeira de óleo. “A suspeita é que alguma embarcação tenha liberado o combustível clandestinamente no oceano, nas proximidades do estado. Ainda não sabemos quem pode ter feito isso”, afirmou.

Reabilitação
Existe a expectativa de que mais aves apareçam no litoral gaúcho. Durante o inverno, muitos pinguins se direcionam à Argentina, mas se perdem devido às correntes marítimas. Entretanto, o espaço para reabilitação das aves perdidas está superlotado no centro de reabilitação de Imbé devido às aves atingidas por óleo.

Estudantes e especialistas se revezam em turnos para alimentar e cuidar das aves debilitadas. “Temos que deixar os pinguins aquecidos e esperar por um ganho de peso deles para que a impermeabilização de sua pele volte ao normal. Isso demora. Vamos ter que agilizar o processo devido à grande quantidade. A nossa previsão é que em um mês, grande parte desses 48 pinguins já tenham se recuperado”, disse o biólogo.

Exemplares de pinguim de Magalhães são aquecidos após receberem tratamento para limpar manchas de óleo no corpo (Foto: Pedro Ivo Campani/CERAM)

Exemplares de pinguim de Magalhães são aquecidos após receberem tratamento para limpar manchas de óleo no corpo (Foto: Pedro Ivo Campani/CERAM)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Especialistas sugerem uma nova estratégia para o REDD

 mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD) das Nações Unidas sempre enfrentou diversos problemas, um deles sendo a chamada ‘leakage’ (vazamento), quando uma determinada área da floresta está sob proteção e as comunidades próximas simplesmente passam a explorar outras regiões, provocando assim a mesma destruição.

Uma possível solução para essa questão foi apresentada por um grupo de pesquisadores na revista Nature Climate Change. A idéia central propõe que o dinheiro arrecadado com o REDD seja utilizado para suprir as demandas dos povos nativos para que não exista mais a necessidade de desmatar.

“Para usar de forma inteligente o dinheiro dos créditos de carbono, você deveria aproveitar esses recursos para combater os fatores que levam as pessoas a provocar a destruição da floresta”, afirmou Brendan Fisher, economista ambiental da Universidade de Princeton e autor do estudo.

Para embasar sua teoria, a equipe de pesquisadores liderada por Fisher analisou os impactos do mecanismo de REDD+ (uma evolução do REDD que leva em conta o manejo florestal sustentável) na Tanzânia.

O que eles perceberam foi que o dinheiro arrecado com o mecanismo mal compensava as perdas das pessoas por não poderem converter a floresta em área agrícola. Segundo Fisher, a maior parte das análises do REDD+ subestimam os ganhos que as comunidades conseguem transformando árvores em carvão, por exemplo. Dessa forma, o mecanismo, se seguido à risca, acabaria levando os já humildes povoados para uma pobreza ainda maior.

“Somente conservando uma área de floresta não significa que um mercado de algum lugar estará disponível para suprir os povos nativos com alimentos. O dinheiro, por si só, não garante a subsistência dessas pessoas, ainda mais se os recursos estiverem aquém do que seria justo”, esclarece Fisher.

Diante dessa constatação, os pesquisadores chegaram a idéia do ‘Smart-REDD’ (‘REDD Inteligente’). Nesse novo modelo, os recursos arrecadados com os créditos de carbono seriam destinados para melhorias na agricultura, como financiamentos e transferência de tecnologias. Além disso, o REDD funcionaria em parceria com iniciativas de construção de fornos mais limpos e eficientes, que melhoram a qualidade de vida das pessoas e utilizam menos lenha.

Claro que isso tem um preço. Para sair do papel, o ‘Smart-REDD’ necessita que o preço da tonelada de carbono esteja no mínimo em US$ 6,50, quase o dobro dos US$ 3,90 pagos atualmente no mecanismo convencional.

Porém, o novo modelo apresentaria uma série de benefícios, já que ao mesmo tempo em que evitaria o ‘vazamento’ e reduziria as emissões, aumentaria a produção de alimentos e a qualidade de vida das populações.

Mesmo levando em conta os possíveis custos para melhorar a capacidade agrícola de uma região a ponto de que dobre sua produção para compensar a não exploração da floresta em outra, o preço final ficaria em torno dos US$ 12 a tonelada do carbono. O que seria ainda abaixo dos atuais US$ 24/t cobrados nos mercados de carbono compulsórios, como o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), que não inclui projetos de REDD.

“O custo do ‘Smart-REDD’ é bastante competitivo. Seria um dos modelos mais baratos para reduzir o aquecimento global”, afirmou Doug Boucher, diretor de pesquisas climáticas e análise da Union of Concerned Scientists.

Segundo Fisher, pode ser que em locais diferentes fora da Tanzânia existam outros fatores que impulsionam o desmatamento além da produção de alimentos e lenha, mas a idéia central do ‘Smart-REDD’ seria a mesma: identificar esses fatores e compensá-los com os recursos adquiridos pelos créditos de carbono.

“É possível manter os estoques de carbono, aumentar a segurança alimentar e preservar a biodiversidade com um custo baixo”, concluiu Fisher.

Fonte: Mater Natura.


2 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Tigre macho “adota” filhotes órfãos e surpreende especialistas

Um tigre macho que parece estar cuidando de dois filhotes órfãos surpreendeu as autoridades ambientais no norte da Índia.

Em uma demonstração inusitada de amor paterno, os especialistas acreditam o tigre T25 esteja tomando conta dos seus filhotes que perderam a mãe em fevereiro.

O natural, para a espécie, é que um tigre ataque um filhote quando o encontre. Entretanto, os especialistas disseram não ter encontrado evidências deste tipo de comportamento.

Pelo contrário, o macho foi fotografado caminhando apenas cerca de um metro atrás dos órfãos.

Os filhotes têm cerca de oito meses de idade e são muito jovens para caçar por conta própria. Desde a morte da mãe, a tigresa T5, em 9 de fevereiro, eles vêm sendo alimentados pelos funcionários do parque.

Na última segunda-feira, 30, o diretor de campo da reserva, Rajesh Gupta, disse tê-los avistado se alimentando de uma presa em companhia de T25.

“Eles tinham um aspecto saudável. Parece que o tigre macho está deixando os filhotes se alimentarem da presa, e não pegando todo o alimento para si”, disse Gupta.

RARIDADE

Especialistas em vida selvagem dizem que esse tipo de relacionamento entre o macho e os filhotes é extremamente raro.

Normalmente, os tigres deixam totalmente para a mãe a responsabilidade de cuidar das crias –que, na ausência da tigresa, muitas vezes são simplesmente vistas como alimento pelo tigre dominante.

“Normalmente a tigresa mantém um olho nos filhotes, enquanto o pai é um visitante que vem e vai embora, especialmente quando aparece para cruzar com a fêmea”, disse à BBC o chefe da guarda florestal do Rajastão, U.M. Sahai.

O parque de Ranthambore, a mais conhecida reserva natural da Índia, tem cerca de 40 tigres, incluindo uma dezenas de filhotes.

De acordo com o último censo divulgado em março, o país tem pouco mais de 1.700 destes felinos –uma redução drástica em relação aos cerca de 100 mil estimados no início do século passado.

Especialistas afirmam que 97% dos indivíduos da espécie foram dizimados pela caça ilegal e a redução dos habitats naturais.

Fonte: GEETA PANDEY, DA BBC, EM NOVA DÉLI.