11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Venda de ossos de leão vira novo ‘negócio’ da máfia na África do Sul

Foco de traficantes é alimentar mercado asiático.
Esqueleto de leão vale aproximadamente US$ 10 mil.

Os ossos de leões que vivem na África do Sul, utilizados para fazer poções tradicionais, se transformaram no novo negócio das máfias asiáticas que se dedicam ao tráfico do chifre de rinoceronte, ao qual são atribuídas propriedades medicinais na Ásia.

O novo objetivo das máfias ficou evidente em setembro de 2011, quando a polícia sul-africana conseguiu desmontar a maior rede de tráfico de chifres de rinoceronte até o momento, da qual participava um criador de felinos, que se dedicava à falsificação de permissões de caça para ambas as espécies.

Dados do governo afirmam que 13 rinocerontes foram mortos em 2007 e 448 em 2011. Já em 2012, segundo a rede de Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks), 270 rinos pereceram sob as ações ilegais de caçadores.

“As mesmas máfias que traficam chifres de rinoceronte estão comercializando ossos de leão”, assegura Jo Shaw, especialista em Comércio e Tráfico de Espécies do Fundo para a Proteção da Vida Selvagem da África Austral (EWT, na sigla em inglês).

Devido ao aumento da demanda nos mercados asiáticos, o preço de um esqueleto de leão subiu de US$ 4 mil em 2010 para US$ 10 mil este ano, segundo site da ONG britânica Lion Aid.

Apelo ao governo
Para tentar frear o tráfico de ossos de leão, uma campanha na internet conseguiu quase 650 mil assinaturas de apoio desde o dia 28 de junho, e se transformou em um fenômeno através do Facebook.

A iniciativa, que começou no site da Avaaz, uma organização que propõe ações cidadãs em favor de causas sociais, reivindica um milhão de assinaturas para exigir do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que proíba o tráfico desses animais.

“Centenas de leões sul-africanos estão sendo esquartejados para a fabricação de falsas poções sexuais para homens asiáticos, mas uma campanha global pode acabar com este cruel comércio”, indica o site da Avaaz.

Além disso, a iniciativa acrescenta que “os leões são criados em péssimas condições para sua caça, onde turistas endinheirados atiram contra eles através das cercas”.

“Os analistas temem que o aumento do valor [dos ossos] acabe desencadeando a caça ilegal dos 20 mil leões que vivem em estado selvagem na África”, acrescenta a Avaaz.

Mercado ilegal alternativo
Conservacionistas temem agora que os felinos sul-africanos se transformem em um negócio tão lucrativo quanto o dos rinocerontes. “Ainda não sabemos quais podem ser as consequências do aumento deste comércio sobre os leões selvagens”, reconhece Shaw, cuja organização vai realizar um estudo, junto à Universidade de Oxford, para analisar o impacto da demanda asiática.

De acordo com Kelly Marnewick, especialista em felinos da EWT, o comércio de leão é uma realidade na África do Sul e aumentou desde que a caça de tigres se tornou cada vez mais complicada.

Ainda segundo Kelly, outras espécies também já são afetadas, como leopardos e guepardos. Entretanto, é difícil distinguir ossos uns dos outros, segundo a conservacionista sul-africana.

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Fonte: Globo Natureza


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Leões de zoo em Londres ganham antecipadamente presentes de Natal

Caixas com carne dentro foram entregues a família de felinos nesta quinta.
O espécime macho de leão-asiático quase ‘devorou’ o embrulho.

Os leões-asiáticos (Panthera leo persica) do zoológico de Londres, no Reino Unido, receberam uma surpresa de Natal nesta quinta-feira (15). Caixas de presente foram colocadas na ala dos felinos, onde estão os leões Lucifer, a fêmea Abi e seus filhotes, Heidi e Indi.

Grandes pedaços de carne estavam dentro da caixa, o que não impediu os mamíferos selvagens de “despedaçarem” os embrulhos para conseguir chegar ao presente.

Apesar de levar a Ásia no nome, a espécie é encontrada predominantemente em diversos países da África. Entretanto, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), estes animais são considerados ameaçados de extinção.

leões na Inglaterra (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

A fêmea de leão-asiático Abi e os filhotes Heidi e Indi observam pacotes de presentes, com carne dentro, colocados em ala do zoológico de Londres, no Reino Unido. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Os filhotes tiveram um pouco de medo de se aproximar dos embrulhos. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Os filhotes tiveram um pouco de medo de se aproximar dos embrulhos. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Mas em compensação, o pai deles, o macho Lucifer, praticamente devorou a caixa de presente em busca da carne. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Mas em compensação, o pai deles, o macho Lucifer, praticamente devorou a caixa de presente em busca da carne. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Leões tendem a atacar mais quando luar enfraquece

Lendas costumam associar a Lua cheia com lobisomens ou outros monstros imaginários. Mas uma pesquisa mostrou que ela é sinal de que você correrá risco de ser devorado por um leão nos próximos dias – se estiver em regiões rurais da Tanzânia.

Leões atacaram mais de mil tanzanianos entre 1988 e 2009. Mais de dois terços desses ataques foram fatais.

