24 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que mesmo gene define manchas de gatos e guepardos

Pesquisa foi publicada na ‘Science’ e inclui cientista brasileiro da PUC-RS.
Dados podem ajudar a estudar listras em outros mamíferos, diz cientista.

Um estudo inédito, publicado na revista “Science” desta semana, aponta que os genes que produzem as listras e pintas no corpo de gatos e guepardos são os mesmos e sofrem mutações com efeitos bem parecidos.

Segundo o cientista brasileiro Eduardo Eizirik, professor de biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), e um dos autores da pesquisa, o achado abre caminho para estudar o padrão de listras e manchas em outros mamíferos (como zebras) e pode ajudar, no futuro, até a entender como operam certas doenças de pele que seguem padrões parecidos com os estudados.

O mapeamento parcial do genoma dos animais apontou que o tipo listrado de pelo de gato é obtido por um gene chamado “TaqPep”, que sintetiza uma proteína conhecida como tabulina. Quando ocorre uma mutação neste gene, a proteína é produzida de maneira alterada, o que faz com que o gato nasça com manchas em vez de listras na pelagem.

A mesma proteína tabulina é responsável pela variação nas manchas na pelagem dos guepardos. Estes animais normalmente possuem centenas de pintas redondas no corpo. Caso o gene que sintetiza a proteína sofra uma mutação, o animal vai nascer com manchas grandes pelo corpo que se agrupam de forma assimétrica.

A aparência que o animal adquire é a de um guepardo-rei. Por muito tempo, pensou-se que os guepardos-rei fossem uma espécie em separado dos guepardos, mas na verdade são geneticamente parecidos – os guepardos-rei possuem apenas uma variação no gene que determina os pelos.

“As mutações nesse gene ocorrem de forma diferente para gatos e guepardos, mas os efeitos são bem parecidos”, avalia Eizirik. O estudo foi feito por uma equipe formada por pesquisadores da universidade de Stanford, do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, do Instituto para a Biotecnologia HudsonAlpha e de instituições de quatro países diferentes, incluindo China, Namíbia, África do Sul e Brasil.

Eizirik ressalta que o gene identificado existe em quase todos os mamíferos, mas em vários casos, como em humanos e camundongos, ele não se expressa como pintas ou manchas. “O padrão é diferente entre as espécies”, diz ele. “Em mamíferos, não se tinha um gene conhecido envolvido na formação do padrão da pele.”

Genes idênticos definem manchas em pelos de gato e de guepardo; mutações podem atingir as duas espécies (Foto: Brigitte Merle/Tibor Bognar/Arquivo AFP)

Genes iguais definem manchas em pelos de gato e de guepardo; mutações podem atingir as espécies (Foto: Brigitte Merle/Tibor Bognar/Arquivo AFP)

Imagens mostram variação de pelo sem mutação genética (à esquerda) e com mutação (à direita) em gatos e guepardos (Foto: Reprodução/'Science')

Imagens mostram variação de pelo sem mutação genética (à esquerda) e com mutação (à direita) em gatos e guepardos; no canto inferior, à direita, é possível ver um 'guepardo-rei' (Foto: Reprodução/'Science')

Fonte: Globo Natureza


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


27 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Presidente do IPEVS ministra palestra sobre Bem-Estar Animal

O presidente do IPEVS Rafael Haddad (Médico Veterinário e Biólogo) em convite da Associação Protetora e Bem-Estar Animal Ângelo Picone, ministrou palestra sobre Bem estar animal, no V Encontro de Proteção e Bem Estar Animal realizado no Centro Cultural de Cornélio Procópio no dia 26/04.  Os participantes foram orientando sobre adoção de cães e gatos, a importância da castração destes animais e esclarecimento sobre as zoonoses. Instruiu como pessoas que não podem ou não querer ter animais de estimação pode colaborar. E finalizou enfatizando que animais silvestres não são animais de estimação e que a comercialização destes animais é crime e deve ser denunciado.

A palestra contou com a participação dos membros da Associação Ângelo Picone e a equipe do IPEVS.

Fonte: Ascom IPEVS


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Interior de São Paulo vive onda de matança de animais

A vira-lata Cindy foi encontrada morta após ser espancada em Sales Oliveira (363 km de São Paulo) há menos de um mês. O caso faz parte de uma série de mortes criminosas de animais registradas no interior paulista.

