29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Vírus é provável causador de mortandade de golfinhos nos EUA

Morbillivírus cetáceo é similar ao que causa o sarampo humano.
Centenas de animais morreram na costa leste do país.

O morbillivírus cetáceo, um vírus similar ao do sarampo humano, é a causa provável da morte de centenas de golfinhos nariz-de-garrafa na costa leste dos Estados Unidos desde julho.

Este vírus afeta os pulmões e o cérebro, causando pneumonia e comportamento errático, e geralmente é letal, afirmaram os especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). “Muitos golfinhos apresentavam lesões na pele, na boca, nas articulações e nos pulmões”, afirmou a NOAA em um comunicado.

“A causa preliminar é atribuída ao morbillivirus cetáceo, com base em diagnósticos e discussões de especialistas na doença”, acrescentou. Outras mortandades em massa vinculadas ao morbillivirus afetaram os golfinhos no nordeste dos Estados Unidos em 1987-1989 e no Golfo do México em 1992 e 1994.

Um total de 488 golfinhos nariz-de-garrafa morreram ao longo do ano na costa leste, de Nova York à Carolina do Norte.

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto na terça (6) (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Visão de cima de golfinho morto antes da necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Golfinho passa por necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Fonte: Globo Natureza


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Baleia consegue direcionar impulsos sonoros para localizar presas

Pesquisa mostra que animais marinhos podem ajustar o ‘foco’ de seu sistema de ecolocalização

Em águas profundas, a escuridão impossibilita que animais como golfinhos e baleias usem a visão para caçar presas. Por isso, eles dependem de um sistema biológico conhecido comoecolocalização para encontrar seus alimentos com precisão. Agora, um estudo da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos, demonstrou que esses animais conseguem direcionar impulsos sonoros, transmitidos por meio da ecolocalização, para o alvo em questão, assim como os humanos concentram sua visão em objetos próximos ou distantes.

Um programa do Instituto de Biologia Marinha da universidade americana, sediado na ilha Coconut, monitorou uma baleia batizada Kina, da espécie Pseudorca crassidens, conhecida como falsa-orca. Com 20 anos de idade, Kina já é uma veterana em pesquisas que envolvem ecolocalização, sendo treinada há muito tempo para se comunicar com seus treinadores em situações em que consegue perceber a diferença no tamanho e na forma de objetos experimentais em seu ambiente.

No novo estudo, publicado nesta quinta-feira no Journal of Experimental Biology, Kina foi exposta a diversos alvos – uma série de cilindros ocos. A baleia foi treinada para avisar quando detectasse um cilindro de determinado tamanho e espessura. Se o objeto apresentasse características diferentes das pré-estabelecidas, ela deveria se manter imóvel. Kina não podia ver qual cilindro era colocado na água, então ela precisou usar a ecolocalização para medir o tamanho do alvo.

Durante todo o teste, os pesquisadores gravaram os impulsos sonoros transmitidos pela baleia com microfones próprios para a água e, posteriormente, conseguiram reconstituir a forma dessas ondas sonoras usando programas de computador. Os resultados foram incríveis: Kina foi capaz de perceber a diferença entre dois objetos, cujos tamanhos diferem apenas pela largura de um fio de cabelo humano, a uma distância de oito metros dos alvos.

Além da precisão do sistema de ecolocalização, o estudo americano foi capaz de revelar que a baleia é capaz de direcionar seus impulsos sonoros. Quando o alvo estava muito longe ou tinha formato e tamanho difíceis de serem diferenciados, a falsa-orca mudava a forma de seus impulsos de ecolocalização para ficarem ainda mais concentrados no objeto. A habilidade se assemelha ao modo como os olhos humanos focalizam elementos, mas em vez da luz, as baleias utilizam apenas o som.

A ecolocalização, assim como sua capacidade de foco, decorre de um órgão especializado chamado órgão de espermacete, também conhecido como melão – um acúmulo de gordura presente na testa de certos animais marinhos, como golfinhos e algumas baleias. Ao forçar o ar através do melão, as falsas-orcas produzem impulsos sonoros, responsáveis pela ecolocalização. A musculatura em volta desse órgão provavelmente também contribui para a habilidade de focagem.

“Esta é a primeira vez que alguém cria um projeto básico para mostrar que existe uma focalização diferencial dos impulsos sonoros sobre diferentes alvos e diferentes condições de ecolocalização”, diz Laura Kloepper, principal autora do estudo.

Saiba mais

ECOLOCALIZAÇÃO
O sistema de ecolocalização, também chamado de biossonar, é a habilidade natural de detectar a posição e distância de elementos, como animais ou obstáculos do ambiente, por meio da emissão de ondas sonoras, tanto no ar como na água. Para isso, o sistema calcula o tempo gasto para esses impulsos serem emitidos, refletirem no alvo e voltarem à fonte – como uma forma de eco. Presente em animais como morcegos, golfinhos e baleias, a ecolocalização é útil para detectar presas e mesmo para a locomoção.

Kina, a falsa-orca que participou do estudo

Kina, a falsa-orca que participou do estudo (Marine Mammal Research Program / Hawaii Institute of Marine Biology)

Fonte: Veja Ciência


19 de março de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas querem que golfinhos tenham “direitos humanos”

O parque aquático Sea World, nos EUA, foi processado por confinar cinco membros de sua equipe em um espaço diminuto e obrigá-los a fazer rotineiramente apresentações para o público. As autoras da ação? Um grupo de cinco orcas.

Elas foram representadas por uma ONG de direitos dos animais, que entrou com o pedido. Embora o juiz tenha optado por não levar o caso adiante, essa foi a primeira vez que um tribunal federal americano chegou a analisar algo do tipo.

Nos Estados Unidos e em outros países, é cada vez maior a quantidade de cientistas e organizações que se mobilizam pelos direitos dos cetáceos – o grupo de mamíferos marinhos que inclui os golfinhos e as baleias.

Ao fazer suas reivindicações, eles se apoiam em pesquisas que comprovam que esses animais são, de fato, muito especiais.

Assim como os humanos, os golfinhos fazem parte do seleto grupo de espécies que conseguem reconhecer o próprio reflexo no espelho.

Eles também têm um cérebro grande e complexo, com capacidade de raciocínio comparável à dos chimpanzés, considerados os nossos parentes mais próximos.

Além disso, golfinhos costumam se esforçar para ajudar os indivíduos feridos do grupo. E até ferramentas eles conseguem manejar.

Individualidade – “A ciência já mostrou que individualidade e autopercepção não são propriedades apenas humanas. E isso traz todo tipo de desafios”, diz Thomas White, especialista em ética da Universidade Loyola Marymount, nos EUA.

O cientista é um dos principais articuladores para a edição de uma espécie de tratado de direitos “humanos” para os cetáceos.

Segundo os especialistas, os golfinhos são tão avançados que devem ser considerados “pessoas não humanas” e ter seu direito à vida e à liberdade garantidos em documento internacional.

Em 2010, em um congresso em Helsinki, na Finlândia, foram decididos os pontos principais desse documento. Agora, White e outros cientistas viajam o mundo tentando difundi-lo.

No mês passado, eles foram a um dos maiores eventos científicos do mundo, a reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência) em Vancouver, no Canadá, tentando engajar os cientistas e a opinião pública em favor da causa dos cetáceos.

Os cientistas se dizem otimistas com o futuro do projeto. Mas, até mesmo no evento, não faltaram vozes críticas à declaração.

Uma das principais questões levantadas é: em um planeta com 7 bilhões de pessoas, muitas sofrendo com guerra, fome e epidemias, vale a pena se preocupar tanto com direitos específicos desses animais?

Na opinião de Thomas White e companhia, sim.

“Algumas pessoas podem se perguntar se isso nos levará a uma sociedade em que pisar numa formiga será crime e poderá levar alguém para a cadeia. Não é assim”, diz Lori Marino, cientista da Universidade Emory que também participou da conferência. “O que nós queremos é que os direitos básicos desses animais sejam compatíveis com as suas necessidades.”

Se fosse ratificado internacionalmente, esse projeto inviabilizaria parques como o Sea World, além de punir a caça a baleias e mesmo a captura acidental de golfinhos.

Fonte: Giuliana Miranda/ Folha.com


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Golfinhos têm assobio individual que usam para fins sociais

Golfinhos nariz-de-garrafa têm assobios individuais que usam exclusivamente para saudar outros membros da espécie, anunciaram biólogos marinhos em estudo que será publicado nesta terça-feira. Usando hidrofones, cientistas da Universidade de Saint Andrews, gravaram golfinhos nadando na Baía de Saint Andrews, na costa nordeste da Escócia, nos verões de 2003 e 2004.

Quando grupos de golfinhos se encontravam, eles trocavam assobios aparentemente com o mesmo som. Mas análises forenses revelaram que os assobios eram, na verdade, assinaturas individuais, uma vez que não combinavam ou eram imitados por outros animais.

“As trocas de assobios indviduais são uma parte significativa de uma sequência de saudações que permite aos golfinhos identificar conespecíficos (membros da mesma espécie) ao encontrá-los na natureza”, destacou o estudo.

Segundo a pesquisa, os assobios são claramente importantes, uma vez que foram ouvidos em 90% dos encontros, acrescentou. Um sinal em particular veio daquele que parecia ser o líder do grupo, aparentemente dando o “OK” para os companheiros se unirem ao outro grupo.

Outros assobios poderiam ser relacionados com a aprovação sobre os papéis na busca de comida ou a identificação de indivíduos para socialização. Os golfinhos nariz-de-garrafa atuam em uma sociedade “fissão-fusão”, o que significa que eles vivem em grupos cujo número é fluido.

O estudo, realizado por Vincent Janik e Nicola Quick, é publicado no periódico britânico Proceedings of the Royal Society B. A descoberta adiciona uma curiosidade sobre o golfinho nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), um das poucas espécies capazes de inventar ou copiar ruídos.

As demais são as aves cantoras, as baleias, as focas e os morcegos, mas nestas espécies, o truque aprendido tem como objetivo a reprodução e são os machos que aprendem a cantar para atrair as fêmeas.

Segundo os cientistas, ao usar assobios para divulgar identidade e detalhes do meio ambiente, os golfinhos compartilham habilidades similares às do falante papagaio-cinzento.

Fonte: Portal Terra


11 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pelo menos 264 golfinhos aparecem mortos na costa norte do Peru

LIMA, 10 Fev 2012 (AFP) -Pelo menos 264 golfinhos apareceram mortos nos últimos três dias nas praias da região de Lambayeque, costa norte do Peru, informou nesta sexta-feira o Instituto do Mar do Peru (Imarpe), em meio a versões de que teriam morrido por contaminação de petróleo.

“Percorremos 103 quilômetros de praia arenosa e encontramos 264 golfinhos encalhados e mortos”, disse à AFP Edward Barriga, funcionário da Imarpe em Lambayeque (760 km ao norte de Lima).

“Estamos retirando mostras para determinar as causas da morte destes animais” disse o funcionário estatal, após destacar que também foram encontradas na região uma grande quantidade de anchovas mortas.

Carlos Yaipén, da Organização Científica para Conservação de Animais Marinhos, qualificou de “bastante grave” a grande mortalidade dos golfinhos que apareceram ao longo da costa norte do Peru.

“É possível que os golfinhos tenham morrido pela contaminação ou pelo impacto do estudo hídrico de empresas petrolíferas da região” disse à AFP Yaipen.

Segundo o presidente da Associação de Maricultores de Lambayeque, Jorge Cabrejos, as anchovas supostamente ingeriram plâncton descomposto e contaminado, o que teria causado a intoxicação dos golfinhos que se alimentam desses peixes.

Cabrejos descartou que os pescadores artesanais tenho causado a morte dos golfinhos.

O Peru registra 34 das 81 espécies de cetáceos do mundo, das quais 17 são golfinhos. A espécie mais comum de golfinho de águas marinhas no Peru é chamado de nariz de garrafa (Tursiops truncatus), o Mesoplodon peruvianus, de golfinho escuro.

O golfinho tropical é uma das novas espécies que emigrou para o mar peruano, ao abandonar as águas mais quentes que formavam seu hábitat comum e agora é possível observá-lo nas costas peruanas.

Fonte: France Presse / G1


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Fêmeas de golfinhos mudam forma de nadar na gravidez, diz estudo

Cientistas norte-americanos filmaram os mamíferos no Havaí.
Mais lerdos, os animais ficam mais vulneráveis aos ataques de predadores.

Um grupo de cientistas norte-americanos descobriu que golfinhos alteram a forma com que nadam para compensar a mudança no corpo durante a gravidez. A equipe do Instituto de Ciência Marinha da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos, acompanhou o parto de golfinhos no Havaí. Os resultados do estudo foram divulgados na revista “The Journal of Experimental Biology”.

A vida de duas fêmeas dos golfinhos foi acompanhada por câmeras dos biólogos norte-americanos, desde a parte final da gravidez até que os filhotes estivessem com dois anos de idade. Além das filmagens, o grupo coordenado pela cientista Shawn Noren fez medições do comprimento e da velocidade dos mamíferos.

Noren descobriu que as golfinhas esperando filhotes eram muito mais lerdas para nadar, alcançando no máximo 3,54 m/s durante este período de gravidez. A circunferência na superfície frontal delas aumentou 51%. Esse crescimento causou um retardo na movimentação dos animais pela água.

Outro problema foi o excesso de depósito de gordura, necessários durante a gravidez, mas que atrapalharam a capacidade de flutuar dos golfinhos. Isso era especialmente problemático quando as fêmeas precisavam mergulhar para caçar.

Os problemas para nadar foram provados quando os biólogos notaram que o movimento das nadadeiras ficava reduzido durante a gravidez em até 13%. Para tentar compensar, os golfinhos tentavam bater as nadadeiras mais rápido.

As dificuldades de movimentação vividas durante o período de gestação tornam as fêmeas de golfinho mais vulneráveis a predadores e podem perder a competição com barcos pesqueiros na busca por atum, alerta a pesquisadora.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Golfinhos morrem após encalhe em praia da Indonésia

Segundo autoridades, 23 animais ficaram presos em um banco de areia.
Sete espécimes foram resgatados com vida e devolvidos ao mar.

golfinhos mortos (Foto: Stringer/Reuters)

Nesta quinta-feira (29), autoridades ambientais enfileiram corpos de golfinhos que encalharam em uma praia de Ujong Kulon, na província de Banten, na Indonésia. De acordo com a imprensa local, 23 espécimes encalharam no banco de areia, mas 16 morreram. Os demais foram devolvidos ao mar (Foto: Stringer/Reuters)

golfinhos mortos (Foto: Stringer/Reuters)

Uma vala foi aberta em uma praia de Ujong Kulon nesta quinta-feira (29) para enterrar os corpos dos golfinhos mortos (Foto: Stringer/Reuters)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Golfinhos podem se chamar pelo “nome”

Quando separados, animais imitam o assobio que identifica cada um deles.

Cientistas descobriram que os golfinhos podem se chamar pelo “nome”. Stephanie King, da Universidade de St Andrews (Escócia), e colegas, monitoraram 179 pares de golfinhos nariz-de-garrafa na costa da Flórida (EUA) entre 1988 e 2004. De acordo com matéria publicada no site da revista New Scientist, o grupo de pesquisadores descobriu que pelo menos 20 deles copiavam o “assobio” de identidade de outros golfinhos — a forma como eles se identificam. Os resultados foram apresentados na conferência da Associação para o Estudo do Comportamento Animal, na Universidade de St Andrews.

Esse tipo de comportamento nunca foi registrado. Apenas golfinhos que eram muito próximos, como mãe e filho ou parceiros da caça, imitavam o assobio uns dos outros. O novo estudo sugere que os animais não copiam o assobio de identidade apenas para imitar. A frequência do som produzido pelos mamíferos analisados mudou da mesma forma que o original que tentavam imitar, mas ou não tinha a mesma duração ou se iniciava a partir de uma frequência maior.

Os cientistas supõem que a imitação do assobio entre golfinhos acontece quando eles querem se reunir. Isso porque o comportamento só foi observado quando eles estavam separados. Stephanie acredita que os animais estavam utilizando uma forma própria de chamarem uns aos outros.

Contudo, a pesquisa deve ser encarada com cautela. De acordo com especialistas consultados pela New Scientist, para ter certeza de que os animais estão usando o assobio para se referir a um indivíduo específico, os pesquisadores teriam que mostrar que os golfinhos respondem quando são imitados em qualquer situação.

Saiba mais:

  1. A “voz” dos golfinhos – Os golfinhos conseguem produzir vários tipos de sons usando bolsas nasais. Podem ser divididos em três categorias: assobios modulados, pulsos ultrassônicos ou estalos. Os dois primeiros são utilizados para se comunicar e os estalos para a ecolocalização, uma forma de utilizar o som para extrair informações do ambiente que cerca o animal.
  2. Assobio? – Apesar de o som ser bastante semelhante, os golfinhos não assobiam de verdade. Um grupo de cientistas da Dinamarca gravou o assobio de um golfinho depois de ele ter respirado gás hélio e posteriormente ar comum. O som era praticamente o mesmo nos dois casos. Se o animal estivesse assobiando mesmo — empurrando o ar através de uma câmara —, o hélio teria mudado a frequência do som. Contudo, um som semelhante pode ser produzido ao vibrar uma membrana.

Parceiros: cientistas supõem que golfinhos muito próximos imitam o assobio de outros quando querem chamá-los

Parceiros: cientistas supõem que golfinhos muito próximos imitam o assobio de outros quando querem chamá-los (Tom Brakefield/Stockbyte/ThinkStock)


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas vão testar comunicação com golfinhos por computador

Um computador capaz de reconhecer o som emitido por golfinhos e gerar respostas em tempo real é o trabalho que está sendo desenvolvido pela organização Projeto de Golfinhos Selvagens, na Flórida (USA).

Grupos desses cetáceos têm se comunicado com humanos, por meio de desenhos e sons, desde a década de 60. Mas a comunicação é quase de uma mão única, explica Denise Herzing, que está à frente da pesquisa.

Desde 1998, Herzing e colegas tentam estabelecer uma comunicação de duas vias com os golfinhos. Primeiro, pelo uso de sons artificiais e, depois, associando-se os sons emitidos a quatro símbolos que aparecem em um keyboard especial usado debaixo d’água.

O golfinho pode pedir coisas apontando para cada um dos símbolos, como brincar ou pegar uma carona em uma onda, e não apenas receber ordens humanas.

O projeto é uma colaboração com o pesquisador de inteligência artificial Thad Starner, do Instituto de Tecnologia de Georgia, em Atlanta (EUA). A meta é criar um sistema de linguagem com os quais os golfinhos selvagens se comuniquem naturalmente que, por si só, já é uma grande desafio.

Os golfinhos podem produzir sons em frequências mais altas a 200 quilo-hertz –ou seja, quase dez vezes mais do que o ouvido humano é capaz de captar. Outro ponto a ser superado é como os animais projetam sons em diferentes direções sem mexer a cabeça, o que torna mais difícil reconhecer o “som-palavra” que emitiu.

Para contornar esse problema, Starner e colegas estão construindo um protótipo de computador do tamanho de um smartphone, dotado de dois fones de ouvido concebidos para funcionar debaixo d’água e captar os mais variados sons para então decifrá-los.

“Nem mesmo sabemos se os golfinhos usam palavras”, admite Herzing. “Poderíamos usar os sinais deles, se nós os conhecêssemos.”

Fonte: DA “NEW SCIENTIST”


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29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Vírus é provável causador de mortandade de golfinhos nos EUA

Morbillivírus cetáceo é similar ao que causa o sarampo humano.
Centenas de animais morreram na costa leste do país.

O morbillivírus cetáceo, um vírus similar ao do sarampo humano, é a causa provável da morte de centenas de golfinhos nariz-de-garrafa na costa leste dos Estados Unidos desde julho.

Este vírus afeta os pulmões e o cérebro, causando pneumonia e comportamento errático, e geralmente é letal, afirmaram os especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). “Muitos golfinhos apresentavam lesões na pele, na boca, nas articulações e nos pulmões”, afirmou a NOAA em um comunicado.

“A causa preliminar é atribuída ao morbillivirus cetáceo, com base em diagnósticos e discussões de especialistas na doença”, acrescentou. Outras mortandades em massa vinculadas ao morbillivirus afetaram os golfinhos no nordeste dos Estados Unidos em 1987-1989 e no Golfo do México em 1992 e 1994.

Um total de 488 golfinhos nariz-de-garrafa morreram ao longo do ano na costa leste, de Nova York à Carolina do Norte.

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto na terça (6) (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Visão de cima de golfinho morto antes da necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Golfinho passa por necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Fonte: Globo Natureza


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Baleia consegue direcionar impulsos sonoros para localizar presas

Pesquisa mostra que animais marinhos podem ajustar o ‘foco’ de seu sistema de ecolocalização

Em águas profundas, a escuridão impossibilita que animais como golfinhos e baleias usem a visão para caçar presas. Por isso, eles dependem de um sistema biológico conhecido comoecolocalização para encontrar seus alimentos com precisão. Agora, um estudo da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos, demonstrou que esses animais conseguem direcionar impulsos sonoros, transmitidos por meio da ecolocalização, para o alvo em questão, assim como os humanos concentram sua visão em objetos próximos ou distantes.

Um programa do Instituto de Biologia Marinha da universidade americana, sediado na ilha Coconut, monitorou uma baleia batizada Kina, da espécie Pseudorca crassidens, conhecida como falsa-orca. Com 20 anos de idade, Kina já é uma veterana em pesquisas que envolvem ecolocalização, sendo treinada há muito tempo para se comunicar com seus treinadores em situações em que consegue perceber a diferença no tamanho e na forma de objetos experimentais em seu ambiente.

No novo estudo, publicado nesta quinta-feira no Journal of Experimental Biology, Kina foi exposta a diversos alvos – uma série de cilindros ocos. A baleia foi treinada para avisar quando detectasse um cilindro de determinado tamanho e espessura. Se o objeto apresentasse características diferentes das pré-estabelecidas, ela deveria se manter imóvel. Kina não podia ver qual cilindro era colocado na água, então ela precisou usar a ecolocalização para medir o tamanho do alvo.

Durante todo o teste, os pesquisadores gravaram os impulsos sonoros transmitidos pela baleia com microfones próprios para a água e, posteriormente, conseguiram reconstituir a forma dessas ondas sonoras usando programas de computador. Os resultados foram incríveis: Kina foi capaz de perceber a diferença entre dois objetos, cujos tamanhos diferem apenas pela largura de um fio de cabelo humano, a uma distância de oito metros dos alvos.

Além da precisão do sistema de ecolocalização, o estudo americano foi capaz de revelar que a baleia é capaz de direcionar seus impulsos sonoros. Quando o alvo estava muito longe ou tinha formato e tamanho difíceis de serem diferenciados, a falsa-orca mudava a forma de seus impulsos de ecolocalização para ficarem ainda mais concentrados no objeto. A habilidade se assemelha ao modo como os olhos humanos focalizam elementos, mas em vez da luz, as baleias utilizam apenas o som.

A ecolocalização, assim como sua capacidade de foco, decorre de um órgão especializado chamado órgão de espermacete, também conhecido como melão – um acúmulo de gordura presente na testa de certos animais marinhos, como golfinhos e algumas baleias. Ao forçar o ar através do melão, as falsas-orcas produzem impulsos sonoros, responsáveis pela ecolocalização. A musculatura em volta desse órgão provavelmente também contribui para a habilidade de focagem.

“Esta é a primeira vez que alguém cria um projeto básico para mostrar que existe uma focalização diferencial dos impulsos sonoros sobre diferentes alvos e diferentes condições de ecolocalização”, diz Laura Kloepper, principal autora do estudo.

Saiba mais

ECOLOCALIZAÇÃO
O sistema de ecolocalização, também chamado de biossonar, é a habilidade natural de detectar a posição e distância de elementos, como animais ou obstáculos do ambiente, por meio da emissão de ondas sonoras, tanto no ar como na água. Para isso, o sistema calcula o tempo gasto para esses impulsos serem emitidos, refletirem no alvo e voltarem à fonte – como uma forma de eco. Presente em animais como morcegos, golfinhos e baleias, a ecolocalização é útil para detectar presas e mesmo para a locomoção.

Kina, a falsa-orca que participou do estudo

Kina, a falsa-orca que participou do estudo (Marine Mammal Research Program / Hawaii Institute of Marine Biology)

Fonte: Veja Ciência


19 de março de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas querem que golfinhos tenham “direitos humanos”

O parque aquático Sea World, nos EUA, foi processado por confinar cinco membros de sua equipe em um espaço diminuto e obrigá-los a fazer rotineiramente apresentações para o público. As autoras da ação? Um grupo de cinco orcas.

Elas foram representadas por uma ONG de direitos dos animais, que entrou com o pedido. Embora o juiz tenha optado por não levar o caso adiante, essa foi a primeira vez que um tribunal federal americano chegou a analisar algo do tipo.

Nos Estados Unidos e em outros países, é cada vez maior a quantidade de cientistas e organizações que se mobilizam pelos direitos dos cetáceos – o grupo de mamíferos marinhos que inclui os golfinhos e as baleias.

Ao fazer suas reivindicações, eles se apoiam em pesquisas que comprovam que esses animais são, de fato, muito especiais.

Assim como os humanos, os golfinhos fazem parte do seleto grupo de espécies que conseguem reconhecer o próprio reflexo no espelho.

Eles também têm um cérebro grande e complexo, com capacidade de raciocínio comparável à dos chimpanzés, considerados os nossos parentes mais próximos.

Além disso, golfinhos costumam se esforçar para ajudar os indivíduos feridos do grupo. E até ferramentas eles conseguem manejar.

Individualidade – “A ciência já mostrou que individualidade e autopercepção não são propriedades apenas humanas. E isso traz todo tipo de desafios”, diz Thomas White, especialista em ética da Universidade Loyola Marymount, nos EUA.

O cientista é um dos principais articuladores para a edição de uma espécie de tratado de direitos “humanos” para os cetáceos.

Segundo os especialistas, os golfinhos são tão avançados que devem ser considerados “pessoas não humanas” e ter seu direito à vida e à liberdade garantidos em documento internacional.

Em 2010, em um congresso em Helsinki, na Finlândia, foram decididos os pontos principais desse documento. Agora, White e outros cientistas viajam o mundo tentando difundi-lo.

No mês passado, eles foram a um dos maiores eventos científicos do mundo, a reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência) em Vancouver, no Canadá, tentando engajar os cientistas e a opinião pública em favor da causa dos cetáceos.

Os cientistas se dizem otimistas com o futuro do projeto. Mas, até mesmo no evento, não faltaram vozes críticas à declaração.

Uma das principais questões levantadas é: em um planeta com 7 bilhões de pessoas, muitas sofrendo com guerra, fome e epidemias, vale a pena se preocupar tanto com direitos específicos desses animais?

Na opinião de Thomas White e companhia, sim.

“Algumas pessoas podem se perguntar se isso nos levará a uma sociedade em que pisar numa formiga será crime e poderá levar alguém para a cadeia. Não é assim”, diz Lori Marino, cientista da Universidade Emory que também participou da conferência. “O que nós queremos é que os direitos básicos desses animais sejam compatíveis com as suas necessidades.”

Se fosse ratificado internacionalmente, esse projeto inviabilizaria parques como o Sea World, além de punir a caça a baleias e mesmo a captura acidental de golfinhos.

Fonte: Giuliana Miranda/ Folha.com


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Golfinhos têm assobio individual que usam para fins sociais

Golfinhos nariz-de-garrafa têm assobios individuais que usam exclusivamente para saudar outros membros da espécie, anunciaram biólogos marinhos em estudo que será publicado nesta terça-feira. Usando hidrofones, cientistas da Universidade de Saint Andrews, gravaram golfinhos nadando na Baía de Saint Andrews, na costa nordeste da Escócia, nos verões de 2003 e 2004.

Quando grupos de golfinhos se encontravam, eles trocavam assobios aparentemente com o mesmo som. Mas análises forenses revelaram que os assobios eram, na verdade, assinaturas individuais, uma vez que não combinavam ou eram imitados por outros animais.

“As trocas de assobios indviduais são uma parte significativa de uma sequência de saudações que permite aos golfinhos identificar conespecíficos (membros da mesma espécie) ao encontrá-los na natureza”, destacou o estudo.

Segundo a pesquisa, os assobios são claramente importantes, uma vez que foram ouvidos em 90% dos encontros, acrescentou. Um sinal em particular veio daquele que parecia ser o líder do grupo, aparentemente dando o “OK” para os companheiros se unirem ao outro grupo.

Outros assobios poderiam ser relacionados com a aprovação sobre os papéis na busca de comida ou a identificação de indivíduos para socialização. Os golfinhos nariz-de-garrafa atuam em uma sociedade “fissão-fusão”, o que significa que eles vivem em grupos cujo número é fluido.

O estudo, realizado por Vincent Janik e Nicola Quick, é publicado no periódico britânico Proceedings of the Royal Society B. A descoberta adiciona uma curiosidade sobre o golfinho nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), um das poucas espécies capazes de inventar ou copiar ruídos.

