15 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas decodificam código genético do bonobo

Com o sequenciamento genético de um dos parentes mais próximos do homem, os cientistas esperam descobrir como era o ancestral comum entre o ser humano e outros primatas

Um grupo internacional de cientistas decodificou o código genético do bonobo. Entre os símios – grupo de primatas formado por orangotangos, chimpanzés, gorilas e bonobos -, esse é o último a ter seu genoma decodificado. O sequenciamento genético do bonobo foi publicado nesta terça-feira na revista Nature.

Para realizar a pesquisa, os cientistas obtiveram dados de Ulindi, uma fêmea de bonobo do zoológico de Leipzig, na Alemanha. Com essa informação genética, os cientistas esperam conhecer melhor a linhagem humana.

Semelhanças e diferenças — A comparação entre os genomas do bonobo, do chimpanzé e do homem mostrou que os humanos têm uma diferenciação de 1,3% de ambos. Chimpanzés e bonobos são mais próximos: a diferença genética entre eles é de apenas 0,4%

Embora sejam similares em muitos aspectos, os símios africanos diferem em comportamentos sociais e sexuais importantes e alguns demonstram mais similaridade com os humanos do que entre si.

Para o cientista Kay Pruefer, biólogo do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (Alemanha), a pesquisa forneceu mais informações sobre bonobos e chimpanzés do que sobre os humanos.

Em busca do ancestral comum — “Esperamos que o entendimento das diferenças entre bonobos e chimpanzés nos ajude, um dia, a entender como era o ancestral comum (de humanos, chimpanzés e bonobos)”, disse Pruefer. ”Seria muito interessante descobrir qual foi o traço que os humanos adquiriram em sua evolução ao longo de milhões de anos”, concluiu.

Os cientistas explicaram que o sequenciamento genético demonstrou que bonobos e chimpanzés não se misturaram ou cruzaram entre si depois que seus caminhos se separaram geograficamente, cerca de dois milhões de anos atrás, provavelmente na época da formação do Rio Congo.

Chimpanzés

Os machos competem agressivamente por domínio e sexo e unem forças para defender seu território atacando outros grupos.

Esses animais se espalham ao longo da África equatorial.

Bonobos

Os machos costumam ser subordinados às fêmeas, não competem por hierarquia e não tomam parte em confrontos. São animais brincalhões e fazem sexo por diversão, não apenas para se reproduzir.

Estão restritos ao sul do Rio Congo, na República Democrática do Congo. Devido ao seu hábitat pequeno e remoto, os bonobos foram a última espécie de símios “descoberta” nos 1920, e são os mais raros de todos os símios em cativeiro.

Espécie de chimpanzé banobo

Cientistas divulgaram nesta terça-feira o sequenciamento genético dos bonobos, um dos parentes mais próximos do homem (Issouf Sanogo/AFP)

Fonte: Veja Ciência


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

COMER CARNE DE MACACO PODE LEVAR A CRIAÇÃO DE VÍRUS PRÓXIMO AO HIV, ALERTAM CIENTISTAS DE CAMARÕES

Cientistas de Camarões alertaram que comer carne de macacos e primatas em geral pode causar “o próximo HIV”. Eles rastrearam um vírus similar ao HIV, chamado Vírus Espumoso dos Símios, e temem que mais vírus possam se espalhar e gerar uma crise de saúde global. Cerca de 80% da carne comida em Camarões vem da floresta, conhecida como bushmeat (carne de Animais Selvagens, em tradução livre). As carnes de gorila, chipanzé e macaco são as favoritas. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail e ganhou destaque nacional com a publicação no site Jornal do Brasil.
Estimativas apontam que mais de três mil gorilas são mortos no sul de Camarões todos os anos. Na força-tarefa contra “a crise da carne selvagem”, situada em Washington, avalia-se que mais de 5 milhões de toneladas de Animais Selvagens estejam sendo recolhidas anualmente na Bacia do Congo – o equivalente a dez milhões de bovinos.

Um estudo do início deste ano dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) identificou evidências de vírus – incluindo o Vírus Espumoso dos Símios – em produtos de vida selvagem importados ilegalmente, confiscados em diversos aeroportos americanos.

Babila Tafon, Veterinário chefe do santuário de primatas Ape Action Afric, em Mefou, próxima à capital de Camarões, Yaounde, verificou a existência do vírus em animais trazidos ao local. “Uma vistoria recente confirmou que o vírus está em humanos, especialmente naqueles que estão caçando primatas no sudeste do país”, afirma Tafon. Ele também acredita que o vírus ebola possa estar presente, e que tenha causado mortes em massa em um vilarejo próximo.

“Nossos irmãos acharam um gorila morto na floresta. Eles trouxeram para o vilarejo e comeram a carne. Quase imediatamente, todos morreram – 25 homens, mulheres e crianças. A única pessoa que não morreu foi uma mulher que não comeu a carne”, conta Felix Biango, morador do vilarejo Bakaklion.

O professor Dominique Baudon, diretor do Centro Pasteur em Yaounde, afirma estar preocupado que o vírus se espalhe rapidamente. Ele diz que quanto mais fundo os caçadores entrarem na floresta e mais os primatas forem consumidos, mais vulneráveis as pessoas se tornarão para vírus desconhecidos, e maior o potencial para os vírus se tornem mais agressivos.

Pesquisadores admitem não saber quais os efeitos a longo prazo do Vírus Espumoso dos Símios em humanos, e o governo canadense disse recentemente que não tem certeza de como ele é transmitido. “O método exato não foi confirmado, mas há indicações de que o vírus possa ser transmitido pela exposição ao sangue, saliva e outros fluidos corporais de animais infectados”, disse.

Fonte: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Homem da América conviveu com mamíferos gigantes

Datações de fósseis encontrados na Flórida indicam que homens e mamíferos gigantes, como mamutes, conviveram no continente americano na Era do Gelo

Um estudo publicado na última quinta-feira no periódico Journal of Vertebrate Paleontologyreúne evidências de que humanos alcançaram o continente americano durante a última Era do Gelo e conviveram com mamíferos gigantes que hoje estão extintos.

O trabalho, desenvolvido por pesquisadores das Universidades da Flórida (EUA) e de Copenhagen (Dinamarca), traz novas descobertas para um antigo debate entre cientistas: se os restos de humanos e animais encontrados no início do século XX em Vero Beach, sítio arqueológico da Flórida, são da mesma época.

Os pesquisadores analisaram amostras de 24 ossos humanos e 48 fósseis animais da coleção do Museu da Flórida e concluíram que eram todos do final do Pleistoceno, por volta de 13.000 anos atrás.

“O sítio arqueológico de Vero é o único onde há abundância de ossos de seres humanos, não apenas de artefatos, associados a fósseis de animais”, explica a coautora do estudo, Barbara Purdy, professora de antropologia da Universidade da Flórida e curadora de arqueologia do Museu de História Natural da Flórida. “Os cientistas que discutiam no início do século XX a idade dos restos de humanos não queriam acreditar que o homem chegou tão cedo à América.”

 

A fauna da última Era do Gelo continha desde mamutes e tigres dente-de-sabre, já extintos, até ratos e esquilos que ainda podem ser encontrados na Flórida.

A pouca informação que se tem sobre os primeiros humanos que apareceram na América do Norte é baseada em fragmentos de ossos e artefatos, como pontas de pedras usadas para caçar. “Nós sabemos como eram algumas de suas ferramentas e que eles caçavam animais que hoje estão extintos, mas não sabemos praticamente nada sobre sua vida familiar”, diz Purdy.

Saiba mais

ERA DO GELO
Por Era do Gelo ou Era Glacial entende-se todo período geológico em que ocorre significativa diminuição na temperatura da Terra. Mantos de gelo se expandem pelos continentes e glaciações — períodos extremamente frios — atingem a superfície e a atmosfera do planeta. Nos últimos milhões de anos, a Terra viveu várias eras glaciais, ocorrendo a intervalos de 10 mil a 100 mil anos. A última grande era glacial teve seu pico há 25.000 anos e terminou 11.000 anos atrás, aproximadamente.

PLEISTOCENO
O pleistoceno corresponde ao intervalo entre 1,8 milhão e 11.500 anos atrás. Na escala geológica, faz parte do período Quaternário da era Cenozoica. Pássaros e mamíferos gigantes, como mamutes e búfalos, caracterizam essa época. No pleistoceno ocorreram as mais recentes Eras do Gelo.

Mamute-lanoso

Pesquisadores da Universidade da Flórida indicam que homens conviveram com mamíferos gigantes, como o mamute, na Era do Gelo (Photoresearchers/Latinstock)

 Fonte: Veja Ciência


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Animal marinho anda como os humanos, diz pesquisa

Apesar de não ter cérebro, estrela-quebradiça se move de forma simétrica.
Mecanismo depende de um ponto central para criar o movimento.

Um biólogo da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, descobriu que um tipo de animal marinho, conhecido como ofiuroide e popularmente chamado de estrela-quebradiça, se locomove de forma semelhante aos humanos. Os resultados foram publicados na revista científica “Journal of Experimental Biology”, nesta quinta-feira (10).

Ao estudar esses animais marinhos, que possuem cinco braços bem finos, longos e frágeis, o biólogo evolucionista Henry Astley, observou que, apesar da espécie não ter cérebro, ela consegue se mover de forma simétrica, assim como fazem os humanos.

O exosqueleto dos ofiuroides é composto por minúsculos ossos de carbonato de cálcio, fundidos no disco central e articulados entre si nos braços. Essa composição faz com que as braços se desintegrem com facilidade, por isso o nome de “estrelas quebradiças”.

Muitos animais e os humanos são bilateralmente simétricos, isto é, o corpo é dividido em metades correspondentes, a partir de uma linha no centro, que é o que dá a sensação de equilíbrio. Em contraste, os ofiuroides têm cinco lados simétricos, mas mostraram poder se locomover como os que possuem apenas duas metades.

Enquanto os humanos precisam mover seus corpos para mudar de direção, os ofiuroides escolhem outro braço como “comandante” e criam o movimento. “Com eles é assim: agora essa é a frente. Eu não preciso rodar meu corpo para fazer um outro movimento”, diz Astley.

A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ele simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)

A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ela simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)

Fonte: Globo Natureza



28 de março de 2012 | nenhum comentário »

Animais gigantes da Austrália foram extintos por humanos

Teoria corrente creditava desaparecimento da megafauna australiana, por volta de 40 mil anos atrás, às mudanças climáticas

Pesquisa de seis universidades australianas mostrou que os primeiros habitantes da Austrália podem ter tido o costume de caçar animais gigantes, quando chegaram, há 40 mil anos, ao território onde hoje fica o país. Com isso, os cientistas acreditam ter posto fim ao longo debate sobre como esses vertebrados de grande porte – como cangurus, gansos e lagartos gigantes – desapareceram subitamente do ecossistema australiano.

Com a extinção desses animais herbívoros, o consumo de material vegetal caiu fortemente, o que teria causado uma rápida e dramática mudança na paisagem australiana. Antes, as terras mesclavam florestas com áreas abertas de pastagem. Mas as florestas depois passaram a se espalhar, e árvores de eucalipto roubaram a cena do lugar, segundo os pesquisadores.

Sabe-se que a maioria dos grandes animais terrestres foi extinta nos últimos 100 mil anos, mas as razões para este desaparecimento são tema de constantes discussões entre cientistas. Os últimos argumentos defendiam que a diminuição dessas espécies decorreu de uma grande mudança climática ou de um incêndio generalizado. Mas pesquisa publicada nesta sexta-feira na revista Sciencecontradisse essa teoria.

Para resolver o mistério, os cientistas rastrearam os herbívoros de grande porte ao longo dos anos por meio de um método que analisa os esporos (unidades de reprodução) de fungos específicos que viviam em seus excrementos. “Os esporos desses fungos podem ser preservados em sedimentos em pântanos e lagos. Como os sedimentos se acumulam ao longo do tempo, é possível saber em que período da história houve ou não abundância de grandes herbívoros no ambiente”, explica Chris Johnson, líder do estudo.

Segundo o pesquisador, partículas de pólen e de carvão vegetal também ficam presas nesses sedimentos, ou seja, é possível analisar a história e a abundância dos grandes animais em relação às mudanças na vegetação do ambiente e a um possível incêndio. A pesquisa se focou, em grande parte, em um pântano chamado Lynch’s Crater, no nordeste do estado australiano de Queensland.

Os cientistas descobriram que a quantidade de mamíferos gigantes era estável até pouco antes de 40 mil anos atrás, momento em que subitamente caiu. “Isto exclui as mudanças climáticas como causa da extinção, já que antes do desaparecimento houve vários períodos de seca que não causaram nenhum efeito sobre a quantidade dos animais. E no momento em que eles foram extintos, o clima era estável”, diz Johnson.

Ainda de acordo com os dados cronológicos levantados pela pesquisa, os cientistas perceberam que a extinção se seguiu logo após o momento em que pessoas chegaram à região – também há 40 mil anos –, por isso acreditam que os seres humanos foram os responsáveis por ela. “Nosso estudo não se concentrou em descobrir diretamente de que forma as pessoas causaram a extinção, mas o mecanismo mais provável é a caça”, conclui o pesquisador.

Sthenerus

Canguru gigante australiano pertencente ao extinto gênero Sthenurus. Ele chegava a medir até três metros de comprimento, sendo aproximadamente duas vezes maior que o canguru moderno (Divulgação/Wikipedia)

Fonte: Veja Ciência


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Filhotes de babuínos gesticulam como bebês humanos, diz estudo

Ambos usam mais a mão direita para gesticular do que para fazer tarefas.
Semelhança entre espécies indica sistema comum de comunicação.

Babuíno tem cerca de um mês e recebe cuidados ao lado da família (Foto: Maurilio Cheli/SMCS )

Babuíno tem cerca de um mês e recebe cuidados ao lado da família (Foto: Maurilio Cheli/SMCS )

Ao observarem bebês humanos e de macacos babuínos, pesquisadores da Universidade de Estrasburgo, na França, perceberam que ambos gesticulam de maneiras parecidas — o que pode indicar que as espécies possuem um sistema comum de comunicação gestual.

A equipe de pesquisadores, liderada por Helene Meunier, observou que os dois “bebês”– humanos e macacos — usam mais a mão direita para gesticular do que para fazer tarefas simples.

Com isso, o grupo se apoia na hipótese de que o desenvolvimento da linguagem, que ocorre na parte esquerda do cérebro humano, funcione da mesma forma nos babuínos. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (22) em artigo científico na revista “PLoS One”.

Os estudiosos descobriram que a preferência de mão das crianças e dos babuínos depende, no entanto, da localização do objeto, já que não houve preferência significativa pela mão direita ao apontá-la com gestos, mesmo quando o estímulo estava mais próximo da mão esquerda.

Os autores concluem que seus resultados apontam para um sistema comum de comunicação gestual localizado no hemisfério esquerdo do cérebro, local onde, com a evolução da espécie dos seres humanos, foi “invadido” pela vocalização para se tornar linguagem.

Fonte: G1

 


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Genes de macacos mostram que temos gorilas entre nós

Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira.

Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11.000 de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.

Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.

A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.

Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes.

Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé – e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.

“Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum”, disse Chris Tyler-Smith, do Britain’s Wellcome Trust Sanger Institute.

“Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos – incluindo a evolução de nossa audição”.

“Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos”.

Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.

O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto.

Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.

Havia provavelmente uma quantidade razoável de “fluxo gênico”, ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.

Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.

Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos – o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.

Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.

A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.

Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.

“Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis”, afirma o estudo.

Fonte: Veja Ciência


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Dieta de orangotangos pode servir de referência para humanos, diz estudo

Como nós, macacos retêm gordura quando se alimentam em excesso.
Cientista usa animais como argumento contra dietas ricas em proteínas.

Orangotango da Indonésia ATENÇÃO: A FOTO SÓ É CEDIDA PRA UMA PAUTA ESPECÍFICA, NÃO REUTILIZE (Foto: Erin Vogel)

Orangotango da Indonésia (Foto: Erin Vogel)

A reação dos orangotangos da ilha de Bornéu, na Indonésia, à escassez de alimentos pode dar à nós, humanos, dicas sobre obesidade e desordens alimentares. A afirmação é de um estudo publicado na edição da última terça (13) da revista “Biology Letters”.

Esses macacos de grande porte estão entre os parentes mais próximos que temos na natureza, ao lado dos chimpanzés e dos gorilas. Segundo a pesquisadora Erin Vogel, da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, nos EUA, essa é a única espécie na natureza que, como a nossa, armazena gordura quando se alimenta em excesso.

A alimentação deles se baseia em frutas – uma dieta pobre em proteínas. No entanto, é suficiente para garantir a quantidade de que eles precisam, inclusive durante longos períodos sem ingerir esse grupo alimentar.

Vogel destaca que o animal só consegue armazenar gordura nos períodos em que ingere grande quantidade de proteínas. Ela acredita que esse fato deveria ser levado em conta por médicos que acreditam que este tipo de dieta seja eficiente para a perda de peso.

“Acho que estudar a dieta de alguns dos nossos parentes mais próximos ainda vivos, os macacos de grande porte, pode nos ajudar a resolver questões sobre nossas próprias dietas modernas”, afirma a cientista.

 

Fonte: Do G1, São Paulo


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cérebro de chimpanzés ao nascer é imaturo como o de bebês humanos

Estudo mostrou que, no entanto, filhotes de chimpanzés não apresentam a mesma rapidez de humanos no desenvolvimento cerebral

Chimpanzés, assim como humanos, nascem com partes do cérebro – no caso, o encéfalo frontal – ainda não desenvolvidos completamente. Esta área está ligada a funções como tomadas de decisão e autoconhecimento e criatividade. No entanto, ao contrário dos seres humanos, filhotes de chimpanzés não apresentam o rápido desenvolvimento de massa branca na mesma região do cérebro.

O estudo da Universidade de Kyoto, no Japão, é o primeiro a acompanhar o desenvolvimento cerebral dos chimpanzés e compará-lo com o dos humanos. A equipe de pesquisadores analisou imagens de ressonância magnética do cérebro de três chimpanzés de idades entre seis meses e seis anos.

Os cientistas também puderam notar que tanto humanos quanto chimpanzés têm relacionamento próximo entre crianças e adultos, expressados por sorrisos e olhares mútuos.

“Uma das mudanças evolucionárias mais marcantes no homem em relação à cognição é justamente a ampliação do córtex pré-frontal”, disse Tetsuro Matsuzawa, da universidade de Kyoto e autor do estudo publicado no periódico científico Cell. “Esta é também uma das ultimas regiões a se desenvolver no cérebro”, disse.

Esta demora no desenvolvimento tanto em humanos quanto em chipanzés propicia um prolongado período de plasticidade no cérebro que permite que ele desenvolva interações sociais complexas, conhecimento e habilidade moldada por experiências, afirma os cientistas.

Bebês chimpanzé: ponto de partida cerebral igual ao dos humanos. (Foto: AFP)

Fonte: Portal IG






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

agosto 2014
S T Q Q S S D
« set    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

15 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas decodificam código genético do bonobo

Com o sequenciamento genético de um dos parentes mais próximos do homem, os cientistas esperam descobrir como era o ancestral comum entre o ser humano e outros primatas

Um grupo internacional de cientistas decodificou o código genético do bonobo. Entre os símios – grupo de primatas formado por orangotangos, chimpanzés, gorilas e bonobos -, esse é o último a ter seu genoma decodificado. O sequenciamento genético do bonobo foi publicado nesta terça-feira na revista Nature.

Para realizar a pesquisa, os cientistas obtiveram dados de Ulindi, uma fêmea de bonobo do zoológico de Leipzig, na Alemanha. Com essa informação genética, os cientistas esperam conhecer melhor a linhagem humana.

Semelhanças e diferenças — A comparação entre os genomas do bonobo, do chimpanzé e do homem mostrou que os humanos têm uma diferenciação de 1,3% de ambos. Chimpanzés e bonobos são mais próximos: a diferença genética entre eles é de apenas 0,4%

Embora sejam similares em muitos aspectos, os símios africanos diferem em comportamentos sociais e sexuais importantes e alguns demonstram mais similaridade com os humanos do que entre si.

Para o cientista Kay Pruefer, biólogo do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (Alemanha), a pesquisa forneceu mais informações sobre bonobos e chimpanzés do que sobre os humanos.

Em busca do ancestral comum — “Esperamos que o entendimento das diferenças entre bonobos e chimpanzés nos ajude, um dia, a entender como era o ancestral comum (de humanos, chimpanzés e bonobos)”, disse Pruefer. ”Seria muito interessante descobrir qual foi o traço que os humanos adquiriram em sua evolução ao longo de milhões de anos”, concluiu.

Os cientistas explicaram que o sequenciamento genético demonstrou que bonobos e chimpanzés não se misturaram ou cruzaram entre si depois que seus caminhos se separaram geograficamente, cerca de dois milhões de anos atrás, provavelmente na época da formação do Rio Congo.

Chimpanzés

Os machos competem agressivamente por domínio e sexo e unem forças para defender seu território atacando outros grupos.

Esses animais se espalham ao longo da África equatorial.

Bonobos

Os machos costumam ser subordinados às fêmeas, não competem por hierarquia e não tomam parte em confrontos. São animais brincalhões e fazem sexo por diversão, não apenas para se reproduzir.

Estão restritos ao sul do Rio Congo, na República Democrática do Congo. Devido ao seu hábitat pequeno e remoto, os bonobos foram a última espécie de símios “descoberta” nos 1920, e são os mais raros de todos os símios em cativeiro.

Espécie de chimpanzé banobo

Cientistas divulgaram nesta terça-feira o sequenciamento genético dos bonobos, um dos parentes mais próximos do homem (Issouf Sanogo/AFP)

Fonte: Veja Ciência


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

COMER CARNE DE MACACO PODE LEVAR A CRIAÇÃO DE VÍRUS PRÓXIMO AO HIV, ALERTAM CIENTISTAS DE CAMARÕES

Cientistas de Camarões alertaram que comer carne de macacos e primatas em geral pode causar “o próximo HIV”. Eles rastrearam um vírus similar ao HIV, chamado Vírus Espumoso dos Símios, e temem que mais vírus possam se espalhar e gerar uma crise de saúde global. Cerca de 80% da carne comida em Camarões vem da floresta, conhecida como bushmeat (carne de Animais Selvagens, em tradução livre). As carnes de gorila, chipanzé e macaco são as favoritas. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail e ganhou destaque nacional com a publicação no site Jornal do Brasil.
Estimativas apontam que mais de três mil gorilas são mortos no sul de Camarões todos os anos. Na força-tarefa contra “a crise da carne selvagem”, situada em Washington, avalia-se que mais de 5 milhões de toneladas de Animais Selvagens estejam sendo recolhidas anualmente na Bacia do Congo – o equivalente a dez milhões de bovinos.

Um estudo do início deste ano dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) identificou evidências de vírus – incluindo o Vírus Espumoso dos Símios – em produtos de vida selvagem importados ilegalmente, confiscados em diversos aeroportos americanos.

Babila Tafon, Veterinário chefe do santuário de primatas Ape Action Afric, em Mefou, próxima à capital de Camarões, Yaounde, verificou a existência do vírus em animais trazidos ao local. “Uma vistoria recente confirmou que o vírus está em humanos, especialmente naqueles que estão caçando primatas no sudeste do país”, afirma Tafon. Ele também acredita que o vírus ebola possa estar presente, e que tenha causado mortes em massa em um vilarejo próximo.

“Nossos irmãos acharam um gorila morto na floresta. Eles trouxeram para o vilarejo e comeram a carne. Quase imediatamente, todos morreram – 25 homens, mulheres e crianças. A única pessoa que não morreu foi uma mulher que não comeu a carne”, conta Felix Biango, morador do vilarejo Bakaklion.

O professor Dominique Baudon, diretor do Centro Pasteur em Yaounde, afirma estar preocupado que o vírus se espalhe rapidamente. Ele diz que quanto mais fundo os caçadores entrarem na floresta e mais os primatas forem consumidos, mais vulneráveis as pessoas se tornarão para vírus desconhecidos, e maior o potencial para os vírus se tornem mais agressivos.

Pesquisadores admitem não saber quais os efeitos a longo prazo do Vírus Espumoso dos Símios em humanos, e o governo canadense disse recentemente que não tem certeza de como ele é transmitido. “O método exato não foi confirmado, mas há indicações de que o vírus possa ser transmitido pela exposição ao sangue, saliva e outros fluidos corporais de animais infectados”, disse.

Fonte: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Homem da América conviveu com mamíferos gigantes

Datações de fósseis encontrados na Flórida indicam que homens e mamíferos gigantes, como mamutes, conviveram no continente americano na Era do Gelo

Um estudo publicado na última quinta-feira no periódico Journal of Vertebrate Paleontologyreúne evidências de que humanos alcançaram o continente americano durante a última Era do Gelo e conviveram com mamíferos gigantes que hoje estão extintos.

O trabalho, desenvolvido por pesquisadores das Universidades da Flórida (EUA) e de Copenhagen (Dinamarca), traz novas descobertas para um antigo debate entre cientistas: se os restos de humanos e animais encontrados no início do século XX em Vero Beach, sítio arqueológico da Flórida, são da mesma época.

Os pesquisadores analisaram amostras de 24 ossos humanos e 48 fósseis animais da coleção do Museu da Flórida e concluíram que eram todos do final do Pleistoceno, por volta de 13.000 anos atrás.

“O sítio arqueológico de Vero é o único onde há abundância de ossos de seres humanos, não apenas de artefatos, associados a fósseis de animais”, explica a coautora do estudo, Barbara Purdy, professora de antropologia da Universidade da Flórida e curadora de arqueologia do Museu de História Natural da Flórida. “Os cientistas que discutiam no início do século XX a idade dos restos de humanos não queriam acreditar que o homem chegou tão cedo à América.”

 

A fauna da última Era do Gelo continha desde mamutes e tigres dente-de-sabre, já extintos, até ratos e esquilos que ainda podem ser encontrados na Flórida.

A pouca informação que se tem sobre os primeiros humanos que apareceram na América do Norte é baseada em fragmentos de ossos e artefatos, como pontas de pedras usadas para caçar. “Nós sabemos como eram algumas de suas ferramentas e que eles caçavam animais que hoje estão extintos, mas não sabemos praticamente nada sobre sua vida familiar”, diz Purdy.

Saiba mais

ERA DO GELO
Por Era do Gelo ou Era Glacial entende-se todo período geológico em que ocorre significativa diminuição na temperatura da Terra. Mantos de gelo se expandem pelos continentes e glaciações — períodos extremamente frios — atingem a superfície e a atmosfera do planeta. Nos últimos milhões de anos, a Terra viveu várias eras glaciais, ocorrendo a intervalos de 10 mil a 100 mil anos. A última grande era glacial teve seu pico há 25.000 anos e terminou 11.000 anos atrás, aproximadamente.

PLEISTOCENO
O pleistoceno corresponde ao intervalo entre 1,8 milhão e 11.500 anos atrás. Na escala geológica, faz parte do período Quaternário da era Cenozoica. Pássaros e mamíferos gigantes, como mamutes e búfalos, caracterizam essa época. No pleistoceno ocorreram as mais recentes Eras do Gelo.

Mamute-lanoso

Pesquisadores da Universidade da Flórida indicam que homens conviveram com mamíferos gigantes, como o mamute, na Era do Gelo (Photoresearchers/Latinstock)

 Fonte: Veja Ciência


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Animal marinho anda como os humanos, diz pesquisa

Apesar de não ter cérebro, estrela-quebradiça se move de forma simétrica.
Mecanismo depende de um ponto central para criar o movimento.

Um biólogo da Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, descobriu que um tipo de animal marinho, conhecido como ofiuroide e popularmente chamado de estrela-quebradiça, se locomove de forma semelhante aos humanos. Os resultados foram publicados na revista científica “Journal of Experimental Biology”, nesta quinta-feira (10).

Ao estudar esses animais marinhos, que possuem cinco braços bem finos, longos e frágeis, o biólogo evolucionista Henry Astley, observou que, apesar da espécie não ter cérebro, ela consegue se mover de forma simétrica, assim como fazem os humanos.

O exosqueleto dos ofiuroides é composto por minúsculos ossos de carbonato de cálcio, fundidos no disco central e articulados entre si nos braços. Essa composição faz com que as braços se desintegrem com facilidade, por isso o nome de “estrelas quebradiças”.

Muitos animais e os humanos são bilateralmente simétricos, isto é, o corpo é dividido em metades correspondentes, a partir de uma linha no centro, que é o que dá a sensação de equilíbrio. Em contraste, os ofiuroides têm cinco lados simétricos, mas mostraram poder se locomover como os que possuem apenas duas metades.

Enquanto os humanos precisam mover seus corpos para mudar de direção, os ofiuroides escolhem outro braço como “comandante” e criam o movimento. “Com eles é assim: agora essa é a frente. Eu não preciso rodar meu corpo para fazer um outro movimento”, diz Astley.

A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ele simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)

A estrela-quebradiça não se move como a maioria dos animais. Ela simplesmente designa outro de seus cinco membros como sua nova frente e continua avançando. (Foto: Henry Astley/Universidade Brown)

Fonte: Globo Natureza



28 de março de 2012 | nenhum comentário »

Animais gigantes da Austrália foram extintos por humanos

Teoria corrente creditava desaparecimento da megafauna australiana, por volta de 40 mil anos atrás, às mudanças climáticas

Pesquisa de seis universidades australianas mostrou que os primeiros habitantes da Austrália podem ter tido o costume de caçar animais gigantes, quando chegaram, há 40 mil anos, ao território onde hoje fica o país. Com isso, os cientistas acreditam ter posto fim ao longo debate sobre como esses vertebrados de grande porte – como cangurus, gansos e lagartos gigantes – desapareceram subitamente do ecossistema australiano.

Com a extinção desses animais herbívoros, o consumo de material vegetal caiu fortemente, o que teria causado uma rápida e dramática mudança na paisagem australiana. Antes, as terras mesclavam florestas com áreas abertas de pastagem. Mas as florestas depois passaram a se espalhar, e árvores de eucalipto roubaram a cena do lugar, segundo os pesquisadores.

Sabe-se que a maioria dos grandes animais terrestres foi extinta nos últimos 100 mil anos, mas as razões para este desaparecimento são tema de constantes discussões entre cientistas. Os últimos argumentos defendiam que a diminuição dessas espécies decorreu de uma grande mudança climática ou de um incêndio generalizado. Mas pesquisa publicada nesta sexta-feira na revista Sciencecontradisse essa teoria.

Para resolver o mistério, os cientistas rastrearam os herbívoros de grande porte ao longo dos anos por meio de um método que analisa os esporos (unidades de reprodução) de fungos específicos que viviam em seus excrementos. “Os esporos desses fungos podem ser preservados em sedimentos em pântanos e lagos. Como os sedimentos se acumulam ao longo do tempo, é possível saber em que período da história houve ou não abundância de grandes herbívoros no ambiente”, explica Chris Johnson, líder do estudo.

Segundo o pesquisador, partículas de pólen e de carvão vegetal também ficam presas nesses sedimentos, ou seja, é possível analisar a história e a abundância dos grandes animais em relação às mudanças na vegetação do ambiente e a um possível incêndio. A pesquisa se focou, em grande parte, em um pântano chamado Lynch’s Crater, no nordeste do estado australiano de Queensland.

Os cientistas descobriram que a quantidade de mamíferos gigantes era estável até pouco antes de 40 mil anos atrás, momento em que subitamente caiu. “Isto exclui as mudanças climáticas como causa da extinção, já que antes do desaparecimento houve vários períodos de seca que não causaram nenhum efeito sobre a quantidade dos animais. E no momento em que eles foram extintos, o clima era estável”, diz Johnson.

Ainda de acordo com os dados cronológicos levantados pela pesquisa, os cientistas perceberam que a extinção se seguiu logo após o momento em que pessoas chegaram à região – também há 40 mil anos –, por isso acreditam que os seres humanos foram os responsáveis por ela. “Nosso estudo não se concentrou em descobrir diretamente de que forma as pessoas causaram a extinção, mas o mecanismo mais provável é a caça”, conclui o pesquisador.

Sthenerus

Canguru gigante australiano pertencente ao extinto gênero Sthenurus. Ele chegava a medir até três metros de comprimento, sendo aproximadamente duas vezes maior que o canguru moderno (Divulgação/Wikipedia)

Fonte: Veja Ciência


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Filhotes de babuínos gesticulam como bebês humanos, diz estudo

Ambos usam mais a mão direita para gesticular do que para fazer tarefas.
Semelhança entre espécies indica sistema comum de comunicação.

Babuíno tem cerca de um mês e recebe cuidados ao lado da família (Foto: Maurilio Cheli/SMCS )

Babuíno tem cerca de um mês e recebe cuidados ao lado da família (Foto: Maurilio Cheli/SMCS )

Ao observarem bebês humanos e de macacos babuínos, pesquisadores da Universidade de Estrasburgo, na França, perceberam que ambos gesticulam de maneiras parecidas — o que pode indicar que as espécies possuem um sistema comum de comunicação gestual.

A equipe de pesquisadores, liderada por Helene Meunier, observou que os dois “bebês”– humanos e macacos — usam mais a mão direita para gesticular do que para fazer tarefas simples.

