26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Brasileiros vão decifrar genomas do papagaio e do sabiá-laranjeira

Não é todo dia que uma imagem de Zé Carioca ilustra uma apresentação sobre genômica, mas o malandro arquetípico da Disney tinha um bom motivo para figurar no Powerpoint de Francisco Prosdocimi, da UFMG (Universidade Federal de Minas): o tema era o genoma “dele”.

Ou melhor, o do papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), que está entre as espécies mais comuns do bicho em cativeiro. O objetivo de Prosdocimi e seus colegas é vasculhar o DNA da ave em busca de pistas que ajudem a explicar sua proverbial tagarelice.

Para atingir esse objetivo, o papagaio-verdadeiro não é o único alvo. O grupo de cientistas, batizado de Sisbioaves, pretende sequenciar (grosso modo, “soletrar”) o genoma de outras espécies tipicamente brasileiras, como o sabiá-laranjeira e o bem-te-vi.

Em comum, esses bichos possuem o chamado aprendizado vocal -a capacidade, similar à dos seres humanos, de aprender padrões de vocalização ao longo da vida.

Detalhes sobre o projeto foram apresentados durante o 58º Congresso Brasileiro de Genética, em Foz do Iguaçu.

“A gente sabe que o aprendizado vocal é polifilético [ou seja, evoluiu mais de uma vez em linhagens sem parentesco próximo]“, explica Claudio Mello, brasileiro que trabalha na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon (Estados Unidos).

“Portanto, se a gente encontrar genes relevantes para esse comportamento que são compartilhados entre os vários grupos de aves e os humanos, provavelmente isso quer dizer que eles representam a base do aprendizado vocal”, diz Mello.

Na maioria das aves, afirma Mello, existe o chamado período crítico de aprendizado — uma fase da “infância” do bicho na qual ele precisa ser exposto ao canto de outro animal para que ele aprenda a cantar de forma apropriada, coisa que também se verifica no caso da fala humana. Já os papagaios parecem ser mais versáteis, sendo capazes de aprender a imitar sons humanos em praticamente qualquer fase de sua vida.

A estimativa de Prosdocimi e de sua colega Maria Paula Schneider, da UFPA (Universidade Federal do Pará), é que a leitura dos genomas do papagaio e do sabiá-laranjeira esteja concluída em meados do ano que vem.

Segundo o pesquisador da UFMG, que é bioinformata (especialista na análise computacional de dados biológicos), espera-se que os bichos tenham genomas relativamente compactos, com menos da metade do tamanho do genoma humano.

Os pesquisadores ainda não encontraram, nos papagaios, o equivalente ao gene FOXP2, hoje um dos grandes candidatos a influenciar a capacidade humana para a fala. Mas não é só o lado vocal que interessa aos cientistas.

Prosdocimi destaca que os papagaios são inteligentes de modo geral. E vivem muito, passando dos 70 anos, o que traria pistas sobre as bases genéticas da longevidade.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha.com


17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Genoma da borboleta determina suas cores e camuflagem, diz estudo

Espécie amazônica imita outras por ter mesmo padrão genético.
Sequência de DNA determina cores que afasta predadores.

Ao tentarem sequenciar o genoma de uma borboleta típica da América do Sul, cientistas descobriram que a habilidade incomum da espécie em imitar outras borboletas acontece por semelhanças no DNA. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (17) na revista científica “Nature”.

Um consórcio internacional de 80 pesquisadores sequenciou o genoma da borboleta da espécie Heliconius melpomene, típica da Amazônia peruana.

Usando os dados de seu genoma como guia, eles também examinaram a composição genética de outras duas espécies relacionadas com a borboleta citada: a Heliconius timareta eHeliconius elevatus. Essas espécies foram selecionadas porque compartilham padrões de cores semelhantes em suas asas para afastar predadores.

Segundo o estudo, as várias espécies parecem iguais porque possuem as mesmas partes de seu DNA que lidam com padrões de cores.

“Descobrimos que as espécies compartilham as partes do genoma que codificam as cores padrão, com um impacto importante na sobrevivência destas borboletas na natureza”, explica o estudo.

Segundo os pesquisadores, essa partilha genética é o resultado do cruzamento entre espécies diferentes de borboletas.

Fonte: Globo Natureza


27 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa descobre alterações no genoma do boto-vermelho, no AM

Ainda não é possível afirmar se alterações são causadas por poluição.
Estudos indicaram a presença de mercúrio e pesticida DDT.

