27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Veneno de cobra para exportação

Durante dois dias (25 e 26 de julho), o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão deliberativo e normativo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), analisou inúmeros processos que tratam de acesso ao patrimônio genético brasileiro para fins comerciais. Um dos assuntos tratados chamou a atenção dos participantes durante esta última reunião do CGEN (a 94º) e diz respeito à regulação da exportação de veneno de cobra.

A legislação brasileira prevê que os benefícios obtidos com a utilização de patrimônio genético sejam repartidos com os provedores. Os termos dessa repartição são negociados entre as partes provedoras do patrimônio genético e a parte usuária, de acordo com a Medida Provisória nº 2186-16/2001, que regula a matéria. Serão baseados não só em dinheiro, mas também em transferência de tecnologia, capacitação ou royalties.

Vida melhor - Segundo a diretora do Departamento de Patrimônio Genético da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Eliana Fontes, é muito interessante o fato dos provedores do patrimônio genético serem populações indígenas ou tradicionais como, por exemplo, caiçaras, seringueiros e quilombolas. “A lei permite um retorno dos benefícios para estas populações, contribui para a promoção de melhoria na qualidade de vida deles e estimula a conservação da floresta: ao invés de cortarem madeira ou venderem terra para produtores de soja, eles recebem um estímulo para preservar o patrimônio natural e genético”, disse.

O assunto emplacou na reunião a partir das consultas de empresas, nacionais e estrangeiras, ao CGEN. Essas empresas exportam para instituições no exterior que utilizam o material animal para confecção de medicamentos ou cosméticos como botox. O conselho determinou, assim, que a exportação de peçonhas de cobra caracteriza remessa do patrimônio genético e deve ser regulado. A mesma regra deve ser aplicada a peçonhas de animais silvestres da fauna brasileira em geral (de cobra, sapo, escorpião ou outros animais).

Fonte: Letícia Verdi/ MMA


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Abate ilegal de elefantes é prioridade em convenção da ONU

A regulamentação efetiva do comércio de plantas e animais silvestres está no centro das discussões de representantes de 175 países, reunidos em Genebra até hoje (sexta-feira).

Eles formam o comitê da Convenção sobre o Tratado Internacional das Espécies Selvagens Ameaçadas da Fauna e Flora, Cites. O abate ilegal de elefantes e o comércio do marfim são debatidos com alta prioridade no encontro.
O grupo avalia várias recomendações, como a implementação urgente do Plano de Ação Africano para proteger elefantes; maior controle dos mercados domésticos de marfim e melhor colaboração entre países da África e da Ásia no combate ao contrabando.

Segundo o presidente do comitê da Cites, Øysten Størkersen, os “níveis de caça e contrabando ilegal de elefantes e rinocerontes são os piores em uma década.” Nos primeiros seis meses deste ano, mais de 280 rinocerontes foram mortos, só na África do Sul.
O comitê da Cites analisa ainda o aumento da demanda por chifres de rinoceronte; os progressos para reduzir a exploração de tartarugas e sapos do Madagáscar e o uso de cobras da Ásia na indústria de couro.

Iniciativas para proteger tigres e comércio ilegal de grandes símios, como gorilas e orangotangos, também estão na pauta. A Cites é responsável por regular o comércio internacional de 35 mil espécies selvagens de plantas e animais.

 

Fonte: UOL

 


11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

IAP assume autorização para manejo da fauna

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) assumiu as autorizações ambientais para manejo de fauna em processos de licenciamento ambiental. Mudança na legislação vai tornar mais rápida a emissão dos documentos, que antes também deviam ser autorizados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

Com a mudança, empreendimentos que causam impacto sobre a fauna silvestre e necessitam de Estudos do Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/Rima) precisam se dirigir apenas ao IAP. O estudo deve prever formas de monitoramento, salvamento, resgate e destinação da fauna, além de ações em possíveis acidentes ambientais.

A portaria 097/2012, divulgada em 29 de maio, atende a Lei Complementar Federal 140/2011, que altera as atribuições dos órgãos ambientais nas instâncias Federal, Estadual e Municipal. Documentação necessária para o estudo da fauna ou outras informações podem ser lidas no site http://www.iap.pr.gov.br/arquivos/File/Portaria_097_2012.pdf

 

Fonte: IAP

 


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Para cientistas, preservar espécies é responsabilidade humana

Especialistas dizem que é preciso agir para evitar futuro ‘incerto’.
ONU chamou atual década de ‘década da biodiversidade’.

A biodiversidade é a bola da vez nos debates sobre o desenvolvimento sustentável. O conceito define a variedade entre os seres vivos de todo o planeta. Defender a biodiversidade significa, portanto, evitar a extinção de espécies de todos os tipos, sejam plantas ou animais, aquáticos ou terrestres.

Em abril de 2012, foi aprovada a criação de um grupo de estudos direcionado para o tema dentro das Nações Unidas, nos moldes do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Para a ONU, o período entre 2011 e 2020 é a “década da biodiversidade”. Em 2010, durante uma conferência em Nagoia, no Japão, foram traçadas 20 metas de biodiversidade, que precisam ser atingidas até 2020. Elas ficaram conhecidas como as “metas de Aichi”, nome da província japonesa onde fica a cidade.

Entre os objetivos estratégicos principais, os signatários do acordo se comprometeram a fazer com que a população absorva os valores da biodiversidade e tomem medidas para preservá-la.

A grande questão para os cientistas reunidos no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é como alcançar a sociedade e mostrar a importância da preservação das espécies.

“O que eu espero firmemente é que as pessoas acordem antes que aconteça algo realmente ruim para acordá-las”, afirmou Thomas Lovejoy, presidente do Painel de Avaliação Técnica e Científica do Fundo Global para o Meio Ambiente.

“Estamos numa época em que a humanidade começa a ser a maior força de mudança do planeta”, explicou Lidia Brito diretora da Divisão de Implementação de Políticas da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco, na sigla em inglês).

“Significa que a responsabilidade da humanidade, individual e coletiva, de tomar conta desse sistema terrestre, que é o nosso planeta, ela aumenta muito”, completou.

A cientista moçambicana afirmou que o ser humano precisa agir com responsabilidade e reconhecer que os recursos do planeta são finitos. Essa atitude evitaria problemas mais graves, ainda difíceis de prever.

“Se nós queremos manter as civilizações humanas como as conhecemos, como parte do sistema terrestre, então nós temos que ter atenção às fronteiras planetárias, porque elas podem iniciar um processo de mudança que é incerto”, argumentou.

Ela disse ainda que, apesar do caráter de incerteza, os sinais das mudanças já são suficientemente claros. “As comunidades de pescadores já estão sentindo. Eles já têm menos peixe, o peixe já está menor. Já não é distante”, exemplificou.

Biodiversidade e economia
No Brasil, cientistas mostram que a preservação da biodiversidade pode render, inclusive, melhoras diretas na economia.

Felipe Amorim, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), apresentou no Fórum as vantagens da manutenção das abelhas em áreas usadas para o plantio – os insetos espalham o pólen e proporcionam o nascimento de novas plantas. Ele mencionou uma pesquisa recente feita em Minas Gerais, que mostrou que as lavouras de café próximas à mata nativa têm um rendimento até 14% superior.

Ana Paula Prestes, diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, apontou outro potencial uso econômico da preservação das espécies. “Na parte marinha, a gente tem milhões de espécies que ainda não foram conhecidas nem estudadas, mas que a gente sabe do potencial para fármacos, para cosméticos e para outras coisas”, disse.

“Não vou dizer que é um senso comum, mas tem vários grupos que enxergam em áreas protegidas um empecilho econômico, um empecilho para o crescimento, e não é, pelo contrário”, defendeu, mencionando outros possíveis ganhos, como o turismo.

Vista da Grande Barreira de Corais, com sua variedade de cores e espécies, já está disponível no site do projeto. (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Grande Barreira de Corais, na Austrália. Local abriga grande biodiversidade e pode sofrer com a alteração da temperatura dos oceanos (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Fonte: Globo Natureza


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Redução da biodiversidade causa impactos tão graves quanto a poluição e as mudanças climáticas

No topo da lista de problemas ambientais mais urgentes, constam questões como as mudanças climáticas, o buraco na camada de ozônio e a poluição ambiental, devido aos efeitos que esses fenômenos podem causar no planeta. A perda da biodiversidade é, em geral, deixada em segundo plano, vista mais como um reflexo das agressões do que como uma causa de mais problemas. A pesquisa “A global synthesis reveals biodiversity loss as a major driver of ecosystem change” divulgada dia 2 de maio na revista científica Nature, contudo, alerta que, na natureza, diversidade significa quantidade e qualidade. De acordo com o grupo de várias universidades dos Estados Unidos envolvidas na análise, a diminuição da variedade de espécies animais e vegetais é tão nociva à produtividade dos ecossistemas quanto a poluição e as alterações no clima.

Para mensurar os efeitos da redução da biodiversidade no ambiente, os pesquisadores analisaram dados de 192 estudos anteriores sobre todas as regiões do mundo, incluindo oceanos e ecossistemas de água doce. O resultado da análise mostra que, em áreas onde ocorre a perda de 21% a 40% da variedade de espécies — seja por desmatamento, caça ou pesca predatórias, por exemplo — há redução na produtividade semelhante à sentida por causa das mudanças climáticas ou pela poluição ambiental. E diminuições mais altas, entre 41% e 60%, são tão nocivas quanto a acidificação ou a elevação intensa na produção de dióxido de carbono (CO2).

O pesquisador norte-americano Bruce Hungate, da Universidade do Norte do Arizona, explica que, além de um efeito direto, relacionado à perda de espécies, a queda da biodiversidade gera um enfraquecimento de todo o ecossistema. “Extinções definitivas. É triste perder definitivamente a diversidade biológica. Nosso novo trabalho mostra que esses efeitos são tão grandes quanto outras formas de mudança global”, conta o cientista. “Quando o ambiente perde a metade das espécies vegetais em uma área, o crescimento da planta é afetado como se ela tivesse sido banhada em chuva ácida”, alerta.

A gama de dados analisados permitiu aos pesquisadores constatarem que nenhuma região está a salvo. “Pode até haver ecossistemas que são mais ou menos sensíveis, mas em todos onde há dados disponíveis existe um padrão geral de que a perda de espécies tem impactos grandes”, explica Hungate. “Encontramos efeitos bastante consistentes de perda de diversidade em água doce, terrestres e dos ecossistemas marinhos no conjunto de estudos que avaliamos. Em média, há perdas de aproximadamente 13% na produtividade com uma redução de 50% da diversidade. Muitos de nós ficamos surpresos com a força dos efeitos em relação às outras alterações ambientais que avaliamos”, afirma David Hooper, pesquisador da Universidade de Washington Ocidental e líder do estudo divulgado na “Nature”.

