10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas criam ‘Google Earth’ de células de peixe

Nanoscopia eletrônica revela detalhes de tecidos de embrião de peixe zebra

Um grupo de pesquisadores desenvolveu um sistema de alta resolução que é capaz de mostrar, em detalhes, as imagens celulares de um organismo vivo. Assim como o Google Earth é capaz de aproximar imagens de satélite a ponto de ser possível visualizar uma rua específica na Terra, a nova ferramenta consegue tornar visíveis as imagens microscópicas que compõem as células de um embrião de peixe zebra. A novidade foi publicada no periódico Cell Biology.

A ferramenta foi desenvolvida por uma equipe de cientistas da Leiden University Medical Center, da Holanda, e foi feita por meio de uma técnica chamada de nanoscopia virtual. Eles reuniram 26 mil imagens individuais obtidas por microscopia eletrônica a partir de um único organismo, um embrião de peixe zebra de 1,5 milímetro. As imagens foram colocadas em um sistema de publicação de dados no site do periódico (http://jcb-dataviewer.rupress.org/jcb/browse/5553/17144/), e é aberta ao público.

São 281 gigapixels de dados e uma resolução de 16 milhões de pixels por polegada. Essa é a primeira vez que é possível ter tal visão da estrutura orgânica. Essa capacidade de integrar informações entre células e tecidos poderá ajudar os pesquisadores em futuras descobertas usando a mesma técnica.

Peixe Zebra

Milhares de imagens microscópicas do embrião de um Peixe Zebra foram reunidas em uma espécie de 'Google Earth' da biologia celular (Mark Smith)

Células

Da esquerda para a direita e de cima para baixo, imagens de microscopia eletrônica em alta resolução mostram aproximação de células de um embrião de peixe zebra. Imagem Rockefeller University/Divulgação

Fonte: Veja Ciência


26 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Fotógrafo captura gotas de orvalho cobrindo mosca

Nicolas Reusens fez imagens impressionantes com lente macro no jardim de casa.

O fotógrafo amador Nicolas Reusens conseguiu capturar o momento em que uma mosca fica totalmente coberta por gotículas de orvalho.

Reusens fez a imagem no jardim de sua casa, em Madri, na Espanha. O fotógrafo de 36 anos usou lentes macro para capturar imagens ampliadas do inseto.

‘Precisei de cerca de oito minutos para conseguir esta foto, as condições estavam perfeitas e eu tinha que capturar (a imagem) bem ali e naquele momento’, afirmou o fotógrafo.

Reusens conta que a mosca parecia quase congelada sob o orvalho, ‘mas, depois que o orvalho evaporou, ela parecia bem e saiu zunindo sem problemas’.

O fotógrafo também captura outros insetos com a ajuda de suas lentes macro. As imagens mostram formigas e outros insetos em detalhe e cores vivas.

Em alguns casos é quase possível ver reflexos nos olhos dos insetos.

Reusens fez centenas de imagens de criaturas minúsculas, algumas do tamanho de uma unha, até conseguir as melhores.

O fotógrafo amador conta que ‘adoraria me transformar em um fotógrafo de vida selvagem em tempo integral e não me importaria (em fazer fotos) além do meu jardim’.

Fotógrafo captura gotas de orvalho cobrindo mosca (Foto: Nicolas Reusens/Caters )

Fotógrafo captura gotas de orvalho cobrindo mosca (Foto: Nicolas Reusens/Caters )

Fonte: Globo Natureza


28 de março de 2012 | nenhum comentário »

Museu de História Natural de Londres expõe tesouros de concurso de fotos

Realizada desde 1964, Wildlife Photographer of the Year é uma das mais importantes e concorridas competições do gênero no mundo.

O Museu de História Natural de Londres selecionou algumas das melhores imagens do seu tradicional concurso Wildlife Photographer of the Year (Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano), que existe desde 1964. A competição premia fotógrafos que retratam a natureza.

No total, 80 fotos estão sendo exibidas em uma mostra do museu intitulada Wild Planet (Planeta Selvagem). Todas as imagens, que foram selecionadas pelo zoólogo Chris Packham, foram premiadas em edições passadas do concurso.

A exposição no prédio do Museu abriu na sexta-feira passada e ficará em cartaz até o final de setembro. As legendas das fotos trazem uma breve explicação sobre como os fotógrafos fizeram para capturar as imagens.

O Museu de História Natural de Londres selecionou algumas das melhores imagens do seu tradicional concurso Wildlife Photographer of the Year, que existe há décadas. Esta imagem, intitulada "Cruzamento Zebra", foi feita na Tanzânia pela fotógrafa britânica Anup Shah. O objetivo dela era mostrar como as formigas veem os animais. (Foto: Anup Shah)

O Museu de História Natural de Londres selecionou algumas das melhores imagens do seu tradicional concurso Wildlife Photographer of the Year, que existe há décadas. Esta imagem, intitulada "Cruzamento Zebra", foi feita na Tanzânia pela fotógrafa britânica Anup Shah. O objetivo dela era mostrar como as formigas veem os animais. (Foto: Anup Shah)

Edwin Giesbers enfrentou uma forte chuva quando decidiu fotografar cogumelos próximos à sua casa, na Holanda. "Eu percebi este cogumelo e depois vi que havia um sapo", conta ele. "Eu me aproximei muito lentamente e usei uma velocidade baixa da câmera para mostrar a chuva".  (Foto: Edwin Giesbers)

Edwin Giesbers enfrentou uma forte chuva quando decidiu fotografar cogumelos próximos à sua casa, na Holanda. "Eu percebi este cogumelo e depois vi que havia um sapo", conta ele. "Eu me aproximei muito lentamente e usei uma velocidade baixa da câmera para mostrar a chuva". (Foto: Edwin Giesbers)

3. Este elefante asiático estava tomando um banho quando o fotógrafo americano Jeff Yonover o flagrou.  Yonover conseguiu retratar o exato momento em que a tromba do elefante funcionou como um "snorkel". (Foto: Jeff Yonover)