Com isso, o grupo se apoia na hipótese de que o desenvolvimento da linguagem, que ocorre na parte esquerda do cérebro humano, funcione da mesma forma nos babuínos. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (22) em artigo científico na revista “PLoS One”.

Os estudiosos descobriram que a preferência de mão das crianças e dos babuínos depende, no entanto, da localização do objeto, já que não houve preferência significativa pela mão direita ao apontá-la com gestos, mesmo quando o estímulo estava mais próximo da mão esquerda.

Os autores concluem que seus resultados apontam para um sistema comum de comunicação gestual localizado no hemisfério esquerdo do cérebro, local onde, com a evolução da espécie dos seres humanos, foi “invadido” pela vocalização para se tornar linguagem.

Fonte: G1

 


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Genes de macacos mostram que temos gorilas entre nós

Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira.

Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11.000 de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.

Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.

A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.

Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes.

Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé – e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.

“Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum”, disse Chris Tyler-Smith, do Britain’s Wellcome Trust Sanger Institute.

“Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos – incluindo a evolução de nossa audição”.

“Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos”.

Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.

O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto.

Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.

Havia provavelmente uma quantidade razoável de “fluxo gênico”, ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.

Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.

Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos – o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.

Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.

A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.

Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.

“Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis”, afirma o estudo.

Fonte: Veja Ciência


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Dieta de orangotangos pode servir de referência para humanos, diz estudo

Como nós, macacos retêm gordura quando se alimentam em excesso.
Cientista usa animais como argumento contra dietas ricas em proteínas.

Orangotango da Indonésia ATENÇÃO: A FOTO SÓ É CEDIDA PRA UMA PAUTA ESPECÍFICA, NÃO REUTILIZE (Foto: Erin Vogel)

Orangotango da Indonésia (Foto: Erin Vogel)

A reação dos orangotangos da ilha de Bornéu, na Indonésia, à escassez de alimentos pode dar à nós, humanos, dicas sobre obesidade e desordens alimentares. A afirmação é de um estudo publicado na edição da última terça (13) da revista “Biology Letters”.

Esses macacos de grande porte estão entre os parentes mais próximos que temos na natureza, ao lado dos chimpanzés e dos gorilas. Segundo a pesquisadora Erin Vogel, da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, nos EUA, essa é a única espécie na natureza que, como a nossa, armazena gordura quando se alimenta em excesso.

A alimentação deles se baseia em frutas – uma dieta pobre em proteínas. No entanto, é suficiente para garantir a quantidade de que eles precisam, inclusive durante longos períodos sem ingerir esse grupo alimentar.

Vogel destaca que o animal só consegue armazenar gordura nos períodos em que ingere grande quantidade de proteínas. Ela acredita que esse fato deveria ser levado em conta por médicos que acreditam que este tipo de dieta seja eficiente para a perda de peso.

“Acho que estudar a dieta de alguns dos nossos parentes mais próximos ainda vivos, os macacos de grande porte, pode nos ajudar a resolver questões sobre nossas próprias dietas modernas”, afirma a cientista.

 

Fonte: Do G1, São Paulo


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cérebro de chimpanzés ao nascer é imaturo como o de bebês humanos

Estudo mostrou que, no entanto, filhotes de chimpanzés não apresentam a mesma rapidez de humanos no desenvolvimento cerebral

Chimpanzés, assim como humanos, nascem com partes do cérebro – no caso, o encéfalo frontal – ainda não desenvolvidos completamente. Esta área está ligada a funções como tomadas de decisão e autoconhecimento e criatividade. No entanto, ao contrário dos seres humanos, filhotes de chimpanzés não apresentam o rápido desenvolvimento de massa branca na mesma região do cérebro.

O estudo da Universidade de Kyoto, no Japão, é o primeiro a acompanhar o desenvolvimento cerebral dos chimpanzés e compará-lo com o dos humanos. A equipe de pesquisadores analisou imagens de ressonância magnética do cérebro de três chimpanzés de idades entre seis meses e seis anos.

Os cientistas também puderam notar que tanto humanos quanto chimpanzés têm relacionamento próximo entre crianças e adultos, expressados por sorrisos e olhares mútuos.

“Uma das mudanças evolucionárias mais marcantes no homem em relação à cognição é justamente a ampliação do córtex pré-frontal”, disse Tetsuro Matsuzawa, da universidade de Kyoto e autor do estudo publicado no periódico científico Cell. “Esta é também uma das ultimas regiões a se desenvolver no cérebro”, disse.

Esta demora no desenvolvimento tanto em humanos quanto em chipanzés propicia um prolongado período de plasticidade no cérebro que permite que ele desenvolva interações sociais complexas, conhecimento e habilidade moldada por experiências, afirma os cientistas.

Bebês chimpanzé: ponto de partida cerebral igual ao dos humanos. (Foto: AFP)

Fonte: Portal IG