Embora os pesquisadores já soubessem que a perda de diversidade reduz a produtividade dos ecossistemas, esse foi o primeiro grande estudo a mensurar esse prejuízo. “Nós já sabíamos há muito tempo que a biodiversidade afeta a produtividade e a sustentabilidade dos ecossistemas”, explica Bradley Cardinale, especialista da Universidade de Michigan. “Já sabíamos que a perda de diversidade pode comprometer os bens e serviços que os ecossistemas prestam, como alimentos, água potável e um clima estável. Mas não sabíamos como a perda de diversidade é importante comparada aos outros problemas ambientais que enfrentamos. Bem, agora sabemos que está entre os cinco maiores problemas ambientais globais.”

Vista normalmente como uma consequência de outros problemas ambientais, a queda da variedade de espécies, segundo os pesquisadores, passa a ter um papel de protagonista do processo. “Onde eu moro, perto do Puget Sound, no estado de Washington (Estados Unidos), temos aproximadamente 25 espécies ameaçadas de extinção, desde flores pequenas ao rei salmão e a baleias orca”, relata David Hooper. “Embora algumas dessas espécies possam desaparecer para sempre com apenas um sussurro, outras são muito importantes, economicamente e culturalmente. Sua extinção representaria uma grande perda de renda para pessoas que dependem, por exemplo, da pesca e do turismo”, completa.

O líder do estudo afirma ainda que os efeitos da redução da diversidade ameaçam direta a humanidade. “Se pensarmos sobre a biodiversidade de forma mais ampla, a perda de componentes da paisagem-chave pode botar em risco as pessoas”, opina. “Por exemplo, perda de matas ciliares pode pôr em perigo vidas humanas, por meio da perda de controle de inundações, e a sustentabilidade social, afetando a proteção de fontes de água fresca”, enumera Hooper.

A visão mais ampla, de que as questões ambientais têm impactos tanto no ambiente quanto diretamente no desenvolvimento social, como descrevem os pesquisadores, será o tema principal da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro. Apesar de avanços recentes, biodiversidade ainda é um dos temas mais problemáticos, que devem despertar maior debate durante o evento. “Temos que nos dar conta de que estamos observando uma perda da biodiversidade sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos. Claramente estamos entrando na sexta extinção em massa (do planeta)”, disse à agência de notícias France-Presse Bob Watson, ex-chefe do painel climático da ONU e principal assessor do ministério britânico de Meio Ambiente.

Em ecologia, produtividade refere-se à taxa de geração de biomassa em um ecossistema. É geralmente expressa em unidades de massa por unidade de superfície de tempo, por exemplo: gramas por metro quadrado por dia. Quanto mais biomassa, maior a capacidade do bioma em se manter e prover serviços ecológicos, como fornecer água e alimento.

Fonte: Mater Natura


30 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Guia mostra espécies impactadas por construção de usina no Rio Madeira

Companhia Santo Antônio Energia mostra animais resgatados em Rondônia.
Ao menos 350 espécies viviam em área afetada por hidrelétrica.

Um guia lançado neste mês apresenta informações sobre 222 espécies de animais que foram resgatadas nas áreas de floresta amazônica impactadas pela construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, nas proximidades de Porto Velho, emRondônia.

De acordo com a empresa Santo Antônio Energia, que vai operar o empreendimento com 3.150 MW de potência instalada e capacidade para abastecer 11 milhões de moradias, mais de 24 mil animais de 360 espécies foram resgatados por equipes de veterinários e biólogos nas proximidades do rio.

O trabalho fez parte do “Programa de Resgate da Fauna”, uma das compensações ambientais exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para reduzir o impacto ambiental da construção e alagamento. Segundo a companhia, foram investidos R$ 568 milhões na compensação direta.

O livro, que será disponibilizado para escolas e pode ser conferido na internet,(http://www.santoantonioenergia.com.br/upload/portal_mesa/pt/home/guia_fauna_UHE_santo_antonio.pdf) funciona como um inventário da fauna existente na região de floresta amazônica em Rondônia.

Lagarto-jacareana (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Lagarto-jacareana (Crocodilurus amazonicus) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

 

Perereca (Hypsiboas cinereascens) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Perereca (Hypsiboas cinereascens) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Um exemplar de Matá-Matá (Chelus fibriatus) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Um exemplar filhote de Mata-Mata (Chelus fibriatus) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


15 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Ouriço Cacheiro é resgatado de residência e translocado em Cornélio Procópio

Na última quinta-feira, dia 10 de Novembro, próximo ao meio dia, a equipe do IPEVS foi acionada pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio para realizar o resgate de um Ouriço que encontrava-se em uma residência do Jardim Panorama. Lá chegando a equipe foi recebida pelo Policial Militar Fábio Willian Martins da Costa, proprietário da residência, que relatou que o animal havia se escondido provavelmente durante a noite em uma árvore do seu quintal.

O animal foi identificado como sendo um Ouriço Cacheiro (Sphiggurus sp.) pelo Médico Veterinário e Biólogo Rafael Haddad. Após ser retirado com cuidado da árvore, o animal foi levado até o IPEVS, onde foi examinado, e constatada sua saúde, foi encaminhado, ao final do dia, para soltura em uma área florestada longe da cidade.

Os Ouriços Cacheiros são roedores da família Erethizontidae. O gênero Sphiggurus possui várias espécies distribuídas em todo o Brasil, todas com pêlos aculeiformes (espinhos) e sobrepêlos finos, sendo grande parte arborícola e possuindo a cauda preênsil com pêlos somente na metade proximal, o que facilita sua captura e contenção por esta região.  Alimentam-se basicamente de folhas e frutos e geram apenas um filhote por gestação.

Ouriço Cacheiro (Sphiggurus sp.) eriçando seus espinhos como forma de defesa. Foto: Rafael Haddad

Diferente das crenças populares, os ouriços não lançam seus espinhos, apenas viram de costas para seu agressor, que em contato com estes acabam por se perfurarem. Estes espinhos se soltam apenas em contato com alguma superfície. Muitos cães acabam por se ferirem gravemente ao tentarem atacar ouriços, o que acaba gerando um grande número de acidentes com estes animais. Infelizmente, esse fato incentiva proprietários de cães, principalmente os de áreas rurais, a matarem indiscriminadamente este grupo de animais.

Ouriço Cacheiro (Sphiggurus sp.) repousando sobre um limoeiro em uma residência na Av. D. Pedro I. Foto: Rafael Haddad

Fonte: Ascom do IPEVS


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Onça encontrada em Franco da Rocha revela desequilíbrio ambiental

Este não é o único bicho que está ficando encurralado pelas construções do homem. São animais que foram surpreendidos pelo avanço imobiliário.

O que parece não ter jeito é o desequilíbrio ambiental. Outro dia, apareceu uma onça em cima de uma árvore em Franco da Rocha, cidade da Grande São Paulo. Esses encontros de moradores com animais selvagens são cada vez mais frequentes.

A onça foi a que mais chamou a atenção, mas não é o único bicho que está ficando encurralado pelas construções do homem. Os animais, principalmente as onças, precisam de grandes territórios para sobreviver e, em suas caminhadas, acabam passando pelas cidades.

A onça macho já passou por vários exames, até teste de DNA. Também recebeu um microchip de identificação. Por ter sido encontrada em franco da rocha, na região metropolitana de São Paulo, foi batizada de “Franco”. Os veterinários querem devolver o animal o mais rápido possível à natureza.

“O menor tempo possível que ele ficar em cativeiro, é melhor para o animal. A gente vai aguardar mais um pouco, esperar as licenças saírem e ver se a gente consegue visualizar ele andando. Pensamos em colocar algumas câmeras para filmar o animal à noite. Depois desses fatores, a gente vai devolver ele à natureza”, afirmou o veterinário Gilberto Penido Junior.

O zoológico de Guarulhos tem recebido muitos animais encontrados em áreas urbanas. Um filhote de macaco bugio foi atropelado em uma estrada de Franco da Rocha na última sexta-feira (30). “Rochinha” tem um ferimento na boca, que pode ter sido provocado pelo acidente.

São animais que foram surpreendidos pelo avanço imobiliário. Câmeras de segurança de Campos do Jordão flagraram o momento em que uma onça caminhava pelo centro da cidade no mês de agosto.

A veterinária Cristina Adania é coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar, uma associação que resgata animais. Ela acompanhou o trabalho dos bombeiros em Franco da Rocha, que gastaram oito horas para retirar a onça de cima de uma árvore na semana passada. Ela diz que animais selvagens têm sido vistos com frequência em regiões urbanas.

“O que é assustador é que nesses dois últimos anos, nós já recebemos mais de 15 chamadas de ocorrência de avistamento de suçuarana e tivemos de fazer, pelo menos, sete capturas”, contou Cristina Adania, coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar.

A onça foi encontrada em um terreno. No local, existe um loteamento. A equipe de reportagem do Bom Dia Brasil procurou a prefeitura de Franco da Rocha, que informou que a obra é regular. “Está legal para a prefeitura, mas não está legal para a onça. Os animais, na verdade, têm uma área de deslocamento”, diz o ambientalista Carlos Bocuhi, Carlos Bocuhy, do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental.

Em 2002, outra onça encontrada na região passou a ser monitorada. Um mapa mostra que trajeto dela inclui a Serra da Cantareira em São Paulo e o Parque do Juqueri, em Franco da Rocha. O caminho é composto por corredores de mata que ligam as áreas.

“O que nós temos de fazer é um zoneamento preciso para preservação da biodiversidade, considerando os corredores de conectividade, ou seja, em uma série de ações que possam proteger a biodiversidade que fica invadindo as cidades hoje”, afirma Carlos Bocuhi.

click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/10/onca-encontrada-em-franco-da-rocha-revela-desequilibrio-ambiental.html
 

Fonte: Bom dia Brasil


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Traficante internacional de animais é condenado a dez anos no Rio

Tomas Novotny foi preso em operação da Polícia Federal em 2009.
Decisão judicial é de 19 de agosto.

O tcheco Tomas Novotny, preso durante operação Oxossi, da Polícia Federal, em 2009, foi condenado a dez anos de prisão pelos crimes de receptação e contrabando de animais silvestres e formação de quadrilha. A sentença foi divulgada no último dia 19 de agosto.

A denúncia, oferecida pelos procuradores da República Renato Machado e Maurício Manso, pedia a prisão de Novotny por seu envolvimento em um esquema de receptação e exportação de aves silvestres, vendidas no exterior.

Ele intermediava, mediante pagamento, as negociações entre os caçadores e estrangeiros, aproveitando-se de sua fluência no idioma português para facilitar a comunicação entre as partes. “A sentença proferida é importantíssima, pois confere ao tráfico internacional de animais silvestres um tratamento compatível com sua gravidade, protegendo assim a biodiversidade brasileira”, diz o procurador Renato Machado.

A Operação Oxossi, que prendeu Novotny, foi feita em conjunto pelo MPF e a Polícia Federal. À época, o MPF ofereceu três denúncias contra 69 integrantes de quadrilhas de contrabando de animais que atuavam no Brasil e no exterior, pelos crimes de formação de quadrilha, receptação, caça a fauna silvestre, abuso e maus-tratos a animais silvestres.