3. Este elefante asiático estava tomando um banho quando o fotógrafo americano Jeff Yonover o flagrou. Yonover conseguiu retratar o exato momento em que a tromba do elefante funcionou como um "snorkel". (Foto: Jeff Yonover)

Rinocerontes pretos, uma espécie ameaçada de extinção, são criaturas solitárias, segundo o fotógrafo sul-africano Wynand du Plessis. Mas na Namíbia, ele encontrou vários rinocerontes do tipo que se relacionavam bem entre si e com outros animais.  (Foto: Wynand du Plessis)

Rinocerontes pretos, uma espécie ameaçada de extinção, são criaturas solitárias, segundo o fotógrafo sul-africano Wynand du Plessis. Mas na Namíbia, ele encontrou vários rinocerontes do tipo que se relacionavam bem entre si e com outros animais. (Foto: Wynand du Plessis)

O cadaver de uma baleia-cinzenta atraiu esta multidão inusitada no Alasca. Ursos polares costumam ser solitários e caçam sobre o mar congelado. Mas este grupo flagrado pelo fotógrafo americano Howie Garber contem vários machos, pelo menos uma fêmea e alguns filhotes. (Foto: Howie Garber)

O cadaver de uma baleia-cinzenta atraiu esta multidão inusitada no Alasca. Ursos polares costumam ser solitários e caçam sobre o mar congelado. Mas este grupo flagrado pelo fotógrafo americano Howie Garber contem vários machos, pelo menos uma fêmea e alguns filhotes. (Foto: Howie Garber)

Em uma noite fria de fevereiro na província canadense de Terra Nova, este padrão se formou em uma janela na casa de Helen Jones. "Esta imagem em formato de pena apareceu quando o sol começou a nascer e brilhar através do gelo", disse ela. "Eu precisei tirar esta foto imediatamente, porque não ia demorar muito até o gelo começar a derreter". (Foto: Helen Jones)

Em uma noite fria de fevereiro na província canadense de Terra Nova, este padrão se formou em uma janela na casa de Helen Jones. "Esta imagem em formato de pena apareceu quando o sol começou a nascer e brilhar através do gelo", disse ela. "Eu precisei tirar esta foto imediatamente, porque não ia demorar muito até o gelo começar a derreter". (Foto: Helen Jones)

Estes peixes estão comendo algas e parasitas da casca e da pele de uma tartaruga. A foto foi tirada por Andre Seale, que capturou as imagens no Havaí. Este comportamento ajuda tanto a tartaruga a ficar mais limpa e saudável, como fornece refeição aos peixes. (Foto: Andre Seale)

Estes peixes estão comendo algas e parasitas da casca e da pele de uma tartaruga. A foto foi tirada por Andre Seale, que capturou as imagens no Havaí. Este comportamento ajuda tanto a tartaruga a ficar mais limpa e saudável, como fornece refeição aos peixes. (Foto: Andre Seale)

Fonte: BBC


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Fotos em 3D inéditas da Amazônia revelam detalhes físicos e químicos

Em vez de um tapete verde, imagens mostram um caleidoscópio de cores.
Elas representam diferentes composições químicas das plantas da floresta.

A floresta amazônica tem outras tonalidades em fotos feitas por pesquisadores americanos. Em vez de um tapete verde, um caleidoscópio de cores em 3D surge a partir imagens produzidas por equipamentos de alta tecnologia do Instituto Carnegie para Ciência, ligado à Universidade Stanford, nos Estados Unidos. É um mapa completo da biodiversidade, que faz medições físicas e químicas da floresta, a partir de uma aeronave.

Imagens inéditas recebidas pelo G1 mostram dois mapas 3D da Amazônia no Peru. Eles foram feitos por um novo sistema da aeronave-observatório, a Carnegie ‘Aérea’ (CAO, na sigla em inglês), que é capaz de registrar aspectos invisíveis ao olho nu, como componentes químicos de diferentes espécies e o estoque de carbono da floresta.

Em uma delas, uma área preservada de mata aparece em vermelho, o que representa alta concentração de carbono, e os rios são mostrados em azul. Na outra, a cobertura florestal é exibida em diversas cores, que significam a presença de variadas espécies e uma grande diversidade.

De acordo com Gregory Asner, diretor e cientista responsável pelo projeto, as imagens obtidas pelo CAO ajudaram os cientistas a entender melhor a biodiversidade da floresta amazônica.

“No Peru, nós descobrimos uma variação muito grande de biodiversidade e de estoques de carbono. (…) Isso significa que nós não podemos encarar o ‘tapete verde’ como uma coisa só. É um caleidoscópio de variação”, comenta.

Na Colômbia, o CAO ajudou a descobriu que variações na altitude, cobertura vegetal e regime hídrico têm um papel importante na diversidade de estoques de carbono na Amazônia.

Tecnologia
Denominado Atoms (sigla em inglês para Sistema Aéreo de Mapeamento Taxonômico), o novo sistema da aeronave foi lançado em junho de 2011 e une um poderoso laser a dois tipos de espectrômetros – aparelho que mede diferentes propriedades da luz. Um deles foi desenvolvido pela Nasa e é capaz de registrar 400 frequências, do ultravioleta até o infravermelho, com 60 mil medições por segundo.

O resultado obtido é comparado com uma base de dados composta por propriedades químicas e de emissão de luz de cerca de cinco mil plantas – coletadas em um detalhado trabalho de campo, em que a equipe chegou a escalar árvores e até a usar arco-e-flecha. Já o laser atinge o solo e coleta informações como estrutura em 3D da floresta.

As imagens feitas com o Atoms fornecem ainda mais detalhes que os dois sistemas usados anteriormente, o CAO Alpha e o CAO Beta, e representam um avanço no mapeamento da biodiversidade.

