26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de macaco com juba é encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. Foto: BBC

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. É apenas a segunda espécie de primata a ser identificada em 28 anos, de acordo com cientistas.

O primata foi descoberto na República Democrática do Congo, onde ele é conhecido como ”lesula”.

Dois rios, o Congo e o Lomani, separam o habitat da espécie de seus dois primos mais próximos.

Ambientalistas afirmam que a descoberta ressalta a necessidade de proteger a vida selvagem na Bacia do Congo.

A descoberta foi divulgada na publicação científica especializada online Public Library of Science.

ENGAIOLADO

O primeiro contato que cientistas tiveram com o macaco foi quando eles encontraram uma fêmea jovem, mantida em uma gaiola por um professor de escola primária, na cidade de Opala.

O animal agora está sob cuidados de um instituto especializado e sendo monitorado por cientistas.

Seis meses depois de encontrar o animal preso, especialistas conseguiram achar outros primatas da espécie no ambiente selvagem.

”Quando demos início às nossas investigações, não sabíamos o quão importante do ponto de vista biológico seriam as nossas descobertas”, afirma John Hart, da Fundação Lukuru, que comandou o projeto.

”Não esperávamos encontrar uma nova espécie, especialmente entre um grupo tão conhecido como os macacos guenon africanos”, acrescenta o pesquisador.

No documento que descreve os animais, os cientistas detalharam seus traços distintos: “Uma juba de longos fios loiros rodeando um rosto pálido e nu com um focinho com uma faixa cor de creme vertical”.

ROSTO PECULIAR

O rosto desnudo do lesula é diferente do rosto negro e peludo do parente mais próximo do animal.

O primata ganhou o nome científico de Cercopithecus lomamiensis, em homenagem ao rio Lomani, localizado na região de seu habitat natural.

Os pesquisadores acreditam que o animal viva em uma área de cerca de 17 mil quilômetros quadrados na região central da República Democrática do Congo.

Os especialistas temem que devido ao fato de a espécie viver concentrada em uma mesma região ela poderia estar mais ameaçada por ações predatórias, como a prática da caça para usar sua carne como alimento.

O antropólogo Andrew Burrell, da Universidade de Nova York, disse à BBC que ”a descoberta pode representar talvez a primeira desta floresta notável, mas pouco conhecida na parte central da República Democrática do Congo, uma região de grande diversidade de primatas”.

 

Fonte: Folha.com


28 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Macacos separados da mãe após nascimento têm mais chances de desenvolver doenças

Estudo promovido por pesquisadores americanos comparou o histórico de saúde de 231 macacos rhesus submetidos a três tipos de criação logo após o nascimento: com a mãe, em grupo e isolados

Um estudo realizado por pesquisadores americanos mostrou que macacos que são separados das mães logo após o nascimento têm maior tendência a desenvolver doenças na vida adulta. O resultado do trabalho foi publicado na edição desta semana da revista PNAS.

Estudos anteriores já tinham mostrado alterações hormonais e no tamanho do cérebro em macacos separados da mãe logo após o nascimento. De acordo com os pesquisadores, nenhum deles mostrou de que forma essas alterações afetam a saúde desses animais. Para chegar a esses resultados, os autores do trabalho analisaram o histórico de saúde de 231 macacos rhesus que foram criados no Instituto Nacional de Saúde, em Maryland, nos Estados Unidos.

Pesquisa — Os pesquisadores distribuíram esses animais em três grupos logo após o nascimento: um deles foi criado pelas mães, outro criado por membros do próprio grupo e um terceiro passava a maior parte do tempo em uma gaiola com uma garrafa de água quente suspensa — a garrafa serve para substituir a presença dos outros membros do grupo — e tinha apenas duas horas diárias com seus companheiros.

Do total de 231 macacos que participaram do estudo, 122 foram criados pelas mães, 57 foram criados junto com o grupo e os outros 52 cresceram sozinhos. A maioria dos animais – 126 – era do sexo masculino.

Os macacos que foram criados pelas mães desde o nascimento conviveram com outros animais do grupo em grandes jaulas. Os outros dois grupos foram criados individualmente durante os 37 primeiros dias em uma espécie de berçário.

Os pesquisadores decidiram dividir em dois o grupo de animais separados da mãe para evitar que a amamentação fosse considerada o único fator de influência sobre o aparecimento ou não de doenças.

Os macacos dos três grupos, todos nascidos no mesmo ano, foram colocados em um único grupo de convívio social quando atingiam idade de 6 meses a 1 ano. Dado que macacos em cativeiro vivem em média 25 anos, a idade desses animais corresponde a até 3 anos da idade humana.