Fonte: Agência do Estado


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27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Veneno de cobra para exportação

Durante dois dias (25 e 26 de julho), o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão deliberativo e normativo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), analisou inúmeros processos que tratam de acesso ao patrimônio genético brasileiro para fins comerciais. Um dos assuntos tratados chamou a atenção dos participantes durante esta última reunião do CGEN (a 94º) e diz respeito à regulação da exportação de veneno de cobra.

A legislação brasileira prevê que os benefícios obtidos com a utilização de patrimônio genético sejam repartidos com os provedores. Os termos dessa repartição são negociados entre as partes provedoras do patrimônio genético e a parte usuária, de acordo com a Medida Provisória nº 2186-16/2001, que regula a matéria. Serão baseados não só em dinheiro, mas também em transferência de tecnologia, capacitação ou royalties.

Vida melhor - Segundo a diretora do Departamento de Patrimônio Genético da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Eliana Fontes, é muito interessante o fato dos provedores do patrimônio genético serem populações indígenas ou tradicionais como, por exemplo, caiçaras, seringueiros e quilombolas. “A lei permite um retorno dos benefícios para estas populações, contribui para a promoção de melhoria na qualidade de vida deles e estimula a conservação da floresta: ao invés de cortarem madeira ou venderem terra para produtores de soja, eles recebem um estímulo para preservar o patrimônio natural e genético”, disse.

O assunto emplacou na reunião a partir das consultas de empresas, nacionais e estrangeiras, ao CGEN. Essas empresas exportam para instituições no exterior que utilizam o material animal para confecção de medicamentos ou cosméticos como botox. O conselho determinou, assim, que a exportação de peçonhas de cobra caracteriza remessa do patrimônio genético e deve ser regulado. A mesma regra deve ser aplicada a peçonhas de animais silvestres da fauna brasileira em geral (de cobra, sapo, escorpião ou outros animais).

Fonte: Letícia Verdi/ MMA


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Abate ilegal de elefantes é prioridade em convenção da ONU

A regulamentação efetiva do comércio de plantas e animais silvestres está no centro das discussões de representantes de 175 países, reunidos em Genebra até hoje (sexta-feira).

Eles formam o comitê da Convenção sobre o Tratado Internacional das Espécies Selvagens Ameaçadas da Fauna e Flora, Cites. O abate ilegal de elefantes e o comércio do marfim são debatidos com alta prioridade no encontro.
O grupo avalia várias recomendações, como a implementação urgente do Plano de Ação Africano para proteger elefantes; maior controle dos mercados domésticos de marfim e melhor colaboração entre países da África e da Ásia no combate ao contrabando.

Segundo o presidente do comitê da Cites, Øysten Størkersen, os “níveis de caça e contrabando ilegal de elefantes e rinocerontes são os piores em uma década.” Nos primeiros seis meses deste ano, mais de 280 rinocerontes foram mortos, só na África do Sul.
O comitê da Cites analisa ainda o aumento da demanda por chifres de rinoceronte; os progressos para reduzir a exploração de tartarugas e sapos do Madagáscar e o uso de cobras da Ásia na indústria de couro.

Iniciativas para proteger tigres e comércio ilegal de grandes símios, como gorilas e orangotangos, também estão na pauta. A Cites é responsável por regular o comércio internacional de 35 mil espécies selvagens de plantas e animais.

 

Fonte: UOL

 


11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

IAP assume autorização para manejo da fauna

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) assumiu as autorizações ambientais para manejo de fauna em processos de licenciamento ambiental. Mudança na legislação vai tornar mais rápida a emissão dos documentos, que antes também deviam ser autorizados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

Com a mudança, empreendimentos que causam impacto sobre a fauna silvestre e necessitam de Estudos do Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/Rima) precisam se dirigir apenas ao IAP. O estudo deve prever formas de monitoramento, salvamento, resgate e destinação da fauna, além de ações em possíveis acidentes ambientais.

A portaria 097/2012, divulgada em 29 de maio, atende a Lei Complementar Federal 140/2011, que altera as atribuições dos órgãos ambientais nas instâncias Federal, Estadual e Municipal. Documentação necessária para o estudo da fauna ou outras informações podem ser lidas no site http://www.iap.pr.gov.br/arquivos/File/Portaria_097_2012.pdf

 

Fonte: IAP

 


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Para cientistas, preservar espécies é responsabilidade humana

Especialistas dizem que é preciso agir para evitar futuro ‘incerto’.
ONU chamou atual década de ‘década da biodiversidade’.

A biodiversidade é a bola da vez nos debates sobre o desenvolvimento sustentável. O conceito define a variedade entre os seres vivos de todo o planeta. Defender a biodiversidade significa, portanto, evitar a extinção de espécies de todos os tipos, sejam plantas ou animais, aquáticos ou terrestres.

Em abril de 2012, foi aprovada a criação de um grupo de estudos direcionado para o tema dentro das Nações Unidas, nos moldes do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Para a ONU, o período entre 2011 e 2020 é a “década da biodiversidade”. Em 2010, durante uma conferência em Nagoia, no Japão, foram traçadas 20 metas de biodiversidade, que precisam ser atingidas até 2020. Elas ficaram conhecidas como as “metas de Aichi”, nome da província japonesa onde fica a cidade.

Entre os objetivos estratégicos principais, os signatários do acordo se comprometeram a fazer com que a população absorva os valores da biodiversidade e tomem medidas para preservá-la.

A grande questão para os cientistas reunidos no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é como alcançar a sociedade e mostrar a importância da preservação das espécies.

“O que eu espero firmemente é que as pessoas acordem antes que aconteça algo realmente ruim para acordá-las”, afirmou Thomas Lovejoy, presidente do Painel de Avaliação Técnica e Científica do Fundo Global para o Meio Ambiente.

“Estamos numa época em que a humanidade começa a ser a maior força de mudança do planeta”, explicou Lidia Brito diretora da Divisão de Implementação de Políticas da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco, na sigla em inglês).

“Significa que a responsabilidade da humanidade, individual e coletiva, de tomar conta desse sistema terrestre, que é o nosso planeta, ela aumenta muito”, completou.

A cientista moçambicana afirmou que o ser humano precisa agir com responsabilidade e reconhecer que os recursos do planeta são finitos. Essa atitude evitaria problemas mais graves, ainda difíceis de prever.

“Se nós queremos manter as civilizações humanas como as conhecemos, como parte do sistema terrestre, então nós temos que ter atenção às fronteiras planetárias, porque elas podem iniciar um processo de mudança que é incerto”, argumentou.

Ela disse ainda que, apesar do caráter de incerteza, os sinais das mudanças já são suficientemente claros. “As comunidades de pescadores já estão sentindo. Eles já têm menos peixe, o peixe já está menor. Já não é distante”, exemplificou.

Biodiversidade e economia
No Brasil, cientistas mostram que a preservação da biodiversidade pode render, inclusive, melhoras diretas na economia.

Felipe Amorim, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), apresentou no Fórum as vantagens da manutenção das abelhas em áreas usadas para o plantio – os insetos espalham o pólen e proporcionam o nascimento de novas plantas. Ele mencionou uma pesquisa recente feita em Minas Gerais, que mostrou que as lavouras de café próximas à mata nativa têm um rendimento até 14% superior.

Ana Paula Prestes, diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, apontou outro potencial uso econômico da preservação das espécies. “Na parte marinha, a gente tem milhões de espécies que ainda não foram conhecidas nem estudadas, mas que a gente sabe do potencial para fármacos, para cosméticos e para outras coisas”, disse.

“Não vou dizer que é um senso comum, mas tem vários grupos que enxergam em áreas protegidas um empecilho econômico, um empecilho para o crescimento, e não é, pelo contrário”, defendeu, mencionando outros possíveis ganhos, como o turismo.

Vista da Grande Barreira de Corais, com sua variedade de cores e espécies, já está disponível no site do projeto. (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Grande Barreira de Corais, na Austrália. Local abriga grande biodiversidade e pode sofrer com a alteração da temperatura dos oceanos (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Fonte: Globo Natureza


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Redução da biodiversidade causa impactos tão graves quanto a poluição e as mudanças climáticas

No topo da lista de problemas ambientais mais urgentes, constam questões como as mudanças climáticas, o buraco na camada de ozônio e a poluição ambiental, devido aos efeitos que esses fenômenos podem causar no planeta. A perda da biodiversidade é, em geral, deixada em segundo plano, vista mais como um reflexo das agressões do que como uma causa de mais problemas. A pesquisa “A global synthesis reveals biodiversity loss as a major driver of ecosystem change” divulgada dia 2 de maio na revista científica Nature, contudo, alerta que, na natureza, diversidade significa quantidade e qualidade. De acordo com o grupo de várias universidades dos Estados Unidos envolvidas na análise, a diminuição da variedade de espécies animais e vegetais é tão nociva à produtividade dos ecossistemas quanto a poluição e as alterações no clima.

Para mensurar os efeitos da redução da biodiversidade no ambiente, os pesquisadores analisaram dados de 192 estudos anteriores sobre todas as regiões do mundo, incluindo oceanos e ecossistemas de água doce. O resultado da análise mostra que, em áreas onde ocorre a perda de 21% a 40% da variedade de espécies — seja por desmatamento, caça ou pesca predatórias, por exemplo — há redução na produtividade semelhante à sentida por causa das mudanças climáticas ou pela poluição ambiental. E diminuições mais altas, entre 41% e 60%, são tão nocivas quanto a acidificação ou a elevação intensa na produção de dióxido de carbono (CO2).

O pesquisador norte-americano Bruce Hungate, da Universidade do Norte do Arizona, explica que, além de um efeito direto, relacionado à perda de espécies, a queda da biodiversidade gera um enfraquecimento de todo o ecossistema. “Extinções definitivas. É triste perder definitivamente a diversidade biológica. Nosso novo trabalho mostra que esses efeitos são tão grandes quanto outras formas de mudança global”, conta o cientista. “Quando o ambiente perde a metade das espécies vegetais em uma área, o crescimento da planta é afetado como se ela tivesse sido banhada em chuva ácida”, alerta.

A gama de dados analisados permitiu aos pesquisadores constatarem que nenhuma região está a salvo. “Pode até haver ecossistemas que são mais ou menos sensíveis, mas em todos onde há dados disponíveis existe um padrão geral de que a perda de espécies tem impactos grandes”, explica Hungate. “Encontramos efeitos bastante consistentes de perda de diversidade em água doce, terrestres e dos ecossistemas marinhos no conjunto de estudos que avaliamos. Em média, há perdas de aproximadamente 13% na produtividade com uma redução de 50% da diversidade. Muitos de nós ficamos surpresos com a força dos efeitos em relação às outras alterações ambientais que avaliamos”, afirma David Hooper, pesquisador da Universidade de Washington Ocidental e líder do estudo divulgado na “Nature”.

