7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Intervenção humana ameaça biodiversidade em Madagascar

Cerca de 85% das espécies que vivem na quarta maior ilha do mundo existem apenas lá. Mas as mudanças climáticas e a atividade humana ameaçam esse ambiente singular.

Madagascar fica localizada a leste do continente africano, no Oceano Índico. Lá, flora e fauna desenvolveram-se em completo isolamento, porque ao longo da formação do planeta a ilha se desprendeu do continente africano. O resultado é uma riqueza biológica muito especial.

De acordo com a organização ambientalista WWF, 85% das espécies existentes na ilha são endêmicas, isto é, existem apenas lá. Entre elas estão os lêmures – das cerca de 100 espécies diferentes existentes na ilha, cerca de 30 estão na lista de espécies amea­çadas. Seu significado religioso para a população nativa é expressivo. Grande parte da população acredita que as pessoas se tornam lêmures depois da morte. Não é por acaso que eles são também chamados de “espírito da floresta”.

Além disso, quase todas as espécies de cobras, sapos, camaleões e lagartixas são consideradas endêmicas. O tesouro biológico abriga cerca de 250 espécies de pássaros e 3 mil de borboletas. A variedade da flora também é única: 80% das 12 mil espécies conhecidas de plantas com flores existem apenas em Madagascar, assim como cinco das seis espécies de baobá, também conhecido como árvore pão-de-macaco. Cientistas suspeitam que nas poucas áreas com floresta virgem que ainda existem, haja muitas espécies animais e vegetais que ainda nem foram catalogados.

Mais pessoas – menos floresta

Cerca de 20 milhões de pessoas vivem em Madagascar, e o número de habitantes aumenta em cerca de meio milhão por ano. Como a população vive principalmente da agricultura, mais e mais terras são preparadas para o cultivo e a pecuária, na maioria dos casos por meio da queimada de florestas. Além disso, muitas árvores são cortadas para a produção de lenha e combustível.

Isso tem efeitos dramáticos sobre a paisagem. A floresta, que já chegou a cobrir 90% da superfície de Madagascar, hoje ocupa apenas 10% do território, segundo dados da WWF. E a cada ano são derrubados 120 mil hectares de árvores. Se continuar nesse ritmo, em 40 anos Madagascar não terá mais árvores, projeta a organização ambientalista.

Biodiversidade ameaçada

Com a perda das florestas, perde-se cada vez mais o habitat de plantas e animais. “Se elas [as florestas] não forem salvas, perderemos inúmeras espécies que sequer conhecemos“, diz a especialista em Madagascar da WWF, Dorothea August. A espécie de lêmure mirza, descoberta recentemente, é um exemplo dos segredos que as florestas de Madagascar ainda abrigam.

“Se a destruição não for impedida, os dias de muitas espécies de animais e plantas estarão contados“, diz August. O crescente desflorestamento em Madagascar leva a uma gigantesca erosão. As consequências são deslizamento de terras, inundações, por um lado, e escassez de água devido ao ressecamento do solo. Essas transformações são favorecidas pelas mudanças climáticas globais.

Apesar de tudo, algumas espécies de plantas podem se adaptar. O baobá, por exemplo, pode armazenar até 500 litros de água em seu tronco e com isso sobreviver aos períodos de seca, que são cada vez mais frequentes.

Proteção ambiental apenas em nível local

O governo de Madagascar reconhece o princípio da conservação da natureza. E por isso trabalha, por exemplo, com a WWF em um projeto para o manejo sustentável da água. Até o momento, cerca de 35 mil pessoas de 13 municípios do Platô Mahafaly já se beneficiaram com o projeto. Mas em outros processos a situação está estagnada. “O país passa de crise política em crise política, não há confiabilidade”, diz Daniela Freyer, bióloga da organização Pro Wildlife.

O sistema de fiscalização estaria totalmente desmantelado, o que, junto com a corrupção, permite o avanço na extinção de espécies de animais e plantas. “A exportação de madeira protegida para a Alemanha e para a China é aprovada pelas autoridades”, diz Freyer. Isso acontece muitas vezes pela concessão de “isenções”. Para completar, há ainda o comércio ilegal – e também legal – de animais de Madagascar, como as lagartixas e sapos.

Dorothea August, do WWF, critica também a falta de ação política e a impunidade. A instabilidade política no país “não ajuda na implementação de projetos ambientais”, reclama a especialista do WWF.

Para Daniela Freyer, é importante que organizações ambientalistas locais estejam engajadas, para substituir a caótica estrutura organizacional e de controle do país. “Para assim garantir um mínimo de proteção.”

Lêmures são o "espírito da floresta"

Baobá consegue acumular até 500 litros de água e, com isso, sobrevive melhor ao clima árido

 Fonte:  DW / Autor: Po Keung Cheung (ff)
Revisão: Roselaine Wandscheer

7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Brasil tem dois primatas entre os 25 mais ameaçados do mundo

A caça e o desmatamento são as principais ameaças para ambas as espécies, segundo relatório da União Internacional divulgado durante a COP11, na Índia

O Brasil tem duas espécies de primatas entre as 25 mais ameaçadas de extinção do mundo, de acordo com uma lista bianual publicada em outubro pela União Internacional para a Conservação da Natureza, durante a COP11 da Biodiversidade, que aconteceu na Índia. São eles o bugio-marrom (Alouatta guariba guariba) e o macaco-caiarara (Cebus kaapori).

Descoberto em 1812, o macaco guariba (Bugio) é endêmico da Mata Atlântica e hoje está restrito a uma pequena área, ao norte do Rio Jequitinhonha. Geralmente, esse primata – que gosta de mascar folhas de árvore – vive em grupos de cinco indivíduos (mas pode chegar até 11 animais) e comunica-se por meio de uivos, que podem ser ouvidos a 2km de distância. Atualmente, sua população é estimada em menos de 250 espécimes.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

Macaco-caiarara (Cebus kaapori), uma das 25 espécies de primatas sob risco extremo de extinção

Macaco caiarara, registrado em 1992. Divulgação/ IUCN

Já o macaco caiarara foi registrado no país em 1992, de acordo com o documento, e a maioria da população, normalmente encontrada em grupos de até sete animais, concentra-se na região da Amazônia Oriental, principalmente no leste do Pará, Maranhão e próxima ao Rio Tocantins.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

 

Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba), macaco brasileiro sob risco de extinção

Atualmente, a população do macaco bugio-marrom é estimada em menos de 250 animais. Imagem: Wikimedia Commons

Fonte: Exame.com


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Em lista de animais mais ameaçados de extinção, cinco são brasileiros

Pela primeira vez, uma rede de 8000 pesquisadores ligados à União Internacional de Conservação da Natureza, compilou uma lista das 100 espécies de animais, plantas e fungos mais ameaçados de extinção no mundo.

Nesta lista constam cinco espécies de animais brasileiros:

O soldadinho-do-Araripe, ave cuja população é estimada em 779 espécimes. É encontrado apenas numa área de 28 km2, na Chapada do Araripe, no Ceará.

