6 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento na Amazônia Legal cai 11%, diz Inpe

Área desmatada atingiu 6.238 km² entre agosto de 2010 e julho de 2011.
Mato Grosso e Rondônia foram únicos estados que tiveram alta no desmate.

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, informou nesta segunda-feira (5) que o desmatamento na Amazônia Legal atingiu área de 6.238 quilômetros quadrados entre agosto de 2010 e julho de 2011, uma queda de 11% na comparação com o período de agosto de 2009 a julho de 2010.

Essa é a menor área desmatada no período desde que o sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal) começou a monitorar o desmatamento na região, em 1988, informou o Inpe.

Os dados foram divulgados no Palácio do Planalto, em Brasília, após os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e os presidentes do Inpe e do Ibama reunirem-se com a presidente Dilma Rousseff.

A Amazônia Legal compreende áreas de nove estados – Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Conforme o Inpe, as informações foram coletadas pelo sistema Prodes, que usa 96 imagens que cobre 90% de toda a Amazônia. O Prodes estima a taxa anual e a extensão do desmatamento bruto e divulga na rede o banco de dados digital.

A presidente DIlma Rousseff em reunião com os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e o diretor do Inpe, Gilberto Câmara (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidente DIlma Rousseff em reunião com os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e o diretor do Inpe, Gilberto Câmara (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

Entre os estados que encabeçam a lista dos maiores desmatadores, o Pará está em primeiro lugar, com 2.870 quilômetros quadrados de área desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011. Os únicos dois estados que registraram aumento da área em relação ao ano passado foram Mato Grosso (20% de crescimento) e Rondônia, que, em 2011, dobrou a área desmatada.

A situação particular de Rondônia – cuja área desmatada foi de 1.126 quilômetros quadrados no período – “precisa ser esclarecida”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “Precisamos saber quais são as causas. Rondônia nunca experimentou dobrar o desmatamento”.

Para Aloizio Mercadante, os dois estados despertam preocupação por serem os únicos estados a terem aumento nos dados.

  (Foto:  )

Apreensões
O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, apresentou os números das apreensões realizadas na Amazônia legal durante o período de agosto de 2010 a julho de 2011. Foram 42 mil metros cúbicos de toras de árvores, 79 mil hectares embargados, 72 tratores e 325 caminhões.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse que a queda no desmatamento se deve a um “combate implacável” do governo contra a prática.

“De fato havia um processo de aumento [do desmatamento] em curso, que foi detido pela competência dessa coordenação que o Meio Ambiente, junto com Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional”.

Fonte: Priscilla Mendes, G1, Brasília


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento na Amazônia volta a crescer

Depois de dois meses em queda, o desmatamento na Amazônia voltou a subir em outubro, de acordo com dado do governo federal.

O sistema Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que flagra a devastação em tempo real, viu 385 km2 desmatados em outubro em comparação com 253,8 km2 no mês anterior – um aumento de quase 52%.

A cifra é a mesma, porém, de outubro do ano passado — quando o Deter enxergou 388 km2 devastados na região.

Diferentemente dos dois meses anteriores, em que houve queda na taxa, os dados do Deter não foram anunciados à imprensa pela ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente).

O Estado que mais desmatou foi Rondônia, passando o tradicional campeão Pará, e o município que mais registrou derrubadas foi Porto Velho, onde se constroem as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.

Fonte: Claudio Angelo, Folha.com


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Pacto contra o desmatamento começa a dar resultado no Pará

Quase 90 municípios participam de programa de monitoramento.
Em Paragominas, devastação caiu 90% em três anos.

Em mais de 20 anos de monitoramento, o Pará sempre esteve entre os campeões do desmatamento na Amazônia. E a pecuária respondia por 90% das áreas de floresta derrubadas. Mas há dois anos, a história começou a mudar.

O Ministério Público Federal propôs um acordo aos dez maiores frigoríficos brasileiros. Eles só poderiam comprar carne de produtores que não desmatassem. Os fazendeiros deveriam ter o cadastro ambiental rural, uma espécie de ”CPF” da propriedade. E as fazendas não poderiam estar embargadas por desmatamento, trabalho escravo e grilagem de terra.

“O produtor rural, sabendo que o seu produto, a sua atividade, só sobreviverá a partir do momento em que ele atender as exigências do mercado, tem buscado uma conscientização maior”, diz o procurador da república Daniel Azeredo.