As demais são as aves cantoras, as baleias, as focas e os morcegos, mas nestas espécies, o truque aprendido tem como objetivo a reprodução e são os machos que aprendem a cantar para atrair as fêmeas.

Segundo os cientistas, ao usar assobios para divulgar identidade e detalhes do meio ambiente, os golfinhos compartilham habilidades similares às do falante papagaio-cinzento.

Fonte: Portal Terra


11 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pelo menos 264 golfinhos aparecem mortos na costa norte do Peru

LIMA, 10 Fev 2012 (AFP) -Pelo menos 264 golfinhos apareceram mortos nos últimos três dias nas praias da região de Lambayeque, costa norte do Peru, informou nesta sexta-feira o Instituto do Mar do Peru (Imarpe), em meio a versões de que teriam morrido por contaminação de petróleo.

“Percorremos 103 quilômetros de praia arenosa e encontramos 264 golfinhos encalhados e mortos”, disse à AFP Edward Barriga, funcionário da Imarpe em Lambayeque (760 km ao norte de Lima).

“Estamos retirando mostras para determinar as causas da morte destes animais” disse o funcionário estatal, após destacar que também foram encontradas na região uma grande quantidade de anchovas mortas.

Carlos Yaipén, da Organização Científica para Conservação de Animais Marinhos, qualificou de “bastante grave” a grande mortalidade dos golfinhos que apareceram ao longo da costa norte do Peru.

“É possível que os golfinhos tenham morrido pela contaminação ou pelo impacto do estudo hídrico de empresas petrolíferas da região” disse à AFP Yaipen.

Segundo o presidente da Associação de Maricultores de Lambayeque, Jorge Cabrejos, as anchovas supostamente ingeriram plâncton descomposto e contaminado, o que teria causado a intoxicação dos golfinhos que se alimentam desses peixes.

Cabrejos descartou que os pescadores artesanais tenho causado a morte dos golfinhos.

O Peru registra 34 das 81 espécies de cetáceos do mundo, das quais 17 são golfinhos. A espécie mais comum de golfinho de águas marinhas no Peru é chamado de nariz de garrafa (Tursiops truncatus), o Mesoplodon peruvianus, de golfinho escuro.

O golfinho tropical é uma das novas espécies que emigrou para o mar peruano, ao abandonar as águas mais quentes que formavam seu hábitat comum e agora é possível observá-lo nas costas peruanas.

Fonte: France Presse / G1


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Fêmeas de golfinhos mudam forma de nadar na gravidez, diz estudo

Cientistas norte-americanos filmaram os mamíferos no Havaí.
Mais lerdos, os animais ficam mais vulneráveis aos ataques de predadores.

Um grupo de cientistas norte-americanos descobriu que golfinhos alteram a forma com que nadam para compensar a mudança no corpo durante a gravidez. A equipe do Instituto de Ciência Marinha da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos, acompanhou o parto de golfinhos no Havaí. Os resultados do estudo foram divulgados na revista “The Journal of Experimental Biology”.

A vida de duas fêmeas dos golfinhos foi acompanhada por câmeras dos biólogos norte-americanos, desde a parte final da gravidez até que os filhotes estivessem com dois anos de idade. Além das filmagens, o grupo coordenado pela cientista Shawn Noren fez medições do comprimento e da velocidade dos mamíferos.

Noren descobriu que as golfinhas esperando filhotes eram muito mais lerdas para nadar, alcançando no máximo 3,54 m/s durante este período de gravidez. A circunferência na superfície frontal delas aumentou 51%. Esse crescimento causou um retardo na movimentação dos animais pela água.

Outro problema foi o excesso de depósito de gordura, necessários durante a gravidez, mas que atrapalharam a capacidade de flutuar dos golfinhos. Isso era especialmente problemático quando as fêmeas precisavam mergulhar para caçar.

Os problemas para nadar foram provados quando os biólogos notaram que o movimento das nadadeiras ficava reduzido durante a gravidez em até 13%. Para tentar compensar, os golfinhos tentavam bater as nadadeiras mais rápido.

As dificuldades de movimentação vividas durante o período de gestação tornam as fêmeas de golfinho mais vulneráveis a predadores e podem perder a competição com barcos pesqueiros na busca por atum, alerta a pesquisadora.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Golfinhos morrem após encalhe em praia da Indonésia

Segundo autoridades, 23 animais ficaram presos em um banco de areia.
Sete espécimes foram resgatados com vida e devolvidos ao mar.

golfinhos mortos (Foto: Stringer/Reuters)

Nesta quinta-feira (29), autoridades ambientais enfileiram corpos de golfinhos que encalharam em uma praia de Ujong Kulon, na província de Banten, na Indonésia. De acordo com a imprensa local, 23 espécimes encalharam no banco de areia, mas 16 morreram. Os demais foram devolvidos ao mar (Foto: Stringer/Reuters)

golfinhos mortos (Foto: Stringer/Reuters)

Uma vala foi aberta em uma praia de Ujong Kulon nesta quinta-feira (29) para enterrar os corpos dos golfinhos mortos (Foto: Stringer/Reuters)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Golfinhos podem se chamar pelo “nome”

Quando separados, animais imitam o assobio que identifica cada um deles.

