16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem espécie de peixe em que macho ‘pesca’ fêmea

Ornamento parecido com uma formiga é usado para atrair a parceira.
Fenômeno foi registrado em espécie de peixe tropical.

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

A técnica de usar um alimento como isca para atrair o peixe não é exclusiva dos pescadores humanos. Pesquisadores suecos descobriram uma espécie de peixe em que o macho usa uma isca como ornamento para atrair a fêmea para perto de si.

Corynopoma riisei é um peixe tropical, parente da piranha, que vive na água doce perto do Caribe, em países como Venezuela e Trinidad e Tobago. Dependendo da região em que ele vive, a alimentação muda um pouco, mas é sempre baseada em insetos – de larvas de moscas a besouros.

A equipe de Niclas Kolm, da Universidade de Uppsala, descobriu que os machos dessa espécie usam um ornamento parecido com uma formiga para atrair as fêmeas. Nos locais em que as formigas são mais apreciadas como um alimento, a técnica é mais usada e funciona melhor.

“É um exemplo natural de uma isca projetada para maximizar a chance de pegar um peixe”, afirmou Kolm. “Nesse caso, não se trata de qualquer peixe, no entanto. É um peixe do sexo oposto que a isca é feita para pegar”, explicou.

Para os pesquisadores, o estudo mostra ainda um bom exemplo de como os animais conseguem formas avançadas de comunicação entre si. Esse processo, segundo os autores, leva os animais a se diferenciarem, o que pode causar a separação suficiente para a criação de novas espécies.

 

Fonte: Globo Natureza


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Grilo usa ‘cri-cri’ como marketing pessoal para atrair fêmea, diz estudo

Inseto menor ‘se esforça’ para emitir som igual ao de grilos maiores.
Estudo foi publicado na edição desta semana da revista ‘PNAS.

Cientistas do Reino Unido e da Índia investigaram o “cri-cri” emitido pelos grilos e verificaram que o potente barulho – proveniente de um inseto pequeno – não é apenas um chamado à reprodução, mas funcionaria como uma propaganda do macho para a fêmea.

Por possuírem asas exclusivas  — que emitem som quando esfregadas — os grilos machos “cantarolam” para atrair a atenção das fêmeas. Analisando esse som, os cientistas detectaram uma diferença no tom musical.

Os pesquisadores captaram frequências entre 2,3 e 3,7 kHz. Em princípio, achava-se que as frequências maiores seriam emitidas apenas por exemplares grandes. Mas simulações feitas em computador apontaram que grilos menores também alcançam sons altos se esfregarem as asas com maior intensidade.

De acordo com Rex Cocroft, um dos autores do estudo, isto pode modificar a dinâmica de escolha do parceiro. Para os cientistas, quanto mais rápido for o canto, ou seja, quanto maior for a frequência, mais chances de sucesso tem o grilo na conquista da fêmea. Agora, os pesquisadores querem descobrir o significado dos cantos.

O estudo foi publicado nesta semana na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”.

grilo polinizador (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

Asas exclusivas permitem ao grilo emitir sons para atrair fêmeas. (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Fêmeas exigentes garantem diversidade de espécies, diz estudo

Fêmeas gastam energia escolhendo o macho ideal.
Mecanismo ajuda a determinar os limites entre as áreas de cada espécie.

Ser exigente faz parte da natureza feminina. O que a mulher faz quando sonha com o homem perfeito não é muito diferente do que fazem as fêmeas de outras espécies.

Um estudo publicado neste domingo pela revista científica “Nature” mostra que esta postura é necessária para a sobrevivência das espécies e para a biodiversidade. A pesquisa foi conduzida por especialistas da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados, na Áustria.

Estas fêmeas exigentes procuram sua cara-metade. Por isto, buscam machos com características específicas, parecidas com elas. Mas elas gastam muita energia escolhendo este macho ideal e evitando os demais candidatos, o que acaba reduzindo a taxa de natalidade da espécie.

O mecanismo ajuda a determinar os limites entre as áreas de cada espécie. Dentro de um mesmo habitat, há diferentes pontos que concentram determinados recursos. A preferência das fêmeas passa pela exploração destes recursos.