Embora os pesquisadores já soubessem que a perda de diversidade reduz a produtividade dos ecossistemas, esse foi o primeiro grande estudo a mensurar esse prejuízo. “Nós já sabíamos há muito tempo que a biodiversidade afeta a produtividade e a sustentabilidade dos ecossistemas”, explica Bradley Cardinale, especialista da Universidade de Michigan. “Já sabíamos que a perda de diversidade pode comprometer os bens e serviços que os ecossistemas prestam, como alimentos, água potável e um clima estável. Mas não sabíamos como a perda de diversidade é importante comparada aos outros problemas ambientais que enfrentamos. Bem, agora sabemos que está entre os cinco maiores problemas ambientais globais.”

Vista normalmente como uma consequência de outros problemas ambientais, a queda da variedade de espécies, segundo os pesquisadores, passa a ter um papel de protagonista do processo. “Onde eu moro, perto do Puget Sound, no estado de Washington (Estados Unidos), temos aproximadamente 25 espécies ameaçadas de extinção, desde flores pequenas ao rei salmão e a baleias orca”, relata David Hooper. “Embora algumas dessas espécies possam desaparecer para sempre com apenas um sussurro, outras são muito importantes, economicamente e culturalmente. Sua extinção representaria uma grande perda de renda para pessoas que dependem, por exemplo, da pesca e do turismo”, completa.

O líder do estudo afirma ainda que os efeitos da redução da diversidade ameaçam direta a humanidade. “Se pensarmos sobre a biodiversidade de forma mais ampla, a perda de componentes da paisagem-chave pode botar em risco as pessoas”, opina. “Por exemplo, perda de matas ciliares pode pôr em perigo vidas humanas, por meio da perda de controle de inundações, e a sustentabilidade social, afetando a proteção de fontes de água fresca”, enumera Hooper.

A visão mais ampla, de que as questões ambientais têm impactos tanto no ambiente quanto diretamente no desenvolvimento social, como descrevem os pesquisadores, será o tema principal da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro. Apesar de avanços recentes, biodiversidade ainda é um dos temas mais problemáticos, que devem despertar maior debate durante o evento. “Temos que nos dar conta de que estamos observando uma perda da biodiversidade sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos. Claramente estamos entrando na sexta extinção em massa (do planeta)”, disse à agência de notícias France-Presse Bob Watson, ex-chefe do painel climático da ONU e principal assessor do ministério britânico de Meio Ambiente.

Em ecologia, produtividade refere-se à taxa de geração de biomassa em um ecossistema. É geralmente expressa em unidades de massa por unidade de superfície de tempo, por exemplo: gramas por metro quadrado por dia. Quanto mais biomassa, maior a capacidade do bioma em se manter e prover serviços ecológicos, como fornecer água e alimento.

Fonte: Mater Natura


30 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Guia mostra espécies impactadas por construção de usina no Rio Madeira

Companhia Santo Antônio Energia mostra animais resgatados em Rondônia.
Ao menos 350 espécies viviam em área afetada por hidrelétrica.

Um guia lançado neste mês apresenta informações sobre 222 espécies de animais que foram resgatadas nas áreas de floresta amazônica impactadas pela construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, nas proximidades de Porto Velho, emRondônia.

De acordo com a empresa Santo Antônio Energia, que vai operar o empreendimento com 3.150 MW de potência instalada e capacidade para abastecer 11 milhões de moradias, mais de 24 mil animais de 360 espécies foram resgatados por equipes de veterinários e biólogos nas proximidades do rio.

O trabalho fez parte do “Programa de Resgate da Fauna”, uma das compensações ambientais exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para reduzir o impacto ambiental da construção e alagamento. Segundo a companhia, foram investidos R$ 568 milhões na compensação direta.

O livro, que será disponibilizado para escolas e pode ser conferido na internet,(http://www.santoantonioenergia.com.br/upload/portal_mesa/pt/home/guia_fauna_UHE_santo_antonio.pdf) funciona como um inventário da fauna existente na região de floresta amazônica em Rondônia.

Lagarto-jacareana (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Lagarto-jacareana (Crocodilurus amazonicus) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

 

Perereca (Hypsiboas cinereascens) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Perereca (Hypsiboas cinereascens) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Um exemplar de Matá-Matá (Chelus fibriatus) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Um exemplar filhote de Mata-Mata (Chelus fibriatus) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


15 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Ouriço Cacheiro é resgatado de residência e translocado em Cornélio Procópio

Na última quinta-feira, dia 10 de Novembro, próximo ao meio dia, a equipe do IPEVS foi acionada pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio para realizar o resgate de um Ouriço que encontrava-se em uma residência do Jardim Panorama. Lá chegando a equipe foi recebida pelo Policial Militar Fábio Willian Martins da Costa, proprietário da residência, que relatou que o animal havia se escondido provavelmente durante a noite em uma árvore do seu quintal.

O animal foi identificado como sendo um Ouriço Cacheiro (Sphiggurus sp.) pelo Médico Veterinário e Biólogo Rafael Haddad. Após ser retirado com cuidado da árvore, o animal foi levado até o IPEVS, onde foi examinado, e constatada sua saúde, foi encaminhado, ao final do dia, para soltura em uma área florestada longe da cidade.

Os Ouriços Cacheiros são roedores da família Erethizontidae. O gênero Sphiggurus possui várias espécies distribuídas em todo o Brasil, todas com pêlos aculeiformes (espinhos) e sobrepêlos finos, sendo grande parte arborícola e possuindo a cauda preênsil com pêlos somente na metade proximal, o que facilita sua captura e contenção por esta região.  Alimentam-se basicamente de folhas e frutos e geram apenas um filhote por gestação.