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) conseguiram identificar modificações no genoma do boto-vermelho (Inia geoffrensis), também conhecido como boto-cor-de-rosa. A pesquisa foi realizada pelos laboratórios de Genética Animal (LGA) e de Mamíferos Aquáticos, ambos do Inpa. Os pesquisadores ainda não sabem se as alterações são causadas por poluição ambiental.

Os resultados da pesquisa fazem parte da dissertação de mestrado “Citogenética clássica e molecular do boto-vermelho Inia geoffrensis”, elaborada por Heide Luz Bonifácio, sob a orientação da pesquisadora Eliana Feldberg. O trabalho foi concluído em 2011 e contou também com o apoio da Petrobras Ambiental, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (Capes) e a Associação Amigos do peixe-boi (Ampa).

Foram coletadas amostras de 27 animais, sendo 14 fêmeas e 13 machos distribuídos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá (RDSM), próximo ao município de Tefé, a 523 Km a Oeste de Manaus, na cidade de São Gabriel da Cachoeira, a 852 Km da capital, Aruanã (GO), Rio Branco (AC) e nas proximidades de Manaus.

Segundo a pesquisadora Eliana Feldberg, o boto-vermelho é uma espécie do topo da cadeia alimentar e, por isso, pode acumular componentes tóxicos em seu organismo. Ela disse que estudos já indicaram a presença de mercúrio e do pesticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) em amostras de sangue e de tecido desta espécie.

De acordo com Heide Bonifácio, entre as duas espécies de golfinhos de rio da Amazônia, o boto-vermelho é a mais próxima aos ancestrais dos cetáceos, que constituem uma ordem de animais marinhos, porém pertencentes à classe dos mamíferos. “Isto significa que entender como o genoma está organizado possibilita compreender a evolução do animal, uma vez que as informações genéticas são compartilhadas com os ancestrais deles. Baseado em análises moleculares e morfológicas, o boto-vermelho é considerado uma espécie rara”, explicou Bonifácio.

Caça predatória

piracantinga (Foto: Divulgação/Ampa)

Carne de boto é usada na pesca de piracatinga (Foto: Divulgação/Ampa)

Um estudo divulgado em 2011, revelou que em dez anos a população de botos da Amazônia reduziu pela metade. Na região da cidade de Tefé, a 520 Km de Manaus, apontou que morre por ano uma quantidade de animais sete vezes maior que o limite permitido.

Outro dado apontou que o uso da carne de cada boto-vermelho para pesca pode render ao menos uma tonelada de piracatinga. Na região de Tefé, estima-se a pesca de 400 toneladas do pescado ao ano, sendo que grande parte da carga é enviada para a Colômbia.

 

 

Boto-cor-de-rosa (Foto: Divulgação/Ampa)

População do boto-cor-de-rosa está diminuindo (Foto: Divulgação/Ampa)

Fonte: G1, AM


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores sequenciam genoma do câncer do diabo da Tasmânia

Câncer facial raro é contagioso e pode acabar com a espécie australiana

Pesquisadores estão sequenciando o genoma do câncer contagioso que está dizimando a população de diabos da Tasmânia. O animal é o maior marsupial carnívoro e corre risco de extinção desde que um câncer facial, transmitido por mordidas, se alastrou entre a população da espécie na Austrália. Os cientistas acreditam que o entendimento sobre as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de câncer vai ajudar a encontrar novas terapias e medicamentos contra a doença.

Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de 70% e 90% da população destes marsupiais morreu em algumas áreas da Austrália. O câncer do diabo da Tasmânia é espalhado pela transferência de células vivas de câncer entre os animais através de mordidas que os animais dão uns nos outros. De acordo com cientistas, estas mordidas são comuns entre os animais desta espécie.

“A análise do genoma do câncer do diabo da Tasmânia nos permitiu identificar as mutações que surgiram no câncer. Nós usamos o sequenciamento para identificar as mutações que podem ter desempenhado um papel funcional na causa do câncer. Além disso, vamos analisar estas mutações para estudar a propagação da doença ”, disse ao iG Elizabeth Murchison, autora do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

Os genomas do diabo da tasmânia e do câncer contagioso vão explicar como a doença se alastrou. Foto: Save the Tasmanian Devil Program

No ano passado, pesquisadores publicaram o sequenciamento do DNA do diabo da Tasmânia e a comparação destes dados com o genoma do câncer pode explicar a propagação da doença. “Encontrar diferenças entre o DNA de diabos da tasmânia saudáveis e com câncer também poderá nos ajudar a desenvolver vacinas que possam prevenir esta doença”, disse.