Elas não se interessariam por machos que fazem uso de recursos diferentes do mesmo habitat. Segundo os autores, é desta forma que espécies diferentes conseguiram se adaptar ao mesmo ambiente, mantendo a biodiversidade – como, por exemplo, sapos, peixes e insetos em um pântano.

Fonte: Globo Natureza


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Documentário revela segredo da monogamia de rã

Pesquisadores americanos identificaram causa da fidelidade em espécie da selva peruana.

Pesquisadores americanos descobriram nas selvas peruanas o primeiro anfíbio monogâmico, e agora revelam pela primeira vez, em um documentário da BBC, o segredo desse comportamento sexual da espécie.

Machos e as fêmeas precisam trabalhar juntos para viabilizar continuidade da espécie.

Testes genéticos revelaram que os machos e as fêmeas da espécie Ranitomeya imitator se mantêm fiéis uns aos outros.

Em uma pesquisa publicada na revista científica “The American Naturalist”, os cientistas afirmam que um único detalhe – o tamanho dos reservatórios de água nos quais as fêmeas depositam seus ovos – é responsável por impedir que as rãs dessa espécie tenham relações sexuais com parceiros diferentes.

 

Segundo os cientistas, essa é a melhor evidência já documentada de que a monogamia teria uma única causa.

 

Ovos

Após a cópula, a fêmea da rã coloca seus ovos sobre a superfície de folhas.

 

O macho leva então os girinos que vão nascendo, um a um, carregando-os nas costas, para reservatórios d’água que se acumulam em folhas de bromélias que crescem em galhos no alto de árvores.

 

Cada um dos girinos é colocado em sua própria “piscina”, da qual o macho toma conta.

 

Quando os girinos ficam com fome, o macho chama a fêmea, que chega para colocar um ovo não fertilizado em cada corpo d’água, que o girino come para se alimentar.

 

Os machos e as fêmeas parecem atuar em conjunto, e as novas pesquisas revelaram a extensão de sua fidelidade.

 

Análises genéticas

“Essa é a primeira descoberta de um anfíbio verdadeiramente monogâmico”, afirma o coordenador do estudo, o biólogo Jason Brown, da Universidade East Carolina, em Greenville.

 

Brown e outros pesquisadores da universidade vêm estudando extensivamente nos últimos anos a espécie, que foi filmada para o documentário da BBC.

 

Muitos animais parecem ser monogâmicos, com machos e fêmeas formando pares que muitas vezes parecem durar toda a vida.

 

Mas a recente explosão em análises genéticas revelaram que muitas dessas chamadas relações não eram monogâmicas na realidade.

 

Enquanto muitos animais podem permanecer juntos e se reproduzir, eles com frequência escapam para trocar de parceiros quando têm uma chance.

 

Por meio de exames de DNA, a equipe de Brown analisou 12 famílias de rãs da espécie Ranitomeya imitator, das quais 11 pares se mantiveram fiéis uns aos outros, enquanto na 12ª família o macho copulou com duas fêmeas diferentes.

 

Diferenças

Eles verificaram diferenças em relação a outra espécie semelhante, Ranitomeya variabilis, que se mostrou mais promíscua.

 

As fêmeas dessa segunda espécie coloca seus ovos em corpos d’água cerca de cinco vezes maiores na média do que os da primeira.

 

Além disso, as fêmeas da Ranitomeya variabilis não têm nenhum papel no acompanhamento do desenvolvimento dos girinos, deixado a tarefa a cargo somente dos machos.

 

Quando os pesquisadores transportaram os girinos de ambas as espécies para reservatórios d’água de diferentes tamanhos, verificaram que os girinos cresciam mais rapidamente nos corpos d’água maiores, que contêm mais nutrientes, e que não podiam sobreviver sozinhos nos menores.

 

Isso sugere que os machos e as fêmeas das rãs da espécie Ranitomeya variabilis não precisam se manter juntos, já que seus girinos podem sobreviver sem necessitar da ajuda das mães para se alimentar.

 

Como os girinos da espécie Ranitomeya imitator não conseguem sobreviver sozinhos sem o cuidado tanto dos pais quanto das mães, ambos se mantêm juntos.

Casais da espécie 'Ranitomeya imitator' se mantêm fiéis (Foto: BBC Earth News)

Casais da espécie 'Ranitomeya imitator' se mantêm fiéis (Foto: BBC Earth News)

 

Fonte: Da BBC






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16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem espécie de peixe em que macho ‘pesca’ fêmea

Ornamento parecido com uma formiga é usado para atrair a parceira.
Fenômeno foi registrado em espécie de peixe tropical.