O trabalho do Ministério Público deu origem a um projeto maior. Este ano, todos os 144 municipios paraenses foram convidados a assinar um pacto para reduzir o desmatamento. A prefeitura que aderir ao programa, recebe dados de satélite que identificam em tempo real novas áreas desmatadas, facilitando a fiscalização. Nas cidades que cumprem as metas, os produtores têm licença pra vender carne e acesso a crédito. Já fazem parte do programa 89 municípios.

As fazendas cadastradas pularam de 600 (em 2009) para mais de 40 mil este ano. Por causa de seu tamanho, o Pará ainda responde sozinho por mais de metade de todo o desmatamento da Amazônia. Mas o projeto já levou a uma redução na devastação.

Segundo o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon, que faz o monitoramento da floresta por satélites, desde 2009, o desmatamento no Pará caiu 40%. Foram mil quilômetros quadrados a menos de floresta desmatada – o que equivale ao tamanho de Belém.

“O único fato que explica essa queda é o comportamento da parceria entre setor público, governo, ONGs, produtores rurais, Ministério Público, compradores, ter um comércio de utilidades, de várias matizes, inclusive uma vigiando outra, isso é importante, e isso está forçando a redução do desmatamento” diz o pesquisador do Imazon Adalberto Verissimo.

Paragominas
Um dos melhores exemplos de redução da devastação é o município de Paragominas.

“Nós chamamos a comunidade, explicamos que éramos a sintese da destruicao da Amazônia, tudo o que acontecia de ruim com a natureza era Paragominas, e nós precisavamos mudar essa realidade”, relata o prefeito de Paragominas Adnan Demachki. Em três anos, as propriedades foram cadastradas e o desmatamento caiu 90%.

“A gente tem que trazer para a legalidade as propriedades e dar condição para as pessoas para poderem trabalhar dentro da legalidade”, dizo produtor Mauro Lucio Costa, que conseguiu dobrar a produtividade com apoio técnico e recursos que Paragominas está recebendo por se tornar ”um municipio verde”. Em contrapartida, o fazendeiro tem a obrigação de manter a floresta em pé e recuperar áreas degradadas.

Ações como a de Costa ajudaram Paragominas a sair da lista negra do Ministério do Meio Ambiente, dos municípios que mais desmatam. O município também adotou projetos de educação ambiental nas escolas que servirão de modelo para todos o estado.

 

Fonte: Do Globo Natureza, com informações do Jornal Nacional


14 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento do cerrado tem queda de 15%, aponta ministério

Área desmatada em 2009-2010 foi de 6.469 km²; em 2008-2009, 7.637 km².
Agropecuária, carvão e urbanização foram principais causas, diz ministra.

O cerrado brasileiro teve uma área desmatada de 6.469 quilômetros quadrados entre 2009 e 2010, informou nesta terça-feira (13) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O número equivale a uma redução de 15,3% em relação à medição anterior (2008-2009), quando o bioma perdeu 7.637 quilômetros quadrados de área.

Em números absolutos, o estado que mais desmatou foi o Maranhão, com uma área de 1.587 quilômetros quadrados. Percentualmente, o Piauí foi o estado com maior perda de área – 979 quilômetros quadrados, ou 1,05% da área de cerrado do estado.

“Não sabemos ainda por que está diminuindo, nós temos que qualificar essa informação. É importante mostrar que, em alguns estados, o desmatamento está acontecendo em áreas secundárias, áreas que já foram degradadas no passado e que estavam em regeneração”, comentou a ministra.

O cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, com uma área de 2.039.386 quilômetros quadrados espalhada em 11 estados e o Distrito Federal.

Desmatamento do cerro tem queda de 15%, aponta Ministério do Meio Ambiente (Foto: Rafaela Céo/G1)

Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixiera, apresenta dados de desmatamento do cerrado (Foto: Rafaela Céo/G1)

Segundo a ministra Izabella Teixeira, a pressão econômica sobre o cerrado continua sendo a principal causa para a degradação do bioma. “Os vetores típicos estão presentes e eles são a agricultura, pecuária, carvão e urbanização. Não podemos esquecer que as cidades crescem e crescem nessas áreas”, afirmou.

