26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Investigação detecta uso de carvão ilegal em 36 siderúrgicas de MG e BA

Cadeia de exploração irregular destruía o cerrado e a caatinga, diz Ibama.
Devastação nos biomas causou a perda de 190 km² de floresta.

Balanço de operação para desmontar a cadeia ilegal de produção de carvão para a indústria siderúrgica totaliza 39 pessoas detidas por crimes fiscais e ambientais, além de R$ 84,2 milhões de multas aplicadas, além da apreensão de ferro-gusa (material utilizado para fabricação do aço) em duas siderúrgicas.

Segundo as autoridades, empresas da Bahia e de Minas Gerais exploravam carvão no cerrado e na caatinga.

A investigação, iniciada há um ano, foi executada pelo Ministério Público da Bahia e de Minas Gerais, em parceria com as Polícias Civil e Rodoviária Federal, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).  Ao menos 257 empresas foram inspecionadas e houve a detecção de 36 siderúrgicas que utilizaram material ilegal.

Segundo o Ibama, houve a devastação de 19 mil hectares de floresta nos dois biomas (190 km²), uma área que é quase cinco vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mata nativa derrubada estava no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia. A madeira era utilizada na produção de carvão, vendido a siderúrgicas para ser transformado em ferro-gusa, material empregado na fabricação do aço.

Descoberta
Luciano de Menezes Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, afirma que a fraude foi descoberta depois de uma análise na falsa operação logística montada para o fornecimento de material. A partir dos dados encontrados no sistema de Documento de Origem Florestal (DOF), foi descoberto um esquema de produção de carvão em Goiás, Mato Grosso e Pará, que depois era transportado para a Bahia e, a partir de lá, distribuído para cidades mineiras.

“Só que essa movimentação logística é inviável. Nos perguntamos o porquê de atravessadores, que eram empresas de fachada instaladas na Bahia, na venda de carvão. O fato chamou a atenção e acabou provocando a operação”, complementa Evaristo.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, entre os crimes registrados estão a utilização de fornos ilegais para produção de carvão e o uso de documentação irregular.

Das prisões, 17 foram feitas em cidades mineiras, como a dos dois empresários de duas siderúrgicas detidos na última sexta-feira. Outras 22 detenções ocorreram na Bahia, como a dos sete funcionários da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, suspeitos de serem os responsáveis por fraudar os créditos nos sistemas federal e estadual.

“Isso significa que o polo siderúrgico brasileiro não pode continuar vivendo da exploração de matas nativas da caatinga e do cerrado, biomas considerados frágeis”, afirmou Evaristo. Na próxima quarta-feira, carvoarias devem ser destruídasna Bahia e também no norte de Goiás, dando continuidade à operação.

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação Corcel Negro (Foto: Divulgação/Ibama)

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação 'Corcel Negro 2' (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


25 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Fazendeira investigada por promover safári ilegal é multada em R$ 115 mil

É a segunda penalidade imposta pelo Ibama desde a Operação Jaguar II.
Delegacia da Polícia Federal em Corumbá ainda investiga o caso.

A fazendeira investigada pela Polícia Federal por promover safáris ilegais no Pantanal de Mato Grosso do Sul recebeu duas multas do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), que somadas chegam a R$ 115 mil por caça profissional e por causar danos a uma unidade de conservação ambiental.

No município de Rio Negro, ela é dona de uma propriedade rural que faz parte da reserva estadual do patrimônio natural.

Logo após a Operação Jaguar II, deflagrada em 5 de maio, o órgão tinha aplicado multa de R$ 105 mil por caça ilegal e abate de animais ameaçados de extinção. Durante a ação policial foram apreendidos dois crânios de onça, 16 galhadas de cervos do pantanal e uma pele de sucuri medindo 3,5 metros.

As investigações da Polícia Federal e do Ibama tiveram início há cerca de um ano, com base em indícios de que uma quadrilha especializada em realizar safáris para estrangeiros agia em todo o Pantanal. A Operação Jaguar I levou à prisão oito pessoas em julho de 2010.

Entre as provas obtidas pela polícia está um vídeo que mostra a matança de duas onças – uma parda e outra pintada, que está em extinção – com a presença da fazendeira nas imagens. A delegacia da Polícia Federal em Corumbá ainda não concluiu o inquérito.