“A vasta maioria das vítimas foi atacada depois de escurecer”, escreveram os autores do estudo, liderado por Craig Packer, da Universidade de Minnesota (EUA), na revista “PLoS ONE”.

Não se trata de mera curiosidade científica. A pesquisa ajuda a entender a própria evolução humana.

“Carnívoros noturnos criaram a necessidade de abrigo noturno, controle do fogo e nosso medo inato da escuridão”, afirmam os autores.

Os leões são mais perigosos quando a luz da Lua está fraca. Em consequência, a Lua cheia é indicador de perigo iminente – e estaria nisso a explicação de ela ser fonte de tantos mitos.

Na Tanzânia, houve de duas a quatro vezes mais ataques nos primeiros dez dias depois da Lua cheia do que nos dez dias anteriores.

Os pesquisadores também estimaram o tamanho da barriga dos leões adultos na planície do Serengeti e na cratera de Ngorongoro. As barrigas eram “significativamente” maiores nos dias mais próximos da Lua nova.

Fonte: Ricardo Bonalume Neto/ Folha.com


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

País tem cerca de 100 leões e 20 ursos à espera de um lar

As irmãs Biná e Hera, 15, têm um lar. Em 2003, as leoas foram deixadas em uma jaula em praça de Sumaré (118 km de São Paulo). Tinham queimaduras e lesões. Após negociações com órgãos ambientais, foram para um santuário ecológico em Cotia (Grande São Paulo).

Outros animais não tiveram a mesma sorte. Entidades que defendem os bichos estimam haver cerca de cem leões e 20 ursos no país à espera de abrigo definitivo – a maioria originária de circos.

Muitos ficam provisoriamente nesses locais ou em espaços adaptados. O problema também afeta animais exóticos e silvestres abandonados ou apreendidos após denúncias de maus-tratos.

Em 2008, havia 150 leões abandonados no país, segundo o Ibama. Dois anos antes, eram apenas 68. O órgão não tem números atuais.

Achados em jaulas deixadas em estradas ou apreendidos por ordem judicial, os animais vão para centros de triagem ou zoológicos, em espaços isolados do público.

“Eles chegam sem garras, queimados, com feridas abertas e infecções”, conta Silvia Pompeu, do santuário Rancho dos Gnomos.

O presidente da Arca Brasil, Marco Ciampi, diz que a população está mais atenta e tende a denunciar os casos.

Segundo ele, a proibição de animais nos circos influencia esse processo – por um lado, força os circos a deixarem de usá-los; por outro, cria a necessidade de remanejá-los para outros locais.

O microbiologista Pedro Ynterian, 71, presidente do Great Ape Project, ONG que cuida de 300 animais, diz que o poder público não tem onde colocá-los. “Há pelo menos 20 ursos em circos, que têm vontade de entregá-los, já que não podem mais exibi-los. Mas o Ibama não tem para onde levá-los.”

Para Ynterian, os zoológicos não são adequados. “Os animais desenvolvem problemas psicológicos por causa do assédio do público ou ficam em aposentos separados, ainda menores que os espaços de exposição.”

Hoje, dos 111 zoos no país, 77 estão em situação irregular, segundo o Ibama. Entre os problemas encontrados estão más condições de infraestrutura, pendências documentais e falta de identificação dos bichos. Há também registros de falta de segurança e crimes ambientais, como tráfico de animais.

Segundo o presidente da Sociedade de Zoológicos Brasileiros, Luiz Pires, a maioria enfrenta dificuldades financeiras e não tem condições de receber mais animais.

O Ibama afirma que a falta de vagas para bichos abandonados é sazonal e ocorre quando há grandes apreensões. Enquanto não se tem um destino certo, eles ficam em centros de triagem.

Os últimos dados de entrada de animais nesses centros são de 2009 -18.676 casos.

Santuário - Cinco quilos de carne por dia. Uma área de 1.400 m2 de vegetação. E até um deque de madeira construído em cima de pedras. Esse é o cenário de um santuário ecológico de Cotia, onde vivem 11 leões que foram abandonados.

O local, chamado de Rancho dos Gnomos, é administrado por uma entidade sem fins lucrativos e abriga cerca de 300 animais, principalmente exóticos e silvestres.

A maioria desses bichos foi acolhida pelo santuário depois de ter sido resgatada de situações de risco.

É o caso de Darshã, um leão de 16 anos de idade que viveu 13 destes anos em uma câmara desativada de um frigorífico em Cariacica (ES).

Darshã chegou ao santuário de Cotia com problemas nas patas e magro após ter sido encontrado em decorrência de uma denúncia encaminhada a órgãos ambientais.

De acordo com Marcos Pompeu, que fundou o santuário com a mulher, Silvia, o animal foi abandonado no frigorífico por um circo. O fim da exploração dos bichos pelos circos, em decorrência de mudanças na legislação, é uma das principais causas de abandono de animais.

O leão se recuperou. Pesa agora cerca de 300 kg e divide seu habitat com duas leoas. Perto dele ficam Baru e Vanbana, encontradas dentro de uma carreta em estrada perto de Ribeirão Preto.

Pompeu afirma que o tempo de recuperação de cada leão encontrado em situação de abandono chega a até oito meses. Em “quarentena”, os animais passam por exames, têm uma alimentação controlada e são castrados.

Muitos têm sequelas que levarão ao longo da vida -que dura perto de 23 anos. “[Quando morrem], na necropsia, descobrem-se tumores no corpo todo, baço arrebentado. Eles aguentam até ultrapassar o limite do suportável”, conta Silvia.

Neste ano, o santuário também deve receber Simba, que vive sozinho no que restou de um zoológico desativado em Ivinhema (MS).

O leão ficou famoso na internet depois que internautas criaram uma comunidade no Facebook para ajudá-lo.

O objetivo é buscar recursos para custear o transporte e a manutenção do animal – cada um custa em torno de R$ 1.000 por mês. O valor é pago por meio de parcerias com pessoas e empresas.

Fonte: Folha.com


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Leões doentes motivam campanhas nas redes sociais

Raquel faz carinho em Ariel que ela tem como quarto filho (Foto: Caroline Hasselmann/G1)

Raquel faz carinho em Ariel que ela tem como quarto filho (Foto: Caroline Hasselmann/G1)

O sofrimento de Ariel e Simba, dois leões doentes, provocou uma onda de solidariedade pelas redes sociais no Brasil, aproveitada por ativistas para sensibilizar a sociedade sobre os problemas enfrentados pelos animais.

Com três anos de idade, o leão Ariel – cujo nome em hebraico significa leão de deus – sofre uma rara doença degenerativa autoimune que lhe provocou paralisia das patas. Ele não pode andar e recebe cuidados quase maternais e atenção privilegiada para muitos seres humanos.

O animal, que vivia com cuidados especiais em cidade de Maringá (PR), nasceu em 2008 e ganhou fama ao aparecer na TV, vivendo em um sítio de uma família local. Foi levado a São Paulo para ser submetido a uma cirurgia.

Pelo tratamento, o sangue é extraído do corpo e processado de modo que os glóbulos brancos e vermelhos se separem do plasma. As células do sangue são devolvidas e se pratica uma reinfusão com plasma doado por outros exemplares de sua espécie.

“Muitas pessoas não conseguem entender o grande amor que sentimos por um animal”, disse Raquel Borges, que, junto a seu marido, se encarrega dos cuidados de 14 animais, entre os quais se encontra Ariel.

Raquel explicou que o felino, que faz tratamento na casa da médica veterinária Livia Pereira Teixeira, não foi levado a um hospital para que ela pudesse ficar 24 horas a seu lado.

Para Raquel, o grande apoio que recebe através das redes sociais é essencial para seguir adiante. “As pessoas me transmitem muita energia positiva. Sei que estão do meu lado, que não estou sozinha”, disse a dona do animal.

As redes sociais têm contribuído para sensibilizar e estimular as doações à causa. Até esta sexta-feira, 59 mil pessoas já haviam manifestado apoio à comunidade “Ajuda ao Leão Ariel” no Facebook.

Segundo os cálculos de Raquel, desde o fim do ano passado até agora, o tratamento que o animal está recebendo já custou cerca de R$ 18 mil, financiados em parte graças às doações arrecadadas através de organizações simpatizantes.

“A respiração de Ariel marca o ritmo quando estou perto. Todas as minhas energias estão com ele. Está fraco, mas só vamos parar quando ele se recuperar”, disse Raquel, que cuida do leão em um colchão no salão da casa da veterinária.

Em sua opinião, o pequeno Ariel está “lutando pela vida”; para ela, é “uma grande emoção mostrar às pessoas que vale a pena amar”.

Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul, o leão Simba sofre de depressão após a morte de sua companheira e passa seus dias solitário em um zoológico fechado ao público desde 2005 no município de Ivinhema.

O estado de Simba também comoveu os internautas e suscitou uma corrente internacional de simpatia pelo Facebook. A comunidade “Leão Simba também precisa de você” recebe mensagens de apoio provenientes até do outro lado do Atlântico, como Portugal.

Para o prefeito de Ivinhema, Renato Pieretti Câmara, o leão recebe todos os cuidados necessários. Sua transferência a outro zoológico ou reserva, tal como pedem algumas vozes, depende de se encontrar o local adequado, além de resolver os custos necessários para isso.

Ariel e Simba não são dois casos isolados. Os responsáveis pelo bem-estar de outros animais doentes aproveitaram o exemplo dos dois leões para militar na internet, mobilizar campanhas de sensibilização e pedir contribuições econômicas.

O pastor alemão Buba, de dois anos, que chegou tetraplégico a uma clínica de São Paulo, seria sacrificado por seu dono que não podia pagar o tratamento, mas os veterinários decidiram adotá-lo.

Em três meses, recuperou peso, reflexos e sensibilidade e seus donos pediram ajuda a um site de apoio a animais para arrecadar os R$ 10 mil necessários para continuar o tratamento.

Já a gata Luciana, encontrada na rua por seu atual dono, tem problemas de crescimento por fraturar várias vértebras. Para cuidar do animal, seu responsável promove rifas e vende doces que o permitem financiar o custo das sessões de acupuntura e fisioterapia requeridas para seu desenvolvimento.

Também no caso de Luciana, uma comunidade do Facebook serviu para obter a ajuda financeira de “padrinhos”, que querem tornar mais alegre a vida dos animais em sofrimento.