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

A técnica de usar um alimento como isca para atrair o peixe não é exclusiva dos pescadores humanos. Pesquisadores suecos descobriram uma espécie de peixe em que o macho usa uma isca como ornamento para atrair a fêmea para perto de si.

Corynopoma riisei é um peixe tropical, parente da piranha, que vive na água doce perto do Caribe, em países como Venezuela e Trinidad e Tobago. Dependendo da região em que ele vive, a alimentação muda um pouco, mas é sempre baseada em insetos – de larvas de moscas a besouros.

A equipe de Niclas Kolm, da Universidade de Uppsala, descobriu que os machos dessa espécie usam um ornamento parecido com uma formiga para atrair as fêmeas. Nos locais em que as formigas são mais apreciadas como um alimento, a técnica é mais usada e funciona melhor.

“É um exemplo natural de uma isca projetada para maximizar a chance de pegar um peixe”, afirmou Kolm. “Nesse caso, não se trata de qualquer peixe, no entanto. É um peixe do sexo oposto que a isca é feita para pegar”, explicou.

Para os pesquisadores, o estudo mostra ainda um bom exemplo de como os animais conseguem formas avançadas de comunicação entre si. Esse processo, segundo os autores, leva os animais a se diferenciarem, o que pode causar a separação suficiente para a criação de novas espécies.

 

Fonte: Globo Natureza


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Grilo usa ‘cri-cri’ como marketing pessoal para atrair fêmea, diz estudo

Inseto menor ‘se esforça’ para emitir som igual ao de grilos maiores.
Estudo foi publicado na edição desta semana da revista ‘PNAS.

Cientistas do Reino Unido e da Índia investigaram o “cri-cri” emitido pelos grilos e verificaram que o potente barulho – proveniente de um inseto pequeno – não é apenas um chamado à reprodução, mas funcionaria como uma propaganda do macho para a fêmea.

Por possuírem asas exclusivas  — que emitem som quando esfregadas — os grilos machos “cantarolam” para atrair a atenção das fêmeas. Analisando esse som, os cientistas detectaram uma diferença no tom musical.

Os pesquisadores captaram frequências entre 2,3 e 3,7 kHz. Em princípio, achava-se que as frequências maiores seriam emitidas apenas por exemplares grandes. Mas simulações feitas em computador apontaram que grilos menores também alcançam sons altos se esfregarem as asas com maior intensidade.

De acordo com Rex Cocroft, um dos autores do estudo, isto pode modificar a dinâmica de escolha do parceiro. Para os cientistas, quanto mais rápido for o canto, ou seja, quanto maior for a frequência, mais chances de sucesso tem o grilo na conquista da fêmea. Agora, os pesquisadores querem descobrir o significado dos cantos.

O estudo foi publicado nesta semana na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”.

grilo polinizador (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

Asas exclusivas permitem ao grilo emitir sons para atrair fêmeas. (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Fêmeas exigentes garantem diversidade de espécies, diz estudo

Fêmeas gastam energia escolhendo o macho ideal.
Mecanismo ajuda a determinar os limites entre as áreas de cada espécie.

Ser exigente faz parte da natureza feminina. O que a mulher faz quando sonha com o homem perfeito não é muito diferente do que fazem as fêmeas de outras espécies.

Um estudo publicado neste domingo pela revista científica “Nature” mostra que esta postura é necessária para a sobrevivência das espécies e para a biodiversidade. A pesquisa foi conduzida por especialistas da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados, na Áustria.

Estas fêmeas exigentes procuram sua cara-metade. Por isto, buscam machos com características específicas, parecidas com elas. Mas elas gastam muita energia escolhendo este macho ideal e evitando os demais candidatos, o que acaba reduzindo a taxa de natalidade da espécie.

O mecanismo ajuda a determinar os limites entre as áreas de cada espécie. Dentro de um mesmo habitat, há diferentes pontos que concentram determinados recursos. A preferência das fêmeas passa pela exploração destes recursos.

Elas não se interessariam por machos que fazem uso de recursos diferentes do mesmo habitat. Segundo os autores, é desta forma que espécies diferentes conseguiram se adaptar ao mesmo ambiente, mantendo a biodiversidade – como, por exemplo, sapos, peixes e insetos em um pântano.

Fonte: Globo Natureza


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Documentário revela segredo da monogamia de rã

Pesquisadores americanos identificaram causa da fidelidade em espécie da selva peruana.

Pesquisadores americanos descobriram nas selvas peruanas o primeiro anfíbio monogâmico, e agora revelam pela primeira vez, em um documentário da BBC, o segredo desse comportamento sexual da espécie.

Machos e as fêmeas precisam trabalhar juntos para viabilizar continuidade da espécie.

Testes genéticos revelaram que os machos e as fêmeas da espécie Ranitomeya imitator se mantêm fiéis uns aos outros.

Em uma pesquisa publicada na revista científica “The American Naturalist”, os cientistas afirmam que um único detalhe – o tamanho dos reservatórios de água nos quais as fêmeas depositam seus ovos – é responsável por impedir que as rãs dessa espécie tenham relações sexuais com parceiros diferentes.

 

Segundo os cientistas, essa é a melhor evidência já documentada de que a monogamia teria uma única causa.

 

Ovos

Após a cópula, a fêmea da rã coloca seus ovos sobre a superfície de folhas.

 

O macho leva então os girinos que vão nascendo, um a um, carregando-os nas costas, para reservatórios d’água que se acumulam em folhas de bromélias que crescem em galhos no alto de árvores.

 

Cada um dos girinos é colocado em sua própria “piscina”, da qual o macho toma conta.

 

Quando os girinos ficam com fome, o macho chama a fêmea, que chega para colocar um ovo não fertilizado em cada corpo d’água, que o girino come para se alimentar.

 

Os machos e as fêmeas parecem atuar em conjunto, e as novas pesquisas revelaram a extensão de sua fidelidade.

 

Análises genéticas

“Essa é a primeira descoberta de um anfíbio verdadeiramente monogâmico”, afirma o coordenador do estudo, o biólogo Jason Brown, da Universidade East Carolina, em Greenville.

 

Brown e outros pesquisadores da universidade vêm estudando extensivamente nos últimos anos a espécie, que foi filmada para o documentário da BBC.

 

Muitos animais parecem ser monogâmicos, com machos e fêmeas formando pares que muitas vezes parecem durar toda a vida.

 

Mas a recente explosão em análises genéticas revelaram que muitas dessas chamadas relações não eram monogâmicas na realidade.

 

Enquanto muitos animais podem permanecer juntos e se reproduzir, eles com frequência escapam para trocar de parceiros quando têm uma chance.

 

Por meio de exames de DNA, a equipe de Brown analisou 12 famílias de rãs da espécie Ranitomeya imitator, das quais 11 pares se mantiveram fiéis uns aos outros, enquanto na 12ª família o macho copulou com duas fêmeas diferentes.

 

Diferenças

Eles verificaram diferenças em relação a outra espécie semelhante, Ranitomeya variabilis, que se mostrou mais promíscua.

 

As fêmeas dessa segunda espécie coloca seus ovos em corpos d’água cerca de cinco vezes maiores na média do que os da primeira.

 

Além disso, as fêmeas da Ranitomeya variabilis não têm nenhum papel no acompanhamento do desenvolvimento dos girinos, deixado a tarefa a cargo somente dos machos.

 

Quando os pesquisadores transportaram os girinos de ambas as espécies para reservatórios d’água de diferentes tamanhos, verificaram que os girinos cresciam mais rapidamente nos corpos d’água maiores, que contêm mais nutrientes, e que não podiam sobreviver sozinhos nos menores.

 

Isso sugere que os machos e as fêmeas das rãs da espécie Ranitomeya variabilis não precisam se manter juntos, já que seus girinos podem sobreviver sem necessitar da ajuda das mães para se alimentar.

 

Como os girinos da espécie Ranitomeya imitator não conseguem sobreviver sozinhos sem o cuidado tanto dos pais quanto das mães, ambos se mantêm juntos.

Casais da espécie 'Ranitomeya imitator' se mantêm fiéis (Foto: BBC Earth News)

Casais da espécie 'Ranitomeya imitator' se mantêm fiéis (Foto: BBC Earth News)

 

Fonte: Da BBC