Os macacos que participaram do estudo nasceram entre 2002 e 2007. Cientistas fizeram periodicamente exames físicos e comportamentais desde o nascimento dos macacos até janeiro de 2010. A realização dos exames tinha como objetivo medir tanto a frequência quanto a incidência de distúrbios físicos e comportamentais.

Resultados — Após a análise do histórico de saúde dos grupos, os cientistas concluíram que os machos criados entre seus pares tiveram uma maior propensão de desenvolver um conjunto de doenças do que os macacos criados por suas mães. As doenças apareceram quase duas vezes mais nesse grupo do que naqueles criados com as mães.

Além disso, macacos de ambos os sexos, separados das mães, também tiveram um maior risco de desenvolver distúrbios comportamentais. As fêmeas criadas em grupo tiveram uma maior probabilidade de se machucar e de perder pelos.

“O que mais nos surpreendeu foi que esse quadro é irreversível. Mesmo após um longo período de convívio social (de 2 a 9 anos, dependendo da idade dos macacos), a separação das mães no início da vida foi determinante no quadro de saúde desses animais na idade adulta”, disse Gabriella Conti, uma das autoras do estudo, em entrevista por telefone ao site de VEJA.

Com os resultados, os autores concluíram que, mesmo que animais tenham um convívio social normal mais tarde, o ambiente em que ele cresce logo após o nascimento é determinante para sua saúde e a presença da mãe é fundamental.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Primate evidence on the late health effects of early-life adversity

Onde foi divulgada: revista PNAS

Quem fez: Gabriella Contia, Christopher Hansmanb, James J. Heckmanc, Matthew F. X. Novakd, Angela Ruggierod e Stephen J. Suomid

Instituição: Universidade de Chicago e Universidade de Columbia, Nova York.

Dados de amostragem: 231 macacos rhesus em cativeiro

Resultado: macacos que são separados da mãe logo após o nascimento são mais propensos ao desenvolvimento de doenças

Macaco da espécie rhesus

Estudo avaliou o histórico de 231 macacos rhesus criados em cativeiro (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Filhote de macaco amazônico nasce em zoológico de Israel

Exemplar de caiarara tem apenas uma semana de vida.
Espécie habita o norte do Brasil e países vizinhos.

O filhote de caiarara aparece agarrado à sua mãe apenas uma semana após seu nascimento no zoológico Ramat Gan Safari, em Telavive (Israel). A espécie vive no norte da Amazônia brasileira, bem como em países vizinhos na região, como as Guianas e a Venezuela. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), essa espécie não se encontra ameaçada de extinção. (Foto: AFP)

Filhote de macaco caiarara (Cebus olivaceus) aparece agarrado à mãe apenas uma semana após seu nascimento no zoológico Ramat Gan Safari, em Telavive (Israel). A espécie vive no norte da Amazônia brasileira, bem como em países vizinhos na região, como as Guianas e a Venezuela. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), essa espécie não se encontra ameaçada de extinção. (Foto: AFP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


15 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Macaco foge de parque e resgate chega ao terceiro dia no Recife

Chico, como é chamado, tem 17 anos e escapou nesta segunda-feira (12).
Grupo de veterinários, bombeiros e policiais ambientais tentam recapturá-lo.

Macaco-prego Chico fugiu de parque na segunda-feira, no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)

Macaco-prego Chico fugiu de parque na segunda, no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)

O macaco-prego conhecido como Chico, 17 anos, está mobilizando policiais ambientais, bombeiros e veterinários de vários órgãos e instituições desde que fugiu do Parque 13 de Maio, na tarde desta segunda-feira (12), na região central do Recife. Dócil, esta é a primeira vez que o animal fugiu do cativeiro.

O risco da operação de resgate é a proximidade do “esconderijo” escolhido por Chico após a fuga. Ele está no telhado de um galpão, perto da copa de uma árvore, que tem aproximadamente seis metros de altura. É pelo meio desta árvore que passa a fiação elétrica da Rua do Sossego.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação está aguardando orientações dos veterinários do parque para resgatar o animal, que fica arisco e mais agitado quando as pessoas se aproximam dele. Os funcionários do parque, que tinham mais contato com Chico estão na linha de frente para tentar chamar a atenção do macaco-prego.

De acordo com a Secretaria de Serviços Públicos da capital pernambucana, responsável pelo parque, dois veterinários estão alimentando o macaco-prego com frutas com sedativos, mas ele parece que está recusando a maior parte destes alimentos, ficando pouco sonolento, o que impossibilita uma ação mais contundente para capturá-lo.

Macaco Chico come banana com sedativo após fuga no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)

Macaco Chico come banana com sedativo após fuga no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)

Os bombeiros informaram que a astúcia típica do macaco-prego dificulta ainda mais a ação de resgate. Moradores da Rua do Sossego também tentam ajudar oferecendo bananas para Chico, mas ele não sai da copa da árvore.