A Preá Cavia intermedia, considerada a espécie de mamífero mais rara do mundo, com uma população de cerca de 60 espécimes. Só existe nas Ilhas Moleques do Sul, arquipélago próximo a Florianópolis, em Santa Catarina.

O Muriqui-do-Norte, o maior primata das Américas, só existe na Mata Atlântica. Estima-se que existem menos de 1000 deles.

A borboleta Actinote zikani, espécie que habita áreas próximas à serra do mar, na Mata Atlântica.

A borboleta Parides burchellanus, espécie encontrada no Cerrado. População estimada de menos de 100.

Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará

Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará. Ciro Albano/France Presse

O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica.

O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica. Luciano Candisani

Fonte: Folha.com


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Tubarão-baleia ‘suga’ rede de pesca e engole pílula que rastreia animais

Projeto ambiental de ONGs quer monitorar espécie ameaçada.
Pesquisadores do Brasil também têm projeto em arquipélago isolado.

Ambientalistas da organização ambiental Conservação Internacional (CI) divulgaram nesta terça-feira (17) imagens feitas em junho de um espécime de tubarão-baleia (Rhincodon typus) sugando pequenos peixes que estavam em uma rede de pesca, em Papua, uma província da Indonésia.

De acordo com os pesquisadores, que disponibilizaram um vídeo no YouTube sobre o fato, esse hábito dos tubarões-baleia, classificado como “único”, facilitou um trabalho de monitoramento realizado por integrantes da CI e do WWF-Indonésia (veja o vídeohttp://www.youtube.com/watch?v=yqGYrlxWcdU&feature=player_embedded).

Juntamente com os peixes, foram colocados pequenos radiotransmissores em formato de pílulas, que, após ingeridos, vão fornecer informações aos ambientalistas sobre o tamanho da população desta espécie na região de Papua e, ao mesmo tempo, sobre o movimento desses indivíduos ao longo dos próximos anos.

Em junho, 30 exemplares foram “marcados”, ou seja, engoliram os transmissores. De acordo com os pesquisadores, a maioria desses tubarões eram do sexo masculino e mediam entre 3 e 8 metros de comprimento.

A espécie costuma viver em mares quentes e pode chegar a medir até 20 metros e pesar 13 toneladas. Identificado em 1828, o tubarão-baleia se alimenta de plâncton, macro-algas, além de invertebrados e pequenos polvos. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês), este animal é classificado como vulnerável na natureza.

Pesquisa também é feita no Brasil
Um dos projetos científicos desenvolvidos no arquipélago de São Pedro e São Paulo, localizado a 1.100 km da costa brasileira, é a observação de exemplares desta espécie.

Desde 1998, quando a estação científica no conjunto de ilhas foi inaugurada, estudiosos do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) passaram a registrar a presença desses animais, que podem medir entre dois metros e 17 metros, por meio do “Projeto Tubarão-baleia”, conduzido pelos cientistas Fábio Hazim e Bruno Macena.

A partir de 2008, esses animais passaram a ser monitorados com a ajuda de satélites.

Para isso, rastreadores foram implantados em ao menos dez exemplares e vão contribuir no mapeamento da espécie na costa brasileira, além de identificar áreas importantes no ciclo de vida de tubarões-baleia jovens e adultos.

O tubarão-baleia se alimenta principalmente de zooplâncton, mas ovos e larvas de peixes e invertebrados, além de lulas, também fazem parte de sua dieta. Tudo isso é encontrado em abundância nesta região brasileira, afirmam os pesquisadores. Tanto que em São Pedro e São Paulo já foram registrados 150 espécimes desde o ano 2000, dos quais dez foram identificados por fotos.

Entre fevereiro e março deste ano, o G1 esteve na região considerada mais inóspita do país, onde é possível se chegar apenas por navio e que é classificada por cientistas como uma das áreas mais promissoras para a pesquisa, devido à diversidade de espécies e de informações geológicas.

Com uma área de 17 mil m² e apenas 18 metros de altitude, São Pedro e São Paulo é um território guardado pela Marinha do Brasil, que mantém funcionando no local uma estação científica habitada constantemente por pesquisadores de diversas universidades.

Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na costa da província de Papua, na Indonésia. (Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)

Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na costa da província de Papua, na Indonésia. (Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)

Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades de São Pedro e São Paulo (Foto: Divulgação)

Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades do arquipélago de São Pedro e São Paulo, na costa brasileira (Foto: Divulgação/Projeto Tubarão-baleia)

Fonte: Globo Natureza


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Lista Vermelha 2012 revela novos dados sobre a saúde da biodiversidade mundial

Imagem: Mater Natura

Segundo a nova atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, lançada no dia 19 de junho, as fontes de alimentos, remédios e água potável, ou seja, os meios de subsistência de milhões de pessoas podem estar em risco com o rápido declínio do mundo animal, vegetal e de espécies de fungos. A lista mostra que, das 63.837 espécies avaliadas, 19.817 estão ameaçadas de extinção, incluindo 41% de anfíbios, 33% dos corais, 25% dos mamíferos, 13% das aves, e 30% de coníferas.

Amplamente respeitada, a Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) estuda uma pequena proporção das espécies conhecidas no mundo de forma a fornecer um panorama sobre a saúde da biodiversidade do mundo.

“A sustentabilidade é uma questão de vida ou morte para as pessoas do planeta”, afirmou Julia Marton-Lefèvre, diretora geral da IUCN. “Um futuro sustentável não pode ser alcançado sem conservação da diversidade biológica – espécies animais e vegetais, seus habitats e seus genes, não só para a natureza em si, mas também para todos os 7 bilhões de pessoas que dependem dele”, concluiu.

As 63.837 espécies avaliadas pelo Livro Vermelho se enquadram em oito categorias de conservação: 27.937 como “de menos preocupação” ou “quase ameaçadas”, 255 consideradas em “menor risco”, 4.467 semi-ameaçadas. Outras 3.947 estão em risco critico, 5.766 em risco e 10.104 estão vulneráveis, totalizando 19.817 espécies ameaçadas. Por sua vez, 63 espécies se tornaram extintas na natureza e 801 desapareceram completamente. As 10.497 espécies remanescentes na pesquisa possuem dados insuficientes que impedem um julgamento preciso.

A perda de espécies frequentemente resulta da destruição do hábitat. Mas espécies invasivas e, de forma crescente, o impacto das mudanças climáticas, também são fatores.

O novo relatório lançou luz sobre a exploração irresponsável de oceanos, lagos e rios. Os ecossistemas de água doce estão sob pressão considerável devido à expansão da população humana e a exploração dos recursos hídricos. Uma importante fonte de alimento, os peixes de água doce, está enfrentando ameaças de práticas de pesca insustentáveis e destruição de habitats causados pela poluição e pela construção de barragens. Um quarto das pescarias do mundo está localizado no continente africano, mas 27% dos peixes de água doce na África estão ameaçados.

