20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Filhote de condor é cuidado por ‘boneco’ para ser solto na natureza

Fantoche trata o animal para que não haja interferência direta de humanos.
Wesa tem só 2 semanas e uma fome voraz: come até 15 roedores por dia.

Um filhote de condor com apenas duas semanas de vida foi o primeiro do ano a nascer no Zoológico e Safári de San Diego, no estado americano da Califórnia. Chamado de Wesa, o animal veio ao mundo no dia 24 de fevereiro.

Na foto acima, o pequeno condor aparece ao lado de um fantoche que imita um espécime adulto. O boneco em forma de luva serve como preparação para o filhote ser liberado ao ambiente selvagem no futuro.

Dessa maneira, o animalzinho não recebe interferência direta dos funcionários do zoológico, já que é a “falsa mãe” que cuida dele. E, uma vez na floresta, essa ave de rapina não vai depender dos humanos para se alimentar. Wesa tem boa saúde e um apetite voraz: chega a comer até 15 roedores por dia.

Segundo o cuidador Ron Webb, o zoológico inaugurou seu programa para recuperação de condores em 1980, quando havia apenas 22 bichos da espécie restantes no mundo. Desde então, o parque já chocou 173 ovos e soltou 80 animais na natureza.

Atualmente, existem mais de 400 condores no planeta, metade dos quais voa livre em estados como Baixa Califórnia, no México, Califórnia e Arizona, nos EUA.

Filhote de condor Wesa é o 1º do ano a nascer em zoológico de San Diego (Foto: San Diego Zoo/Ken Bohn/AFP)

Filhote de condor Wesa é o 1º do ano a nascer em zoo de San Diego (Foto: San Diego Zoo/Ken Bohn/AFP)

Fonte: Globo Natureza


20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores esperam ‘reviver’ rã extinta há 30 anos com clonagem

Animal engolia ovos e incubava filhotes no estômago, diz estudo.
Cientistas conseguiram reativar núcleo de células ‘mortas’ de rã extinta.

Cientistas do Projeto Lazarus estão trabalhando para “reviver” uma espécie de rã australiana, extinta há cerca de 30 anos, utilizando técnicas de clonagem. Eles conseguiram implantar de forma bem-sucedida núcleos retirados de células “mortas” do animal, que estavam congeladas há anos, em células de um anfíbio de outra espécie aparentada.

A rã extinta, da espécie Rheobatrachus silus, era conhecida por sua forma bizarra de cuidar dos filhotes: ela engolia os ovos, incubava os filhotes no estômago e depois “dava a luz” a eles pela boca, segundo os cientistas.

O animal foi considerado extinto em 1983. Os pesquisadores preservaram exemplares da rã congelados e conseguiram, com repetidos experimentos, transferir núcleos de células somáticas (já especializadas em algum tecido, como a pele) para células embrionárias de outra espécie de anfíbio: a Mixophyes fasciolatus, uma “parente distante”, segundo os cientistas.

Divisão celular
Ao substituir o núcleo ativo das células da Mixophyes fasciolatus pelo núcleo “morto” da rã extinta, os cientistas conseguiram que ocorresse espontaneamente a divisão celular e que novas células surgissem. Os embriões, no entanto, morreram após alguns dias.

Apesar disso, testes genéticos confirmaram que as novas células obtidas continham material genético da rã extinta. “Nós estamos observando um ‘ressuscitar dos mortos’, passo a passo”, disse o professor Mike Archer, da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália.

“Nós reativamos células mortas usando células vivas e ‘revivemos’ o genoma da rã extinta no processo. Agora nós temos células preservadas criogenicamente do animal extinto, para usar em futuros experimentos de clonagem”, disse Archer.

“Estamos confiantes que os obstáculos agora são tecnológicos e não biológicos, e que vamos ser bem-sucedidos”, analisou o pesquisador no estudo.

Rã da espécie XYZ, que ficou congelada por 40 anos (Foto: Divulgação/Bob Beale/Projeto Lazarus)

'Rheobatrachus silus', rã que ficou congelada por 40 anos (Foto: Divulgação/Bob Beale/Projeto Lazarus)

Imagem de arquivo mostra a rã 'dando a luz' a filhote pela boca (Foto: Divulgação/Universidade de Adelaide)

Imagem de arquivo mostra a rã 'dando a luz' a filhote pela boca (Foto: Divulgação/Universidade de Adelaide)

Fonte: Globo Natureza


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Menor primata das Américas é encontrado em Rondônia

Espécie é rara e apenas ribeirinhos tinham visto o mico-leãozinho.
Primata pode atingir 15 centímetros na idade adulta.

Conhecido como mico-leãozinho, o Cebuella pygmaea é uma espécie rara e atinge 15 centímetros quando adulto. O menor macaco existente no continente americano, segundo a bióloga e pesquisadora Mariluce Rezende Messias, alimenta-se basicamente de goma de árvores e ingá. Em 2010, um exemplar da espécie foi encontrado em Porto Velho, no interflúvio dos rios Madeira e Purus e sua população ainda está sendo estimada em Rondônia. De acordo com o Centro de Coleções Zoológicas, localizado no prédio da Universidade Federal  de Rondônia (Unir), há registros do primata nos estados do Acre e Amazonas.

