23 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem inseto cego que vive quase 2.000 metros abaixo da superfície

Nenhum outro animal terrestre, segundo os pesquisadores, vive a uma profundidade tão grande. Outras três novas espécies também foram catalogadas durante expedição

Pesquisadores espanhóis identificaram um inseto que vive na maior profundidade já registrada entre os animais terrestres: 1.980 metros abaixo da superfície. O artrópode, de nome científicoPlutomurus ortobalaganensis, não tem asas nem olhos e vive em total escuridão.

O animal foi descoberto durante uma expedição realizada em 2010 pelos pesquisadores Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, em Portugal, e Alberto Sendra, do Museu de Ciências Naturais de Valência, na Espanha, pela caverna Krubera. Localizada na região de Abecásia, próxima ao Mar Negro, ela é a única caverna do mundo com mais de dois quilômetros de profundidade.

Os pesquisadores encontraram ainda outras três novas espécies de insetos: Anurida stereoodorataDeuteraphorura kruberaensis e Schaefferia profundissima. Os zoólogos Rafael Jordana e Enrique Baquero, da Universidade de Navarra, na Espanha, são os responsáveis por identificar e descrever as espécies. A descoberta foi descrita em artigo publicado na revistaTerrestrial Arthropod Reviews.

Os quatros animais descobertos desenvolveram características específicas para sobreviver em condições extremas, como ausência total de luz e baixa disponibilidade de recursos alimentares. “Em resposta a estas condições, nenhum dos animais possuem olhos ou pigmento”, diz Enrique Baquero. “Eles se alimentam de fungos que crescem sobre a matéria orgânica das cavernas.”

Plutomurus ortobalaganensis

Espécie descoberta na caverna Krubera, próxima ao Mar Negro, catalogada cientificamente como Plutomurus ortobalaganensis (Universidade de Navarra)

Fonte: Veja Ciência


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Camaleão com 29 milímetros é encontrado em Madagáscar

Um dos menores camaleões do mundo acaba de ser descoberto em uma ilhota de calcário em Madagáscar.

O minúsculo Brookesia micra tem o comprimento máximo de 29 milímetros.

Os cientistas alemães que participaram da expedição também encontraram três novas espécies ao norte da ilha. Eles temem que os animais corram risco de extinção, caso haja uma alteração no habitat deles.

BUSCA NOTURNA

A equipe do cientista Frank Glaw, do Zoologische Staatssammlung, de Munique, é especializada em camaleões pequenos e já achou espécies semelhantes no passado.

Os animais foram encontrados à noite, vasculhando-se o chão com a ajuda de lanternas, durante a estação das chuvas em Madagáscar.

“Eles vivem entre as folhas durante o dia, mas à noite saem, e você consegue achá-los”, diz Glaw.

Os pesquisadores acreditam que a menor das espécies pode ser um caso de nanismo insular. O fenômeno no qual espécies diminuem de tamanho com o tempo para se adaptar a um habitat menor.

“É possível que a grande ilha de Madagáscar tenha produzido uma espécie geral de camaleões minúsculos, e que uma ilhota pequena tenha produzido a espécie menor”, disse Glaw à BBC.

Uma análise genética comprovou que os camaleões são na verdade parte de quatro espécies distintas.

“Isso indica que eles se separaram há milhões de anos, antes mesmo do que várias outras espécies de camaleão”, disse Miguel Vences, da Universidade alemã de Braunschweig, que participou do trabalho.

Cada espécie nova está restrita a um território muito pequeno. O menor dos territórios tem apenas meio quilômetro quadrado.

“Em Madagáscar, muitas espécies estão restritas a pequenos habitats, e isso faz com que seja importante conservá-los”, diz Glaw.

Outra espécie minúscula, o B. tristis (significa “triste”), vivia em uma parte isolada de uma floresta, próximo a uma cidade.

A escolha do nome pelos cientistas se deve ao alerta para o perigo de extinção das espécies, que são muito frágeis.

O artigo sobre os pequenos camaleões pode ser lida na revista científica “PLoS ONE”.

Expedição alemã em ilha de Madagáscar levou à descoberta do "Brookesia micra", que mede até 29 milímetros

Expedição alemã em ilha de Madagáscar levou à descoberta do "Brookesia micra", que mede até 29 milímetros. Foto: Frank Glaw/PlosONE/Creative Commons

Os camaleões foram encontrados à noite, com a ajuda de lanternas, na estação das chuvas da ilha africana

Os camaleões foram encontrados à noite, com a ajuda de lanternas, na estação das chuvas da ilha africana. Foto: Frank Glaw/PlosONE/Creative Commons

Fonte: BBC Brasil


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Expedição descobre 365 espécies em parque no sul do Peru

Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.

Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.

As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.

Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.

“A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área”, afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. “Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina”, considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque  (Foto: Andre Baertschi )

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde  (Foto: Carlos Sevillano)

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência  (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)

Fonte: Globo Natureza


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas em MT

Levantamento científico ocorreu durante expedição no Noroeste do estado.
Primeiro estudo na área foi da expedição Roosevelt-Rondon, em 1913.

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas durante a expedição Guariba-Roosevelt, que reuniu pesquisadores e cientistas em uma área de preservação no estado do Mato Grosso. O grupo também teria registrado uma nova espécie de macaco do gênero Callicebus – conhecido como zogue-zogue.

A descoberta das quatro espécies de peixes foi realizada em rios de cabeceira. Os animais que mais chamaram a atenção dos pesquisadores durante os trabalhos em campo foram um lambari pescado numa região de campinarana (áreas de campos amazônicos), próxima ao rio Roosevelt, e um bagre coletado nas imediações do rio Madeirinha. O que leva os pesquisadores a crer que são espécies novas são suas características físicas.

“Essas espécies indicam um alto endemismo na região, o que pode nos ajudar a compreender o padrão de evolução das espécies na área. E também levantar hipóteses sobre o que pode estar fazendo algumas dos peixes coletados estarem desaparecendo e ameaçados de extinção”, diz Machado. Os peixes coletados foram levados aos laboratórios da Unemat, em Alta Floresta, a 830 quilômetros da capital Cuiabá. Lá, estudos mais detalhados vão comprovar se são de fato novas espécies.

A pesca ilegal e os garimpos foram as principais ameaças à biodiversidade encontradas na região. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso chegou a fazer uma autuação na área durante a expedição. “Apesar disso, ainda constatamos que muitas das áreas permanecem intacta, apesar da proximidade e da facilidade de acesso pelas cidades no entorno”, diz Machado.

“Todas essas descobertas indicam a grande biodiversidade que ainda há para ser descoberta na região”, diz Mauro Armelin, diretor do Programa Amazônia do WWF-Brasil. ‘”São muito raras para a ciência essas novas descobertas, mas acredito que isso ocorra pela escassez de pesquisas. Perdemos a chance de conhecer espécies antes mesmo que estas desapareçam pelo desmatamento”. O último levantamento de fauna e flora que ocorreu na região foi nas décadas de 1970 e 80.

Expedição Roosevelt
A expedição percorreu quatro unidades de conservação no Noroeste do Mato Grosso, que envolvem o rio Roosevelt. A região abriga os últimos remanescentes de floresta do Estado, que hoje é um dos campeões no crescimento do desmatamento, segundo dados do governo federal.

“São regiões pouco estudadas. A grande maioria dos levantamentos de ictiofauna hoje acontece em grandes rios, ou no mar”, afirma James Machado, um dos biólogos responsáveis pela coleta e pelos estudos que comprovam a descoberta – feita em parceria com os pesquisadores Solange Arrolho, da Universidade Estadual de Mato Grosso, e Rosalvo Rosa Duarte do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O primeiro levantamento científico na região aconteceu quase cem anos atrás. A expedição foi coordenada pelo marechal Cândido Rondon e pelo ex-presidente americano Theodore Roosevelt, entre 1913 e 1914. Eles foram responsáveis pelo mapeamento do rio batizado em homenagem a Roosevelt. Muitos animais coletados na região fazem parte hoje da coleção científica do museu Smithsonian, em Washington, nos EUA.

Peixes coletados durante expedição que pode ter descoberto quatro novas espécies de peixes (Foto: Juvenal Pereira/WWF-Brasil)

Peixes encontrados durante expedição que pode ter coletado quatro novas espécies de peixes (Foto: Juvenal Pereira/WWF-Brasil)

Fonte: Juliana Arini, Globo Natureza, São Paulo


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Documentarista percorre país de moto e registra belas imagens do Pantanal

Previsão é que expedição termine no dia 15 de dezembro deste ano.
Viagem deve totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados.

Iguana (Foto: Fernando Lara)

Iguana, também conhecida como sinimbú ou camaleão (Foto: Fernando Lara)

Oito estados percorridos, 8,6 mil quilômetros rodados e mais de três meses longe de casa. O roteiro faz parte da expedição “Rotas Verdes Brasil” do documentarista Fernando Lara. A bordo de uma motocicleta, ele registra com imagens e vídeos os biomas brasileiros. O trabalho será usado para a produção de um vídeo documentário e um livro digital, que será disponibilizado gratuitamente na internet, como garante o profissional.

