16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientista descobre nova espécie de inseto acidentalmente pela internet

‘Semachrysa jade’ foi batizado em homenagem à filha de pesquisador.
Animal se diferencia por mancha nas asas, que têm aparência de renda.

Uma nova espécie de inseto foi descoberta acidentalmente por um cientista australiano enquanto ele navegava pela internet.

O pesquisador Shaun Winterton, PhD em insetos pela Universidade de Queensland, na Austrália, e hoje funcionário do Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia, nos Estados Unidos, trafegava pela rede quando se deparou com uma imagem do animal no Flickr, famoso site de compartilhamento de fotos.

A nova espécie, batizada de Semachrysa jade em homenagem à filha do pesquisador, foi registrada na última edição da revista internacional “ZooKeys”, lançada no dia 7 de agosto.

O autor das imagens, Guek Hock Ping, foi contatado por e-mail pelo cientista australiano. Em um primeiro momento, Ping não foi capaz de encontrar novamente o animal no lugar onde ele fez as fotos, uma área de floresta no estado de Sabah, o segundo maior da Malásia.

Foi só depois de um ano que o fotógrafo voltou a fazer contato com Winterton, com mais informações e imagens da espécie. O estudo da “ZooKeys” é assinado em conjunto pelos dois e por um pesquisador do Museu de História Nacional de Londres, Stephen Brooks, que confirmou que bicho descoberto era inédito.

O grupo a que pertence o inseto, conhecido como Chrysoperla, tem aparência delicada e grandes asas que parecem feitas de renda. Apenas insetos fêmeas foram achados pelos pesquisadores na floresta da Malásia.

O estudo afirma que o animal possui pelo menos 1,2 mil espécies “parentes”, em 80 gêneros registrados.O padrão de mancha escura nas asas do bicho, oscilando entre o preto e o azul, é o que chamou a atenção dos pesquisadores. Outro fator que distingue a nova espécie são duas marcas na base das suas antenas.

No Brasil, animais semelhantes são chamados de crisopídeos ou “bichos-lixeiros” e são encontrados em vários ecossistemas, incluindo a Mata Atlântica. Espécies deste grupo costumam se alimentar de plantas, mas podem devorar também outros insetos, principalmente na fase de larva.

Novo inseto natural da Malásia foi encontrado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/ZooKeys)

Inseto natural da Malásia foi identificado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/"ZooKeys")

Fonte: Globo Natureza


22 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Pinguins identificam ‘parentes’ através do cheiro, afirmam cientistas

De acordo com estudo, pelo odor é como aves se encontram em colônias.
Pinguins de Humboldt, espécie em extinção, foram usados na pesquisa.

Os pinguins identificam seus “cônjuges” pelo odor, fator que ajuda no reencontro entre os animais em colônias lotadas, e também podem identificar o cheiro de um parente próximo para evitar cruzamentos, disseram cientistas nesta quarta-feira (21).

Já se sabia que algumas aves marinhas usam o olfato para localizar comida ou identificar locais para ninhos, mas as experiências com pinguins de Humboldt em cativeiro, no Zoológico de Brookfield, perto de Chicago, provaram pela primeira vez que as aves usam o cheiro para diferenciar parentes próximos de estranhos.

“Outros animais fazem isso, nós fazemos isso, então por que não as aves?”, disse Jill Mateo, biopsicóloga da Universidade de Chicago, que trabalhou com o pós-graduando Heather Coffin no trabalho, publicado na revista “PLoS ONE”.

“O olfato deles pode ajudá-los a encontrar seus parceiros e talvez escolher seus parceiros”, disse Mateo. “Aves navegantes que viajam longas distâncias no oceano usam os odores para encontrar comida e reconhecer ninhos, mas não sabíamos quais odores ou até que ponto eles podiam usar os odores para reconhecer parentes”, complementa.

Expécie ameaçada foi cobaia
Os pesquisadores trabalharam com 22 pinguins de Humboldt, uma espécie ameaçada, divididos em dois grupos. O comportamento deles foi registrado enquanto as aves examinavam os aromas emitidos pelo óleo das glândulas de limpeza dos animais. A glândula perto do rabo secreta um óleo que os pinguins usam para se manterem limpos, mas que também tem uma finalidade olfativa.

