26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Entre os lêmures, cheiro da mãe pode indicar qual é o sexo do feto

Pesquisa descobriu que as lêmures à espera de machos exalam cheiro mais suave do que aquelas prenhas de fêmeas

Enquanto os humanos são reféns da ultrassonografia para saber o sexo do bebê ainda no útero, as lêmures prenhas possuem um método mais simples. Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriram que lêmures à espera de um macho têm um odor diferente das que estão prenhas de uma fêmea. A descoberta foi publicada na terça-feira no periódicoBiology Letter.

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que as fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole. Para o estudo, os cientistas coletaram secreções genitais de doze lêmures prenhas antes da gestação e durante ela. Os animais eram da espécie ringtailed, que produz um odor específico para transmitir informações sobre gênero e fertilidade, por exemplo.

Ao analisarem as substâncias responsáveis pelos odores das secreções recolhidas, os estudiosos descobriram que centenas de ingredientes fazem o cheiro da fêmea mudar quando está prenha. O número de componentes do odor diminuiu quando as fêmeas estavam prenhas, e a redução foi mais pronunciada naquelas que esperavam machos, de forma que o cheiro se tornava mais suave.

“Os níveis hormonais mudam dramaticamente durante a gestação. Filhotes machos e fêmeas afetam os hormônios das lêmures de formas diferentes”, diz Christine Drea, professora na Universidade Duke.

lêmure

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole (Bellarmin Ramahefasoa/VEJA).

Fonte: Veja Ciência


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Fêmeas de golfinhos mudam forma de nadar na gravidez, diz estudo

Cientistas norte-americanos filmaram os mamíferos no Havaí.
Mais lerdos, os animais ficam mais vulneráveis aos ataques de predadores.

Um grupo de cientistas norte-americanos descobriu que golfinhos alteram a forma com que nadam para compensar a mudança no corpo durante a gravidez. A equipe do Instituto de Ciência Marinha da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos, acompanhou o parto de golfinhos no Havaí. Os resultados do estudo foram divulgados na revista “The Journal of Experimental Biology”.

A vida de duas fêmeas dos golfinhos foi acompanhada por câmeras dos biólogos norte-americanos, desde a parte final da gravidez até que os filhotes estivessem com dois anos de idade. Além das filmagens, o grupo coordenado pela cientista Shawn Noren fez medições do comprimento e da velocidade dos mamíferos.

Noren descobriu que as golfinhas esperando filhotes eram muito mais lerdas para nadar, alcançando no máximo 3,54 m/s durante este período de gravidez. A circunferência na superfície frontal delas aumentou 51%. Esse crescimento causou um retardo na movimentação dos animais pela água.

Outro problema foi o excesso de depósito de gordura, necessários durante a gravidez, mas que atrapalharam a capacidade de flutuar dos golfinhos. Isso era especialmente problemático quando as fêmeas precisavam mergulhar para caçar.

Os problemas para nadar foram provados quando os biólogos notaram que o movimento das nadadeiras ficava reduzido durante a gravidez em até 13%. Para tentar compensar, os golfinhos tentavam bater as nadadeiras mais rápido.

As dificuldades de movimentação vividas durante o período de gestação tornam as fêmeas de golfinho mais vulneráveis a predadores e podem perder a competição com barcos pesqueiros na busca por atum, alerta a pesquisadora.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo






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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Entre os lêmures, cheiro da mãe pode indicar qual é o sexo do feto

Pesquisa descobriu que as lêmures à espera de machos exalam cheiro mais suave do que aquelas prenhas de fêmeas

Enquanto os humanos são reféns da ultrassonografia para saber o sexo do bebê ainda no útero, as lêmures prenhas possuem um método mais simples. Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriram que lêmures à espera de um macho têm um odor diferente das que estão prenhas de uma fêmea. A descoberta foi publicada na terça-feira no periódicoBiology Letter.

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que as fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole. Para o estudo, os cientistas coletaram secreções genitais de doze lêmures prenhas antes da gestação e durante ela. Os animais eram da espécie ringtailed, que produz um odor específico para transmitir informações sobre gênero e fertilidade, por exemplo.

Ao analisarem as substâncias responsáveis pelos odores das secreções recolhidas, os estudiosos descobriram que centenas de ingredientes fazem o cheiro da fêmea mudar quando está prenha. O número de componentes do odor diminuiu quando as fêmeas estavam prenhas, e a redução foi mais pronunciada naquelas que esperavam machos, de forma que o cheiro se tornava mais suave.

“Os níveis hormonais mudam dramaticamente durante a gestação. Filhotes machos e fêmeas afetam os hormônios das lêmures de formas diferentes”, diz Christine Drea, professora na Universidade Duke.

lêmure

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole (Bellarmin Ramahefasoa/VEJA).

Fonte: Veja Ciência


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Fêmeas de golfinhos mudam forma de nadar na gravidez, diz estudo

Cientistas norte-americanos filmaram os mamíferos no Havaí.
Mais lerdos, os animais ficam mais vulneráveis aos ataques de predadores.

Um grupo de cientistas norte-americanos descobriu que golfinhos alteram a forma com que nadam para compensar a mudança no corpo durante a gravidez. A equipe do Instituto de Ciência Marinha da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos, acompanhou o parto de golfinhos no Havaí. Os resultados do estudo foram divulgados na revista “The Journal of Experimental Biology”.

A vida de duas fêmeas dos golfinhos foi acompanhada por câmeras dos biólogos norte-americanos, desde a parte final da gravidez até que os filhotes estivessem com dois anos de idade. Além das filmagens, o grupo coordenado pela cientista Shawn Noren fez medições do comprimento e da velocidade dos mamíferos.

Noren descobriu que as golfinhas esperando filhotes eram muito mais lerdas para nadar, alcançando no máximo 3,54 m/s durante este período de gravidez. A circunferência na superfície frontal delas aumentou 51%. Esse crescimento causou um retardo na movimentação dos animais pela água.

Outro problema foi o excesso de depósito de gordura, necessários durante a gravidez, mas que atrapalharam a capacidade de flutuar dos golfinhos. Isso era especialmente problemático quando as fêmeas precisavam mergulhar para caçar.

Os problemas para nadar foram provados quando os biólogos notaram que o movimento das nadadeiras ficava reduzido durante a gravidez em até 13%. Para tentar compensar, os golfinhos tentavam bater as nadadeiras mais rápido.

As dificuldades de movimentação vividas durante o período de gestação tornam as fêmeas de golfinho mais vulneráveis a predadores e podem perder a competição com barcos pesqueiros na busca por atum, alerta a pesquisadora.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo