26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento reduz em junho, mas MT ainda lidera degradação florestal

De acordo com Imazon, estado concentra 80% da degradação florestal.
Em 11 meses foram 1.587 km2 no estado frente aos 1.974 km2 da região.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)

Desmatamento em junho somou 2 km2 no estado (Foto: Divulgação)

Mato Grosso perdeu dois quilômetros quadrados de Floresta Amazônica em junho e tornou-se o menor do ano, apontou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. O resultado verificado no mês passado superou o desempenho de janeiro, quando foram quatro quilômetros quadrados e à época era o mais baixo. Altas e baixas marcam os níveis de desmates no semestre no estado, revelou o Imazon.

Enquanto em janeiro a floresta perdeu 4 km2, em fevereiro as ocorrências tornaram-se maiores e atingiram uma área de 70 km2, fazendo a unidade federada liderar o ranking dos maiores desmatadores da Amazônia Legal. Em março, o desmatamento atingiu 32 km2, indo a outros 50 km2 em abril e 11 km2 em maio.

Apesar de comemorar reduções, Mato Grosso ainda é campeão no quesito degradação florestal. Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV), a degradação corresponde ao chamado pré-desmatamento e mostra que a destruição da floresta ainda continua.

“É um indicador futuro, pois é o primeiro sinal do desmatamento. Os dados se contrapõem e mostram que a ilegalidade continua”, disse ao G1 o representante. Ao avaliar a degradação florestal acumulada entre agosto de 2011 a junho de 2012 (o chamado ano do desmatamento), o Imazon constatou que na Amazônia Legal chegou a 1.974 km2. Somente em Mato Grosso foram 1.587 km2 ou pouco mais de 80% do volume total.

Mesmo com uma redução na ordem de 58% na degradação florestal, quando comparado aos 3.779 km2 registrados entre agosto de 2010 a junho de 2011, a unidade matogrossense continua liderando o ranking dos estados que mais degradaram a floresta nestes meses avaliados. O Pará, com 239 km2 degradados, apareceu na segunda posição, seguida por Rondônia com 101 km2.

Para João Andrade, do ICV, a degradação fomenta também o comércio ilegal de madeira e mantém vivos os crimes contra a floresta. No entender do representante do Instituto Centro de Vida, dois fatores estão influenciando diretamente a continuidade das ações ilegais.

“Um é a fiscalização e a outra é a responsabilização. Muitas vezes uma pessoa é autuada, mas não necessariamente paga a multa, pois pode prescrever. Ou também porque houve problemas na hora da fiscalização e acham-se brechas [jurídicas]. Se há a maior responsabilização vai se pensar duas vezes [antes de agir]“, afirma o coordenador do Programa Governança Florestal.

Desmatamento acumulado
Ao avaliar o acumulado dos chamados dez meses do calendário de desmatamento, ou seja, de agosto de 2011 a junho de 2012 o Imazon aponta o Pará (34%) como líder, seguido por Mato Grosso (32%), Rondônia (18%) e Amazonas (9%). Juntos, os quatro estados foram responsáveis por 93% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal nesse período.

Segundo o Imazon, houve recuo de 41% nos desmates quando comparado com o período anterior (agosto de 2010 a junho de 2011). Queda em termos relativos no Acre (-64%), Amazonas (-54%), Mato Grosso (-50%), Rondônia (48%) e Pará (20%). Contudo, avanço de 194% em Roraima e 61% no Tocantins.

Já em termos absolutos quem lidera o ranking do desmatamento no acumulado é o estado do Pará, com 309 km2, seguido por Mato Grosso (293 km2), Rondônia (167 km2), Amazonas (81 km2), Roraima (23 km2), Acre (20 km2) e Tocantins (14 km2).

 

Fonte: G1


14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Batalhão Ambiental apreende caminhão com madeira no AM

O Batalhão de Policiamento Ambiental apreendeu dez metros cúbicos de madeira na madrugada desta sexta-feira (13) em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus). A madeira era transportada em um caminhão.

Os policiais interceptaram a carga no bairro Terra Preta durante uma fiscalização de rotina. Segundo o Batalhão, o motorista do caminhão não informou para onde levaria o material.

O motorista será encaminhado ao Batalhão Ambiental em Manaus para prestar esclarecimentos. De acordo com o Artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais, é proibido receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor, autorizada, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento. A legislação prevê pena de detenção, de seis meses a um ano, e multa.

O mesmo artigo também enquadra quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, autorizada.

De acordo com o cabo Waldisney Lima da Silvam, Manacapuru está entre os municípios do Amazonas com altos índices de crimes ambientais.

Fonte: Portal Amazônia


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Plano de outorga aponta 10 florestas passíveis de concessão em 2012

Dez florestas nacionais (Flonas) integram a lista de florestas públicas que poderão ser concedidas no próximo ano, segundo o Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF) 2012. Juntas, somam 4,4 milhões de hectares, dos quais 2,8 milhões têm potencial para a produção sustentável.

Entre as flonas passíveis de concessão, sete estão no Pará – são as flonas do Jamanxim, de Altamira, do Crepori, do Amana, de Caxiuanã, do Trairão e de Saracá-Taquera; duas no Acre – flonas do Macuã e de São Francisco; e uma em Rondônia, a Flona de Jacundá.

A concessão é uma forma de gestão das florestas públicas na qual empreendedores têm acesso à áreas para extrair madeira e produtos não madeireiros de forma legal e sustentável por meio de licitação realizada pelo Serviço Florestal Brasileiro.

Área produtiva – Segundo estimativas do PAOF, a produção potencial de madeira nessas flonas é de 1,8 milhão de metros cúbicos por ano para uma produtividade de 25 metros cúbicos por hectare/ano.

Segundo o documento, essa quantidade corresponde a 19% do consumo total de toras na Amazônia, de acordo com dados dos sistemas eletrônicos de controle florestal dos órgãos ambientais.

A tendência é que as concessões florestais ganhem relevância cada vez maior ao longo dos anos, fornecendo madeira legalizada e de fonte sustentável ao mercado, afirma o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel.

Os cálculos baseiam-se na produção anual em uma área de 2,8 milhões de hectares, respeitado o ciclo de corte, e não nos 4,4 milhões de hectares das flonas porque os planos de manejo dessas unidades de conservação destinam apenas parte da área total para a extração sustentável.

Em uma análise preliminar em relação às flonas que já possuem plano de manejo, as áreas com aptidão para o manejo florestal sustentável empresarial variam de 51% a 82% do total da área da unidade.

Seleção – Para definir as áreas passíveis de concessão, o Serviço Florestal usa o Cadastro Nacional de Florestas Públicas (CNFP), que registrava, em abril de 2011, cerca de 213 milhões de hectares de florestas públicas federais cadastradas. Deste total, foram excluídos 98%, por se tratarem de terras indígenas, unidades de proteção integral e áreas sob outras restrições.

Aplicados todos os filtros, só entram no PAOF as florestas nacionais que têm plano de manejo ou aquelas em que esse documento é previsto para ser lançado no ano de vigência do Plano Anual de Outorga Florestal.

A elaboração do Plano considerou, ainda, diversas iniciativas, como o Plano Nacional de Reforma Agrária, o Programa Agricultura de Baixo Carbono, o Programa Nacional de Florestas, o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, o Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal, entre outros.

Pequenas empresas e parques tecnológicos – O Paof estabelece os parâmetros para definição de tamanhos das unidades de manejo a serem concedidas, considerando aspectos regionais, como o porte dos agentes envolvidos na cadeia produtiva. Para facilitar o acesso de pequenas empresas ao processo de concessão florestal, todos os editais de concessão em 2012 devem ofertar ao menos uma unidade de manejo pequena (até 30 mil hectares).

As concessões florestais visam o desenvolvimento das regiões onde são promovidas. Nesta perspectiva, o PAOF 2012 definiu que, a cada dois lotes de concessão florestal licitados em 2012, pelo menos um deve conter unidades de manejo de tamanho grande (no mínimo 60 mil hectares), para promover empreendimentos que permitam a instalação de parques tecnológicos com elevados aportes de capital.

Paof – O Paof foi instituído pela Lei no 11.284/2006 (Lei de Gestão de Florestas Públicas), como instrumento de planejamento das ações da União voltadas à produção florestal sustentável por meio da concessão onerosa de florestas públicas, naturais ou plantadas, para a exploração de recursos madeireiros, não madeireiros e serviços.

Fonte: MMA


15 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comercialização de madeira retirada da área da usina Santo Antônio é monitorada pelo Ibama

As primeiras balsas com produtos florestais extraídos da área autorizada para supressão vegetal da usina hidrelétrica Santo Antônio começam a sair de Porto Velho, em Rondônia, com destino a Itacoatiara, no estado do Amazonas.

Estima-se que cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos de produtos florestais, entre tora e lenha, serão aproveitados economicamente só em 2011. Nesse caso, o consórcio empreendedor é responsável pela supressão e pela comercialização da madeira. As espécies com maior valor econômico estão sendo preparadas em serrarias construídas no local, e as protegidas por lei, como a castanheira e a seringueira, têm destinação diferente: elas poderão ser doadas para instituições beneficentes, sem fins lucrativos, ou para programas de habitação popular. A fiscalização do Documento de Origem Florestal (DOF) está sendo feita em um posto de controle do Ibama implantado na área.

Os analistas da Diretoria de Biodiversidade e Florestas do Ibama, que coordenam o trabalho, asseguram que é uma tarefa de campo complexa, mas os ganhos sociais compensam os esforços. Entre outros benefícios, a retirada da madeira assegura melhor qualidade da água no reservatório das usinas, o incremento no setor madeireiro, com a oferta de madeira legalizada, e a abertura da possibilidade de novas florestas de compensação ambiental, pois a reposição florestal para compensar a área de vegetação suprimida é exigência do Ibama no licenciamento ambiental.

Outro benefício social, ainda segundo os técnicos, seria a geração de divisas para o estado, com o pagamento de impostos sobre a comercialização dessa madeira, além do aperfeiçoamento institucional do Ibama, que está garantindo a fiscalização e a liberação do estoque em tempo hábil para a comercialização.

O Ibama vem mantendo suas equipes permanentemente em campo para vistorias. As análises da madeira são feitas por amostragem e a classificação é relativa à quantidade e à qualidade do produto.

Segundo o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, “o trabalho dos técnicos em campo é muito importante para assegurar o cumprimento das exigências do licenciamento ambiental e a garantia de produtos florestais de origem lícita atendendo as demandas do setor”.

Fonte: Ibama


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Aumenta uso de madeira como alternativa à energia nuclear

A demanda por madeira destinada à produção de energia aumenta de maneira estável, e os analistas do setor acreditam que a tendência será reforçada com a decisão de alguns países industrializados de privilegiar fontes de energia renováveis e limpas frente à nuclear.

É o que revela a revista anual do mercado de produtos florestais da Unece (Comissão Econômica da ONU para a Europa), que indica que o consumo de produtos florestais subiu 5,6% em 2010 nas regiões da América do Norte, Europa e em países do antigo bloco soviético.

O posicionamento sobre matéria energética mudou em certos países europeus após o acidente nuclear de Fukushima –como o anúncio da Alemanha de abandonar totalmente a energia atômica até 2022–, mas também o aumento do preço do petróleo e do carvão impulsionou fortemente o mercado madeireiro.

Esta matéria-prima é reconhecida como uma fonte de energia renovável e neutra do ponto de vista das emissões de dióxido de carbono.

O crescimento mais marcante experimentado nos últimos anos são dos “pellets” de madeira (serragem compactada que apresenta um fator de combustão elevado), utilizados para a geração de eletricidade, segundo a publicação.

De uma capacidade de produção de 9 milhões de toneladas em nível mundial –a metade na Europa– passou para 16 milhões de toneladas no ano passado, 2 milhões menos que a capacidade total calculada.

Estima-se que este ano a produção alcançará os 20 milhões de toneladas e que o aumento anual do consumo será da ordem de 11% até 2020.

Esta tendência, no entanto, pode resultar inquietante para outros setores, por isso que envolveria em termos de abastecimento e do preço da madeira, reconheceu Douglas Clark, analista da Unece.

CONSUMO

A Europa é o primeiro consumidor de “pellets”, com Suécia como o maior comprador com 20% do total mundial.

O primeiro exportador e principal abastecedor mundial é o Canadá, embora o organismo considere que esta situação evoluirá com o desenvolvimento das capacidades de produção na Rússia.

A revista avalia como “destacável” o crescimento do setor florestal na China na última década, onde a produção duplicou nos últimos cinco anos, alcançando US$ 300 bilhões em 2010.

Entre 2009 e 2010, a produção de produtos florestais na China aumentou 29% e se transformou já no primeiro produtor mundial de tabuleiros de madeira.

Além disso, nos dez últimos anos duplicou a de papel, polpa e papelão, dos quais agora produz 25% do total mundial.

Os analistas classificam a madeira como matéria muito “versátil”. Além dos produtos mais óbvios que podem ser extraídos dela, também participa da produção de têxteis, aditivos alimentícios (com base em celulose), telas ópticas para computadores portáteis, celulares, entre outros artigos.

Fonte: Da EFE


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ibama identifica extração ilegal de madeira em área de crimes no Pará

Operação encontrou 14 locais de desmate e 120 fornos clandestinos.
Ambientalistas e agricultor foram mortos nesta região em cinco dias.

Operação deflagrada neste fim de semana por agentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Nova Ipixuna, no Pará, identificou 14 pontos ilegais de desmatamento na floresta Amazônica, 13 locais de extração clandestina de lenha e madeira, além de 120 fornos utilizados na produção indevida de carvão vegetal.

A fiscalização é um desdobramento da Operação Disparada (que combate o desmatamento na Amazônia) e ocorre em resposta aos crimes ambientais praticados na região, denunciados pelo casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, morto em uma ‘tocaia’ na última terça-feira (24) em uma estrada rural do município.

Área desmatada encontrada por agentes do Ibama na região de Nova Ipixuna (PA) durante operação neste fim de semana (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

Área desmatada encontrada por agentes do Ibama na região de Nova Ipixuna (PA) durante operação neste fim de semana (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

 

De acordo com balanço divulgado pela instituição neste domingo (29), os desmatamentos encontrados estavam dentro de APPs (Áreas de Proteção Permanente) e foram realizados para favorecer a agricultura local. Árvores como a Castanheira foram as mais derrubadas.

Participaram da ação 20 agentes do Ibama que atuavam na operação Disparada (que combate o desmatamento ilegal em outras frentes), além da Polícia Rodoviária Federal.

Forno é destruído por agentes do Ibama em operação contra o desmate ilegal em Nova Ipixuna (PA) (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

Forno é destruído por agentes do Ibama em operação contra o desmate ilegal em Nova Ipixuna (PA) (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

 

“No ranking nacional de desmatamento, Nova Ipixuna está na posição 68º. O município de 15 mil habitantes e com uma extensa zona rural desmatou 72% da vegetação original. Não havia fiscalização antes aqui porque não tinha indicação de polígonos de desmatamento (constatado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, através de imagens de satélite). Mas com os assassinatos, deslocamos gente para a região e vamos intensificar os trabalhos por tempo indeterminado”, afirmou Marco Vidal, coordenador da operação do Ibama em Nova Ipixuna.

Nova Ipixuna (Foto: Editoria de arte/G1)

Nova Ipixuna (Foto: Editoria de arte/G1)

Apreensão
Dois tratores utilizados na derrubada das árvores foram apreendidos durante a operação e o proprietário já foi identificado. “Ninguém ainda foi preso, mas haverá aplicação de multas para os assentados que podem variar entre R$ 1.000 e R$ 5.000. Várias das madeireiras ilegais que flagramos nesta operação são reincidentes nas ações ilegais”, disse Vidal.

No sábado (28), os agentes do Ibama e da Polícia Rodoviária encontraram o corpo do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, de 25 anos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, já que é o segundo registro de mortes envolvendo moradores da região de Nova Ipixuna. Apesar disto, o delegado responsável pelo caso nega elo entre o assassinato dos ambientalistas e a morte de Pereira dos Santos.

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza, em São Paulo.


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Tecnologia ajuda a identificar mogno e pode evitar comércio ilegal

O cerco à madeira ilegal pode ficar ainda mais forte com o uso de uma nova tecnologia que vem sendo aplicada a madeiras tropicais pelo Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro.

Com a ajuda de um equipamento que usa luz infravermelha, os pesquisadores conseguiram distinguir o mogno, que está ameaçado de extinção, de outras três espécies bastante semelhantes a ele, que são a andiroba, o cedro e o curupixá.

O estudo, publicado esta semana no International Association of Wood Anatomists (IAWA) Journal, pode ter impacto principalmente na fiscalização e comercialização de madeira, pois abre a possibilidade de utilizar, no futuro, a técnica para identificar as toras de forma mais objetiva e mais rápida nessas ações.

O método ajudaria a complementar a identificação feita atualmente, que se baseia na análise visual da madeira com o auxílio de uma lupa e requer que o profissional conheça as características de cada espécie para poder distingui-las.

A pesquisadora Tereza C. M. Pastore, uma das autoras do estudo, diz que a tecnologia é especialmente útil nos casos de identificação mais difíceis, como é o caso de duas das quatro espécies estudadas: o mogno e a andiroba.

“O método consegue predizer a espécie com mais de 95% de certeza, o que é importantíssimo, considerando que o mogno é uma madeira de comércio controlado para exportação e pode ser facilmente confundida com outras espécies da Amazônia”, afirma.

Metodologia - Foram necessários quatro anos de estudos para chegar aos resultados. Na primeira etapa da pesquisa, as amostras de madeira foram tratadas e transformadas em pó e só depois analisadas em um aparelho – um espectrômetro – que fornece em segundos o espectro, ou “mapa”, da composição química delas.

Estudos com o equipamento associado à análise estatística dos dados mostraram que era possível diferenciar as espécies e motivou a etapa seguinte, de realizar a avaliação com amostras de madeira íntegras (inteiras), mais semelhantes à forma dos materiais fiscalizados nos caminhões durante as ações de fiscalização.

Das 111 amostras, 66 foram utilizadas para montar a base de informações das espécies no espectrômetro, conhecida como calibração. A partir dos dados obtidos e de sua análise estatística, foram criados os modelos para classificar cada espécie.

As amostras restantes serviram para validar os modelos e os resultados confirmaram a expectativa dos pesquisadores. Mesmo com a madeira inteira, a técnica conseguia diferenciar entre si o mogno, o cedro, a andiroba e o curupixá.

A equipe agora avalia se um equipamento portátil que usa a luz infravermelha fornecerá informações confiáveis como os equipamentos de laboratório. Em outra etapa, pretendem ampliar o número de amostras e incluir mais espécies nos estudos.

