26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem primeiros mamíferos a subir em árvores e cavar buracos

“Sabemos que os mamíferos modernos são espetacularmente diversos, mas não se sabia se os mamíferos primitivos também eram”, afirma pesquisador

Cientistas descobriram fósseis do que podem ser os primeiros mamíferos a subir em árvores e cavar buracos. Eles habitavam a região onde hoje fica a China e são uma evidência de que, no período de maior êxito dos dinossauros sobre a Terra, os mamíferos se adaptaram ao ambiente. Segundo os autores do estudo, os cientistas não imaginavam que os mamíferos fossem tão desenvolvidos naquela época.

Os animais identificados são o Agilodocodon scansorius, arborícola mais antigo descoberto até agora, e o Docofossor brachydactylus, o mamífero subterrâneo mais antigo que se conhece. Realizada por pesquisadores da Universidade de Chicago e do Museu de História Natural de Pequim, a pesquisa foi publicada na quinta-feira na revista Science.

As duas novas espécies, que provêm de grupos extintos dos primeiros mamíferos, tinham características desenvolvidas milhões de anos antes do que era estimado pelos cientistas. Os animais descobertos nesta pesquisa são do Período Jurássico e viveram entre 170 e 145 milhões de anos atrás.

Características — Agilodocodon scansorius tinha cerca de 13 centímetros da cabeça até a cauda e pesava por volta de 27 gramas, como um pequeno roedor dos dias de hoje. Ele tinha aparência de um esquilo com focinho longo. Já o Docofossor brachydactylus se parecia com a toupeira dourada da África. Estima-se que ele media 7 centímetros, pesava 16 gramas e tinha dedos próprios para cavar. Ao contrário da maioria dos mamíferos, possuía apenas duas falanges (segmentos ósseos) nos dedos.

“Sabemos que os mamíferos modernos são espetacularmente diversos, mas não se sabia se os primitivos também eram”, explicou o líder da pesquisa, Zhe-Xi Luo, professor da Universidade de Chicago. Os novos fósseis “ajudam a demonstrar que os primeiros mamíferos também tiveram uma ampla diversidade ecológica”, completa.

Reconstituição do estilo de vida e habitat do ‘Agilodocodon’ (no topo à esquerda) e do ‘Docofossor’ (abaixo, à direita)

Reconstituição do estilo de vida e habitat do ‘Agilodocodon’ (no topo à esquerda) e do ‘Docofossor’ (abaixo, à direita) (April I. Neander, the University of Chicago/VEJA.com)

Fonte: Veja Ciência


20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Manchas de pele de cobra inspiram cientistas na criação de materiais

Estudo desvendou estruturas por trás da camuflagem da víbora-do-gabão.
Tom ‘ultra-preto’ pode ser usado na absorção de luz do sol.

Víbora do Gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Víbora-do-gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Cientistas identificaram nanoestruturas nas manchas ultra-pretas da pele de uma cobra africana, as quais poderiam inspirar a criação de um material avançado capaz de absorver a luz, anunciaram nesta quinta-feira (16).

A víbora-do-gabão, uma das maiores da África e mestre da camuflagem, tem manchas negras de padrão geométrico na pele que são profundas, de um preto aveludado que reflete muito pouca luz.

Entrelaçadas a outras manchas muito reflexivas nas cores branca e marrom, o padrão cria um alto contraste que torna difícil identificar a cobra rastejando no solo multicolorido da floresta tropical.

Uma equipe de cientistas alemãs se lançou a desvendar o segredo por trás da escuridão profunda das manchas negras e descobriu que a escala da superfície era feita de microestruturas folhosas e apinhadas, recobertas com sulcos nanométricos — um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro.

Em artigo publicado na revista “Scientific Reports”, do grupo “Nature”, a equipe especulou que as micro e nanoestruturas, que se projetam em ângulos sutilmente diferentes, dissipam e prendem a luz que entra.

“A estrutura com o efeito de um negro aveludado também poderia, potencialmente, ser transferida para outros materiais”, escreveram os cientistas.

A busca por um material artificial de alta absorção e baixa reflexão é cobiçada pela ciência por seu uso potencial em sistemas ópticos especializados ou captura do calor solar, por exemplo.

Algumas superfícies ultra-negras já são mais escuras do que as manchas da cobra, disse à AFP a co-autora Marlene Spinner, do Instituto de Zoologia da Universidade de Bonn.

Mas ao introduzir a nanotecnologia encontrada na pele da cobra poderia potencialmente aumentar ainda mais sua absorção da luz.

“A micro-ornamentação das escalas de preto aveludado da cobra é um exemplo mais avançado de que a mesma lei física se aplica à natureza e à tecnologia e conduz consequentemente a construções similares”, escreveu a equipe.

 

Fonte: Globo Natureza


20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Desmatamento pode reduzir capacidade da usina de Belo Monte, diz estudo

A construção de hidrelétricas na Amazônia, como a polêmica Belo Monte, tem sido atacada pelos seus impactos ecológicos e sociais, notadamente entre os povos da região, como tribos indígenas.