Ouriço Cacheiro (Sphiggurus sp.) eriçando seus espinhos como forma de defesa. Foto: Rafael Haddad

Diferente das crenças populares, os ouriços não lançam seus espinhos, apenas viram de costas para seu agressor, que em contato com estes acabam por se perfurarem. Estes espinhos se soltam apenas em contato com alguma superfície. Muitos cães acabam por se ferirem gravemente ao tentarem atacar ouriços, o que acaba gerando um grande número de acidentes com estes animais. Infelizmente, esse fato incentiva proprietários de cães, principalmente os de áreas rurais, a matarem indiscriminadamente este grupo de animais.

Ouriço Cacheiro (Sphiggurus sp.) repousando sobre um limoeiro em uma residência na Av. D. Pedro I. Foto: Rafael Haddad

Fonte: Ascom do IPEVS


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Onça encontrada em Franco da Rocha revela desequilíbrio ambiental

Este não é o único bicho que está ficando encurralado pelas construções do homem. São animais que foram surpreendidos pelo avanço imobiliário.

O que parece não ter jeito é o desequilíbrio ambiental. Outro dia, apareceu uma onça em cima de uma árvore em Franco da Rocha, cidade da Grande São Paulo. Esses encontros de moradores com animais selvagens são cada vez mais frequentes.

A onça foi a que mais chamou a atenção, mas não é o único bicho que está ficando encurralado pelas construções do homem. Os animais, principalmente as onças, precisam de grandes territórios para sobreviver e, em suas caminhadas, acabam passando pelas cidades.

A onça macho já passou por vários exames, até teste de DNA. Também recebeu um microchip de identificação. Por ter sido encontrada em franco da rocha, na região metropolitana de São Paulo, foi batizada de “Franco”. Os veterinários querem devolver o animal o mais rápido possível à natureza.

“O menor tempo possível que ele ficar em cativeiro, é melhor para o animal. A gente vai aguardar mais um pouco, esperar as licenças saírem e ver se a gente consegue visualizar ele andando. Pensamos em colocar algumas câmeras para filmar o animal à noite. Depois desses fatores, a gente vai devolver ele à natureza”, afirmou o veterinário Gilberto Penido Junior.

O zoológico de Guarulhos tem recebido muitos animais encontrados em áreas urbanas. Um filhote de macaco bugio foi atropelado em uma estrada de Franco da Rocha na última sexta-feira (30). “Rochinha” tem um ferimento na boca, que pode ter sido provocado pelo acidente.

São animais que foram surpreendidos pelo avanço imobiliário. Câmeras de segurança de Campos do Jordão flagraram o momento em que uma onça caminhava pelo centro da cidade no mês de agosto.

A veterinária Cristina Adania é coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar, uma associação que resgata animais. Ela acompanhou o trabalho dos bombeiros em Franco da Rocha, que gastaram oito horas para retirar a onça de cima de uma árvore na semana passada. Ela diz que animais selvagens têm sido vistos com frequência em regiões urbanas.

“O que é assustador é que nesses dois últimos anos, nós já recebemos mais de 15 chamadas de ocorrência de avistamento de suçuarana e tivemos de fazer, pelo menos, sete capturas”, contou Cristina Adania, coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar.

A onça foi encontrada em um terreno. No local, existe um loteamento. A equipe de reportagem do Bom Dia Brasil procurou a prefeitura de Franco da Rocha, que informou que a obra é regular. “Está legal para a prefeitura, mas não está legal para a onça. Os animais, na verdade, têm uma área de deslocamento”, diz o ambientalista Carlos Bocuhi, Carlos Bocuhy, do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental.

Em 2002, outra onça encontrada na região passou a ser monitorada. Um mapa mostra que trajeto dela inclui a Serra da Cantareira em São Paulo e o Parque do Juqueri, em Franco da Rocha. O caminho é composto por corredores de mata que ligam as áreas.

“O que nós temos de fazer é um zoneamento preciso para preservação da biodiversidade, considerando os corredores de conectividade, ou seja, em uma série de ações que possam proteger a biodiversidade que fica invadindo as cidades hoje”, afirma Carlos Bocuhi.

click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/10/onca-encontrada-em-franco-da-rocha-revela-desequilibrio-ambiental.html
 

Fonte: Bom dia Brasil


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Traficante internacional de animais é condenado a dez anos no Rio

Tomas Novotny foi preso em operação da Polícia Federal em 2009.
Decisão judicial é de 19 de agosto.

O tcheco Tomas Novotny, preso durante operação Oxossi, da Polícia Federal, em 2009, foi condenado a dez anos de prisão pelos crimes de receptação e contrabando de animais silvestres e formação de quadrilha. A sentença foi divulgada no último dia 19 de agosto.

A denúncia, oferecida pelos procuradores da República Renato Machado e Maurício Manso, pedia a prisão de Novotny por seu envolvimento em um esquema de receptação e exportação de aves silvestres, vendidas no exterior.

Ele intermediava, mediante pagamento, as negociações entre os caçadores e estrangeiros, aproveitando-se de sua fluência no idioma português para facilitar a comunicação entre as partes. “A sentença proferida é importantíssima, pois confere ao tráfico internacional de animais silvestres um tratamento compatível com sua gravidade, protegendo assim a biodiversidade brasileira”, diz o procurador Renato Machado.

A Operação Oxossi, que prendeu Novotny, foi feita em conjunto pelo MPF e a Polícia Federal. À época, o MPF ofereceu três denúncias contra 69 integrantes de quadrilhas de contrabando de animais que atuavam no Brasil e no exterior, pelos crimes de formação de quadrilha, receptação, caça a fauna silvestre, abuso e maus-tratos a animais silvestres.

Fonte: Agência do Estado


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