O CAO, que também já registrou savanas africanas, ainda não fez imagens da porção brasileira da Amazônia, mas os cientistas esperam conseguir fundos para vir ao país em breve. O mapeamento costuma ser feito com apoio de governos locais e financiamentos de empresas.

Aplicações
O mapeamento 3D da biodiversidade da Amazônia pode ajudar a medir a degradação da floresta, além do próprio desmatamento verificado com satélites.

“Nós desenvolvemos um método para usar a combinação de dados de satélite e de aeronaves para produzir mapas e monitoramentos muito detalhados da degradação florestal”, explica Asner.

Além disso, a tecnologia auxilia na criação de políticas adequadas de preservação da floresta em um cenário de mudanças climáticas, segundo Asner.

“Ele oferece uma nova forma de avaliar as florestas em termos de seus estoques de carbono, composição de espécies de árvores, habitat para animais outras espécies não vegetais. Como resultado, somos capazes de mapear, pela primeira vez, os impactos da mudança climática”.

Outra possível aplicação é a medição do estoque de carbono da floresta, que pode servir de base para o Programa de Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação das Nações Unidas (REDD, na sigla em inglês), um mecanismo de compensação financeira para os países em desenvolvimento pela preservação de suas florestas.

Imagem inédita obtida pelo G1 mostra áreas de florestas protegidas no Peru; regiões em vermelho representam alta concentração de carbono (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)

Imagem inédita obtida pelo G1 mostra áreas de florestas protegidas no Peru; regiões em vermelho representam alta concentração de carbono (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)

Imagem inédita faz mostra detalhes químicos da cobertura vegetal da Amazônia peruana  (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)

Imagem inédita mostra detalhes químicos da cobertura vegetal da Amazônia peruana (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)

Fonte: Amanda Rossi, Globo Natureza, São Paulo


7 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Site reúne imagens de ‘beleza’ em degradação ambiental

Fotos denunciam devastação ambiental retratando vazamento de petróleo da BP e resíduos industriais.

O fotógrafo americano J. Henry Fair reuniu em um site algumas de suas famosas fotos aéreas mostrando a “beleza” causada por devastação do meio ambiente.

Reunidas na exposição digital “Industrial Scars”, a poluição é exposta de grande escala, com cores vivas que transformam uma paisagem destruída em um espetáculo de cores e texturas.

O fotógrafo, que é de Nova York, tenta atrair as pessoas para a questão da destruição do meio ambiente através da beleza das imagens. Fair afirma que, inicialmente, fotografou coisas “feias”, com a intenção de simplesmente jogar o questionamento sobre estética para as pessoas.

“Com o tempo, comecei a fotografar todas estas coisas de forma a transformá-las em algo simultaneamente belo e assustador”, escreveu o fotógrafo no site da mostra digital (http://www.industrialscars.com/).

O objetivo de Fair é atrair as pessoas com a beleza das imagens para que elas queiram aprender mais sobre o que cada uma mostra.

As imagens mostram rios poluídos retratados como vasos sanguíneos em meio a uma paisagem tomada pelo enxofre, resíduos de herbicidas que invadem a paisagem como uma camada de algas na água e até o vazamento de petróleo da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México.

As fotos estão no livro “The Day After Tomorrow: Images of Our Earth in Crisis”, publicado pela powerHouse Books.

Devastação (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Imagem aérea de degradação ambiental tenta alertar população sobre o impacto das atividades humanas no meio ambiente. Acima, as cinzas que sobram de uma usina de energia a carvão na Louisiana, nos Estados Unidos (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Em outra fotografia, linha vermelha representa rio poluído (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Em outra fotografia, linha vermelha representa rio poluído em meio a enxofre no Canadá (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

As cores da imagem acima são devido aos resíduos de bauxita, vindos da produção de alumínio em Darrow, Louisiana (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

As cores da imagem acima são devido aos resíduos de bauxita, vindos da produção de alumínio em Darrow, Louisiana (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Esta imagem aérea feita no Golfo do México mostra o vazamento da plataforma Deepwater Horizon, que explodiu em abril de 2010 e causou um dos maiores vazamentos de petróleo da história (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Esta imagem aérea feita no Golfo do México mostra o vazamento da plataforma Deepwater Horizon, que explodiu em abril de 2010 e causou um dos maiores vazamentos de petróleo da história (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Parecem células, mas é uma usina química perto de Nova Orleans que fabrica substâncias usadas em cosméticos, embalagens plásticas e aditivos para tintas. (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Parecem células, mas é uma usina química perto de Nova Orleans que fabrica substâncias usadas em cosméticos, embalagens plásticas e aditivos para tintas (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Fonte: Da BBC, Brasil


20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

USP lança site com coleção de mais de 11 mil imagens de seres marinhos

‘Cifonauta’ quer expandir conhecimento sobre espécies do fundo do mar.
Mudança climática ameaça biodiversidade nesse ambiente, alerta cientista.

Os oceanos ainda escondem muitas surpresas. Milhares de espécies de animais ainda não são conhecidas pelos cientistas, que buscam conhecer estes animais, vertebrados ou não, espalhados pelo mundo.

No Brasil, parte dos trabalhos de pesquisa realizados por especialistas na vida marinha agora estão disponíveis para o público e educadores por meio do site “Cifonauta”, que abrange mais de 11 mil fotografias de seres do mar, além de vídeos e explicações.

Com nome de uma larva marinha, o site foi desenvolvido, nas versões em português e em inglês, pelos biólogos Álvaro Migotto e Bruno Vellutini, ambos do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (Cebimar), localizado em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo.

Além dos periódicos científicos
O banco de dados virtual mostra a fundo as espécies pesquisadas no instituto, expandindo conteúdo que antes podia ser encontrado apenas em publicações científicas, direcionadas a um público restrito.

“A nossa ideia surgiu há alguns anos, devido à carência de conteúdo científico voltado aos organismos marinhos, principalmente aqueles encontrados na biota marinha (conjunto de seres da fauna e flora) brasileira”, disse Álvaro Migotto.