Agora, um novo estudo publicado por pesquisadores brasileiros e americanos mostra que usinas na bacia do rio Xingu tendem a ser menos eficazes se a região em torno sofrer grandes índices de desmatamento.

Sem floresta, costumava-se pensar, não haveria grande problema. Afinal, as árvores consomem a água que é essencial para as usinas e que iria parar nos rios que alimentam os reservatórios.

Mas parece que não é bem assim. A relação entre as florestas e a chuva é dinâmica: as árvores liberam vapor d’água, aumentando a precipitação. Menos árvores, menos água para gerar energia.

O artigo está publicado na edição de hoje da revista científica americana “PNAS”.

Os oito autores afirmam que, segundo a atual perspectiva de uma perda de floresta de 40% até 2050, a geração de energia em Belo Monte cairia para apenas 25% do potencial da hidrelétrica.

SERVIÇOS DA FLORESTA

“Como outras fontes de energia, as usinas hidrelétricas apresentam grandes custos sociais e ambientais. Sua confiabilidade como fonte de energia, no entanto, deve levar em consideração a sua dependência nas florestas”, escreveram os autores do estudo, coordenado por Britaldo Soares-Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais.

“Queremos, com esse tipo de estudo, valorizar os serviços que a floresta provê”, diz Soares-Filho. Isto é, a floresta tem um potencial econômico de certo modo oculto.

Estudo recente dos pesquisadores mostrou que a destruição da floresta pode afetar a produção da soja em Mato Grosso, reduzindo as chuvas nas regiões produtoras.

Soares-Filho reconhece que é um estudo “difícil”, pois trata-se de tentar prever o futuro com base em simulações climáticas complexas.

O geólogo lembra que os estudos de impacto ambiental não costumam levar em conta o potencial de problemas futuros.

Por exemplo, um estudo sobre as águas geradoras de energia leva em conta as vazões históricas dos rios, mas não costuma tentar prever o que aconteceria caso a precipitação caísse por conta do desmatamento.

Ele diz também que muitos desses relatórios levam em conta só efeitos diretos da obra, esquecendo os indiretos, como o aumento da colonização na região.

Procurada para comentar o estudo, a Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da usina de Belo Monte, afirmou que não se manifestaria por se tratar “de um estudo técnico e acadêmico”.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha.com


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas têm acesso pela primeira vez a corpo de espécie rara de baleia

Baleia bicuda-de-bahamonde foi descrita inicialmente a partir de ossos.
Corpos de mãe e filhote foram encontrados em praia da Nova Zelândia.

baleia rara; Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Um dos exemplares de baleia-bicuda-de-bahamonde encontrados na Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Dois corpos de uma espécie de baleia praticamente desconhecida dos cientistas foram encontrados pela primeira vez na Nova Zelândia e analisados por pesquisadores da Universidade de Auckland.

O encalhe de mãe e filhote em uma praia do país deixou de ser apenas um acidente ambiental para se tornar uma oportunidade de coletar mais informações sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), anteriormente conhecida apenas com a ajuda de ossadas.

Segundo relatório que será publicado nesta terça-feira (6) na revista científica “Current Biology”, é a primeira vez que especialistas descrevem completamente a espécie.

Além disso, segundo os cientistas, é a primeira vez que surgem evidências de que esta baleia não está extinta completamente da natureza e um lembrete de como o ambiente marinho é pouco conhecido. As duas baleias foram descobertas em dezembro de 2010, em Opape Beach.

A baleia-bicuda-de-bahamonde havia sido descrita anteriormente com a ajuda de três crânios coletados na Nova Zelândia e Chile. Pesquisadores da Universidade de Auckland coletaram amostras de DNA, além de partes do tecido corporal dos corpos encontrados, que serão guardados junto a outras amostras de baleias raras.

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Após ataques, França vai caçar tubarões na ilha Reunião

Após série de incidentes, moradores pediram ajuda às autoridades para caçar peixes, que teriam se multiplicado nos últimos anos

A França vai contratar pescadores profissionais para matar nesta semana cerca de 20 tubarões na costa da ilha Reunião, território francês no oceano Índico, na esperança de entender uma série de ataques nesse paraíso dos surfistas.

Dois deles foram atacados por tubarões em menos de uma semana. Um deles, mordido no domingo, sobreviveu por pouco, mas perdeu uma mão e um pé. O outro morreu na segunda-feira (30) da semana passada.

Autoridades municipais de Saint-Leu, perto do local do ataque de domingo, pediram a governos de nível superior que abatessem as populações de tubarões-tigres e tubarões-cabeça-chata, que teriam se multiplicado no último ano.

Cerca de 300 moradores e surfistas fizeram um protesto em frente à principal delegacia de polícia da ilha, pedindo o abate dos tubarões.

O governo francês, porém, descartou um abate generalizado, dizendo que é preciso realizar estudos científicos sobre uma toxina que existe na carne dos tubarões, e que desestimula sua pesca.

