23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


1 de abril de 2013 | nenhum comentário »

Biólogos identificam duas novas espécies de lêmures

Animais endêmicos de Madagascar estão entre os menores primatas do mundo e os mais ameaçados de extinção

lêmur

O Microcebus marohita foi colocado na lista de espécies ameaçadas de extinção antes mesmo de ser formalmente descrito pelos pesquisadores (Bellarmin Ramahefasoa)

Biólogos alemães identificaram nas florestas de Madagascar duas novas espécies de lêmures do gênero Microcebus, que reúne as menores espécies de primatas do mundo —  e também as mais ameaçadas de extinção. Os animais foram descritos, após análises genéticas e morfológicas, em uma pesquisa publicada nesta terça-feira na revista International Journal of Primatology.

Os lêmures foram descobertos durante visitas de campo realizadas por pesquisadores do Centro de Primatas da Alemanha à ilha de Madagascar entre 2003 e 2007. Segundo os biólogos, os animais são minúsculos, pesando menos de cem gramas. A espécieMicrocebus tanosi tem a cabeça vermelha e pelos marrons e negros pelo corpo. Na barriga, seus pelos são castanhos e cinzas. Já o Microcebus marohita possui uma cauda longa e espessa e grandes patas traseiras.

Ameaça - Por causa do isolamento geográfico de Madagascar, todos os seus primatas, 90% de suas plantas e 80% de seus anfíbios e répteis são espécies endêmicas – ou seja, só são encontradas na ilha. Os lêmures, por exemplo, não existem fora dali. Na última década, com as pesquisas realizadas na região,  o número de espécies identificadas de lêmures mais que triplicou.

A floresta onde as duas novas espécies foram encontradas sofreu grande degradação na última década, fazendo com que a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) colocasse uma das novas espécies na lista das ameaçadas de extinção antes mesmo que ela tivesse sido formalmente descrita pelos pesquisadores. A situação de degradação na ilha é tão devastadora que um relatório publicado no ano passado pela entidade destacou que o lêmure mais raro do mundo, o lêmure-esportivo-do-norte (Lepilemur septentrionalis), não contava com mais de dezenove espécimes vivos.

Fonte: Veja Ciência


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Câmeras filmam desenvolvimento e reprodução de papagaio ameaçado

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie. Foto: Divulgação

Conservacionistas instalaram câmeras em ninho de espécie ameaçada de papagaio para promover e investigar de perto a reprodução e o desenvolvimento dos indivíduos em ambiente natural.

O papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) é uma espécie da mata atlântica com 7.000 indivíduos e ameaçada de extinção que só ocorre no litoral sul de São Paulo, litoral do Paraná e litoral norte de Santa Catarina, principalmente em ilhas.

Devido à degradação ambiental, restaram na região poucas árvores velhas o suficiente para ter ocos naturais que possam hospedar uma ninhada do papagaio.

Após monitorar ninhos naturais desde 1998, a equipe do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, financiado pela ONG curitibana SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) instala ninhos artificiais feitos de madeira ou PVC para facilitar o monitoramento e a reprodução da espécie e suprir a falta de ocos. Hoje já são 100 ninhos artificiais e cerca de 83 estão ocupados. “O ninho é um fator determinante para a espécie se manter”, disse Elenise Sipiski, coordenadora do projeto.

Sipiski diz que eles dificilmente são saqueados por traficantes de animais silvestres, já que ficam em locais de difícil acesso e têm apoio local.

FILMAGENS

Por meio de pequenas câmeras, similares às de segurança que ficam em portarias de prédios, a equipe filma o interior e exterior de um dos ninhos 24 horas por dia no período reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa.

Os vídeos são gravados direto em um HD de computador em um laboratório improvisado abaixo do ninho na floresta da Ilha Rasa, litoral do Paraná.

Em setembro, macho e fêmea fazem a corte; de outubro a dezembro são postos de 2 a 3 ovos que levam 30 dias para eclodir. Da postura até o primeiro voo são 3 meses.

Os vídeos já puderam constatar que, após a postura, os adultos se revezam no cuidado da prole e na obtenção de alimento. “No começo um dos pais fica no ninho direto e o outro traz alimento. Depois ambos revezam.”

Análises genéticas da população bem como identificação laboratorial de macho e fêmea estão sendo feitas conduzidas.

A equipe emprega alguns moradores locais e também realiza atividades de educação ambiental no Município de Guaraqueçaba (PR).

Click e veja o vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1230252-cameras-filmam-desenvolvimento-e-reproducao-de-papagaio-ameacado.shtml

 

Fonte: Folha.com


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Tamanduá-bandeira é encontrado no meio da rua, em Luziânia, GO

Animal, que pesa 50 kg, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros

Um tamanduá-bandeira foi encontrado andando pelas ruas de Luziânia, cidade goiana no Entorno de Brasília, na manhã desta segunda-feira (11).

Segundo os bombeiros, eles não precisaram usar tranquilizante na captura do animal. A equipe de resgate afirmou que ele pesa cerca de 50 kg e tem 1,50 metro de altura.

De acordo com os bombeiros, o tamanduá não estava com ferimentos.

O animal foi levado para uma reserva legal de Luziânia, que fica a 15 quilômetros da cidade.