A prefeitura informou que pediu o desligamento da energia elétrica da rua para que a vida do animal não seja colocada em risco. A estratégia de sedá-lo por dardos chegou a ser cogitada, mas descartada em seguida por conta do risco de o macaco-prego cair sobre a fiação elétrica.

Também participam da operação de resgate veterinários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Universidade Federal Rural de Pernambuco e de zoológicos da capital pernambucana.

Xará mineiro
Em 2007, outro macaco-prego e também chamado Chico, movimentou a cidade Uberaba (MG). Ele vivia no Parque da Mata do Ipê e chegou a atacar cerca de 40 pessoas. Em um dos ataques, ele chegou a arrancar o pedaço de orelha de uma mulher.

Além dos ataques aos visitantes do parque, Chico tinha o hábito de pegar chaves, celulares e bebidas alcoólicas das pessoas.

Chico mineiro morreu em Araxá (MG), após ser transferido para outro parque ambiental.

 


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de macaco em Mato Grosso

Uma expedição formada por unidades de conservação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, no noroeste do Mato Grosso, descobriu uma nova espécie de macaco.

O novo primata Callicebus –conhecido como zogue-zogue– foi encontrado entre os rios Guariba e Roosevelt pelo biólogo Júlio Dalponte.

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares. Foto:Júlio Dalponte

Segundo ele, uma “barreira” criada pelos dois rios e seus afluentes pode separar ao menos três espécies diferentes do mesmo gênero de macacos.

“Cada espaço desses tem uma espécie. Então é difícil encontrarmos este mesmo macaco em outros lugares, por exemplo. Daí a importância de conservar essas áreas”, disse o biólogo à BBC Brasil.

“Este zogue-zogue, que encontramos entre as margens direita do rio Roosevelt e esquerda do rio Guariba, possui um padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies conhecidas do mesmo gênero naquela região.”

Dalponte acrescentou que uma possível segunda nova espécie de macaco foi avistada perto do rio Guariba, mas ainda é preciso fotografá-la.

CLASSIFICAÇÃO

Um dos macacos da nova espécie, encontrado morto, está sendo estudado no museu Emílio Goeldi, em Belém, no Pará, e classificado de acordo com as normas internacionais de taxonomia.

“Precisamos comparar as características desses animais com os que já conhecemos. Mas temos certeza de que se trata de uma nova espécie”, explicou Dalponte.

A descrição completa das características do novo zogue-zogue deve levar pelo menos seis meses para ser concluída.

Mais um ano pode ser necessário para que um estudo sobre ele seja aprovado pelos comitês de publicações científicas especializadas.

A descoberta do animal é um trabalho da organização de proteção animal WWF Brasil, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso.

A expedição reuniu nove pesquisadores, que percorreram quatro unidades de conservação ambientais do Estado para colher informações e elaborar um novo plano de manejo destas áreas.

Fonte: BBC Brasil


23 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fêmea de bonobo é considerada o macaco mais inteligente do mundo

Uma fêmea de bonobo, paciente e perseverante, arrebatou de um grupo de chimpanzés machos o título de “macaco mais inteligente do mundo”, em um concurso organizado por zoológicos belgas cujo resultado que surpreendeu os primatologistas.

Inspirado em um programa muito popular na TV belga, intitulado “O homem mais inteligente do mundo”, o jogo que pôs em campos opostos bonobos do zoológico de Planckendael, em Malines, e os chimpanzés do zoo de Anvers, no noroeste da Bélgica, foi celebrado no começo de agosto com a vitória do primeiro grupo.

As seis provas consistiam em apresentar aos primatas das duas espécies os mesmos quebra-cabeças e labirintos a fim de que se valessem de uma manipulação engenhosa ou a ajuda de ferramentas rudimentares como galhos com folhas com o intuito de pegar laranjas ou nozes.

No começo, a iniciativa “era, acima de tudo, lúdica”, explicou Jeroen Stevens, primatologista da Sociedade Real de Zoologia de Anvers (KMDA), que administra os dois zoológicos.

A intenção era sensibilizar o público e financiar um projeto alternativo à caça de macacos no Camarões, onde a “carne de caça” costuma ser considerada uma iguaria.

Mas o resultado do concurso surpreendeu os cientistas.

Jeroen Stevens esperava, na verdade, uma vitória dos chimpanzés, conhecidos por recorrer com frequência a galhos a fim de se alimentar com formigas ou cupins, ou de pedras para abrir nozes. Os bonobos também são capazes de usar ferramentas, mas sabidamente são menos hábeis e isto nunca havia sido observado na natureza, acrescentou.