Atualmente, existem 11.075 fotos, 270 vídeos de cerca de 300 espécies encontradas no país e em outras partes do mundo. “Muitas pessoas nos procuravam interessadas em imagens. Agora isto tudo fica disponível em um único local para que a população consiga visualizar e entende melhor os organismos aquáticos. Temos esperança de que o site sirva para aumentar o potencial da educação na área de biologia, além de ser uma divulgação científica”, disse o biólogo.

Estrela-do-mar (Foto: Álvaro Migotto)

Imagem ampliada de parte de uma Estrela-do-mar (Foto: Álvaro Migotto)

Museu vivo virtual
Segundo Migotto, ainda há poucos trabalhos de conservação da biodiversidade marinha devido à falta de conhecimento de grande parte da população. Ela afirma que mesmo os documentários ou programas produzidos por redes de televisão mostram, principalmente, animais aquáticos que já são difundidos, como grandes peixes ou mamíferos aquáticos.

“Seres unicelulares e microscópicos, considerados os mais importantes do oceano porque sustentam as cadeias alimentares, são pouco difundidos, até porque eles são muito pequenos e podem ser vistos apenas com equipamentos. É no mar que está o início da vida”, explica.

Além disso, ele afirma que muitos organismos podem desaparecer com a mudança climática, devido à acidificação dos oceanos ou mesmo a elevação da temperatura no fundo do mar, o que fortalece a ideia de arquivar o histórico das espécies.

A ampliação do banco de dados vai acontecer em um primeiro momento apenas por pesquisadores e estudantes do Cebimar. “Queremos incluir dados de peixes, aves marinhas e outras espécies. Mas por enquanto não podemos gerenciar esta atividade porque o site vai continuar evoluindo”, disse o biólogo.

O endereço eletrônico é http://cifonauta.cebimar.usp.br.

 

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fotógrafo lança livro com imagens de baleias ao longo de 30 anos

O americano Flip Nicklin, um dos principais fotógrafos de baleias e golfinhos do mundo, documentou mais de 30 espécies.

O fotógrafo e pesquisador americano Charles “Flip” Nicklin documentou a vida de baleias em todo o mundo durante 30 anos. Suas principais fotos estão no livro recém-lançado “Among Giants, A Life with Whales” (‘Entre gigantes, uma vida com baleias’, em português).

Nicklin é o principal fotógrafo de baleias da National Geographic e tornou-se especialista em mamíferos marinhos. Durante sua carreira, ele acompanhou mais de 30 espécies de baleias e golfinhos.

Baleia cachalote com seu filhote, perto de Portugal (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia cachalote com seu filhote, perto de Portugal (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia-cinzenta nada em Vancouver, no Canadá (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia-cinzenta nada em Vancouver, no Canadá (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

As imagens mostram migrações, momentos em que as baleias se alimentam, brincam entre si e com os pesquisadores que o fotógrafo acompanhava.

Baleia jubarte de um ano de idade brinca com um pesquisador em Maui, no Havaí (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia jubarte de um ano de idade brinca com um pesquisador em Maui, no Havaí (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Em 2001, Flip Nicklin tornou-se um dos fundadores do Whale Trust, fundo que financia pesquisas e programas de educação sobre os cetáceos. Metade do valor do livro “Among Giants”, que custa US$ 42 (R$ 68), é destinada à organização.

Baleia jubarte se alimenta, cercada por gaivotas em Massachussetts, nos Estados Unidos (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia jubarte se alimenta, cercada por gaivotas em Massachussetts, nos Estados Unidos (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Segundo Nicklin, ele começou a se interessar por baleias quando seu pai ficou famoso ao ser fotografado montado em uma baleia, enquanto tentava libertá-la de um anzol (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Segundo Nicklin, ele começou a se interessar por baleias quando seu pai ficou famoso ao ser fotografado montado em uma baleia, enquanto tentava libertá-la de um anzol (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Fonte: Da BBC


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Vulcão submarino entra em erupção

Vulcão (Foto: BBC)

Vulcão é estudado há 13 anos. (Foto: BBC)

Cientistas captaram imagens de água fervente saindo da cratera de um vulcão na costa do Oregon, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores estudam o vulcão submarino de Axial há 13 anos.

Eles previram que ocorreria uma erupção antes do ano de 2014.

Esta foi a primeira vez que cientistas conseguem prever a erupção de um vulcão submarino.

Fonte: BBC


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Sequência de imagens mostra ataque de cobra a sapo, na Malásia

Víbora verde devora sapo de árvore em parque nacional de Bornéu.
Espécie de cobra se alimenta também de pequenos mamíferos.

Uma sequência impressionante de imagens feita no Parque Nacional Bako, em Borneú, ilha pertencente à Malásia, mostra a investida de uma víbora verde em um sapo de árvore, que se tornou sua refeição.

Durante 15 minutos, as imagens captaram o início do ataque da cobra ao sapo, que acabou engolido por inteiro após receber o bote da víbora da espécie Tropidolaemus wagleri, que habita regiões da Tailândia, Malásia, Cingapura, Sumatra e Filipinas.

Esta serpente, que se alimenta de anfíbios e pequenos mamíferos como camundongos, é muito comum em Bornéu, terceira maior ilha do mundo e com grandes áreas de mata tropical.

Víbora verde ataca sapo durante caçada captada por fotógrafo no Parque Nacional Bako, em Bornéu, ilha pertencente à Malásia (Foto: Barcroft/gettyimages)

Víbora verde ataca sapo durante caçada captada por fotógrafo no Parque Nacional Bako, em Bornéu, ilha pertencente à Malásia (Foto: Barcroft/gettyimages)

 

Acesse: http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/06/veja-sequencia-de-imagens-da-cacada-da-vibora-verde-em-borneu.html e confira a sequência de imagens.

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo.