Vídeo mostra onça sendo abatida por caçadores em safári ilegal (Foto: Reprodução / TV Globo)

Vídeo mostra onça sendo abatida por caçadores em safári ilegal (Foto: Reprodução / TV Globo)

Fonte: G1, MS


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Interior de São Paulo vive onda de matança de animais

A vira-lata Cindy foi encontrada morta após ser espancada em Sales Oliveira (363 km de São Paulo) há menos de um mês. O caso faz parte de uma série de mortes criminosas de animais registradas no interior paulista.

Segundo representantes de ONGs de proteção animal e delegados ouvidos pela Folha, ao menos outros 80 animais foram encontrados mortos em Sertãozinho, Ribeirão Preto, Sales Oliveira e Campinas em dois meses.

Na maioria dos casos, há sinais de envenenamento.

Em Sales, além de Cindy, outros 15 animais morreram desde abril. Eles eram de um grupo de 20 abrigados de maneira improvisada num recinto de exposições.

O delegado Clodoaldo Vieira diz que ainda não há suspeitos, mas admite a possibilidade de as mortes deste ano estarem relacionadas com as 50 mortes por envenenamento do ano passado.

Em Ribeirão, 46 animais (gatos, gambás e uma cadela) foram envenenados na segunda “chacina” do ano -na primeira, em março, foram dez os mortos.

Em Campinas, pelo menos um animal é morto em média por mês, segundo a delegada Rosana Mortari, além de casos em rituais de magia negra. Em Sertãozinho, voluntários dizem ter encontrado 15 gatos mortos.

Para o presidente da ONG Arca Brasil, Marco Ciampi, a superpopulação de animais de rua cresce proporcionalmente ao desenvolvimento do segmento pet.

Para ele, é preciso difundir o conceito de posse responsável e investir em políticas públicas -como a castração- para reduzir a população animal e evitar crimes.

ABRIGOS LOTADOS

Os abrigos para animais de rua estão no limite ou além da capacidade em várias cidades. A lotação está relacionada, em parte, à lei estadual de 2008, que proibiu o sacrifício de animais capturados.

O “inchaço” também pode ser explicado pelas baixas taxas de castração e adoção e altos índices de abandono.

Em Ribeirão Preto, cerca de 50 animais chegam ao canil do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) por semana contra 40 doados por mês.
Sem canis próprios, alguns municípios fazem parcerias com a iniciativa privada ou improvisam abrigos.

Esse é o caso de Serrana (313 km de SP). Um canil provisório foi montado em um antigo drive-in. De acordo com a prefeitura, o projeto de um novo abrigo está sendo desenvolvido.

Cães em canil provisório no município de Serrana; quatro cidades do interior de SP tiveram 80 casos de mortes. (Edson Silva- 21.mai.11/Folhapress

Cães em canil provisório no município de Serrana; quatro cidades do interior de SP tiveram 80 casos de mortes. (Edson Silva- 21.mai.11/Folhapress

 

Fonte: Folha.com, Ana Sousa


17 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Suspeito fez veneno em casa, diz testemunha sobre morte de animais

Gatos, gambás e cachorros foram mortos em Ribeirão Preto (SP).
Suspeito de envenenar bichos é procurado pela polícia.

Uma testemunha ouvida pela polícia de Ribeirão Preto, a 313 km da capital paulista, nesta segunda-feira (16), afirmou que o responsável pelo envenenamento de animais na cidade fabricou o veneno dentro de casa. A polícia agora procura pelo suspeito.

A lista de animais mortos é grande: um cachorro, seis gambás e 41 gatos. Os últimos três foram encontrados na tarde deste domingo (15). A polícia suspeita que as mortes tenham ocorrido por veneno de rato, mais conhecido por chumbinho. O produto é proibido e pode ter sido misturado à ração ou em pedaços de carne que as pessoas deixam para os animais perto de um bosque.

Os gatos viviam por perto de uma das entradas do zoológico. Eram cerca de 70 animais. Quando os funcionários chegaram para trabalhar, não viram mais os gatos. Eles resolveram, então, vasculhar uma pequena mata nas imediações e, logo, começaram encontrar os corpos.

No  protesto que reuniu centenas de pessoas no último final de semana a presidente de uma ONG que luta pelos direitos dos animais,  Cláudia Garcia Vicente, alertou sobre a necessidade de programas de castração. “Tem que ter uma castração maciça dos animais da cidade e tem que ter vigilância nesse ponto para que pare o abandono”.

 Sobre a reclamação da presidente da ONG, a Prefeitura de Ribeirão Preto diz que vai fazer mutirões para castrar animais e que pretende intensificar a fiscalização na área próxima ao bosque.

A pena para esse tipo de crime é de um ano e três meses de prisão para cada animal morto.