Além disso, os chimpanzés foram acostumados por seus cuidadores aos labirintos, enquanto que os bonobos ficaram inicialmente assustados com os novos jogos.

Luta pelo poder – Jeroen Stevens não havia previsto os problemas políticos dos chimpanzés de Anvers, onde dois jovens machos começaram este verão a contestar o macho dominante que reinou no grupo por 10 anos. No contexto destas disputas de poder, os jogos propostos despertaram um interesse apenas limitado.

Entre os bonobos, uma sociedade mais pacífica e matriarcal, na qual o sexo serve para regular conflitos, foi uma jovem fêmea, Djanoa, que conseguiu, sozinha, completar quatro das seis provas.

O primatologista resistiu, contudo, a concluir que os bonobos – cujo comportamento e as regras sociais ainda são pouco conhecidos – sejam mais inteligentes do que os chimpanzés.

Com a vitória de Djanoa, “a pesquisa só está começando” porque ela levanta novas questões, destacou Stevens.

Djanoa venceu porque é a mais perseverante entre seus congêneres? Ou simplesmente porque ela é a única a realmente apreciar nozes? Ela foi bem sucedida em monopolizar os jogos, interditando o acesso dos demais, mesmo sem ser a fêmea dominante do grupo?

Em meio a questões como estas, os pesquisadores do zoo querem encontrar respostas, variando os alimentos colocados no jogo, oferecendo muitos simultaneamente ou ainda confrontando os macacos individualmente com labirintos e quebra-cabeças.

Com apenas um acerto em seis registrado por um chimpanzé macho, o jogo também permitiu confirmar que tanto entre os bonobos quanto entre os chimpanzés – duas espécies que possuem 98% de genes em comum com os humanos – “as fêmeas são as mais dotadas para utilizar ferramentas”, destacou o primatologista.

Mas é perigoso comparar espécies ou generalizar a uma espécie inteira conclusões sobre comportamentos individuais, preveniu Jeroen Stevens.

“Tanto quanto fazer paralelos entre o homem e o macaco”, completou.

Fonte: Fonte: Portal iG


7 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Experimento identifica sinal de autoconsciência em macaco-rhesus

Primata move cursor com joystick e entende que está no controle.
Resultado surpreende porque espécie sequer se reconhece em espelho.

Um experimento feito com quatro macacos-rhesus mostrou que esse animal é capaz de perceber que suas ações têm determinados efeitos, uma importante característica da autoconsciência. O resultado é surpreendente porque esses primatas geralmente não passam em testes com espelhos – eles demonstram que não compreendem que a imagem refletida é deles próprios e não de um outro macaco.

Para mostrar que os rhesus compreendem que seus atos têm efeito sobre o mundo externo, o pesquisador Justin Couchman, da Universidade Estadual de Nova York, nos EUA, treinou os macacos para mover um cursor numa tela usando um joystick, percorrendo determinado trajeto em troca de uma recompensa. Em seguida, acrescentava um segundo cursor que não acompanhava os comandos dos animais. Os primatas demonstraram perceber que somente um determinado cursor respondia a seus comandos.

De acordo com o cientista, essa constatação pode ser importante no estudo de distúrbios em humanos, já que alguns deles, como autismo, mal de Alzheimer e esquizofrenia, também podem levar a que uma pessoa não passe no teste do espelho. Determinando uma outra forma de testar a autoconsciência, pode ser possível buscar formas diferentes de analisar essas doenças. O artigo foi publicado nesta quarta-feira (6) na “Biology Letters”.

O macaco-rhesus é uma espécie das mais usadas para experiências. Nela foram testadas vacinas contra raiva, sarampo e pólio, e medicamentos contra a AIDS, além de terem sido feitos testes relacionados ao uso de células-tronco.

Os macacos-rhesus são originários do sul da Ásia - o da foto foi fotografado na Índia. (Foto: J.M.Garg / Creative Commons)

Os macacos-rhesus são originários do sul da Ásia - o da foto foi fotografado na Índia. (Foto: J.M.Garg / Creative Commons)

 

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Nasce filhote raro de babuíno sagrado em parque israelense

Uma filhote de babuíno sagrado –uma espécie de macaco de origem africana– de dez dias mama em sua mãe no Parque Ramat Gan Safari, nas proximidades de Tel Aviv, Israel.

A babuína Scud, de 20 anos, deu à luz uma rara macaquinha de cabelos ruivos, a primeira a nascer no parque em 30 anos.

Filhote raro de babuíno sagrado, de apenas dez dias, mama na mãe Scud

dvd the treasure of the sierra madre download

Filhote raro de babuíno sagrado, de apenas dez dias, mama no colo da mãe Scud

 

Fonte: Folha.com






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26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de macaco com juba é encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. Foto: BBC

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. É apenas a segunda espécie de primata a ser identificada em 28 anos, de acordo com cientistas.