O mico-leãozinho foi encontrado durante o resgate de animais na área de interferência de uma usina em construção no Rio Madeira, em Porto Velho, e a descoberta da espécie na região – antes registrada apenas por ribeirinhos – aumentou a curiosidade de pesquisadores que começaram a monitorar os hábitos do primata.

Segundo Mariluce, há pouca densidade de mico-leãozinho no estado e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classifica a situação da espécie como pouco preocupante. “É importante ressaltar que temos poucas informações sobre o Cybuella pygmaea. Os estudos nos darão uma melhor dimensão sobre a espécie”, afirma a pesquisadora.

Alguns exemplares estão taxidermizados no Centro de Coleções Zoológicas da Unir junto com outros mamíferos para estudos, pesquisa e arquivamento da fauna de Rondônia.

Existência do mico-leãozinho em Rondônia foi comprovada em 2010 (Foto: Agência Imagem News)

Existência do mico-leãozinho em Rondônia foi comprovada em 2010 (Foto: Agência Imagem News)

Fonte: Globo.com


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

 

Suindara (Tyto alba)

Coruja suindara conhecida também como coruja de igreja, coruja das torres, espécie que ocorre em todo o Brasil.  Assim como todas as corujas possuem excelente audição e visão, aves de hábito noturno e altamente especializadas na captura de pequenos roedores. Os filhotes de suindara geralmente permanecem na companhia de seus pais por um período necessário para aprender habilidades de caça.

O IPEVS recebeu três suindaras filhotes resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. As aves receberam os cuidados da equipe do IPEVS.

No dia 23 de dezembro de 2012 foi realizada a soltura de uma das corujas que estava apta a voltar para natureza, depois de um trabalho de reabilitação da ave. Infelizmente os outros dois filhotes vieram a óbito.

Filhotes de suindara resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o IPEVS. Foto: IPEVS

 

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad realizou a soltura da suindara. Foto: IPEVS

 

Corujinha – do- mato (Megascops choliba)

É uma das corujas mais comuns nas cidades e parques urbanos, esta espécie ocorre em todo o Brasil. Destacam-se em sua cabeça duas “orelhinhas”, penas salientes nesta região que lembram orelhas, ausente no individuo juvenil. A corujinha –do -mato é uma espécie pequena e alimenta-se principalmente de insetos como gafanhotos e mariposas.

O estagiário do IPEVS Eduardo Alves realizou o resgate de uma corujinha-do-mato que havia caído do ninho próximo a sua residência na cidade de Santa Mariana, e encaminhou a corujinha para o IPEVS.  A coruja ficou aos cuidados da equipe o tempo necessário para aprender a voar e caçar seu próprio alimento. Depois deste período foi realizada a soltura da ave.

Soltura da corujinha-do-mato realizada pela bióloga do IPEVS Renata Alfredo. Foto: IPEVS

 

Corujinha-do-mato pronta para voltar a natureza. Foto: IPEVS

 

Vale ressaltar que as corujas não trazem azar, como citado em muitas lendas. Na verdade elas são aves predadoras que mantêm o equilíbrio nas populações de suas presas, principalmente de roedores e insetos.

 

Falcão Quiriquiri (Falco sparverius)

O quiriquiri é o menor dos  falcões  e uma das menores aves de rapina do Brasil.  Ocorre em todo o Brasil exceto em regiões de florestas. De atividade diurna, alimentam-se de lagartixas, grandes insetos, roedores e pequenas cobras.  Utiliza suas garras para segurar a presa matando-a com o bico.

O IPEVS resgatou um quiriquiri na cidade de Cornélio, impossibilitado de voar. Chegando ao local o médico veterinário Rafael Haddad constatou que asa do falcão estava lesionada. O quiriquiri recebeu os cuidados necessários e permaneceu com a equipe do IPEVS. Após o período de recuperação o falcão estava apto a voltar para natureza e foi solto no domingo dia 23 de dezembro.

Quiriquiri resgato pelo IPEVS. Ave mantida em observação até sua completa recuperação. Foto: IPEVS

 

Recuperado o quiriquiri retornou a natureza. Foto: IPEVS

Gambá (Didelphis albiventris)

Na última ocasião na qual o IPEVS foi acionado para resgatar uma família de gambás, apenas três filhotes encontravam-se com vida que permaneceram sobre os cuidados da equipe do IPEVS (Click e confira http://ipevs.org.br/blog/?p=10723). Devido aos ferimentos apenas um dos filhotes resistiu.

O gambá recebeu atenção especial da estagiária do IPEVS Naiara Palumbo, o que possibilitou a  soltura do gambá também no dia 23 de dezembro.

Soltura gambá de orelha branca. Foto: IPEVS

 

Os animais foram soltos em locais distintos em áreas de reserva da região.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Porco-espinho pode inspirar nova geração de agulhas

Segundo engenheiro americano, farpas microscópicas presentes nos espinhos de alguns animais tornam a penetração na pele muito mais fácil

“A evolução é a melhor solucionadora de problemas que existe.” O lema de Jeffrey Karp, engenheiro biomédico da Escola de Medicina de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, é a própria definição de seu trabalho. Um exemplo disso é seu mais novo estudo, que acaba de ser publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Com o objetivo de desenvolver dispositivos médicos mais eficientes, como agulhas, ele e sua equipe passaram a estudar as propriedades do porco-espinho americano (Erethizon dorsatum).