O tubarão-cabeça-chata é uma das espécies que mais ataca humanos. Brian J. Skerry / National Geographic Image Sales

Fonte: Portal iG


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo mostra que tubarões têm pasta de dente ‘embutida’ na boca

Cientistas alemães dizem que arcadas dentárias dos animais contém alto índice de flúor, o que os torna provavelmente livres de cáries

Uma análise detalhada dos dentes dos tubarões mostrou que o “terror dos mares” tem um componente químico nos dentes indispensável para deixá-los fortes e garantir boas dentadas, Pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, analisaram profundamente a composição química dos dentes dos tubarões descobriram que esse componente é o flúor, o famoso ingrediente de várias pastas de dente.

O estudo mostrou que enquanto a superfície dentes dos tubarões contém alto índice de fluoreto, mineral presente nas pastas de dente, os humanos e outros mamíferos apresentam uma composição diferente, com hidroxiapatita, uma substância também encontrada nos ossos.

O fluoreto deixa os dentes dos tubarões das espécies Isurus oxyrinchus e Galeocerdo cuvier mais resistentes aos ácidos. Mathias Eppe, co-autor do estudo, disse ao site Discovery News que a superfície dos dentes dos tubarões é composta por 100% de fluoreto. “Portanto, eles não devem ter cáries. Como vivem na água e trocam sua arcada dentária com regularidade, dor de dente é um problema que eles não têm.” No entanto, no quesito resistência, os dentes humanos não deixaram nada a dever aos dos peixes: ambos são igualmente duros.

Além da força da mandíbula, o dente dos tubarões apresenta composição química que garante eficiência nas dentadas. Na imagem, cena do filme Tubarão. Imagem: Divulgação

Fonte: Portal iG


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Missão tenta salvar gorilas ameaçados em meio a conflito no Congo

Acordo entre governo e rebeldes permitirá que patrulheiros possam monitorar espécie.

Um grupo de patrulheiros no Congo se prepara para uma missão que tentará salvar famílias de gorilas que desapareceram após uma intensificação do conflito entre forças do governo e rebeldes no país. O governo fez um acordo com o grupo rebelde M23, para permitir que os patrulheiros possam rastrear seis famílias de gorilas-de-montanha.

Os cerca de 200 mamíferos vivem no parque nacional de Virungo, localizado ao leste do país, e representam um quarto da população da espécie. O diretor do parque, Emmanuel de Merode, comemorou a decisão: “Nós estamos satisfeitos e aliviados que todas as partes do conflito reconheceram a necessidade de proteger os únicos gorilas-de-montanha do Congo”.

Os combates na região se intensificaram em abril, quando a área de conservação fechou as portas ao público. Desde o dia 8 de maio, as equipes responsáveis por acompanhar os gorilas evacuaram a área, que sofreu com intensos conflitos de artilharia pesada e, até mesmo, helicópteros de combate.

‘Os gorilas são muito espertos. Eles, sem dúvida, ao ouvir as explosões, se afastaram dos locais de conflito. O importante, agora, é localizá-los’, disse à BBC Brasil Lu Anne Cadd, assessora de imprensa do parque.

As famílias de gorilas-de-montanha não são vistos há mais de dez semanas. Os patrulheiros do parque são, no momento, os únicos membros do governo autorizados a circular na região. Eles irão se dividir em sete grupos e trabalhar em conjunto com a população local para localizar os gorilas.

O trabalho, que estava marcado para ter início nesta semana, será de encontrar os gorilas, identificar cada um deles e checar sua situação de saúde, já que a espécie é muito vulnerável a doenças.

Eles vão ainda remover armadilhas e fazer rondas constantes para evitar a atuação de traficantes de animais. O trabalho é considerado de alto risco. Nos últimos 15 anos, 130 deles morreram em serviço.

Eles fazem a segurança do parque mais antigo da África. O parque nacional de Virunga tem 7.800 km² e é considerado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco.

A República Democrática do Congo está em guerra civil há 12 anos e, desde o acirramento dos conflitos, mais de 200 mil pessoas foram desabrigadas.

Resgate gorila1 (Foto: Virunga National Park/BBC)

Exemplar de gorila resgatado em parque do Congo. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Filhote de gorila (Foto: Virunga National Park/BBC)

Filhote de gorila que vive em parque do Congo e deverá ser resgatado. (Foto: Virunga National Park/BBC)

gorila (Foto: Virunga National Park/BBC)

Objetivo da missão é evitar que ataques atinjam primatas. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Resgate gorila1 (Foto: Virunga National Park/BBC)

Parque Nacional de Virunga é considerado patrimônio mundial da humanidade. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Fonte: Globo Natureza


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Biodiversidade cai em metade das florestas tropicais, aponta estudo

Análise publicada na revista ‘Nature’ avaliou 60 reservas em 20 a 30 anos.
Perturbação do habitat, caça e exploração são maiores fatores para declínio.

Metade das áreas protegidas de florestas tropicais do mundo está sofrendo um declínio na biodiversidade, segundo uma análise feita em 60 reservas e publicada na edição desta semana da revista “Nature”.

Para avaliar como esses locais estão funcionando, o pesquisador William Laurance e outros autores estudaram um grande conjunto de dados sobre as mudanças ocorridas ao longo dos últimos 20 a 30 anos.