Fonte: Marta Berard – EFE UOL


17 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Grupo de 25 leões salvos de circos na Bolívia embarcam para santuário nos EUA

Um santuário para animais no Colorado, EUA, vai acolher o grupo de 25 leões que eram explorados por circos na Bolívia e que foram salvos pela organização não-governamental Animal Defenders International (ADI).

A ONG trabalhou em parceria com o governo boliviano que é o primeiro país no mundo a proibir por lei o uso de animais selvagens em performances ou atuações públicas nos circos.

A data marcada para a decolagem é nesta quarta-feira (16), os leões serão levados para um recinto de 80 acres (320 mil metros) construído no Colorado (EUA). Este será o maior resgate e viagem aérea com leões jamais vista.

Os animais resgatados eram maltratados, especialmente as leoas que tinham crias que lhes eram retiradas para posarem para fotografias com os visitantes.

A idade dos leões varia entre os três meses, o mais novo, e os 15 anos, o mais velho.

hall pass online

Quando estes leões foram resgatados estavam subnutridos, estressados e traumatizados, por todas as experiências vividas. A condição de saúde dos leões continua a melhorar, pois a reabilitação ainda não terminou.

A presidenta da ADI, Jan Creamer disse: “Nós resgatamos esses animais das condições mais deploráveis dos circos na Bolívia, assim que conseguirmos colocá-los em segurança em nosso complexo começamos um sério trabalho de reabilitação”.

A veterinária da ONG Mel Richardson declarou: “Nós estamos acompanhando esses leões desde o dia do seu dramático resgate e eu estou impressionada pela incrível recuperação desses animais, isso só demonstra a força e o desejo de viver.

E completa, “nossa prioridade foi assegurar o bem estar desses animais e depois prepará-los para a viagem, recuperando a saúde deles para o voo que os levará a liberdade. O objetivo foi alcançado e a Operação Arco dos Leões está pronta para partir”.

O espaço onde os leões estão sendo cuidados, foi gentilmente providenciado pelo prefeito de Santa Cruz, possuindo água, luz, perímetros, segurança 24 horas, veterinário e um time experiente em cuidados animais. Os animais têm recebido boa comida, vitaminas, suplementos minerais e água fresca.

Esta estação improvisada tem servido de clinica veterinária para o time de resgate da ADI, possibilitando agir diretamente nos resgates, e ao mesmo tempo providenciar o santuário para os leões, que estavam doentes e famintos, e se recuperam com tratamento veterinário 24 horas.

Resgate – O resgate dramático desses animais começou com conjunto de atuação da ADI que trabalhou com as autoridades bolivianas para exigir que a Lei boliviana 4040, que proíbe animais em circo, fosse cumprida, após a descoberta sobre abuso e negligência dos circos com animais no país.

A ONG resgatou 25 leões, seis macacos, um coati mundi, um veado e um cavalo. Os leões foram removidos rapidamente para o complexo e os outros animais foram levados para santuários na Bolívia e outros soltos na natureza. A operação removeu todos os animais de circo, acabando com a indústria de animais de circo – é a primeira vez que isto acontece no mundo.

Creamer disse: “A operação arco dos leões representou uma grande vitória para as atividades das campanhas dos últimos anos, e uma nova realidade para os animais de circo.

ADI lançou um especial “Apelo salve os leões” para arrecadar fundos para o resgate e cuidados com esses animais.

Fonte: Ambiente Brasil


19 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Zoológico sacrifica 14 leões infectados por bactéria no Irã

Funcionários do zoológico Eram, em Teerã, no Irã, sacrificaram 14 leões doentes, informou nesta segunda-feira (17) o jornal estatal iraniano Jam e Jam. Segundo a reportagem, os animais foram mortos por estarem infectados pela bactéria Burkholdelia mallei.

A bactéria é causadora da doença conhecida como mormo, que obstrui vias respiratórias e é mais comum em cavalos. A doença é contagiosa e pode ser transmitida a humanos. No Brasil, o Ministério da Agricultura recomenda que o animal diagnosticado com mormo seja sacrificado “imediatamente”.

Ao jornal Jam e Jam, um veterinário local disse que a morte dos leões pode estar relacionada a problemas de gerência na instituição, que permanece fechada. Já o gerente do zoológico, Amir Elhami, afirmou à televisão estatal iraniana que a bactéria causadora da morte dos leões foi trazida ao local por meio de um tigre infectado doado pela Rússia.

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O Irã enviou dois leopardos persas à Rússia em abril do ano passado em troca dois tigres siberianos. Um deles morreu no fim de dezembro. “O tigre russo trazido ao país carregava a bactéria do mormo e não contraiu a doença no Irã”, disse Elhami à televisão iraniana.

Outra reportagem publicada na agência estatal de notícias da Rússia, Ria Novosti, destaca a acusação de Elhami e afirma que a doença mormo “não é endêmica na Rússia, mas comum no Oriente Médio”. “Os tigres passaram por check-up de saúde completo antes de serem enviados ao Irã e o mormo não foi detectado”, disse à Novosti o coordenador da organização não governamental (ONG) WWF na Rússia, Vladimir Krever.