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10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas criam ‘Google Earth’ de células de peixe

Nanoscopia eletrônica revela detalhes de tecidos de embrião de peixe zebra

Um grupo de pesquisadores desenvolveu um sistema de alta resolução que é capaz de mostrar, em detalhes, as imagens celulares de um organismo vivo. Assim como o Google Earth é capaz de aproximar imagens de satélite a ponto de ser possível visualizar uma rua específica na Terra, a nova ferramenta consegue tornar visíveis as imagens microscópicas que compõem as células de um embrião de peixe zebra. A novidade foi publicada no periódico Cell Biology.

A ferramenta foi desenvolvida por uma equipe de cientistas da Leiden University Medical Center, da Holanda, e foi feita por meio de uma técnica chamada de nanoscopia virtual. Eles reuniram 26 mil imagens individuais obtidas por microscopia eletrônica a partir de um único organismo, um embrião de peixe zebra de 1,5 milímetro. As imagens foram colocadas em um sistema de publicação de dados no site do periódico (http://jcb-dataviewer.rupress.org/jcb/browse/5553/17144/), e é aberta ao público.

São 281 gigapixels de dados e uma resolução de 16 milhões de pixels por polegada. Essa é a primeira vez que é possível ter tal visão da estrutura orgânica. Essa capacidade de integrar informações entre células e tecidos poderá ajudar os pesquisadores em futuras descobertas usando a mesma técnica.

Peixe Zebra

Milhares de imagens microscópicas do embrião de um Peixe Zebra foram reunidas em uma espécie de 'Google Earth' da biologia celular (Mark Smith)

Células

Da esquerda para a direita e de cima para baixo, imagens de microscopia eletrônica em alta resolução mostram aproximação de células de um embrião de peixe zebra. Imagem Rockefeller University/Divulgação

Fonte: Veja Ciência


26 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Fotógrafo captura gotas de orvalho cobrindo mosca

Nicolas Reusens fez imagens impressionantes com lente macro no jardim de casa.

O fotógrafo amador Nicolas Reusens conseguiu capturar o momento em que uma mosca fica totalmente coberta por gotículas de orvalho.

Reusens fez a imagem no jardim de sua casa, em Madri, na Espanha. O fotógrafo de 36 anos usou lentes macro para capturar imagens ampliadas do inseto.

‘Precisei de cerca de oito minutos para conseguir esta foto, as condições estavam perfeitas e eu tinha que capturar (a imagem) bem ali e naquele momento’, afirmou o fotógrafo.

Reusens conta que a mosca parecia quase congelada sob o orvalho, ‘mas, depois que o orvalho evaporou, ela parecia bem e saiu zunindo sem problemas’.

O fotógrafo também captura outros insetos com a ajuda de suas lentes macro. As imagens mostram formigas e outros insetos em detalhe e cores vivas.

Em alguns casos é quase possível ver reflexos nos olhos dos insetos.

Reusens fez centenas de imagens de criaturas minúsculas, algumas do tamanho de uma unha, até conseguir as melhores.

O fotógrafo amador conta que ‘adoraria me transformar em um fotógrafo de vida selvagem em tempo integral e não me importaria (em fazer fotos) além do meu jardim’.

Fotógrafo captura gotas de orvalho cobrindo mosca (Foto: Nicolas Reusens/Caters )

Fotógrafo captura gotas de orvalho cobrindo mosca (Foto: Nicolas Reusens/Caters )

Fonte: Globo Natureza


28 de março de 2012 | nenhum comentário »

Museu de História Natural de Londres expõe tesouros de concurso de fotos

Realizada desde 1964, Wildlife Photographer of the Year é uma das mais importantes e concorridas competições do gênero no mundo.

O Museu de História Natural de Londres selecionou algumas das melhores imagens do seu tradicional concurso Wildlife Photographer of the Year (Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano), que existe desde 1964. A competição premia fotógrafos que retratam a natureza.

No total, 80 fotos estão sendo exibidas em uma mostra do museu intitulada Wild Planet (Planeta Selvagem). Todas as imagens, que foram selecionadas pelo zoólogo Chris Packham, foram premiadas em edições passadas do concurso.

A exposição no prédio do Museu abriu na sexta-feira passada e ficará em cartaz até o final de setembro. As legendas das fotos trazem uma breve explicação sobre como os fotógrafos fizeram para capturar as imagens.

O Museu de História Natural de Londres selecionou algumas das melhores imagens do seu tradicional concurso Wildlife Photographer of the Year, que existe há décadas. Esta imagem, intitulada "Cruzamento Zebra", foi feita na Tanzânia pela fotógrafa britânica Anup Shah. O objetivo dela era mostrar como as formigas veem os animais. (Foto: Anup Shah)

O Museu de História Natural de Londres selecionou algumas das melhores imagens do seu tradicional concurso Wildlife Photographer of the Year, que existe há décadas. Esta imagem, intitulada "Cruzamento Zebra", foi feita na Tanzânia pela fotógrafa britânica Anup Shah. O objetivo dela era mostrar como as formigas veem os animais. (Foto: Anup Shah)

Edwin Giesbers enfrentou uma forte chuva quando decidiu fotografar cogumelos próximos à sua casa, na Holanda. "Eu percebi este cogumelo e depois vi que havia um sapo", conta ele. "Eu me aproximei muito lentamente e usei uma velocidade baixa da câmera para mostrar a chuva".  (Foto: Edwin Giesbers)

Edwin Giesbers enfrentou uma forte chuva quando decidiu fotografar cogumelos próximos à sua casa, na Holanda. "Eu percebi este cogumelo e depois vi que havia um sapo", conta ele. "Eu me aproximei muito lentamente e usei uma velocidade baixa da câmera para mostrar a chuva". (Foto: Edwin Giesbers)

3. Este elefante asiático estava tomando um banho quando o fotógrafo americano Jeff Yonover o flagrou.  Yonover conseguiu retratar o exato momento em que a tromba do elefante funcionou como um "snorkel". (Foto: Jeff Yonover)