Fonte: G1 de São Paulo


13 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Percevejo e formiga indicam origem de drogas que entram no país

Insetos encontrados dentro de pacotes de maconha poderão se tornar “informantes” policiais, indicando locais de plantio e possíveis rotas de distribuição da droga até os centros consumidores.

A possibilidade foi testada por um pesquisador da UnB (Universidade de Brasília), que analisou 52 fragmentos de insetos contidos em 7,5 kg da droga prensada –oriundos de duas apreensões realizadas no Distrito Federal.

Em sua pesquisa de mestrado, o biólogo Marcos Patrício Macedo conseguiu identificar uma espécie de formiga (Cephalotes pusillus) e duas de percevejo (Euschistus heros e Thyanta perditor) nos pacotes da droga.

Ao cruzar os registros de ocorrência dos insetos com o mapa das principais áreas de cultivo de maconha na América do Sul (inclui regiões da Colômbia, da Bolívia, do Paraguai e do Nordeste do Brasil), ele afirma ter descoberto a origem provável da droga até o DF: o Paraguai.

No estudo, o pesquisador, que trabalha como perito da Polícia Civil, diz que as duas espécies de percevejo são pragas de monoculturas (soja, principalmente), mas uma delas não tem registros no Nordeste do Brasil “”o que excluiria o chamado Polígono da Maconha, em Pernambuco, da lista de “suspeitos”.

A espécie de formiga, por sua vez, não tem registro de ocorrência na Colômbia.

“Apontar-se-ia a região do Paraguai como origem do material”, diz um trecho da pesquisa, que também cogita a possibilidade de a droga ter vindo de Mato Grosso do Sul.

A pesquisa, iniciada em 2008, dependeu do aval da Justiça e, por motivos de segurança, foi realizada dentro do laboratório da Cord (Coordenação de Repressão às Drogas) da Polícia Civil do DF.

“Levei oito meses até conseguir a autorização para pesquisar a droga”, disse Macedo em entrevista à UnB.

Ele reconhece que a amostragem utilizada na pesquisa não teria valor como prova única em uma eventual investigação criminal.

“A ausência de registros não implica em não existência da espécie na região. Significa somente a falta de publicações indicando tal ocorrência”, afirmou.

Para o pesquisador, é necessário que haja mais pesquisas sobre o tema, em busca de espécies que sirvam como “marcadores de origem geográfica” da droga.

O único trabalho anterior do uso da entomologia (estudo dos insetos) para a investigação do tráfico de drogas, segundo o pesquisador da UnB, foi conduzido em 1986, na Nova Zelândia. Na ocasião, fragmentos de insetos indicaram que uma carga de maconha era proveniente do Sudeste Asiático.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

 

Fonte: Rodrigo Vargas de Cuiabá


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Proprietária de fazenda no Pantanal em MS é multada em R$ 105 mil

Polícia Federal investiga caça de animais silvestres na propriedade.
Abate em unidade de preservação ambiental foi considerado agravante.

A proprietária da fazenda pantaneira, onde foram apreendidos armamentos, munições, peles e galhadas de animais silvestres durante a operação Jaguar II, na última quinta-feira (5), será multada em R$ 105 mil. O valor foi definido pelo escritório regional do Instituto Brasileiro Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) nesta manhã (9).

A apreensão foi feita na Fazenda Santa Sofia, localizada no município de Aquidauana (MS), distante 130 quilômetros de Campo Grande.

O valor foi baseado no laudo pericial da Embrapa Pantanal feito nos dois crânios de onça que também foram apreendidos na fazenda. Os técnicos encontraram resíduo de tecido nos crânios, o que comprova que o abate é mais recente do que foi alegado pela produtora, que o material tem mais de 100 anos.

As 16 galhadas de cervos do Pantanal e a pele de uma sucuri de 3,5 metros encontrados na propriedade também foram objetos da multa por parte do Ibama.

Segundo informações do órgão, os valores das multas foram aplicadas em dobro por se tratar de abate de animais silvestres para fins turísticos. Outro agravante que elevou o valor é o fato da fazenda Santa Sofia ser uma unidade de preservação ambiental.

O armamento e a munição encontrados na fazenda durante a operação pela fazem parte do inquérito da Polícia Federal.

A operação Jaguar II, feita pela Polícia Federal em conjunto com o Ibama, foi deflagrada após um vídeo feito durante uma das caçadas que foi enviado anonimamente por um brasileiro, que mora nos Estados Unidos. As imagens também fazem parte do inquérito policial.

Investigações
O delegado da Polícia Federal de Corumbá (MS), Alexandre do Nascimento, informou que as investigações da caça clandestina de onças no pantanal de Mato Grosso do Sul continuam, mas até o momento ninguém foi indiciado.

“Precisamos juntar mais elementos de provas antes de chamarmos os envolvidos para serem ouvidos”, explica o delegado.

Nascimento informou ainda que dentro de 30 dias o inquérito estará terminado. Durante o prazo, todos os envolvidos serão indiciados e ouvidos pela PF. Depois de concluído o inquérito investigo, o Ministério Público poderá fazer a denúncia e as acusações.

O advogado René Siufi, que representa a produtora, disse que vai aguardar a intimação da multa aplicada pelo Ibama para fazer a contestação. “Este valor é um absurdo”, disse ao G1. Siufi acrescentou que irá apresentar documentos que comprovam que as armas são registradas e irá pedir informações para saber como foi feito o laudo.

Fonte: Tatiane Queiroz, Do G1 MS


9 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Turistas pagavam até US$ 40 mil por caça ilegal no Pantanal, diz Ibama

Pacotes incluíam passagens aéreas, hospedagem e armamentos.
Ibama afirma que, nos safáris, atração era matança de onças.

Turistas estrangeiros pagavam de 30 a 40 mil dólares para caçar ilegalmente no Pantanal de Mato Grosso do Sul e participavam de safáris, que eram feitos em uma fazenda no município de Aquidauana, localizada a 130 quilômetros de Campo Grande. De acordo com o superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama/MS), David Lourenço, esses valores incluíam passagens aéreas, hospedagem e todo o tipo de munições e armamentos usados para a caça.

A denúncia do esquema partiu de um vídeo anônimo encaminhado para a Polícia Federal (PF) e foi feito por um norte-americano. Segundo David, as imagens mostram que a principal atração era a matança de onças. “Isso é uma evidência clara de que os safáris eram feitos em Mato Grosso do Sul e por isso precisam ser investigados mais profundamente”, disse o superintendente.

Policiais federais e agentes do Ibama apreenderam na última quinta-feira (5) várias peles e partes de animais abatidos além de armas, algumas delas, de uso restrito às forças policiais.

Foram encontrados 12 galhadas de cervo, dois crânios de onça, uma mandíbula de porco monteiro, uma pele de sucuri com 3,5 metros, cinco revólveres calibre 38, uma pistola 357 (de uso restrito), uma carabina, dois fuzis, 17 caixas de munições de diversos calibres, dois alforjes (bolsas usadas durante a caça) e dois tubos de turro, que quando soprados emitem um som para atrair onças.

O Ibama esclareceu ainda que os primeiros indícios de que na propriedade eram realizados abates clandestinos de animais surgiram durante a operação Jaguar, realizada em junho de 2010, quando a PF prendeu integrantes de organização que agia em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná na caça de animais como onças pintadas, onças pardas e jacarés.

As investigações da operação começaram no ano passado em Corumbá, município pantaneiro distante 426 quilômetros de Campo Grande.

Segundo informações da PF, as ações criminosas dos grupos eram feitas com a participação de caçadores brasileiros e estrangeiros que visitavam o Pantanal apenas para a realização das atividades predatórias.

Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)

Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em
fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)

Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)

Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Tatiane Queiroz, Do G1 MS


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Falso plano de manejo ‘esquentava’ madeira ilegal em Mato Grosso

Investigação realizada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso resultou, nesta quarta-feira (16), no indiciamento de 56 pessoas por transporte ilegal de madeira, crimes contra a administração ambiental e falsidade ideológica.

O alvo da pesquisa, realizada desde 2006, era uma fazenda no município de Juara, no noroeste do estado, cujo volume de madeira em pé, de mais de 11 mil metros cúbicos, serviu para fraudar manejo florestal na região. Os créditos eram vendidos por meio de intermediários para dez madeireiras do município e mais uma na cidade de Tangará da Serra.

Segundo os investigadores, o manejo florestal foi aprovado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Técnicos do órgão não sabiam que os créditos eram usados para “esquentar” madeira retirada ilegalmente da floresta de Mato Grosso, e não da fazenda em Juara.

As toras de madeira, justificadas por meio do plano de manejo aprovado, era retiradas de áreas de preservação ambiental, reservas e assentamentos. Vistorias feitas por investigadores na fazenda revelaram que a vegetação autorizada no manejo florestal permaneceu intacta.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso encaminhou denúncia sobre o caso ao Ministério Público e os créditos do manejo foram suspensos no sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais e em outro, que autoriza o transporte das madeiras.