Segundo representantes de ONGs de proteção animal e delegados ouvidos pela Folha, ao menos outros 80 animais foram encontrados mortos em Sertãozinho, Ribeirão Preto, Sales Oliveira e Campinas em dois meses.

Na maioria dos casos, há sinais de envenenamento.

Em Sales, além de Cindy, outros 15 animais morreram desde abril. Eles eram de um grupo de 20 abrigados de maneira improvisada num recinto de exposições.

O delegado Clodoaldo Vieira diz que ainda não há suspeitos, mas admite a possibilidade de as mortes deste ano estarem relacionadas com as 50 mortes por envenenamento do ano passado.

Em Ribeirão, 46 animais (gatos, gambás e uma cadela) foram envenenados na segunda “chacina” do ano -na primeira, em março, foram dez os mortos.

Em Campinas, pelo menos um animal é morto em média por mês, segundo a delegada Rosana Mortari, além de casos em rituais de magia negra. Em Sertãozinho, voluntários dizem ter encontrado 15 gatos mortos.

Para o presidente da ONG Arca Brasil, Marco Ciampi, a superpopulação de animais de rua cresce proporcionalmente ao desenvolvimento do segmento pet.

Para ele, é preciso difundir o conceito de posse responsável e investir em políticas públicas -como a castração- para reduzir a população animal e evitar crimes.

ABRIGOS LOTADOS

Os abrigos para animais de rua estão no limite ou além da capacidade em várias cidades. A lotação está relacionada, em parte, à lei estadual de 2008, que proibiu o sacrifício de animais capturados.

O “inchaço” também pode ser explicado pelas baixas taxas de castração e adoção e altos índices de abandono.

Em Ribeirão Preto, cerca de 50 animais chegam ao canil do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) por semana contra 40 doados por mês.
Sem canis próprios, alguns municípios fazem parcerias com a iniciativa privada ou improvisam abrigos.

Esse é o caso de Serrana (313 km de SP). Um canil provisório foi montado em um antigo drive-in. De acordo com a prefeitura, o projeto de um novo abrigo está sendo desenvolvido.

Cães em canil provisório no município de Serrana; quatro cidades do interior de SP tiveram 80 casos de mortes. (Edson Silva- 21.mai.11/Folhapress

Cães em canil provisório no município de Serrana; quatro cidades do interior de SP tiveram 80 casos de mortes. (Edson Silva- 21.mai.11/Folhapress

 

Fonte: Folha.com, Ana Sousa


11 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Mais 13 animais são mortos em chacina em Ribeirão Preto/SP

Funcionários do Centro de Controle de Zoonoses de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) encontraram na manhã desta terça-feira (10) mais 13 animais que foram mortos em uma chacina no Morro São Bento, uma área de reserva ambiental.

Na manhã de segunda-feira (9), a estimativa era de 26 gatos mortos, provavelmente por envenenamento. Nesta terça a equipe da zoonoses percorreu a área e encontrou mortos mais oito gatos, uma cadela e quatro gambás.

No domingo (8), a prefeitura já considerava o caso como a maior chacina de animais na cidade.

Segundo a chefe do órgão, Eliana Collucci, a suspeita é de que o veneno estivesse misturado à carne, pois é um tipo de alimento também procurado por gambás.

Zoológico ameaçado – A chacina gerou preocupação dos funcionários do Bosque e Zoológico Fábio Barreto, localizado no Morro São Bento. O temor é de que o suposto alimento envenenado possa ser ingerido por animais silvestres.

Como os animais mortos foram encontrados nesta terça-feira de manhã em lugares afastados, os funcionários devem voltar na quarta (11) para procurar mais vítimas no meio da mata. Uma das cuidadoras diz que estão desaparecidos mais 20 gatos.

A prefeitura estima que existem cerca de mil gatos nas ruas da cidade.

Em março, a cidade já havia registrado outra chacina de gatos. Dez animais foram encontrados mortos no condomínio Areluz – a suspeita é que foram envenenados pelo produto conhecido por “chumbinho”.