3. Este elefante asiático estava tomando um banho quando o fotógrafo americano Jeff Yonover o flagrou. Yonover conseguiu retratar o exato momento em que a tromba do elefante funcionou como um "snorkel". (Foto: Jeff Yonover)

Rinocerontes pretos, uma espécie ameaçada de extinção, são criaturas solitárias, segundo o fotógrafo sul-africano Wynand du Plessis. Mas na Namíbia, ele encontrou vários rinocerontes do tipo que se relacionavam bem entre si e com outros animais.  (Foto: Wynand du Plessis)

Rinocerontes pretos, uma espécie ameaçada de extinção, são criaturas solitárias, segundo o fotógrafo sul-africano Wynand du Plessis. Mas na Namíbia, ele encontrou vários rinocerontes do tipo que se relacionavam bem entre si e com outros animais. (Foto: Wynand du Plessis)

O cadaver de uma baleia-cinzenta atraiu esta multidão inusitada no Alasca. Ursos polares costumam ser solitários e caçam sobre o mar congelado. Mas este grupo flagrado pelo fotógrafo americano Howie Garber contem vários machos, pelo menos uma fêmea e alguns filhotes. (Foto: Howie Garber)

O cadaver de uma baleia-cinzenta atraiu esta multidão inusitada no Alasca. Ursos polares costumam ser solitários e caçam sobre o mar congelado. Mas este grupo flagrado pelo fotógrafo americano Howie Garber contem vários machos, pelo menos uma fêmea e alguns filhotes. (Foto: Howie Garber)

Em uma noite fria de fevereiro na província canadense de Terra Nova, este padrão se formou em uma janela na casa de Helen Jones. "Esta imagem em formato de pena apareceu quando o sol começou a nascer e brilhar através do gelo", disse ela. "Eu precisei tirar esta foto imediatamente, porque não ia demorar muito até o gelo começar a derreter". (Foto: Helen Jones)

Em uma noite fria de fevereiro na província canadense de Terra Nova, este padrão se formou em uma janela na casa de Helen Jones. "Esta imagem em formato de pena apareceu quando o sol começou a nascer e brilhar através do gelo", disse ela. "Eu precisei tirar esta foto imediatamente, porque não ia demorar muito até o gelo começar a derreter". (Foto: Helen Jones)

Estes peixes estão comendo algas e parasitas da casca e da pele de uma tartaruga. A foto foi tirada por Andre Seale, que capturou as imagens no Havaí. Este comportamento ajuda tanto a tartaruga a ficar mais limpa e saudável, como fornece refeição aos peixes. (Foto: Andre Seale)

Estes peixes estão comendo algas e parasitas da casca e da pele de uma tartaruga. A foto foi tirada por Andre Seale, que capturou as imagens no Havaí. Este comportamento ajuda tanto a tartaruga a ficar mais limpa e saudável, como fornece refeição aos peixes. (Foto: Andre Seale)

Fonte: BBC


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Fotos em 3D inéditas da Amazônia revelam detalhes físicos e químicos

Em vez de um tapete verde, imagens mostram um caleidoscópio de cores.
Elas representam diferentes composições químicas das plantas da floresta.

A floresta amazônica tem outras tonalidades em fotos feitas por pesquisadores americanos. Em vez de um tapete verde, um caleidoscópio de cores em 3D surge a partir imagens produzidas por equipamentos de alta tecnologia do Instituto Carnegie para Ciência, ligado à Universidade Stanford, nos Estados Unidos. É um mapa completo da biodiversidade, que faz medições físicas e químicas da floresta, a partir de uma aeronave.

Imagens inéditas recebidas pelo G1 mostram dois mapas 3D da Amazônia no Peru. Eles foram feitos por um novo sistema da aeronave-observatório, a Carnegie ‘Aérea’ (CAO, na sigla em inglês), que é capaz de registrar aspectos invisíveis ao olho nu, como componentes químicos de diferentes espécies e o estoque de carbono da floresta.

Em uma delas, uma área preservada de mata aparece em vermelho, o que representa alta concentração de carbono, e os rios são mostrados em azul. Na outra, a cobertura florestal é exibida em diversas cores, que significam a presença de variadas espécies e uma grande diversidade.

De acordo com Gregory Asner, diretor e cientista responsável pelo projeto, as imagens obtidas pelo CAO ajudaram os cientistas a entender melhor a biodiversidade da floresta amazônica.

“No Peru, nós descobrimos uma variação muito grande de biodiversidade e de estoques de carbono. (…) Isso significa que nós não podemos encarar o ‘tapete verde’ como uma coisa só. É um caleidoscópio de variação”, comenta.

Na Colômbia, o CAO ajudou a descobriu que variações na altitude, cobertura vegetal e regime hídrico têm um papel importante na diversidade de estoques de carbono na Amazônia.

Tecnologia
Denominado Atoms (sigla em inglês para Sistema Aéreo de Mapeamento Taxonômico), o novo sistema da aeronave foi lançado em junho de 2011 e une um poderoso laser a dois tipos de espectrômetros – aparelho que mede diferentes propriedades da luz. Um deles foi desenvolvido pela Nasa e é capaz de registrar 400 frequências, do ultravioleta até o infravermelho, com 60 mil medições por segundo.

O resultado obtido é comparado com uma base de dados composta por propriedades químicas e de emissão de luz de cerca de cinco mil plantas – coletadas em um detalhado trabalho de campo, em que a equipe chegou a escalar árvores e até a usar arco-e-flecha. Já o laser atinge o solo e coleta informações como estrutura em 3D da floresta.

As imagens feitas com o Atoms fornecem ainda mais detalhes que os dois sistemas usados anteriormente, o CAO Alpha e o CAO Beta, e representam um avanço no mapeamento da biodiversidade.

O CAO, que também já registrou savanas africanas, ainda não fez imagens da porção brasileira da Amazônia, mas os cientistas esperam conseguir fundos para vir ao país em breve. O mapeamento costuma ser feito com apoio de governos locais e financiamentos de empresas.