Numa das experiências, os pinguins demonstravam se sentir mais confortáveis com o aroma dos parceiros do que com o de pinguins estranhos. Em outra, pinguins “solteiros” passavam o dobro do tempo examinando o cheiro de pinguins estranhos do que o cheiro de parentes próximos.

“Em todos os tipos de animais que estudamos, inclusive em bebês humanos, odores novos, pistas novas, são investigados menos do que pistas não tão novas”, disse Mateo. O olfato é usado por muitas espécies para atrair parceiros ou para evitar o cruzamento com parentes, segundo ela.

Identificação pelo cheiro
No caso dos pinguins de Humboldt, que procriam em penhascos do Peru e passam longos períodos se alimentando no mar, o odor serve como identificador quando eles regressam a colônias povoadas por milhares de aves que fazem ninhos em fendas.

“É importante para aves que vivem em grandes grupos na natureza, como os pinguins, saberem quem são seus vizinhos, para que eles possam encontrar suas áreas de nidação e também, por meio da experiência, saberem como conviverem com as aves próximas”, disse o especialista em comportamento animal Jason Watters, da Sociedade Zoológica de Chicago, que administra o Zoológico de Brookfield.

A descoberta, segundo ele, pode ser útil para biólogos que tentam reintroduzir animais em seu habitat. “Seria possível tratar a área com um odor que seja familiar às aves. Isso as tornaria mais propensas a permanecerem.”

Pinguim (Foto: AFP)

Exemplar de pinguim de Humboldt. Aves desta espécie, ameaçada de extinção, foram pesquisadas e concluiu-se que elas utilizam o odor de seus parceiros para encontrá-los em meio a colônias lotadas de outros pinguins (Foto: AFP)


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Tecnologia ajuda a identificar mogno e pode evitar comércio ilegal

O cerco à madeira ilegal pode ficar ainda mais forte com o uso de uma nova tecnologia que vem sendo aplicada a madeiras tropicais pelo Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro.

Com a ajuda de um equipamento que usa luz infravermelha, os pesquisadores conseguiram distinguir o mogno, que está ameaçado de extinção, de outras três espécies bastante semelhantes a ele, que são a andiroba, o cedro e o curupixá.

O estudo, publicado esta semana no International Association of Wood Anatomists (IAWA) Journal, pode ter impacto principalmente na fiscalização e comercialização de madeira, pois abre a possibilidade de utilizar, no futuro, a técnica para identificar as toras de forma mais objetiva e mais rápida nessas ações.

O método ajudaria a complementar a identificação feita atualmente, que se baseia na análise visual da madeira com o auxílio de uma lupa e requer que o profissional conheça as características de cada espécie para poder distingui-las.

A pesquisadora Tereza C. M. Pastore, uma das autoras do estudo, diz que a tecnologia é especialmente útil nos casos de identificação mais difíceis, como é o caso de duas das quatro espécies estudadas: o mogno e a andiroba.

“O método consegue predizer a espécie com mais de 95% de certeza, o que é importantíssimo, considerando que o mogno é uma madeira de comércio controlado para exportação e pode ser facilmente confundida com outras espécies da Amazônia”, afirma.

Metodologia - Foram necessários quatro anos de estudos para chegar aos resultados. Na primeira etapa da pesquisa, as amostras de madeira foram tratadas e transformadas em pó e só depois analisadas em um aparelho – um espectrômetro – que fornece em segundos o espectro, ou “mapa”, da composição química delas.

Estudos com o equipamento associado à análise estatística dos dados mostraram que era possível diferenciar as espécies e motivou a etapa seguinte, de realizar a avaliação com amostras de madeira íntegras (inteiras), mais semelhantes à forma dos materiais fiscalizados nos caminhões durante as ações de fiscalização.

Das 111 amostras, 66 foram utilizadas para montar a base de informações das espécies no espectrômetro, conhecida como calibração. A partir dos dados obtidos e de sua análise estatística, foram criados os modelos para classificar cada espécie.

As amostras restantes serviram para validar os modelos e os resultados confirmaram a expectativa dos pesquisadores. Mesmo com a madeira inteira, a técnica conseguia diferenciar entre si o mogno, o cedro, a andiroba e o curupixá.