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 Fonte: Globo Natureza






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26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Investigação detecta uso de carvão ilegal em 36 siderúrgicas de MG e BA

Cadeia de exploração irregular destruía o cerrado e a caatinga, diz Ibama.
Devastação nos biomas causou a perda de 190 km² de floresta.

Balanço de operação para desmontar a cadeia ilegal de produção de carvão para a indústria siderúrgica totaliza 39 pessoas detidas por crimes fiscais e ambientais, além de R$ 84,2 milhões de multas aplicadas, além da apreensão de ferro-gusa (material utilizado para fabricação do aço) em duas siderúrgicas.

Segundo as autoridades, empresas da Bahia e de Minas Gerais exploravam carvão no cerrado e na caatinga.

A investigação, iniciada há um ano, foi executada pelo Ministério Público da Bahia e de Minas Gerais, em parceria com as Polícias Civil e Rodoviária Federal, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).  Ao menos 257 empresas foram inspecionadas e houve a detecção de 36 siderúrgicas que utilizaram material ilegal.

Segundo o Ibama, houve a devastação de 19 mil hectares de floresta nos dois biomas (190 km²), uma área que é quase cinco vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mata nativa derrubada estava no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia. A madeira era utilizada na produção de carvão, vendido a siderúrgicas para ser transformado em ferro-gusa, material empregado na fabricação do aço.

Descoberta
Luciano de Menezes Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, afirma que a fraude foi descoberta depois de uma análise na falsa operação logística montada para o fornecimento de material. A partir dos dados encontrados no sistema de Documento de Origem Florestal (DOF), foi descoberto um esquema de produção de carvão em Goiás, Mato Grosso e Pará, que depois era transportado para a Bahia e, a partir de lá, distribuído para cidades mineiras.

“Só que essa movimentação logística é inviável. Nos perguntamos o porquê de atravessadores, que eram empresas de fachada instaladas na Bahia, na venda de carvão. O fato chamou a atenção e acabou provocando a operação”, complementa Evaristo.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, entre os crimes registrados estão a utilização de fornos ilegais para produção de carvão e o uso de documentação irregular.

Das prisões, 17 foram feitas em cidades mineiras, como a dos dois empresários de duas siderúrgicas detidos na última sexta-feira. Outras 22 detenções ocorreram na Bahia, como a dos sete funcionários da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, suspeitos de serem os responsáveis por fraudar os créditos nos sistemas federal e estadual.

“Isso significa que o polo siderúrgico brasileiro não pode continuar vivendo da exploração de matas nativas da caatinga e do cerrado, biomas considerados frágeis”, afirmou Evaristo. Na próxima quarta-feira, carvoarias devem ser destruídasna Bahia e também no norte de Goiás, dando continuidade à operação.

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação Corcel Negro (Foto: Divulgação/Ibama)

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação 'Corcel Negro 2' (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


25 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Fazendeira investigada por promover safári ilegal é multada em R$ 115 mil

É a segunda penalidade imposta pelo Ibama desde a Operação Jaguar II.
Delegacia da Polícia Federal em Corumbá ainda investiga o caso.

A fazendeira investigada pela Polícia Federal por promover safáris ilegais no Pantanal de Mato Grosso do Sul recebeu duas multas do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), que somadas chegam a R$ 115 mil por caça profissional e por causar danos a uma unidade de conservação ambiental.

No município de Rio Negro, ela é dona de uma propriedade rural que faz parte da reserva estadual do patrimônio natural.

Logo após a Operação Jaguar II, deflagrada em 5 de maio, o órgão tinha aplicado multa de R$ 105 mil por caça ilegal e abate de animais ameaçados de extinção. Durante a ação policial foram apreendidos dois crânios de onça, 16 galhadas de cervos do pantanal e uma pele de sucuri medindo 3,5 metros.

As investigações da Polícia Federal e do Ibama tiveram início há cerca de um ano, com base em indícios de que uma quadrilha especializada em realizar safáris para estrangeiros agia em todo o Pantanal. A Operação Jaguar I levou à prisão oito pessoas em julho de 2010.

Entre as provas obtidas pela polícia está um vídeo que mostra a matança de duas onças – uma parda e outra pintada, que está em extinção – com a presença da fazendeira nas imagens. A delegacia da Polícia Federal em Corumbá ainda não concluiu o inquérito.

Vídeo mostra onça sendo abatida por caçadores em safári ilegal (Foto: Reprodução / TV Globo)

Vídeo mostra onça sendo abatida por caçadores em safári ilegal (Foto: Reprodução / TV Globo)

Fonte: G1, MS


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Interior de São Paulo vive onda de matança de animais

A vira-lata Cindy foi encontrada morta após ser espancada em Sales Oliveira (363 km de São Paulo) há menos de um mês. O caso faz parte de uma série de mortes criminosas de animais registradas no interior paulista.

Segundo representantes de ONGs de proteção animal e delegados ouvidos pela Folha, ao menos outros 80 animais foram encontrados mortos em Sertãozinho, Ribeirão Preto, Sales Oliveira e Campinas em dois meses.

Na maioria dos casos, há sinais de envenenamento.

Em Sales, além de Cindy, outros 15 animais morreram desde abril. Eles eram de um grupo de 20 abrigados de maneira improvisada num recinto de exposições.

O delegado Clodoaldo Vieira diz que ainda não há suspeitos, mas admite a possibilidade de as mortes deste ano estarem relacionadas com as 50 mortes por envenenamento do ano passado.

Em Ribeirão, 46 animais (gatos, gambás e uma cadela) foram envenenados na segunda “chacina” do ano -na primeira, em março, foram dez os mortos.

Em Campinas, pelo menos um animal é morto em média por mês, segundo a delegada Rosana Mortari, além de casos em rituais de magia negra. Em Sertãozinho, voluntários dizem ter encontrado 15 gatos mortos.

Para o presidente da ONG Arca Brasil, Marco Ciampi, a superpopulação de animais de rua cresce proporcionalmente ao desenvolvimento do segmento pet.

Para ele, é preciso difundir o conceito de posse responsável e investir em políticas públicas -como a castração- para reduzir a população animal e evitar crimes.

ABRIGOS LOTADOS

Os abrigos para animais de rua estão no limite ou além da capacidade em várias cidades. A lotação está relacionada, em parte, à lei estadual de 2008, que proibiu o sacrifício de animais capturados.

O “inchaço” também pode ser explicado pelas baixas taxas de castração e adoção e altos índices de abandono.

Em Ribeirão Preto, cerca de 50 animais chegam ao canil do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) por semana contra 40 doados por mês.
Sem canis próprios, alguns municípios fazem parcerias com a iniciativa privada ou improvisam abrigos.

Esse é o caso de Serrana (313 km de SP). Um canil provisório foi montado em um antigo drive-in. De acordo com a prefeitura, o projeto de um novo abrigo está sendo desenvolvido.

Cães em canil provisório no município de Serrana; quatro cidades do interior de SP tiveram 80 casos de mortes. (Edson Silva- 21.mai.11/Folhapress

Cães em canil provisório no município de Serrana; quatro cidades do interior de SP tiveram 80 casos de mortes. (Edson Silva- 21.mai.11/Folhapress

 

Fonte: Folha.com, Ana Sousa


17 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Suspeito fez veneno em casa, diz testemunha sobre morte de animais

Gatos, gambás e cachorros foram mortos em Ribeirão Preto (SP).
Suspeito de envenenar bichos é procurado pela polícia.

Uma testemunha ouvida pela polícia de Ribeirão Preto, a 313 km da capital paulista, nesta segunda-feira (16), afirmou que o responsável pelo envenenamento de animais na cidade fabricou o veneno dentro de casa. A polícia agora procura pelo suspeito.

A lista de animais mortos é grande: um cachorro, seis gambás e 41 gatos. Os últimos três foram encontrados na tarde deste domingo (15). A polícia suspeita que as mortes tenham ocorrido por veneno de rato, mais conhecido por chumbinho. O produto é proibido e pode ter sido misturado à ração ou em pedaços de carne que as pessoas deixam para os animais perto de um bosque.

Os gatos viviam por perto de uma das entradas do zoológico. Eram cerca de 70 animais. Quando os funcionários chegaram para trabalhar, não viram mais os gatos. Eles resolveram, então, vasculhar uma pequena mata nas imediações e, logo, começaram encontrar os corpos.

No  protesto que reuniu centenas de pessoas no último final de semana a presidente de uma ONG que luta pelos direitos dos animais,  Cláudia Garcia Vicente, alertou sobre a necessidade de programas de castração. “Tem que ter uma castração maciça dos animais da cidade e tem que ter vigilância nesse ponto para que pare o abandono”.

 Sobre a reclamação da presidente da ONG, a Prefeitura de Ribeirão Preto diz que vai fazer mutirões para castrar animais e que pretende intensificar a fiscalização na área próxima ao bosque.

A pena para esse tipo de crime é de um ano e três meses de prisão para cada animal morto.

Fonte: G1 de São Paulo


13 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Percevejo e formiga indicam origem de drogas que entram no país

Insetos encontrados dentro de pacotes de maconha poderão se tornar “informantes” policiais, indicando locais de plantio e possíveis rotas de distribuição da droga até os centros consumidores.

A possibilidade foi testada por um pesquisador da UnB (Universidade de Brasília), que analisou 52 fragmentos de insetos contidos em 7,5 kg da droga prensada –oriundos de duas apreensões realizadas no Distrito Federal.

Em sua pesquisa de mestrado, o biólogo Marcos Patrício Macedo conseguiu identificar uma espécie de formiga (Cephalotes pusillus) e duas de percevejo (Euschistus heros e Thyanta perditor) nos pacotes da droga.

Ao cruzar os registros de ocorrência dos insetos com o mapa das principais áreas de cultivo de maconha na América do Sul (inclui regiões da Colômbia, da Bolívia, do Paraguai e do Nordeste do Brasil), ele afirma ter descoberto a origem provável da droga até o DF: o Paraguai.

No estudo, o pesquisador, que trabalha como perito da Polícia Civil, diz que as duas espécies de percevejo são pragas de monoculturas (soja, principalmente), mas uma delas não tem registros no Nordeste do Brasil “”o que excluiria o chamado Polígono da Maconha, em Pernambuco, da lista de “suspeitos”.

A espécie de formiga, por sua vez, não tem registro de ocorrência na Colômbia.

“Apontar-se-ia a região do Paraguai como origem do material”, diz um trecho da pesquisa, que também cogita a possibilidade de a droga ter vindo de Mato Grosso do Sul.

A pesquisa, iniciada em 2008, dependeu do aval da Justiça e, por motivos de segurança, foi realizada dentro do laboratório da Cord (Coordenação de Repressão às Drogas) da Polícia Civil do DF.

“Levei oito meses até conseguir a autorização para pesquisar a droga”, disse Macedo em entrevista à UnB.

Ele reconhece que a amostragem utilizada na pesquisa não teria valor como prova única em uma eventual investigação criminal.

“A ausência de registros não implica em não existência da espécie na região. Significa somente a falta de publicações indicando tal ocorrência”, afirmou.

Para o pesquisador, é necessário que haja mais pesquisas sobre o tema, em busca de espécies que sirvam como “marcadores de origem geográfica” da droga.

O único trabalho anterior do uso da entomologia (estudo dos insetos) para a investigação do tráfico de drogas, segundo o pesquisador da UnB, foi conduzido em 1986, na Nova Zelândia. Na ocasião, fragmentos de insetos indicaram que uma carga de maconha era proveniente do Sudeste Asiático.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

 

Fonte: Rodrigo Vargas de Cuiabá


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Proprietária de fazenda no Pantanal em MS é multada em R$ 105 mil

Polícia Federal investiga caça de animais silvestres na propriedade.
Abate em unidade de preservação ambiental foi considerado agravante.

A proprietária da fazenda pantaneira, onde foram apreendidos armamentos, munições, peles e galhadas de animais silvestres durante a operação Jaguar II, na última quinta-feira (5), será multada em R$ 105 mil. O valor foi definido pelo escritório regional do Instituto Brasileiro Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) nesta manhã (9).

A apreensão foi feita na Fazenda Santa Sofia, localizada no município de Aquidauana (MS), distante 130 quilômetros de Campo Grande.

O valor foi baseado no laudo pericial da Embrapa Pantanal feito nos dois crânios de onça que também foram apreendidos na fazenda. Os técnicos encontraram resíduo de tecido nos crânios, o que comprova que o abate é mais recente do que foi alegado pela produtora, que o material tem mais de 100 anos.

As 16 galhadas de cervos do Pantanal e a pele de uma sucuri de 3,5 metros encontrados na propriedade também foram objetos da multa por parte do Ibama.

Segundo informações do órgão, os valores das multas foram aplicadas em dobro por se tratar de abate de animais silvestres para fins turísticos. Outro agravante que elevou o valor é o fato da fazenda Santa Sofia ser uma unidade de preservação ambiental.

O armamento e a munição encontrados na fazenda durante a operação pela fazem parte do inquérito da Polícia Federal.

A operação Jaguar II, feita pela Polícia Federal em conjunto com o Ibama, foi deflagrada após um vídeo feito durante uma das caçadas que foi enviado anonimamente por um brasileiro, que mora nos Estados Unidos. As imagens também fazem parte do inquérito policial.