Tal roedor é protegido por cerca de 30.000 espinhos. Diferentemente das espécies de porco-espinho de outras regiões do globo, como na África, os animais encontrados nos Estados Unidos têm seus espinhos revestidos por farpas microscópicas. Esse pequeno detalhe é um pesadelo para quem esbarra com os animais. Essas farpas, espécie de lâminas com o gume apontado no sentido oposto ao da agulha, tornam a penetração do espinho mais fácil e sua remoção, mais difícil.

Em testes em peles de porco, os pesquisadores descobriram que os espinhos revestidos com as farpas precisavam de apenas metade da força para penetrar no tecido — a comparação foi realizada com espinhos do mesmo animal, só que com as farpas retiradas. Na hora de remover os espinhos, por outro lado, foi preciso quatro vezes mais força, porque as farpas se enganchavam no tecido.

“Este é o único sistema com essa dupla funcionalidade, no qual um único elemento — as farpas — reduz ao mesmo tempo a força de penetração e aumenta a força necessária de remoção”, disse Jeffrey Karp à revista Nature.

Em entrevista ao site de VEJA, Karp explica uma das possíveis aplicações que o experimento pode trazer no futuro. “Quando se aplica uma injeção, é preciso colocar pressão na agulha para que ela penetre no tecido. Se a pressão necessária para esse processo é reduzida, também se reduz o risco de danos causados pelo excesso de força”, diz. “É uma oportunidade interessante para tentarmos criar uma alternativa sintética.”

porco-espinho pesquisa farpas

Os espinhos do Erethizon dorsatum são muito mais fáceis de penetrar nos tecidos e exigem mais força para serem removidos (JEFFREY KARP, HARVARD MEDICAL SCHOOL)

JEFFREY KARP, HARVARD MEDICAL SCHOOL

Visão microscópica dos espinhos revela em detalhes as pequenas farpas

Fonte: Veja Ciência


7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Moçambique cria maior reserva ambiental marinha da África

Área de proteção nos arredores de conjunto de ilhas tem 10,4 mil km².
Arquipélago abriga várias espécies de tartarugas e corais.

O governo de Moçambique anunciou a criação da maior reserva ambiental da vida marinha da África, com 10,4 mil km² de áreas protegidas nos arredores de um conjunto de dez ilhas no litoral do país, conhecido como Arquipélago das Primeiras e Segundas. A informação foi divulgada nesta terça-feira (6) pela organização ambiental WWF.

O conjunto de ilhas é pouco habitado, mas é rico em vida marinha e tem águas frias, com grande quantidade de nutrientes, segundo a organização, que afirma atuar há oito anos no arquipélago com conservação de vida marinha.

As ilhas abrigam várias espécies de tartarugas, como a Chelonia mydas, a Eretmochelys imbricata e a Caretta caretta. Além disso, foram identificados mais de 30 mil ninhos de pássaros importantes da fauna local, segundo a WWF. Grupos de baleias são vistos frequentemente nos arredores do arquipélago, ainda de acordo com a organização.

“É um passo importante no esforço para alcançar a conservação dos animais e o manejo sustentável dos recursos marinhos e costeiros de Moçambique”, disse o diretor da organização em Moçambique, Florêncio Marerua, em entrevista ao site da WWF.

Tartaruga da espécie 'Eretmochelys imbricata', similar às encontradas no Arquipélago das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Smithsonian National Museum of Natural History)

Tartaruga da espécie 'Eretmochelys imbricata', similar às encontradas no arquipélago de Moçambique que abriga a nova reserva ambiental marinha (Foto: Divulgação/Smithsonian National Museum of Natural History)

Filhote de tartaruga XYZ, espécie encontrada no Arquipélago das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Universidade de Michigan)

Filhote de tartaruga 'Chelonya Midas', similar à espécie encontrada no arquipélago moçambicano das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Universidade de Michigan)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cacatua cria sua própria ferramenta para alcançar comida

Espécie é conhecida por sua inteligência, mas esse tipo de comportamento nunca havia sido registrado

A cacatua de goffin (Cacatua goffiniana) é uma espécie de pássaro originária da Indonésia, conhecida por sua inteligência e o costume de brincar com seres humanos. Por isso, ela é muito utilizada por biólogos para estudar o desenvolvimento da inteligência em aves. Uma nova pesquisa publicada nesta terça-feira na revista Current Biology mostra, porém, um comportamento nunca antes visto. Uma cacatua chamada Figaro surpreendeu os cientistas ao criar seus próprios utensílios para alcançar comida.

Ela foi filmada em ação por pesquisadores das universidades de Oxford e Viena, no cativeiro em que vive, próximo à capital austríaca. No vídeo, Figaro aparece utilizando seu bico para arrancar lascas de um tronco de madeira de sua jaula. Posteriormente, o animal usa essa mesma lasca como uma ferramenta para tentar pegar uma noz que está fora de seu alcance.