Aplicações
O mapeamento 3D da biodiversidade da Amazônia pode ajudar a medir a degradação da floresta, além do próprio desmatamento verificado com satélites.

“Nós desenvolvemos um método para usar a combinação de dados de satélite e de aeronaves para produzir mapas e monitoramentos muito detalhados da degradação florestal”, explica Asner.

Além disso, a tecnologia auxilia na criação de políticas adequadas de preservação da floresta em um cenário de mudanças climáticas, segundo Asner.

“Ele oferece uma nova forma de avaliar as florestas em termos de seus estoques de carbono, composição de espécies de árvores, habitat para animais outras espécies não vegetais. Como resultado, somos capazes de mapear, pela primeira vez, os impactos da mudança climática”.

Outra possível aplicação é a medição do estoque de carbono da floresta, que pode servir de base para o Programa de Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação das Nações Unidas (REDD, na sigla em inglês), um mecanismo de compensação financeira para os países em desenvolvimento pela preservação de suas florestas.

Imagem inédita obtida pelo G1 mostra áreas de florestas protegidas no Peru; regiões em vermelho representam alta concentração de carbono (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)

Imagem inédita obtida pelo G1 mostra áreas de florestas protegidas no Peru; regiões em vermelho representam alta concentração de carbono (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)

Imagem inédita faz mostra detalhes químicos da cobertura vegetal da Amazônia peruana  (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)

Imagem inédita mostra detalhes químicos da cobertura vegetal da Amazônia peruana (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)

Fonte: Amanda Rossi, Globo Natureza, São Paulo


7 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Site reúne imagens de ‘beleza’ em degradação ambiental

Fotos denunciam devastação ambiental retratando vazamento de petróleo da BP e resíduos industriais.

O fotógrafo americano J. Henry Fair reuniu em um site algumas de suas famosas fotos aéreas mostrando a “beleza” causada por devastação do meio ambiente.

Reunidas na exposição digital “Industrial Scars”, a poluição é exposta de grande escala, com cores vivas que transformam uma paisagem destruída em um espetáculo de cores e texturas.

O fotógrafo, que é de Nova York, tenta atrair as pessoas para a questão da destruição do meio ambiente através da beleza das imagens. Fair afirma que, inicialmente, fotografou coisas “feias”, com a intenção de simplesmente jogar o questionamento sobre estética para as pessoas.

“Com o tempo, comecei a fotografar todas estas coisas de forma a transformá-las em algo simultaneamente belo e assustador”, escreveu o fotógrafo no site da mostra digital (http://www.industrialscars.com/).

O objetivo de Fair é atrair as pessoas com a beleza das imagens para que elas queiram aprender mais sobre o que cada uma mostra.

As imagens mostram rios poluídos retratados como vasos sanguíneos em meio a uma paisagem tomada pelo enxofre, resíduos de herbicidas que invadem a paisagem como uma camada de algas na água e até o vazamento de petróleo da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México.

As fotos estão no livro “The Day After Tomorrow: Images of Our Earth in Crisis”, publicado pela powerHouse Books.

Devastação (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Imagem aérea de degradação ambiental tenta alertar população sobre o impacto das atividades humanas no meio ambiente. Acima, as cinzas que sobram de uma usina de energia a carvão na Louisiana, nos Estados Unidos (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Em outra fotografia, linha vermelha representa rio poluído (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Em outra fotografia, linha vermelha representa rio poluído em meio a enxofre no Canadá (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

As cores da imagem acima são devido aos resíduos de bauxita, vindos da produção de alumínio em Darrow, Louisiana (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

As cores da imagem acima são devido aos resíduos de bauxita, vindos da produção de alumínio em Darrow, Louisiana (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Esta imagem aérea feita no Golfo do México mostra o vazamento da plataforma Deepwater Horizon, que explodiu em abril de 2010 e causou um dos maiores vazamentos de petróleo da história (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Esta imagem aérea feita no Golfo do México mostra o vazamento da plataforma Deepwater Horizon, que explodiu em abril de 2010 e causou um dos maiores vazamentos de petróleo da história (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Parecem células, mas é uma usina química perto de Nova Orleans que fabrica substâncias usadas em cosméticos, embalagens plásticas e aditivos para tintas. (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Parecem células, mas é uma usina química perto de Nova Orleans que fabrica substâncias usadas em cosméticos, embalagens plásticas e aditivos para tintas (Foto: J. Henry Fair 2011/BBC)

Fonte: Da BBC, Brasil


20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

USP lança site com coleção de mais de 11 mil imagens de seres marinhos

‘Cifonauta’ quer expandir conhecimento sobre espécies do fundo do mar.
Mudança climática ameaça biodiversidade nesse ambiente, alerta cientista.

Os oceanos ainda escondem muitas surpresas. Milhares de espécies de animais ainda não são conhecidas pelos cientistas, que buscam conhecer estes animais, vertebrados ou não, espalhados pelo mundo.

No Brasil, parte dos trabalhos de pesquisa realizados por especialistas na vida marinha agora estão disponíveis para o público e educadores por meio do site “Cifonauta”, que abrange mais de 11 mil fotografias de seres do mar, além de vídeos e explicações.

Com nome de uma larva marinha, o site foi desenvolvido, nas versões em português e em inglês, pelos biólogos Álvaro Migotto e Bruno Vellutini, ambos do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (Cebimar), localizado em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo.

Além dos periódicos científicos
O banco de dados virtual mostra a fundo as espécies pesquisadas no instituto, expandindo conteúdo que antes podia ser encontrado apenas em publicações científicas, direcionadas a um público restrito.

“A nossa ideia surgiu há alguns anos, devido à carência de conteúdo científico voltado aos organismos marinhos, principalmente aqueles encontrados na biota marinha (conjunto de seres da fauna e flora) brasileira”, disse Álvaro Migotto.