A equipe agora avalia se um equipamento portátil que usa a luz infravermelha fornecerá informações confiáveis como os equipamentos de laboratório. Em outra etapa, pretendem ampliar o número de amostras e incluir mais espécies nos estudos.

A pesquisa foi realizada em conjunto com os especialistas em identificação de madeira do Laboratório de Produtos Florestais (LPF)/Serviço Florestal Vera Coradin e José Arlete Camargos, com o químico e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jez Willian Batista Braga e com bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF e aluno do curso de Química da UnB Allan Ribeiro Silva.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Códigos de comunicação digital reproduzem e identificam mutações em sequência de DNA

Fenômenos podem passar a ser analisados por métodos quantitativos.

Tanto os que creem em uma força superior criadora como os que atribuem ao acaso a formação do universo poderão, no futuro, admitir que até as sequências de DNA obedecem ou podem ser explicadas através de uma modelagem matemática. Na física e na química, o uso de equações matemáticas para explicar, quantificar e prever a possibilidade de ocorrência de transformações naturais ou provocadas se tornou rotineiro. Na biologia esse recurso é bem mais recente e restrito. Vários pesquisadores das áreas de teoria de informação e codificação, principalmente nos EUA e Europa, têm procurado reproduzir sequências de DNA através de estruturas matemáticas com o objetivo de melhor compreender o funcionamento do sistema biológico. A primazia coube a um grupo de pesquisadores da Unicamp em colaboração com a USP que estabeleceu uma relação matemática entre um código numérico e a sequência do DNA, sigla que identifica em inglês o ácido desoxirribonucléico – portador dos genes dentro das células.

 

Os pesquisadores verificaram que existe uma relação entre sequências de DNA e códigos corretores de erros (ECC em inglês). Estes códigos fazem parte do cotidiano dos que usam a internet, celulares, TVs, CDs, pen-drives. De forma geral, eles estão presentes na comunicação via satélite, nas comunicações internas de um computador e no armazenamento de dados. A utilização destes códigos tem como objetivo a correção de erros que ocorrem durante a transmissão ou armazenamento da informação.

 

Leia: www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/maio2011/ju492_pag05.php.

Fonte: Ascom da Unicamp






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16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientista descobre nova espécie de inseto acidentalmente pela internet

‘Semachrysa jade’ foi batizado em homenagem à filha de pesquisador.
Animal se diferencia por mancha nas asas, que têm aparência de renda.

Uma nova espécie de inseto foi descoberta acidentalmente por um cientista australiano enquanto ele navegava pela internet.

O pesquisador Shaun Winterton, PhD em insetos pela Universidade de Queensland, na Austrália, e hoje funcionário do Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia, nos Estados Unidos, trafegava pela rede quando se deparou com uma imagem do animal no Flickr, famoso site de compartilhamento de fotos.

A nova espécie, batizada de Semachrysa jade em homenagem à filha do pesquisador, foi registrada na última edição da revista internacional “ZooKeys”, lançada no dia 7 de agosto.

O autor das imagens, Guek Hock Ping, foi contatado por e-mail pelo cientista australiano. Em um primeiro momento, Ping não foi capaz de encontrar novamente o animal no lugar onde ele fez as fotos, uma área de floresta no estado de Sabah, o segundo maior da Malásia.

Foi só depois de um ano que o fotógrafo voltou a fazer contato com Winterton, com mais informações e imagens da espécie. O estudo da “ZooKeys” é assinado em conjunto pelos dois e por um pesquisador do Museu de História Nacional de Londres, Stephen Brooks, que confirmou que bicho descoberto era inédito.

O grupo a que pertence o inseto, conhecido como Chrysoperla, tem aparência delicada e grandes asas que parecem feitas de renda. Apenas insetos fêmeas foram achados pelos pesquisadores na floresta da Malásia.

O estudo afirma que o animal possui pelo menos 1,2 mil espécies “parentes”, em 80 gêneros registrados.O padrão de mancha escura nas asas do bicho, oscilando entre o preto e o azul, é o que chamou a atenção dos pesquisadores. Outro fator que distingue a nova espécie são duas marcas na base das suas antenas.

No Brasil, animais semelhantes são chamados de crisopídeos ou “bichos-lixeiros” e são encontrados em vários ecossistemas, incluindo a Mata Atlântica. Espécies deste grupo costumam se alimentar de plantas, mas podem devorar também outros insetos, principalmente na fase de larva.