Tamanduá-bandeira foi resgatado por equipe do Corpo de Bombeiros em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Tamanduá-bandeira foi resgatado por equipe do Corpo de Bombeiros (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Fonte: Globo Natureza


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Ararinhas em risco de extinção são trazidas da Alemanha para o Brasil

Ideia é promover a reprodução e reintroduzir espécie no habitat natural.
Apenas 79 ararinhas-azuis existem no mundo, todas em cativeiro.

Duas ararinhas-azuis de uma espécie criticamente ameaçada de extinção estão sendo trazidas de avião da Alemanha para o Brasil , informa o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

O objetivo de trazer as aves é fazer com que elas se reproduzam e, com isso, promover o aumento na sua população em cativeiro no Brasil, afirma Camile Lugarini, coordenadora do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Ararinha-Azul.

“Nossa ideia é ter indivíduos suficientes em cativeiro para efetuar a reintrodução em seu habitat natural daqui a alguns anos”, avalia Camile. O animal, que é nativo do Brasil, não é encontrado na natureza desde 2000 e atualmente só existe em cativeiro.

Há apenas 79 ararinhas-azuis no no mundo, a maioria delas mantidas em criadouros fora do país, diz o ICMBio. “Somente quatro ararinhas compõem atualmente a população reprodutiva no Brasil”, explica uma nota da instituição.

Fêmeas
As ararinhas-azuis que estão sendo trazidas ao Brasil são fêmeas e estavam sob cuidados da organização alemã ACTP (sigla em inglês para Associação para a Conservação das Araras Ameaçadas). Elas vão chegar de avião, acondicionadas em caixotes especiais e com todas as precauções necessárias, afirma o ICMBio.

As aves serão levadas a um local de quarentena regulamentado pelo Ministério da Agricultura. “Durante a quarentena, as ararinhas permanecerão em observação por um período que pode variar entre duas a seis semanas, dependendo do seu comportamento”, diz Camile.

Durante a quarentena, as aves serão submetidas a exames para avaliar suas condições de saúde. “A viagem é estressante, então pode baixar a imunidade [das ararinhas]“, ressalta a coordenadora do Plano de Ação Nacional, que é analista do ICMBio. A quarentena é um procedimento padrão nestes casos, diz ela.

Após este período, as ararinhas vão ser enviadas a um criadouro no estado de São Paulo, credenciado pelo governo brasileiro. A ideia é que ali seja feita a reprodução com machos de outras linhagens.

Intenção dos pesquisadores é reproduzir ave em cativeiro (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Intenção dos pesquisadores é reproduzir ave em cativeiro; em imagem de arquivo, ararinhas-azuis mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

“Temos quatro indivíduos dessa espécie no Brasil que estavam em um zoológico e há quase um ano estão em um criadouro. Há mais um animal em outro criadouro, que é ararinha a mais velha que se tem notícia, com mais de 30 anos”, relata Camile.

Das ararinhas em idade de reprodução no Brasil, duas são machos e duas são fêmeas. A quinta tem 34 anos, aproximadamente, e não está em condições de reprodução, afirma Camile.

Primeira experiência
A primeira experiência de reintrodução das ararinhas na natureza, desde que haja condições (com o aumento da população em cativeiro), está prevista para ocorrer até 2017, segundo o ICMBio. A espécie é natural de uma área de caatinga no sertão da Bahia, mas não é vista na região desde 2000.

Caso os esforços de reprodução sejam bem-sucedidos, as ararinhas devem ser reintroduzidas em seu habitat. O projeto é uma parceria entre o governo brasileiro, ONGs e organizações privadas. As instituições vêm trabalhando para preparar o habitat, situado no norte da Bahia, com projetos de recuperação ambiental e educação para as comunidades do entorno.

A história de uma ararinha-azul domesticada, encontrada nos EUA em 2002, inspirou o cineasta brasileiro Carlos Saldanha a fazer o filme “Rio”, grande sucesso de bilheteria nos cinemas.

Além das duas ararinhas que estão sendo trazidas ao Brasil, outras cinco aves desta espécie — quatro que estão na Espanha e um macho que está na Alemanha — devem ser trazidas ao Brasil nos próximos meses, informa a analista do ICMBio.

Há apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Há apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo, todas em cativeiro. Em imagem de arquivo, aves desta espécie são mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Fonte: Globo Natureza


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de primata que tem mordida tóxica

Mamífero conhecido como lóris foi encontrado na ilha indonésia de Bornéu.
Apesar de venenosa, espécie está ameaçada de extinção na natureza.

Primata venenoso (Foto: Divulgação/Ch'ien Lee)

Imagem de exemplar do lóris kayan, encontrado recentemente na Indonésia (Foto: Divulgação/Ch'ien Lee)

Cientistas da Universidade de Missouri Columbia, nos Estados Unidos, identificaram na região de Bornéu, naIndonésia, uma nova espécie de primata do gênero Nycticebus, conhecido como lóris lento e que tem uma mordida venenosa.
Durante um trabalho de identificação de primatas, os cientistas conseguiram diferenciar quatro espécies de lóris lento ao analisar a coloração da pele, principalmente em partes do corpo e do rosto – onde as diferentes cores funcionam como uma impressão digital do animal.

Com isso, foi possível colher detalhes de três espécies, até então pouco estudadas, e a confirmação da existência de um novo animal, batizado de Nycticebus kayan, também conhecido como lóris kayan. O trabalho foi divulgado no periódico “American Journal of Primatology”.