A pesquisa foi realizada em conjunto com os especialistas em identificação de madeira do Laboratório de Produtos Florestais (LPF)/Serviço Florestal Vera Coradin e José Arlete Camargos, com o químico e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jez Willian Batista Braga e com bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF e aluno do curso de Química da UnB Allan Ribeiro Silva.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro


28 de março de 2011 | nenhum comentário »

Livro desvenda as ações ilegais na floresta e debate o uso responsável da madeira

No dia 29 de março, a Rede Amigos da Amazônia, uma iniciativa dos Centros de Estudo em Sustentabilidade e em Administração Pública e Governo da Fundação Getulio Vargas, lança a publicação “Madeira de Ponta a Ponta: O caminho desde a floresta até o consumo”, que retrata o cenário da produção, beneficiamento, transporte e comercialização da madeira no Brasil e destaca o importante papel do poder público como regulador e comprador responsável de madeira nativa da Amazônia.

A obra faz um panorama desde as florestas no mundo e seus serviços ambientais até os desafios e barreiras à produção e consumo responsável de madeira. São apontados os esforços no controle e aplicação de tecnologias para uma melhor gestão pública, buscando gerar menos conflitos na floresta, menos emissões de gases de efeito estufa e reverter a grande evasão fiscal decorrente da exploração ilegal de madeira.

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“Compreender a complexidade da cadeia produtiva da madeira e as diferentes modalidades de fraudes praticadas é a nossa contribuição para aqueles que, de alguma forma, atuam para combater a ilegalidade desde a produção na floresta até o consumo final, seja no setor público, privado ou na sociedade civil”, destaca Malu Villela, coordenadora da Rede Amigos da Amazônia e uma das autoras do livro. “Com isso, esperamos resgatar a importância da madeira para as compras públicas e o mercado da construção civil, bem como posicionar o manejo florestal sustentável como importante ferramenta para a conservação e gestão da floresta”, completa.

Rica em ilustração e infográficos, “Madeira de ponta a ponta” é uma publicação conduzida como uma reportagem, que reúne entrevistas com especialistas e atores envolvidos na cadeia da madeira e traz uma série de dados recentes sobre a exploração madeireira no mundo e na Amazônia. Em especial, o livro explora informações sobre a evasão fiscal decorrente do comércio ilegal da madeira no país, o que, atualmente, corresponde a um valor superior ao orçamento do governo federal para a gestão e manejo de parques, florestas e demais áreas protegidas nacionais. É apresentada, ainda, uma reflexão sobre o tema das mudanças climáticas ao abordar o manejo florestal madeireiro e seus benefícios econômicos no mercado de carbono.

O evento de lançamento será realizado no auditório da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, e contará com a participação do jornalista Sergio Adeodato, um dos autores e principal condutor das entrevistas para o livro, que envolveram incursões em diferentes regiões da Amazônia. Participarão o secretário de Florestas do Acre, Sr. João Paulo Mastrangelo, o embaixador Britânico no Brasil, Sr. Alan Charlton e um representante da secretaria de meio ambiente do estado de São Paulo e da prefeitura de São Paulo, que debaterão o tema junto à plateia.

“Madeira de Ponta a Ponta” é uma publicação idealizada pela Rede Amigos da Amazônia com financiamento do Department for Environment, Food and Rural Affairs (Defra) do Governo Britânico e apoio da Comissão Europeia.

Fonte: Ascom Fundação Getulio Vargas


11 de março de 2011 | nenhum comentário »

Esquema em MT fraudou venda de 1.200 caminhões de madeira

Operação realizada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Civil em Mato Grosso resultou em pedidos de prisão de um analista ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do estado, de um engenheiro e um fazendeiro envolvidos em esquema fraudulento que vendia créditos de madeira a terceiros.

O esquema foi revelado por meio de uma gravação feita por fiscais do Ibama, que foram até a fazenda autorizada a cortar toras de árvore mas não encontraram a madeira prevista no projeto de manejo.

De acordo com o Ibama, os proprietários vendiam créditos florestais a madeireiros da região. O sistema servia para esquentar a madeira tirada de reservas e áreas onde a derrubada é proibida.

Na gravação feita por agentes do Ibama, o dono da fazenda fiscalizada ainda propõe um acordo: “Nós levanta um dinheiro, ajeita pra vocês e a hora que libera esse, libera o manejo, aí é chegar e quitar. Vamos fazer esse trem uns duzentos conto. Eu vou ver se levanto uns 50 mil pra vocês (sic)”, disse ele aos fiscais, que entregaram o arquivo à Polícia Civil.

A operação resultou na prisão de um analista ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso, que foi afastado e pode ser exonerado do cargo se as irregularidades forem confirmadas, e na prisão do engenheiro que elaborou o projeto de manejo da fazenda. O proprietário do local, que tentou subornar os fiscais, está foragido.

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De acordo com o delegado que cuida do caso, o esquema permitiu que a quadrilha conseguisse créditos florestais para comercializar ao menos 1.200 caminhões de madeira, o equivalente a R$ 3 milhões. “Não existia efetivamente madeira para extração e para a indústria madeireira. Acabaram recebendo uma aprovação de 20 mil metros cúbicos em créditos florestais. É como se o órgão ambiental estivesse emitindo dinheiro para essas pessoas”, diz o delegado.

Fonte: Globo Natureza


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Falso plano de manejo ‘esquentava’ madeira ilegal em Mato Grosso

Investigação realizada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso resultou, nesta quarta-feira (16), no indiciamento de 56 pessoas por transporte ilegal de madeira, crimes contra a administração ambiental e falsidade ideológica.

O alvo da pesquisa, realizada desde 2006, era uma fazenda no município de Juara, no noroeste do estado, cujo volume de madeira em pé, de mais de 11 mil metros cúbicos, serviu para fraudar manejo florestal na região. Os créditos eram vendidos por meio de intermediários para dez madeireiras do município e mais uma na cidade de Tangará da Serra.

Segundo os investigadores, o manejo florestal foi aprovado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Técnicos do órgão não sabiam que os créditos eram usados para “esquentar” madeira retirada ilegalmente da floresta de Mato Grosso, e não da fazenda em Juara.

As toras de madeira, justificadas por meio do plano de manejo aprovado, era retiradas de áreas de preservação ambiental, reservas e assentamentos. Vistorias feitas por investigadores na fazenda revelaram que a vegetação autorizada no manejo florestal permaneceu intacta.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso encaminhou denúncia sobre o caso ao Ministério Público e os créditos do manejo foram suspensos no sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais e em outro, que autoriza o transporte das madeiras.