Cientistas descobriram que os golfinhos podem se chamar pelo “nome”. Stephanie King, da Universidade de St Andrews (Escócia), e colegas, monitoraram 179 pares de golfinhos nariz-de-garrafa na costa da Flórida (EUA) entre 1988 e 2004. De acordo com matéria publicada no site da revista New Scientist, o grupo de pesquisadores descobriu que pelo menos 20 deles copiavam o “assobio” de identidade de outros golfinhos — a forma como eles se identificam. Os resultados foram apresentados na conferência da Associação para o Estudo do Comportamento Animal, na Universidade de St Andrews.

Esse tipo de comportamento nunca foi registrado. Apenas golfinhos que eram muito próximos, como mãe e filho ou parceiros da caça, imitavam o assobio uns dos outros. O novo estudo sugere que os animais não copiam o assobio de identidade apenas para imitar. A frequência do som produzido pelos mamíferos analisados mudou da mesma forma que o original que tentavam imitar, mas ou não tinha a mesma duração ou se iniciava a partir de uma frequência maior.

Os cientistas supõem que a imitação do assobio entre golfinhos acontece quando eles querem se reunir. Isso porque o comportamento só foi observado quando eles estavam separados. Stephanie acredita que os animais estavam utilizando uma forma própria de chamarem uns aos outros.

Contudo, a pesquisa deve ser encarada com cautela. De acordo com especialistas consultados pela New Scientist, para ter certeza de que os animais estão usando o assobio para se referir a um indivíduo específico, os pesquisadores teriam que mostrar que os golfinhos respondem quando são imitados em qualquer situação.

Saiba mais:

  1. A “voz” dos golfinhos – Os golfinhos conseguem produzir vários tipos de sons usando bolsas nasais. Podem ser divididos em três categorias: assobios modulados, pulsos ultrassônicos ou estalos. Os dois primeiros são utilizados para se comunicar e os estalos para a ecolocalização, uma forma de utilizar o som para extrair informações do ambiente que cerca o animal.
  2. Assobio? – Apesar de o som ser bastante semelhante, os golfinhos não assobiam de verdade. Um grupo de cientistas da Dinamarca gravou o assobio de um golfinho depois de ele ter respirado gás hélio e posteriormente ar comum. O som era praticamente o mesmo nos dois casos. Se o animal estivesse assobiando mesmo — empurrando o ar através de uma câmara —, o hélio teria mudado a frequência do som. Contudo, um som semelhante pode ser produzido ao vibrar uma membrana.

Parceiros: cientistas supõem que golfinhos muito próximos imitam o assobio de outros quando querem chamá-los

Parceiros: cientistas supõem que golfinhos muito próximos imitam o assobio de outros quando querem chamá-los (Tom Brakefield/Stockbyte/ThinkStock)


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas vão testar comunicação com golfinhos por computador

Um computador capaz de reconhecer o som emitido por golfinhos e gerar respostas em tempo real é o trabalho que está sendo desenvolvido pela organização Projeto de Golfinhos Selvagens, na Flórida (USA).

Grupos desses cetáceos têm se comunicado com humanos, por meio de desenhos e sons, desde a década de 60. Mas a comunicação é quase de uma mão única, explica Denise Herzing, que está à frente da pesquisa.

Desde 1998, Herzing e colegas tentam estabelecer uma comunicação de duas vias com os golfinhos. Primeiro, pelo uso de sons artificiais e, depois, associando-se os sons emitidos a quatro símbolos que aparecem em um keyboard especial usado debaixo d’água.

O golfinho pode pedir coisas apontando para cada um dos símbolos, como brincar ou pegar uma carona em uma onda, e não apenas receber ordens humanas.

O projeto é uma colaboração com o pesquisador de inteligência artificial Thad Starner, do Instituto de Tecnologia de Georgia, em Atlanta (EUA). A meta é criar um sistema de linguagem com os quais os golfinhos selvagens se comuniquem naturalmente que, por si só, já é uma grande desafio.

Os golfinhos podem produzir sons em frequências mais altas a 200 quilo-hertz –ou seja, quase dez vezes mais do que o ouvido humano é capaz de captar. Outro ponto a ser superado é como os animais projetam sons em diferentes direções sem mexer a cabeça, o que torna mais difícil reconhecer o “som-palavra” que emitiu.

Para contornar esse problema, Starner e colegas estão construindo um protótipo de computador do tamanho de um smartphone, dotado de dois fones de ouvido concebidos para funcionar debaixo d’água e captar os mais variados sons para então decifrá-los.

“Nem mesmo sabemos se os golfinhos usam palavras”, admite Herzing. “Poderíamos usar os sinais deles, se nós os conhecêssemos.”

Fonte: DA “NEW SCIENTIST”


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