Venenosos, mas vulneráveis
Os lóris lentos são animais classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e estão distribuídos pelo Sul da Ásia, como a região de Bangladesh, parte da China e na área de Bornéu.

Esses primatas são relacionados aos lêmures, devido às semelhanças na aparência. No entanto, a diferença entre eles é que os lóris detêm uma mordida tóxica, característica rara entre os mamíferos.

Uma toxina produzida por uma glândula existente em seu braço é ativada quando é misturada à saliva. O veneno, segundo os pesquisadores, inibe ataques de predadores – como seres humanos, águias e orangotangos.

Segundo um dos autores do estudo, a descoberta da nova espécie é um indício de que grande parte do território de Bornéu, que, apesar de ser protegido sofre com a ação humana, precisa ser ainda mais conservado, já que pode abrigar animais que não foram ainda descritos pela ciência. Os estudiosos alertam ainda para o intenso tráfico de lóris lentos que ocorre na Indonésia.

 

Fonte: Globo Natureza

 


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas decifram DNA de espécie de camelo ameaçado de extinção

Pesquisa quer saber como animal sobrevive a temperaturas extremas.
Estudo foi publicado na revista científica ‘Nature Communications’.

Uma equipe de cientistas chineses anunciou nesta terça-feira (13) ter decifrado o DNA do camelo-bactriano (Camelus bactrianus), considerado passo fundamental para conhecer o metabolismo deste animal emblemático dos desertos da Mongólia e que corre risco de desaparecer da natureza.

O estudo, publicado na revista “Nature Communications”, foi feito por geneticistas da Universidade de Jiatong, em Xangai. Eles analisaram o genoma dos camelos-bactrianos e viram que esses animais possuem 28.821 codificados, sendo que 2.730 desses genes evoluem mais rapidamente se comparado ao de outros animais ruminantes.

Para se adaptar às condições do Deserto de Gobi, que encobre parte da China e da Mongólia e registra temperaturas extremas, o camelo-bactriano desenvolveu a capacidade de sobreviver muito mais tempo sem comida e água, armazenando gordura em seu abdômen e nas duas corcovas.

Organismo resistente
O organismo desta espécie é capaz de suportar uma temperatura interna que oscila entre 34 ºC e 41 °C ao longo do dia, seu nível de açúcar no sangue é duas vezes mais elevado que nos demais ruminantes e ele pode consumir oito vezes mais sal, sem sofrer de diabetes ou hipertensão.

Os geneticistas descobriram no DNA do camelo numerosos genes envolvidos nos mecanismos do diabetes tipo 2 e da insulina. Também encontraram onze cópias do gene CYP2J, relacionado à tensão arterial e a uma alimentação muito salgada. O cavalo e o homem têm apenas um exemplar deste gene.

Os pesquisadores também identificaram neste animal uma série de genes que poderão explicar a presença de anticorpos de alta eficiência: uma forma de imunoglobulina, menor e mais estável, que apenas os camelídeos possuem.

Exemplares de camelo-bactriano são vistos na cidade de Khanbogd, na Mongólia (Foto: Mark Ralston/AFP)

Exemplares de camelo-bactriano são vistos na cidade de Khanbogd, na Mongólia (Foto: Mark Ralston/AFP)

Fonte: Globo Natureza


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

População de gorila africano cresceu em dois anos, aponta censo

Entre 2010 e 2012, houve aumento de 94 gorilas-da-montanha.
Apesar de aumento, espécie continua ameaçada de extinção.

Censo divulgado nesta terça-feira (12) pelo governo de Uganda afirma que a população mundial de gorilas-da-montanha (Gorilla beringei beringei) cresceu em quase cem indivíduos entre 2010 e 2012.

Há dois anos, a população global desta espécie de primata, considerada ameaçada de extinção, era de 786. Agora, de acordo com levantamento feito em duas localidades, aponta que existem na natureza 880 gorilas.

O levantamento, que contou com a ajuda da organização não governamental WWF, foi realizado nas áreas de Bwindi e Virunga Massif, que abrangem a República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda. Espécimes deste primata só vivem nesta região.

Segundo David Greer, gerente do WWF, os gorilas-da-montanha experimentam um crescimento na quantidade de exemplares que não ocorre com nenhum outro primata.

As maiores ameaças a esta espécie são armadilhas de caça implantadas no interior das florestas, doenças transmitidas por seres humanos e a perda de habitat, consequência do desmatamento.

No Parque Nacional de Virunga, por exemplo, ao menos sete gorilas foram capturados por armadilhas em 2012 e dois exemplares morreram. A exploração de petróleo em parques nacionais do Congo também é motivo de preocupação, dizem ambientalistas.

Os gorilas-da-montanha vivem em grupos sociais. O censo aponta que 400 exemplares estão na região impenetrável de Bwindi, distribuídos em 36 grupos sociais distintos, com 16 machos solitários. Dez desses grupos estariam habituados à presença de humanos.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fonte: Globo Natureza


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas dos EUA tentam salvar população de ave ameaçada

Restam cerca de 100 mil exemplares de tordo-de-Bicknell no mundo.
Ação tentará recuperar população na República Dominicana.

Cientistas dos Estados Unidos e da República Dominicana uniram forças para proteger a população de tordos-de-Bicknell (Catharus bicknelli), espécie considerada vulnerável na natureza e que vive na América do Norte e Central.