Fonte: Juliana Coissi/ Folha.com






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24 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que mesmo gene define manchas de gatos e guepardos

Pesquisa foi publicada na ‘Science’ e inclui cientista brasileiro da PUC-RS.
Dados podem ajudar a estudar listras em outros mamíferos, diz cientista.

Um estudo inédito, publicado na revista “Science” desta semana, aponta que os genes que produzem as listras e pintas no corpo de gatos e guepardos são os mesmos e sofrem mutações com efeitos bem parecidos.

Segundo o cientista brasileiro Eduardo Eizirik, professor de biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), e um dos autores da pesquisa, o achado abre caminho para estudar o padrão de listras e manchas em outros mamíferos (como zebras) e pode ajudar, no futuro, até a entender como operam certas doenças de pele que seguem padrões parecidos com os estudados.

O mapeamento parcial do genoma dos animais apontou que o tipo listrado de pelo de gato é obtido por um gene chamado “TaqPep”, que sintetiza uma proteína conhecida como tabulina. Quando ocorre uma mutação neste gene, a proteína é produzida de maneira alterada, o que faz com que o gato nasça com manchas em vez de listras na pelagem.

A mesma proteína tabulina é responsável pela variação nas manchas na pelagem dos guepardos. Estes animais normalmente possuem centenas de pintas redondas no corpo. Caso o gene que sintetiza a proteína sofra uma mutação, o animal vai nascer com manchas grandes pelo corpo que se agrupam de forma assimétrica.

A aparência que o animal adquire é a de um guepardo-rei. Por muito tempo, pensou-se que os guepardos-rei fossem uma espécie em separado dos guepardos, mas na verdade são geneticamente parecidos – os guepardos-rei possuem apenas uma variação no gene que determina os pelos.

“As mutações nesse gene ocorrem de forma diferente para gatos e guepardos, mas os efeitos são bem parecidos”, avalia Eizirik. O estudo foi feito por uma equipe formada por pesquisadores da universidade de Stanford, do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, do Instituto para a Biotecnologia HudsonAlpha e de instituições de quatro países diferentes, incluindo China, Namíbia, África do Sul e Brasil.

Eizirik ressalta que o gene identificado existe em quase todos os mamíferos, mas em vários casos, como em humanos e camundongos, ele não se expressa como pintas ou manchas. “O padrão é diferente entre as espécies”, diz ele. “Em mamíferos, não se tinha um gene conhecido envolvido na formação do padrão da pele.”

Genes idênticos definem manchas em pelos de gato e de guepardo; mutações podem atingir as duas espécies (Foto: Brigitte Merle/Tibor Bognar/Arquivo AFP)

Genes iguais definem manchas em pelos de gato e de guepardo; mutações podem atingir as espécies (Foto: Brigitte Merle/Tibor Bognar/Arquivo AFP)

Imagens mostram variação de pelo sem mutação genética (à esquerda) e com mutação (à direita) em gatos e guepardos (Foto: Reprodução/'Science')

Imagens mostram variação de pelo sem mutação genética (à esquerda) e com mutação (à direita) em gatos e guepardos; no canto inferior, à direita, é possível ver um 'guepardo-rei' (Foto: Reprodução/'Science')

Fonte: Globo Natureza


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


27 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Presidente do IPEVS ministra palestra sobre Bem-Estar Animal

O presidente do IPEVS Rafael Haddad (Médico Veterinário e Biólogo) em convite da Associação Protetora e Bem-Estar Animal Ângelo Picone, ministrou palestra sobre Bem estar animal, no V Encontro de Proteção e Bem Estar Animal realizado no Centro Cultural de Cornélio Procópio no dia 26/04.  Os participantes foram orientando sobre adoção de cães e gatos, a importância da castração destes animais e esclarecimento sobre as zoonoses. Instruiu como pessoas que não podem ou não querer ter animais de estimação pode colaborar. E finalizou enfatizando que animais silvestres não são animais de estimação e que a comercialização destes animais é crime e deve ser denunciado.

A palestra contou com a participação dos membros da Associação Ângelo Picone e a equipe do IPEVS.

Fonte: Ascom IPEVS


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Interior de São Paulo vive onda de matança de animais

A vira-lata Cindy foi encontrada morta após ser espancada em Sales Oliveira (363 km de São Paulo) há menos de um mês. O caso faz parte de uma série de mortes criminosas de animais registradas no interior paulista.

