21 de março de 2011 | nenhum comentário »

Fãs choram morte de urso Knut, ativistas culpam zoológico

Os fãs de Knut choraram neste domingo (20) a perda do urso polar mais famoso do mundo e maior atração do zoológico berlinense. Enquanto isso, ativistas de direitos dos animais atribuíram a morte ao Zoológico de Berlim, onde ele nasceu e foi criado em cativeiro.

Dezenas de fãs se juntaram diante do criadouro vazio de Knut para lhe prestar fazer uma homenagem. Os visitantes do zoológico depositaram flores, fotos, poesias e acenderam velas. O zoológico criou em seu site um livro de condolências.

Milhares de pessoas lamentaram a morte de Knut em sites de redes sociais como Twitter e Facebook. O urso polar era uma sensação na mídia desde o seu nascimento em 2006, quando sua mãe o rejeitou, e o filhote foi criado à mão pela equipe do zoológico.

“Todos nós tínhamos esse urso polar em nossos corações. Ele foi a estrela do zoológico de Berlim”, disse o prefeito da cidade, Klaus Wowereit. O diretor da instituição, Bernhard Blaskiewitz, também lamentou o ocorrido: “A perda é triste para todos nós”, disse.

Vida e morte diante do público – Knut morreu no sábado (19) da mesma forma como veio ao mundo: diante do público. Várias pessoas estavam diante do viveiro e viram o animal se contorcer por alguns segundos, antes de cair na água em torno do viveiro onde vivia com sua mãe, Tosca, e as fêmeas Nancy e Katyusha. Os momentos finais do animal podem ser vistos em um vídeo amador disponibilizado no site do tablóide alemão Bild.

“O urso ainda estava quente e as televisões já telefonavam para fazer uma oferta a quem tinha filmado o momento”, lamenta o tratador de ursos do zoológico, Heiner Klös. A causa da morte prematura de Knut, com quatro anos, permanece desconhecida. Uma autópsia será realizada no começo desta semana, informou Klös.

Ativistas culpam condições no cativeiro – Os ursos polares vivem, em média, de 15 a 18 anos na natureza, e é comum passarem dos 30 anos de idade no cativeiro, afirma o grupo Polar Bears International. Ativistas dos direitos dos animais afirmaram que a morte de Knut se deveu às condições em que era mantido.

“O Jardim Zoológico de Berlim abusava de Knut como uma ferramenta de marketing, sem levar em conta as necessidades fundamentais de um urso polar”, acusou Wolfgang Apel, presidente da Sociedade Protetora dos Animais da Alemanha (DTSchD, na sigla em alemão). “A curta e sofrida vida de Knut mostra novamente que zoológicos não são lugar para ursos polares, mesmo se são chamados de Knut”, acrescentou.

A organização de direitos dos animais Vier Pfoten (“quatro patas”) voltou a exigir o fim da criação de ursos polares em zoológicos. “Necessidades básicas, como procura de parceiro e alimentação, caça e comportamento de fuga, são permanentemente suprimidos”, disse o especialista em vida selvagem Thomas Pietschmann. “A consequência são graves problemas de comportamento”, complementou.

“Knutmania”: 7 milhões de euros – A “knutmania” tomou conta da Alemanha e do mundo quatro anos atrás, quando funcionários do zoológico se viram obrigados a alimentar e cuidar de Knut, após o filhote ter sido rejeitado por sua mãe. Nascido em 5 de dezembro de 2006, ele foi o primeiro urso polar vindo ao mundo no zoológico de Berlim, em 33 anos. Seu irmão gêmeo morreu logo após o parto.

O número de frequentadores do zoológico disparou, e o bicho chegou até a ser capa da revista Vanity Fair. Estima-se que Knut rendeu 7 milhões de euros para o Jardim Zoológico de Berlim, e deu origem a diversos artigos no comércio, incluindo bichos de pelúcia, músicas para celulares, selos e balas. Ele chegou a ser destaque em dois filmes, e também se tornou ícone de campanhas ambientais.

No entanto, a breve vida de Knut também foi cheia de infortúnios, como a morte prematura do tratador Thomas Dörflein, que o criara desde o nascimento, vítima em 2008 de um ataque cardíaco, aos 44 anos. Em 2009, Knut ganhou uma companheira, Joana, mas ela foi mandada de volta ao Zoológico de Munique, já que os dois não conseguiram se entender.

A Alemanha acabou originando uma série de animais que se tornaram celebridades nos últimos anos. Entre eles, o polvo Paul, que previu corretamente uma série de jogos da Copa do Mundo de 2010, e Heidi, uma gambá vesga que vive no Zoológico de Leipzig.