A avaliação revela uma grande variação no estado dessas reservas, e 50% vivenciam perdas substanciais na variedade de animais e plantas. Perturbação do habitat natural, caça e exploração das florestas são os maiores fatores para esse declínio.

As reservas tropicais representam um último refúgio para espécies ameaçadas e processos naturais dos ecossistemas, em uma época que cresce a preocupação quanto ao impacto do homem sobre o crescimento da biodiversidade.

O estudo indica que, muitas vezes, áreas protegidas estão ecologicamente ligadas aos habitats ao redor, razão pela qual o destino delas é determinado por mudanças ambientais internas e externas.

Portanto, os pesquisadores afirmam que os esforços para manter a biodiversidade não devem se limitar a reduzir os problemas dentro das reservas, mas promover mudanças também fora dessas áreas.

Biodiversidade (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)

Reservas são o último refúgio de espécies ameaçadas (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)

Fonte: Globo Natureza


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo do Inpa revela causas da morte de árvores na Amazônia

Pesquisa durou um ano e analisou causas das mortes de 67 árvores.
Fatores biológicos, estresse e tempestade são os principais fatores.

Tempestade, fatores biológicos e estresse. Esses foram os principais fatores da morte de árvores durante um estudo de mestrado realizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) pela estudante Clarissa Gouveia pelo período de um ano.

Orientado pelo pesquisador do órgão, Niro Higuchi, o estudo foi feito em dois espaços com uma área de 20 x 2500 m cada, totalizando 5.808 árvores, sendo catalogadas 67 mortes.
Segundo o estudo, período chuvoso é o nível de mortalidade das árvores costuma ficar maior, principalmente, devido à quantidade de tempestades e raios típicos da época. “Na região atingida pelo raio, geralmente encontra-se mais de um individuo morto, representados por mais de uma espécie, além de provocar a morte parcial ou total da regeneração natural do lugar”, esclarece a mestranda.

A maioria das árvores na Floresta Amazônica possuem copas assimétricas e as tempestades são capazes de aumentar o peso da copa, provocando a queda das árvores para o seu lado mais pesado. Existem, ainda, registros de tempestades de vento que podem matar milhares de árvores em apenas poucos dias, são os chamados downburst ou roça de ventos.

Já as mortes classificadas como fatores biológicos e de estresses são relacionadas a competição e supressão entre espécies, déficit hídrico, alagamentos, e ataques patógenos. “No momento que a árvore morre, ela continua a influenciar os organismos ao seu redor, auxiliando no equilíbrio e desenvolvimento de outros organismos. E, também, cooperando na mudança de biomassa, no fornecimento de luz, nutrientes e na umidade da floresta”, explica Clarissa.

A mortalidade arbórea é um processo natural no ecossistema florestal, pois influencia na estrutura, dinâmica, estoque de carbono e reciclagem de nutrientes. Mas, quando a mortalidade é maior que a capacidade de resistência da floresta, as consequências em longo prazo podem ser preocupantes. “São observadas mudanças nas taxas de evapotranspiração, temperatura, umidade e na estrutura das espécies”, ressalta Fontes.

O pioneirismo da pesquisa foi uma contribuição essencial para a comunidade científica, auxiliando na criação de novas perspectivas. “O desejo é que o estudo seja conduzido por mais tempo e em novas áreas para que possamos verificar um possível padrão de comportamento”, almeja Fontes, ressaltando a concepção de um banco de dados maior para a determinação mais exata das variações no clima e a sua relação com a mortalidade arbórea durante determinado período.

Além das mudanças do tempo, pode-se destacar como influenciadores da mortalidade das árvores as infestações das mesmas por lianas, insetos e fungos. Durante o período da pesquisa, uma espécie foi morta pela hemi-epífita estranguladora Apuí e três outras por fungos patogênicos: duas por Ganoderma sp e uma por Auricularia delicata Fries.

“Esse tipo de estudo pode melhorar o entendimento das vulnerabilidades de nossas árvores diante de eventos catastróficos que vem ocorrendo na Amazônia, principalmente aquelas relacionadas com secas e tempestades”, concluiu a estudante.

Bacia amazônica, área de atuação do projeto (Foto: Divulgação/UEA)

Estudo do Inpa analisou morte de árvores da Floresta Amazônia (Foto: Divulgação/UEA)

Árvore na área de preservação da Ufam Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Árvores morrem mais na Amazônia durante o período de chuvas na região (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Amazônia rio com plantas (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Tempestades com raios e fortes ventos são um dos principais fatores para a morte de árvores na Amazônia (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Ministério do Meio Ambiente vai reforçar fiscalização na área de fronteira agrícola entre os estados do Amazonas e Rondônia (Foto: Divulgação/Ibama)

Infestação de insetos e fungos são outras causas de morte das árvores na Amazônia (Foto: Divulgação/Ibama)

Amazônia (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Mortalidade arbórea é um processo natural do ecossistema da Floresta (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Fonte: Globo Natureza


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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem primeiros mamíferos a subir em árvores e cavar buracos

“Sabemos que os mamíferos modernos são espetacularmente diversos, mas não se sabia se os mamíferos primitivos também eram”, afirma pesquisador

Cientistas descobriram fósseis do que podem ser os primeiros mamíferos a subir em árvores e cavar buracos. Eles habitavam a região onde hoje fica a China e são uma evidência de que, no período de maior êxito dos dinossauros sobre a Terra, os mamíferos se adaptaram ao ambiente. Segundo os autores do estudo, os cientistas não imaginavam que os mamíferos fossem tão desenvolvidos naquela época.