Mais de 17 mil mutações do câncer do diabo da Tasmânia foram catalogadas – número comparável a mutações identificadas em outros tipos de cânceres em humanos. Elizabeth afirma que a equipe agora vai tentar descobrir quais das milhares de mutações são as mais importantes. De acordo com os estudos preliminares, alterações nos genes de imunidade pode finalmente explicar como o câncer escapa do sistema imunológico.

O começo de tudo
O câncer do diabo da Tasmânia surgiu em um único animal e foi se alastrando rapidamente. Portanto, todos os tumores presentes em milhares de marsupiais atualmente são derivado das células de um único indivíduo.

Os pesquisadores chamam este primeiro animal que teve a doença de o ‘diabo imortal’, pois suas células foram mantidas vivas para que fossem estudadas. “Nossa análise genética permitiu determinar que o “diabo Imortal” era um animal do sexo feminino”, disse.

 

 

Desde a descoberta da doença, em 1996, entre 70% a 90% da população de diabos da Tasmânia morreu na Austrália. Foto: Getty Images

Fonte: Maria Fernanda Ziegler Portal IG, São Paulo


27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Sequenciamento do genoma de peixes brasileiros tem apoio do CNPq

O Tambaqui (Colossoma macropomum) e a cachara (Pseudoplatystoma reticulatum) serão as primeiras espécies brasileiras de peixe a terem seu genoma sequenciado. O genoma é a informação hereditária de um organismo que está codificada em seu DNA.
O trabalho será realizado pelo Projeto Rede Genômica Animal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que já promoveu importantes avanços no sequenciamento genético de espécies bovinas, suínas e de aves. Um dos objetivos da pesquisa é aprimorar o melhoramento genético dessas espécies e, com isso, obter mais produtividade.

A segunda edição do projeto tem como meta incluir o sequenciamento de caprinos e peixes. Parte dos trabalhos começará em março próximo, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Rede Genômica Animal é coordenada pelo geneticista Alexandre Rodrigues Caetano, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília (DF). O sequenciamento dos peixes se dará no âmbito de quatro planos de ação do projeto, que serão liderados por pesquisadores da unidade de Brasília e também da Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO).

Produtividade - O sequenciamento do genoma no exterior tem possibilitado aprimorar o melhoramento genético de espécies de peixes, o que se traduz em ganhos de produtividade. É o caso da tilápia (Oreochromis niloticus) e do salmão do atlântico (Salmo salar). Entre as possibilidades do trabalho no Brasil está a identificação de genes como os responsáveis pelo crescimento ou pela resistência a doenças, por exemplo. Nesses casos, será possível selecionar exemplares com melhor perfil genético que cresçam mais e sejam menos vulneráveis a enfermidades.

Será a primeira vez que o Brasil realizará a sequência de genomas de peixes. O primeiro pescado a ter o genoma sequenciado no País foi o camarão do Pacífico (Litopenaeus vannamei) no início da década de 2000 e financiado pelo CNPq, Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e governo do Rio Grande do Norte.

Fonte: Ascom do CNPq e Embrapa


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo genético com lagartos pode ajudar a decifrar a evolução humana

Pesquisadores encontraram genes comuns em lagartos e mamíferos.
Artigo da “Nature” tenta compreender genes inativos em humanos.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (31) na revista “Nature” afirma que pesquisadores dos Estados Unidos desvendaram o genoma do lagarto anole-verde, fato que vai ajudar a descobrir o que há de semelhante entre o genoma humano e dos répteis, desde que os ancestrais dos dois grupos se separaram, com a evolução das espécies, há 320 milhões de anos.

Os elementos “não codificados” do genoma humano são um dos principais pontos da pesquisa. São regiões que permaneceram inalteradas por milênios, mas que não possuem genes codificadores de proteínas, ficando inativos. Uma das grandes dúvidas dos cientistas é de onde surgiram esses elementos no DNA dos humanos.

Uma das hipóteses é que eles sejam resquícios de “elementos de transposição”, trechos do DNA que são capazes de se movimentar de uma região para outra dentro do genoma de uma célula. Nos seres humanos, muitos desses genes perderam sua capacidade de salto, ou seja, de transposição. Porém, em lagartos anoles eles continuam ativos.