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 Fonte: Globo Natureza


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26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento reduz em junho, mas MT ainda lidera degradação florestal

De acordo com Imazon, estado concentra 80% da degradação florestal.
Em 11 meses foram 1.587 km2 no estado frente aos 1.974 km2 da região.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)

Desmatamento em junho somou 2 km2 no estado (Foto: Divulgação)

Mato Grosso perdeu dois quilômetros quadrados de Floresta Amazônica em junho e tornou-se o menor do ano, apontou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. O resultado verificado no mês passado superou o desempenho de janeiro, quando foram quatro quilômetros quadrados e à época era o mais baixo. Altas e baixas marcam os níveis de desmates no semestre no estado, revelou o Imazon.

Enquanto em janeiro a floresta perdeu 4 km2, em fevereiro as ocorrências tornaram-se maiores e atingiram uma área de 70 km2, fazendo a unidade federada liderar o ranking dos maiores desmatadores da Amazônia Legal. Em março, o desmatamento atingiu 32 km2, indo a outros 50 km2 em abril e 11 km2 em maio.

Apesar de comemorar reduções, Mato Grosso ainda é campeão no quesito degradação florestal. Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV), a degradação corresponde ao chamado pré-desmatamento e mostra que a destruição da floresta ainda continua.

“É um indicador futuro, pois é o primeiro sinal do desmatamento. Os dados se contrapõem e mostram que a ilegalidade continua”, disse ao G1 o representante. Ao avaliar a degradação florestal acumulada entre agosto de 2011 a junho de 2012 (o chamado ano do desmatamento), o Imazon constatou que na Amazônia Legal chegou a 1.974 km2. Somente em Mato Grosso foram 1.587 km2 ou pouco mais de 80% do volume total.

Mesmo com uma redução na ordem de 58% na degradação florestal, quando comparado aos 3.779 km2 registrados entre agosto de 2010 a junho de 2011, a unidade matogrossense continua liderando o ranking dos estados que mais degradaram a floresta nestes meses avaliados. O Pará, com 239 km2 degradados, apareceu na segunda posição, seguida por Rondônia com 101 km2.

Para João Andrade, do ICV, a degradação fomenta também o comércio ilegal de madeira e mantém vivos os crimes contra a floresta. No entender do representante do Instituto Centro de Vida, dois fatores estão influenciando diretamente a continuidade das ações ilegais.

“Um é a fiscalização e a outra é a responsabilização. Muitas vezes uma pessoa é autuada, mas não necessariamente paga a multa, pois pode prescrever. Ou também porque houve problemas na hora da fiscalização e acham-se brechas [jurídicas]. Se há a maior responsabilização vai se pensar duas vezes [antes de agir]“, afirma o coordenador do Programa Governança Florestal.

Desmatamento acumulado
Ao avaliar o acumulado dos chamados dez meses do calendário de desmatamento, ou seja, de agosto de 2011 a junho de 2012 o Imazon aponta o Pará (34%) como líder, seguido por Mato Grosso (32%), Rondônia (18%) e Amazonas (9%). Juntos, os quatro estados foram responsáveis por 93% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal nesse período.

Segundo o Imazon, houve recuo de 41% nos desmates quando comparado com o período anterior (agosto de 2010 a junho de 2011). Queda em termos relativos no Acre (-64%), Amazonas (-54%), Mato Grosso (-50%), Rondônia (48%) e Pará (20%). Contudo, avanço de 194% em Roraima e 61% no Tocantins.

Já em termos absolutos quem lidera o ranking do desmatamento no acumulado é o estado do Pará, com 309 km2, seguido por Mato Grosso (293 km2), Rondônia (167 km2), Amazonas (81 km2), Roraima (23 km2), Acre (20 km2) e Tocantins (14 km2).

 

Fonte: G1


14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Batalhão Ambiental apreende caminhão com madeira no AM

O Batalhão de Policiamento Ambiental apreendeu dez metros cúbicos de madeira na madrugada desta sexta-feira (13) em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus). A madeira era transportada em um caminhão.

Os policiais interceptaram a carga no bairro Terra Preta durante uma fiscalização de rotina. Segundo o Batalhão, o motorista do caminhão não informou para onde levaria o material.

O motorista será encaminhado ao Batalhão Ambiental em Manaus para prestar esclarecimentos. De acordo com o Artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais, é proibido receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor, autorizada, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento. A legislação prevê pena de detenção, de seis meses a um ano, e multa.

O mesmo artigo também enquadra quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, autorizada.

De acordo com o cabo Waldisney Lima da Silvam, Manacapuru está entre os municípios do Amazonas com altos índices de crimes ambientais.

Fonte: Portal Amazônia


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Plano de outorga aponta 10 florestas passíveis de concessão em 2012

Dez florestas nacionais (Flonas) integram a lista de florestas públicas que poderão ser concedidas no próximo ano, segundo o Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF) 2012. Juntas, somam 4,4 milhões de hectares, dos quais 2,8 milhões têm potencial para a produção sustentável.

Entre as flonas passíveis de concessão, sete estão no Pará – são as flonas do Jamanxim, de Altamira, do Crepori, do Amana, de Caxiuanã, do Trairão e de Saracá-Taquera; duas no Acre – flonas do Macuã e de São Francisco; e uma em Rondônia, a Flona de Jacundá.

A concessão é uma forma de gestão das florestas públicas na qual empreendedores têm acesso à áreas para extrair madeira e produtos não madeireiros de forma legal e sustentável por meio de licitação realizada pelo Serviço Florestal Brasileiro.

Área produtiva – Segundo estimativas do PAOF, a produção potencial de madeira nessas flonas é de 1,8 milhão de metros cúbicos por ano para uma produtividade de 25 metros cúbicos por hectare/ano.

Segundo o documento, essa quantidade corresponde a 19% do consumo total de toras na Amazônia, de acordo com dados dos sistemas eletrônicos de controle florestal dos órgãos ambientais.

A tendência é que as concessões florestais ganhem relevância cada vez maior ao longo dos anos, fornecendo madeira legalizada e de fonte sustentável ao mercado, afirma o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel.

Os cálculos baseiam-se na produção anual em uma área de 2,8 milhões de hectares, respeitado o ciclo de corte, e não nos 4,4 milhões de hectares das flonas porque os planos de manejo dessas unidades de conservação destinam apenas parte da área total para a extração sustentável.

Em uma análise preliminar em relação às flonas que já possuem plano de manejo, as áreas com aptidão para o manejo florestal sustentável empresarial variam de 51% a 82% do total da área da unidade.