Atualmente, existem 11.075 fotos, 270 vídeos de cerca de 300 espécies encontradas no país e em outras partes do mundo. “Muitas pessoas nos procuravam interessadas em imagens. Agora isto tudo fica disponível em um único local para que a população consiga visualizar e entende melhor os organismos aquáticos. Temos esperança de que o site sirva para aumentar o potencial da educação na área de biologia, além de ser uma divulgação científica”, disse o biólogo.

Estrela-do-mar (Foto: Álvaro Migotto)

Imagem ampliada de parte de uma Estrela-do-mar (Foto: Álvaro Migotto)

Museu vivo virtual
Segundo Migotto, ainda há poucos trabalhos de conservação da biodiversidade marinha devido à falta de conhecimento de grande parte da população. Ela afirma que mesmo os documentários ou programas produzidos por redes de televisão mostram, principalmente, animais aquáticos que já são difundidos, como grandes peixes ou mamíferos aquáticos.

“Seres unicelulares e microscópicos, considerados os mais importantes do oceano porque sustentam as cadeias alimentares, são pouco difundidos, até porque eles são muito pequenos e podem ser vistos apenas com equipamentos. É no mar que está o início da vida”, explica.

Além disso, ele afirma que muitos organismos podem desaparecer com a mudança climática, devido à acidificação dos oceanos ou mesmo a elevação da temperatura no fundo do mar, o que fortalece a ideia de arquivar o histórico das espécies.

A ampliação do banco de dados vai acontecer em um primeiro momento apenas por pesquisadores e estudantes do Cebimar. “Queremos incluir dados de peixes, aves marinhas e outras espécies. Mas por enquanto não podemos gerenciar esta atividade porque o site vai continuar evoluindo”, disse o biólogo.

O endereço eletrônico é http://cifonauta.cebimar.usp.br.

 

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fotógrafo lança livro com imagens de baleias ao longo de 30 anos

O americano Flip Nicklin, um dos principais fotógrafos de baleias e golfinhos do mundo, documentou mais de 30 espécies.

O fotógrafo e pesquisador americano Charles “Flip” Nicklin documentou a vida de baleias em todo o mundo durante 30 anos. Suas principais fotos estão no livro recém-lançado “Among Giants, A Life with Whales” (‘Entre gigantes, uma vida com baleias’, em português).

Nicklin é o principal fotógrafo de baleias da National Geographic e tornou-se especialista em mamíferos marinhos. Durante sua carreira, ele acompanhou mais de 30 espécies de baleias e golfinhos.

Baleia cachalote com seu filhote, perto de Portugal (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia cachalote com seu filhote, perto de Portugal (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia-cinzenta nada em Vancouver, no Canadá (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia-cinzenta nada em Vancouver, no Canadá (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

As imagens mostram migrações, momentos em que as baleias se alimentam, brincam entre si e com os pesquisadores que o fotógrafo acompanhava.

Baleia jubarte de um ano de idade brinca com um pesquisador em Maui, no Havaí (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia jubarte de um ano de idade brinca com um pesquisador em Maui, no Havaí (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Em 2001, Flip Nicklin tornou-se um dos fundadores do Whale Trust, fundo que financia pesquisas e programas de educação sobre os cetáceos. Metade do valor do livro “Among Giants”, que custa US$ 42 (R$ 68), é destinada à organização.

Baleia jubarte se alimenta, cercada por gaivotas em Massachussetts, nos Estados Unidos (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Baleia jubarte se alimenta, cercada por gaivotas em Massachussetts, nos Estados Unidos (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Segundo Nicklin, ele começou a se interessar por baleias quando seu pai ficou famoso ao ser fotografado montado em uma baleia, enquanto tentava libertá-la de um anzol (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Segundo Nicklin, ele começou a se interessar por baleias quando seu pai ficou famoso ao ser fotografado montado em uma baleia, enquanto tentava libertá-la de um anzol (Foto: © Flip Nicklin, do livro "Among Giants" / via BBC)

Fonte: Da BBC


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Vulcão submarino entra em erupção

Vulcão (Foto: BBC)

Vulcão é estudado há 13 anos. (Foto: BBC)

Cientistas captaram imagens de água fervente saindo da cratera de um vulcão na costa do Oregon, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores estudam o vulcão submarino de Axial há 13 anos.

Eles previram que ocorreria uma erupção antes do ano de 2014.

Esta foi a primeira vez que cientistas conseguem prever a erupção de um vulcão submarino.

Fonte: BBC


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Sequência de imagens mostra ataque de cobra a sapo, na Malásia

Víbora verde devora sapo de árvore em parque nacional de Bornéu.
Espécie de cobra se alimenta também de pequenos mamíferos.

Uma sequência impressionante de imagens feita no Parque Nacional Bako, em Borneú, ilha pertencente à Malásia, mostra a investida de uma víbora verde em um sapo de árvore, que se tornou sua refeição.

Durante 15 minutos, as imagens captaram o início do ataque da cobra ao sapo, que acabou engolido por inteiro após receber o bote da víbora da espécie Tropidolaemus wagleri, que habita regiões da Tailândia, Malásia, Cingapura, Sumatra e Filipinas.

Esta serpente, que se alimenta de anfíbios e pequenos mamíferos como camundongos, é muito comum em Bornéu, terceira maior ilha do mundo e com grandes áreas de mata tropical.

Víbora verde ataca sapo durante caçada captada por fotógrafo no Parque Nacional Bako, em Bornéu, ilha pertencente à Malásia (Foto: Barcroft/gettyimages)

Víbora verde ataca sapo durante caçada captada por fotógrafo no Parque Nacional Bako, em Bornéu, ilha pertencente à Malásia (Foto: Barcroft/gettyimages)

 

Acesse: http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/06/veja-sequencia-de-imagens-da-cacada-da-vibora-verde-em-borneu.html e confira a sequência de imagens.

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo.