25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


15 de março de 2012 | nenhum comentário »

Espécie de perereca é imune a fungo mortal para anfíbios, diz pesquisa

Animal endêmico dos EUA não sofre com infecção, afirmam cientistas.
Ao menos 200 espécies de anfíbios já foram dizimadas por doença.

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (12) pela revista da Academia Americana de Ciências (PNAS) afirma que as pererecas-do-pacífico (Pseudoacris regilla) são potentes transmissoras de uma doença mortal para os anfíbios, que já dizimou mais de 200 espécies em todo o mundo.

O animal endêmico dos Estados Unidossobrevive ao fungo chytridiomycosis, causador da doença quitridiomicose, considerada a maior ameaça à biodiversidade vertebrada. Agora, o que os pesquisadores querem é entender como essas pererecas não são impactadas pela infecção e encontrar pistas para evitar a propagação da enfermidade.

Biólogos que estudam o impacto da doença desde 2003 e descobriram que o fungo havia também contaminado a espécie, porém, esses animais não apresentaram os sintomas, o que os transformou em hospedeiros.

“Nós descobrimos que a grande maioria de exemplares desta espécie não morreram, mesmo com níveis surpreendentemente altos de infecção”, afirma Natalie Reeder, que conduziu a pesquisa para a Universidade Estadual de San Francisco, na California.

A espécie é uma das mais comuns na costa Oeste da América do Norte. Os pequenos sapos variam de cor e são comuns em quintais urbanos, parques e outros habitats remotos. Entretanto, sua abundância e mobilidade os torna perigosamente eficazes em espalhar o fungo.

perereca do pacífico (Foto: Divulgação/Joyce Gross)

Exemplar da perereca-do-pacífico. Animal se tornou hospedeiro de fungo mortal para espécies de anfíbios (Foto: Divulgação/Joyce Gross)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


25 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Comissão de cientistas elege as dez principais novas espécies de 2010

Instituto da Universidade do Arizona coordenou composição do ranking.
Fungo bioluminescente descoberto no Brasil integra a lista.

Ranking elaborado por uma comissão de cientistas liderada pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, lista as 10 principais descobertas de espécies ocorridas em 2010.

O anúncio feito nesta segunda-feira (23) por membros do Instituto Internacional para Exploração das Espécies incluiu espécies de várias partes do mundo, inclusive do Brasil, onde pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) encontraram no ano passado fungos bioluminescentes (Mycena luxaeterna) na Mata Atlântica.

Entre as ‘10 mais’ estão também uma sanguessuga com dentes grandes, uma bactéria que se alimenta de ferrugem (descoberta nos destroços do transatlântico Titanic, que naufragou em 1912) e um peixe-morcego no formato de panqueca.

Ainda no ranking estão uma espécie de barata saltadora, um lagarto monitor que consome frutas, um antílope africano, um grilo que poliniza uma orquídea rara, um cogumelo frutífero aquático e a maior e mais resistente teia de aranha.

 

Fungos bioluminescentes encontrados na Mata Atlântica por pesquisadores da Universidade de São Paulo entraram no ranking das 10 melhores descobertas de 2010 (Foto: Cassius V. Stevani/IQ-USP/Divulgação)

Fungos bioluminescentes encontrados na Mata Atlântica por pesquisadores da Universidade de São Paulo entraram no ranking das 10 melhores descobertas de 2010 (Foto: Cassius V. Stevani/IQ-USP/Divulgação)

 

 

Grilo polinizador encontrado nas Ilhas Mascarenhas, no oceano Índico (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

Grilo polinizador encontrado nas Ilhas Mascarenhas, no oceano Índico (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/05/veja-imagens-das-principais-especies-descobertas-em-2010.html, clique e veja galeria de imagem das espécies descobertas.

 

Fonte: Do G1, em São Paulo


30 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

EUA querem bunkers para salvar morcegos

Um Morcego marrom pequeno com Síndrome do Nariz Branco. Foto de Ryan Von Linden

Um Morcego marrom pequeno com Síndrome do Nariz Branco. Foto de Ryan Von Linden

Biólogos dos EUA estão estudando bunkers de guerra abandonados, hoje usados por várias espécies de morcegos para hibernação durante os meses de inverno. 

enemy at the gates full video download

 

O objetivo dos cientistas é mapear as condições desses bunkers- como temperatura e umidade- e atrair os bichos para esses espaços, numa tentativa de controlar a síndrome do nariz branco. 

A doença, notificada pela primeira vez em 2006, é causada por um fungo que se desenvolve em torno do focinho, orelhas e membranas das asas desses animais. 

Mais de um milhão de morcegos já morreram no nordeste dos EUA por causa da síndrome, que se espalhou para 11 estados do país e chegou ao Canadá. 

Algumas cavernas foram fechadas à visitação para evitar a propagação da doença entre os bichos (o fungo pode ser carregado nas roupas dos humanos). 

A idéia é criar nos bunkers uma espécie de “cenário artificial” para hibernação, não contaminado pelo fungo. 

“Nós podemos manter um espaço livre da doença onde esses morcegos possam hibernar”, disse Susi von Oettingen, bióloga do Serviço de Peixes e Vida Selvagem. 

Como os morcegos se alimentam principalmente de insetos, a morte desses bichos pode levar ao aumento de pragas e, consequentemente, trazer danos à agricultura e as florestas dos Estados Unidos e região.