Segundo a IUCN, em algumas partes do mundo até 90% das populações costeiras vivem da pesca, o que reduziu algumas populações de peixes comerciais em mais de 90%. As arraias, por exemplo, possui 36% da sua população ameaçada de extinção.

Mais de 275 milhões de pessoas são dependentes de recifes de corais como fonte de alimentos e como meio de subsistência. Globalmente, a pesca de recifes de coral rende aos EUA 6,8 bilhões dólares anualmente. A sobrepesca afeta 55% dos recifes do mundo e de acordo com a lista vermelha da IUCN, 18% dos meros, uma família economicamente importantes de peixes de recife de grande porte, estão ameaçadas.

Os recifes de corais devem ser geridos de forma sustentável para garantir que eles continuem fornecendo o alimento essencial no qual milhões de pessoas dependem como fonte de proteína, afirmou a IUCN.

A produção de pelo menos um terço dos alimentos do mundo, incluindo 87 das 113 principais culturas alimentares, depende da polinização realizada por insetos, morcegos e pássaros, gerando recursos da ordem de US$ 200 bilhões por ano. De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, 16% das borboletas endêmicas da Europa estão ameaçadas. Os morcegos, igualmente importantes polinizadores, também estão em risco com 18% da sua população global ameaçada.
A mais recente atualização da Lista Vermelha da IUCN mostra também que quatro membros da família do beija-flor, que é conhecida por seus serviços de polinização, estão agora em maior risco de extinção como a brilhante rosa-throated (Heliodoxa gularis) listada como vulnerável. Além de seu papel importante como polinizadores, os morcegos e os pássaros também ajudam no controle das populações de insetos que podem de outra forma destruir economicamente importantes plantas agrícolas.

Os anfíbios desempenham um papel vital na busca de novos medicamentos. Compostos químicos importantes podem ser encontrados na pele de muitos sapos. No entanto, 41% das espécies de anfíbios estão ameaçadas de extinção, incluindo o sapo recentemente descrito, Anodonthyla hutchisoni, de Madagascar, que agora é considerado ameaçado.
A Lista Vermelha da IUCN mostra também que 10% das serpentes endêmicas da China e Sudeste da Ásia estão ameaçadas de extinção, isso porque as cobras são utilizadas na medicina tradicional e na fabricação de soro anti-veneno, assim como alimento e fonte de renda com a venda de peles.

Quase 43% das espécies de serpentes endêmicas do Sudeste Asiático estão ameaçadas pelo uso insustentável. A maior serpente venenosa do mundo, a King Cobra (Ophiophagus hannah),está listada como vulnerável devido à perda de habitat e sua exploração para fins medicinais. A píton birmanesa (Python bivittatus), mais conhecido no Ocidente como uma espécie invasora em Everglades, Flórida, também está listada como vulnerável na sua área nativa, por causa do comércio e da exploração excessiva do animal como alimento e para a retirada da pele. No entanto, a China e o Vietnã, são os locais onde as espécies estão mais ameaçadas. Apesar de estarem designadas como uma espécie protegida na China, as populações de lá não mostram evidências de recuperação e a exploração ilegal continua.

Os dados apresentados no relatório auxiliam atualmente na implementação da Meta nº 12 do Plano Estratégico para a Biodiversidade (2011-2020), resultante do Protocolo de Nagoya, estabelecido durante a Convenção das Partes das Nações Unidas para a Biodiversidade, que ocorreu em 2010. Nesse trecho do documento é proposto que até o ano de 2020 a extinção de espécies identificadas como ameaçadas terá sido evitada e o status de conservação, particularmente das que estão em maior declínio, terá sido melhorada e mantida.

Fonte: Mater Natura


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

A balança comercial de ameaças à biodiversidade

Imagem: Mater Natura

Se os brasileiros importassem casacos feitos de pele de panda, certamente estaríamos contribuindo para a extinção desse simpático urso chinês. Do mesmo modo, se os chineses usassem casacos de mico-leão-dourado, seriam acusados de contribuir para a destruição da biodiversidade brasileira. Imagine que a balança comercial entre China e Brasil se restringisse a esses dois produtos: poderíamos dizer que a balança comercial de ameaças à biodiversidade entre os dois países estaria equilibrada.

Mas o comércio entre Brasil e China não é tão simples: exportamos soja, frango, madeira e minério. Importamos roupas e centenas de outros produtos industriais. Ao produzirmos tudo o que exportamos para a China, contribuímos para a extinção de espécies da Amazônia e do Cerrado. Por sua vez, ao produzir tudo o que nos vendem, os chineses poluem seus rios e também destroem parte da sua biodiversidade. Será possível calcular a balança comercial de ameaças à biodiversidade entre Brasil e China? Qual seria o valor líquido dessa balança? Estaríamos importando três ameaças a espécies chinesas e exportando cinco ameaças a espécies brasileiras?

Parece conversa de louco, mas cientistas publicaram um estudo (International trade drives biodiversity threats in developing nations) no dia 7 de junho no periódico científico “Nature”, contendo o mapeamento do impacto do comércio internacional sobre o risco de extinção de espécies ameaçadas. Não é tão complicado. Os cientistas selecionaram 6.964 espécies listadas por órgãos internacionais como ameaçadas de extinção em 187 países. Em seguida fizeram um levantamento das 166 atividades humanas que ameaçam essas espécies (por exemplo, desmatamento e poluição). Para cada uma das espécies, eles identificaram quais das atividades humanas contribuíam para a extinção de cada espécie em cada um dos países. Isso gerou um banco de dados com 171.825 combinações de espécies, países e atividades econômicas (exemplo: no Brasil, o mico-leão-dourado é ameaçado pela destruição da Mata Atlântica para a produção de frutas).

Esse primeiro banco de dados foi integrado a um segundo, com 15.909 tipos de transações comerciais, tanto internas quanto entre países (exemplo: exportações de frutas do Brasil, importação de carros da China).

Cruzando estes dois bancos de dados, é possível identificar o fluxo comercial responsável pela ameaça a cada uma das espécies. Examinando o exemplo de Madagascar, fica fácil entender o tipo de resultado desse estudo. Lá existem 359 espécies em risco de extinção. Metade da culpa por esse risco vem de atividades econômicas que geram produtos consumidos dentro do próprio país; 25% da culpa recai sobre produtos exportados para a União Europeia e 25% para a China. O restante da culpa é dividida entre Japão e EUA.

Com base nesses dados, é possível descobrir que alguns países, no balanço final, são “importadores” de extinção de espécies, ou seja, as mercadorias que importam causam mais ameaças no restante do mundo que as mercadorias que eles exportam causam em suas espécies. Exemplos desse grupo são EUA, Japão, Coreia do Sul e Canadá. Outros países são “exportadores” de extinção, ou seja, as mercadorias que exportam causam mais estragos em casa do que o estrago feito no restante do mundo pelas mercadorias que eles importam. É o caso de Madagascar, Tailândia e Indonésia.

O que surpreende é o caso do Brasil, pois a princípio se imagina que somos um “exportador” de extinção, pois destruímos a Floresta Amazônica para produzir carne e grãos, exportamos madeira e minerais e importamos muitos produtos industrializados. O estudo indica que o Brasil tem 356 espécies entre as estudadas. A maioria delas é impactada principalmente por atividades econômicas que suprem nosso mercado doméstico. Somente 35 delas estão sob ameaça por atividades de exportação, para países como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Argentina e China. Por outro lado, as atividades de importação brasileira ameaçam 76 espécies de fora do país, vindas de Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Bolívia, entre outros. Assim, apesar de nossa imensa biodiversidade, nossa balança comercial de ameaças à biodiversidade é mais parecida com a de um país europeu do que com a de um país agrícola do Sudeste Asiático.

“Ficamos muito surpresos com o tamanho do efeito de nossos estudos. Muitos de nossos vizinhos (Papua Nova Guiné em relação a Austrália; e Honduras para a América Latina) possuem até 60% de suas espécies ameaçadas devido ao comércio internacional”, afirmou Barney Fornan, um dos autores do estudo, da Universidade de Sidney, na Austrália. De modo global, o estudo conclui que esta relação é de 30%, excluídas as espécies invasoras.

Um exemplo encontrado foi o do macaco aranha (foto) que está perdendo seu habitat por causa da plantação de café e cacau no México e na América Central. A análise mostrou também que Estados Unidos, União Europeia e Japão são os principais destinos das mercadorias que estão relacionadas à perda de biodiversidade.

É claro que esse trabalho é preliminar e os autores listam extensivamente os potenciais problemas e dificuldades de um estudo tão abrangente como esse, mas o interessante é que pela primeira vez foi mapeada, em escala global, a responsabilidade dos produtos que circulam nas rotas do comércio internacional pela destruição da biodiversidade do planeta.

Estudos como este serão aperfeiçoados e se tornarão instrumentos importantes na divisão, entre os países, da responsabilidade pela destruição da biodiversidade. Também ajudarão na discussão de quem deve pagar a conta associada à preservação da biodiversidade.

 

Fonte: Mater Natura


21 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Museu Goeldi, no Pará, lança Censo da Biodiversidade da Amazônia

Informações sobre as milhares de espécies de animais e plantas da Amazônia começaram a ser organizadas em um levantamento que pode ajudar pesquisadores e gestores ambientais a acompanhar os avanços da biodiversidade e definir estratégias de conservação para a região. O Censo da Biodiversidade, lançado em Belém pelo Museu Goeldi, já relaciona todas as 3,8 mil espécies pesquisadas pela instituição.

A lista inclui dados como nome científico, família e, em alguns casos, a categoria de ameaça de extinção de cada espécie. “Queremos atualizar o conhecimento para poder, por meio dos dados, planejar a conservação biológica e o uso da biodiversidade. A intenção é seguir no mesmo sentido do censo [demográfico] do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], que levanta informações sobre a sociedade, usadas pelos governos para planejar políticas públicas de saúde, educação e transporte, por exemplo”, explicou Ulisses Galatti, pesquisador e coordenador de Pesquisa e Pós- Graduação do Museu Goeldi.

Segundo Gallati, a expectativa é que, até o fim do ano, o levantamento inclua levantamentos de outras instituições que pesquisam a biodiversidade amazônica. “Estamos conversando com outros grupos, como universidades e institutos de pesquisa, que atuam na região da Amazônia, para que também forneçam dados oficiais que serão atualizados constantemente”.

Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Projeto nos EUA estuda coração de primatas para evitar doença e morte

Pesquisa é realizada em grandes macacos do zoológico de Atlanta.
Doença no coração é principal causa de morte em orangotangos, diz cientista.

Uma pesquisa inovadora realizada nosEstados Unidos pretende identificar problemas cardíacos em orangotangos e macacos de grande porte que vivem em cativeiros, a fim de evitar mortes e elevar a população desses mamíferos, alguns ameaçados de extinção.

Denominado “Projeto coração de grandes macacos”, especialistas de diversas universidades têm realizado exames de ultrassom e eletrocardiograma em primatas do zoológico de Atlanta. A análise vai verificar como doenças no coração afetam os animais, já que são consideradas as principais responsáveis por óbitos de orangotangos.

O estudo utiliza animais acordados, fato inédito e que tem incentivado outras instituições a realizarem o mesmo procedimento. A aplicação de anestesia poderia prejudicar primatas que já estão doentes e reduziria a qualidade das atividades cardíacas.

De acordo com Hayley Murphy, diretor de serviços veterinários no zoológico de Atlanta, o estudo vai determinar também se há relação entre as doenças cardíacas dos primatas e seres humanos. Já há casos de orangotangos diagnosticados com doenças no coração que são tratados com medicamentos feito para humanos.

Funcionária do zoológico de Atlanta, nos EUA, faz exame cardíaco em orangotango de nove anos batizado de Satu. (Foto: Dorie Turner/AP)

Funcionária do zoológico de Atlanta, nos EUA, faz exame cardíaco em orangotango de nove anos batizado de Satu. (Foto: Dorie Turner/AP)

Fonte: Globo Natureza


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

União Europeia terá que proteger 29 espécies de borboletas ameaçadas

Relatório de organização ambiental lista formas de conservar insetos.
Em 15 anos, houve queda de 70% na população de 17 diferentes espécies.

Grande-borboleta-azul (Europa) (Foto: Divulgação/Chris van Swaay)

Grande-borboleta-azul (Phengaris arion), uma das espécies ameaçadas de extinção na Europa (Foto: Divulgação/Chris van Swaay)

Uma organização ambiental da Europa lançou um guia com orientações sobre como preservar espécies de borboletas que vivem no continente e são consideradas  ameaçadas de extinção.

O relatório, que teve destaque na edição desta semana da revista “Nature Conservation”, aponta 29 espécies listadas pela União Europeia.

Os países-membros terão a partir do lançamento do guia a responsabilidade de fornecer informações sobre como proteger os insetos e definir (além de cumprir) metas internacionais de biodiversidade.

O documento detalha informações sobre cada inseto, as exigências para conservar seus habitats e plantas utilizadas pelas borboletas como local para desova e alimentação.

Em declínio
De acordo com o relatório, as borboletas europeias estão sob ameaça constante. Cerca de 10% de todas as espécies correm risco de desaparecer. Indicadores mostram que houve queda de 70% na população de 17 diferentes espécies nos últimos 15 anos.

Entre as principais causas desta diminuição estão a destruição de áreas, transformadas pela agricultura — algumas delas abandonadas posteriormente.

Segundo a publicação, as borboletas são importantes indicadores do meio ambiente, já que respondem rapidamente a possíveis alterações do habitat. A gestão desses insetos garante a sobrevivência de outros seres, que fazem parte da biodiversidade europeia.