A previsão é concluir a expedição em 15 de dezembro deste ano, quando já deverá totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados. Até agora ele passou por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e agora Mato Grosso. Em solo mato-grossense, serão captadas as belezas naturais e biodiversidade do Pantanal, em sete dias. Lara destacou que o Pantanal mato-grossense será a única reserva privada a ser documentada.

No percurso, serão registrados 70 biomas, considerando a fauna e flora e os aspectos antropológicos. O material é editado rotineiramente e é disponibilizado parcialmente no site da expedição destinado aos que desejam acompanhar o trajeto do documentarista. Porém, ao final, todo o trabalho será reunido.

jacaré (Foto: Fernando Lara)

Fotografias, como do jacaré do Pantanal, estarão reunidas em livro digital (Foto: Fernando Lara)

Uma das observações feitas por Fernando Lara é em relação às intervenções do homem na natureza. “É impressionante a quantidade de animais mortos pela estrada. Já encontramos tamanduá bandeira, lobo guará e outros”, lamentou.

O livro digital, um dos frutos da aventura, vai especificar as características de cada reserva ambiental visitada, além de vídeos e fotografias para auxiliar o leitor. “O livro terá informações técnicas, fotografias e vídeos específicos de cada reserva, se elas estão abertas a visitação ou não”.

A preocupação ambiental é um dos fatores principais destes projetos, segundo o expedicionário, pois a motocicleta utilizada nas viagens tem como principal fonte de energia o etanol, que polui menos que os outros combustíveis. Após o término do trabalho, está prevista a plantação de árvores nativas da Mata Atlântica correspondentes à quantidade de gás carbônico emitidos pelo veículo. As árvores serão plantadas no Vale do aço, em Minas Gerais, pelo Instituto Estadual de Floresta (IEF) .

Educação ambiental

Conforme o expedicionário, os educadores que trabalham com temáticas ligadas ao meio ambiente poderão se cadastrar para receber fotos exclusivas, podendo utilizá-las em sala de aula. Para ele, esta é uma forma estimular as novas gerações a ter consciência ambiental.

Expedições futuras

O documentarista disse que já está planejando uma nova expedição que se chamará Rotas Verdes – Espinho de peixe. A nova viagem tem como objetivo visitar as principais reservas do interior do país. “A expedição que estamos fazendo agora abraçou o Brasil. Nessa segunda expedição iremos percorrer o esqueleto do país”, afirma o aventureiro.

Lobo (Foto: Fernando Lara)

Lobo Guará, um dos animais que sofre risco de extinção (Foto: Fernando Lara)

Fonte: Do G1, MT


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Expedição de pesquisadores inicia jornada pelo Pantanal em MS e MT

Pesquisa do Instituto SOS Pantanal vai mapear iniciativas de conservação.
Grupo dividiu Pantanal em nove rotas, trabalho que irá durar nove meses.

A expedição de uma equipe formada por técnicos ambientais, biólogos e jornalistas deve percorrer 19 mil quilômetros do Pantanal até dezembro para mapear iniciativas que contribuam para a conservação da região da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai (BAP). A equipe do Instituto SOS Pantanal dividiu o percurso em nove rotas.

São mais de 160 mil quilômetros quadrados de Pantanal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Uma área maior que a Holanda, Portugal e Bélgica juntos.

Foi na fazenda Caiman, em Miranda, que o Instituto SOS Pantanal fez o lançamento deste projeto ousado, a Expedição Pantanal. “Esta expedição vai conhecer pelo Pantanal quais são as boas práticas que existem”, diz o presidente do instituto, Roberto Kablin.

O lançamento oficial foi durante a premiação dos peões campeões de um torneio de laço. O peão pantaneiro se diverte praticando o que ele mais faz no campo e demonstra destreza e pontaria perfeitas. Nessa região de extremos, o homem precisa saber que quem manda é a natureza.

O banqueiro André Esteves comprou alguns milhares de hectares no Pantanal do Rio Negro, onde pretende tocar fazendas de pecuária e investir em preservação. “Não adianta a gente pensar em preservar o meio ambiente e não trazer uma alternativa econômica a isso, graças a Deus, aqui, esta equação é muito bem resolvida, temos isso há centenas de anos”.

A vice governadora Simone Tebet, que é da região do bolsão, também esteve presente e se encantou com as belezas pantaneiras. “Não tem como este projeto não colher algo fundamental para Mato Grosso do Sul, para o meio ambiente, que é analisar e perceber as nossas vulnerabilidades. Teremos condições de executar ações concretas para transformar aquilo que está colocando em perigo o nosso Pantanal em ações pioneiras e inovadoras de preservação.”.