“Os anoles são uma biblioteca viva de elementos de transposição”, diz Jessica Alföldi, co-autora da pesquisa, realizada pelo Instituto Broad da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), nos EUA. Nos seres humanos existem cerca de 100 elementos não codificados, que são derivados desses genes “saltadores”. “Nos lagartos esses elementos continuam saltitando, porém a evolução os tem usado para seus próprios fins em algo diferente nos humanos”, afirma Jessica.

lagarto anole-verde (Foto: Reprodução/Nature)

Lagarto anole-verde, que teve o genoma descrito por pesquisadores americanos (Foto: Reprodução/Nature)

Adaptação
O estudo também pode ajudar a compreender como as espécies de lagartos evoluíram nas Grandes Antilhas, no Caribe. Tal como os tentilhões de Darwin, as aves que por suas características diferentes de bicos, inspiraram o cientista inglês a escrever “A Origem das Espécies” (1859) e a elaborar a teoria da evolução, os lagartos anoles são adaptados para preencher todos os nichos ecológicos da ilha.

Alguns possuem as pernas curtas e podem caminhar ao longo de galhos estreitos; outros são de cor verde com almofadas no dedão, adequadas para viver no alto das árvores; outros são amarelos e alguns podem viver na grama, e não em árvores. Porém, uma diferença em relação às espécies estudadas por Darwin estes largatos é que os anoles  evoluíram de quatro diferentes formas, nas ilhas de Porto Rico, Cuba, Jamaica e Hispaniola.

O lagarto anole-verde é nativo do Sudeste dos Estados Unidos e é a primeira espécie de lagarto com o seu genoma totalmente sequenciado e montado. Muitos pesquisadores mapearam mais de 20 genomas de mamíferos, mas a genética dos répteis ainda é relativamente inexplorada.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas preparam genoma do demônio da Tasmânia

Objetivo é proteger o animal ameaçado de extinção.
Doença contagiosa já eliminou cerca de 80% da população.

Os conservacionistas poderiam lançar mão de estudos genéticos para selecionar melhor os exemplares de demônios da Tasmânia a capturar para salvar a espécie da extinção, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (27).

O marsupial tem sido vítima de um tipo de câncer altamente contagioso, que causa tumores faciais (DFTD, na sigla em inglês) e que, desde sua descoberta há quinze anos, eliminou entre 70% e 90% de sua população em algumas áreas da Austrália, de onde é originário.

“Imaginem só um câncer humano que fosse contagioso através do aperto de mão. Erradicaria nossa espécie muito rapidamente”, disse Stephan Schuster, professor de bioquímica e biologia molecular da Penn State University e principal autor do estudo.

Os especialistas preveem que a epidemia poderia aniquilar toda a espécie em 2016, se alcançasse a totalidade do território onde vivem os demônios da Tasmânia.

Nos últimos anos, especialistas em conservação capturaram exemplares saudáveis para criação em zoológico e posterior soltura de novos animais uma vez que a doença for erradicada.

O estudo, publicado na edição desta segunda-feira das atas da Academia Americana de Ciências, sugere como usar a informação derivada do sequenciamento genético da espécie – obtida pela primeira vez por cientistas australianos no ano passado – para selecionar geneticamente uma espécie mais resistente.

Embora pareça lógico selecionar apenas animais com maior resistência inata ao DFTD, Schuster explicou que é importante manter certa diversidade genética para evitar futuras epidemias.

É preciso “desenvolver um conjunto de exemplares saudáveis variados, que podem lutar contra futuras doenças ou até mesmo contra agentes patogênicos que talvez ainda não tenham evoluído”, disse.

Para decidir quais indivíduos escolher em função do seu perfil genético, os cientistas sequenciaram o genoma de um denômio chamado Cedric, nascido em cativeiro e que demonstrou certa resistência ao câncer antes de, eventualmente, sucumbir a uma nova cepa.

Também foram analisados os dados genéticos de uma fêmea, Spirit, nascida em liberdade e que morreu em decorrência da doença, bem como de um de seus tumores.

Em seguida, compararam a informação genética recente com a encontrada em 175 exemplares de demônios em museus.

As informações foram combinadas para criar um modelo que determine quais animais capturar para desenvolver um programa de criação em cativeiro similar aos já existentes na Tasmânia e na Austrália em geral, destacou o estudo.