Segundo representantes de ONGs de proteção animal e delegados ouvidos pela Folha, ao menos outros 80 animais foram encontrados mortos em Sertãozinho, Ribeirão Preto, Sales Oliveira e Campinas em dois meses.

Na maioria dos casos, há sinais de envenenamento.

Em Sales, além de Cindy, outros 15 animais morreram desde abril. Eles eram de um grupo de 20 abrigados de maneira improvisada num recinto de exposições.

O delegado Clodoaldo Vieira diz que ainda não há suspeitos, mas admite a possibilidade de as mortes deste ano estarem relacionadas com as 50 mortes por envenenamento do ano passado.

Em Ribeirão, 46 animais (gatos, gambás e uma cadela) foram envenenados na segunda “chacina” do ano -na primeira, em março, foram dez os mortos.

Em Campinas, pelo menos um animal é morto em média por mês, segundo a delegada Rosana Mortari, além de casos em rituais de magia negra. Em Sertãozinho, voluntários dizem ter encontrado 15 gatos mortos.

Para o presidente da ONG Arca Brasil, Marco Ciampi, a superpopulação de animais de rua cresce proporcionalmente ao desenvolvimento do segmento pet.

Para ele, é preciso difundir o conceito de posse responsável e investir em políticas públicas -como a castração- para reduzir a população animal e evitar crimes.

ABRIGOS LOTADOS

Os abrigos para animais de rua estão no limite ou além da capacidade em várias cidades. A lotação está relacionada, em parte, à lei estadual de 2008, que proibiu o sacrifício de animais capturados.

O “inchaço” também pode ser explicado pelas baixas taxas de castração e adoção e altos índices de abandono.

Em Ribeirão Preto, cerca de 50 animais chegam ao canil do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) por semana contra 40 doados por mês.
Sem canis próprios, alguns municípios fazem parcerias com a iniciativa privada ou improvisam abrigos.

Esse é o caso de Serrana (313 km de SP). Um canil provisório foi montado em um antigo drive-in. De acordo com a prefeitura, o projeto de um novo abrigo está sendo desenvolvido.

Cães em canil provisório no município de Serrana; quatro cidades do interior de SP tiveram 80 casos de mortes. (Edson Silva- 21.mai.11/Folhapress

Cães em canil provisório no município de Serrana; quatro cidades do interior de SP tiveram 80 casos de mortes. (Edson Silva- 21.mai.11/Folhapress

 

Fonte: Folha.com, Ana Sousa


11 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Mais 13 animais são mortos em chacina em Ribeirão Preto/SP

Funcionários do Centro de Controle de Zoonoses de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) encontraram na manhã desta terça-feira (10) mais 13 animais que foram mortos em uma chacina no Morro São Bento, uma área de reserva ambiental.

Na manhã de segunda-feira (9), a estimativa era de 26 gatos mortos, provavelmente por envenenamento. Nesta terça a equipe da zoonoses percorreu a área e encontrou mortos mais oito gatos, uma cadela e quatro gambás.

No domingo (8), a prefeitura já considerava o caso como a maior chacina de animais na cidade.

Segundo a chefe do órgão, Eliana Collucci, a suspeita é de que o veneno estivesse misturado à carne, pois é um tipo de alimento também procurado por gambás.

Zoológico ameaçado – A chacina gerou preocupação dos funcionários do Bosque e Zoológico Fábio Barreto, localizado no Morro São Bento. O temor é de que o suposto alimento envenenado possa ser ingerido por animais silvestres.

Como os animais mortos foram encontrados nesta terça-feira de manhã em lugares afastados, os funcionários devem voltar na quarta (11) para procurar mais vítimas no meio da mata. Uma das cuidadoras diz que estão desaparecidos mais 20 gatos.

A prefeitura estima que existem cerca de mil gatos nas ruas da cidade.

Em março, a cidade já havia registrado outra chacina de gatos. Dez animais foram encontrados mortos no condomínio Areluz – a suspeita é que foram envenenados pelo produto conhecido por “chumbinho”.

Fonte: Juliana Coissi/ Folha.com