O primata foi descoberto na República Democrática do Congo, onde ele é conhecido como ”lesula”.

Dois rios, o Congo e o Lomani, separam o habitat da espécie de seus dois primos mais próximos.

Ambientalistas afirmam que a descoberta ressalta a necessidade de proteger a vida selvagem na Bacia do Congo.

A descoberta foi divulgada na publicação científica especializada online Public Library of Science.

ENGAIOLADO

O primeiro contato que cientistas tiveram com o macaco foi quando eles encontraram uma fêmea jovem, mantida em uma gaiola por um professor de escola primária, na cidade de Opala.

O animal agora está sob cuidados de um instituto especializado e sendo monitorado por cientistas.

Seis meses depois de encontrar o animal preso, especialistas conseguiram achar outros primatas da espécie no ambiente selvagem.

”Quando demos início às nossas investigações, não sabíamos o quão importante do ponto de vista biológico seriam as nossas descobertas”, afirma John Hart, da Fundação Lukuru, que comandou o projeto.

”Não esperávamos encontrar uma nova espécie, especialmente entre um grupo tão conhecido como os macacos guenon africanos”, acrescenta o pesquisador.

No documento que descreve os animais, os cientistas detalharam seus traços distintos: “Uma juba de longos fios loiros rodeando um rosto pálido e nu com um focinho com uma faixa cor de creme vertical”.

ROSTO PECULIAR

O rosto desnudo do lesula é diferente do rosto negro e peludo do parente mais próximo do animal.

O primata ganhou o nome científico de Cercopithecus lomamiensis, em homenagem ao rio Lomani, localizado na região de seu habitat natural.

Os pesquisadores acreditam que o animal viva em uma área de cerca de 17 mil quilômetros quadrados na região central da República Democrática do Congo.

Os especialistas temem que devido ao fato de a espécie viver concentrada em uma mesma região ela poderia estar mais ameaçada por ações predatórias, como a prática da caça para usar sua carne como alimento.

O antropólogo Andrew Burrell, da Universidade de Nova York, disse à BBC que ”a descoberta pode representar talvez a primeira desta floresta notável, mas pouco conhecida na parte central da República Democrática do Congo, uma região de grande diversidade de primatas”.

 

Fonte: Folha.com


28 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Macacos separados da mãe após nascimento têm mais chances de desenvolver doenças

Estudo promovido por pesquisadores americanos comparou o histórico de saúde de 231 macacos rhesus submetidos a três tipos de criação logo após o nascimento: com a mãe, em grupo e isolados

Um estudo realizado por pesquisadores americanos mostrou que macacos que são separados das mães logo após o nascimento têm maior tendência a desenvolver doenças na vida adulta. O resultado do trabalho foi publicado na edição desta semana da revista PNAS.

Estudos anteriores já tinham mostrado alterações hormonais e no tamanho do cérebro em macacos separados da mãe logo após o nascimento. De acordo com os pesquisadores, nenhum deles mostrou de que forma essas alterações afetam a saúde desses animais. Para chegar a esses resultados, os autores do trabalho analisaram o histórico de saúde de 231 macacos rhesus que foram criados no Instituto Nacional de Saúde, em Maryland, nos Estados Unidos.

Pesquisa — Os pesquisadores distribuíram esses animais em três grupos logo após o nascimento: um deles foi criado pelas mães, outro criado por membros do próprio grupo e um terceiro passava a maior parte do tempo em uma gaiola com uma garrafa de água quente suspensa — a garrafa serve para substituir a presença dos outros membros do grupo — e tinha apenas duas horas diárias com seus companheiros.

Do total de 231 macacos que participaram do estudo, 122 foram criados pelas mães, 57 foram criados junto com o grupo e os outros 52 cresceram sozinhos. A maioria dos animais – 126 – era do sexo masculino.

Os macacos que foram criados pelas mães desde o nascimento conviveram com outros animais do grupo em grandes jaulas. Os outros dois grupos foram criados individualmente durante os 37 primeiros dias em uma espécie de berçário.

Os pesquisadores decidiram dividir em dois o grupo de animais separados da mãe para evitar que a amamentação fosse considerada o único fator de influência sobre o aparecimento ou não de doenças.

Os macacos dos três grupos, todos nascidos no mesmo ano, foram colocados em um único grupo de convívio social quando atingiam idade de 6 meses a 1 ano. Dado que macacos em cativeiro vivem em média 25 anos, a idade desses animais corresponde a até 3 anos da idade humana.