 

Fonte: Globo Natureza

 

 


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7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Intervenção humana ameaça biodiversidade em Madagascar

Cerca de 85% das espécies que vivem na quarta maior ilha do mundo existem apenas lá. Mas as mudanças climáticas e a atividade humana ameaçam esse ambiente singular.

Madagascar fica localizada a leste do continente africano, no Oceano Índico. Lá, flora e fauna desenvolveram-se em completo isolamento, porque ao longo da formação do planeta a ilha se desprendeu do continente africano. O resultado é uma riqueza biológica muito especial.

De acordo com a organização ambientalista WWF, 85% das espécies existentes na ilha são endêmicas, isto é, existem apenas lá. Entre elas estão os lêmures – das cerca de 100 espécies diferentes existentes na ilha, cerca de 30 estão na lista de espécies amea­çadas. Seu significado religioso para a população nativa é expressivo. Grande parte da população acredita que as pessoas se tornam lêmures depois da morte. Não é por acaso que eles são também chamados de “espírito da floresta”.

Além disso, quase todas as espécies de cobras, sapos, camaleões e lagartixas são consideradas endêmicas. O tesouro biológico abriga cerca de 250 espécies de pássaros e 3 mil de borboletas. A variedade da flora também é única: 80% das 12 mil espécies conhecidas de plantas com flores existem apenas em Madagascar, assim como cinco das seis espécies de baobá, também conhecido como árvore pão-de-macaco. Cientistas suspeitam que nas poucas áreas com floresta virgem que ainda existem, haja muitas espécies animais e vegetais que ainda nem foram catalogados.

Mais pessoas – menos floresta

Cerca de 20 milhões de pessoas vivem em Madagascar, e o número de habitantes aumenta em cerca de meio milhão por ano. Como a população vive principalmente da agricultura, mais e mais terras são preparadas para o cultivo e a pecuária, na maioria dos casos por meio da queimada de florestas. Além disso, muitas árvores são cortadas para a produção de lenha e combustível.

Isso tem efeitos dramáticos sobre a paisagem. A floresta, que já chegou a cobrir 90% da superfície de Madagascar, hoje ocupa apenas 10% do território, segundo dados da WWF. E a cada ano são derrubados 120 mil hectares de árvores. Se continuar nesse ritmo, em 40 anos Madagascar não terá mais árvores, projeta a organização ambientalista.

Biodiversidade ameaçada

Com a perda das florestas, perde-se cada vez mais o habitat de plantas e animais. “Se elas [as florestas] não forem salvas, perderemos inúmeras espécies que sequer conhecemos“, diz a especialista em Madagascar da WWF, Dorothea August. A espécie de lêmure mirza, descoberta recentemente, é um exemplo dos segredos que as florestas de Madagascar ainda abrigam.

“Se a destruição não for impedida, os dias de muitas espécies de animais e plantas estarão contados“, diz August. O crescente desflorestamento em Madagascar leva a uma gigantesca erosão. As consequências são deslizamento de terras, inundações, por um lado, e escassez de água devido ao ressecamento do solo. Essas transformações são favorecidas pelas mudanças climáticas globais.

Apesar de tudo, algumas espécies de plantas podem se adaptar. O baobá, por exemplo, pode armazenar até 500 litros de água em seu tronco e com isso sobreviver aos períodos de seca, que são cada vez mais frequentes.

Proteção ambiental apenas em nível local

O governo de Madagascar reconhece o princípio da conservação da natureza. E por isso trabalha, por exemplo, com a WWF em um projeto para o manejo sustentável da água. Até o momento, cerca de 35 mil pessoas de 13 municípios do Platô Mahafaly já se beneficiaram com o projeto. Mas em outros processos a situação está estagnada. “O país passa de crise política em crise política, não há confiabilidade”, diz Daniela Freyer, bióloga da organização Pro Wildlife.

O sistema de fiscalização estaria totalmente desmantelado, o que, junto com a corrupção, permite o avanço na extinção de espécies de animais e plantas. “A exportação de madeira protegida para a Alemanha e para a China é aprovada pelas autoridades”, diz Freyer. Isso acontece muitas vezes pela concessão de “isenções”. Para completar, há ainda o comércio ilegal – e também legal – de animais de Madagascar, como as lagartixas e sapos.

Dorothea August, do WWF, critica também a falta de ação política e a impunidade. A instabilidade política no país “não ajuda na implementação de projetos ambientais”, reclama a especialista do WWF.

Para Daniela Freyer, é importante que organizações ambientalistas locais estejam engajadas, para substituir a caótica estrutura organizacional e de controle do país. “Para assim garantir um mínimo de proteção.”

Lêmures são o "espírito da floresta"

Baobá consegue acumular até 500 litros de água e, com isso, sobrevive melhor ao clima árido

 Fonte:  DW / Autor: Po Keung Cheung (ff)
Revisão: Roselaine Wandscheer

7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Brasil tem dois primatas entre os 25 mais ameaçados do mundo

A caça e o desmatamento são as principais ameaças para ambas as espécies, segundo relatório da União Internacional divulgado durante a COP11, na Índia

O Brasil tem duas espécies de primatas entre as 25 mais ameaçadas de extinção do mundo, de acordo com uma lista bianual publicada em outubro pela União Internacional para a Conservação da Natureza, durante a COP11 da Biodiversidade, que aconteceu na Índia. São eles o bugio-marrom (Alouatta guariba guariba) e o macaco-caiarara (Cebus kaapori).

Descoberto em 1812, o macaco guariba (Bugio) é endêmico da Mata Atlântica e hoje está restrito a uma pequena área, ao norte do Rio Jequitinhonha. Geralmente, esse primata – que gosta de mascar folhas de árvore – vive em grupos de cinco indivíduos (mas pode chegar até 11 animais) e comunica-se por meio de uivos, que podem ser ouvidos a 2km de distância. Atualmente, sua população é estimada em menos de 250 espécimes.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

Macaco-caiarara (Cebus kaapori), uma das 25 espécies de primatas sob risco extremo de extinção

Macaco caiarara, registrado em 1992. Divulgação/ IUCN

Já o macaco caiarara foi registrado no país em 1992, de acordo com o documento, e a maioria da população, normalmente encontrada em grupos de até sete animais, concentra-se na região da Amazônia Oriental, principalmente no leste do Pará, Maranhão e próxima ao Rio Tocantins.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

 

Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba), macaco brasileiro sob risco de extinção

Atualmente, a população do macaco bugio-marrom é estimada em menos de 250 animais. Imagem: Wikimedia Commons

Fonte: Exame.com


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Em lista de animais mais ameaçados de extinção, cinco são brasileiros

Pela primeira vez, uma rede de 8000 pesquisadores ligados à União Internacional de Conservação da Natureza, compilou uma lista das 100 espécies de animais, plantas e fungos mais ameaçados de extinção no mundo.

Nesta lista constam cinco espécies de animais brasileiros:

O soldadinho-do-Araripe, ave cuja população é estimada em 779 espécimes. É encontrado apenas numa área de 28 km2, na Chapada do Araripe, no Ceará.

