20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil ignora cientistas em debates importantes, diz presidente da SBPC

Após reduzir em 22% os recursos federais para a ciência no país, o governo brasileiro tem sido criticado pelo “tiro no pé”. Mesmo com o Brasil tendo atingido a 13ª posição na produção científica mundial, o governo erra ao ignorar o que a ciência nacional tem a dizer em debates públicos sobre temas de grande importância, como o novo Código Florestal ou a Rio+20, afirma a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e biomédica Helena Nader.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Helena afirmou que o Brasil precisa ter mais pesquisa e desenvolvimento nas empresas. “As empresas multinacionais quase não fazem ciência, diferentemente do que acontece na Índia e na China”, diz. Questionada sobre a justificativa dada pelas empresas como a falta de mão de obra para fazer pesquisas no Brasil, a biomédica contesta: “Nós não existíamos como ciência pesada há 20 anos! (…) E não adianta dizer que os cientistas das universidades são voltados à ciência básica e não à ciência aplicada porque essa polarização é fictícia. As duas formas de pesquisa se completam”. Segundo ela, os cientistas não são ouvidos pelo governo porque ainda não têm uma “bancada de cientistas” no Congresso, como têm os ruralistas. “Nós temos uma proposta para o Código Florestal, assim como temos um material que levaremos para discussão na Rio+20. Deveríamos ser mais ouvidos”, afirma.

Fonte: Portal Terra


24 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada

O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).

A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.

A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.

“As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média”, disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.

“Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera”, lamentou.

O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.

No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.

A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.

 

Fonte: Da EFE


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas lançam livro e apresentam projetos realizados no Pantanal

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli destacou a importância das áreas úmidas para a regulação do clima e do ciclo hidrológico, purificando as águas e reabastecendo os lençóis freáticos. Essas declarações foram dadas na última segunda-feira (15), na abertura da 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), realizado em Cuiabá, pelo Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP).

Ela também fez uma explanação sobre a produção de conhecimentos na UFMT referente às áreas úmidas, que começou a tomar impulso na década de 90, com a parceria com o Instituto Max Planck da Alemanha, dentro do programa SHIFT (CNPq – BMF). Em 2000, quando o Pantanal foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a instituição, buscou junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT a criação  do Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP, envolvendo as instituições de ensino e pesquisas do Pantanal. Em 2008 foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas – INAU e neste mesmo ano foi anunciada pelo MCT a implantação do Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal – INPP no campus de Cuiabá da UFMT, que está na fase final de construção do espaço físico.

Dentre as diversas autoridades que participaram da abertura do evento, a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, Célia Maria Silva Oliveira, disse que a instituição apóia as pesquisas realizadas pelas universidades do Centro-Oeste, que são tão importantes para o mundo todo.

Lançamento do livro - O livro “O Pantanal – Ecologia, biodiversidade de uma grande área úmida sazonal neotropical” (The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland), editado pelos professores Wolfgang J. Junk, Carolina J. da Silva, Cátia Nunes da Cunha & Karl M. Watzen, foi lançado  no evento.

“Mesmo com o advento da internet, não faz parte do passado escrever um livro. Esta publicação engloba o trabalho de mais de 100 pesquisadores, e é um marco para os estudos científicos, pelo menos para os próximos 15 anos”, enfatizou Wolfgang J. Junk.

A professora Cátia Nunes da Cunha não escondeu sua emoção ao contar que é neta de pantaneiros e atualmente a mais jovem integrante da equipe de pesquisadores que editou este livro. “Sinto-me muito feliz e emocionada por retornar ao Pantanal contribuindo com o seu desenvolvimento e preservação através da produção de conhecimento, resultado de muitos anos de pesquisas que culminou na produção deste livro, que será uma referência na área”, disse Cátia.

Carolina J. da Silva, também uma das editoras do livro, contou que trata -se da mais  abrangente obra sobre o Pantanal, sendo uma referência para a pesquisa. “É um marco referencial teórico do Pantanal na história da ciência brasileira, quem for estudar este bioma tem que ‘passar’ pelo livro”, enfatizou. O livro pode ser adquirido pelo site www.pensoft.net.

Fonte: Ascom  CPP






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Brasil ignora cientistas em debates importantes, diz presidente da SBPC

Após reduzir em 22% os recursos federais para a ciência no país, o governo brasileiro tem sido criticado pelo “tiro no pé”. Mesmo com o Brasil tendo atingido a 13ª posição na produção científica mundial, o governo erra ao ignorar o que a ciência nacional tem a dizer em debates públicos sobre temas de grande importância, como o novo Código Florestal ou a Rio+20, afirma a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e biomédica Helena Nader.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Helena afirmou que o Brasil precisa ter mais pesquisa e desenvolvimento nas empresas. “As empresas multinacionais quase não fazem ciência, diferentemente do que acontece na Índia e na China”, diz. Questionada sobre a justificativa dada pelas empresas como a falta de mão de obra para fazer pesquisas no Brasil, a biomédica contesta: “Nós não existíamos como ciência pesada há 20 anos! (…) E não adianta dizer que os cientistas das universidades são voltados à ciência básica e não à ciência aplicada porque essa polarização é fictícia. As duas formas de pesquisa se completam”. Segundo ela, os cientistas não são ouvidos pelo governo porque ainda não têm uma “bancada de cientistas” no Congresso, como têm os ruralistas. “Nós temos uma proposta para o Código Florestal, assim como temos um material que levaremos para discussão na Rio+20. Deveríamos ser mais ouvidos”, afirma.

Fonte: Portal Terra


24 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada

O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).

A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.

A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.

“As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média”, disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.

“Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera”, lamentou.

O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.

No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.

A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.

 

Fonte: Da EFE


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas lançam livro e apresentam projetos realizados no Pantanal

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli destacou a importância das áreas úmidas para a regulação do clima e do ciclo hidrológico, purificando as águas e reabastecendo os lençóis freáticos. Essas declarações foram dadas na última segunda-feira (15), na abertura da 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), realizado em Cuiabá, pelo Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP).

Ela também fez uma explanação sobre a produção de conhecimentos na UFMT referente às áreas úmidas, que começou a tomar impulso na década de 90, com a parceria com o Instituto Max Planck da Alemanha, dentro do programa SHIFT (CNPq – BMF). Em 2000, quando o Pantanal foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a instituição, buscou junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT a criação  do Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP, envolvendo as instituições de ensino e pesquisas do Pantanal. Em 2008 foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas – INAU e neste mesmo ano foi anunciada pelo MCT a implantação do Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal – INPP no campus de Cuiabá da UFMT, que está na fase final de construção do espaço físico.

Dentre as diversas autoridades que participaram da abertura do evento, a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, Célia Maria Silva Oliveira, disse que a instituição apóia as pesquisas realizadas pelas universidades do Centro-Oeste, que são tão importantes para o mundo todo.

Lançamento do livro - O livro “O Pantanal – Ecologia, biodiversidade de uma grande área úmida sazonal neotropical” (The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland), editado pelos professores Wolfgang J. Junk, Carolina J. da Silva, Cátia Nunes da Cunha & Karl M. Watzen, foi lançado  no evento.

“Mesmo com o advento da internet, não faz parte do passado escrever um livro. Esta publicação engloba o trabalho de mais de 100 pesquisadores, e é um marco para os estudos científicos, pelo menos para os próximos 15 anos”, enfatizou Wolfgang J. Junk.

A professora Cátia Nunes da Cunha não escondeu sua emoção ao contar que é neta de pantaneiros e atualmente a mais jovem integrante da equipe de pesquisadores que editou este livro. “Sinto-me muito feliz e emocionada por retornar ao Pantanal contribuindo com o seu desenvolvimento e preservação através da produção de conhecimento, resultado de muitos anos de pesquisas que culminou na produção deste livro, que será uma referência na área”, disse Cátia.

Carolina J. da Silva, também uma das editoras do livro, contou que trata -se da mais  abrangente obra sobre o Pantanal, sendo uma referência para a pesquisa. “É um marco referencial teórico do Pantanal na história da ciência brasileira, quem for estudar este bioma tem que ‘passar’ pelo livro”, enfatizou. O livro pode ser adquirido pelo site www.pensoft.net.

Fonte: Ascom  CPP