Os animais identificados são o Agilodocodon scansorius, arborícola mais antigo descoberto até agora, e o Docofossor brachydactylus, o mamífero subterrâneo mais antigo que se conhece. Realizada por pesquisadores da Universidade de Chicago e do Museu de História Natural de Pequim, a pesquisa foi publicada na quinta-feira na revista Science.

As duas novas espécies, que provêm de grupos extintos dos primeiros mamíferos, tinham características desenvolvidas milhões de anos antes do que era estimado pelos cientistas. Os animais descobertos nesta pesquisa são do Período Jurássico e viveram entre 170 e 145 milhões de anos atrás.

Características — Agilodocodon scansorius tinha cerca de 13 centímetros da cabeça até a cauda e pesava por volta de 27 gramas, como um pequeno roedor dos dias de hoje. Ele tinha aparência de um esquilo com focinho longo. Já o Docofossor brachydactylus se parecia com a toupeira dourada da África. Estima-se que ele media 7 centímetros, pesava 16 gramas e tinha dedos próprios para cavar. Ao contrário da maioria dos mamíferos, possuía apenas duas falanges (segmentos ósseos) nos dedos.

“Sabemos que os mamíferos modernos são espetacularmente diversos, mas não se sabia se os primitivos também eram”, explicou o líder da pesquisa, Zhe-Xi Luo, professor da Universidade de Chicago. Os novos fósseis “ajudam a demonstrar que os primeiros mamíferos também tiveram uma ampla diversidade ecológica”, completa.

Reconstituição do estilo de vida e habitat do ‘Agilodocodon’ (no topo à esquerda) e do ‘Docofossor’ (abaixo, à direita)

Reconstituição do estilo de vida e habitat do ‘Agilodocodon’ (no topo à esquerda) e do ‘Docofossor’ (abaixo, à direita) (April I. Neander, the University of Chicago/VEJA.com)

Fonte: Veja Ciência


20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Manchas de pele de cobra inspiram cientistas na criação de materiais

Estudo desvendou estruturas por trás da camuflagem da víbora-do-gabão.
Tom ‘ultra-preto’ pode ser usado na absorção de luz do sol.

Víbora do Gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Víbora-do-gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Cientistas identificaram nanoestruturas nas manchas ultra-pretas da pele de uma cobra africana, as quais poderiam inspirar a criação de um material avançado capaz de absorver a luz, anunciaram nesta quinta-feira (16).

A víbora-do-gabão, uma das maiores da África e mestre da camuflagem, tem manchas negras de padrão geométrico na pele que são profundas, de um preto aveludado que reflete muito pouca luz.

Entrelaçadas a outras manchas muito reflexivas nas cores branca e marrom, o padrão cria um alto contraste que torna difícil identificar a cobra rastejando no solo multicolorido da floresta tropical.

Uma equipe de cientistas alemãs se lançou a desvendar o segredo por trás da escuridão profunda das manchas negras e descobriu que a escala da superfície era feita de microestruturas folhosas e apinhadas, recobertas com sulcos nanométricos — um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro.

Em artigo publicado na revista “Scientific Reports”, do grupo “Nature”, a equipe especulou que as micro e nanoestruturas, que se projetam em ângulos sutilmente diferentes, dissipam e prendem a luz que entra.

“A estrutura com o efeito de um negro aveludado também poderia, potencialmente, ser transferida para outros materiais”, escreveram os cientistas.

A busca por um material artificial de alta absorção e baixa reflexão é cobiçada pela ciência por seu uso potencial em sistemas ópticos especializados ou captura do calor solar, por exemplo.

Algumas superfícies ultra-negras já são mais escuras do que as manchas da cobra, disse à AFP a co-autora Marlene Spinner, do Instituto de Zoologia da Universidade de Bonn.

Mas ao introduzir a nanotecnologia encontrada na pele da cobra poderia potencialmente aumentar ainda mais sua absorção da luz.

“A micro-ornamentação das escalas de preto aveludado da cobra é um exemplo mais avançado de que a mesma lei física se aplica à natureza e à tecnologia e conduz consequentemente a construções similares”, escreveu a equipe.

 

Fonte: Globo Natureza


20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Desmatamento pode reduzir capacidade da usina de Belo Monte, diz estudo

A construção de hidrelétricas na Amazônia, como a polêmica Belo Monte, tem sido atacada pelos seus impactos ecológicos e sociais, notadamente entre os povos da região, como tribos indígenas.