Fonte: Globo Natureza






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11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Venda de ossos de leão vira novo ‘negócio’ da máfia na África do Sul

Foco de traficantes é alimentar mercado asiático.
Esqueleto de leão vale aproximadamente US$ 10 mil.

Os ossos de leões que vivem na África do Sul, utilizados para fazer poções tradicionais, se transformaram no novo negócio das máfias asiáticas que se dedicam ao tráfico do chifre de rinoceronte, ao qual são atribuídas propriedades medicinais na Ásia.

O novo objetivo das máfias ficou evidente em setembro de 2011, quando a polícia sul-africana conseguiu desmontar a maior rede de tráfico de chifres de rinoceronte até o momento, da qual participava um criador de felinos, que se dedicava à falsificação de permissões de caça para ambas as espécies.

Dados do governo afirmam que 13 rinocerontes foram mortos em 2007 e 448 em 2011. Já em 2012, segundo a rede de Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks), 270 rinos pereceram sob as ações ilegais de caçadores.

“As mesmas máfias que traficam chifres de rinoceronte estão comercializando ossos de leão”, assegura Jo Shaw, especialista em Comércio e Tráfico de Espécies do Fundo para a Proteção da Vida Selvagem da África Austral (EWT, na sigla em inglês).

Devido ao aumento da demanda nos mercados asiáticos, o preço de um esqueleto de leão subiu de US$ 4 mil em 2010 para US$ 10 mil este ano, segundo site da ONG britânica Lion Aid.

Apelo ao governo
Para tentar frear o tráfico de ossos de leão, uma campanha na internet conseguiu quase 650 mil assinaturas de apoio desde o dia 28 de junho, e se transformou em um fenômeno através do Facebook.

A iniciativa, que começou no site da Avaaz, uma organização que propõe ações cidadãs em favor de causas sociais, reivindica um milhão de assinaturas para exigir do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que proíba o tráfico desses animais.

“Centenas de leões sul-africanos estão sendo esquartejados para a fabricação de falsas poções sexuais para homens asiáticos, mas uma campanha global pode acabar com este cruel comércio”, indica o site da Avaaz.

Além disso, a iniciativa acrescenta que “os leões são criados em péssimas condições para sua caça, onde turistas endinheirados atiram contra eles através das cercas”.

“Os analistas temem que o aumento do valor [dos ossos] acabe desencadeando a caça ilegal dos 20 mil leões que vivem em estado selvagem na África”, acrescenta a Avaaz.

Mercado ilegal alternativo
Conservacionistas temem agora que os felinos sul-africanos se transformem em um negócio tão lucrativo quanto o dos rinocerontes. “Ainda não sabemos quais podem ser as consequências do aumento deste comércio sobre os leões selvagens”, reconhece Shaw, cuja organização vai realizar um estudo, junto à Universidade de Oxford, para analisar o impacto da demanda asiática.

De acordo com Kelly Marnewick, especialista em felinos da EWT, o comércio de leão é uma realidade na África do Sul e aumentou desde que a caça de tigres se tornou cada vez mais complicada.

Ainda segundo Kelly, outras espécies também já são afetadas, como leopardos e guepardos. Entretanto, é difícil distinguir ossos uns dos outros, segundo a conservacionista sul-africana.

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Fonte: Globo Natureza


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Leões de zoo em Londres ganham antecipadamente presentes de Natal

Caixas com carne dentro foram entregues a família de felinos nesta quinta.
O espécime macho de leão-asiático quase ‘devorou’ o embrulho.

Os leões-asiáticos (Panthera leo persica) do zoológico de Londres, no Reino Unido, receberam uma surpresa de Natal nesta quinta-feira (15). Caixas de presente foram colocadas na ala dos felinos, onde estão os leões Lucifer, a fêmea Abi e seus filhotes, Heidi e Indi.

Grandes pedaços de carne estavam dentro da caixa, o que não impediu os mamíferos selvagens de “despedaçarem” os embrulhos para conseguir chegar ao presente.

Apesar de levar a Ásia no nome, a espécie é encontrada predominantemente em diversos países da África. Entretanto, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), estes animais são considerados ameaçados de extinção.

leões na Inglaterra (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

A fêmea de leão-asiático Abi e os filhotes Heidi e Indi observam pacotes de presentes, com carne dentro, colocados em ala do zoológico de Londres, no Reino Unido. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Os filhotes tiveram um pouco de medo de se aproximar dos embrulhos. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Os filhotes tiveram um pouco de medo de se aproximar dos embrulhos. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Mas em compensação, o pai deles, o macho Lucifer, praticamente devorou a caixa de presente em busca da carne. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Mas em compensação, o pai deles, o macho Lucifer, praticamente devorou a caixa de presente em busca da carne. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Leões tendem a atacar mais quando luar enfraquece

Lendas costumam associar a Lua cheia com lobisomens ou outros monstros imaginários. Mas uma pesquisa mostrou que ela é sinal de que você correrá risco de ser devorado por um leão nos próximos dias – se estiver em regiões rurais da Tanzânia.

Leões atacaram mais de mil tanzanianos entre 1988 e 2009. Mais de dois terços desses ataques foram fatais.