Fonte: Da France Presse






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

setembro 2019
S T Q Q S S D
« mar    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Brasileiros vão decifrar genomas do papagaio e do sabiá-laranjeira

Não é todo dia que uma imagem de Zé Carioca ilustra uma apresentação sobre genômica, mas o malandro arquetípico da Disney tinha um bom motivo para figurar no Powerpoint de Francisco Prosdocimi, da UFMG (Universidade Federal de Minas): o tema era o genoma “dele”.

Ou melhor, o do papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), que está entre as espécies mais comuns do bicho em cativeiro. O objetivo de Prosdocimi e seus colegas é vasculhar o DNA da ave em busca de pistas que ajudem a explicar sua proverbial tagarelice.

Para atingir esse objetivo, o papagaio-verdadeiro não é o único alvo. O grupo de cientistas, batizado de Sisbioaves, pretende sequenciar (grosso modo, “soletrar”) o genoma de outras espécies tipicamente brasileiras, como o sabiá-laranjeira e o bem-te-vi.

Em comum, esses bichos possuem o chamado aprendizado vocal -a capacidade, similar à dos seres humanos, de aprender padrões de vocalização ao longo da vida.

Detalhes sobre o projeto foram apresentados durante o 58º Congresso Brasileiro de Genética, em Foz do Iguaçu.

“A gente sabe que o aprendizado vocal é polifilético [ou seja, evoluiu mais de uma vez em linhagens sem parentesco próximo]“, explica Claudio Mello, brasileiro que trabalha na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon (Estados Unidos).

“Portanto, se a gente encontrar genes relevantes para esse comportamento que são compartilhados entre os vários grupos de aves e os humanos, provavelmente isso quer dizer que eles representam a base do aprendizado vocal”, diz Mello.

Na maioria das aves, afirma Mello, existe o chamado período crítico de aprendizado — uma fase da “infância” do bicho na qual ele precisa ser exposto ao canto de outro animal para que ele aprenda a cantar de forma apropriada, coisa que também se verifica no caso da fala humana. Já os papagaios parecem ser mais versáteis, sendo capazes de aprender a imitar sons humanos em praticamente qualquer fase de sua vida.

A estimativa de Prosdocimi e de sua colega Maria Paula Schneider, da UFPA (Universidade Federal do Pará), é que a leitura dos genomas do papagaio e do sabiá-laranjeira esteja concluída em meados do ano que vem.

Segundo o pesquisador da UFMG, que é bioinformata (especialista na análise computacional de dados biológicos), espera-se que os bichos tenham genomas relativamente compactos, com menos da metade do tamanho do genoma humano.

Os pesquisadores ainda não encontraram, nos papagaios, o equivalente ao gene FOXP2, hoje um dos grandes candidatos a influenciar a capacidade humana para a fala. Mas não é só o lado vocal que interessa aos cientistas.

Prosdocimi destaca que os papagaios são inteligentes de modo geral. E vivem muito, passando dos 70 anos, o que traria pistas sobre as bases genéticas da longevidade.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha.com


17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Genoma da borboleta determina suas cores e camuflagem, diz estudo

Espécie amazônica imita outras por ter mesmo padrão genético.
Sequência de DNA determina cores que afasta predadores.

Ao tentarem sequenciar o genoma de uma borboleta típica da América do Sul, cientistas descobriram que a habilidade incomum da espécie em imitar outras borboletas acontece por semelhanças no DNA. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (17) na revista científica “Nature”.

Um consórcio internacional de 80 pesquisadores sequenciou o genoma da borboleta da espécie Heliconius melpomene, típica da Amazônia peruana.

Usando os dados de seu genoma como guia, eles também examinaram a composição genética de outras duas espécies relacionadas com a borboleta citada: a Heliconius timareta eHeliconius elevatus. Essas espécies foram selecionadas porque compartilham padrões de cores semelhantes em suas asas para afastar predadores.

Segundo o estudo, as várias espécies parecem iguais porque possuem as mesmas partes de seu DNA que lidam com padrões de cores.

“Descobrimos que as espécies compartilham as partes do genoma que codificam as cores padrão, com um impacto importante na sobrevivência destas borboletas na natureza”, explica o estudo.

Segundo os pesquisadores, essa partilha genética é o resultado do cruzamento entre espécies diferentes de borboletas.

Fonte: Globo Natureza


27 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa descobre alterações no genoma do boto-vermelho, no AM

Ainda não é possível afirmar se alterações são causadas por poluição.
Estudos indicaram a presença de mercúrio e pesticida DDT.