Os pesquisadores começaram a estudar o comportamento da cacatua após observar o animal brincando com uma pedra, que acabou caindo do outro lado de sua gaiola. Após várias tentativas frustradas de alcançá-la com suas garras, Fígaro pegou um pau e tentou ‘pescar’ o brinquedo.

Para testar as capacidades do animal, os cientistas substituíram a pedra por uma noz. Fígaro arrancou uma lasca de madeira de sua jaula e usou o utensílio para pegar o alimento. “Já estávamos surpresos pelo fato dela utilizar uma ferramenta, mas não esperávamos que ela fosse capaz de fabricá-las”, diz Alice Auersperg, bióloga da Universidade de Viena e principal responsável pelo estudo.

Inteligência animal — Segundo outro dos autores, Alex Kacelnik, da Universidade de Oxford, a cacatua não é uma espécie conhecida por usar ferramentas. “No entanto, ela demonstrou que os membros de uma espécie curiosa, hábil na resolução de problemas e com um grande cérebro podem fabricar utensílios para responder a uma necessidade nova.”

Anteriormente, Kacelnik havia estudado outra espécie de pássaros que utiliza utensílios de forma espontânea, os corvos de Nova Caledônia. Uma fêmea desta espécie, chamada Betty, também surpreendeu os cientistas ao fabricar ganchos para alcançar comida, uma habilidade não conhecida entre essas aves. “Continuamos tentando identificar as operações cognitivas que fazem possíveis estas façanhas. Fígaro e Betty podem nos ajudar a revelar muitas incógnitas na evolução da inteligência”, finalizou Kacelnik.

pássaro

O pássaro foi capaz de arrancar uma lasca de madeira e usá-la para alcançar uma noz fora de sua jaula (Universidade de Viena/Divulgação)

Click e veja o vídeo: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cacatua-cria-sua-propria-ferramenta-para-alcancar-comida

Fonte: Veja Ciência


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas têm acesso pela primeira vez a corpo de espécie rara de baleia

Baleia bicuda-de-bahamonde foi descrita inicialmente a partir de ossos.
Corpos de mãe e filhote foram encontrados em praia da Nova Zelândia.

baleia rara; Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Um dos exemplares de baleia-bicuda-de-bahamonde encontrados na Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Dois corpos de uma espécie de baleia praticamente desconhecida dos cientistas foram encontrados pela primeira vez na Nova Zelândia e analisados por pesquisadores da Universidade de Auckland.

O encalhe de mãe e filhote em uma praia do país deixou de ser apenas um acidente ambiental para se tornar uma oportunidade de coletar mais informações sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), anteriormente conhecida apenas com a ajuda de ossadas.

Segundo relatório que será publicado nesta terça-feira (6) na revista científica “Current Biology”, é a primeira vez que especialistas descrevem completamente a espécie.

Além disso, segundo os cientistas, é a primeira vez que surgem evidências de que esta baleia não está extinta completamente da natureza e um lembrete de como o ambiente marinho é pouco conhecido. As duas baleias foram descobertas em dezembro de 2010, em Opape Beach.

A baleia-bicuda-de-bahamonde havia sido descrita anteriormente com a ajuda de três crânios coletados na Nova Zelândia e Chile. Pesquisadores da Universidade de Auckland coletaram amostras de DNA, além de partes do tecido corporal dos corpos encontrados, que serão guardados junto a outras amostras de baleias raras.

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Degelo no Ártico ameaça focas aneladas, aponta estudo

Cientistas da Universidade de Washington dizem que, se ritmo do derretimento continuar, área de reprodução dos animais deve ser reduzida em 70%

O derretimento no Ártico pode provocar o desaparecimento de mais de dois terços da área coberta de neve utilizada pelas focas aneladas para reprodução. Esses animais usam a neve acumulada para abrir pequenos túneis, onde criam e protegem seus filhotes. O degelo deixa o animal desabrigado e diminui suas chances de procriação e preservação. O alerta foi feito por um estudo publicado pela revista Geophysical Research Letters.

Os túneis cavados pelas focas são vitais para a sobrevivência dos animais, segundo Cecilia Bitz, professora de ciências atmosféricas da Universidade de Washington e coautora do estudo. De acordo com a pesquisa, a área do Ártico que acumula pelo menos 20 centímetros de neve, quantidade mínima para servir às focas aneladas, diminuirá em pelo menos 70% até o final deste século.

Além de reduzir a área de reprodução, as mudanças no regime de precipitação de neve também ameaçam a criação dos filhotes. Isso porque, segundo o estudo, os invernos serão mais curtos, e a neve deve derreter mais cedo no ano. Assim, as cavernas podem não durar até que os filhotes estejam preparados para deixar os abrigos. Além disso, é previsto um aumento das chuvas, o que causaria o colapso dos túneis.

Alterações na quantidade de neve podem influir no próprio processo de degelo do Ártico. A neve, segundo Paul Hezel, também da Universidade de Washington e autor da pesquisa, tem um enorme impacto termodinâmico na espessura do gelo.  Durante a primavera, por exemplo, a cobertura de neve, por refletir mais o sol do que o gelo, ajuda a conter o derretimento.

