6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Macacos de maior nível social são mais saudáveis, diz pesquisa

Menor status altera genes do sistema imume de macacos rhesus.
Composição celular pode ajudar a vincular tendências físicas e genéticas

Cientistas da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, descobriram mais uma semelhança entre homens e macacos. Assim como geralmente acontece com os seres humanos, uma pesquisa concluiu que o nível social do animal pode influenciar diretamente em sua saúde.

Isto é, os pesquisadores descobriram que o status perante a “comunidade” pode afetar diretamente a expressão de genes do sistema de defesa do corpo em grupos de macacos rhesus.

Jenny Tung e seus colegas do Departamento de Genética Humana, da Universidade de Chicago, criaram um círculo social dentro de cinco grupos de macacos fêmeas, atribuíndo status a eles ao manipularem a ordem de introdução de cada macaca em um novo grupo social.

Com isso, os pesquisadores conseguiram prever a posição social de cada um deles com 80% de precisão, baseados em diferenças na expressão dos genes das células do sistema imune de 49 dos macacas.

Depois de mudar a posição social de algumas delas, os dados de expressão dos genes foi alterado, permitindo que os pesquisadores pudessem prever novas mudanças.

Exames de sangue revelaram que as do “baixo escalão” tinham menor proporção de células T (células brancas do sangue, com importante papel na imunidade) em relação as de “nível superior”, e a alteração do DNA em regiões gênicas mostraram ser claramente determinadas de acordo com o status social – alto ou baixo.

De acordo com os pesquisadores, os resultados sugerem que a composição celular e epigenética pode ajudar a vincular o status social às tendências físicas e genéticas.

Juntos, os resultados indicam que o domínio social afeta a expressão do gene nas células responsáveis pela vigilância imunológica e de defesa em primatas não humanos, e, possivelmente, em seres humanos.

Fonte: Globo Natureza


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Genes de macacos mostram que temos gorilas entre nós

Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira.

Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11.000 de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.

Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.

A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.

Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes.

Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé – e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.

“Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum”, disse Chris Tyler-Smith, do Britain’s Wellcome Trust Sanger Institute.

“Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos – incluindo a evolução de nossa audição”.

“Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos”.

Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.

O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto.

Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.

Havia provavelmente uma quantidade razoável de “fluxo gênico”, ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.

Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.

Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos – o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.

Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.

A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.

Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.

“Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis”, afirma o estudo.

Fonte: Veja Ciência


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Macaca faz aborto quando novo macho domina o grupo

Até 80% das gestações são interrompidas após troca do macho dominante.
Filhotes de macacos rivais podem ser mortos pelo novo líder do bando.

As fêmeas dos macacos gelada (Theropithecus gelada) interrompem a gravidez quando um novo macho assume o comando do grupo, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira (23) na revista “Science”. Dados da pesquisa mostram que 80% das gestações são encerradas nas semanas seguintes à substituição do macho dominante.

O motivo do aborto é evitar o gasto de energia para dar à luz a um filhote que está “condenado”, já que os machos dominantes costumam matar as crias dos rivais, fenômeno conhecido com infanticídio. Além disso, a interrupção da gravidez ajuda a fêmea a engravidar mais rápido do novo líder do grupo.

O aborto autoinduzido já havia sido observado em roedores mantidos em cativeiro. Esta é a primeira vez que o fenômeno é verificado entre animais selvagens. Segundo os pesquisadores, o estudo sustenta a hipótese de que o aborto pode ser uma estratégia adaptativa das fêmeas.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em um parque da Etiópia. Para chegar aos resultados, eles fizeram análises hormonais das fêmeas antes e depois da chegada de um novo macho dominante.

Fêmeas abortam após a chegada de um novo macho dominante, prática que evita infanticídio e aumenta chances de engravidar mais rápido do novo líder  (Foto: Divulgação / Shayna Liberman)

Fêmeas abortam após a chegada de um novo macho dominante, o que evita infanticídio e aumenta chances de engravidar mais rápido do novo líder (Foto: Divulgação / Science / AAAS / Clay Wilton)

Até 80% das gestações são interrompidas após domínio de novo macho. (Foto: Divulgação / Shayna Liberman)

Até 80% das gestações são interrompidas após domínio de novo macho. (Foto: Divulgação / Shayna Liberman)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Macaco que fugiu de zoológico do PR é recapturado dentro de restaurante

O zoológico de Cascavel, no oeste do Paraná, continua as buscas por quatro dos oito macacos-prego que fugiram após quebrar o cadeado da jaula com uma pedra, na terça-feira (10). A coordenadora do parque, Gladis Dalamina, informou ao G1 que dois macacos foram recapturados na manhã desta quarta-feira (11). Outros dois já haviam sido pegos na tarde de terça.

De acordo com Dalmina, um dos animais localizado nesta manhã estava nas proximidades do parque. “Um foi pego em um restaurante aqui perto. Ele [o macaco] invadiu e ficou lá durante a noite. Hoje cedo, os funcionários ligaram avisando que ele estava lá. O outro, caiu em uma armadilha”, contou.

Na tarde de terça, o restaurante onde o animal estava foi vistoriado pelos funcionários do zoológico, mas na ocasião nada encontraram. “É surpresa, porque aqui não é selva e chegam aqui em cima do meu estabelecimento. Foi divertido até”, disse o proprietário

Além de chegar até o comércio, alguns macacos passaram por jaulas de outros animais e pelo terminal de transporte coletivo da cidade. A equipe de tratadores e guardiões do zoológico espalharam gaiolas com frutas, principalmente banana, pelo parque e ficaram de olho nas árvores para tentar recapturar os animais. “O trabalho deles é correr, o nosso é pegar”, disse um dos tratadores.

O líder do bando, que conseguiu quebrar o cadeado, chamado de Ceará e a namorada, Amarela, voltaram à jaula o fim da tarde de ontem.

“Esperamos que hoje consigamos pegar os outros quatro. Eles vão voltar porque são filhotes”, comentou a coordenadora. Segundo ela, a maioria dos macacos que fugiram têm cerca de um ano e às vezes conseguem fugir fazendo aberturas nas cercas da jaula.

Fonte: Ariane Ducati G1 – PR


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Macacos são esterilizados na Índia para evitar superpopulação

Decisão prevê redução na quantidade de primatas em regiões urbanas.
Expectativa é que 200 mil animais passem por cirurgia.

A decisão do governo estadual de Himachal Pradesh, na Índia, de esterilizar grande parte dos macacos que vivem na região movimenta os quatro centros veterinários montados para atender os primatas capturados por moradores.

Em outubro, o governo decidiu esterilizar 200 mil macacos para controlar a superpopulação de primatas e prometeu pagar 500 rúpias indianas (um pouco mais de R$ 17) por cada animal capturado. O último censo feito na região apontava a existência de mais de 300 mil macacos de diversas espécies.

As imagens feitas no último dia 14, mas divulgadas apenas nesta quinta-feira (24), mostram o trabalho feito por profissionais do país. Eles capturam os animais em estradas e depois levam para os centros onde será realizado o processo de esterilização. Após a operação, eles são devolvidos à natureza.

De acordo com o governo local, o crescimento da quantidade de primatas se tornou um incômodo em cidades como Shimla, no norte do país, onde a população passou a hostilizar os primatas, inclusive matando a tiros diversos exemplares.

A decisão não é completamente apoiada na Índia, já que os macacos fazem parte da lista de animais protegidos por lei, assim como o urso, o touro, o tigre, a pantera e o leão, além de representar uma das divindades do hinduísmo com maior número de devotos.

Imagem mostra cirurgia de esterilização feita em macaco na Índia (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Imagem mostra cirurgia de esterilização feita em macaco na Índia (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Os animais são capturados por funcionários do governo e também por moradores, que recebem 500 rúpias indianas (pouco mais de R$ 17) por cada animal aprisionado (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Os animais são capturados por funcionários do governo e também por moradores, que recebem 500 rúpias indianas (pouco mais de R$ 17) por cada animal aprisionado (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Os animais são capturados por funcionários do governo e também por moradores, que recebem 500 rúpias indianas (pouco mais de R$ 17) por cada animal aprisionado (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Após a cirurgia de esterilização, os animais serão devolvidos à natureza (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Mães influenciam na vida sexual de macacos machos, sugere estudo

Muriqui-do-norte é uma espécie nativa da Mata Atlântica.
Objetivo é evitar que animal cruze com parentes.