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) conseguiram identificar modificações no genoma do boto-vermelho (Inia geoffrensis), também conhecido como boto-cor-de-rosa. A pesquisa foi realizada pelos laboratórios de Genética Animal (LGA) e de Mamíferos Aquáticos, ambos do Inpa. Os pesquisadores ainda não sabem se as alterações são causadas por poluição ambiental.

Os resultados da pesquisa fazem parte da dissertação de mestrado “Citogenética clássica e molecular do boto-vermelho Inia geoffrensis”, elaborada por Heide Luz Bonifácio, sob a orientação da pesquisadora Eliana Feldberg. O trabalho foi concluído em 2011 e contou também com o apoio da Petrobras Ambiental, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (Capes) e a Associação Amigos do peixe-boi (Ampa).

Foram coletadas amostras de 27 animais, sendo 14 fêmeas e 13 machos distribuídos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá (RDSM), próximo ao município de Tefé, a 523 Km a Oeste de Manaus, na cidade de São Gabriel da Cachoeira, a 852 Km da capital, Aruanã (GO), Rio Branco (AC) e nas proximidades de Manaus.

Segundo a pesquisadora Eliana Feldberg, o boto-vermelho é uma espécie do topo da cadeia alimentar e, por isso, pode acumular componentes tóxicos em seu organismo. Ela disse que estudos já indicaram a presença de mercúrio e do pesticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) em amostras de sangue e de tecido desta espécie.

De acordo com Heide Bonifácio, entre as duas espécies de golfinhos de rio da Amazônia, o boto-vermelho é a mais próxima aos ancestrais dos cetáceos, que constituem uma ordem de animais marinhos, porém pertencentes à classe dos mamíferos. “Isto significa que entender como o genoma está organizado possibilita compreender a evolução do animal, uma vez que as informações genéticas são compartilhadas com os ancestrais deles. Baseado em análises moleculares e morfológicas, o boto-vermelho é considerado uma espécie rara”, explicou Bonifácio.

Caça predatória

piracantinga (Foto: Divulgação/Ampa)

Carne de boto é usada na pesca de piracatinga (Foto: Divulgação/Ampa)

Um estudo divulgado em 2011, revelou que em dez anos a população de botos da Amazônia reduziu pela metade. Na região da cidade de Tefé, a 520 Km de Manaus, apontou que morre por ano uma quantidade de animais sete vezes maior que o limite permitido.

Outro dado apontou que o uso da carne de cada boto-vermelho para pesca pode render ao menos uma tonelada de piracatinga. Na região de Tefé, estima-se a pesca de 400 toneladas do pescado ao ano, sendo que grande parte da carga é enviada para a Colômbia.

 

 

Boto-cor-de-rosa (Foto: Divulgação/Ampa)

População do boto-cor-de-rosa está diminuindo (Foto: Divulgação/Ampa)

Fonte: G1, AM


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores sequenciam genoma do câncer do diabo da Tasmânia

Câncer facial raro é contagioso e pode acabar com a espécie australiana

Pesquisadores estão sequenciando o genoma do câncer contagioso que está dizimando a população de diabos da Tasmânia. O animal é o maior marsupial carnívoro e corre risco de extinção desde que um câncer facial, transmitido por mordidas, se alastrou entre a população da espécie na Austrália. Os cientistas acreditam que o entendimento sobre as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de câncer vai ajudar a encontrar novas terapias e medicamentos contra a doença.

Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de 70% e 90% da população destes marsupiais morreu em algumas áreas da Austrália. O câncer do diabo da Tasmânia é espalhado pela transferência de células vivas de câncer entre os animais através de mordidas que os animais dão uns nos outros. De acordo com cientistas, estas mordidas são comuns entre os animais desta espécie.

“A análise do genoma do câncer do diabo da Tasmânia nos permitiu identificar as mutações que surgiram no câncer. Nós usamos o sequenciamento para identificar as mutações que podem ter desempenhado um papel funcional na causa do câncer. Além disso, vamos analisar estas mutações para estudar a propagação da doença ”, disse ao iG Elizabeth Murchison, autora do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

Os genomas do diabo da tasmânia e do câncer contagioso vão explicar como a doença se alastrou. Foto: Save the Tasmanian Devil Program

No ano passado, pesquisadores publicaram o sequenciamento do DNA do diabo da Tasmânia e a comparação destes dados com o genoma do câncer pode explicar a propagação da doença. “Encontrar diferenças entre o DNA de diabos da tasmânia saudáveis e com câncer também poderá nos ajudar a desenvolver vacinas que possam prevenir esta doença”, disse.