Seleção – Para definir as áreas passíveis de concessão, o Serviço Florestal usa o Cadastro Nacional de Florestas Públicas (CNFP), que registrava, em abril de 2011, cerca de 213 milhões de hectares de florestas públicas federais cadastradas. Deste total, foram excluídos 98%, por se tratarem de terras indígenas, unidades de proteção integral e áreas sob outras restrições.

Aplicados todos os filtros, só entram no PAOF as florestas nacionais que têm plano de manejo ou aquelas em que esse documento é previsto para ser lançado no ano de vigência do Plano Anual de Outorga Florestal.

A elaboração do Plano considerou, ainda, diversas iniciativas, como o Plano Nacional de Reforma Agrária, o Programa Agricultura de Baixo Carbono, o Programa Nacional de Florestas, o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, o Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal, entre outros.

Pequenas empresas e parques tecnológicos – O Paof estabelece os parâmetros para definição de tamanhos das unidades de manejo a serem concedidas, considerando aspectos regionais, como o porte dos agentes envolvidos na cadeia produtiva. Para facilitar o acesso de pequenas empresas ao processo de concessão florestal, todos os editais de concessão em 2012 devem ofertar ao menos uma unidade de manejo pequena (até 30 mil hectares).

As concessões florestais visam o desenvolvimento das regiões onde são promovidas. Nesta perspectiva, o PAOF 2012 definiu que, a cada dois lotes de concessão florestal licitados em 2012, pelo menos um deve conter unidades de manejo de tamanho grande (no mínimo 60 mil hectares), para promover empreendimentos que permitam a instalação de parques tecnológicos com elevados aportes de capital.

Paof – O Paof foi instituído pela Lei no 11.284/2006 (Lei de Gestão de Florestas Públicas), como instrumento de planejamento das ações da União voltadas à produção florestal sustentável por meio da concessão onerosa de florestas públicas, naturais ou plantadas, para a exploração de recursos madeireiros, não madeireiros e serviços.

Fonte: MMA


15 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comercialização de madeira retirada da área da usina Santo Antônio é monitorada pelo Ibama

As primeiras balsas com produtos florestais extraídos da área autorizada para supressão vegetal da usina hidrelétrica Santo Antônio começam a sair de Porto Velho, em Rondônia, com destino a Itacoatiara, no estado do Amazonas.

Estima-se que cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos de produtos florestais, entre tora e lenha, serão aproveitados economicamente só em 2011. Nesse caso, o consórcio empreendedor é responsável pela supressão e pela comercialização da madeira. As espécies com maior valor econômico estão sendo preparadas em serrarias construídas no local, e as protegidas por lei, como a castanheira e a seringueira, têm destinação diferente: elas poderão ser doadas para instituições beneficentes, sem fins lucrativos, ou para programas de habitação popular. A fiscalização do Documento de Origem Florestal (DOF) está sendo feita em um posto de controle do Ibama implantado na área.

Os analistas da Diretoria de Biodiversidade e Florestas do Ibama, que coordenam o trabalho, asseguram que é uma tarefa de campo complexa, mas os ganhos sociais compensam os esforços. Entre outros benefícios, a retirada da madeira assegura melhor qualidade da água no reservatório das usinas, o incremento no setor madeireiro, com a oferta de madeira legalizada, e a abertura da possibilidade de novas florestas de compensação ambiental, pois a reposição florestal para compensar a área de vegetação suprimida é exigência do Ibama no licenciamento ambiental.

Outro benefício social, ainda segundo os técnicos, seria a geração de divisas para o estado, com o pagamento de impostos sobre a comercialização dessa madeira, além do aperfeiçoamento institucional do Ibama, que está garantindo a fiscalização e a liberação do estoque em tempo hábil para a comercialização.

O Ibama vem mantendo suas equipes permanentemente em campo para vistorias. As análises da madeira são feitas por amostragem e a classificação é relativa à quantidade e à qualidade do produto.

Segundo o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, “o trabalho dos técnicos em campo é muito importante para assegurar o cumprimento das exigências do licenciamento ambiental e a garantia de produtos florestais de origem lícita atendendo as demandas do setor”.

Fonte: Ibama


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Aumenta uso de madeira como alternativa à energia nuclear

A demanda por madeira destinada à produção de energia aumenta de maneira estável, e os analistas do setor acreditam que a tendência será reforçada com a decisão de alguns países industrializados de privilegiar fontes de energia renováveis e limpas frente à nuclear.

É o que revela a revista anual do mercado de produtos florestais da Unece (Comissão Econômica da ONU para a Europa), que indica que o consumo de produtos florestais subiu 5,6% em 2010 nas regiões da América do Norte, Europa e em países do antigo bloco soviético.

O posicionamento sobre matéria energética mudou em certos países europeus após o acidente nuclear de Fukushima –como o anúncio da Alemanha de abandonar totalmente a energia atômica até 2022–, mas também o aumento do preço do petróleo e do carvão impulsionou fortemente o mercado madeireiro.

Esta matéria-prima é reconhecida como uma fonte de energia renovável e neutra do ponto de vista das emissões de dióxido de carbono.

O crescimento mais marcante experimentado nos últimos anos são dos “pellets” de madeira (serragem compactada que apresenta um fator de combustão elevado), utilizados para a geração de eletricidade, segundo a publicação.

De uma capacidade de produção de 9 milhões de toneladas em nível mundial –a metade na Europa– passou para 16 milhões de toneladas no ano passado, 2 milhões menos que a capacidade total calculada.

Estima-se que este ano a produção alcançará os 20 milhões de toneladas e que o aumento anual do consumo será da ordem de 11% até 2020.

Esta tendência, no entanto, pode resultar inquietante para outros setores, por isso que envolveria em termos de abastecimento e do preço da madeira, reconheceu Douglas Clark, analista da Unece.

CONSUMO

A Europa é o primeiro consumidor de “pellets”, com Suécia como o maior comprador com 20% do total mundial.

O primeiro exportador e principal abastecedor mundial é o Canadá, embora o organismo considere que esta situação evoluirá com o desenvolvimento das capacidades de produção na Rússia.

A revista avalia como “destacável” o crescimento do setor florestal na China na última década, onde a produção duplicou nos últimos cinco anos, alcançando US$ 300 bilhões em 2010.

Entre 2009 e 2010, a produção de produtos florestais na China aumentou 29% e se transformou já no primeiro produtor mundial de tabuleiros de madeira.