Foca anelada

As focas aneladas cavam túneis na neve para proteger seus filhotes. Degelo e aumento de chuvas ameaçam a espécie (Brendan Kelly/National Science Foundation)

Fonte: Veja Ciência


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20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Filhote de condor é cuidado por ‘boneco’ para ser solto na natureza

Fantoche trata o animal para que não haja interferência direta de humanos.
Wesa tem só 2 semanas e uma fome voraz: come até 15 roedores por dia.

Um filhote de condor com apenas duas semanas de vida foi o primeiro do ano a nascer no Zoológico e Safári de San Diego, no estado americano da Califórnia. Chamado de Wesa, o animal veio ao mundo no dia 24 de fevereiro.

Na foto acima, o pequeno condor aparece ao lado de um fantoche que imita um espécime adulto. O boneco em forma de luva serve como preparação para o filhote ser liberado ao ambiente selvagem no futuro.

Dessa maneira, o animalzinho não recebe interferência direta dos funcionários do zoológico, já que é a “falsa mãe” que cuida dele. E, uma vez na floresta, essa ave de rapina não vai depender dos humanos para se alimentar. Wesa tem boa saúde e um apetite voraz: chega a comer até 15 roedores por dia.

Segundo o cuidador Ron Webb, o zoológico inaugurou seu programa para recuperação de condores em 1980, quando havia apenas 22 bichos da espécie restantes no mundo. Desde então, o parque já chocou 173 ovos e soltou 80 animais na natureza.

Atualmente, existem mais de 400 condores no planeta, metade dos quais voa livre em estados como Baixa Califórnia, no México, Califórnia e Arizona, nos EUA.

Filhote de condor Wesa é o 1º do ano a nascer em zoológico de San Diego (Foto: San Diego Zoo/Ken Bohn/AFP)

Filhote de condor Wesa é o 1º do ano a nascer em zoo de San Diego (Foto: San Diego Zoo/Ken Bohn/AFP)

Fonte: Globo Natureza


20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores esperam ‘reviver’ rã extinta há 30 anos com clonagem

Animal engolia ovos e incubava filhotes no estômago, diz estudo.
Cientistas conseguiram reativar núcleo de células ‘mortas’ de rã extinta.

Cientistas do Projeto Lazarus estão trabalhando para “reviver” uma espécie de rã australiana, extinta há cerca de 30 anos, utilizando técnicas de clonagem. Eles conseguiram implantar de forma bem-sucedida núcleos retirados de células “mortas” do animal, que estavam congeladas há anos, em células de um anfíbio de outra espécie aparentada.

A rã extinta, da espécie Rheobatrachus silus, era conhecida por sua forma bizarra de cuidar dos filhotes: ela engolia os ovos, incubava os filhotes no estômago e depois “dava a luz” a eles pela boca, segundo os cientistas.

O animal foi considerado extinto em 1983. Os pesquisadores preservaram exemplares da rã congelados e conseguiram, com repetidos experimentos, transferir núcleos de células somáticas (já especializadas em algum tecido, como a pele) para células embrionárias de outra espécie de anfíbio: a Mixophyes fasciolatus, uma “parente distante”, segundo os cientistas.

Divisão celular
Ao substituir o núcleo ativo das células da Mixophyes fasciolatus pelo núcleo “morto” da rã extinta, os cientistas conseguiram que ocorresse espontaneamente a divisão celular e que novas células surgissem. Os embriões, no entanto, morreram após alguns dias.

Apesar disso, testes genéticos confirmaram que as novas células obtidas continham material genético da rã extinta. “Nós estamos observando um ‘ressuscitar dos mortos’, passo a passo”, disse o professor Mike Archer, da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália.

“Nós reativamos células mortas usando células vivas e ‘revivemos’ o genoma da rã extinta no processo. Agora nós temos células preservadas criogenicamente do animal extinto, para usar em futuros experimentos de clonagem”, disse Archer.

“Estamos confiantes que os obstáculos agora são tecnológicos e não biológicos, e que vamos ser bem-sucedidos”, analisou o pesquisador no estudo.

Rã da espécie XYZ, que ficou congelada por 40 anos (Foto: Divulgação/Bob Beale/Projeto Lazarus)

'Rheobatrachus silus', rã que ficou congelada por 40 anos (Foto: Divulgação/Bob Beale/Projeto Lazarus)

Imagem de arquivo mostra a rã 'dando a luz' a filhote pela boca (Foto: Divulgação/Universidade de Adelaide)

Imagem de arquivo mostra a rã 'dando a luz' a filhote pela boca (Foto: Divulgação/Universidade de Adelaide)

Fonte: Globo Natureza


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Menor primata das Américas é encontrado em Rondônia

Espécie é rara e apenas ribeirinhos tinham visto o mico-leãozinho.
Primata pode atingir 15 centímetros na idade adulta.

Conhecido como mico-leãozinho, o Cebuella pygmaea é uma espécie rara e atinge 15 centímetros quando adulto. O menor macaco existente no continente americano, segundo a bióloga e pesquisadora Mariluce Rezende Messias, alimenta-se basicamente de goma de árvores e ingá. Em 2010, um exemplar da espécie foi encontrado em Porto Velho, no interflúvio dos rios Madeira e Purus e sua população ainda está sendo estimada em Rondônia. De acordo com o Centro de Coleções Zoológicas, localizado no prédio da Universidade Federal  de Rondônia (Unir), há registros do primata nos estados do Acre e Amazonas.

O mico-leãozinho foi encontrado durante o resgate de animais na área de interferência de uma usina em construção no Rio Madeira, em Porto Velho, e a descoberta da espécie na região – antes registrada apenas por ribeirinhos – aumentou a curiosidade de pesquisadores que começaram a monitorar os hábitos do primata.

Segundo Mariluce, há pouca densidade de mico-leãozinho no estado e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classifica a situação da espécie como pouco preocupante. “É importante ressaltar que temos poucas informações sobre o Cybuella pygmaea. Os estudos nos darão uma melhor dimensão sobre a espécie”, afirma a pesquisadora.

Alguns exemplares estão taxidermizados no Centro de Coleções Zoológicas da Unir junto com outros mamíferos para estudos, pesquisa e arquivamento da fauna de Rondônia.

Existência do mico-leãozinho em Rondônia foi comprovada em 2010 (Foto: Agência Imagem News)

Existência do mico-leãozinho em Rondônia foi comprovada em 2010 (Foto: Agência Imagem News)

Fonte: Globo.com


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

 

Suindara (Tyto alba)

Coruja suindara conhecida também como coruja de igreja, coruja das torres, espécie que ocorre em todo o Brasil.  Assim como todas as corujas possuem excelente audição e visão, aves de hábito noturno e altamente especializadas na captura de pequenos roedores. Os filhotes de suindara geralmente permanecem na companhia de seus pais por um período necessário para aprender habilidades de caça.

O IPEVS recebeu três suindaras filhotes resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. As aves receberam os cuidados da equipe do IPEVS.

No dia 23 de dezembro de 2012 foi realizada a soltura de uma das corujas que estava apta a voltar para natureza, depois de um trabalho de reabilitação da ave. Infelizmente os outros dois filhotes vieram a óbito.

Filhotes de suindara resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o IPEVS. Foto: IPEVS

 

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad realizou a soltura da suindara. Foto: IPEVS

 

Corujinha – do- mato (Megascops choliba)

É uma das corujas mais comuns nas cidades e parques urbanos, esta espécie ocorre em todo o Brasil. Destacam-se em sua cabeça duas “orelhinhas”, penas salientes nesta região que lembram orelhas, ausente no individuo juvenil. A corujinha –do -mato é uma espécie pequena e alimenta-se principalmente de insetos como gafanhotos e mariposas.

O estagiário do IPEVS Eduardo Alves realizou o resgate de uma corujinha-do-mato que havia caído do ninho próximo a sua residência na cidade de Santa Mariana, e encaminhou a corujinha para o IPEVS.  A coruja ficou aos cuidados da equipe o tempo necessário para aprender a voar e caçar seu próprio alimento. Depois deste período foi realizada a soltura da ave.

Soltura da corujinha-do-mato realizada pela bióloga do IPEVS Renata Alfredo. Foto: IPEVS

 

Corujinha-do-mato pronta para voltar a natureza. Foto: IPEVS

 

Vale ressaltar que as corujas não trazem azar, como citado em muitas lendas. Na verdade elas são aves predadoras que mantêm o equilíbrio nas populações de suas presas, principalmente de roedores e insetos.

 

Falcão Quiriquiri (Falco sparverius)

O quiriquiri é o menor dos  falcões  e uma das menores aves de rapina do Brasil.  Ocorre em todo o Brasil exceto em regiões de florestas. De atividade diurna, alimentam-se de lagartixas, grandes insetos, roedores e pequenas cobras.  Utiliza suas garras para segurar a presa matando-a com o bico.

O IPEVS resgatou um quiriquiri na cidade de Cornélio, impossibilitado de voar. Chegando ao local o médico veterinário Rafael Haddad constatou que asa do falcão estava lesionada. O quiriquiri recebeu os cuidados necessários e permaneceu com a equipe do IPEVS. Após o período de recuperação o falcão estava apto a voltar para natureza e foi solto no domingo dia 23 de dezembro.

Quiriquiri resgato pelo IPEVS. Ave mantida em observação até sua completa recuperação. Foto: IPEVS

 

Recuperado o quiriquiri retornou a natureza. Foto: IPEVS

Gambá (Didelphis albiventris)

Na última ocasião na qual o IPEVS foi acionado para resgatar uma família de gambás, apenas três filhotes encontravam-se com vida que permaneceram sobre os cuidados da equipe do IPEVS (Click e confira http://ipevs.org.br/blog/?p=10723). Devido aos ferimentos apenas um dos filhotes resistiu.

O gambá recebeu atenção especial da estagiária do IPEVS Naiara Palumbo, o que possibilitou a  soltura do gambá também no dia 23 de dezembro.

Soltura gambá de orelha branca. Foto: IPEVS

 

Os animais foram soltos em locais distintos em áreas de reserva da região.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Porco-espinho pode inspirar nova geração de agulhas

Segundo engenheiro americano, farpas microscópicas presentes nos espinhos de alguns animais tornam a penetração na pele muito mais fácil

“A evolução é a melhor solucionadora de problemas que existe.” O lema de Jeffrey Karp, engenheiro biomédico da Escola de Medicina de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, é a própria definição de seu trabalho. Um exemplo disso é seu mais novo estudo, que acaba de ser publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Com o objetivo de desenvolver dispositivos médicos mais eficientes, como agulhas, ele e sua equipe passaram a estudar as propriedades do porco-espinho americano (Erethizon dorsatum).