Mais de 17 mil mutações do câncer do diabo da Tasmânia foram catalogadas – número comparável a mutações identificadas em outros tipos de cânceres em humanos. Elizabeth afirma que a equipe agora vai tentar descobrir quais das milhares de mutações são as mais importantes. De acordo com os estudos preliminares, alterações nos genes de imunidade pode finalmente explicar como o câncer escapa do sistema imunológico.

O começo de tudo
O câncer do diabo da Tasmânia surgiu em um único animal e foi se alastrando rapidamente. Portanto, todos os tumores presentes em milhares de marsupiais atualmente são derivado das células de um único indivíduo.

Os pesquisadores chamam este primeiro animal que teve a doença de o ‘diabo imortal’, pois suas células foram mantidas vivas para que fossem estudadas. “Nossa análise genética permitiu determinar que o “diabo Imortal” era um animal do sexo feminino”, disse.

 

 

Desde a descoberta da doença, em 1996, entre 70% a 90% da população de diabos da Tasmânia morreu na Austrália. Foto: Getty Images

Fonte: Maria Fernanda Ziegler Portal IG, São Paulo


27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Sequenciamento do genoma de peixes brasileiros tem apoio do CNPq

O Tambaqui (Colossoma macropomum) e a cachara (Pseudoplatystoma reticulatum) serão as primeiras espécies brasileiras de peixe a terem seu genoma sequenciado. O genoma é a informação hereditária de um organismo que está codificada em seu DNA.
O trabalho será realizado pelo Projeto Rede Genômica Animal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que já promoveu importantes avanços no sequenciamento genético de espécies bovinas, suínas e de aves. Um dos objetivos da pesquisa é aprimorar o melhoramento genético dessas espécies e, com isso, obter mais produtividade.

A segunda edição do projeto tem como meta incluir o sequenciamento de caprinos e peixes. Parte dos trabalhos começará em março próximo, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Rede Genômica Animal é coordenada pelo geneticista Alexandre Rodrigues Caetano, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília (DF). O sequenciamento dos peixes se dará no âmbito de quatro planos de ação do projeto, que serão liderados por pesquisadores da unidade de Brasília e também da Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO).

Produtividade - O sequenciamento do genoma no exterior tem possibilitado aprimorar o melhoramento genético de espécies de peixes, o que se traduz em ganhos de produtividade. É o caso da tilápia (Oreochromis niloticus) e do salmão do atlântico (Salmo salar). Entre as possibilidades do trabalho no Brasil está a identificação de genes como os responsáveis pelo crescimento ou pela resistência a doenças, por exemplo. Nesses casos, será possível selecionar exemplares com melhor perfil genético que cresçam mais e sejam menos vulneráveis a enfermidades.

Será a primeira vez que o Brasil realizará a sequência de genomas de peixes. O primeiro pescado a ter o genoma sequenciado no País foi o camarão do Pacífico (Litopenaeus vannamei) no início da década de 2000 e financiado pelo CNPq, Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e governo do Rio Grande do Norte.

Fonte: Ascom do CNPq e Embrapa


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo genético com lagartos pode ajudar a decifrar a evolução humana

Pesquisadores encontraram genes comuns em lagartos e mamíferos.
Artigo da “Nature” tenta compreender genes inativos em humanos.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (31) na revista “Nature” afirma que pesquisadores dos Estados Unidos desvendaram o genoma do lagarto anole-verde, fato que vai ajudar a descobrir o que há de semelhante entre o genoma humano e dos répteis, desde que os ancestrais dos dois grupos se separaram, com a evolução das espécies, há 320 milhões de anos.

Os elementos “não codificados” do genoma humano são um dos principais pontos da pesquisa. São regiões que permaneceram inalteradas por milênios, mas que não possuem genes codificadores de proteínas, ficando inativos. Uma das grandes dúvidas dos cientistas é de onde surgiram esses elementos no DNA dos humanos.

Uma das hipóteses é que eles sejam resquícios de “elementos de transposição”, trechos do DNA que são capazes de se movimentar de uma região para outra dentro do genoma de uma célula. Nos seres humanos, muitos desses genes perderam sua capacidade de salto, ou seja, de transposição. Porém, em lagartos anoles eles continuam ativos.