Agora, um novo estudo publicado por pesquisadores brasileiros e americanos mostra que usinas na bacia do rio Xingu tendem a ser menos eficazes se a região em torno sofrer grandes índices de desmatamento.

Sem floresta, costumava-se pensar, não haveria grande problema. Afinal, as árvores consomem a água que é essencial para as usinas e que iria parar nos rios que alimentam os reservatórios.

Mas parece que não é bem assim. A relação entre as florestas e a chuva é dinâmica: as árvores liberam vapor d’água, aumentando a precipitação. Menos árvores, menos água para gerar energia.

O artigo está publicado na edição de hoje da revista científica americana “PNAS”.

Os oito autores afirmam que, segundo a atual perspectiva de uma perda de floresta de 40% até 2050, a geração de energia em Belo Monte cairia para apenas 25% do potencial da hidrelétrica.

SERVIÇOS DA FLORESTA

“Como outras fontes de energia, as usinas hidrelétricas apresentam grandes custos sociais e ambientais. Sua confiabilidade como fonte de energia, no entanto, deve levar em consideração a sua dependência nas florestas”, escreveram os autores do estudo, coordenado por Britaldo Soares-Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais.

“Queremos, com esse tipo de estudo, valorizar os serviços que a floresta provê”, diz Soares-Filho. Isto é, a floresta tem um potencial econômico de certo modo oculto.

Estudo recente dos pesquisadores mostrou que a destruição da floresta pode afetar a produção da soja em Mato Grosso, reduzindo as chuvas nas regiões produtoras.

Soares-Filho reconhece que é um estudo “difícil”, pois trata-se de tentar prever o futuro com base em simulações climáticas complexas.

O geólogo lembra que os estudos de impacto ambiental não costumam levar em conta o potencial de problemas futuros.

Por exemplo, um estudo sobre as águas geradoras de energia leva em conta as vazões históricas dos rios, mas não costuma tentar prever o que aconteceria caso a precipitação caísse por conta do desmatamento.

Ele diz também que muitos desses relatórios levam em conta só efeitos diretos da obra, esquecendo os indiretos, como o aumento da colonização na região.

Procurada para comentar o estudo, a Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da usina de Belo Monte, afirmou que não se manifestaria por se tratar “de um estudo técnico e acadêmico”.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha.com


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas têm acesso pela primeira vez a corpo de espécie rara de baleia

Baleia bicuda-de-bahamonde foi descrita inicialmente a partir de ossos.
Corpos de mãe e filhote foram encontrados em praia da Nova Zelândia.

baleia rara; Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Um dos exemplares de baleia-bicuda-de-bahamonde encontrados na Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Dois corpos de uma espécie de baleia praticamente desconhecida dos cientistas foram encontrados pela primeira vez na Nova Zelândia e analisados por pesquisadores da Universidade de Auckland.

O encalhe de mãe e filhote em uma praia do país deixou de ser apenas um acidente ambiental para se tornar uma oportunidade de coletar mais informações sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), anteriormente conhecida apenas com a ajuda de ossadas.

Segundo relatório que será publicado nesta terça-feira (6) na revista científica “Current Biology”, é a primeira vez que especialistas descrevem completamente a espécie.

Além disso, segundo os cientistas, é a primeira vez que surgem evidências de que esta baleia não está extinta completamente da natureza e um lembrete de como o ambiente marinho é pouco conhecido. As duas baleias foram descobertas em dezembro de 2010, em Opape Beach.

A baleia-bicuda-de-bahamonde havia sido descrita anteriormente com a ajuda de três crânios coletados na Nova Zelândia e Chile. Pesquisadores da Universidade de Auckland coletaram amostras de DNA, além de partes do tecido corporal dos corpos encontrados, que serão guardados junto a outras amostras de baleias raras.

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Após ataques, França vai caçar tubarões na ilha Reunião

Após série de incidentes, moradores pediram ajuda às autoridades para caçar peixes, que teriam se multiplicado nos últimos anos

A França vai contratar pescadores profissionais para matar nesta semana cerca de 20 tubarões na costa da ilha Reunião, território francês no oceano Índico, na esperança de entender uma série de ataques nesse paraíso dos surfistas.

Dois deles foram atacados por tubarões em menos de uma semana. Um deles, mordido no domingo, sobreviveu por pouco, mas perdeu uma mão e um pé. O outro morreu na segunda-feira (30) da semana passada.

Autoridades municipais de Saint-Leu, perto do local do ataque de domingo, pediram a governos de nível superior que abatessem as populações de tubarões-tigres e tubarões-cabeça-chata, que teriam se multiplicado no último ano.

Cerca de 300 moradores e surfistas fizeram um protesto em frente à principal delegacia de polícia da ilha, pedindo o abate dos tubarões.

O governo francês, porém, descartou um abate generalizado, dizendo que é preciso realizar estudos científicos sobre uma toxina que existe na carne dos tubarões, e que desestimula sua pesca.