“A vasta maioria das vítimas foi atacada depois de escurecer”, escreveram os autores do estudo, liderado por Craig Packer, da Universidade de Minnesota (EUA), na revista “PLoS ONE”.

Não se trata de mera curiosidade científica. A pesquisa ajuda a entender a própria evolução humana.

“Carnívoros noturnos criaram a necessidade de abrigo noturno, controle do fogo e nosso medo inato da escuridão”, afirmam os autores.

Os leões são mais perigosos quando a luz da Lua está fraca. Em consequência, a Lua cheia é indicador de perigo iminente – e estaria nisso a explicação de ela ser fonte de tantos mitos.

Na Tanzânia, houve de duas a quatro vezes mais ataques nos primeiros dez dias depois da Lua cheia do que nos dez dias anteriores.

Os pesquisadores também estimaram o tamanho da barriga dos leões adultos na planície do Serengeti e na cratera de Ngorongoro. As barrigas eram “significativamente” maiores nos dias mais próximos da Lua nova.

Fonte: Ricardo Bonalume Neto/ Folha.com


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

País tem cerca de 100 leões e 20 ursos à espera de um lar

As irmãs Biná e Hera, 15, têm um lar. Em 2003, as leoas foram deixadas em uma jaula em praça de Sumaré (118 km de São Paulo). Tinham queimaduras e lesões. Após negociações com órgãos ambientais, foram para um santuário ecológico em Cotia (Grande São Paulo).

Outros animais não tiveram a mesma sorte. Entidades que defendem os bichos estimam haver cerca de cem leões e 20 ursos no país à espera de abrigo definitivo – a maioria originária de circos.

Muitos ficam provisoriamente nesses locais ou em espaços adaptados. O problema também afeta animais exóticos e silvestres abandonados ou apreendidos após denúncias de maus-tratos.

Em 2008, havia 150 leões abandonados no país, segundo o Ibama. Dois anos antes, eram apenas 68. O órgão não tem números atuais.

Achados em jaulas deixadas em estradas ou apreendidos por ordem judicial, os animais vão para centros de triagem ou zoológicos, em espaços isolados do público.

“Eles chegam sem garras, queimados, com feridas abertas e infecções”, conta Silvia Pompeu, do santuário Rancho dos Gnomos.

O presidente da Arca Brasil, Marco Ciampi, diz que a população está mais atenta e tende a denunciar os casos.

Segundo ele, a proibição de animais nos circos influencia esse processo – por um lado, força os circos a deixarem de usá-los; por outro, cria a necessidade de remanejá-los para outros locais.

O microbiologista Pedro Ynterian, 71, presidente do Great Ape Project, ONG que cuida de 300 animais, diz que o poder público não tem onde colocá-los. “Há pelo menos 20 ursos em circos, que têm vontade de entregá-los, já que não podem mais exibi-los. Mas o Ibama não tem para onde levá-los.”

Para Ynterian, os zoológicos não são adequados. “Os animais desenvolvem problemas psicológicos por causa do assédio do público ou ficam em aposentos separados, ainda menores que os espaços de exposição.”

Hoje, dos 111 zoos no país, 77 estão em situação irregular, segundo o Ibama. Entre os problemas encontrados estão más condições de infraestrutura, pendências documentais e falta de identificação dos bichos. Há também registros de falta de segurança e crimes ambientais, como tráfico de animais.

Segundo o presidente da Sociedade de Zoológicos Brasileiros, Luiz Pires, a maioria enfrenta dificuldades financeiras e não tem condições de receber mais animais.

O Ibama afirma que a falta de vagas para bichos abandonados é sazonal e ocorre quando há grandes apreensões. Enquanto não se tem um destino certo, eles ficam em centros de triagem.

Os últimos dados de entrada de animais nesses centros são de 2009 -18.676 casos.

Santuário - Cinco quilos de carne por dia. Uma área de 1.400 m2 de vegetação. E até um deque de madeira construído em cima de pedras. Esse é o cenário de um santuário ecológico de Cotia, onde vivem 11 leões que foram abandonados.

O local, chamado de Rancho dos Gnomos, é administrado por uma entidade sem fins lucrativos e abriga cerca de 300 animais, principalmente exóticos e silvestres.

A maioria desses bichos foi acolhida pelo santuário depois de ter sido resgatada de situações de risco.

É o caso de Darshã, um leão de 16 anos de idade que viveu 13 destes anos em uma câmara desativada de um frigorífico em Cariacica (ES).

Darshã chegou ao santuário de Cotia com problemas nas patas e magro após ter sido encontrado em decorrência de uma denúncia encaminhada a órgãos ambientais.

De acordo com Marcos Pompeu, que fundou o santuário com a mulher, Silvia, o animal foi abandonado no frigorífico por um circo. O fim da exploração dos bichos pelos circos, em decorrência de mudanças na legislação, é uma das principais causas de abandono de animais.

O leão se recuperou. Pesa agora cerca de 300 kg e divide seu habitat com duas leoas. Perto dele ficam Baru e Vanbana, encontradas dentro de uma carreta em estrada perto de Ribeirão Preto.

Pompeu afirma que o tempo de recuperação de cada leão encontrado em situação de abandono chega a até oito meses. Em “quarentena”, os animais passam por exames, têm uma alimentação controlada e são castrados.