A Preá Cavia intermedia, considerada a espécie de mamífero mais rara do mundo, com uma população de cerca de 60 espécimes. Só existe nas Ilhas Moleques do Sul, arquipélago próximo a Florianópolis, em Santa Catarina.

O Muriqui-do-Norte, o maior primata das Américas, só existe na Mata Atlântica. Estima-se que existem menos de 1000 deles.

A borboleta Actinote zikani, espécie que habita áreas próximas à serra do mar, na Mata Atlântica.

A borboleta Parides burchellanus, espécie encontrada no Cerrado. População estimada de menos de 100.

Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará

Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará. Ciro Albano/France Presse

O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica.

O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica. Luciano Candisani

Fonte: Folha.com


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Tubarão-baleia ‘suga’ rede de pesca e engole pílula que rastreia animais

Projeto ambiental de ONGs quer monitorar espécie ameaçada.
Pesquisadores do Brasil também têm projeto em arquipélago isolado.

Ambientalistas da organização ambiental Conservação Internacional (CI) divulgaram nesta terça-feira (17) imagens feitas em junho de um espécime de tubarão-baleia (Rhincodon typus) sugando pequenos peixes que estavam em uma rede de pesca, em Papua, uma província da Indonésia.

De acordo com os pesquisadores, que disponibilizaram um vídeo no YouTube sobre o fato, esse hábito dos tubarões-baleia, classificado como “único”, facilitou um trabalho de monitoramento realizado por integrantes da CI e do WWF-Indonésia (veja o vídeohttp://www.youtube.com/watch?v=yqGYrlxWcdU&feature=player_embedded).

Juntamente com os peixes, foram colocados pequenos radiotransmissores em formato de pílulas, que, após ingeridos, vão fornecer informações aos ambientalistas sobre o tamanho da população desta espécie na região de Papua e, ao mesmo tempo, sobre o movimento desses indivíduos ao longo dos próximos anos.

Em junho, 30 exemplares foram “marcados”, ou seja, engoliram os transmissores. De acordo com os pesquisadores, a maioria desses tubarões eram do sexo masculino e mediam entre 3 e 8 metros de comprimento.

A espécie costuma viver em mares quentes e pode chegar a medir até 20 metros e pesar 13 toneladas. Identificado em 1828, o tubarão-baleia se alimenta de plâncton, macro-algas, além de invertebrados e pequenos polvos. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês), este animal é classificado como vulnerável na natureza.

Pesquisa também é feita no Brasil
Um dos projetos científicos desenvolvidos no arquipélago de São Pedro e São Paulo, localizado a 1.100 km da costa brasileira, é a observação de exemplares desta espécie.

Desde 1998, quando a estação científica no conjunto de ilhas foi inaugurada, estudiosos do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) passaram a registrar a presença desses animais, que podem medir entre dois metros e 17 metros, por meio do “Projeto Tubarão-baleia”, conduzido pelos cientistas Fábio Hazim e Bruno Macena.

A partir de 2008, esses animais passaram a ser monitorados com a ajuda de satélites.

Para isso, rastreadores foram implantados em ao menos dez exemplares e vão contribuir no mapeamento da espécie na costa brasileira, além de identificar áreas importantes no ciclo de vida de tubarões-baleia jovens e adultos.

O tubarão-baleia se alimenta principalmente de zooplâncton, mas ovos e larvas de peixes e invertebrados, além de lulas, também fazem parte de sua dieta. Tudo isso é encontrado em abundância nesta região brasileira, afirmam os pesquisadores. Tanto que em São Pedro e São Paulo já foram registrados 150 espécimes desde o ano 2000, dos quais dez foram identificados por fotos.

Entre fevereiro e março deste ano, o G1 esteve na região considerada mais inóspita do país, onde é possível se chegar apenas por navio e que é classificada por cientistas como uma das áreas mais promissoras para a pesquisa, devido à diversidade de espécies e de informações geológicas.

Com uma área de 17 mil m² e apenas 18 metros de altitude, São Pedro e São Paulo é um território guardado pela Marinha do Brasil, que mantém funcionando no local uma estação científica habitada constantemente por pesquisadores de diversas universidades.

Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na costa da província de Papua, na Indonésia. (Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)

Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na costa da província de Papua, na Indonésia. (Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)

Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades de São Pedro e São Paulo (Foto: Divulgação)

Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades do arquipélago de São Pedro e São Paulo, na costa brasileira (Foto: Divulgação/Projeto Tubarão-baleia)

Fonte: Globo Natureza


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Lista Vermelha 2012 revela novos dados sobre a saúde da biodiversidade mundial

Imagem: Mater Natura

Segundo a nova atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, lançada no dia 19 de junho, as fontes de alimentos, remédios e água potável, ou seja, os meios de subsistência de milhões de pessoas podem estar em risco com o rápido declínio do mundo animal, vegetal e de espécies de fungos. A lista mostra que, das 63.837 espécies avaliadas, 19.817 estão ameaçadas de extinção, incluindo 41% de anfíbios, 33% dos corais, 25% dos mamíferos, 13% das aves, e 30% de coníferas.

Amplamente respeitada, a Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) estuda uma pequena proporção das espécies conhecidas no mundo de forma a fornecer um panorama sobre a saúde da biodiversidade do mundo.

“A sustentabilidade é uma questão de vida ou morte para as pessoas do planeta”, afirmou Julia Marton-Lefèvre, diretora geral da IUCN. “Um futuro sustentável não pode ser alcançado sem conservação da diversidade biológica – espécies animais e vegetais, seus habitats e seus genes, não só para a natureza em si, mas também para todos os 7 bilhões de pessoas que dependem dele”, concluiu.

As 63.837 espécies avaliadas pelo Livro Vermelho se enquadram em oito categorias de conservação: 27.937 como “de menos preocupação” ou “quase ameaçadas”, 255 consideradas em “menor risco”, 4.467 semi-ameaçadas. Outras 3.947 estão em risco critico, 5.766 em risco e 10.104 estão vulneráveis, totalizando 19.817 espécies ameaçadas. Por sua vez, 63 espécies se tornaram extintas na natureza e 801 desapareceram completamente. As 10.497 espécies remanescentes na pesquisa possuem dados insuficientes que impedem um julgamento preciso.

A perda de espécies frequentemente resulta da destruição do hábitat. Mas espécies invasivas e, de forma crescente, o impacto das mudanças climáticas, também são fatores.

O novo relatório lançou luz sobre a exploração irresponsável de oceanos, lagos e rios. Os ecossistemas de água doce estão sob pressão considerável devido à expansão da população humana e a exploração dos recursos hídricos. Uma importante fonte de alimento, os peixes de água doce, está enfrentando ameaças de práticas de pesca insustentáveis e destruição de habitats causados pela poluição e pela construção de barragens. Um quarto das pescarias do mundo está localizado no continente africano, mas 27% dos peixes de água doce na África estão ameaçados.