O tubarão-cabeça-chata é uma das espécies que mais ataca humanos. Brian J. Skerry / National Geographic Image Sales

Fonte: Portal iG


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo mostra que tubarões têm pasta de dente ‘embutida’ na boca

Cientistas alemães dizem que arcadas dentárias dos animais contém alto índice de flúor, o que os torna provavelmente livres de cáries

Uma análise detalhada dos dentes dos tubarões mostrou que o “terror dos mares” tem um componente químico nos dentes indispensável para deixá-los fortes e garantir boas dentadas, Pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, analisaram profundamente a composição química dos dentes dos tubarões descobriram que esse componente é o flúor, o famoso ingrediente de várias pastas de dente.

O estudo mostrou que enquanto a superfície dentes dos tubarões contém alto índice de fluoreto, mineral presente nas pastas de dente, os humanos e outros mamíferos apresentam uma composição diferente, com hidroxiapatita, uma substância também encontrada nos ossos.

O fluoreto deixa os dentes dos tubarões das espécies Isurus oxyrinchus e Galeocerdo cuvier mais resistentes aos ácidos. Mathias Eppe, co-autor do estudo, disse ao site Discovery News que a superfície dos dentes dos tubarões é composta por 100% de fluoreto. “Portanto, eles não devem ter cáries. Como vivem na água e trocam sua arcada dentária com regularidade, dor de dente é um problema que eles não têm.” No entanto, no quesito resistência, os dentes humanos não deixaram nada a dever aos dos peixes: ambos são igualmente duros.

Além da força da mandíbula, o dente dos tubarões apresenta composição química que garante eficiência nas dentadas. Na imagem, cena do filme Tubarão. Imagem: Divulgação

Fonte: Portal iG


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Missão tenta salvar gorilas ameaçados em meio a conflito no Congo

Acordo entre governo e rebeldes permitirá que patrulheiros possam monitorar espécie.

Um grupo de patrulheiros no Congo se prepara para uma missão que tentará salvar famílias de gorilas que desapareceram após uma intensificação do conflito entre forças do governo e rebeldes no país. O governo fez um acordo com o grupo rebelde M23, para permitir que os patrulheiros possam rastrear seis famílias de gorilas-de-montanha.

Os cerca de 200 mamíferos vivem no parque nacional de Virungo, localizado ao leste do país, e representam um quarto da população da espécie. O diretor do parque, Emmanuel de Merode, comemorou a decisão: “Nós estamos satisfeitos e aliviados que todas as partes do conflito reconheceram a necessidade de proteger os únicos gorilas-de-montanha do Congo”.

Os combates na região se intensificaram em abril, quando a área de conservação fechou as portas ao público. Desde o dia 8 de maio, as equipes responsáveis por acompanhar os gorilas evacuaram a área, que sofreu com intensos conflitos de artilharia pesada e, até mesmo, helicópteros de combate.

‘Os gorilas são muito espertos. Eles, sem dúvida, ao ouvir as explosões, se afastaram dos locais de conflito. O importante, agora, é localizá-los’, disse à BBC Brasil Lu Anne Cadd, assessora de imprensa do parque.

As famílias de gorilas-de-montanha não são vistos há mais de dez semanas. Os patrulheiros do parque são, no momento, os únicos membros do governo autorizados a circular na região. Eles irão se dividir em sete grupos e trabalhar em conjunto com a população local para localizar os gorilas.

O trabalho, que estava marcado para ter início nesta semana, será de encontrar os gorilas, identificar cada um deles e checar sua situação de saúde, já que a espécie é muito vulnerável a doenças.

Eles vão ainda remover armadilhas e fazer rondas constantes para evitar a atuação de traficantes de animais. O trabalho é considerado de alto risco. Nos últimos 15 anos, 130 deles morreram em serviço.

Eles fazem a segurança do parque mais antigo da África. O parque nacional de Virunga tem 7.800 km² e é considerado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco.

A República Democrática do Congo está em guerra civil há 12 anos e, desde o acirramento dos conflitos, mais de 200 mil pessoas foram desabrigadas.

Resgate gorila1 (Foto: Virunga National Park/BBC)

Exemplar de gorila resgatado em parque do Congo. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Filhote de gorila (Foto: Virunga National Park/BBC)

Filhote de gorila que vive em parque do Congo e deverá ser resgatado. (Foto: Virunga National Park/BBC)

gorila (Foto: Virunga National Park/BBC)

Objetivo da missão é evitar que ataques atinjam primatas. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Resgate gorila1 (Foto: Virunga National Park/BBC)

Parque Nacional de Virunga é considerado patrimônio mundial da humanidade. (Foto: Virunga National Park/BBC)

Fonte: Globo Natureza


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Biodiversidade cai em metade das florestas tropicais, aponta estudo

Análise publicada na revista ‘Nature’ avaliou 60 reservas em 20 a 30 anos.
Perturbação do habitat, caça e exploração são maiores fatores para declínio.

Metade das áreas protegidas de florestas tropicais do mundo está sofrendo um declínio na biodiversidade, segundo uma análise feita em 60 reservas e publicada na edição desta semana da revista “Nature”.