Muriqui-do-norte (Foto: Reprodução/TV Globo)

Muriqui-do-norte (Foto: Reprodução/TV Globo)

O muriqui-do-norte, um macaco nativo da Mata Atlântica e ameaçado de extinção, tem hábitos de vida bem diferente de outros grupos de primatas. Uma pesquisa publicada pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) sugere mais peculiaridade: as mães podem ter influência sobre a vida sexual dos filhos.

A sociedade dos muriquis-do-norte pode ser considerada utópica se comparada à de outras espécies, como babuínos e gorilas. Não existe um “macho alfa”, um animal que se impõe sobre os demais. Não há hierarquia entre os machos e a violência entre eles é uma cena muito rara.

Esse comportamento que os cientistas já conheciam ganhou mais uma confirmação, com dados genéticos. Os pesquisadores fizeram testes de DNA entre os indivíduos de um grupo para descobrir a paternidade dos macacos – esses animais são polígamos – e descobriram que a grande maioria dos machos consegue ter filhos.

O macho que teve mais filhos é pai de 18% da prole, número considerado baixo, que confirma que essa sociedade é igualitária. Nas espécies em que existe hierarquia, essa taxa pode chegar a 85%. Os dados foram obtidos em macacos da Reserva Particular do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, no município de Caratinga, no leste de Minas Gerais, a 295 km de Belo Horizonte.

“O resultado que nós temos agora é uma confirmação inédita de que a nossa expectativa sobre o comportamento [do muriqui-do-norte] estava certa”, afirma Karen Strier, pesquisadora da Universidade de Wisconsin, nos EUA, responsável pelo estudo.

A influência da mãe
São também esses dados que levam à hipótese de que as mães têm participação na vida sexual dos filhos. O muriqui-do-norte macho passa a vida inteira no grupo em que nasceu. Já a fêmea, geralmente migra ainda jovem e se junta a outro bando, onde passa a viver.

Ainda assim, haveria o risco de que macacos com parentesco próximo se acasalassem, o que comprometeria o número de filhos de um macho. Como, em geral, os machos obtêm sucesso e conseguem ter filhos, os pesquisadores acreditam que haja influência da mãe. Segundo sugere o estudo, é ela quem indica a fêmea com quem o filho deve se relacionar, eliminando da lista as que possam ter algum parentesco.

 

Fonte: Tadeu Meniconi, G1, São Paulo


7 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Macacos causam transtornos em busca de comida em Sales, SP

Animais invadem casas, comércio e reviram lixo.
Alguns chegam a pegar pedaços de pão na mão das pessoas.

Moradores de Sales, no interior de São Paulo, têm convivido recentemente com a ação de macacos na cidade. Em busca de comida, eles invadem casas, comércios e reviram lixo, causando transtornos no município.

A invasão dos macacos-prego virou um atrativo na cidade. Alguns animais chegam a pegar pedaços de pão na mão das pessoas. Quando as pessoas colocam sacos de lixo nas ruas, para serem recolhidos, os macacos os rasgam e reviram para procurar comida. Resíduos ficam espalhados no chão.

Quando eles não acham comida no lixo, procuram dentro das casas. Segundo os moradores, eles chegam a retirar telhas para entrar nos imóveis.

Os comerciantes também precisam de atenção. “Eles entram pelo telhado, pulam a grade, descem, pegam o salgado e saem”, contou Edson de Paula, dono de uma padaria,.

Alimentar os animais divide opiniões na cidade. Para biólogos, oferecer comida aos animais é um erro. Mas para muitos moradores fica difícil recusar.

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/11/macacos-causam-transtornos-em-busca-de-comida-em-sales-sp.html

 

Fonte: G1, São Paulo


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote órfão de galago adota bebê babuíno como mãe no Quênia

Os dois animais têm poucos meses de vida e vivem em orfanato de Nairóbi.
Eles foram resgatados da selva após serem abandonados pelos pais.

Uma galago, espécie de pequeno macaco da África, órfão de três meses adotou como mãe uma fêmea de babuíno (papio cynocephalus) de apenas sete meses no Orfanato Animal de Nairóbi, no Quênia.

A babuína, que também se desprendeu dos pais, foi resgatada da selva em Maralal, no norte do país, enquanto o pequeno primata galago veio de Nyeri, na região central. Os dois animais não se desgrudam e caminham juntos por todas as direções no Serviço da Vida Selvagem do Quênia, onde fica o orfanato.

Filhote de galago (esquerda) adotou babuíno fêmea como mãe no orfanato animal de Nairóbi, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

Filhote de galago (esquerda) adotou babuíno fêmea como mãe no orfanato animal de Nairóbi, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

 

O filhote de galago tem três meses de idade, enquanto a filhote de babuíno tem sete meses (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

O filhote de galago tem três meses de idade, enquanto a filhote de babuíno tem sete meses (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


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6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Macacos de maior nível social são mais saudáveis, diz pesquisa

Menor status altera genes do sistema imume de macacos rhesus.
Composição celular pode ajudar a vincular tendências físicas e genéticas

Cientistas da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, descobriram mais uma semelhança entre homens e macacos. Assim como geralmente acontece com os seres humanos, uma pesquisa concluiu que o nível social do animal pode influenciar diretamente em sua saúde.

Isto é, os pesquisadores descobriram que o status perante a “comunidade” pode afetar diretamente a expressão de genes do sistema de defesa do corpo em grupos de macacos rhesus.

Jenny Tung e seus colegas do Departamento de Genética Humana, da Universidade de Chicago, criaram um círculo social dentro de cinco grupos de macacos fêmeas, atribuíndo status a eles ao manipularem a ordem de introdução de cada macaca em um novo grupo social.

Com isso, os pesquisadores conseguiram prever a posição social de cada um deles com 80% de precisão, baseados em diferenças na expressão dos genes das células do sistema imune de 49 dos macacas.

Depois de mudar a posição social de algumas delas, os dados de expressão dos genes foi alterado, permitindo que os pesquisadores pudessem prever novas mudanças.

Exames de sangue revelaram que as do “baixo escalão” tinham menor proporção de células T (células brancas do sangue, com importante papel na imunidade) em relação as de “nível superior”, e a alteração do DNA em regiões gênicas mostraram ser claramente determinadas de acordo com o status social – alto ou baixo.

De acordo com os pesquisadores, os resultados sugerem que a composição celular e epigenética pode ajudar a vincular o status social às tendências físicas e genéticas.

Juntos, os resultados indicam que o domínio social afeta a expressão do gene nas células responsáveis pela vigilância imunológica e de defesa em primatas não humanos, e, possivelmente, em seres humanos.

Fonte: Globo Natureza


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Genes de macacos mostram que temos gorilas entre nós

Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado nesta quarta-feira.

Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11.000 de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.

Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.

A comparação também derruba convicções sobre similaridades entre os principais primatas, dizem os pesquisadores.

Como era esperado, humanos e chimpanzés compartilhavam a maior parte dos genes.

Mas 15% do genoma humano é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do chimpanzé – e 15% do genoma do chimpanzé é mais próximo ao genoma do gorila do que ao do humano.

“Nossas descobertas mais significativas revelam não apenas diferenças entre as espécies refletindo milhões de anos de divergências evolutivas, mas também similaridades nas mudanças em paralelo ao longo do tempo desde seu ancestral comum”, disse Chris Tyler-Smith, do Britain’s Wellcome Trust Sanger Institute.

“Descobrimos que gorilas compartilham muitas mudanças genéticas paralelas com humanos – incluindo a evolução de nossa audição”.

“Cientistas sugeriram que a rápida evolução dos genes de audição dos humanos estava ligada à evolução da linguagem. Nossos resultados colocam isso em questão, já que os genes de audição evoluíram em gorilas na mesma proporção que nos humanos”.

Os próprios gorilas começaram a se dividir em dois grupos, o gorila da planície oriental e o gorila da planície ocidental, cerca de um milhão de anos atrás.

O estudo joga um balde de água fria naqueles que defendem a noção de que a separação entre espécies de primatas ocorreu de maneira abrupta, em um período relativamente curto.

Na verdade, o processo foi longo e muito gradual.

Havia provavelmente uma quantidade razoável de “fluxo gênico”, ou um cruzamento entre linhagens genéticas levemente diferentes, os dois antes que os gorilas se separassem dos outros macacos e antes que os próprios gorilas se dividissem em duas espécies.

Poderia haver um paralelo na separação entre chimpanzés e bonomos, ou entre humanos modernos e Neanderthais, afirmam os autores.

Uma nova teoria sobre Neanderthais é que eles eram mais do que primos próximos – o H. sapiens ocasionalmente cruzava com eles e incorporou alguns de seus genes nos humanos modernos.

Os próprios Neandherthais se extinguiram como uma espécie separada há cerca de 40 mil anos, dizimados quer por uma mudança climática ou devido ao próprio H. sapiens, de acordo com algumas hipóteses.

A amostra de DNA foi retirada de uma gorila da planície ocidental chamada Kamilah.

Depois de prosperar por milhões de anos, os gorilas sobrevivem hoje em apenas algumas poucas populações ameaçadas da África central, e sua quantidade diminui devido à caça e à perda de habitat.

“Bem como nos ensinar sobre evolução humana, o estudo dos grandes macacos nos conecta a um tempo no qual nossa existência era mais tênue, e, ao fazer isso, ressalta a importância de proteger e conservar estas espécies notáveis”, afirma o estudo.

Fonte: Veja Ciência


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Macaca faz aborto quando novo macho domina o grupo

Até 80% das gestações são interrompidas após troca do macho dominante.
Filhotes de macacos rivais podem ser mortos pelo novo líder do bando.

As fêmeas dos macacos gelada (Theropithecus gelada) interrompem a gravidez quando um novo macho assume o comando do grupo, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira (23) na revista “Science”. Dados da pesquisa mostram que 80% das gestações são encerradas nas semanas seguintes à substituição do macho dominante.

O motivo do aborto é evitar o gasto de energia para dar à luz a um filhote que está “condenado”, já que os machos dominantes costumam matar as crias dos rivais, fenômeno conhecido com infanticídio. Além disso, a interrupção da gravidez ajuda a fêmea a engravidar mais rápido do novo líder do grupo.

O aborto autoinduzido já havia sido observado em roedores mantidos em cativeiro. Esta é a primeira vez que o fenômeno é verificado entre animais selvagens. Segundo os pesquisadores, o estudo sustenta a hipótese de que o aborto pode ser uma estratégia adaptativa das fêmeas.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em um parque da Etiópia. Para chegar aos resultados, eles fizeram análises hormonais das fêmeas antes e depois da chegada de um novo macho dominante.

Fêmeas abortam após a chegada de um novo macho dominante, prática que evita infanticídio e aumenta chances de engravidar mais rápido do novo líder  (Foto: Divulgação / Shayna Liberman)

Fêmeas abortam após a chegada de um novo macho dominante, o que evita infanticídio e aumenta chances de engravidar mais rápido do novo líder (Foto: Divulgação / Science / AAAS / Clay Wilton)

Até 80% das gestações são interrompidas após domínio de novo macho. (Foto: Divulgação / Shayna Liberman)

Até 80% das gestações são interrompidas após domínio de novo macho. (Foto: Divulgação / Shayna Liberman)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Macaco que fugiu de zoológico do PR é recapturado dentro de restaurante

O zoológico de Cascavel, no oeste do Paraná, continua as buscas por quatro dos oito macacos-prego que fugiram após quebrar o cadeado da jaula com uma pedra, na terça-feira (10). A coordenadora do parque, Gladis Dalamina, informou ao G1 que dois macacos foram recapturados na manhã desta quarta-feira (11). Outros dois já haviam sido pegos na tarde de terça.

De acordo com Dalmina, um dos animais localizado nesta manhã estava nas proximidades do parque. “Um foi pego em um restaurante aqui perto. Ele [o macaco] invadiu e ficou lá durante a noite. Hoje cedo, os funcionários ligaram avisando que ele estava lá. O outro, caiu em uma armadilha”, contou.

Na tarde de terça, o restaurante onde o animal estava foi vistoriado pelos funcionários do zoológico, mas na ocasião nada encontraram. “É surpresa, porque aqui não é selva e chegam aqui em cima do meu estabelecimento. Foi divertido até”, disse o proprietário

Além de chegar até o comércio, alguns macacos passaram por jaulas de outros animais e pelo terminal de transporte coletivo da cidade. A equipe de tratadores e guardiões do zoológico espalharam gaiolas com frutas, principalmente banana, pelo parque e ficaram de olho nas árvores para tentar recapturar os animais. “O trabalho deles é correr, o nosso é pegar”, disse um dos tratadores.

O líder do bando, que conseguiu quebrar o cadeado, chamado de Ceará e a namorada, Amarela, voltaram à jaula o fim da tarde de ontem.

“Esperamos que hoje consigamos pegar os outros quatro. Eles vão voltar porque são filhotes”, comentou a coordenadora. Segundo ela, a maioria dos macacos que fugiram têm cerca de um ano e às vezes conseguem fugir fazendo aberturas nas cercas da jaula.

Fonte: Ariane Ducati G1 – PR


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Macacos são esterilizados na Índia para evitar superpopulação

Decisão prevê redução na quantidade de primatas em regiões urbanas.
Expectativa é que 200 mil animais passem por cirurgia.

A decisão do governo estadual de Himachal Pradesh, na Índia, de esterilizar grande parte dos macacos que vivem na região movimenta os quatro centros veterinários montados para atender os primatas capturados por moradores.

Em outubro, o governo decidiu esterilizar 200 mil macacos para controlar a superpopulação de primatas e prometeu pagar 500 rúpias indianas (um pouco mais de R$ 17) por cada animal capturado. O último censo feito na região apontava a existência de mais de 300 mil macacos de diversas espécies.

As imagens feitas no último dia 14, mas divulgadas apenas nesta quinta-feira (24), mostram o trabalho feito por profissionais do país. Eles capturam os animais em estradas e depois levam para os centros onde será realizado o processo de esterilização. Após a operação, eles são devolvidos à natureza.

De acordo com o governo local, o crescimento da quantidade de primatas se tornou um incômodo em cidades como Shimla, no norte do país, onde a população passou a hostilizar os primatas, inclusive matando a tiros diversos exemplares.

A decisão não é completamente apoiada na Índia, já que os macacos fazem parte da lista de animais protegidos por lei, assim como o urso, o touro, o tigre, a pantera e o leão, além de representar uma das divindades do hinduísmo com maior número de devotos.

Imagem mostra cirurgia de esterilização feita em macaco na Índia (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Imagem mostra cirurgia de esterilização feita em macaco na Índia (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Os animais são capturados por funcionários do governo e também por moradores, que recebem 500 rúpias indianas (pouco mais de R$ 17) por cada animal aprisionado (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Os animais são capturados por funcionários do governo e também por moradores, que recebem 500 rúpias indianas (pouco mais de R$ 17) por cada animal aprisionado (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Os animais são capturados por funcionários do governo e também por moradores, que recebem 500 rúpias indianas (pouco mais de R$ 17) por cada animal aprisionado (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Após a cirurgia de esterilização, os animais serão devolvidos à natureza (Foto: Mukesh Gupta/Reuters)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Mães influenciam na vida sexual de macacos machos, sugere estudo

Muriqui-do-norte é uma espécie nativa da Mata Atlântica.
Objetivo é evitar que animal cruze com parentes.

Muriqui-do-norte (Foto: Reprodução/TV Globo)

Muriqui-do-norte (Foto: Reprodução/TV Globo)

O muriqui-do-norte, um macaco nativo da Mata Atlântica e ameaçado de extinção, tem hábitos de vida bem diferente de outros grupos de primatas. Uma pesquisa publicada pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) sugere mais peculiaridade: as mães podem ter influência sobre a vida sexual dos filhos.

A sociedade dos muriquis-do-norte pode ser considerada utópica se comparada à de outras espécies, como babuínos e gorilas. Não existe um “macho alfa”, um animal que se impõe sobre os demais. Não há hierarquia entre os machos e a violência entre eles é uma cena muito rara.

Esse comportamento que os cientistas já conheciam ganhou mais uma confirmação, com dados genéticos. Os pesquisadores fizeram testes de DNA entre os indivíduos de um grupo para descobrir a paternidade dos macacos – esses animais são polígamos – e descobriram que a grande maioria dos machos consegue ter filhos.

O macho que teve mais filhos é pai de 18% da prole, número considerado baixo, que confirma que essa sociedade é igualitária. Nas espécies em que existe hierarquia, essa taxa pode chegar a 85%. Os dados foram obtidos em macacos da Reserva Particular do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, no município de Caratinga, no leste de Minas Gerais, a 295 km de Belo Horizonte.

“O resultado que nós temos agora é uma confirmação inédita de que a nossa expectativa sobre o comportamento [do muriqui-do-norte] estava certa”, afirma Karen Strier, pesquisadora da Universidade de Wisconsin, nos EUA, responsável pelo estudo.

A influência da mãe
São também esses dados que levam à hipótese de que as mães têm participação na vida sexual dos filhos. O muriqui-do-norte macho passa a vida inteira no grupo em que nasceu. Já a fêmea, geralmente migra ainda jovem e se junta a outro bando, onde passa a viver.

Ainda assim, haveria o risco de que macacos com parentesco próximo se acasalassem, o que comprometeria o número de filhos de um macho. Como, em geral, os machos obtêm sucesso e conseguem ter filhos, os pesquisadores acreditam que haja influência da mãe. Segundo sugere o estudo, é ela quem indica a fêmea com quem o filho deve se relacionar, eliminando da lista as que possam ter algum parentesco.

 

Fonte: Tadeu Meniconi, G1, São Paulo


7 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Macacos causam transtornos em busca de comida em Sales, SP

Animais invadem casas, comércio e reviram lixo.
Alguns chegam a pegar pedaços de pão na mão das pessoas.

Moradores de Sales, no interior de São Paulo, têm convivido recentemente com a ação de macacos na cidade. Em busca de comida, eles invadem casas, comércios e reviram lixo, causando transtornos no município.

A invasão dos macacos-prego virou um atrativo na cidade. Alguns animais chegam a pegar pedaços de pão na mão das pessoas. Quando as pessoas colocam sacos de lixo nas ruas, para serem recolhidos, os macacos os rasgam e reviram para procurar comida. Resíduos ficam espalhados no chão.

Quando eles não acham comida no lixo, procuram dentro das casas. Segundo os moradores, eles chegam a retirar telhas para entrar nos imóveis.

Os comerciantes também precisam de atenção. “Eles entram pelo telhado, pulam a grade, descem, pegam o salgado e saem”, contou Edson de Paula, dono de uma padaria,.

Alimentar os animais divide opiniões na cidade. Para biólogos, oferecer comida aos animais é um erro. Mas para muitos moradores fica difícil recusar.

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/11/macacos-causam-transtornos-em-busca-de-comida-em-sales-sp.html

 

Fonte: G1, São Paulo


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote órfão de galago adota bebê babuíno como mãe no Quênia

Os dois animais têm poucos meses de vida e vivem em orfanato de Nairóbi.
Eles foram resgatados da selva após serem abandonados pelos pais.

Uma galago, espécie de pequeno macaco da África, órfão de três meses adotou como mãe uma fêmea de babuíno (papio cynocephalus) de apenas sete meses no Orfanato Animal de Nairóbi, no Quênia.

A babuína, que também se desprendeu dos pais, foi resgatada da selva em Maralal, no norte do país, enquanto o pequeno primata galago veio de Nyeri, na região central. Os dois animais não se desgrudam e caminham juntos por todas as direções no Serviço da Vida Selvagem do Quênia, onde fica o orfanato.

Filhote de galago (esquerda) adotou babuíno fêmea como mãe no orfanato animal de Nairóbi, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

Filhote de galago (esquerda) adotou babuíno fêmea como mãe no orfanato animal de Nairóbi, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

 

O filhote de galago tem três meses de idade, enquanto a filhote de babuíno tem sete meses (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

O filhote de galago tem três meses de idade, enquanto a filhote de babuíno tem sete meses (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


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