26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Entre os lêmures, cheiro da mãe pode indicar qual é o sexo do feto

Pesquisa descobriu que as lêmures à espera de machos exalam cheiro mais suave do que aquelas prenhas de fêmeas

Enquanto os humanos são reféns da ultrassonografia para saber o sexo do bebê ainda no útero, as lêmures prenhas possuem um método mais simples. Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriram que lêmures à espera de um macho têm um odor diferente das que estão prenhas de uma fêmea. A descoberta foi publicada na terça-feira no periódicoBiology Letter.

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que as fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole. Para o estudo, os cientistas coletaram secreções genitais de doze lêmures prenhas antes da gestação e durante ela. Os animais eram da espécie ringtailed, que produz um odor específico para transmitir informações sobre gênero e fertilidade, por exemplo.

Ao analisarem as substâncias responsáveis pelos odores das secreções recolhidas, os estudiosos descobriram que centenas de ingredientes fazem o cheiro da fêmea mudar quando está prenha. O número de componentes do odor diminuiu quando as fêmeas estavam prenhas, e a redução foi mais pronunciada naquelas que esperavam machos, de forma que o cheiro se tornava mais suave.

“Os níveis hormonais mudam dramaticamente durante a gestação. Filhotes machos e fêmeas afetam os hormônios das lêmures de formas diferentes”, diz Christine Drea, professora na Universidade Duke.

lêmure

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole (Bellarmin Ramahefasoa/VEJA).

Fonte: Veja Ciência


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Matar filhotes pode ser uma boa ideia, dizem cientistas

Vários estudos mostram que infanticídio é um bom mecanismo de sobrevivência, melhorando as vantagens reprodutivas dos animais.

O infanticídio pode ser um instrumento eficiente para a sobrevivência de determinadas espécies de animais, indicam um crescente número de estudos.

A ideia é chocante do ponto de vista humano, mas a realidade é que para muitos filhotes de animais, a maior ameaça à sua sobrevivência vem de sua própria espécie.
“Não é como um ato de predação, que é silencioso”, disse o especialista em leões Craig Packer, da University of Minnesota, em Falcon Heights, Estados Unidos.

“Durante o infanticídio há rugidos, é violento e muito perturbador”, ele diz, descrevendo como leões adultos matam filhotes.

“Eles mordem (os filhotes) atrás da cabeça e na nuca, esmagando seus abdomens.”

O infanticídio tende a ser pouco estudado enquanto recurso para garantir a sobrevivência dos mais fortes em uma determinada espécie. Entretanto, há registros de que ele acontece entre roedores e primatas, peixes, insetos e anfíbios.

Vantagens múltiplas
Segundo estudos, o infanticídio pode trazer benefícios às espécies animais que o cometem, como maiores oportunidades para que o infanticida se reproduza e mesmo alimentação (quando o infanticida come o filhote morto). Matar um filhote é também uma maneira de evitar que seus pais tenham que investir energia para cuidar da cria.

O infanticídio é com frequência cometido por machos adultos.

Normalmente, a proteção que um filhote recebe do pai cumpre um papel importante em assegurar a sobrevivência do bebê. Mas quando novos machos entram em cena, tudo pode mudar.

Os machos recém-chegados tendem a derrubar os machos pais de suas posições no topo da hierarquia do grupo. Se eles conseguem ferir, expulsar ou até matar um macho que ocupava uma posição dominante no grupo, tomando o seu lugar, os filhotes do antigo líder passam a correr grande risco.

Isso acontece porque machos recém-chegados com frequência têm apenas um objetivo: ter seus próprios filhotes com a mãe.

Em sociedades de leões, por exemplo, matar filhotes faz com que suas mães voltem a ficar férteis mais rápido, aumentando a chance de que os novos machos se reproduzam.

E se não matam filhotes alheios, correm o risco de que os filhotes do antigo líder cresçam e deem o seu próprio golpe.

Estratégia feminina
Mas o infanticídio não é cometido apenas por animais machos. Fêmeas também o praticam, disse o zoólogo Tim Clutton-Brock, da University of Cambridge, na Inglaterra.

“Fêmeas matam os filhotes umas das outras com a mesma prontidão”, ele disse.

Ratas matam as crias de outras fêmeas para se alimentar e se apoderam dos ninhos para criar seus próprios filhotes. Ratas também matam sua própria cria se os filhotes têm deformidades ou ferimentos. Isso permite que elas concentrem seus recursos em outros filhotes.

O infanticídio também pode aumentar o sucesso reprodutivo de um animal, reduzindo a competição para os filhotes do infanticida. Besouros fêmeas matam as larvas de suas rivais para assegurar que suas próprias larvas sobrevivam.

Esse comportamento foi observado também em mais de 40 espécies de primatas, mas em muitas dessas espécies as fêmeas usam estratégias para reduzir os riscos de que ele ocorra – segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Theoretical Biology.

A saída utilizada por essas fêmeas é o acasalamento com parceiros múltiplos para gerar o que os especialistas chamaram de “confusão de paternidade”. Ou seja, os machos não sabem quem é o o pai do filhote.

Isso dá aos filhotes maiores chances de sobreviver quando novos machos tentam se integrar no grupo.
“Em um grupo com múltiplos machos, em primatas como os babuínos, se dois machos se acasalam com a mesma fêmea e nenhum sabe quem é o pai do filhote, isso reduz o risco de infanticídio”, disse Clutton-Brock.