Mas veio do senador Delcídio do Amaral (PT/MS) a promessa mais esperada: a de criar uma lei específica para proteger o bioma Pantanal. Isso é previsto na constituição de 1988, mas, até agora, não saiu do papel.

“Estabelecendo uma série de medidas para disciplinar a atuação do homem sobre o bioma pantaneiro; eu vou preservar, eu tenho que ser remunerado por aquilo que preservei e não adotarem um tipo de procedimento comigo semelhante ao que adotam para quem devasta, a quem não trata adequadamente o nosso bioma”.

Mesmo quem não é do Pantanal já descobriu que esse paraíso precisa de muita atenção. Tanto que uma empresa que fabrica automóveis investe muito em preservação e, aqui, é uma das patrocinadoras. “Encontramos uma sinergia nesta atividade, nós estamos muito felizes em participar disto”, disse o diretor executivo da Fundação Toyota, George Costa Silva

O papel da imprensa é fundamental para levar até as pessoas, as informações sobre o que acontece nesses recantos. “Eu acho nos temos uma grande discussão que é o Pantanal, o centro-oeste, enfim, o meio ambiente como um todo, da Amazônia até o sul, o Brasil é uma coisa só que temos que olhar com a mesma preocupação”, disse o vice-presidente do Grupo Zahran, Caio Turqueto.

Após o lançamento oficial, a equipe de expedicionários saiu rumo a primeira rota. A primeira parada foi no fim do aterro, a única estrada de acesso às fazendas. O grupo chega à Aquidauana, na fazenda Retirinho e encontra grande movimentação.

A fazenda, em março, estava completamente inundada, o rebanho foi retirado e levado para outra área. Os animas já retornaram depois que as águas abaixaram e, agora, o gado já está sendo transportado para o frigorífico. Este sistema de trabalho faz parte do trabalho de estudo da expedição.

“Embora a gente faça um pré-agendamento, a ideia é conhecer o dia a dia de cada prática que a gente está visitando, tudo isto é muito didático”, avalia Lucila Egydio, coordenadora da Expedição Pantanal.

No meio dos peões, está Jesus Xaviera, que há vinte anos na lida com o gado na região pantaneira. “A gente acostumou aqui”.

No único ponto onde as carretas chegam o fazendeiro construiu uma estrutura para embarcar o gado que é usada por toda a vizinhança, pois só assim conseguem embarcar o gado.

Muitos fazendeiros precisam voar para chegar as suas terras, o que torna o avião uma necessidade, principalmente em época de cheia. A casa do produtor Timóteo Proença construída há 50 anos, é um ponto de passagem para quem vai se embrenhar no Pantanal do Rio Negro.

Logo na recepção, que é feita com muita hospitalidade, o pessoal da expedição já começa a tentar entender um pouco a história da família e se preparam para o almoço, um verdadeiro banquete preparado pelas cozinheiras da fazenda. Depois do almoço sob a sombra fresca, às margens do rio Aquidauana, Timóteo explica como é a lida de quem depende do Pantanal.

“É uma prática sustentável. A própria natureza não deixa você o que quer, para que se preserve, isso aí tem que ter remuneração, é o caminho mais certo. Se você não tiver produzindo, vai ter que vender uma parte de sua área”.

Os caminhos no Pantanal mudam conforme a época. Quando vem a enchente são feitos atalhos, já não existem estradas, apenas trilhas que passam por dentro das fazendas.

A equipe chega na fazenda Nova Estância. Após o período de cheia o gado precisa ser levado para outro pasto. O produtor Kalil Ibrahim Zaher faz parte da terceira geração da família que vive no Pantanal, diz ter encontrado uma paixão e uma fonte de renda. A fazenda tem 11 mil hectares, 5,5 mil cabeças de gado. A natureza deu o pasto e onde tem mata ele preservou.

“Custo de produção é mais baixo, não precisa tanta tecnologia, como na serra. Aqui você não gasta com reforma de pastagem, o calcanhar de Aquiles da pecuária”.

São pelo menos 11 pantanais diferentes dentro do Pantanal. Dependendo da região, a paisagem é completamente diferente e o jeito de lidar nas fazendas também. Nas últimas décadas, muitas propriedades abriram as porteiras para o turismo.

Na pousada Barra Mansa, a expedição encontrou a catarinense Poliana, que se casou com neto de pantaneiro e há um ano é gerente da pousada da família. A expedição quer registrar esse mosaico, essas diferentes situações em que vive o Pantanal hoje.

O bioma está com mais de 80% da planície preservada por causa do estilo de vida do jeito pantaneiro de ser.

Fonte: TV Morena






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23 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem inseto cego que vive quase 2.000 metros abaixo da superfície

Nenhum outro animal terrestre, segundo os pesquisadores, vive a uma profundidade tão grande. Outras três novas espécies também foram catalogadas durante expedição

Pesquisadores espanhóis identificaram um inseto que vive na maior profundidade já registrada entre os animais terrestres: 1.980 metros abaixo da superfície. O artrópode, de nome científicoPlutomurus ortobalaganensis, não tem asas nem olhos e vive em total escuridão.

O animal foi descoberto durante uma expedição realizada em 2010 pelos pesquisadores Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, em Portugal, e Alberto Sendra, do Museu de Ciências Naturais de Valência, na Espanha, pela caverna Krubera. Localizada na região de Abecásia, próxima ao Mar Negro, ela é a única caverna do mundo com mais de dois quilômetros de profundidade.

Os pesquisadores encontraram ainda outras três novas espécies de insetos: Anurida stereoodorataDeuteraphorura kruberaensis e Schaefferia profundissima. Os zoólogos Rafael Jordana e Enrique Baquero, da Universidade de Navarra, na Espanha, são os responsáveis por identificar e descrever as espécies. A descoberta foi descrita em artigo publicado na revistaTerrestrial Arthropod Reviews.

Os quatros animais descobertos desenvolveram características específicas para sobreviver em condições extremas, como ausência total de luz e baixa disponibilidade de recursos alimentares. “Em resposta a estas condições, nenhum dos animais possuem olhos ou pigmento”, diz Enrique Baquero. “Eles se alimentam de fungos que crescem sobre a matéria orgânica das cavernas.”

Plutomurus ortobalaganensis

Espécie descoberta na caverna Krubera, próxima ao Mar Negro, catalogada cientificamente como Plutomurus ortobalaganensis (Universidade de Navarra)

Fonte: Veja Ciência


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Camaleão com 29 milímetros é encontrado em Madagáscar

Um dos menores camaleões do mundo acaba de ser descoberto em uma ilhota de calcário em Madagáscar.

O minúsculo Brookesia micra tem o comprimento máximo de 29 milímetros.

Os cientistas alemães que participaram da expedição também encontraram três novas espécies ao norte da ilha. Eles temem que os animais corram risco de extinção, caso haja uma alteração no habitat deles.

BUSCA NOTURNA

A equipe do cientista Frank Glaw, do Zoologische Staatssammlung, de Munique, é especializada em camaleões pequenos e já achou espécies semelhantes no passado.

Os animais foram encontrados à noite, vasculhando-se o chão com a ajuda de lanternas, durante a estação das chuvas em Madagáscar.

“Eles vivem entre as folhas durante o dia, mas à noite saem, e você consegue achá-los”, diz Glaw.

Os pesquisadores acreditam que a menor das espécies pode ser um caso de nanismo insular. O fenômeno no qual espécies diminuem de tamanho com o tempo para se adaptar a um habitat menor.

“É possível que a grande ilha de Madagáscar tenha produzido uma espécie geral de camaleões minúsculos, e que uma ilhota pequena tenha produzido a espécie menor”, disse Glaw à BBC.

Uma análise genética comprovou que os camaleões são na verdade parte de quatro espécies distintas.

“Isso indica que eles se separaram há milhões de anos, antes mesmo do que várias outras espécies de camaleão”, disse Miguel Vences, da Universidade alemã de Braunschweig, que participou do trabalho.

Cada espécie nova está restrita a um território muito pequeno. O menor dos territórios tem apenas meio quilômetro quadrado.

“Em Madagáscar, muitas espécies estão restritas a pequenos habitats, e isso faz com que seja importante conservá-los”, diz Glaw.

Outra espécie minúscula, o B. tristis (significa “triste”), vivia em uma parte isolada de uma floresta, próximo a uma cidade.

A escolha do nome pelos cientistas se deve ao alerta para o perigo de extinção das espécies, que são muito frágeis.

O artigo sobre os pequenos camaleões pode ser lida na revista científica “PLoS ONE”.

Expedição alemã em ilha de Madagáscar levou à descoberta do "Brookesia micra", que mede até 29 milímetros

Expedição alemã em ilha de Madagáscar levou à descoberta do "Brookesia micra", que mede até 29 milímetros. Foto: Frank Glaw/PlosONE/Creative Commons

Os camaleões foram encontrados à noite, com a ajuda de lanternas, na estação das chuvas da ilha africana

Os camaleões foram encontrados à noite, com a ajuda de lanternas, na estação das chuvas da ilha africana. Foto: Frank Glaw/PlosONE/Creative Commons

Fonte: BBC Brasil


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Expedição descobre 365 espécies em parque no sul do Peru

Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.

Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.

As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.

Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.

“A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área”, afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. “Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina”, considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque  (Foto: Andre Baertschi )

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde  (Foto: Carlos Sevillano)

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência  (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)

Fonte: Globo Natureza


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas em MT

Levantamento científico ocorreu durante expedição no Noroeste do estado.
Primeiro estudo na área foi da expedição Roosevelt-Rondon, em 1913.

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas durante a expedição Guariba-Roosevelt, que reuniu pesquisadores e cientistas em uma área de preservação no estado do Mato Grosso. O grupo também teria registrado uma nova espécie de macaco do gênero Callicebus – conhecido como zogue-zogue.

A descoberta das quatro espécies de peixes foi realizada em rios de cabeceira. Os animais que mais chamaram a atenção dos pesquisadores durante os trabalhos em campo foram um lambari pescado numa região de campinarana (áreas de campos amazônicos), próxima ao rio Roosevelt, e um bagre coletado nas imediações do rio Madeirinha. O que leva os pesquisadores a crer que são espécies novas são suas características físicas.

“Essas espécies indicam um alto endemismo na região, o que pode nos ajudar a compreender o padrão de evolução das espécies na área. E também levantar hipóteses sobre o que pode estar fazendo algumas dos peixes coletados estarem desaparecendo e ameaçados de extinção”, diz Machado. Os peixes coletados foram levados aos laboratórios da Unemat, em Alta Floresta, a 830 quilômetros da capital Cuiabá. Lá, estudos mais detalhados vão comprovar se são de fato novas espécies.

A pesca ilegal e os garimpos foram as principais ameaças à biodiversidade encontradas na região. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso chegou a fazer uma autuação na área durante a expedição. “Apesar disso, ainda constatamos que muitas das áreas permanecem intacta, apesar da proximidade e da facilidade de acesso pelas cidades no entorno”, diz Machado.

“Todas essas descobertas indicam a grande biodiversidade que ainda há para ser descoberta na região”, diz Mauro Armelin, diretor do Programa Amazônia do WWF-Brasil. ‘”São muito raras para a ciência essas novas descobertas, mas acredito que isso ocorra pela escassez de pesquisas. Perdemos a chance de conhecer espécies antes mesmo que estas desapareçam pelo desmatamento”. O último levantamento de fauna e flora que ocorreu na região foi nas décadas de 1970 e 80.

Expedição Roosevelt
A expedição percorreu quatro unidades de conservação no Noroeste do Mato Grosso, que envolvem o rio Roosevelt. A região abriga os últimos remanescentes de floresta do Estado, que hoje é um dos campeões no crescimento do desmatamento, segundo dados do governo federal.

“São regiões pouco estudadas. A grande maioria dos levantamentos de ictiofauna hoje acontece em grandes rios, ou no mar”, afirma James Machado, um dos biólogos responsáveis pela coleta e pelos estudos que comprovam a descoberta – feita em parceria com os pesquisadores Solange Arrolho, da Universidade Estadual de Mato Grosso, e Rosalvo Rosa Duarte do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O primeiro levantamento científico na região aconteceu quase cem anos atrás. A expedição foi coordenada pelo marechal Cândido Rondon e pelo ex-presidente americano Theodore Roosevelt, entre 1913 e 1914. Eles foram responsáveis pelo mapeamento do rio batizado em homenagem a Roosevelt. Muitos animais coletados na região fazem parte hoje da coleção científica do museu Smithsonian, em Washington, nos EUA.

Peixes coletados durante expedição que pode ter descoberto quatro novas espécies de peixes (Foto: Juvenal Pereira/WWF-Brasil)

Peixes encontrados durante expedição que pode ter coletado quatro novas espécies de peixes (Foto: Juvenal Pereira/WWF-Brasil)

Fonte: Juliana Arini, Globo Natureza, São Paulo


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Documentarista percorre país de moto e registra belas imagens do Pantanal

Previsão é que expedição termine no dia 15 de dezembro deste ano.
Viagem deve totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados.

Iguana (Foto: Fernando Lara)

Iguana, também conhecida como sinimbú ou camaleão (Foto: Fernando Lara)

Oito estados percorridos, 8,6 mil quilômetros rodados e mais de três meses longe de casa. O roteiro faz parte da expedição “Rotas Verdes Brasil” do documentarista Fernando Lara. A bordo de uma motocicleta, ele registra com imagens e vídeos os biomas brasileiros. O trabalho será usado para a produção de um vídeo documentário e um livro digital, que será disponibilizado gratuitamente na internet, como garante o profissional.

A previsão é concluir a expedição em 15 de dezembro deste ano, quando já deverá totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados. Até agora ele passou por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e agora Mato Grosso. Em solo mato-grossense, serão captadas as belezas naturais e biodiversidade do Pantanal, em sete dias. Lara destacou que o Pantanal mato-grossense será a única reserva privada a ser documentada.

No percurso, serão registrados 70 biomas, considerando a fauna e flora e os aspectos antropológicos. O material é editado rotineiramente e é disponibilizado parcialmente no site da expedição destinado aos que desejam acompanhar o trajeto do documentarista. Porém, ao final, todo o trabalho será reunido.

jacaré (Foto: Fernando Lara)

Fotografias, como do jacaré do Pantanal, estarão reunidas em livro digital (Foto: Fernando Lara)

Uma das observações feitas por Fernando Lara é em relação às intervenções do homem na natureza. “É impressionante a quantidade de animais mortos pela estrada. Já encontramos tamanduá bandeira, lobo guará e outros”, lamentou.

O livro digital, um dos frutos da aventura, vai especificar as características de cada reserva ambiental visitada, além de vídeos e fotografias para auxiliar o leitor. “O livro terá informações técnicas, fotografias e vídeos específicos de cada reserva, se elas estão abertas a visitação ou não”.

A preocupação ambiental é um dos fatores principais destes projetos, segundo o expedicionário, pois a motocicleta utilizada nas viagens tem como principal fonte de energia o etanol, que polui menos que os outros combustíveis. Após o término do trabalho, está prevista a plantação de árvores nativas da Mata Atlântica correspondentes à quantidade de gás carbônico emitidos pelo veículo. As árvores serão plantadas no Vale do aço, em Minas Gerais, pelo Instituto Estadual de Floresta (IEF) .

Educação ambiental

Conforme o expedicionário, os educadores que trabalham com temáticas ligadas ao meio ambiente poderão se cadastrar para receber fotos exclusivas, podendo utilizá-las em sala de aula. Para ele, esta é uma forma estimular as novas gerações a ter consciência ambiental.

Expedições futuras

O documentarista disse que já está planejando uma nova expedição que se chamará Rotas Verdes – Espinho de peixe. A nova viagem tem como objetivo visitar as principais reservas do interior do país. “A expedição que estamos fazendo agora abraçou o Brasil. Nessa segunda expedição iremos percorrer o esqueleto do país”, afirma o aventureiro.

Lobo (Foto: Fernando Lara)

Lobo Guará, um dos animais que sofre risco de extinção (Foto: Fernando Lara)

Fonte: Do G1, MT


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Expedição de pesquisadores inicia jornada pelo Pantanal em MS e MT

Pesquisa do Instituto SOS Pantanal vai mapear iniciativas de conservação.
Grupo dividiu Pantanal em nove rotas, trabalho que irá durar nove meses.

A expedição de uma equipe formada por técnicos ambientais, biólogos e jornalistas deve percorrer 19 mil quilômetros do Pantanal até dezembro para mapear iniciativas que contribuam para a conservação da região da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai (BAP). A equipe do Instituto SOS Pantanal dividiu o percurso em nove rotas.

São mais de 160 mil quilômetros quadrados de Pantanal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Uma área maior que a Holanda, Portugal e Bélgica juntos.

Foi na fazenda Caiman, em Miranda, que o Instituto SOS Pantanal fez o lançamento deste projeto ousado, a Expedição Pantanal. “Esta expedição vai conhecer pelo Pantanal quais são as boas práticas que existem”, diz o presidente do instituto, Roberto Kablin.

O lançamento oficial foi durante a premiação dos peões campeões de um torneio de laço. O peão pantaneiro se diverte praticando o que ele mais faz no campo e demonstra destreza e pontaria perfeitas. Nessa região de extremos, o homem precisa saber que quem manda é a natureza.

O banqueiro André Esteves comprou alguns milhares de hectares no Pantanal do Rio Negro, onde pretende tocar fazendas de pecuária e investir em preservação. “Não adianta a gente pensar em preservar o meio ambiente e não trazer uma alternativa econômica a isso, graças a Deus, aqui, esta equação é muito bem resolvida, temos isso há centenas de anos”.

A vice governadora Simone Tebet, que é da região do bolsão, também esteve presente e se encantou com as belezas pantaneiras. “Não tem como este projeto não colher algo fundamental para Mato Grosso do Sul, para o meio ambiente, que é analisar e perceber as nossas vulnerabilidades. Teremos condições de executar ações concretas para transformar aquilo que está colocando em perigo o nosso Pantanal em ações pioneiras e inovadoras de preservação.”.