(Folha de SP, 27/12)






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25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


15 de março de 2012 | nenhum comentário »

Espécie de perereca é imune a fungo mortal para anfíbios, diz pesquisa

Animal endêmico dos EUA não sofre com infecção, afirmam cientistas.
Ao menos 200 espécies de anfíbios já foram dizimadas por doença.

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (12) pela revista da Academia Americana de Ciências (PNAS) afirma que as pererecas-do-pacífico (Pseudoacris regilla) são potentes transmissoras de uma doença mortal para os anfíbios, que já dizimou mais de 200 espécies em todo o mundo.

O animal endêmico dos Estados Unidossobrevive ao fungo chytridiomycosis, causador da doença quitridiomicose, considerada a maior ameaça à biodiversidade vertebrada. Agora, o que os pesquisadores querem é entender como essas pererecas não são impactadas pela infecção e encontrar pistas para evitar a propagação da enfermidade.

Biólogos que estudam o impacto da doença desde 2003 e descobriram que o fungo havia também contaminado a espécie, porém, esses animais não apresentaram os sintomas, o que os transformou em hospedeiros.

“Nós descobrimos que a grande maioria de exemplares desta espécie não morreram, mesmo com níveis surpreendentemente altos de infecção”, afirma Natalie Reeder, que conduziu a pesquisa para a Universidade Estadual de San Francisco, na California.

A espécie é uma das mais comuns na costa Oeste da América do Norte. Os pequenos sapos variam de cor e são comuns em quintais urbanos, parques e outros habitats remotos. Entretanto, sua abundância e mobilidade os torna perigosamente eficazes em espalhar o fungo.

perereca do pacífico (Foto: Divulgação/Joyce Gross)

Exemplar da perereca-do-pacífico. Animal se tornou hospedeiro de fungo mortal para espécies de anfíbios (Foto: Divulgação/Joyce Gross)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


25 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Comissão de cientistas elege as dez principais novas espécies de 2010

Instituto da Universidade do Arizona coordenou composição do ranking.
Fungo bioluminescente descoberto no Brasil integra a lista.

Ranking elaborado por uma comissão de cientistas liderada pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, lista as 10 principais descobertas de espécies ocorridas em 2010.

O anúncio feito nesta segunda-feira (23) por membros do Instituto Internacional para Exploração das Espécies incluiu espécies de várias partes do mundo, inclusive do Brasil, onde pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) encontraram no ano passado fungos bioluminescentes (Mycena luxaeterna) na Mata Atlântica.

Entre as ‘10 mais’ estão também uma sanguessuga com dentes grandes, uma bactéria que se alimenta de ferrugem (descoberta nos destroços do transatlântico Titanic, que naufragou em 1912) e um peixe-morcego no formato de panqueca.

Ainda no ranking estão uma espécie de barata saltadora, um lagarto monitor que consome frutas, um antílope africano, um grilo que poliniza uma orquídea rara, um cogumelo frutífero aquático e a maior e mais resistente teia de aranha.

 

Fungos bioluminescentes encontrados na Mata Atlântica por pesquisadores da Universidade de São Paulo entraram no ranking das 10 melhores descobertas de 2010 (Foto: Cassius V. Stevani/IQ-USP/Divulgação)

Fungos bioluminescentes encontrados na Mata Atlântica por pesquisadores da Universidade de São Paulo entraram no ranking das 10 melhores descobertas de 2010 (Foto: Cassius V. Stevani/IQ-USP/Divulgação)

 

 

Grilo polinizador encontrado nas Ilhas Mascarenhas, no oceano Índico (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

Grilo polinizador encontrado nas Ilhas Mascarenhas, no oceano Índico (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/05/veja-imagens-das-principais-especies-descobertas-em-2010.html, clique e veja galeria de imagem das espécies descobertas.

 

Fonte: Do G1, em São Paulo


30 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

EUA querem bunkers para salvar morcegos

Um Morcego marrom pequeno com Síndrome do Nariz Branco. Foto de Ryan Von Linden

Um Morcego marrom pequeno com Síndrome do Nariz Branco. Foto de Ryan Von Linden

Biólogos dos EUA estão estudando bunkers de guerra abandonados, hoje usados por várias espécies de morcegos para hibernação durante os meses de inverno. 

enemy at the gates full video download

 

O objetivo dos cientistas é mapear as condições desses bunkers- como temperatura e umidade- e atrair os bichos para esses espaços, numa tentativa de controlar a síndrome do nariz branco. 

A doença, notificada pela primeira vez em 2006, é causada por um fungo que se desenvolve em torno do focinho, orelhas e membranas das asas desses animais. 

Mais de um milhão de morcegos já morreram no nordeste dos EUA por causa da síndrome, que se espalhou para 11 estados do país e chegou ao Canadá. 

Algumas cavernas foram fechadas à visitação para evitar a propagação da doença entre os bichos (o fungo pode ser carregado nas roupas dos humanos). 

A idéia é criar nos bunkers uma espécie de “cenário artificial” para hibernação, não contaminado pelo fungo. 

“Nós podemos manter um espaço livre da doença onde esses morcegos possam hibernar”, disse Susi von Oettingen, bióloga do Serviço de Peixes e Vida Selvagem. 

Como os morcegos se alimentam principalmente de insetos, a morte desses bichos pode levar ao aumento de pragas e, consequentemente, trazer danos à agricultura e as florestas dos Estados Unidos e região.

(Folha de SP, 27/12)