Para a ministra a redução no ritmo da devastação se deve a mais sofisticação na fiscalização. “Ela está mais sofisticada por causa dos dados de monitoramento, que permitem um planejamento mais dirigido e, do uso da inteligência. A fiscalização não está só correndo atrás do prejuízo. Ela consegue quebrar a coluna econômica do crime”, indica a ministra.

De janeiro a agosto deste ano o Ibama aplicou 517 autos de infração relacionados à destruição da flora do cerrado. Mais de R$ 142 milhões em multas foram aplicados em 140 municípios.

Queimadas
A ministra Izabella Teixeira informou que 322,8 mil hectares em unidades de conservação federais já queimaram em 2011. Em 2010, um ano muito crítico, segundo a responsável pela pasta do meio ambiente, o fogo alcançou mais de 1,6 milhão de hectares de áreas protegidas.

De acordo com ela, nesta seca, 11 unidades de conservação federais foram atingidas por incêndios. Deste total, a suspeita é de que 6 a 8 situações tenham sido provocadas pelo homem de forma criminosa.

“Se há uma boa notícia sobre as queimadas, é que reduzimos em praticamente um sexto da área queimada em unidades de conservação em comparação com o ano passado”, destaca a ministra.

O caso mais grave de queimada está na Floresta Nacional de Brasília (Flona), que teve 75% de uma de suas quatro áreas destruídas pelo fogo. O fogo na Floresta Nacional de Brasília começou na última quinta-feira (8). Criada há 12 anos, floresta tem 9.351 hectares e é dividida em quatro partes. A principal área é a de número 1, cerca de 4 mil hectares e maior quantidade de remanescentes de fauna e flora do cerrado.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, contou que, apesar de não ter sido encontrado artefato usado para provocar o incêndio na Floresta Nacional de Brasília, a ação foi criminosa. “Na Flona, nosso pessoal perseguiu as pessoas após elas colocarem fogo num determinado local.”

Mapa do desmatamento no bioma cerrado - Em vermelho, áreas devastadas até 2010; em rosa, áreas devastadas até 2009; em verde, remanescentes da flora do cerrado; em azul, corpos d'água. (Foto: Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

Mapa do desmatamento no bioma cerrado - Em vermelho, áreas devastadas até 2010; em rosa, áreas devastadas até 2009; em verde, remanescentes da flora do cerrado; em azul, corpos d'água. (Foto: Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

 

Fonte: Rafaela Céo, G1, DF


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Inpe registra desmatamento de 312,7 km² em junho na Amazônia Legal

Número é 28,3% maior que o do mesmo mês no ano passado.
Pará, com 119,6 km², é o estado que mais desmatou na região.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta terça-feira (2) o relatório de seu sistema de monitoramento de Desmatamento em Tempo Real da Amazônia Legal (Deter) para o mês de junho. Foram detectados 312,7 km² de floresta derrubada na região no período – área equivalente a 195 vezes o Parque Ibirapuera.

O número é 28,3% maior que o de junho do ano passado, quando o Inpe registrou 243,7 km² de derrubadas. É também 16,7% maior que o de maio deste ano, quando o índice foi de 267,9 km².

Em junho, o Pará assumiu a liderança entre os estados que mais desmatam. Sozinho, ele respondeu por 119,6 km² do total desmatado, mais de um terço do total. Em relação a maio, houve um aumento de 82,5% na área de desmatamento detectada. Parte deste salto, no entanto, pode se dever à diminuição na cobertura de nuvens na região. Em maio, cerca de 40% do estado estavam encobertos e, em junho, este índice caiu para menos de 20%.

Mato Grosso, que vinha registrando as maiores áreas de devastação, teve 81,5 km² de florestas derrubadas detectadas em junho, contra 93,7 km² em maio. Assim, é o segundo estado com mais derrubadas.

O instituto sediado em São José dos Campos (SP) sempre ressalta, que em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não representam medição exata do desmatamento mensal na região.

A função principal do sistema é gerar alertas para orientação da fiscalização ambiental.

Desmatamento de 12 km² foi aberto rapidamente. (Foto: Divulgação/Ibama)

Desmatamento de 12 km² flagrado em junho em Altamira, no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Produtores contestam R$ 149 milhões em multas contra desmate em MT

Multas e apreensões são feitas para diminuir o índice de desmatamento.
Alguns agricultores reclamam do rigor das fiscalizações.

Ações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na região de Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, têm gerado protestos.

A apreensão principalmente de máquinas agrícolas em áreas embargadas e multas fazem parte da estratégia do Ibama para diminuir o índice de desmatamento ilegal. O reforço da fiscalização nos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas faz parte do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia.

A região de Sinop, é onde se concentra a base de ações de um plano contra o desmatamento ilegal e apenas nos cinco primeiros meses de 2011 um total de R$ 149 milhões em multas foram aplicadas no estado.

Alguns agricultores reclamam do rigor das fiscalizações, principalmente os que tiveram maquinários apreendidos. Jurema Duarte Bueno teve uma de suas máquinas recolhidas pelo Ibama. Ela justifica que apenas alugava o equipamento para o dono da fazenda. “Eu estava prestando serviço para a fazenda. Comprei a máquina financiada, estou devendo ainda”, explica.

O gerente regional de fiscalização do Ibama, Luciano Cotta, conta como o Instituto encontra as áreas desmatadas. “O Ibama atua seguindo informações, indicativos e todo levantamento que nos diz onde está acontecendo o problema é feito por satélite”,explica.

Os produtores rurais se defendem e afirmam que as multas e apreensões estão causando prejuízos. “Essas multas milhonárias foram aplicadas sem culpa do produtor. Com o embargo da propriedade, essa vai deixar de produzir e não vai gerar a renda que estaria gerando para o comércio também, além da falta de receita e desemprego, afirma Antônio Galvan, presidente do Sindicato Rural de Sinop.

Já Gleisson Tagliari, vice-presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso (Sindusmad), afirma que os trabalhos de preservação estão sendo feitos de madeira correta. “ Principalmente pela forma com que está sendo conduzida a operação. é uma operação que tenta buscar o foco, a origem do desmatamento que está no produtor e não nas indústrias”, finaliza.

Balanço
Nos cinco primeiros meses do ano, o estado tem um saldo de 10 prisões de pessoas acusadas de cometer crimes ambientais. Ao todo foram emitidos 290 multas que somam R$ 149 milhões. Nesse mesmo período, 50 tratores e 29 caminhões, além de equipamentos agrícolas também foram apreendidos durante as ações ambientais em Mato Grosso.

Fonte: G1, MT






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6 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento na Amazônia Legal cai 11%, diz Inpe

Área desmatada atingiu 6.238 km² entre agosto de 2010 e julho de 2011.
Mato Grosso e Rondônia foram únicos estados que tiveram alta no desmate.

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, informou nesta segunda-feira (5) que o desmatamento na Amazônia Legal atingiu área de 6.238 quilômetros quadrados entre agosto de 2010 e julho de 2011, uma queda de 11% na comparação com o período de agosto de 2009 a julho de 2010.

Essa é a menor área desmatada no período desde que o sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal) começou a monitorar o desmatamento na região, em 1988, informou o Inpe.

Os dados foram divulgados no Palácio do Planalto, em Brasília, após os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e os presidentes do Inpe e do Ibama reunirem-se com a presidente Dilma Rousseff.

A Amazônia Legal compreende áreas de nove estados – Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Conforme o Inpe, as informações foram coletadas pelo sistema Prodes, que usa 96 imagens que cobre 90% de toda a Amazônia. O Prodes estima a taxa anual e a extensão do desmatamento bruto e divulga na rede o banco de dados digital.

A presidente DIlma Rousseff em reunião com os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e o diretor do Inpe, Gilberto Câmara (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidente DIlma Rousseff em reunião com os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e o diretor do Inpe, Gilberto Câmara (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

Entre os estados que encabeçam a lista dos maiores desmatadores, o Pará está em primeiro lugar, com 2.870 quilômetros quadrados de área desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011. Os únicos dois estados que registraram aumento da área em relação ao ano passado foram Mato Grosso (20% de crescimento) e Rondônia, que, em 2011, dobrou a área desmatada.

A situação particular de Rondônia – cuja área desmatada foi de 1.126 quilômetros quadrados no período – “precisa ser esclarecida”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “Precisamos saber quais são as causas. Rondônia nunca experimentou dobrar o desmatamento”.

Para Aloizio Mercadante, os dois estados despertam preocupação por serem os únicos estados a terem aumento nos dados.

  (Foto:  )

Apreensões
O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, apresentou os números das apreensões realizadas na Amazônia legal durante o período de agosto de 2010 a julho de 2011. Foram 42 mil metros cúbicos de toras de árvores, 79 mil hectares embargados, 72 tratores e 325 caminhões.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse que a queda no desmatamento se deve a um “combate implacável” do governo contra a prática.

“De fato havia um processo de aumento [do desmatamento] em curso, que foi detido pela competência dessa coordenação que o Meio Ambiente, junto com Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional”.

Fonte: Priscilla Mendes, G1, Brasília


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento na Amazônia volta a crescer

Depois de dois meses em queda, o desmatamento na Amazônia voltou a subir em outubro, de acordo com dado do governo federal.

O sistema Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que flagra a devastação em tempo real, viu 385 km2 desmatados em outubro em comparação com 253,8 km2 no mês anterior – um aumento de quase 52%.

A cifra é a mesma, porém, de outubro do ano passado — quando o Deter enxergou 388 km2 devastados na região.

Diferentemente dos dois meses anteriores, em que houve queda na taxa, os dados do Deter não foram anunciados à imprensa pela ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente).

O Estado que mais desmatou foi Rondônia, passando o tradicional campeão Pará, e o município que mais registrou derrubadas foi Porto Velho, onde se constroem as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.

Fonte: Claudio Angelo, Folha.com


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Pacto contra o desmatamento começa a dar resultado no Pará

Quase 90 municípios participam de programa de monitoramento.
Em Paragominas, devastação caiu 90% em três anos.

Em mais de 20 anos de monitoramento, o Pará sempre esteve entre os campeões do desmatamento na Amazônia. E a pecuária respondia por 90% das áreas de floresta derrubadas. Mas há dois anos, a história começou a mudar.

O Ministério Público Federal propôs um acordo aos dez maiores frigoríficos brasileiros. Eles só poderiam comprar carne de produtores que não desmatassem. Os fazendeiros deveriam ter o cadastro ambiental rural, uma espécie de ”CPF” da propriedade. E as fazendas não poderiam estar embargadas por desmatamento, trabalho escravo e grilagem de terra.

“O produtor rural, sabendo que o seu produto, a sua atividade, só sobreviverá a partir do momento em que ele atender as exigências do mercado, tem buscado uma conscientização maior”, diz o procurador da república Daniel Azeredo.

O trabalho do Ministério Público deu origem a um projeto maior. Este ano, todos os 144 municipios paraenses foram convidados a assinar um pacto para reduzir o desmatamento. A prefeitura que aderir ao programa, recebe dados de satélite que identificam em tempo real novas áreas desmatadas, facilitando a fiscalização. Nas cidades que cumprem as metas, os produtores têm licença pra vender carne e acesso a crédito. Já fazem parte do programa 89 municípios.

As fazendas cadastradas pularam de 600 (em 2009) para mais de 40 mil este ano. Por causa de seu tamanho, o Pará ainda responde sozinho por mais de metade de todo o desmatamento da Amazônia. Mas o projeto já levou a uma redução na devastação.

Segundo o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon, que faz o monitoramento da floresta por satélites, desde 2009, o desmatamento no Pará caiu 40%. Foram mil quilômetros quadrados a menos de floresta desmatada – o que equivale ao tamanho de Belém.

“O único fato que explica essa queda é o comportamento da parceria entre setor público, governo, ONGs, produtores rurais, Ministério Público, compradores, ter um comércio de utilidades, de várias matizes, inclusive uma vigiando outra, isso é importante, e isso está forçando a redução do desmatamento” diz o pesquisador do Imazon Adalberto Verissimo.

Paragominas
Um dos melhores exemplos de redução da devastação é o município de Paragominas.

“Nós chamamos a comunidade, explicamos que éramos a sintese da destruicao da Amazônia, tudo o que acontecia de ruim com a natureza era Paragominas, e nós precisavamos mudar essa realidade”, relata o prefeito de Paragominas Adnan Demachki. Em três anos, as propriedades foram cadastradas e o desmatamento caiu 90%.

“A gente tem que trazer para a legalidade as propriedades e dar condição para as pessoas para poderem trabalhar dentro da legalidade”, dizo produtor Mauro Lucio Costa, que conseguiu dobrar a produtividade com apoio técnico e recursos que Paragominas está recebendo por se tornar ”um municipio verde”. Em contrapartida, o fazendeiro tem a obrigação de manter a floresta em pé e recuperar áreas degradadas.

Ações como a de Costa ajudaram Paragominas a sair da lista negra do Ministério do Meio Ambiente, dos municípios que mais desmatam. O município também adotou projetos de educação ambiental nas escolas que servirão de modelo para todos o estado.

 

Fonte: Do Globo Natureza, com informações do Jornal Nacional


14 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento do cerrado tem queda de 15%, aponta ministério

Área desmatada em 2009-2010 foi de 6.469 km²; em 2008-2009, 7.637 km².
Agropecuária, carvão e urbanização foram principais causas, diz ministra.

O cerrado brasileiro teve uma área desmatada de 6.469 quilômetros quadrados entre 2009 e 2010, informou nesta terça-feira (13) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O número equivale a uma redução de 15,3% em relação à medição anterior (2008-2009), quando o bioma perdeu 7.637 quilômetros quadrados de área.

Em números absolutos, o estado que mais desmatou foi o Maranhão, com uma área de 1.587 quilômetros quadrados. Percentualmente, o Piauí foi o estado com maior perda de área – 979 quilômetros quadrados, ou 1,05% da área de cerrado do estado.

“Não sabemos ainda por que está diminuindo, nós temos que qualificar essa informação. É importante mostrar que, em alguns estados, o desmatamento está acontecendo em áreas secundárias, áreas que já foram degradadas no passado e que estavam em regeneração”, comentou a ministra.

O cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, com uma área de 2.039.386 quilômetros quadrados espalhada em 11 estados e o Distrito Federal.

Desmatamento do cerro tem queda de 15%, aponta Ministério do Meio Ambiente (Foto: Rafaela Céo/G1)

Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixiera, apresenta dados de desmatamento do cerrado (Foto: Rafaela Céo/G1)

Segundo a ministra Izabella Teixeira, a pressão econômica sobre o cerrado continua sendo a principal causa para a degradação do bioma. “Os vetores típicos estão presentes e eles são a agricultura, pecuária, carvão e urbanização. Não podemos esquecer que as cidades crescem e crescem nessas áreas”, afirmou.

Para a ministra a redução no ritmo da devastação se deve a mais sofisticação na fiscalização. “Ela está mais sofisticada por causa dos dados de monitoramento, que permitem um planejamento mais dirigido e, do uso da inteligência. A fiscalização não está só correndo atrás do prejuízo. Ela consegue quebrar a coluna econômica do crime”, indica a ministra.

De janeiro a agosto deste ano o Ibama aplicou 517 autos de infração relacionados à destruição da flora do cerrado. Mais de R$ 142 milhões em multas foram aplicados em 140 municípios.

Queimadas
A ministra Izabella Teixeira informou que 322,8 mil hectares em unidades de conservação federais já queimaram em 2011. Em 2010, um ano muito crítico, segundo a responsável pela pasta do meio ambiente, o fogo alcançou mais de 1,6 milhão de hectares de áreas protegidas.

De acordo com ela, nesta seca, 11 unidades de conservação federais foram atingidas por incêndios. Deste total, a suspeita é de que 6 a 8 situações tenham sido provocadas pelo homem de forma criminosa.

“Se há uma boa notícia sobre as queimadas, é que reduzimos em praticamente um sexto da área queimada em unidades de conservação em comparação com o ano passado”, destaca a ministra.

O caso mais grave de queimada está na Floresta Nacional de Brasília (Flona), que teve 75% de uma de suas quatro áreas destruídas pelo fogo. O fogo na Floresta Nacional de Brasília começou na última quinta-feira (8). Criada há 12 anos, floresta tem 9.351 hectares e é dividida em quatro partes. A principal área é a de número 1, cerca de 4 mil hectares e maior quantidade de remanescentes de fauna e flora do cerrado.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, contou que, apesar de não ter sido encontrado artefato usado para provocar o incêndio na Floresta Nacional de Brasília, a ação foi criminosa. “Na Flona, nosso pessoal perseguiu as pessoas após elas colocarem fogo num determinado local.”

Mapa do desmatamento no bioma cerrado - Em vermelho, áreas devastadas até 2010; em rosa, áreas devastadas até 2009; em verde, remanescentes da flora do cerrado; em azul, corpos d'água. (Foto: Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

Mapa do desmatamento no bioma cerrado - Em vermelho, áreas devastadas até 2010; em rosa, áreas devastadas até 2009; em verde, remanescentes da flora do cerrado; em azul, corpos d'água. (Foto: Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

 

Fonte: Rafaela Céo, G1, DF


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Inpe registra desmatamento de 312,7 km² em junho na Amazônia Legal

Número é 28,3% maior que o do mesmo mês no ano passado.
Pará, com 119,6 km², é o estado que mais desmatou na região.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta terça-feira (2) o relatório de seu sistema de monitoramento de Desmatamento em Tempo Real da Amazônia Legal (Deter) para o mês de junho. Foram detectados 312,7 km² de floresta derrubada na região no período – área equivalente a 195 vezes o Parque Ibirapuera.

O número é 28,3% maior que o de junho do ano passado, quando o Inpe registrou 243,7 km² de derrubadas. É também 16,7% maior que o de maio deste ano, quando o índice foi de 267,9 km².

Em junho, o Pará assumiu a liderança entre os estados que mais desmatam. Sozinho, ele respondeu por 119,6 km² do total desmatado, mais de um terço do total. Em relação a maio, houve um aumento de 82,5% na área de desmatamento detectada. Parte deste salto, no entanto, pode se dever à diminuição na cobertura de nuvens na região. Em maio, cerca de 40% do estado estavam encobertos e, em junho, este índice caiu para menos de 20%.

Mato Grosso, que vinha registrando as maiores áreas de devastação, teve 81,5 km² de florestas derrubadas detectadas em junho, contra 93,7 km² em maio. Assim, é o segundo estado com mais derrubadas.

O instituto sediado em São José dos Campos (SP) sempre ressalta, que em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não representam medição exata do desmatamento mensal na região.

A função principal do sistema é gerar alertas para orientação da fiscalização ambiental.

Desmatamento de 12 km² foi aberto rapidamente. (Foto: Divulgação/Ibama)

Desmatamento de 12 km² flagrado em junho em Altamira, no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Produtores contestam R$ 149 milhões em multas contra desmate em MT

Multas e apreensões são feitas para diminuir o índice de desmatamento.
Alguns agricultores reclamam do rigor das fiscalizações.

Ações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na região de Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, têm gerado protestos.

A apreensão principalmente de máquinas agrícolas em áreas embargadas e multas fazem parte da estratégia do Ibama para diminuir o índice de desmatamento ilegal. O reforço da fiscalização nos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas faz parte do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia.

A região de Sinop, é onde se concentra a base de ações de um plano contra o desmatamento ilegal e apenas nos cinco primeiros meses de 2011 um total de R$ 149 milhões em multas foram aplicadas no estado.

Alguns agricultores reclamam do rigor das fiscalizações, principalmente os que tiveram maquinários apreendidos. Jurema Duarte Bueno teve uma de suas máquinas recolhidas pelo Ibama. Ela justifica que apenas alugava o equipamento para o dono da fazenda. “Eu estava prestando serviço para a fazenda. Comprei a máquina financiada, estou devendo ainda”, explica.

O gerente regional de fiscalização do Ibama, Luciano Cotta, conta como o Instituto encontra as áreas desmatadas. “O Ibama atua seguindo informações, indicativos e todo levantamento que nos diz onde está acontecendo o problema é feito por satélite”,explica.

Os produtores rurais se defendem e afirmam que as multas e apreensões estão causando prejuízos. “Essas multas milhonárias foram aplicadas sem culpa do produtor. Com o embargo da propriedade, essa vai deixar de produzir e não vai gerar a renda que estaria gerando para o comércio também, além da falta de receita e desemprego, afirma Antônio Galvan, presidente do Sindicato Rural de Sinop.

Já Gleisson Tagliari, vice-presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso (Sindusmad), afirma que os trabalhos de preservação estão sendo feitos de madeira correta. “ Principalmente pela forma com que está sendo conduzida a operação. é uma operação que tenta buscar o foco, a origem do desmatamento que está no produtor e não nas indústrias”, finaliza.

Balanço
Nos cinco primeiros meses do ano, o estado tem um saldo de 10 prisões de pessoas acusadas de cometer crimes ambientais. Ao todo foram emitidos 290 multas que somam R$ 149 milhões. Nesse mesmo período, 50 tratores e 29 caminhões, além de equipamentos agrícolas também foram apreendidos durante as ações ambientais em Mato Grosso.

Fonte: G1, MT