Mas veio do senador Delcídio do Amaral (PT/MS) a promessa mais esperada: a de criar uma lei específica para proteger o bioma Pantanal. Isso é previsto na constituição de 1988, mas, até agora, não saiu do papel.

“Estabelecendo uma série de medidas para disciplinar a atuação do homem sobre o bioma pantaneiro; eu vou preservar, eu tenho que ser remunerado por aquilo que preservei e não adotarem um tipo de procedimento comigo semelhante ao que adotam para quem devasta, a quem não trata adequadamente o nosso bioma”.

Mesmo quem não é do Pantanal já descobriu que esse paraíso precisa de muita atenção. Tanto que uma empresa que fabrica automóveis investe muito em preservação e, aqui, é uma das patrocinadoras. “Encontramos uma sinergia nesta atividade, nós estamos muito felizes em participar disto”, disse o diretor executivo da Fundação Toyota, George Costa Silva

O papel da imprensa é fundamental para levar até as pessoas, as informações sobre o que acontece nesses recantos. “Eu acho nos temos uma grande discussão que é o Pantanal, o centro-oeste, enfim, o meio ambiente como um todo, da Amazônia até o sul, o Brasil é uma coisa só que temos que olhar com a mesma preocupação”, disse o vice-presidente do Grupo Zahran, Caio Turqueto.

Após o lançamento oficial, a equipe de expedicionários saiu rumo a primeira rota. A primeira parada foi no fim do aterro, a única estrada de acesso às fazendas. O grupo chega à Aquidauana, na fazenda Retirinho e encontra grande movimentação.

A fazenda, em março, estava completamente inundada, o rebanho foi retirado e levado para outra área. Os animas já retornaram depois que as águas abaixaram e, agora, o gado já está sendo transportado para o frigorífico. Este sistema de trabalho faz parte do trabalho de estudo da expedição.

“Embora a gente faça um pré-agendamento, a ideia é conhecer o dia a dia de cada prática que a gente está visitando, tudo isto é muito didático”, avalia Lucila Egydio, coordenadora da Expedição Pantanal.

No meio dos peões, está Jesus Xaviera, que há vinte anos na lida com o gado na região pantaneira. “A gente acostumou aqui”.

No único ponto onde as carretas chegam o fazendeiro construiu uma estrutura para embarcar o gado que é usada por toda a vizinhança, pois só assim conseguem embarcar o gado.

Muitos fazendeiros precisam voar para chegar as suas terras, o que torna o avião uma necessidade, principalmente em época de cheia. A casa do produtor Timóteo Proença construída há 50 anos, é um ponto de passagem para quem vai se embrenhar no Pantanal do Rio Negro.

Logo na recepção, que é feita com muita hospitalidade, o pessoal da expedição já começa a tentar entender um pouco a história da família e se preparam para o almoço, um verdadeiro banquete preparado pelas cozinheiras da fazenda. Depois do almoço sob a sombra fresca, às margens do rio Aquidauana, Timóteo explica como é a lida de quem depende do Pantanal.

“É uma prática sustentável. A própria natureza não deixa você o que quer, para que se preserve, isso aí tem que ter remuneração, é o caminho mais certo. Se você não tiver produzindo, vai ter que vender uma parte de sua área”.

Os caminhos no Pantanal mudam conforme a época. Quando vem a enchente são feitos atalhos, já não existem estradas, apenas trilhas que passam por dentro das fazendas.

A equipe chega na fazenda Nova Estância. Após o período de cheia o gado precisa ser levado para outro pasto. O produtor Kalil Ibrahim Zaher faz parte da terceira geração da família que vive no Pantanal, diz ter encontrado uma paixão e uma fonte de renda. A fazenda tem 11 mil hectares, 5,5 mil cabeças de gado. A natureza deu o pasto e onde tem mata ele preservou.

“Custo de produção é mais baixo, não precisa tanta tecnologia, como na serra. Aqui você não gasta com reforma de pastagem, o calcanhar de Aquiles da pecuária”.

São pelo menos 11 pantanais diferentes dentro do Pantanal. Dependendo da região, a paisagem é completamente diferente e o jeito de lidar nas fazendas também. Nas últimas décadas, muitas propriedades abriram as porteiras para o turismo.

Na pousada Barra Mansa, a expedição encontrou a catarinense Poliana, que se casou com neto de pantaneiro e há um ano é gerente da pousada da família. A expedição quer registrar esse mosaico, essas diferentes situações em que vive o Pantanal hoje.

O bioma está com mais de 80% da planície preservada por causa do estilo de vida do jeito pantaneiro de ser.

Fonte: TV Morena