Fonte: Folha.com






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Fãs choram morte de urso Knut, ativistas culpam zoológico

Os fãs de Knut choraram neste domingo (20) a perda do urso polar mais famoso do mundo e maior atração do zoológico berlinense. Enquanto isso, ativistas de direitos dos animais atribuíram a morte ao Zoológico de Berlim, onde ele nasceu e foi criado em cativeiro.

Dezenas de fãs se juntaram diante do criadouro vazio de Knut para lhe prestar fazer uma homenagem. Os visitantes do zoológico depositaram flores, fotos, poesias e acenderam velas. O zoológico criou em seu site um livro de condolências.

Milhares de pessoas lamentaram a morte de Knut em sites de redes sociais como Twitter e Facebook. O urso polar era uma sensação na mídia desde o seu nascimento em 2006, quando sua mãe o rejeitou, e o filhote foi criado à mão pela equipe do zoológico.

“Todos nós tínhamos esse urso polar em nossos corações. Ele foi a estrela do zoológico de Berlim”, disse o prefeito da cidade, Klaus Wowereit. O diretor da instituição, Bernhard Blaskiewitz, também lamentou o ocorrido: “A perda é triste para todos nós”, disse.

Vida e morte diante do público – Knut morreu no sábado (19) da mesma forma como veio ao mundo: diante do público. Várias pessoas estavam diante do viveiro e viram o animal se contorcer por alguns segundos, antes de cair na água em torno do viveiro onde vivia com sua mãe, Tosca, e as fêmeas Nancy e Katyusha. Os momentos finais do animal podem ser vistos em um vídeo amador disponibilizado no site do tablóide alemão Bild.

“O urso ainda estava quente e as televisões já telefonavam para fazer uma oferta a quem tinha filmado o momento”, lamenta o tratador de ursos do zoológico, Heiner Klös. A causa da morte prematura de Knut, com quatro anos, permanece desconhecida. Uma autópsia será realizada no começo desta semana, informou Klös.

Ativistas culpam condições no cativeiro – Os ursos polares vivem, em média, de 15 a 18 anos na natureza, e é comum passarem dos 30 anos de idade no cativeiro, afirma o grupo Polar Bears International. Ativistas dos direitos dos animais afirmaram que a morte de Knut se deveu às condições em que era mantido.

“O Jardim Zoológico de Berlim abusava de Knut como uma ferramenta de marketing, sem levar em conta as necessidades fundamentais de um urso polar”, acusou Wolfgang Apel, presidente da Sociedade Protetora dos Animais da Alemanha (DTSchD, na sigla em alemão). “A curta e sofrida vida de Knut mostra novamente que zoológicos não são lugar para ursos polares, mesmo se são chamados de Knut”, acrescentou.

A organização de direitos dos animais Vier Pfoten (“quatro patas”) voltou a exigir o fim da criação de ursos polares em zoológicos. “Necessidades básicas, como procura de parceiro e alimentação, caça e comportamento de fuga, são permanentemente suprimidos”, disse o especialista em vida selvagem Thomas Pietschmann. “A consequência são graves problemas de comportamento”, complementou.

“Knutmania”: 7 milhões de euros – A “knutmania” tomou conta da Alemanha e do mundo quatro anos atrás, quando funcionários do zoológico se viram obrigados a alimentar e cuidar de Knut, após o filhote ter sido rejeitado por sua mãe. Nascido em 5 de dezembro de 2006, ele foi o primeiro urso polar vindo ao mundo no zoológico de Berlim, em 33 anos. Seu irmão gêmeo morreu logo após o parto.

O número de frequentadores do zoológico disparou, e o bicho chegou até a ser capa da revista Vanity Fair. Estima-se que Knut rendeu 7 milhões de euros para o Jardim Zoológico de Berlim, e deu origem a diversos artigos no comércio, incluindo bichos de pelúcia, músicas para celulares, selos e balas. Ele chegou a ser destaque em dois filmes, e também se tornou ícone de campanhas ambientais.

No entanto, a breve vida de Knut também foi cheia de infortúnios, como a morte prematura do tratador Thomas Dörflein, que o criara desde o nascimento, vítima em 2008 de um ataque cardíaco, aos 44 anos. Em 2009, Knut ganhou uma companheira, Joana, mas ela foi mandada de volta ao Zoológico de Munique, já que os dois não conseguiram se entender.

A Alemanha acabou originando uma série de animais que se tornaram celebridades nos últimos anos. Entre eles, o polvo Paul, que previu corretamente uma série de jogos da Copa do Mundo de 2010, e Heidi, uma gambá vesga que vive no Zoológico de Leipzig.

Fonte: Folha.com