Suricatos
Quando há mudanças na hierarquia de dominância, “o infanticídio ocorre apenas quando a chance de o assassino ser o pai do próximo filhote é alta”, disse o estudo.

Os suricatos (mamíferos pequenos e altamente sociáveis que habitam regiões inóspitas) se reproduzem de forma cooperativa, ou seja, se um macho alfa e uma fêmea alfa se reproduzem, outros integrantes do grupo em posições de subordinação ajudam a criar os filhotes do casal alfa.

Fêmeas dominantes matam filhotes de subordinados e os próprios subordinados, se tiverem cria própria, podem também matar o filhote de uma fêmea dominante.

Suricatos machos, no entanto, não sujam suas patas com o sangue de filhotes.

Clutton-Brock explicou: “Suricatos machos não apresentam (comportamento) infanticida porque assim que (as fêmeas) têm filhotes, ficam prontas para se acasalar novamente. Então, matar crianças não interessa aos machos”.

Uma situação que contrasta bastante com a dos leões, onde as fêmeas passam quase 18 meses amamentando após o nascimento dos filhotes.

Sabe-se que machos nômades, ou coalizões de machos competindo pelo controle de alcateias, matam filhotes com o objetivo de fazer com que a mãe volte a ficar fértil. Desta forma, podem se reproduzir com ela.

Fonte: Portal IG


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Espécie de arara pode entrar em extinção na Caatinga, diz estudo

População da arara-maracanã-verdadeira reduziu devido ao desmate e caça.
Criação de plano para conservar animais pode ser solução, afirma estudo.

Um alerta que vem da Caatinga, bioma brasileiro que abrange todos os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais: a arara-maracanã-verdadeira (Ara maracana) pode entrar em extinção na região devido ao desmatamento e ao comércio ilegal de animais.

A espécie, que já é classificada como vulnerável na natureza pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), sofre com o avanço da devastação da vegetação e com a caça predatória, que foca principalmente nos filhotes de aves, vendidos em feiras clandestinamente.

Esse é o resultado de um estudo feito entre 2009 e 2011, liderado pelo pesquisador Mauro Pichorim, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A redução da vegetação, principalmente da quantidade de mulungus, árvore típica do bioma, afetaria a reprodução da espécie.

“A reprodução dessas aves é feita dentro do tronco oco do mulungu. Entretanto, essa vegetação tem sido derrubada devido ao aumento da atividade pecuária”, disse o professor da UFRN.

Dados divulgados no ano passado pelo ministério do Meio Ambiente mostram que a Caatinga já perdeu quase 46% de sua vegetação original. Mais de 376 mil km² foram destruídos, de uma área original de 826.411 km².

Distribuição pelo país
De acordo com Pichorim, essa espécie, que pertence à família dos papagaios, era possível ser encontrada em quase todos os estados brasileiros. Mas desde a década de 1970, de acordo com o estudo, não há notícias de exemplares da arara-maracanã-verdadeira no Sul e foi constatada a redução de animais no Sudeste.

Já no Nordeste, restariam aproximadamente 500 indivíduos, sendo que cerca de 50 estariam na região da Serra de Santana (RN). O levantamento foi feito pela equipe da UFRN, com apoio da Fundação Boticário,

Plano de conservação
O trabalho sugere a criação de um plano de conservação que contaria com ações de fiscalização na região para combater o comércio ilegal e o desmate nas áreas consideradas importantes para a espécie.

“A proposta inicial abrangeria a região da Serra de Santana. Queremos focar nesta área e depois expandir para o restante do bioma”, disse o professor.

O projeto do plano, segundo ele, já foi entregue para a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) do RN e será apresentada também ao ministério do Meio Ambiente.

Exemplar de arara-maracanã-verdadeira. Espécie pode desaparecer da Caatinga devido ao desmatamento e à caça. (Foto: Divulgação)

Exemplar de arara-maracanã-verdadeira. Espécie pode desaparecer da Caatinga devido ao desmatamento e à caça. (Foto: Divulgação)

À esquerda, visão da Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais. À direita, árvore mulungu, onde a arara-maracanã utilizada para reprodução. (Foto: Divulgação)

À esquerda, visão da Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais. À direita, árvore mulungu, onde a arara-maracanã utilizada para reprodução. (Foto: Divulgação)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pássaros são menos fiéis em temperaturas extremas ou instáveis

Aquecimento global deve afetar comportamento sexual das aves.
Dados são de estudo publicado pela revista científica ‘PLoS One’.

A mudança climática influi sobre a vida selvagem de várias maneiras. A lista de aspectos afetados vai desde o habitat dos ursos polares até a fidelidade das aves. Um estudo publicado nesta quinta-feira (16) pela revista científica “PLoS One” mostra que as aves monogâmicas passam a procurar outros parceiros sexuais com mais frequência se a temperatura atinge condições extremas ou incertas.

A pesquisa foi feita com centenas de espécies de aves, incluindo andorinhas, pardais, patos, gansos e gaivotas. Os cientistas estudaram os hábitos desses animais no cuidado com os filhotes, verificando se os casais trabalham em conjunto ou não.

Depois, eles cruzaram esses dados com os registros de temperatura e chuvas. Assim, eles descobriram que as aves que vivem em regiões de temperatura mais instável traem seus parceiros com mais frequência.

Segundo o autor Carlos Botero, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, a promiscuidade vale a pena quando a temperatura atinge condições extremas. Procriar com diferentes parceiros garante a diversidade genética dos filhotes, e isso aumenta a chance de que pelo menos um deles se adapte bem ao clima que enfrentar.

Além disso, cada ambiente favorece um tipo de animal diferente – na busca por alimentos, por exemplo. Um bom parceiro no verão pode ser ruim no inverno. Quando isso acontece, aumenta a chance de que um animal simplesmente abandone o outro, e cresce o número de “divórcios” entre as aves em climas instáveis.

Como nada disso é consciente, Botero disse é possível que isso também afete os humanos, embora ainda não haja nenhuma evidência científica.

Pesquisa foi feita com pássaros mandarins na Alemanha. (Foto: Karen Hull / Flickr - Creative Commons 2.0 genérico)

Casal de pássaros mandarins (Foto: Karen Hull / Flickr - Creative Commons 2.0 genérico/arquivo)

Fonte: Globo Natureza


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Foca que matava a própria espécie é capturada e isolada no Havaí

Maiores vítimas eram os filhotes da espécie, que corre risco de extinção.
Pesquisadores cogitaram eutanásia, mas colocaram animal em quarentena.

Uma foca-monge foi capturada e colocada em quarentena em um aquário no Havaí, arquipélago dos Estados Unidos. Ela era considerada uma das maiores ameaças para a população local da própria espécie, o mamífero marinho americano que está mais próximo da extinção. Segundo cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (Noaa, na sigla em inglês), a foca-monge pode desaparecer entre 50 a 100 anos.

Chamada de KE18, o animal tem 9 anos e pesa 400 kg. Ele matou pelo menos duas focas e feriu outras 11, principalmente filhotes recém separados de suas mães. Desde 2010, o número de ataques da KE18 aumentou, segundo a Noaa.

“É realmente desanimador quando a espécie que você está tentando proteger se torna o grande causador de problemas”, disse Charles Littnan, o cientista-chefe do programa de pesquisa sobre a foca-monge da Noaa.

Os funcionários da Noaa chegaram a cogitar a eutanásia. Mas eles conseguiram capturar o KE18 em uma praia e transportá-lo em um avião da Guarda Costeira americana. Ele voou 1,4 mil km até o aquário de Waikiki, em Honolulu, capital do Havaí, onde foi colocado em quarentena.

As focas-monge vivem nas águas do Havaí há milhões de anos. Sua população já foi estimada em 15 mil espécimes, mas caiu dramaticamente nos últimos anos. Agora, totaliza apenas cerca de 1,1 mil animais.

Foto da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos mostra um dos momentos de ataque da foca KE18 a um filhote no Atol de Kure, no Havaí (Foto: AP Photo/NOAA, File)

Foto da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos mostra um dos momentos de ataque da foca KE18 a um filhote no Atol de Kure, no Havaí (Foto: AP Photo/NOAA, File)

A foca KE18 foi transferida em um avião da Guarda Costeira para um aquário no Havaí (Foto: AP Photo/ Arquivo Noaa)

A foca KE18 foi transferida em um avião da Guarda Costeira para um aquário no Havaí (Foto: AP Photo/ Arquivo Noaa)

Fonte: AP


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Após 11 anos, iguanas raras nascem em cativeiro

Depois de 11 anos de espera, dois filhotes das raras iguanas-das-antilhas-menores nasceram em cativeiro na ilha de Jersey, território autônomo britânico, anunciou a ONG Durrell Wildlife Conservation Trust.

A organização também seria a única no mundo a reproduzir com sucesso a espécie iguana-delicatissima, que está ameaçada de extinção em seu habitat, o Caribe, devido a diversos problemas que vão de cruzamentos com a iguana-verde, que não é natural do local, à introdução de predadores, além da destruição de seu ambiente.

Apenas alguns poucos zoológicos e parques no mundo têm espécimes das iguanas-das-antilhas-menores.

“Estamos muito felizes com a chegada destes novos filhotes. Eles estão se alimentando e crescendo bem. Vamos continuar a monitorá-los cuidadosamente em nosso departamento de herpetologia [estudo dos répteis e anfíbios]“, disse Mark Brayshaw, chefe da Coleção de Animais na sede da ONG, em Jersey.

A primeira vez que a organização conseguiu reproduzir as iguanas em cativeiro com sucesso foi em 1997.

Em 2000, mais oito iguanas nasceram, mas a partir desse ano todos os ovos colocados pelas iguanas eram não fertilizados.

Finalmente, em setembro de 2011, uma das fêmeas que foi colocada junto a um macho que chegou ao parque em 2003 produziu os dois ovos que deram origem às iguanas que nasceram após um período de incubação de 75 dias.

Os filhotes têm uma cor verde-limão, bem diferente dos adultos da espécie, que ganham um tom mais acinzentando no corpo e bege na cabeça.

“Vamos continuar nossos esforços para reproduzir as iguanas e estamos empolgados com este recente sucesso”, disse Brayshaw.

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Fonte: Da BBC Brasil


26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Porca alimenta filhotes de tigre em zoológico da Tailândia

Pequenos felinos ganharam fantasia natalina.
Cena aconteceu neste sábado (24), na província de Chonburi.

Filhotes de tigre vestidos como Papai Noel mamam em porca no zoológico de Sriracha, na província de Chonburi, na Tailândia, a cerca de 100 km de Bangkok. (Foto: Reuters)

Filhotes de tigre vestidos como Papai Noel mamam em porca no zoológico de Sriracha, na província de Chonburi, na Tailândia, a cerca de 100 km de Bangkok. (Foto: Reuters)

Cena aconteceu neste sábado de Natal. (Foto: Reuters)

Cena aconteceu neste sábado, véspera de Natal. (Foto: Reuters)

Fonte: Reuters


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Tubarão de espécie ameçada de extinção dá à luz em aquário

Ann, fêmea de tubarão-anjo, teve vinte filhotes em cativeiro no aquário da cidade de Fife, na Escócia.

Um tubarão de uma espécie ameaçada deu à luz 20 filhotes em um aquário da Escócia. Ann, a fêmea de tubarão-anjo deu à luz 16 filhotes até a quarta-feira (7). Na quinta (8), Ann deu à luz mais quatro. Os filhotes e a mãe estão no aquário Deep Sea World, em Fife.

Chris Smith, do Deep Sea World, acompanhou os nascimentos e conta que os filhotes de tubarão apresentam grande variedade nos tamanhos e características. Smith conta que o primeiro filhote a nascer, foi prematuro e nasceu há cerca de três semanas.

“Ele está sendo tratado em um local especial do aquário, um ambiente seguro, monitorado e calmo, para onde estes outros filhotes serão levados”, disse. O tubarão-anjo pode chegar a dois metros de comprimento e foi declarado extinto no Mar do Norte em 2006.

Desde então a União Internacional para Conservação da Natureza mudou o status do tubarão e o colocou na lista de espécies ameaçadas. Frequentemente este tubarão é capturado e fica preso em redes de pesca.

Filhotes de tubarão (Foto: Reprodução/BBC)

Nasceram 20 filhotes de tubarão-anjo em um aquário da Escócia (Foto: Reprodução/BBC)

Fonte: BBC Brasil


23 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Focas têm comportamentos diferentes em relação aos filhotes

Algumas são mães dedicadas, enquanto outras mal olham para as crias.
Cientistas não sabem explicar as diferentes personalidades.

Você já deve ter ouvido alguma vez que todas as mães são iguais, o que muda é só o endereço. O ditado pode até servir para os humanos, mas um estudo publicado nesta quarta-feira (23) deixa bem claro: isso não vale para as focas-cinzentas.

A pesquisa publicada pela revista científica “Marine Mammal Science” foi a primeira a avaliar o comportamento das mães no seu próprio habitat. Os cientistas usaram um veículo de controle remoto equipado com uma câmera para fazer a observação dos animais.

Eles descobriram que cada foca tem uma personalidade própria e reage de maneira diferente aos estímulos externo e potenciais ameaças aos filhotes; o próprio veículo enviava tais estímulos, imitando sons de lobos. As respostas variaram desde a indiferença até a agressividade.

“Nossos achados mostram que não existe uma foca padrão. Indivíduos se comportam de maneira diferente e o fazem consistentemente. Descobrimos que algumas mães foca são muito atenciosas quando algo potencialmente perigoso se aproxima, enquanto outras mães mal tomam conta dos filhotes”, diz Sean Twiss, da Universidade de Durham, líder do estudo.

O que o grupo formado por especialistas das universidades britânicas de Durham e St. Andrews não soube responder, no entanto, é o motivo da variedade no comportamento.

“Se a atenção materna contribui para a forma, seria preciso perguntar por que a seleção não levou a um único nível ótimo de tomar conta dos filhotes”, afirma o coautor Patrick Pomeroy, da Universidade de St. Andrews. “Nossa próxima tarefa é descobrir se as diferenças de personalidade têm consequências na forma física”, completa.

Foca-cinzenta (Foto: Reprodução)

Foca-cinzenta (Foto: Reprodução)

Fonte: Globo Natureza


28 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas analisam populações de focas há 60 anos em ilhas da Grã-Bretanha

Filhotes são marcados com tinta para análise de hábitos e dieta.

Cientistas britânicos comemoram no mês de outubro os 60 anos do início dos estudos de populações de focas das Ilhas Farne, na costa nordeste da Grã-Bretanha.

A pesquisa, que começou na década de 1950, continua com uma equipe de supervisores do National Trust, a entidade que cuida de conservação ambiental e de construções históricas da Grã-Bretanha.

David Steel, chefe dos supervisores do National Trust, vive e trabalha nas ilhas nove meses por ano e conta que o trabalho que começou em 1951 foi pioneiro.

‘Quando o trabalho começou, se sabia pouco sobre as focas, sua biologia, e nem mesmo sobre o que elas comiam’, disse.

O supervisor conta que sua equipe de cinco pessoas visita a colônia de focas a cada três ou quatro dias.

‘Um chama a atenção da fêmea enquanto outro marca o filhote com tinta. A cada quatro dias, voltamos e mudamos a cor da tinta que marca os filhotes.’

‘Com isso, no meio de novembro, temos filhotes de foca com várias cores de tinta. Os supervisores então podem acompanhar a história de vida de cada filhote marcado’, afirmou.

Steel disse que eles já descobriram muito sobre a vida das focas da ilha, com a ajuda da tinta e de rastreadores colocados nos animais.

Com estes aparelhos eles descobriram para onde as focas vão quando saem das ilhas e a dieta dos animais, algo muito importante para ajudar na proteção da região e de outros lugares do Mar do Norte que são frequentados por estas focas.

Filhotes de focas das Ilhas Farne, na costa nordeste da Grã-Bretanha (Foto: BBC)

Filhotes de focas das Ilhas Farne, na costa nordeste da Grã-Bretanha (Foto: BBC)

Fonte: Da BBC


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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Entre os lêmures, cheiro da mãe pode indicar qual é o sexo do feto

Pesquisa descobriu que as lêmures à espera de machos exalam cheiro mais suave do que aquelas prenhas de fêmeas

Enquanto os humanos são reféns da ultrassonografia para saber o sexo do bebê ainda no útero, as lêmures prenhas possuem um método mais simples. Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriram que lêmures à espera de um macho têm um odor diferente das que estão prenhas de uma fêmea. A descoberta foi publicada na terça-feira no periódicoBiology Letter.

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que as fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole. Para o estudo, os cientistas coletaram secreções genitais de doze lêmures prenhas antes da gestação e durante ela. Os animais eram da espécie ringtailed, que produz um odor específico para transmitir informações sobre gênero e fertilidade, por exemplo.

Ao analisarem as substâncias responsáveis pelos odores das secreções recolhidas, os estudiosos descobriram que centenas de ingredientes fazem o cheiro da fêmea mudar quando está prenha. O número de componentes do odor diminuiu quando as fêmeas estavam prenhas, e a redução foi mais pronunciada naquelas que esperavam machos, de forma que o cheiro se tornava mais suave.

“Os níveis hormonais mudam dramaticamente durante a gestação. Filhotes machos e fêmeas afetam os hormônios das lêmures de formas diferentes”, diz Christine Drea, professora na Universidade Duke.

lêmure

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole (Bellarmin Ramahefasoa/VEJA).

Fonte: Veja Ciência


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Matar filhotes pode ser uma boa ideia, dizem cientistas

Vários estudos mostram que infanticídio é um bom mecanismo de sobrevivência, melhorando as vantagens reprodutivas dos animais.

O infanticídio pode ser um instrumento eficiente para a sobrevivência de determinadas espécies de animais, indicam um crescente número de estudos.

A ideia é chocante do ponto de vista humano, mas a realidade é que para muitos filhotes de animais, a maior ameaça à sua sobrevivência vem de sua própria espécie.
“Não é como um ato de predação, que é silencioso”, disse o especialista em leões Craig Packer, da University of Minnesota, em Falcon Heights, Estados Unidos.

“Durante o infanticídio há rugidos, é violento e muito perturbador”, ele diz, descrevendo como leões adultos matam filhotes.

“Eles mordem (os filhotes) atrás da cabeça e na nuca, esmagando seus abdomens.”

O infanticídio tende a ser pouco estudado enquanto recurso para garantir a sobrevivência dos mais fortes em uma determinada espécie. Entretanto, há registros de que ele acontece entre roedores e primatas, peixes, insetos e anfíbios.

Vantagens múltiplas
Segundo estudos, o infanticídio pode trazer benefícios às espécies animais que o cometem, como maiores oportunidades para que o infanticida se reproduza e mesmo alimentação (quando o infanticida come o filhote morto). Matar um filhote é também uma maneira de evitar que seus pais tenham que investir energia para cuidar da cria.

O infanticídio é com frequência cometido por machos adultos.

Normalmente, a proteção que um filhote recebe do pai cumpre um papel importante em assegurar a sobrevivência do bebê. Mas quando novos machos entram em cena, tudo pode mudar.

Os machos recém-chegados tendem a derrubar os machos pais de suas posições no topo da hierarquia do grupo. Se eles conseguem ferir, expulsar ou até matar um macho que ocupava uma posição dominante no grupo, tomando o seu lugar, os filhotes do antigo líder passam a correr grande risco.

Isso acontece porque machos recém-chegados com frequência têm apenas um objetivo: ter seus próprios filhotes com a mãe.

Em sociedades de leões, por exemplo, matar filhotes faz com que suas mães voltem a ficar férteis mais rápido, aumentando a chance de que os novos machos se reproduzam.

E se não matam filhotes alheios, correm o risco de que os filhotes do antigo líder cresçam e deem o seu próprio golpe.

Estratégia feminina
Mas o infanticídio não é cometido apenas por animais machos. Fêmeas também o praticam, disse o zoólogo Tim Clutton-Brock, da University of Cambridge, na Inglaterra.

“Fêmeas matam os filhotes umas das outras com a mesma prontidão”, ele disse.

Ratas matam as crias de outras fêmeas para se alimentar e se apoderam dos ninhos para criar seus próprios filhotes. Ratas também matam sua própria cria se os filhotes têm deformidades ou ferimentos. Isso permite que elas concentrem seus recursos em outros filhotes.

O infanticídio também pode aumentar o sucesso reprodutivo de um animal, reduzindo a competição para os filhotes do infanticida. Besouros fêmeas matam as larvas de suas rivais para assegurar que suas próprias larvas sobrevivam.

Esse comportamento foi observado também em mais de 40 espécies de primatas, mas em muitas dessas espécies as fêmeas usam estratégias para reduzir os riscos de que ele ocorra – segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Theoretical Biology.

A saída utilizada por essas fêmeas é o acasalamento com parceiros múltiplos para gerar o que os especialistas chamaram de “confusão de paternidade”. Ou seja, os machos não sabem quem é o o pai do filhote.

Isso dá aos filhotes maiores chances de sobreviver quando novos machos tentam se integrar no grupo.
“Em um grupo com múltiplos machos, em primatas como os babuínos, se dois machos se acasalam com a mesma fêmea e nenhum sabe quem é o pai do filhote, isso reduz o risco de infanticídio”, disse Clutton-Brock.

Suricatos
Quando há mudanças na hierarquia de dominância, “o infanticídio ocorre apenas quando a chance de o assassino ser o pai do próximo filhote é alta”, disse o estudo.

Os suricatos (mamíferos pequenos e altamente sociáveis que habitam regiões inóspitas) se reproduzem de forma cooperativa, ou seja, se um macho alfa e uma fêmea alfa se reproduzem, outros integrantes do grupo em posições de subordinação ajudam a criar os filhotes do casal alfa.

Fêmeas dominantes matam filhotes de subordinados e os próprios subordinados, se tiverem cria própria, podem também matar o filhote de uma fêmea dominante.

Suricatos machos, no entanto, não sujam suas patas com o sangue de filhotes.

Clutton-Brock explicou: “Suricatos machos não apresentam (comportamento) infanticida porque assim que (as fêmeas) têm filhotes, ficam prontas para se acasalar novamente. Então, matar crianças não interessa aos machos”.

Uma situação que contrasta bastante com a dos leões, onde as fêmeas passam quase 18 meses amamentando após o nascimento dos filhotes.

Sabe-se que machos nômades, ou coalizões de machos competindo pelo controle de alcateias, matam filhotes com o objetivo de fazer com que a mãe volte a ficar fértil. Desta forma, podem se reproduzir com ela.

Fonte: Portal IG


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Espécie de arara pode entrar em extinção na Caatinga, diz estudo

População da arara-maracanã-verdadeira reduziu devido ao desmate e caça.
Criação de plano para conservar animais pode ser solução, afirma estudo.

Um alerta que vem da Caatinga, bioma brasileiro que abrange todos os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais: a arara-maracanã-verdadeira (Ara maracana) pode entrar em extinção na região devido ao desmatamento e ao comércio ilegal de animais.

A espécie, que já é classificada como vulnerável na natureza pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), sofre com o avanço da devastação da vegetação e com a caça predatória, que foca principalmente nos filhotes de aves, vendidos em feiras clandestinamente.

Esse é o resultado de um estudo feito entre 2009 e 2011, liderado pelo pesquisador Mauro Pichorim, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A redução da vegetação, principalmente da quantidade de mulungus, árvore típica do bioma, afetaria a reprodução da espécie.

“A reprodução dessas aves é feita dentro do tronco oco do mulungu. Entretanto, essa vegetação tem sido derrubada devido ao aumento da atividade pecuária”, disse o professor da UFRN.

Dados divulgados no ano passado pelo ministério do Meio Ambiente mostram que a Caatinga já perdeu quase 46% de sua vegetação original. Mais de 376 mil km² foram destruídos, de uma área original de 826.411 km².

Distribuição pelo país
De acordo com Pichorim, essa espécie, que pertence à família dos papagaios, era possível ser encontrada em quase todos os estados brasileiros. Mas desde a década de 1970, de acordo com o estudo, não há notícias de exemplares da arara-maracanã-verdadeira no Sul e foi constatada a redução de animais no Sudeste.

Já no Nordeste, restariam aproximadamente 500 indivíduos, sendo que cerca de 50 estariam na região da Serra de Santana (RN). O levantamento foi feito pela equipe da UFRN, com apoio da Fundação Boticário,

Plano de conservação
O trabalho sugere a criação de um plano de conservação que contaria com ações de fiscalização na região para combater o comércio ilegal e o desmate nas áreas consideradas importantes para a espécie.

“A proposta inicial abrangeria a região da Serra de Santana. Queremos focar nesta área e depois expandir para o restante do bioma”, disse o professor.

O projeto do plano, segundo ele, já foi entregue para a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) do RN e será apresentada também ao ministério do Meio Ambiente.

Exemplar de arara-maracanã-verdadeira. Espécie pode desaparecer da Caatinga devido ao desmatamento e à caça. (Foto: Divulgação)

Exemplar de arara-maracanã-verdadeira. Espécie pode desaparecer da Caatinga devido ao desmatamento e à caça. (Foto: Divulgação)

À esquerda, visão da Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais. À direita, árvore mulungu, onde a arara-maracanã utilizada para reprodução. (Foto: Divulgação)

À esquerda, visão da Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais. À direita, árvore mulungu, onde a arara-maracanã utilizada para reprodução. (Foto: Divulgação)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pássaros são menos fiéis em temperaturas extremas ou instáveis

Aquecimento global deve afetar comportamento sexual das aves.
Dados são de estudo publicado pela revista científica ‘PLoS One’.

A mudança climática influi sobre a vida selvagem de várias maneiras. A lista de aspectos afetados vai desde o habitat dos ursos polares até a fidelidade das aves. Um estudo publicado nesta quinta-feira (16) pela revista científica “PLoS One” mostra que as aves monogâmicas passam a procurar outros parceiros sexuais com mais frequência se a temperatura atinge condições extremas ou incertas.

A pesquisa foi feita com centenas de espécies de aves, incluindo andorinhas, pardais, patos, gansos e gaivotas. Os cientistas estudaram os hábitos desses animais no cuidado com os filhotes, verificando se os casais trabalham em conjunto ou não.

Depois, eles cruzaram esses dados com os registros de temperatura e chuvas. Assim, eles descobriram que as aves que vivem em regiões de temperatura mais instável traem seus parceiros com mais frequência.

Segundo o autor Carlos Botero, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, a promiscuidade vale a pena quando a temperatura atinge condições extremas. Procriar com diferentes parceiros garante a diversidade genética dos filhotes, e isso aumenta a chance de que pelo menos um deles se adapte bem ao clima que enfrentar.

Além disso, cada ambiente favorece um tipo de animal diferente – na busca por alimentos, por exemplo. Um bom parceiro no verão pode ser ruim no inverno. Quando isso acontece, aumenta a chance de que um animal simplesmente abandone o outro, e cresce o número de “divórcios” entre as aves em climas instáveis.

Como nada disso é consciente, Botero disse é possível que isso também afete os humanos, embora ainda não haja nenhuma evidência científica.

Pesquisa foi feita com pássaros mandarins na Alemanha. (Foto: Karen Hull / Flickr - Creative Commons 2.0 genérico)

Casal de pássaros mandarins (Foto: Karen Hull / Flickr - Creative Commons 2.0 genérico/arquivo)

Fonte: Globo Natureza


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Foca que matava a própria espécie é capturada e isolada no Havaí

Maiores vítimas eram os filhotes da espécie, que corre risco de extinção.
Pesquisadores cogitaram eutanásia, mas colocaram animal em quarentena.

Uma foca-monge foi capturada e colocada em quarentena em um aquário no Havaí, arquipélago dos Estados Unidos. Ela era considerada uma das maiores ameaças para a população local da própria espécie, o mamífero marinho americano que está mais próximo da extinção. Segundo cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (Noaa, na sigla em inglês), a foca-monge pode desaparecer entre 50 a 100 anos.

Chamada de KE18, o animal tem 9 anos e pesa 400 kg. Ele matou pelo menos duas focas e feriu outras 11, principalmente filhotes recém separados de suas mães. Desde 2010, o número de ataques da KE18 aumentou, segundo a Noaa.

“É realmente desanimador quando a espécie que você está tentando proteger se torna o grande causador de problemas”, disse Charles Littnan, o cientista-chefe do programa de pesquisa sobre a foca-monge da Noaa.

Os funcionários da Noaa chegaram a cogitar a eutanásia. Mas eles conseguiram capturar o KE18 em uma praia e transportá-lo em um avião da Guarda Costeira americana. Ele voou 1,4 mil km até o aquário de Waikiki, em Honolulu, capital do Havaí, onde foi colocado em quarentena.

As focas-monge vivem nas águas do Havaí há milhões de anos. Sua população já foi estimada em 15 mil espécimes, mas caiu dramaticamente nos últimos anos. Agora, totaliza apenas cerca de 1,1 mil animais.

Foto da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos mostra um dos momentos de ataque da foca KE18 a um filhote no Atol de Kure, no Havaí (Foto: AP Photo/NOAA, File)

Foto da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos mostra um dos momentos de ataque da foca KE18 a um filhote no Atol de Kure, no Havaí (Foto: AP Photo/NOAA, File)

A foca KE18 foi transferida em um avião da Guarda Costeira para um aquário no Havaí (Foto: AP Photo/ Arquivo Noaa)

A foca KE18 foi transferida em um avião da Guarda Costeira para um aquário no Havaí (Foto: AP Photo/ Arquivo Noaa)

Fonte: AP


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Após 11 anos, iguanas raras nascem em cativeiro

Depois de 11 anos de espera, dois filhotes das raras iguanas-das-antilhas-menores nasceram em cativeiro na ilha de Jersey, território autônomo britânico, anunciou a ONG Durrell Wildlife Conservation Trust.

A organização também seria a única no mundo a reproduzir com sucesso a espécie iguana-delicatissima, que está ameaçada de extinção em seu habitat, o Caribe, devido a diversos problemas que vão de cruzamentos com a iguana-verde, que não é natural do local, à introdução de predadores, além da destruição de seu ambiente.

Apenas alguns poucos zoológicos e parques no mundo têm espécimes das iguanas-das-antilhas-menores.

“Estamos muito felizes com a chegada destes novos filhotes. Eles estão se alimentando e crescendo bem. Vamos continuar a monitorá-los cuidadosamente em nosso departamento de herpetologia [estudo dos répteis e anfíbios]“, disse Mark Brayshaw, chefe da Coleção de Animais na sede da ONG, em Jersey.

A primeira vez que a organização conseguiu reproduzir as iguanas em cativeiro com sucesso foi em 1997.

Em 2000, mais oito iguanas nasceram, mas a partir desse ano todos os ovos colocados pelas iguanas eram não fertilizados.

Finalmente, em setembro de 2011, uma das fêmeas que foi colocada junto a um macho que chegou ao parque em 2003 produziu os dois ovos que deram origem às iguanas que nasceram após um período de incubação de 75 dias.

Os filhotes têm uma cor verde-limão, bem diferente dos adultos da espécie, que ganham um tom mais acinzentando no corpo e bege na cabeça.

“Vamos continuar nossos esforços para reproduzir as iguanas e estamos empolgados com este recente sucesso”, disse Brayshaw.

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Fonte: Da BBC Brasil


26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Porca alimenta filhotes de tigre em zoológico da Tailândia

Pequenos felinos ganharam fantasia natalina.
Cena aconteceu neste sábado (24), na província de Chonburi.

Filhotes de tigre vestidos como Papai Noel mamam em porca no zoológico de Sriracha, na província de Chonburi, na Tailândia, a cerca de 100 km de Bangkok. (Foto: Reuters)

Filhotes de tigre vestidos como Papai Noel mamam em porca no zoológico de Sriracha, na província de Chonburi, na Tailândia, a cerca de 100 km de Bangkok. (Foto: Reuters)

Cena aconteceu neste sábado de Natal. (Foto: Reuters)

Cena aconteceu neste sábado, véspera de Natal. (Foto: Reuters)

Fonte: Reuters


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Tubarão de espécie ameçada de extinção dá à luz em aquário

Ann, fêmea de tubarão-anjo, teve vinte filhotes em cativeiro no aquário da cidade de Fife, na Escócia.

Um tubarão de uma espécie ameaçada deu à luz 20 filhotes em um aquário da Escócia. Ann, a fêmea de tubarão-anjo deu à luz 16 filhotes até a quarta-feira (7). Na quinta (8), Ann deu à luz mais quatro. Os filhotes e a mãe estão no aquário Deep Sea World, em Fife.

Chris Smith, do Deep Sea World, acompanhou os nascimentos e conta que os filhotes de tubarão apresentam grande variedade nos tamanhos e características. Smith conta que o primeiro filhote a nascer, foi prematuro e nasceu há cerca de três semanas.

“Ele está sendo tratado em um local especial do aquário, um ambiente seguro, monitorado e calmo, para onde estes outros filhotes serão levados”, disse. O tubarão-anjo pode chegar a dois metros de comprimento e foi declarado extinto no Mar do Norte em 2006.

Desde então a União Internacional para Conservação da Natureza mudou o status do tubarão e o colocou na lista de espécies ameaçadas. Frequentemente este tubarão é capturado e fica preso em redes de pesca.

Filhotes de tubarão (Foto: Reprodução/BBC)

Nasceram 20 filhotes de tubarão-anjo em um aquário da Escócia (Foto: Reprodução/BBC)

Fonte: BBC Brasil


23 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Focas têm comportamentos diferentes em relação aos filhotes

Algumas são mães dedicadas, enquanto outras mal olham para as crias.
Cientistas não sabem explicar as diferentes personalidades.

Você já deve ter ouvido alguma vez que todas as mães são iguais, o que muda é só o endereço. O ditado pode até servir para os humanos, mas um estudo publicado nesta quarta-feira (23) deixa bem claro: isso não vale para as focas-cinzentas.

A pesquisa publicada pela revista científica “Marine Mammal Science” foi a primeira a avaliar o comportamento das mães no seu próprio habitat. Os cientistas usaram um veículo de controle remoto equipado com uma câmera para fazer a observação dos animais.

Eles descobriram que cada foca tem uma personalidade própria e reage de maneira diferente aos estímulos externo e potenciais ameaças aos filhotes; o próprio veículo enviava tais estímulos, imitando sons de lobos. As respostas variaram desde a indiferença até a agressividade.

“Nossos achados mostram que não existe uma foca padrão. Indivíduos se comportam de maneira diferente e o fazem consistentemente. Descobrimos que algumas mães foca são muito atenciosas quando algo potencialmente perigoso se aproxima, enquanto outras mães mal tomam conta dos filhotes”, diz Sean Twiss, da Universidade de Durham, líder do estudo.

O que o grupo formado por especialistas das universidades britânicas de Durham e St. Andrews não soube responder, no entanto, é o motivo da variedade no comportamento.

“Se a atenção materna contribui para a forma, seria preciso perguntar por que a seleção não levou a um único nível ótimo de tomar conta dos filhotes”, afirma o coautor Patrick Pomeroy, da Universidade de St. Andrews. “Nossa próxima tarefa é descobrir se as diferenças de personalidade têm consequências na forma física”, completa.

Foca-cinzenta (Foto: Reprodução)

Foca-cinzenta (Foto: Reprodução)

Fonte: Globo Natureza


28 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas analisam populações de focas há 60 anos em ilhas da Grã-Bretanha

Filhotes são marcados com tinta para análise de hábitos e dieta.

Cientistas britânicos comemoram no mês de outubro os 60 anos do início dos estudos de populações de focas das Ilhas Farne, na costa nordeste da Grã-Bretanha.

A pesquisa, que começou na década de 1950, continua com uma equipe de supervisores do National Trust, a entidade que cuida de conservação ambiental e de construções históricas da Grã-Bretanha.

David Steel, chefe dos supervisores do National Trust, vive e trabalha nas ilhas nove meses por ano e conta que o trabalho que começou em 1951 foi pioneiro.

‘Quando o trabalho começou, se sabia pouco sobre as focas, sua biologia, e nem mesmo sobre o que elas comiam’, disse.

O supervisor conta que sua equipe de cinco pessoas visita a colônia de focas a cada três ou quatro dias.

‘Um chama a atenção da fêmea enquanto outro marca o filhote com tinta. A cada quatro dias, voltamos e mudamos a cor da tinta que marca os filhotes.’

‘Com isso, no meio de novembro, temos filhotes de foca com várias cores de tinta. Os supervisores então podem acompanhar a história de vida de cada filhote marcado’, afirmou.

Steel disse que eles já descobriram muito sobre a vida das focas da ilha, com a ajuda da tinta e de rastreadores colocados nos animais.

Com estes aparelhos eles descobriram para onde as focas vão quando saem das ilhas e a dieta dos animais, algo muito importante para ajudar na proteção da região e de outros lugares do Mar do Norte que são frequentados por estas focas.

Filhotes de focas das Ilhas Farne, na costa nordeste da Grã-Bretanha (Foto: BBC)

Filhotes de focas das Ilhas Farne, na costa nordeste da Grã-Bretanha (Foto: BBC)

Fonte: Da BBC


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