Investigações
O delegado da Polícia Federal de Corumbá (MS), Alexandre do Nascimento, informou que as investigações da caça clandestina de onças no pantanal de Mato Grosso do Sul continuam, mas até o momento ninguém foi indiciado.

“Precisamos juntar mais elementos de provas antes de chamarmos os envolvidos para serem ouvidos”, explica o delegado.

Nascimento informou ainda que dentro de 30 dias o inquérito estará terminado. Durante o prazo, todos os envolvidos serão indiciados e ouvidos pela PF. Depois de concluído o inquérito investigo, o Ministério Público poderá fazer a denúncia e as acusações.

O advogado René Siufi, que representa a produtora, disse que vai aguardar a intimação da multa aplicada pelo Ibama para fazer a contestação. “Este valor é um absurdo”, disse ao G1. Siufi acrescentou que irá apresentar documentos que comprovam que as armas são registradas e irá pedir informações para saber como foi feito o laudo.

Fonte: Tatiane Queiroz, Do G1 MS


9 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Turistas pagavam até US$ 40 mil por caça ilegal no Pantanal, diz Ibama

Pacotes incluíam passagens aéreas, hospedagem e armamentos.
Ibama afirma que, nos safáris, atração era matança de onças.

Turistas estrangeiros pagavam de 30 a 40 mil dólares para caçar ilegalmente no Pantanal de Mato Grosso do Sul e participavam de safáris, que eram feitos em uma fazenda no município de Aquidauana, localizada a 130 quilômetros de Campo Grande. De acordo com o superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama/MS), David Lourenço, esses valores incluíam passagens aéreas, hospedagem e todo o tipo de munições e armamentos usados para a caça.

A denúncia do esquema partiu de um vídeo anônimo encaminhado para a Polícia Federal (PF) e foi feito por um norte-americano. Segundo David, as imagens mostram que a principal atração era a matança de onças. “Isso é uma evidência clara de que os safáris eram feitos em Mato Grosso do Sul e por isso precisam ser investigados mais profundamente”, disse o superintendente.

Policiais federais e agentes do Ibama apreenderam na última quinta-feira (5) várias peles e partes de animais abatidos além de armas, algumas delas, de uso restrito às forças policiais.

Foram encontrados 12 galhadas de cervo, dois crânios de onça, uma mandíbula de porco monteiro, uma pele de sucuri com 3,5 metros, cinco revólveres calibre 38, uma pistola 357 (de uso restrito), uma carabina, dois fuzis, 17 caixas de munições de diversos calibres, dois alforjes (bolsas usadas durante a caça) e dois tubos de turro, que quando soprados emitem um som para atrair onças.

O Ibama esclareceu ainda que os primeiros indícios de que na propriedade eram realizados abates clandestinos de animais surgiram durante a operação Jaguar, realizada em junho de 2010, quando a PF prendeu integrantes de organização que agia em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná na caça de animais como onças pintadas, onças pardas e jacarés.

As investigações da operação começaram no ano passado em Corumbá, município pantaneiro distante 426 quilômetros de Campo Grande.

Segundo informações da PF, as ações criminosas dos grupos eram feitas com a participação de caçadores brasileiros e estrangeiros que visitavam o Pantanal apenas para a realização das atividades predatórias.

Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)

Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em
fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)

Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)

Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Tatiane Queiroz, Do G1 MS


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Falso plano de manejo ‘esquentava’ madeira ilegal em Mato Grosso

Investigação realizada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso resultou, nesta quarta-feira (16), no indiciamento de 56 pessoas por transporte ilegal de madeira, crimes contra a administração ambiental e falsidade ideológica.

O alvo da pesquisa, realizada desde 2006, era uma fazenda no município de Juara, no noroeste do estado, cujo volume de madeira em pé, de mais de 11 mil metros cúbicos, serviu para fraudar manejo florestal na região. Os créditos eram vendidos por meio de intermediários para dez madeireiras do município e mais uma na cidade de Tangará da Serra.

Segundo os investigadores, o manejo florestal foi aprovado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Técnicos do órgão não sabiam que os créditos eram usados para “esquentar” madeira retirada ilegalmente da floresta de Mato Grosso, e não da fazenda em Juara.

As toras de madeira, justificadas por meio do plano de manejo aprovado, era retiradas de áreas de preservação ambiental, reservas e assentamentos. Vistorias feitas por investigadores na fazenda revelaram que a vegetação autorizada no manejo florestal permaneceu intacta.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso encaminhou denúncia sobre o caso ao Ministério Público e os créditos do manejo foram suspensos no sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais e em outro, que autoriza o transporte das madeiras.

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 Fonte: Globo Natureza