Muitos têm sequelas que levarão ao longo da vida -que dura perto de 23 anos. “[Quando morrem], na necropsia, descobrem-se tumores no corpo todo, baço arrebentado. Eles aguentam até ultrapassar o limite do suportável”, conta Silvia.

Neste ano, o santuário também deve receber Simba, que vive sozinho no que restou de um zoológico desativado em Ivinhema (MS).

O leão ficou famoso na internet depois que internautas criaram uma comunidade no Facebook para ajudá-lo.

O objetivo é buscar recursos para custear o transporte e a manutenção do animal – cada um custa em torno de R$ 1.000 por mês. O valor é pago por meio de parcerias com pessoas e empresas.

Fonte: Folha.com


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Leões doentes motivam campanhas nas redes sociais

Raquel faz carinho em Ariel que ela tem como quarto filho (Foto: Caroline Hasselmann/G1)

Raquel faz carinho em Ariel que ela tem como quarto filho (Foto: Caroline Hasselmann/G1)

O sofrimento de Ariel e Simba, dois leões doentes, provocou uma onda de solidariedade pelas redes sociais no Brasil, aproveitada por ativistas para sensibilizar a sociedade sobre os problemas enfrentados pelos animais.

Com três anos de idade, o leão Ariel – cujo nome em hebraico significa leão de deus – sofre uma rara doença degenerativa autoimune que lhe provocou paralisia das patas. Ele não pode andar e recebe cuidados quase maternais e atenção privilegiada para muitos seres humanos.

O animal, que vivia com cuidados especiais em cidade de Maringá (PR), nasceu em 2008 e ganhou fama ao aparecer na TV, vivendo em um sítio de uma família local. Foi levado a São Paulo para ser submetido a uma cirurgia.

Pelo tratamento, o sangue é extraído do corpo e processado de modo que os glóbulos brancos e vermelhos se separem do plasma. As células do sangue são devolvidas e se pratica uma reinfusão com plasma doado por outros exemplares de sua espécie.

“Muitas pessoas não conseguem entender o grande amor que sentimos por um animal”, disse Raquel Borges, que, junto a seu marido, se encarrega dos cuidados de 14 animais, entre os quais se encontra Ariel.

Raquel explicou que o felino, que faz tratamento na casa da médica veterinária Livia Pereira Teixeira, não foi levado a um hospital para que ela pudesse ficar 24 horas a seu lado.

Para Raquel, o grande apoio que recebe através das redes sociais é essencial para seguir adiante. “As pessoas me transmitem muita energia positiva. Sei que estão do meu lado, que não estou sozinha”, disse a dona do animal.

As redes sociais têm contribuído para sensibilizar e estimular as doações à causa. Até esta sexta-feira, 59 mil pessoas já haviam manifestado apoio à comunidade “Ajuda ao Leão Ariel” no Facebook.

Segundo os cálculos de Raquel, desde o fim do ano passado até agora, o tratamento que o animal está recebendo já custou cerca de R$ 18 mil, financiados em parte graças às doações arrecadadas através de organizações simpatizantes.

“A respiração de Ariel marca o ritmo quando estou perto. Todas as minhas energias estão com ele. Está fraco, mas só vamos parar quando ele se recuperar”, disse Raquel, que cuida do leão em um colchão no salão da casa da veterinária.

Em sua opinião, o pequeno Ariel está “lutando pela vida”; para ela, é “uma grande emoção mostrar às pessoas que vale a pena amar”.

Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul, o leão Simba sofre de depressão após a morte de sua companheira e passa seus dias solitário em um zoológico fechado ao público desde 2005 no município de Ivinhema.

O estado de Simba também comoveu os internautas e suscitou uma corrente internacional de simpatia pelo Facebook. A comunidade “Leão Simba também precisa de você” recebe mensagens de apoio provenientes até do outro lado do Atlântico, como Portugal.

Para o prefeito de Ivinhema, Renato Pieretti Câmara, o leão recebe todos os cuidados necessários. Sua transferência a outro zoológico ou reserva, tal como pedem algumas vozes, depende de se encontrar o local adequado, além de resolver os custos necessários para isso.

Ariel e Simba não são dois casos isolados. Os responsáveis pelo bem-estar de outros animais doentes aproveitaram o exemplo dos dois leões para militar na internet, mobilizar campanhas de sensibilização e pedir contribuições econômicas.

O pastor alemão Buba, de dois anos, que chegou tetraplégico a uma clínica de São Paulo, seria sacrificado por seu dono que não podia pagar o tratamento, mas os veterinários decidiram adotá-lo.

Em três meses, recuperou peso, reflexos e sensibilidade e seus donos pediram ajuda a um site de apoio a animais para arrecadar os R$ 10 mil necessários para continuar o tratamento.

Já a gata Luciana, encontrada na rua por seu atual dono, tem problemas de crescimento por fraturar várias vértebras. Para cuidar do animal, seu responsável promove rifas e vende doces que o permitem financiar o custo das sessões de acupuntura e fisioterapia requeridas para seu desenvolvimento.

Também no caso de Luciana, uma comunidade do Facebook serviu para obter a ajuda financeira de “padrinhos”, que querem tornar mais alegre a vida dos animais em sofrimento.