Os macacos que participaram do estudo nasceram entre 2002 e 2007. Cientistas fizeram periodicamente exames físicos e comportamentais desde o nascimento dos macacos até janeiro de 2010. A realização dos exames tinha como objetivo medir tanto a frequência quanto a incidência de distúrbios físicos e comportamentais.

Resultados — Após a análise do histórico de saúde dos grupos, os cientistas concluíram que os machos criados entre seus pares tiveram uma maior propensão de desenvolver um conjunto de doenças do que os macacos criados por suas mães. As doenças apareceram quase duas vezes mais nesse grupo do que naqueles criados com as mães.

Além disso, macacos de ambos os sexos, separados das mães, também tiveram um maior risco de desenvolver distúrbios comportamentais. As fêmeas criadas em grupo tiveram uma maior probabilidade de se machucar e de perder pelos.

“O que mais nos surpreendeu foi que esse quadro é irreversível. Mesmo após um longo período de convívio social (de 2 a 9 anos, dependendo da idade dos macacos), a separação das mães no início da vida foi determinante no quadro de saúde desses animais na idade adulta”, disse Gabriella Conti, uma das autoras do estudo, em entrevista por telefone ao site de VEJA.

Com os resultados, os autores concluíram que, mesmo que animais tenham um convívio social normal mais tarde, o ambiente em que ele cresce logo após o nascimento é determinante para sua saúde e a presença da mãe é fundamental.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Primate evidence on the late health effects of early-life adversity

Onde foi divulgada: revista PNAS

Quem fez: Gabriella Contia, Christopher Hansmanb, James J. Heckmanc, Matthew F. X. Novakd, Angela Ruggierod e Stephen J. Suomid

Instituição: Universidade de Chicago e Universidade de Columbia, Nova York.

Dados de amostragem: 231 macacos rhesus em cativeiro

Resultado: macacos que são separados da mãe logo após o nascimento são mais propensos ao desenvolvimento de doenças

Macaco da espécie rhesus

Estudo avaliou o histórico de 231 macacos rhesus criados em cativeiro (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Filhote de macaco amazônico nasce em zoológico de Israel

Exemplar de caiarara tem apenas uma semana de vida.
Espécie habita o norte do Brasil e países vizinhos.

O filhote de caiarara aparece agarrado à sua mãe apenas uma semana após seu nascimento no zoológico Ramat Gan Safari, em Telavive (Israel). A espécie vive no norte da Amazônia brasileira, bem como em países vizinhos na região, como as Guianas e a Venezuela. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), essa espécie não se encontra ameaçada de extinção. (Foto: AFP)

Filhote de macaco caiarara (Cebus olivaceus) aparece agarrado à mãe apenas uma semana após seu nascimento no zoológico Ramat Gan Safari, em Telavive (Israel). A espécie vive no norte da Amazônia brasileira, bem como em países vizinhos na região, como as Guianas e a Venezuela. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), essa espécie não se encontra ameaçada de extinção. (Foto: AFP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


15 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Macaco foge de parque e resgate chega ao terceiro dia no Recife

Chico, como é chamado, tem 17 anos e escapou nesta segunda-feira (12).
Grupo de veterinários, bombeiros e policiais ambientais tentam recapturá-lo.

Macaco-prego Chico fugiu de parque na segunda-feira, no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)

Macaco-prego Chico fugiu de parque na segunda, no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)

O macaco-prego conhecido como Chico, 17 anos, está mobilizando policiais ambientais, bombeiros e veterinários de vários órgãos e instituições desde que fugiu do Parque 13 de Maio, na tarde desta segunda-feira (12), na região central do Recife. Dócil, esta é a primeira vez que o animal fugiu do cativeiro.

O risco da operação de resgate é a proximidade do “esconderijo” escolhido por Chico após a fuga. Ele está no telhado de um galpão, perto da copa de uma árvore, que tem aproximadamente seis metros de altura. É pelo meio desta árvore que passa a fiação elétrica da Rua do Sossego.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação está aguardando orientações dos veterinários do parque para resgatar o animal, que fica arisco e mais agitado quando as pessoas se aproximam dele. Os funcionários do parque, que tinham mais contato com Chico estão na linha de frente para tentar chamar a atenção do macaco-prego.

De acordo com a Secretaria de Serviços Públicos da capital pernambucana, responsável pelo parque, dois veterinários estão alimentando o macaco-prego com frutas com sedativos, mas ele parece que está recusando a maior parte destes alimentos, ficando pouco sonolento, o que impossibilita uma ação mais contundente para capturá-lo.

Macaco Chico come banana com sedativo após fuga no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)

Macaco Chico come banana com sedativo após fuga no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)

Os bombeiros informaram que a astúcia típica do macaco-prego dificulta ainda mais a ação de resgate. Moradores da Rua do Sossego também tentam ajudar oferecendo bananas para Chico, mas ele não sai da copa da árvore.