Novo inseto natural da Malásia foi encontrado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/ZooKeys)

Inseto natural da Malásia foi identificado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/"ZooKeys")

Fonte: Globo Natureza


22 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Pinguins identificam ‘parentes’ através do cheiro, afirmam cientistas

De acordo com estudo, pelo odor é como aves se encontram em colônias.
Pinguins de Humboldt, espécie em extinção, foram usados na pesquisa.

Os pinguins identificam seus “cônjuges” pelo odor, fator que ajuda no reencontro entre os animais em colônias lotadas, e também podem identificar o cheiro de um parente próximo para evitar cruzamentos, disseram cientistas nesta quarta-feira (21).

Já se sabia que algumas aves marinhas usam o olfato para localizar comida ou identificar locais para ninhos, mas as experiências com pinguins de Humboldt em cativeiro, no Zoológico de Brookfield, perto de Chicago, provaram pela primeira vez que as aves usam o cheiro para diferenciar parentes próximos de estranhos.

“Outros animais fazem isso, nós fazemos isso, então por que não as aves?”, disse Jill Mateo, biopsicóloga da Universidade de Chicago, que trabalhou com o pós-graduando Heather Coffin no trabalho, publicado na revista “PLoS ONE”.

“O olfato deles pode ajudá-los a encontrar seus parceiros e talvez escolher seus parceiros”, disse Mateo. “Aves navegantes que viajam longas distâncias no oceano usam os odores para encontrar comida e reconhecer ninhos, mas não sabíamos quais odores ou até que ponto eles podiam usar os odores para reconhecer parentes”, complementa.

Expécie ameaçada foi cobaia
Os pesquisadores trabalharam com 22 pinguins de Humboldt, uma espécie ameaçada, divididos em dois grupos. O comportamento deles foi registrado enquanto as aves examinavam os aromas emitidos pelo óleo das glândulas de limpeza dos animais. A glândula perto do rabo secreta um óleo que os pinguins usam para se manterem limpos, mas que também tem uma finalidade olfativa.

Numa das experiências, os pinguins demonstravam se sentir mais confortáveis com o aroma dos parceiros do que com o de pinguins estranhos. Em outra, pinguins “solteiros” passavam o dobro do tempo examinando o cheiro de pinguins estranhos do que o cheiro de parentes próximos.

“Em todos os tipos de animais que estudamos, inclusive em bebês humanos, odores novos, pistas novas, são investigados menos do que pistas não tão novas”, disse Mateo. O olfato é usado por muitas espécies para atrair parceiros ou para evitar o cruzamento com parentes, segundo ela.

Identificação pelo cheiro
No caso dos pinguins de Humboldt, que procriam em penhascos do Peru e passam longos períodos se alimentando no mar, o odor serve como identificador quando eles regressam a colônias povoadas por milhares de aves que fazem ninhos em fendas.

“É importante para aves que vivem em grandes grupos na natureza, como os pinguins, saberem quem são seus vizinhos, para que eles possam encontrar suas áreas de nidação e também, por meio da experiência, saberem como conviverem com as aves próximas”, disse o especialista em comportamento animal Jason Watters, da Sociedade Zoológica de Chicago, que administra o Zoológico de Brookfield.

A descoberta, segundo ele, pode ser útil para biólogos que tentam reintroduzir animais em seu habitat. “Seria possível tratar a área com um odor que seja familiar às aves. Isso as tornaria mais propensas a permanecerem.”

Pinguim (Foto: AFP)

Exemplar de pinguim de Humboldt. Aves desta espécie, ameaçada de extinção, foram pesquisadas e concluiu-se que elas utilizam o odor de seus parceiros para encontrá-los em meio a colônias lotadas de outros pinguins (Foto: AFP)


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Tecnologia ajuda a identificar mogno e pode evitar comércio ilegal

O cerco à madeira ilegal pode ficar ainda mais forte com o uso de uma nova tecnologia que vem sendo aplicada a madeiras tropicais pelo Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro.

Com a ajuda de um equipamento que usa luz infravermelha, os pesquisadores conseguiram distinguir o mogno, que está ameaçado de extinção, de outras três espécies bastante semelhantes a ele, que são a andiroba, o cedro e o curupixá.