Fonte: Marta Berard – EFE UOL


17 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Grupo de 25 leões salvos de circos na Bolívia embarcam para santuário nos EUA

Um santuário para animais no Colorado, EUA, vai acolher o grupo de 25 leões que eram explorados por circos na Bolívia e que foram salvos pela organização não-governamental Animal Defenders International (ADI).

A ONG trabalhou em parceria com o governo boliviano que é o primeiro país no mundo a proibir por lei o uso de animais selvagens em performances ou atuações públicas nos circos.

A data marcada para a decolagem é nesta quarta-feira (16), os leões serão levados para um recinto de 80 acres (320 mil metros) construído no Colorado (EUA). Este será o maior resgate e viagem aérea com leões jamais vista.

Os animais resgatados eram maltratados, especialmente as leoas que tinham crias que lhes eram retiradas para posarem para fotografias com os visitantes.

A idade dos leões varia entre os três meses, o mais novo, e os 15 anos, o mais velho.

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Quando estes leões foram resgatados estavam subnutridos, estressados e traumatizados, por todas as experiências vividas. A condição de saúde dos leões continua a melhorar, pois a reabilitação ainda não terminou.

A presidenta da ADI, Jan Creamer disse: “Nós resgatamos esses animais das condições mais deploráveis dos circos na Bolívia, assim que conseguirmos colocá-los em segurança em nosso complexo começamos um sério trabalho de reabilitação”.

A veterinária da ONG Mel Richardson declarou: “Nós estamos acompanhando esses leões desde o dia do seu dramático resgate e eu estou impressionada pela incrível recuperação desses animais, isso só demonstra a força e o desejo de viver.

E completa, “nossa prioridade foi assegurar o bem estar desses animais e depois prepará-los para a viagem, recuperando a saúde deles para o voo que os levará a liberdade. O objetivo foi alcançado e a Operação Arco dos Leões está pronta para partir”.

O espaço onde os leões estão sendo cuidados, foi gentilmente providenciado pelo prefeito de Santa Cruz, possuindo água, luz, perímetros, segurança 24 horas, veterinário e um time experiente em cuidados animais. Os animais têm recebido boa comida, vitaminas, suplementos minerais e água fresca.

Esta estação improvisada tem servido de clinica veterinária para o time de resgate da ADI, possibilitando agir diretamente nos resgates, e ao mesmo tempo providenciar o santuário para os leões, que estavam doentes e famintos, e se recuperam com tratamento veterinário 24 horas.

Resgate – O resgate dramático desses animais começou com conjunto de atuação da ADI que trabalhou com as autoridades bolivianas para exigir que a Lei boliviana 4040, que proíbe animais em circo, fosse cumprida, após a descoberta sobre abuso e negligência dos circos com animais no país.

A ONG resgatou 25 leões, seis macacos, um coati mundi, um veado e um cavalo. Os leões foram removidos rapidamente para o complexo e os outros animais foram levados para santuários na Bolívia e outros soltos na natureza. A operação removeu todos os animais de circo, acabando com a indústria de animais de circo – é a primeira vez que isto acontece no mundo.

Creamer disse: “A operação arco dos leões representou uma grande vitória para as atividades das campanhas dos últimos anos, e uma nova realidade para os animais de circo.

ADI lançou um especial “Apelo salve os leões” para arrecadar fundos para o resgate e cuidados com esses animais.

Fonte: Ambiente Brasil


19 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Zoológico sacrifica 14 leões infectados por bactéria no Irã

Funcionários do zoológico Eram, em Teerã, no Irã, sacrificaram 14 leões doentes, informou nesta segunda-feira (17) o jornal estatal iraniano Jam e Jam. Segundo a reportagem, os animais foram mortos por estarem infectados pela bactéria Burkholdelia mallei.

A bactéria é causadora da doença conhecida como mormo, que obstrui vias respiratórias e é mais comum em cavalos. A doença é contagiosa e pode ser transmitida a humanos. No Brasil, o Ministério da Agricultura recomenda que o animal diagnosticado com mormo seja sacrificado “imediatamente”.

Ao jornal Jam e Jam, um veterinário local disse que a morte dos leões pode estar relacionada a problemas de gerência na instituição, que permanece fechada. Já o gerente do zoológico, Amir Elhami, afirmou à televisão estatal iraniana que a bactéria causadora da morte dos leões foi trazida ao local por meio de um tigre infectado doado pela Rússia.

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O Irã enviou dois leopardos persas à Rússia em abril do ano passado em troca dois tigres siberianos. Um deles morreu no fim de dezembro. “O tigre russo trazido ao país carregava a bactéria do mormo e não contraiu a doença no Irã”, disse Elhami à televisão iraniana.

Outra reportagem publicada na agência estatal de notícias da Rússia, Ria Novosti, destaca a acusação de Elhami e afirma que a doença mormo “não é endêmica na Rússia, mas comum no Oriente Médio”. “Os tigres passaram por check-up de saúde completo antes de serem enviados ao Irã e o mormo não foi detectado”, disse à Novosti o coordenador da organização não governamental (ONG) WWF na Rússia, Vladimir Krever.

Fonte: Globo Natureza