Para avaliar como esses locais estão funcionando, o pesquisador William Laurance e outros autores estudaram um grande conjunto de dados sobre as mudanças ocorridas ao longo dos últimos 20 a 30 anos.

A avaliação revela uma grande variação no estado dessas reservas, e 50% vivenciam perdas substanciais na variedade de animais e plantas. Perturbação do habitat natural, caça e exploração das florestas são os maiores fatores para esse declínio.

As reservas tropicais representam um último refúgio para espécies ameaçadas e processos naturais dos ecossistemas, em uma época que cresce a preocupação quanto ao impacto do homem sobre o crescimento da biodiversidade.

O estudo indica que, muitas vezes, áreas protegidas estão ecologicamente ligadas aos habitats ao redor, razão pela qual o destino delas é determinado por mudanças ambientais internas e externas.

Portanto, os pesquisadores afirmam que os esforços para manter a biodiversidade não devem se limitar a reduzir os problemas dentro das reservas, mas promover mudanças também fora dessas áreas.

Biodiversidade (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)

Reservas são o último refúgio de espécies ameaçadas (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)

Fonte: Globo Natureza


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo do Inpa revela causas da morte de árvores na Amazônia

Pesquisa durou um ano e analisou causas das mortes de 67 árvores.
Fatores biológicos, estresse e tempestade são os principais fatores.

Tempestade, fatores biológicos e estresse. Esses foram os principais fatores da morte de árvores durante um estudo de mestrado realizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) pela estudante Clarissa Gouveia pelo período de um ano.

Orientado pelo pesquisador do órgão, Niro Higuchi, o estudo foi feito em dois espaços com uma área de 20 x 2500 m cada, totalizando 5.808 árvores, sendo catalogadas 67 mortes.
Segundo o estudo, período chuvoso é o nível de mortalidade das árvores costuma ficar maior, principalmente, devido à quantidade de tempestades e raios típicos da época. “Na região atingida pelo raio, geralmente encontra-se mais de um individuo morto, representados por mais de uma espécie, além de provocar a morte parcial ou total da regeneração natural do lugar”, esclarece a mestranda.

A maioria das árvores na Floresta Amazônica possuem copas assimétricas e as tempestades são capazes de aumentar o peso da copa, provocando a queda das árvores para o seu lado mais pesado. Existem, ainda, registros de tempestades de vento que podem matar milhares de árvores em apenas poucos dias, são os chamados downburst ou roça de ventos.

Já as mortes classificadas como fatores biológicos e de estresses são relacionadas a competição e supressão entre espécies, déficit hídrico, alagamentos, e ataques patógenos. “No momento que a árvore morre, ela continua a influenciar os organismos ao seu redor, auxiliando no equilíbrio e desenvolvimento de outros organismos. E, também, cooperando na mudança de biomassa, no fornecimento de luz, nutrientes e na umidade da floresta”, explica Clarissa.

A mortalidade arbórea é um processo natural no ecossistema florestal, pois influencia na estrutura, dinâmica, estoque de carbono e reciclagem de nutrientes. Mas, quando a mortalidade é maior que a capacidade de resistência da floresta, as consequências em longo prazo podem ser preocupantes. “São observadas mudanças nas taxas de evapotranspiração, temperatura, umidade e na estrutura das espécies”, ressalta Fontes.

O pioneirismo da pesquisa foi uma contribuição essencial para a comunidade científica, auxiliando na criação de novas perspectivas. “O desejo é que o estudo seja conduzido por mais tempo e em novas áreas para que possamos verificar um possível padrão de comportamento”, almeja Fontes, ressaltando a concepção de um banco de dados maior para a determinação mais exata das variações no clima e a sua relação com a mortalidade arbórea durante determinado período.

Além das mudanças do tempo, pode-se destacar como influenciadores da mortalidade das árvores as infestações das mesmas por lianas, insetos e fungos. Durante o período da pesquisa, uma espécie foi morta pela hemi-epífita estranguladora Apuí e três outras por fungos patogênicos: duas por Ganoderma sp e uma por Auricularia delicata Fries.

“Esse tipo de estudo pode melhorar o entendimento das vulnerabilidades de nossas árvores diante de eventos catastróficos que vem ocorrendo na Amazônia, principalmente aquelas relacionadas com secas e tempestades”, concluiu a estudante.

Bacia amazônica, área de atuação do projeto (Foto: Divulgação/UEA)

Estudo do Inpa analisou morte de árvores da Floresta Amazônia (Foto: Divulgação/UEA)

Árvore na área de preservação da Ufam Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Árvores morrem mais na Amazônia durante o período de chuvas na região (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Amazônia rio com plantas (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Tempestades com raios e fortes ventos são um dos principais fatores para a morte de árvores na Amazônia (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Ministério do Meio Ambiente vai reforçar fiscalização na área de fronteira agrícola entre os estados do Amazonas e Rondônia (Foto: Divulgação/Ibama)

Infestação de insetos e fungos são outras causas de morte das árvores na Amazônia (Foto: Divulgação/Ibama)

Amazônia (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Mortalidade arbórea é um processo natural do ecossistema da Floresta (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Fonte: Globo Natureza


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