O estudo, publicado esta semana no International Association of Wood Anatomists (IAWA) Journal, pode ter impacto principalmente na fiscalização e comercialização de madeira, pois abre a possibilidade de utilizar, no futuro, a técnica para identificar as toras de forma mais objetiva e mais rápida nessas ações.

O método ajudaria a complementar a identificação feita atualmente, que se baseia na análise visual da madeira com o auxílio de uma lupa e requer que o profissional conheça as características de cada espécie para poder distingui-las.

A pesquisadora Tereza C. M. Pastore, uma das autoras do estudo, diz que a tecnologia é especialmente útil nos casos de identificação mais difíceis, como é o caso de duas das quatro espécies estudadas: o mogno e a andiroba.

“O método consegue predizer a espécie com mais de 95% de certeza, o que é importantíssimo, considerando que o mogno é uma madeira de comércio controlado para exportação e pode ser facilmente confundida com outras espécies da Amazônia”, afirma.

Metodologia - Foram necessários quatro anos de estudos para chegar aos resultados. Na primeira etapa da pesquisa, as amostras de madeira foram tratadas e transformadas em pó e só depois analisadas em um aparelho – um espectrômetro – que fornece em segundos o espectro, ou “mapa”, da composição química delas.

Estudos com o equipamento associado à análise estatística dos dados mostraram que era possível diferenciar as espécies e motivou a etapa seguinte, de realizar a avaliação com amostras de madeira íntegras (inteiras), mais semelhantes à forma dos materiais fiscalizados nos caminhões durante as ações de fiscalização.

Das 111 amostras, 66 foram utilizadas para montar a base de informações das espécies no espectrômetro, conhecida como calibração. A partir dos dados obtidos e de sua análise estatística, foram criados os modelos para classificar cada espécie.

As amostras restantes serviram para validar os modelos e os resultados confirmaram a expectativa dos pesquisadores. Mesmo com a madeira inteira, a técnica conseguia diferenciar entre si o mogno, o cedro, a andiroba e o curupixá.

A equipe agora avalia se um equipamento portátil que usa a luz infravermelha fornecerá informações confiáveis como os equipamentos de laboratório. Em outra etapa, pretendem ampliar o número de amostras e incluir mais espécies nos estudos.

A pesquisa foi realizada em conjunto com os especialistas em identificação de madeira do Laboratório de Produtos Florestais (LPF)/Serviço Florestal Vera Coradin e José Arlete Camargos, com o químico e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jez Willian Batista Braga e com bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF e aluno do curso de Química da UnB Allan Ribeiro Silva.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Códigos de comunicação digital reproduzem e identificam mutações em sequência de DNA

Fenômenos podem passar a ser analisados por métodos quantitativos.

Tanto os que creem em uma força superior criadora como os que atribuem ao acaso a formação do universo poderão, no futuro, admitir que até as sequências de DNA obedecem ou podem ser explicadas através de uma modelagem matemática. Na física e na química, o uso de equações matemáticas para explicar, quantificar e prever a possibilidade de ocorrência de transformações naturais ou provocadas se tornou rotineiro. Na biologia esse recurso é bem mais recente e restrito. Vários pesquisadores das áreas de teoria de informação e codificação, principalmente nos EUA e Europa, têm procurado reproduzir sequências de DNA através de estruturas matemáticas com o objetivo de melhor compreender o funcionamento do sistema biológico. A primazia coube a um grupo de pesquisadores da Unicamp em colaboração com a USP que estabeleceu uma relação matemática entre um código numérico e a sequência do DNA, sigla que identifica em inglês o ácido desoxirribonucléico – portador dos genes dentro das células.

 

Os pesquisadores verificaram que existe uma relação entre sequências de DNA e códigos corretores de erros (ECC em inglês). Estes códigos fazem parte do cotidiano dos que usam a internet, celulares, TVs, CDs, pen-drives. De forma geral, eles estão presentes na comunicação via satélite, nas comunicações internas de um computador e no armazenamento de dados. A utilização destes códigos tem como objetivo a correção de erros que ocorrem durante a transmissão ou armazenamento da informação.

 

Leia: www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/maio2011/ju492_pag05.php.

Fonte: Ascom da Unicamp