Segundo a IUCN, em algumas partes do mundo até 90% das populações costeiras vivem da pesca, o que reduziu algumas populações de peixes comerciais em mais de 90%. As arraias, por exemplo, possui 36% da sua população ameaçada de extinção.

Mais de 275 milhões de pessoas são dependentes de recifes de corais como fonte de alimentos e como meio de subsistência. Globalmente, a pesca de recifes de coral rende aos EUA 6,8 bilhões dólares anualmente. A sobrepesca afeta 55% dos recifes do mundo e de acordo com a lista vermelha da IUCN, 18% dos meros, uma família economicamente importantes de peixes de recife de grande porte, estão ameaçadas.

Os recifes de corais devem ser geridos de forma sustentável para garantir que eles continuem fornecendo o alimento essencial no qual milhões de pessoas dependem como fonte de proteína, afirmou a IUCN.

A produção de pelo menos um terço dos alimentos do mundo, incluindo 87 das 113 principais culturas alimentares, depende da polinização realizada por insetos, morcegos e pássaros, gerando recursos da ordem de US$ 200 bilhões por ano. De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, 16% das borboletas endêmicas da Europa estão ameaçadas. Os morcegos, igualmente importantes polinizadores, também estão em risco com 18% da sua população global ameaçada.
A mais recente atualização da Lista Vermelha da IUCN mostra também que quatro membros da família do beija-flor, que é conhecida por seus serviços de polinização, estão agora em maior risco de extinção como a brilhante rosa-throated (Heliodoxa gularis) listada como vulnerável. Além de seu papel importante como polinizadores, os morcegos e os pássaros também ajudam no controle das populações de insetos que podem de outra forma destruir economicamente importantes plantas agrícolas.

Os anfíbios desempenham um papel vital na busca de novos medicamentos. Compostos químicos importantes podem ser encontrados na pele de muitos sapos. No entanto, 41% das espécies de anfíbios estão ameaçadas de extinção, incluindo o sapo recentemente descrito, Anodonthyla hutchisoni, de Madagascar, que agora é considerado ameaçado.
A Lista Vermelha da IUCN mostra também que 10% das serpentes endêmicas da China e Sudeste da Ásia estão ameaçadas de extinção, isso porque as cobras são utilizadas na medicina tradicional e na fabricação de soro anti-veneno, assim como alimento e fonte de renda com a venda de peles.

Quase 43% das espécies de serpentes endêmicas do Sudeste Asiático estão ameaçadas pelo uso insustentável. A maior serpente venenosa do mundo, a King Cobra (Ophiophagus hannah),está listada como vulnerável devido à perda de habitat e sua exploração para fins medicinais. A píton birmanesa (Python bivittatus), mais conhecido no Ocidente como uma espécie invasora em Everglades, Flórida, também está listada como vulnerável na sua área nativa, por causa do comércio e da exploração excessiva do animal como alimento e para a retirada da pele. No entanto, a China e o Vietnã, são os locais onde as espécies estão mais ameaçadas. Apesar de estarem designadas como uma espécie protegida na China, as populações de lá não mostram evidências de recuperação e a exploração ilegal continua.

Os dados apresentados no relatório auxiliam atualmente na implementação da Meta nº 12 do Plano Estratégico para a Biodiversidade (2011-2020), resultante do Protocolo de Nagoya, estabelecido durante a Convenção das Partes das Nações Unidas para a Biodiversidade, que ocorreu em 2010. Nesse trecho do documento é proposto que até o ano de 2020 a extinção de espécies identificadas como ameaçadas terá sido evitada e o status de conservação, particularmente das que estão em maior declínio, terá sido melhorada e mantida.

Fonte: Mater Natura


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

A balança comercial de ameaças à biodiversidade

Imagem: Mater Natura

Se os brasileiros importassem casacos feitos de pele de panda, certamente estaríamos contribuindo para a extinção desse simpático urso chinês. Do mesmo modo, se os chineses usassem casacos de mico-leão-dourado, seriam acusados de contribuir para a destruição da biodiversidade brasileira. Imagine que a balança comercial entre China e Brasil se restringisse a esses dois produtos: poderíamos dizer que a balança comercial de ameaças à biodiversidade entre os dois países estaria equilibrada.

Mas o comércio entre Brasil e China não é tão simples: exportamos soja, frango, madeira e minério. Importamos roupas e centenas de outros produtos industriais. Ao produzirmos tudo o que exportamos para a China, contribuímos para a extinção de espécies da Amazônia e do Cerrado. Por sua vez, ao produzir tudo o que nos vendem, os chineses poluem seus rios e também destroem parte da sua biodiversidade. Será possível calcular a balança comercial de ameaças à biodiversidade entre Brasil e China? Qual seria o valor líquido dessa balança? Estaríamos importando três ameaças a espécies chinesas e exportando cinco ameaças a espécies brasileiras?

Parece conversa de louco, mas cientistas publicaram um estudo (International trade drives biodiversity threats in developing nations) no dia 7 de junho no periódico científico “Nature”, contendo o mapeamento do impacto do comércio internacional sobre o risco de extinção de espécies ameaçadas. Não é tão complicado. Os cientistas selecionaram 6.964 espécies listadas por órgãos internacionais como ameaçadas de extinção em 187 países. Em seguida fizeram um levantamento das 166 atividades humanas que ameaçam essas espécies (por exemplo, desmatamento e poluição). Para cada uma das espécies, eles identificaram quais das atividades humanas contribuíam para a extinção de cada espécie em cada um dos países. Isso gerou um banco de dados com 171.825 combinações de espécies, países e atividades econômicas (exemplo: no Brasil, o mico-leão-dourado é ameaçado pela destruição da Mata Atlântica para a produção de frutas).

Esse primeiro banco de dados foi integrado a um segundo, com 15.909 tipos de transações comerciais, tanto internas quanto entre países (exemplo: exportações de frutas do Brasil, importação de carros da China).

Cruzando estes dois bancos de dados, é possível identificar o fluxo comercial responsável pela ameaça a cada uma das espécies. Examinando o exemplo de Madagascar, fica fácil entender o tipo de resultado desse estudo. Lá existem 359 espécies em risco de extinção. Metade da culpa por esse risco vem de atividades econômicas que geram produtos consumidos dentro do próprio país; 25% da culpa recai sobre produtos exportados para a União Europeia e 25% para a China. O restante da culpa é dividida entre Japão e EUA.

Com base nesses dados, é possível descobrir que alguns países, no balanço final, são “importadores” de extinção de espécies, ou seja, as mercadorias que importam causam mais ameaças no restante do mundo que as mercadorias que eles exportam causam em suas espécies. Exemplos desse grupo são EUA, Japão, Coreia do Sul e Canadá. Outros países são “exportadores” de extinção, ou seja, as mercadorias que exportam causam mais estragos em casa do que o estrago feito no restante do mundo pelas mercadorias que eles importam. É o caso de Madagascar, Tailândia e Indonésia.