Além disso, nos dez últimos anos duplicou a de papel, polpa e papelão, dos quais agora produz 25% do total mundial.

Os analistas classificam a madeira como matéria muito “versátil”. Além dos produtos mais óbvios que podem ser extraídos dela, também participa da produção de têxteis, aditivos alimentícios (com base em celulose), telas ópticas para computadores portáteis, celulares, entre outros artigos.

Fonte: Da EFE


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ibama identifica extração ilegal de madeira em área de crimes no Pará

Operação encontrou 14 locais de desmate e 120 fornos clandestinos.
Ambientalistas e agricultor foram mortos nesta região em cinco dias.

Operação deflagrada neste fim de semana por agentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Nova Ipixuna, no Pará, identificou 14 pontos ilegais de desmatamento na floresta Amazônica, 13 locais de extração clandestina de lenha e madeira, além de 120 fornos utilizados na produção indevida de carvão vegetal.

A fiscalização é um desdobramento da Operação Disparada (que combate o desmatamento na Amazônia) e ocorre em resposta aos crimes ambientais praticados na região, denunciados pelo casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, morto em uma ‘tocaia’ na última terça-feira (24) em uma estrada rural do município.

Área desmatada encontrada por agentes do Ibama na região de Nova Ipixuna (PA) durante operação neste fim de semana (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

Área desmatada encontrada por agentes do Ibama na região de Nova Ipixuna (PA) durante operação neste fim de semana (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

 

De acordo com balanço divulgado pela instituição neste domingo (29), os desmatamentos encontrados estavam dentro de APPs (Áreas de Proteção Permanente) e foram realizados para favorecer a agricultura local. Árvores como a Castanheira foram as mais derrubadas.

Participaram da ação 20 agentes do Ibama que atuavam na operação Disparada (que combate o desmatamento ilegal em outras frentes), além da Polícia Rodoviária Federal.

Forno é destruído por agentes do Ibama em operação contra o desmate ilegal em Nova Ipixuna (PA) (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

Forno é destruído por agentes do Ibama em operação contra o desmate ilegal em Nova Ipixuna (PA) (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

 

“No ranking nacional de desmatamento, Nova Ipixuna está na posição 68º. O município de 15 mil habitantes e com uma extensa zona rural desmatou 72% da vegetação original. Não havia fiscalização antes aqui porque não tinha indicação de polígonos de desmatamento (constatado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, através de imagens de satélite). Mas com os assassinatos, deslocamos gente para a região e vamos intensificar os trabalhos por tempo indeterminado”, afirmou Marco Vidal, coordenador da operação do Ibama em Nova Ipixuna.

Nova Ipixuna (Foto: Editoria de arte/G1)

Nova Ipixuna (Foto: Editoria de arte/G1)

Apreensão
Dois tratores utilizados na derrubada das árvores foram apreendidos durante a operação e o proprietário já foi identificado. “Ninguém ainda foi preso, mas haverá aplicação de multas para os assentados que podem variar entre R$ 1.000 e R$ 5.000. Várias das madeireiras ilegais que flagramos nesta operação são reincidentes nas ações ilegais”, disse Vidal.

No sábado (28), os agentes do Ibama e da Polícia Rodoviária encontraram o corpo do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, de 25 anos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, já que é o segundo registro de mortes envolvendo moradores da região de Nova Ipixuna. Apesar disto, o delegado responsável pelo caso nega elo entre o assassinato dos ambientalistas e a morte de Pereira dos Santos.

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza, em São Paulo.


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Tecnologia ajuda a identificar mogno e pode evitar comércio ilegal

O cerco à madeira ilegal pode ficar ainda mais forte com o uso de uma nova tecnologia que vem sendo aplicada a madeiras tropicais pelo Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro.

Com a ajuda de um equipamento que usa luz infravermelha, os pesquisadores conseguiram distinguir o mogno, que está ameaçado de extinção, de outras três espécies bastante semelhantes a ele, que são a andiroba, o cedro e o curupixá.

O estudo, publicado esta semana no International Association of Wood Anatomists (IAWA) Journal, pode ter impacto principalmente na fiscalização e comercialização de madeira, pois abre a possibilidade de utilizar, no futuro, a técnica para identificar as toras de forma mais objetiva e mais rápida nessas ações.

O método ajudaria a complementar a identificação feita atualmente, que se baseia na análise visual da madeira com o auxílio de uma lupa e requer que o profissional conheça as características de cada espécie para poder distingui-las.

A pesquisadora Tereza C. M. Pastore, uma das autoras do estudo, diz que a tecnologia é especialmente útil nos casos de identificação mais difíceis, como é o caso de duas das quatro espécies estudadas: o mogno e a andiroba.

“O método consegue predizer a espécie com mais de 95% de certeza, o que é importantíssimo, considerando que o mogno é uma madeira de comércio controlado para exportação e pode ser facilmente confundida com outras espécies da Amazônia”, afirma.

Metodologia - Foram necessários quatro anos de estudos para chegar aos resultados. Na primeira etapa da pesquisa, as amostras de madeira foram tratadas e transformadas em pó e só depois analisadas em um aparelho – um espectrômetro – que fornece em segundos o espectro, ou “mapa”, da composição química delas.

Estudos com o equipamento associado à análise estatística dos dados mostraram que era possível diferenciar as espécies e motivou a etapa seguinte, de realizar a avaliação com amostras de madeira íntegras (inteiras), mais semelhantes à forma dos materiais fiscalizados nos caminhões durante as ações de fiscalização.

Das 111 amostras, 66 foram utilizadas para montar a base de informações das espécies no espectrômetro, conhecida como calibração. A partir dos dados obtidos e de sua análise estatística, foram criados os modelos para classificar cada espécie.

As amostras restantes serviram para validar os modelos e os resultados confirmaram a expectativa dos pesquisadores. Mesmo com a madeira inteira, a técnica conseguia diferenciar entre si o mogno, o cedro, a andiroba e o curupixá.

A equipe agora avalia se um equipamento portátil que usa a luz infravermelha fornecerá informações confiáveis como os equipamentos de laboratório. Em outra etapa, pretendem ampliar o número de amostras e incluir mais espécies nos estudos.