Com uma população estimada em 100 mil aves, pesquisadores documentaram um declínio anual entre 7% e 19% em algumas regiões ao longo dos últimos 20 anos. A ave, que é encontrada principalmente no Caribe, tem sido afetada pela expansão da produção de carvão vegetal, agricultura de subsistência, extração de madeira e abertura de campos para pecuária.

Agora, uma iniciativa de organizações não governamentais e centros de pesquisa vai desenvolver planos de conservação em conjunto com comunidades locais para que moradores utilizem áreas de forma sustentável.

Esta ave tem um sistema de acasalamento incomum. Enquanto a maioria dos pássaros são monogâmicos e territoriais, as fêmea de Tordo-de-Bicknell se relacionam com vários machos, com filhotes que podem ser alimentados por até quatro espécimes diferentes de machos.

tordo (Foto: Mary Esch/AP)

Foto de 2006 mostra exemplar de tordo-de-Bicknell (Foto: Mary Esch/AP)

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

População de macacos ameaçados de extinção cresce cinco vezes em reserva

Aumento da população de muriquis-do-norte, o maior primata do Brasil, é resultado de 30 anos de trabalho em reserva de Caratinga, em Minas Gerais

Após 30 anos de trabalho na Reserva do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga, Minas Gerais, os números apresentados pela antropóloga Karen Strier, da Universidade de Wisconsin-Madison, mostram uma história bem-sucedida de preservação. No período, a população de macacos muriquis-do-norte que habita a reserva localizada no município mineiro de Caratinga aumentou cinco vezes, de 60 para 300 indivíduos. Os resultados foram divulgados na edição desta semana do periódico científico PLOS ONE.

Como se trata de uma espécie “criticamente em perigo de extinção, cuja população conhecida não passa de 1.000 animais espalhados por uma dúzia de diferentes fragmentos da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo, o salto populacional é, numa primeira leitura, animador. “Para um macaco ameaçado de extinção, é muito positivo”, avalia o professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo Sérgio Lucena, que há 10 anos acompanha as pesquisas de Karen em Caratinga.

Estudo detalhado — O professor explica, no entanto, que a importância do estudo publicado pela antropóloga em parceria com o ecologista e matemático Anthony Ives naPLOS ONE vai além da surpreendente recuperação de muriquis-do-norte na reserva. O texto de Karen sintetiza três décadas de acompanhamento demográfico dessa espécie em Caratinga, um nível de detalhamento que só existe em outras seis reservas de primatas no mundo. Isso significa, afirma o professor da Federal do Espírito Santo, que a reserva pode se tornar um modelo de estudo sobre o comportamento demográfico de primatas que correm risco de desaparecer. “Esse trabalho apresentou alguns resultados que fogem dos padrões teóricos esperados. Saber se espécies ameaçadas de extinção podem se comportar de forma inesperada é muito importante”, afirma.

Entre as tendências demográficas consideradas fora do padrão, uma das mais interessantes foi o crescimento simultâneo das taxas de fertilidade (a quantidade de filhotes que cada fêmea gera) e mortalidade. Afinal, um maior número de macacos disputando os mesmos recursos em área limitada – a reserva Feliciano Miguel Abdala conta com pouco mais de 900 hectares – tenderia a conter a fertilidade. Aconteceu exatamente o contrário. Por quê?

Uma das teorias levantadas pela antropóloga para justificar o fenômeno é que foi observada, nas últimas décadas, uma mudança de habitat. Não havendo alimentos para o novo contingente populacional no topo das árvores, os macacos passaram a buscar comida também no solo. Isso aumentou a fecundidade das fêmeas, mas teria sido incapaz de conter o aumento da mortalidade porque, no chão, os muriquis são alvos mais fáceis para jaguatiricas e onças pardas, além de estarem sujeitos a mais doenças pela ingestão de frutos podres. A pesquisa calcula que, caso a fertilidade tivesse seguido a “teoria” e retraído, o grupo desses macacos seria hoje de 200 indivíduos em Caratinga.

Onde estão as fêmeas? — Outro comportamento imprevisto constatado foi uma súbita inversão na proporção entre machos e fêmeas. Nos primeiros anos, um terço dos nascimentos era de macacos machos. Hoje, essa razão é de dois terços. “Nos primeiros dez anos, nasceram mais fêmeas do que machos. Isso fez com que a fertilidade global do grupo aumentasse muito”, diz Lucena. Ele afirma que, como se trata de um número reduzido de macacos, essa inversão pode ter ocorrido por acaso, sem qualquer interferência externa.

Com esses dois fatores, a tendência é que a população de muriquis-do-norte agora pare de crescer, podendo até declinar. “Uma população pequena, num desses declínios, pode não conseguir se reestabelecer”, afirma Lucena. Falando ao site da universidade de Winsconsin, Karen sugeriu uma solução. “Sabemos exatamente o que precisa ser feito apara aliviar isso: expandir a área da reserva.”

Saiba mais

MURIQUI-DO-NORTE
O muriqui-do-norte, o maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica. Ameaçado de extinção, os cerca de mil remanescentes da espécie se concentram nos estados do Espírito Santos e de Minas Gerais. Eles têm hábitos diurnos e se alimentam de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais.

Muriqui-do-norte

Muriqui-do-norte: maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica (Reprodução)

Fonte: Veja Ciência


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23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


1 de abril de 2013 | nenhum comentário »

Biólogos identificam duas novas espécies de lêmures

Animais endêmicos de Madagascar estão entre os menores primatas do mundo e os mais ameaçados de extinção

lêmur

O Microcebus marohita foi colocado na lista de espécies ameaçadas de extinção antes mesmo de ser formalmente descrito pelos pesquisadores (Bellarmin Ramahefasoa)

Biólogos alemães identificaram nas florestas de Madagascar duas novas espécies de lêmures do gênero Microcebus, que reúne as menores espécies de primatas do mundo —  e também as mais ameaçadas de extinção. Os animais foram descritos, após análises genéticas e morfológicas, em uma pesquisa publicada nesta terça-feira na revista International Journal of Primatology.

Os lêmures foram descobertos durante visitas de campo realizadas por pesquisadores do Centro de Primatas da Alemanha à ilha de Madagascar entre 2003 e 2007. Segundo os biólogos, os animais são minúsculos, pesando menos de cem gramas. A espécieMicrocebus tanosi tem a cabeça vermelha e pelos marrons e negros pelo corpo. Na barriga, seus pelos são castanhos e cinzas. Já o Microcebus marohita possui uma cauda longa e espessa e grandes patas traseiras.

Ameaça - Por causa do isolamento geográfico de Madagascar, todos os seus primatas, 90% de suas plantas e 80% de seus anfíbios e répteis são espécies endêmicas – ou seja, só são encontradas na ilha. Os lêmures, por exemplo, não existem fora dali. Na última década, com as pesquisas realizadas na região,  o número de espécies identificadas de lêmures mais que triplicou.

A floresta onde as duas novas espécies foram encontradas sofreu grande degradação na última década, fazendo com que a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) colocasse uma das novas espécies na lista das ameaçadas de extinção antes mesmo que ela tivesse sido formalmente descrita pelos pesquisadores. A situação de degradação na ilha é tão devastadora que um relatório publicado no ano passado pela entidade destacou que o lêmure mais raro do mundo, o lêmure-esportivo-do-norte (Lepilemur septentrionalis), não contava com mais de dezenove espécimes vivos.

Fonte: Veja Ciência


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Câmeras filmam desenvolvimento e reprodução de papagaio ameaçado

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie. Foto: Divulgação

Conservacionistas instalaram câmeras em ninho de espécie ameaçada de papagaio para promover e investigar de perto a reprodução e o desenvolvimento dos indivíduos em ambiente natural.

O papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) é uma espécie da mata atlântica com 7.000 indivíduos e ameaçada de extinção que só ocorre no litoral sul de São Paulo, litoral do Paraná e litoral norte de Santa Catarina, principalmente em ilhas.

Devido à degradação ambiental, restaram na região poucas árvores velhas o suficiente para ter ocos naturais que possam hospedar uma ninhada do papagaio.

Após monitorar ninhos naturais desde 1998, a equipe do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, financiado pela ONG curitibana SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) instala ninhos artificiais feitos de madeira ou PVC para facilitar o monitoramento e a reprodução da espécie e suprir a falta de ocos. Hoje já são 100 ninhos artificiais e cerca de 83 estão ocupados. “O ninho é um fator determinante para a espécie se manter”, disse Elenise Sipiski, coordenadora do projeto.

Sipiski diz que eles dificilmente são saqueados por traficantes de animais silvestres, já que ficam em locais de difícil acesso e têm apoio local.

FILMAGENS

Por meio de pequenas câmeras, similares às de segurança que ficam em portarias de prédios, a equipe filma o interior e exterior de um dos ninhos 24 horas por dia no período reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa.

Os vídeos são gravados direto em um HD de computador em um laboratório improvisado abaixo do ninho na floresta da Ilha Rasa, litoral do Paraná.

Em setembro, macho e fêmea fazem a corte; de outubro a dezembro são postos de 2 a 3 ovos que levam 30 dias para eclodir. Da postura até o primeiro voo são 3 meses.

Os vídeos já puderam constatar que, após a postura, os adultos se revezam no cuidado da prole e na obtenção de alimento. “No começo um dos pais fica no ninho direto e o outro traz alimento. Depois ambos revezam.”

Análises genéticas da população bem como identificação laboratorial de macho e fêmea estão sendo feitas conduzidas.

A equipe emprega alguns moradores locais e também realiza atividades de educação ambiental no Município de Guaraqueçaba (PR).

Click e veja o vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1230252-cameras-filmam-desenvolvimento-e-reproducao-de-papagaio-ameacado.shtml

 

Fonte: Folha.com


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Tamanduá-bandeira é encontrado no meio da rua, em Luziânia, GO

Animal, que pesa 50 kg, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros

Um tamanduá-bandeira foi encontrado andando pelas ruas de Luziânia, cidade goiana no Entorno de Brasília, na manhã desta segunda-feira (11).

Segundo os bombeiros, eles não precisaram usar tranquilizante na captura do animal. A equipe de resgate afirmou que ele pesa cerca de 50 kg e tem 1,50 metro de altura.

De acordo com os bombeiros, o tamanduá não estava com ferimentos.

O animal foi levado para uma reserva legal de Luziânia, que fica a 15 quilômetros da cidade.

Tamanduá-bandeira foi resgatado por equipe do Corpo de Bombeiros em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Tamanduá-bandeira foi resgatado por equipe do Corpo de Bombeiros (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Fonte: Globo Natureza


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Ararinhas em risco de extinção são trazidas da Alemanha para o Brasil

Ideia é promover a reprodução e reintroduzir espécie no habitat natural.
Apenas 79 ararinhas-azuis existem no mundo, todas em cativeiro.

Duas ararinhas-azuis de uma espécie criticamente ameaçada de extinção estão sendo trazidas de avião da Alemanha para o Brasil , informa o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

O objetivo de trazer as aves é fazer com que elas se reproduzam e, com isso, promover o aumento na sua população em cativeiro no Brasil, afirma Camile Lugarini, coordenadora do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Ararinha-Azul.

“Nossa ideia é ter indivíduos suficientes em cativeiro para efetuar a reintrodução em seu habitat natural daqui a alguns anos”, avalia Camile. O animal, que é nativo do Brasil, não é encontrado na natureza desde 2000 e atualmente só existe em cativeiro.

Há apenas 79 ararinhas-azuis no no mundo, a maioria delas mantidas em criadouros fora do país, diz o ICMBio. “Somente quatro ararinhas compõem atualmente a população reprodutiva no Brasil”, explica uma nota da instituição.

Fêmeas
As ararinhas-azuis que estão sendo trazidas ao Brasil são fêmeas e estavam sob cuidados da organização alemã ACTP (sigla em inglês para Associação para a Conservação das Araras Ameaçadas). Elas vão chegar de avião, acondicionadas em caixotes especiais e com todas as precauções necessárias, afirma o ICMBio.

As aves serão levadas a um local de quarentena regulamentado pelo Ministério da Agricultura. “Durante a quarentena, as ararinhas permanecerão em observação por um período que pode variar entre duas a seis semanas, dependendo do seu comportamento”, diz Camile.

Durante a quarentena, as aves serão submetidas a exames para avaliar suas condições de saúde. “A viagem é estressante, então pode baixar a imunidade [das ararinhas]“, ressalta a coordenadora do Plano de Ação Nacional, que é analista do ICMBio. A quarentena é um procedimento padrão nestes casos, diz ela.

Após este período, as ararinhas vão ser enviadas a um criadouro no estado de São Paulo, credenciado pelo governo brasileiro. A ideia é que ali seja feita a reprodução com machos de outras linhagens.

Intenção dos pesquisadores é reproduzir ave em cativeiro (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Intenção dos pesquisadores é reproduzir ave em cativeiro; em imagem de arquivo, ararinhas-azuis mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

“Temos quatro indivíduos dessa espécie no Brasil que estavam em um zoológico e há quase um ano estão em um criadouro. Há mais um animal em outro criadouro, que é ararinha a mais velha que se tem notícia, com mais de 30 anos”, relata Camile.

Das ararinhas em idade de reprodução no Brasil, duas são machos e duas são fêmeas. A quinta tem 34 anos, aproximadamente, e não está em condições de reprodução, afirma Camile.

Primeira experiência
A primeira experiência de reintrodução das ararinhas na natureza, desde que haja condições (com o aumento da população em cativeiro), está prevista para ocorrer até 2017, segundo o ICMBio. A espécie é natural de uma área de caatinga no sertão da Bahia, mas não é vista na região desde 2000.

Caso os esforços de reprodução sejam bem-sucedidos, as ararinhas devem ser reintroduzidas em seu habitat. O projeto é uma parceria entre o governo brasileiro, ONGs e organizações privadas. As instituições vêm trabalhando para preparar o habitat, situado no norte da Bahia, com projetos de recuperação ambiental e educação para as comunidades do entorno.

A história de uma ararinha-azul domesticada, encontrada nos EUA em 2002, inspirou o cineasta brasileiro Carlos Saldanha a fazer o filme “Rio”, grande sucesso de bilheteria nos cinemas.

Além das duas ararinhas que estão sendo trazidas ao Brasil, outras cinco aves desta espécie — quatro que estão na Espanha e um macho que está na Alemanha — devem ser trazidas ao Brasil nos próximos meses, informa a analista do ICMBio.

Há apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Há apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo, todas em cativeiro. Em imagem de arquivo, aves desta espécie são mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Fonte: Globo Natureza


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de primata que tem mordida tóxica

Mamífero conhecido como lóris foi encontrado na ilha indonésia de Bornéu.
Apesar de venenosa, espécie está ameaçada de extinção na natureza.

Primata venenoso (Foto: Divulgação/Ch'ien Lee)

Imagem de exemplar do lóris kayan, encontrado recentemente na Indonésia (Foto: Divulgação/Ch'ien Lee)

Cientistas da Universidade de Missouri Columbia, nos Estados Unidos, identificaram na região de Bornéu, naIndonésia, uma nova espécie de primata do gênero Nycticebus, conhecido como lóris lento e que tem uma mordida venenosa.
Durante um trabalho de identificação de primatas, os cientistas conseguiram diferenciar quatro espécies de lóris lento ao analisar a coloração da pele, principalmente em partes do corpo e do rosto – onde as diferentes cores funcionam como uma impressão digital do animal.

Com isso, foi possível colher detalhes de três espécies, até então pouco estudadas, e a confirmação da existência de um novo animal, batizado de Nycticebus kayan, também conhecido como lóris kayan. O trabalho foi divulgado no periódico “American Journal of Primatology”.

Venenosos, mas vulneráveis
Os lóris lentos são animais classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e estão distribuídos pelo Sul da Ásia, como a região de Bangladesh, parte da China e na área de Bornéu.

Esses primatas são relacionados aos lêmures, devido às semelhanças na aparência. No entanto, a diferença entre eles é que os lóris detêm uma mordida tóxica, característica rara entre os mamíferos.

Uma toxina produzida por uma glândula existente em seu braço é ativada quando é misturada à saliva. O veneno, segundo os pesquisadores, inibe ataques de predadores – como seres humanos, águias e orangotangos.

Segundo um dos autores do estudo, a descoberta da nova espécie é um indício de que grande parte do território de Bornéu, que, apesar de ser protegido sofre com a ação humana, precisa ser ainda mais conservado, já que pode abrigar animais que não foram ainda descritos pela ciência. Os estudiosos alertam ainda para o intenso tráfico de lóris lentos que ocorre na Indonésia.

 

Fonte: Globo Natureza

 


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas decifram DNA de espécie de camelo ameaçado de extinção

Pesquisa quer saber como animal sobrevive a temperaturas extremas.
Estudo foi publicado na revista científica ‘Nature Communications’.

Uma equipe de cientistas chineses anunciou nesta terça-feira (13) ter decifrado o DNA do camelo-bactriano (Camelus bactrianus), considerado passo fundamental para conhecer o metabolismo deste animal emblemático dos desertos da Mongólia e que corre risco de desaparecer da natureza.

O estudo, publicado na revista “Nature Communications”, foi feito por geneticistas da Universidade de Jiatong, em Xangai. Eles analisaram o genoma dos camelos-bactrianos e viram que esses animais possuem 28.821 codificados, sendo que 2.730 desses genes evoluem mais rapidamente se comparado ao de outros animais ruminantes.

Para se adaptar às condições do Deserto de Gobi, que encobre parte da China e da Mongólia e registra temperaturas extremas, o camelo-bactriano desenvolveu a capacidade de sobreviver muito mais tempo sem comida e água, armazenando gordura em seu abdômen e nas duas corcovas.

Organismo resistente
O organismo desta espécie é capaz de suportar uma temperatura interna que oscila entre 34 ºC e 41 °C ao longo do dia, seu nível de açúcar no sangue é duas vezes mais elevado que nos demais ruminantes e ele pode consumir oito vezes mais sal, sem sofrer de diabetes ou hipertensão.

Os geneticistas descobriram no DNA do camelo numerosos genes envolvidos nos mecanismos do diabetes tipo 2 e da insulina. Também encontraram onze cópias do gene CYP2J, relacionado à tensão arterial e a uma alimentação muito salgada. O cavalo e o homem têm apenas um exemplar deste gene.

Os pesquisadores também identificaram neste animal uma série de genes que poderão explicar a presença de anticorpos de alta eficiência: uma forma de imunoglobulina, menor e mais estável, que apenas os camelídeos possuem.

Exemplares de camelo-bactriano são vistos na cidade de Khanbogd, na Mongólia (Foto: Mark Ralston/AFP)

Exemplares de camelo-bactriano são vistos na cidade de Khanbogd, na Mongólia (Foto: Mark Ralston/AFP)

Fonte: Globo Natureza


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

População de gorila africano cresceu em dois anos, aponta censo

Entre 2010 e 2012, houve aumento de 94 gorilas-da-montanha.
Apesar de aumento, espécie continua ameaçada de extinção.

Censo divulgado nesta terça-feira (12) pelo governo de Uganda afirma que a população mundial de gorilas-da-montanha (Gorilla beringei beringei) cresceu em quase cem indivíduos entre 2010 e 2012.

Há dois anos, a população global desta espécie de primata, considerada ameaçada de extinção, era de 786. Agora, de acordo com levantamento feito em duas localidades, aponta que existem na natureza 880 gorilas.

O levantamento, que contou com a ajuda da organização não governamental WWF, foi realizado nas áreas de Bwindi e Virunga Massif, que abrangem a República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda. Espécimes deste primata só vivem nesta região.

Segundo David Greer, gerente do WWF, os gorilas-da-montanha experimentam um crescimento na quantidade de exemplares que não ocorre com nenhum outro primata.

As maiores ameaças a esta espécie são armadilhas de caça implantadas no interior das florestas, doenças transmitidas por seres humanos e a perda de habitat, consequência do desmatamento.

No Parque Nacional de Virunga, por exemplo, ao menos sete gorilas foram capturados por armadilhas em 2012 e dois exemplares morreram. A exploração de petróleo em parques nacionais do Congo também é motivo de preocupação, dizem ambientalistas.

Os gorilas-da-montanha vivem em grupos sociais. O censo aponta que 400 exemplares estão na região impenetrável de Bwindi, distribuídos em 36 grupos sociais distintos, com 16 machos solitários. Dez desses grupos estariam habituados à presença de humanos.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fonte: Globo Natureza


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas dos EUA tentam salvar população de ave ameaçada

Restam cerca de 100 mil exemplares de tordo-de-Bicknell no mundo.
Ação tentará recuperar população na República Dominicana.

Cientistas dos Estados Unidos e da República Dominicana uniram forças para proteger a população de tordos-de-Bicknell (Catharus bicknelli), espécie considerada vulnerável na natureza e que vive na América do Norte e Central.

Com uma população estimada em 100 mil aves, pesquisadores documentaram um declínio anual entre 7% e 19% em algumas regiões ao longo dos últimos 20 anos. A ave, que é encontrada principalmente no Caribe, tem sido afetada pela expansão da produção de carvão vegetal, agricultura de subsistência, extração de madeira e abertura de campos para pecuária.

Agora, uma iniciativa de organizações não governamentais e centros de pesquisa vai desenvolver planos de conservação em conjunto com comunidades locais para que moradores utilizem áreas de forma sustentável.

Esta ave tem um sistema de acasalamento incomum. Enquanto a maioria dos pássaros são monogâmicos e territoriais, as fêmea de Tordo-de-Bicknell se relacionam com vários machos, com filhotes que podem ser alimentados por até quatro espécimes diferentes de machos.

tordo (Foto: Mary Esch/AP)

Foto de 2006 mostra exemplar de tordo-de-Bicknell (Foto: Mary Esch/AP)

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

População de macacos ameaçados de extinção cresce cinco vezes em reserva

Aumento da população de muriquis-do-norte, o maior primata do Brasil, é resultado de 30 anos de trabalho em reserva de Caratinga, em Minas Gerais

Após 30 anos de trabalho na Reserva do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga, Minas Gerais, os números apresentados pela antropóloga Karen Strier, da Universidade de Wisconsin-Madison, mostram uma história bem-sucedida de preservação. No período, a população de macacos muriquis-do-norte que habita a reserva localizada no município mineiro de Caratinga aumentou cinco vezes, de 60 para 300 indivíduos. Os resultados foram divulgados na edição desta semana do periódico científico PLOS ONE.

Como se trata de uma espécie “criticamente em perigo de extinção, cuja população conhecida não passa de 1.000 animais espalhados por uma dúzia de diferentes fragmentos da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo, o salto populacional é, numa primeira leitura, animador. “Para um macaco ameaçado de extinção, é muito positivo”, avalia o professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo Sérgio Lucena, que há 10 anos acompanha as pesquisas de Karen em Caratinga.

Estudo detalhado — O professor explica, no entanto, que a importância do estudo publicado pela antropóloga em parceria com o ecologista e matemático Anthony Ives naPLOS ONE vai além da surpreendente recuperação de muriquis-do-norte na reserva. O texto de Karen sintetiza três décadas de acompanhamento demográfico dessa espécie em Caratinga, um nível de detalhamento que só existe em outras seis reservas de primatas no mundo. Isso significa, afirma o professor da Federal do Espírito Santo, que a reserva pode se tornar um modelo de estudo sobre o comportamento demográfico de primatas que correm risco de desaparecer. “Esse trabalho apresentou alguns resultados que fogem dos padrões teóricos esperados. Saber se espécies ameaçadas de extinção podem se comportar de forma inesperada é muito importante”, afirma.

Entre as tendências demográficas consideradas fora do padrão, uma das mais interessantes foi o crescimento simultâneo das taxas de fertilidade (a quantidade de filhotes que cada fêmea gera) e mortalidade. Afinal, um maior número de macacos disputando os mesmos recursos em área limitada – a reserva Feliciano Miguel Abdala conta com pouco mais de 900 hectares – tenderia a conter a fertilidade. Aconteceu exatamente o contrário. Por quê?

Uma das teorias levantadas pela antropóloga para justificar o fenômeno é que foi observada, nas últimas décadas, uma mudança de habitat. Não havendo alimentos para o novo contingente populacional no topo das árvores, os macacos passaram a buscar comida também no solo. Isso aumentou a fecundidade das fêmeas, mas teria sido incapaz de conter o aumento da mortalidade porque, no chão, os muriquis são alvos mais fáceis para jaguatiricas e onças pardas, além de estarem sujeitos a mais doenças pela ingestão de frutos podres. A pesquisa calcula que, caso a fertilidade tivesse seguido a “teoria” e retraído, o grupo desses macacos seria hoje de 200 indivíduos em Caratinga.

Onde estão as fêmeas? — Outro comportamento imprevisto constatado foi uma súbita inversão na proporção entre machos e fêmeas. Nos primeiros anos, um terço dos nascimentos era de macacos machos. Hoje, essa razão é de dois terços. “Nos primeiros dez anos, nasceram mais fêmeas do que machos. Isso fez com que a fertilidade global do grupo aumentasse muito”, diz Lucena. Ele afirma que, como se trata de um número reduzido de macacos, essa inversão pode ter ocorrido por acaso, sem qualquer interferência externa.

Com esses dois fatores, a tendência é que a população de muriquis-do-norte agora pare de crescer, podendo até declinar. “Uma população pequena, num desses declínios, pode não conseguir se reestabelecer”, afirma Lucena. Falando ao site da universidade de Winsconsin, Karen sugeriu uma solução. “Sabemos exatamente o que precisa ser feito apara aliviar isso: expandir a área da reserva.”

Saiba mais

MURIQUI-DO-NORTE
O muriqui-do-norte, o maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica. Ameaçado de extinção, os cerca de mil remanescentes da espécie se concentram nos estados do Espírito Santos e de Minas Gerais. Eles têm hábitos diurnos e se alimentam de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais.

Muriqui-do-norte

Muriqui-do-norte: maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica (Reprodução)

Fonte: Veja Ciência


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