O que surpreende é o caso do Brasil, pois a princípio se imagina que somos um “exportador” de extinção, pois destruímos a Floresta Amazônica para produzir carne e grãos, exportamos madeira e minerais e importamos muitos produtos industrializados. O estudo indica que o Brasil tem 356 espécies entre as estudadas. A maioria delas é impactada principalmente por atividades econômicas que suprem nosso mercado doméstico. Somente 35 delas estão sob ameaça por atividades de exportação, para países como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Argentina e China. Por outro lado, as atividades de importação brasileira ameaçam 76 espécies de fora do país, vindas de Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Bolívia, entre outros. Assim, apesar de nossa imensa biodiversidade, nossa balança comercial de ameaças à biodiversidade é mais parecida com a de um país europeu do que com a de um país agrícola do Sudeste Asiático.

“Ficamos muito surpresos com o tamanho do efeito de nossos estudos. Muitos de nossos vizinhos (Papua Nova Guiné em relação a Austrália; e Honduras para a América Latina) possuem até 60% de suas espécies ameaçadas devido ao comércio internacional”, afirmou Barney Fornan, um dos autores do estudo, da Universidade de Sidney, na Austrália. De modo global, o estudo conclui que esta relação é de 30%, excluídas as espécies invasoras.

Um exemplo encontrado foi o do macaco aranha (foto) que está perdendo seu habitat por causa da plantação de café e cacau no México e na América Central. A análise mostrou também que Estados Unidos, União Europeia e Japão são os principais destinos das mercadorias que estão relacionadas à perda de biodiversidade.

É claro que esse trabalho é preliminar e os autores listam extensivamente os potenciais problemas e dificuldades de um estudo tão abrangente como esse, mas o interessante é que pela primeira vez foi mapeada, em escala global, a responsabilidade dos produtos que circulam nas rotas do comércio internacional pela destruição da biodiversidade do planeta.

Estudos como este serão aperfeiçoados e se tornarão instrumentos importantes na divisão, entre os países, da responsabilidade pela destruição da biodiversidade. Também ajudarão na discussão de quem deve pagar a conta associada à preservação da biodiversidade.

 

Fonte: Mater Natura


21 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Museu Goeldi, no Pará, lança Censo da Biodiversidade da Amazônia

Informações sobre as milhares de espécies de animais e plantas da Amazônia começaram a ser organizadas em um levantamento que pode ajudar pesquisadores e gestores ambientais a acompanhar os avanços da biodiversidade e definir estratégias de conservação para a região. O Censo da Biodiversidade, lançado em Belém pelo Museu Goeldi, já relaciona todas as 3,8 mil espécies pesquisadas pela instituição.

A lista inclui dados como nome científico, família e, em alguns casos, a categoria de ameaça de extinção de cada espécie. “Queremos atualizar o conhecimento para poder, por meio dos dados, planejar a conservação biológica e o uso da biodiversidade. A intenção é seguir no mesmo sentido do censo [demográfico] do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], que levanta informações sobre a sociedade, usadas pelos governos para planejar políticas públicas de saúde, educação e transporte, por exemplo”, explicou Ulisses Galatti, pesquisador e coordenador de Pesquisa e Pós- Graduação do Museu Goeldi.

Segundo Gallati, a expectativa é que, até o fim do ano, o levantamento inclua levantamentos de outras instituições que pesquisam a biodiversidade amazônica. “Estamos conversando com outros grupos, como universidades e institutos de pesquisa, que atuam na região da Amazônia, para que também forneçam dados oficiais que serão atualizados constantemente”.

Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Projeto nos EUA estuda coração de primatas para evitar doença e morte

Pesquisa é realizada em grandes macacos do zoológico de Atlanta.
Doença no coração é principal causa de morte em orangotangos, diz cientista.

Uma pesquisa inovadora realizada nosEstados Unidos pretende identificar problemas cardíacos em orangotangos e macacos de grande porte que vivem em cativeiros, a fim de evitar mortes e elevar a população desses mamíferos, alguns ameaçados de extinção.

Denominado “Projeto coração de grandes macacos”, especialistas de diversas universidades têm realizado exames de ultrassom e eletrocardiograma em primatas do zoológico de Atlanta. A análise vai verificar como doenças no coração afetam os animais, já que são consideradas as principais responsáveis por óbitos de orangotangos.

O estudo utiliza animais acordados, fato inédito e que tem incentivado outras instituições a realizarem o mesmo procedimento. A aplicação de anestesia poderia prejudicar primatas que já estão doentes e reduziria a qualidade das atividades cardíacas.

De acordo com Hayley Murphy, diretor de serviços veterinários no zoológico de Atlanta, o estudo vai determinar também se há relação entre as doenças cardíacas dos primatas e seres humanos. Já há casos de orangotangos diagnosticados com doenças no coração que são tratados com medicamentos feito para humanos.

Funcionária do zoológico de Atlanta, nos EUA, faz exame cardíaco em orangotango de nove anos batizado de Satu. (Foto: Dorie Turner/AP)

Funcionária do zoológico de Atlanta, nos EUA, faz exame cardíaco em orangotango de nove anos batizado de Satu. (Foto: Dorie Turner/AP)

Fonte: Globo Natureza


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

União Europeia terá que proteger 29 espécies de borboletas ameaçadas

Relatório de organização ambiental lista formas de conservar insetos.
Em 15 anos, houve queda de 70% na população de 17 diferentes espécies.

Grande-borboleta-azul (Europa) (Foto: Divulgação/Chris van Swaay)

Grande-borboleta-azul (Phengaris arion), uma das espécies ameaçadas de extinção na Europa (Foto: Divulgação/Chris van Swaay)

Uma organização ambiental da Europa lançou um guia com orientações sobre como preservar espécies de borboletas que vivem no continente e são consideradas  ameaçadas de extinção.

O relatório, que teve destaque na edição desta semana da revista “Nature Conservation”, aponta 29 espécies listadas pela União Europeia.

Os países-membros terão a partir do lançamento do guia a responsabilidade de fornecer informações sobre como proteger os insetos e definir (além de cumprir) metas internacionais de biodiversidade.

O documento detalha informações sobre cada inseto, as exigências para conservar seus habitats e plantas utilizadas pelas borboletas como local para desova e alimentação.

Em declínio
De acordo com o relatório, as borboletas europeias estão sob ameaça constante. Cerca de 10% de todas as espécies correm risco de desaparecer. Indicadores mostram que houve queda de 70% na população de 17 diferentes espécies nos últimos 15 anos.

Entre as principais causas desta diminuição estão a destruição de áreas, transformadas pela agricultura — algumas delas abandonadas posteriormente.

Segundo a publicação, as borboletas são importantes indicadores do meio ambiente, já que respondem rapidamente a possíveis alterações do habitat. A gestão desses insetos garante a sobrevivência de outros seres, que fazem parte da biodiversidade europeia.

 

Fonte: Globo Natureza

 

 


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