18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Incêndio destrói área de mata preservada na USP em Ribeirão Preto

Fogo consumiu banco genético usado por pesquisadores da universidade.
Também houve perda de animais que não conseguiram escapar.

Um incêndio destruiu um banco genético usado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na tarde desta terça-feira (16). Segundo levantamento dos pesquisadores, cerca de 40 hectares da mata preservada há 23 anos foram consumidos pelas chamas.

Segundo a bióloga Ana Carla Aquino, a perda foi irreparável, já que o material era considerado uma “biblioteca biológica”. “Tínhamos amostras da flora de 400 fragmentos da bacia dos rios Pardo e Mogi. As pesquisas serviam como uma forma de recuperar a biodiversidade de outros locais que porventura perdessem as espécies de planta”, afirmou.

Ainda segundo a especialista, houve também uma perda considerável da fauna local. “Os animais que conseguem voar se salvaram. Porém, o problema são aqueles que não conseguem se livrar do fogo. Como, por exemplo, roedores, rastejantes, filhotes de aves e ouriços”, lamentou.

A tarefa de fazer uma reposição será árdua na universidade. “Os bichos não tem mais onde se alimentar e local para se esconder. O trabalho botânico e a fauna terão que vir gradativamente”, disse a pesquisadora.

Destruição
O incêndio começou por volta das 14h10 de terça e foi controlado apenas às 18h20. Segundo o Corpo de Bombeiros, o combate contou com a ajuda da guarda universitária, um caminhão-pipa de uma empresa privada, carros do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), além do helicóptero Águia da Polícia Militar.

Uma área de preservação permanente e propriedade rurais vizinhas foram atingidas pelas chamas. Apesar do risco de fogo em depósitos de materiais radioativos do Hospital das Clínicas, a área não foi atingida.

De acordo com a guarda universitária, esse foi o maior incêndio registrado na história da USP.

Fonte: Do G1, SP


23 de março de 2011 | nenhum comentário »

Laudo conclui que incêndio no Instituto Butantan foi acidental

O laudo do IC (Instituto de Criminalística) concluiu que o incêndio que atingiu o Instituto Butantan, em São Paulo, em maio do ano passado, foi acidental, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública). Na ocasião, foi destruído parte do acervo de 85 mil cobras e 450 mil aranhas e escorpiões, reunido em um século de pesquisas.

A pasta disse ainda que o laudo concluiu que o fogo teve início devido ao superaquecimento de pedras de calor que eram utilizadas em ambientes artificiais para aquecer as cobras. Todas as testemunhas já foram ouvidas e o inquérito deve ser relatado à Justiça nesta terça-feira.

O local destruído pelo fogo guardava sobretudo serpentes. Os espécimes eram conservados dentro de tubos de vidro com álcool ou formol. Na coleção, que era usada por biólogos e alunos de medicina para estudo, havia espécimes antigos que serviam para estudo de filogenia –a história evolutiva de uma espécie.

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O Instituto Butantan iniciou neste mês a construção de um novo prédio de coleções, após o incêndio ter destruído o edifício. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o novo prédio está orçado em R$ 3 milhões e terá dois andares, com uma área total de 1.600m2.

A parte do prédio que abrigará as coleções será dividida em sete salas. Cinco com 50m2, sendo quatro para a coleção de herpetologia e uma para a coleção de artrópodes, e duas de 20m2, das quais uma para a coleção de insetos e uma para a coleção de banco de tecidos.

Fonte: Folha.com






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Incêndio destrói área de mata preservada na USP em Ribeirão Preto

Fogo consumiu banco genético usado por pesquisadores da universidade.
Também houve perda de animais que não conseguiram escapar.

Um incêndio destruiu um banco genético usado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na tarde desta terça-feira (16). Segundo levantamento dos pesquisadores, cerca de 40 hectares da mata preservada há 23 anos foram consumidos pelas chamas.

Segundo a bióloga Ana Carla Aquino, a perda foi irreparável, já que o material era considerado uma “biblioteca biológica”. “Tínhamos amostras da flora de 400 fragmentos da bacia dos rios Pardo e Mogi. As pesquisas serviam como uma forma de recuperar a biodiversidade de outros locais que porventura perdessem as espécies de planta”, afirmou.

Ainda segundo a especialista, houve também uma perda considerável da fauna local. “Os animais que conseguem voar se salvaram. Porém, o problema são aqueles que não conseguem se livrar do fogo. Como, por exemplo, roedores, rastejantes, filhotes de aves e ouriços”, lamentou.

A tarefa de fazer uma reposição será árdua na universidade. “Os bichos não tem mais onde se alimentar e local para se esconder. O trabalho botânico e a fauna terão que vir gradativamente”, disse a pesquisadora.

Destruição
O incêndio começou por volta das 14h10 de terça e foi controlado apenas às 18h20. Segundo o Corpo de Bombeiros, o combate contou com a ajuda da guarda universitária, um caminhão-pipa de uma empresa privada, carros do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), além do helicóptero Águia da Polícia Militar.

Uma área de preservação permanente e propriedade rurais vizinhas foram atingidas pelas chamas. Apesar do risco de fogo em depósitos de materiais radioativos do Hospital das Clínicas, a área não foi atingida.

De acordo com a guarda universitária, esse foi o maior incêndio registrado na história da USP.

Fonte: Do G1, SP


23 de março de 2011 | nenhum comentário »

Laudo conclui que incêndio no Instituto Butantan foi acidental

O laudo do IC (Instituto de Criminalística) concluiu que o incêndio que atingiu o Instituto Butantan, em São Paulo, em maio do ano passado, foi acidental, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública). Na ocasião, foi destruído parte do acervo de 85 mil cobras e 450 mil aranhas e escorpiões, reunido em um século de pesquisas.

A pasta disse ainda que o laudo concluiu que o fogo teve início devido ao superaquecimento de pedras de calor que eram utilizadas em ambientes artificiais para aquecer as cobras. Todas as testemunhas já foram ouvidas e o inquérito deve ser relatado à Justiça nesta terça-feira.

O local destruído pelo fogo guardava sobretudo serpentes. Os espécimes eram conservados dentro de tubos de vidro com álcool ou formol. Na coleção, que era usada por biólogos e alunos de medicina para estudo, havia espécimes antigos que serviam para estudo de filogenia –a história evolutiva de uma espécie.

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O Instituto Butantan iniciou neste mês a construção de um novo prédio de coleções, após o incêndio ter destruído o edifício. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o novo prédio está orçado em R$ 3 milhões e terá dois andares, com uma área total de 1.600m2.

A parte do prédio que abrigará as coleções será dividida em sete salas. Cinco com 50m2, sendo quatro para a coleção de herpetologia e uma para a coleção de artrópodes, e duas de 20m2, das quais uma para a coleção de insetos e uma para a coleção de banco de tecidos.

Fonte: Folha.com