A pesquisa foi realizada em conjunto com os especialistas em identificação de madeira do Laboratório de Produtos Florestais (LPF)/Serviço Florestal Vera Coradin e José Arlete Camargos, com o químico e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jez Willian Batista Braga e com bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF e aluno do curso de Química da UnB Allan Ribeiro Silva.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro


28 de março de 2011 | nenhum comentário »

Livro desvenda as ações ilegais na floresta e debate o uso responsável da madeira

No dia 29 de março, a Rede Amigos da Amazônia, uma iniciativa dos Centros de Estudo em Sustentabilidade e em Administração Pública e Governo da Fundação Getulio Vargas, lança a publicação “Madeira de Ponta a Ponta: O caminho desde a floresta até o consumo”, que retrata o cenário da produção, beneficiamento, transporte e comercialização da madeira no Brasil e destaca o importante papel do poder público como regulador e comprador responsável de madeira nativa da Amazônia.

A obra faz um panorama desde as florestas no mundo e seus serviços ambientais até os desafios e barreiras à produção e consumo responsável de madeira. São apontados os esforços no controle e aplicação de tecnologias para uma melhor gestão pública, buscando gerar menos conflitos na floresta, menos emissões de gases de efeito estufa e reverter a grande evasão fiscal decorrente da exploração ilegal de madeira.

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“Compreender a complexidade da cadeia produtiva da madeira e as diferentes modalidades de fraudes praticadas é a nossa contribuição para aqueles que, de alguma forma, atuam para combater a ilegalidade desde a produção na floresta até o consumo final, seja no setor público, privado ou na sociedade civil”, destaca Malu Villela, coordenadora da Rede Amigos da Amazônia e uma das autoras do livro. “Com isso, esperamos resgatar a importância da madeira para as compras públicas e o mercado da construção civil, bem como posicionar o manejo florestal sustentável como importante ferramenta para a conservação e gestão da floresta”, completa.

Rica em ilustração e infográficos, “Madeira de ponta a ponta” é uma publicação conduzida como uma reportagem, que reúne entrevistas com especialistas e atores envolvidos na cadeia da madeira e traz uma série de dados recentes sobre a exploração madeireira no mundo e na Amazônia. Em especial, o livro explora informações sobre a evasão fiscal decorrente do comércio ilegal da madeira no país, o que, atualmente, corresponde a um valor superior ao orçamento do governo federal para a gestão e manejo de parques, florestas e demais áreas protegidas nacionais. É apresentada, ainda, uma reflexão sobre o tema das mudanças climáticas ao abordar o manejo florestal madeireiro e seus benefícios econômicos no mercado de carbono.

O evento de lançamento será realizado no auditório da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, e contará com a participação do jornalista Sergio Adeodato, um dos autores e principal condutor das entrevistas para o livro, que envolveram incursões em diferentes regiões da Amazônia. Participarão o secretário de Florestas do Acre, Sr. João Paulo Mastrangelo, o embaixador Britânico no Brasil, Sr. Alan Charlton e um representante da secretaria de meio ambiente do estado de São Paulo e da prefeitura de São Paulo, que debaterão o tema junto à plateia.

“Madeira de Ponta a Ponta” é uma publicação idealizada pela Rede Amigos da Amazônia com financiamento do Department for Environment, Food and Rural Affairs (Defra) do Governo Britânico e apoio da Comissão Europeia.

Fonte: Ascom Fundação Getulio Vargas


11 de março de 2011 | nenhum comentário »

Esquema em MT fraudou venda de 1.200 caminhões de madeira

Operação realizada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Civil em Mato Grosso resultou em pedidos de prisão de um analista ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do estado, de um engenheiro e um fazendeiro envolvidos em esquema fraudulento que vendia créditos de madeira a terceiros.

O esquema foi revelado por meio de uma gravação feita por fiscais do Ibama, que foram até a fazenda autorizada a cortar toras de árvore mas não encontraram a madeira prevista no projeto de manejo.

De acordo com o Ibama, os proprietários vendiam créditos florestais a madeireiros da região. O sistema servia para esquentar a madeira tirada de reservas e áreas onde a derrubada é proibida.

Na gravação feita por agentes do Ibama, o dono da fazenda fiscalizada ainda propõe um acordo: “Nós levanta um dinheiro, ajeita pra vocês e a hora que libera esse, libera o manejo, aí é chegar e quitar. Vamos fazer esse trem uns duzentos conto. Eu vou ver se levanto uns 50 mil pra vocês (sic)”, disse ele aos fiscais, que entregaram o arquivo à Polícia Civil.

A operação resultou na prisão de um analista ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso, que foi afastado e pode ser exonerado do cargo se as irregularidades forem confirmadas, e na prisão do engenheiro que elaborou o projeto de manejo da fazenda. O proprietário do local, que tentou subornar os fiscais, está foragido.

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De acordo com o delegado que cuida do caso, o esquema permitiu que a quadrilha conseguisse créditos florestais para comercializar ao menos 1.200 caminhões de madeira, o equivalente a R$ 3 milhões. “Não existia efetivamente madeira para extração e para a indústria madeireira. Acabaram recebendo uma aprovação de 20 mil metros cúbicos em créditos florestais. É como se o órgão ambiental estivesse emitindo dinheiro para essas pessoas”, diz o delegado.

Fonte: Globo Natureza


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Falso plano de manejo ‘esquentava’ madeira ilegal em Mato Grosso

Investigação realizada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso resultou, nesta quarta-feira (16), no indiciamento de 56 pessoas por transporte ilegal de madeira, crimes contra a administração ambiental e falsidade ideológica.

O alvo da pesquisa, realizada desde 2006, era uma fazenda no município de Juara, no noroeste do estado, cujo volume de madeira em pé, de mais de 11 mil metros cúbicos, serviu para fraudar manejo florestal na região. Os créditos eram vendidos por meio de intermediários para dez madeireiras do município e mais uma na cidade de Tangará da Serra.

Segundo os investigadores, o manejo florestal foi aprovado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Técnicos do órgão não sabiam que os créditos eram usados para “esquentar” madeira retirada ilegalmente da floresta de Mato Grosso, e não da fazenda em Juara.

As toras de madeira, justificadas por meio do plano de manejo aprovado, era retiradas de áreas de preservação ambiental, reservas e assentamentos. Vistorias feitas por investigadores na fazenda revelaram que a vegetação autorizada no manejo florestal permaneceu intacta.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso encaminhou denúncia sobre o caso ao Ministério Público e os créditos do manejo foram suspensos no sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais e em outro, que autoriza o transporte das madeiras.

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 Fonte: Globo Natureza


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