“Os anoles são uma biblioteca viva de elementos de transposição”, diz Jessica Alföldi, co-autora da pesquisa, realizada pelo Instituto Broad da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), nos EUA. Nos seres humanos existem cerca de 100 elementos não codificados, que são derivados desses genes “saltadores”. “Nos lagartos esses elementos continuam saltitando, porém a evolução os tem usado para seus próprios fins em algo diferente nos humanos”, afirma Jessica.

lagarto anole-verde (Foto: Reprodução/Nature)

Lagarto anole-verde, que teve o genoma descrito por pesquisadores americanos (Foto: Reprodução/Nature)

Adaptação
O estudo também pode ajudar a compreender como as espécies de lagartos evoluíram nas Grandes Antilhas, no Caribe. Tal como os tentilhões de Darwin, as aves que por suas características diferentes de bicos, inspiraram o cientista inglês a escrever “A Origem das Espécies” (1859) e a elaborar a teoria da evolução, os lagartos anoles são adaptados para preencher todos os nichos ecológicos da ilha.

Alguns possuem as pernas curtas e podem caminhar ao longo de galhos estreitos; outros são de cor verde com almofadas no dedão, adequadas para viver no alto das árvores; outros são amarelos e alguns podem viver na grama, e não em árvores. Porém, uma diferença em relação às espécies estudadas por Darwin estes largatos é que os anoles  evoluíram de quatro diferentes formas, nas ilhas de Porto Rico, Cuba, Jamaica e Hispaniola.

O lagarto anole-verde é nativo do Sudeste dos Estados Unidos e é a primeira espécie de lagarto com o seu genoma totalmente sequenciado e montado. Muitos pesquisadores mapearam mais de 20 genomas de mamíferos, mas a genética dos répteis ainda é relativamente inexplorada.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas preparam genoma do demônio da Tasmânia

Objetivo é proteger o animal ameaçado de extinção.
Doença contagiosa já eliminou cerca de 80% da população.

Os conservacionistas poderiam lançar mão de estudos genéticos para selecionar melhor os exemplares de demônios da Tasmânia a capturar para salvar a espécie da extinção, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (27).

O marsupial tem sido vítima de um tipo de câncer altamente contagioso, que causa tumores faciais (DFTD, na sigla em inglês) e que, desde sua descoberta há quinze anos, eliminou entre 70% e 90% de sua população em algumas áreas da Austrália, de onde é originário.

“Imaginem só um câncer humano que fosse contagioso através do aperto de mão. Erradicaria nossa espécie muito rapidamente”, disse Stephan Schuster, professor de bioquímica e biologia molecular da Penn State University e principal autor do estudo.

Os especialistas preveem que a epidemia poderia aniquilar toda a espécie em 2016, se alcançasse a totalidade do território onde vivem os demônios da Tasmânia.

Nos últimos anos, especialistas em conservação capturaram exemplares saudáveis para criação em zoológico e posterior soltura de novos animais uma vez que a doença for erradicada.

O estudo, publicado na edição desta segunda-feira das atas da Academia Americana de Ciências, sugere como usar a informação derivada do sequenciamento genético da espécie – obtida pela primeira vez por cientistas australianos no ano passado – para selecionar geneticamente uma espécie mais resistente.

Embora pareça lógico selecionar apenas animais com maior resistência inata ao DFTD, Schuster explicou que é importante manter certa diversidade genética para evitar futuras epidemias.

É preciso “desenvolver um conjunto de exemplares saudáveis variados, que podem lutar contra futuras doenças ou até mesmo contra agentes patogênicos que talvez ainda não tenham evoluído”, disse.

Para decidir quais indivíduos escolher em função do seu perfil genético, os cientistas sequenciaram o genoma de um denômio chamado Cedric, nascido em cativeiro e que demonstrou certa resistência ao câncer antes de, eventualmente, sucumbir a uma nova cepa.

Também foram analisados os dados genéticos de uma fêmea, Spirit, nascida em liberdade e que morreu em decorrência da doença, bem como de um de seus tumores.

Em seguida, compararam a informação genética recente com a encontrada em 175 exemplares de demônios em museus.

As informações foram combinadas para criar um modelo que determine quais animais capturar para desenvolver um programa de criação em cativeiro similar aos já existentes na Tasmânia e na Austrália em geral, destacou o estudo.

Fonte: Da France Presse