A prefeitura informou que pediu o desligamento da energia elétrica da rua para que a vida do animal não seja colocada em risco. A estratégia de sedá-lo por dardos chegou a ser cogitada, mas descartada em seguida por conta do risco de o macaco-prego cair sobre a fiação elétrica.

Também participam da operação de resgate veterinários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Universidade Federal Rural de Pernambuco e de zoológicos da capital pernambucana.

Xará mineiro
Em 2007, outro macaco-prego e também chamado Chico, movimentou a cidade Uberaba (MG). Ele vivia no Parque da Mata do Ipê e chegou a atacar cerca de 40 pessoas. Em um dos ataques, ele chegou a arrancar o pedaço de orelha de uma mulher.

Além dos ataques aos visitantes do parque, Chico tinha o hábito de pegar chaves, celulares e bebidas alcoólicas das pessoas.

Chico mineiro morreu em Araxá (MG), após ser transferido para outro parque ambiental.

 


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de macaco em Mato Grosso

Uma expedição formada por unidades de conservação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, no noroeste do Mato Grosso, descobriu uma nova espécie de macaco.

O novo primata Callicebus –conhecido como zogue-zogue– foi encontrado entre os rios Guariba e Roosevelt pelo biólogo Júlio Dalponte.

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares. Foto:Júlio Dalponte

Segundo ele, uma “barreira” criada pelos dois rios e seus afluentes pode separar ao menos três espécies diferentes do mesmo gênero de macacos.

“Cada espaço desses tem uma espécie. Então é difícil encontrarmos este mesmo macaco em outros lugares, por exemplo. Daí a importância de conservar essas áreas”, disse o biólogo à BBC Brasil.

“Este zogue-zogue, que encontramos entre as margens direita do rio Roosevelt e esquerda do rio Guariba, possui um padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies conhecidas do mesmo gênero naquela região.”

Dalponte acrescentou que uma possível segunda nova espécie de macaco foi avistada perto do rio Guariba, mas ainda é preciso fotografá-la.

CLASSIFICAÇÃO

Um dos macacos da nova espécie, encontrado morto, está sendo estudado no museu Emílio Goeldi, em Belém, no Pará, e classificado de acordo com as normas internacionais de taxonomia.

“Precisamos comparar as características desses animais com os que já conhecemos. Mas temos certeza de que se trata de uma nova espécie”, explicou Dalponte.

A descrição completa das características do novo zogue-zogue deve levar pelo menos seis meses para ser concluída.

Mais um ano pode ser necessário para que um estudo sobre ele seja aprovado pelos comitês de publicações científicas especializadas.

A descoberta do animal é um trabalho da organização de proteção animal WWF Brasil, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso.

A expedição reuniu nove pesquisadores, que percorreram quatro unidades de conservação ambientais do Estado para colher informações e elaborar um novo plano de manejo destas áreas.

Fonte: BBC Brasil


23 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fêmea de bonobo é considerada o macaco mais inteligente do mundo

Uma fêmea de bonobo, paciente e perseverante, arrebatou de um grupo de chimpanzés machos o título de “macaco mais inteligente do mundo”, em um concurso organizado por zoológicos belgas cujo resultado que surpreendeu os primatologistas.

Inspirado em um programa muito popular na TV belga, intitulado “O homem mais inteligente do mundo”, o jogo que pôs em campos opostos bonobos do zoológico de Planckendael, em Malines, e os chimpanzés do zoo de Anvers, no noroeste da Bélgica, foi celebrado no começo de agosto com a vitória do primeiro grupo.

As seis provas consistiam em apresentar aos primatas das duas espécies os mesmos quebra-cabeças e labirintos a fim de que se valessem de uma manipulação engenhosa ou a ajuda de ferramentas rudimentares como galhos com folhas com o intuito de pegar laranjas ou nozes.

No começo, a iniciativa “era, acima de tudo, lúdica”, explicou Jeroen Stevens, primatologista da Sociedade Real de Zoologia de Anvers (KMDA), que administra os dois zoológicos.

A intenção era sensibilizar o público e financiar um projeto alternativo à caça de macacos no Camarões, onde a “carne de caça” costuma ser considerada uma iguaria.

Mas o resultado do concurso surpreendeu os cientistas.

Jeroen Stevens esperava, na verdade, uma vitória dos chimpanzés, conhecidos por recorrer com frequência a galhos a fim de se alimentar com formigas ou cupins, ou de pedras para abrir nozes. Os bonobos também são capazes de usar ferramentas, mas sabidamente são menos hábeis e isto nunca havia sido observado na natureza, acrescentou.

Além disso, os chimpanzés foram acostumados por seus cuidadores aos labirintos, enquanto que os bonobos ficaram inicialmente assustados com os novos jogos.

Luta pelo poder – Jeroen Stevens não havia previsto os problemas políticos dos chimpanzés de Anvers, onde dois jovens machos começaram este verão a contestar o macho dominante que reinou no grupo por 10 anos. No contexto destas disputas de poder, os jogos propostos despertaram um interesse apenas limitado.

Entre os bonobos, uma sociedade mais pacífica e matriarcal, na qual o sexo serve para regular conflitos, foi uma jovem fêmea, Djanoa, que conseguiu, sozinha, completar quatro das seis provas.

O primatologista resistiu, contudo, a concluir que os bonobos – cujo comportamento e as regras sociais ainda são pouco conhecidos – sejam mais inteligentes do que os chimpanzés.

Com a vitória de Djanoa, “a pesquisa só está começando” porque ela levanta novas questões, destacou Stevens.

Djanoa venceu porque é a mais perseverante entre seus congêneres? Ou simplesmente porque ela é a única a realmente apreciar nozes? Ela foi bem sucedida em monopolizar os jogos, interditando o acesso dos demais, mesmo sem ser a fêmea dominante do grupo?

Em meio a questões como estas, os pesquisadores do zoo querem encontrar respostas, variando os alimentos colocados no jogo, oferecendo muitos simultaneamente ou ainda confrontando os macacos individualmente com labirintos e quebra-cabeças.

Com apenas um acerto em seis registrado por um chimpanzé macho, o jogo também permitiu confirmar que tanto entre os bonobos quanto entre os chimpanzés – duas espécies que possuem 98% de genes em comum com os humanos – “as fêmeas são as mais dotadas para utilizar ferramentas”, destacou o primatologista.

Mas é perigoso comparar espécies ou generalizar a uma espécie inteira conclusões sobre comportamentos individuais, preveniu Jeroen Stevens.

“Tanto quanto fazer paralelos entre o homem e o macaco”, completou.

Fonte: Fonte: Portal iG


7 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Experimento identifica sinal de autoconsciência em macaco-rhesus

Primata move cursor com joystick e entende que está no controle.
Resultado surpreende porque espécie sequer se reconhece em espelho.

Um experimento feito com quatro macacos-rhesus mostrou que esse animal é capaz de perceber que suas ações têm determinados efeitos, uma importante característica da autoconsciência. O resultado é surpreendente porque esses primatas geralmente não passam em testes com espelhos – eles demonstram que não compreendem que a imagem refletida é deles próprios e não de um outro macaco.

Para mostrar que os rhesus compreendem que seus atos têm efeito sobre o mundo externo, o pesquisador Justin Couchman, da Universidade Estadual de Nova York, nos EUA, treinou os macacos para mover um cursor numa tela usando um joystick, percorrendo determinado trajeto em troca de uma recompensa. Em seguida, acrescentava um segundo cursor que não acompanhava os comandos dos animais. Os primatas demonstraram perceber que somente um determinado cursor respondia a seus comandos.

De acordo com o cientista, essa constatação pode ser importante no estudo de distúrbios em humanos, já que alguns deles, como autismo, mal de Alzheimer e esquizofrenia, também podem levar a que uma pessoa não passe no teste do espelho. Determinando uma outra forma de testar a autoconsciência, pode ser possível buscar formas diferentes de analisar essas doenças. O artigo foi publicado nesta quarta-feira (6) na “Biology Letters”.

O macaco-rhesus é uma espécie das mais usadas para experiências. Nela foram testadas vacinas contra raiva, sarampo e pólio, e medicamentos contra a AIDS, além de terem sido feitos testes relacionados ao uso de células-tronco.

Os macacos-rhesus são originários do sul da Ásia - o da foto foi fotografado na Índia. (Foto: J.M.Garg / Creative Commons)

Os macacos-rhesus são originários do sul da Ásia - o da foto foi fotografado na Índia. (Foto: J.M.Garg / Creative Commons)

 

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Nasce filhote raro de babuíno sagrado em parque israelense

Uma filhote de babuíno sagrado –uma espécie de macaco de origem africana– de dez dias mama em sua mãe no Parque Ramat Gan Safari, nas proximidades de Tel Aviv, Israel.

A babuína Scud, de 20 anos, deu à luz uma rara macaquinha de cabelos ruivos, a primeira a nascer no parque em 30 anos.

Filhote raro de babuíno sagrado, de apenas dez dias, mama na mãe Scud

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Filhote raro de babuíno sagrado, de apenas dez dias, mama no colo da mãe Scud

 

Fonte: Folha.com