Tal roedor é protegido por cerca de 30.000 espinhos. Diferentemente das espécies de porco-espinho de outras regiões do globo, como na África, os animais encontrados nos Estados Unidos têm seus espinhos revestidos por farpas microscópicas. Esse pequeno detalhe é um pesadelo para quem esbarra com os animais. Essas farpas, espécie de lâminas com o gume apontado no sentido oposto ao da agulha, tornam a penetração do espinho mais fácil e sua remoção, mais difícil.

Em testes em peles de porco, os pesquisadores descobriram que os espinhos revestidos com as farpas precisavam de apenas metade da força para penetrar no tecido — a comparação foi realizada com espinhos do mesmo animal, só que com as farpas retiradas. Na hora de remover os espinhos, por outro lado, foi preciso quatro vezes mais força, porque as farpas se enganchavam no tecido.

“Este é o único sistema com essa dupla funcionalidade, no qual um único elemento — as farpas — reduz ao mesmo tempo a força de penetração e aumenta a força necessária de remoção”, disse Jeffrey Karp à revista Nature.

Em entrevista ao site de VEJA, Karp explica uma das possíveis aplicações que o experimento pode trazer no futuro. “Quando se aplica uma injeção, é preciso colocar pressão na agulha para que ela penetre no tecido. Se a pressão necessária para esse processo é reduzida, também se reduz o risco de danos causados pelo excesso de força”, diz. “É uma oportunidade interessante para tentarmos criar uma alternativa sintética.”

porco-espinho pesquisa farpas

Os espinhos do Erethizon dorsatum são muito mais fáceis de penetrar nos tecidos e exigem mais força para serem removidos (JEFFREY KARP, HARVARD MEDICAL SCHOOL)

JEFFREY KARP, HARVARD MEDICAL SCHOOL

Visão microscópica dos espinhos revela em detalhes as pequenas farpas

Fonte: Veja Ciência


7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Moçambique cria maior reserva ambiental marinha da África

Área de proteção nos arredores de conjunto de ilhas tem 10,4 mil km².
Arquipélago abriga várias espécies de tartarugas e corais.

O governo de Moçambique anunciou a criação da maior reserva ambiental da vida marinha da África, com 10,4 mil km² de áreas protegidas nos arredores de um conjunto de dez ilhas no litoral do país, conhecido como Arquipélago das Primeiras e Segundas. A informação foi divulgada nesta terça-feira (6) pela organização ambiental WWF.

O conjunto de ilhas é pouco habitado, mas é rico em vida marinha e tem águas frias, com grande quantidade de nutrientes, segundo a organização, que afirma atuar há oito anos no arquipélago com conservação de vida marinha.

As ilhas abrigam várias espécies de tartarugas, como a Chelonia mydas, a Eretmochelys imbricata e a Caretta caretta. Além disso, foram identificados mais de 30 mil ninhos de pássaros importantes da fauna local, segundo a WWF. Grupos de baleias são vistos frequentemente nos arredores do arquipélago, ainda de acordo com a organização.

“É um passo importante no esforço para alcançar a conservação dos animais e o manejo sustentável dos recursos marinhos e costeiros de Moçambique”, disse o diretor da organização em Moçambique, Florêncio Marerua, em entrevista ao site da WWF.

Tartaruga da espécie 'Eretmochelys imbricata', similar às encontradas no Arquipélago das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Smithsonian National Museum of Natural History)

Tartaruga da espécie 'Eretmochelys imbricata', similar às encontradas no arquipélago de Moçambique que abriga a nova reserva ambiental marinha (Foto: Divulgação/Smithsonian National Museum of Natural History)

Filhote de tartaruga XYZ, espécie encontrada no Arquipélago das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Universidade de Michigan)

Filhote de tartaruga 'Chelonya Midas', similar à espécie encontrada no arquipélago moçambicano das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Universidade de Michigan)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cacatua cria sua própria ferramenta para alcançar comida

Espécie é conhecida por sua inteligência, mas esse tipo de comportamento nunca havia sido registrado

A cacatua de goffin (Cacatua goffiniana) é uma espécie de pássaro originária da Indonésia, conhecida por sua inteligência e o costume de brincar com seres humanos. Por isso, ela é muito utilizada por biólogos para estudar o desenvolvimento da inteligência em aves. Uma nova pesquisa publicada nesta terça-feira na revista Current Biology mostra, porém, um comportamento nunca antes visto. Uma cacatua chamada Figaro surpreendeu os cientistas ao criar seus próprios utensílios para alcançar comida.

Ela foi filmada em ação por pesquisadores das universidades de Oxford e Viena, no cativeiro em que vive, próximo à capital austríaca. No vídeo, Figaro aparece utilizando seu bico para arrancar lascas de um tronco de madeira de sua jaula. Posteriormente, o animal usa essa mesma lasca como uma ferramenta para tentar pegar uma noz que está fora de seu alcance.

Os pesquisadores começaram a estudar o comportamento da cacatua após observar o animal brincando com uma pedra, que acabou caindo do outro lado de sua gaiola. Após várias tentativas frustradas de alcançá-la com suas garras, Fígaro pegou um pau e tentou ‘pescar’ o brinquedo.

Para testar as capacidades do animal, os cientistas substituíram a pedra por uma noz. Fígaro arrancou uma lasca de madeira de sua jaula e usou o utensílio para pegar o alimento. “Já estávamos surpresos pelo fato dela utilizar uma ferramenta, mas não esperávamos que ela fosse capaz de fabricá-las”, diz Alice Auersperg, bióloga da Universidade de Viena e principal responsável pelo estudo.

Inteligência animal — Segundo outro dos autores, Alex Kacelnik, da Universidade de Oxford, a cacatua não é uma espécie conhecida por usar ferramentas. “No entanto, ela demonstrou que os membros de uma espécie curiosa, hábil na resolução de problemas e com um grande cérebro podem fabricar utensílios para responder a uma necessidade nova.”

Anteriormente, Kacelnik havia estudado outra espécie de pássaros que utiliza utensílios de forma espontânea, os corvos de Nova Caledônia. Uma fêmea desta espécie, chamada Betty, também surpreendeu os cientistas ao fabricar ganchos para alcançar comida, uma habilidade não conhecida entre essas aves. “Continuamos tentando identificar as operações cognitivas que fazem possíveis estas façanhas. Fígaro e Betty podem nos ajudar a revelar muitas incógnitas na evolução da inteligência”, finalizou Kacelnik.

pássaro

O pássaro foi capaz de arrancar uma lasca de madeira e usá-la para alcançar uma noz fora de sua jaula (Universidade de Viena/Divulgação)

Click e veja o vídeo: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cacatua-cria-sua-propria-ferramenta-para-alcancar-comida

Fonte: Veja Ciência


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas têm acesso pela primeira vez a corpo de espécie rara de baleia

Baleia bicuda-de-bahamonde foi descrita inicialmente a partir de ossos.
Corpos de mãe e filhote foram encontrados em praia da Nova Zelândia.

baleia rara; Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Um dos exemplares de baleia-bicuda-de-bahamonde encontrados na Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Dois corpos de uma espécie de baleia praticamente desconhecida dos cientistas foram encontrados pela primeira vez na Nova Zelândia e analisados por pesquisadores da Universidade de Auckland.

O encalhe de mãe e filhote em uma praia do país deixou de ser apenas um acidente ambiental para se tornar uma oportunidade de coletar mais informações sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), anteriormente conhecida apenas com a ajuda de ossadas.

Segundo relatório que será publicado nesta terça-feira (6) na revista científica “Current Biology”, é a primeira vez que especialistas descrevem completamente a espécie.

Além disso, segundo os cientistas, é a primeira vez que surgem evidências de que esta baleia não está extinta completamente da natureza e um lembrete de como o ambiente marinho é pouco conhecido. As duas baleias foram descobertas em dezembro de 2010, em Opape Beach.

A baleia-bicuda-de-bahamonde havia sido descrita anteriormente com a ajuda de três crânios coletados na Nova Zelândia e Chile. Pesquisadores da Universidade de Auckland coletaram amostras de DNA, além de partes do tecido corporal dos corpos encontrados, que serão guardados junto a outras amostras de baleias raras.

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Degelo no Ártico ameaça focas aneladas, aponta estudo

Cientistas da Universidade de Washington dizem que, se ritmo do derretimento continuar, área de reprodução dos animais deve ser reduzida em 70%

O derretimento no Ártico pode provocar o desaparecimento de mais de dois terços da área coberta de neve utilizada pelas focas aneladas para reprodução. Esses animais usam a neve acumulada para abrir pequenos túneis, onde criam e protegem seus filhotes. O degelo deixa o animal desabrigado e diminui suas chances de procriação e preservação. O alerta foi feito por um estudo publicado pela revista Geophysical Research Letters.

Os túneis cavados pelas focas são vitais para a sobrevivência dos animais, segundo Cecilia Bitz, professora de ciências atmosféricas da Universidade de Washington e coautora do estudo. De acordo com a pesquisa, a área do Ártico que acumula pelo menos 20 centímetros de neve, quantidade mínima para servir às focas aneladas, diminuirá em pelo menos 70% até o final deste século.

Além de reduzir a área de reprodução, as mudanças no regime de precipitação de neve também ameaçam a criação dos filhotes. Isso porque, segundo o estudo, os invernos serão mais curtos, e a neve deve derreter mais cedo no ano. Assim, as cavernas podem não durar até que os filhotes estejam preparados para deixar os abrigos. Além disso, é previsto um aumento das chuvas, o que causaria o colapso dos túneis.

Alterações na quantidade de neve podem influir no próprio processo de degelo do Ártico. A neve, segundo Paul Hezel, também da Universidade de Washington e autor da pesquisa, tem um enorme impacto termodinâmico na espessura do gelo.  Durante a primavera, por exemplo, a cobertura de neve, por refletir mais o sol do que o gelo, ajuda a conter o derretimento.

Foca anelada

As focas aneladas cavam túneis na neve para proteger seus filhotes. Degelo e aumento de chuvas ameaçam a espécie (Brendan Kelly/National Science Foundation)

Fonte: Veja Ciência


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