16 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Operação apreende 100 metros cúbicos de madeira ilegal em Goiás

Seis caminhões foram flagrados com carga sem documentação de origem.
Madeira havia sido extraída de forma clandestina da Amazônia e cerrado.

Operação contra o comércio clandestino de madeira, realizada entre os dias 8 e 13 de agosto em rodovias federais que cortam Goiás, apreendeu cerca de 100 metros cúbicos de madeira sem documentação florestal e que foram extraídas da Amazônia. Os flagrantes ocorreram nos municípios de Uruaçu e Porantagu.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), um dos veículos flagrados tentava esconder madeira serrada de uma forma ousada. Na caçamba do caminhão, o motorista utilizou caixas empregadas no transporte de verduras e legumes para encobrir a madeira ilegal.

Foi encontrada uma quantidade de lenha sem documento de origem, que havia sido extraída e tratada no Tocantins e era composta de espécies do cerrado. No total, foram aplicadas multas equivalentes a R$ 45 mil. Ninguém foi detido e a madeira apreendida foi levada pelo Ibama.

Um dos caminhões flagrados transportando madeira extraída de forma ilegal em estradas federais de Goiás (Foto: Divulgação/Ibama)

Um dos caminhões flagrados transportando madeira extraída de forma ilegal em estrada federal de Goiás (Foto: Divulgação/Ibama)

Em uma das apreensões, veículo utilizava caixas para esconder carga ilegal de madeira (Foto: Divulgação/Ibama)

Em uma das apreensões, veículo utilizava caixas para esconder carga ilegal de madeira (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


7 de junho de 2011 | nenhum comentário »

PRF apreende 5 carretas com madeira ilegal no fim de semana em MT

Em apenas um posto da PRF, foram 3 apreensões em poucas horas.
Um total de 165 metros cúbicos de madeira foram apreendidos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu madeira irregular em diversos pontos de Mato Grosso durante esse final de semana. Em Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá, a PRF apreendeu três carretas que transportavam madeira ilegal.

Na BR-163, foram três apreensões no mesmo dia e em um curto intervalo de tempo. Às 15h50, foram apreendidos 35m cúbicos que eram transportados em uma carreta com placas de Mato Grosso. Um pouco mais tarde por volta das 18h, foram encontrados 48m³ e apenas 15 minutos depois, foram apreendidos mais 44m³.

De acordo com a PRF, em todos os casos não foi possível precisar a origem e destino da madeira, nem mesmo as espécies transportadas. Nas três ocorrências os dados das notas fiscais não estavam de acordo com as madeiras apreendidas.

Os suspeitos vão responder por crimes ambientais e fiscais, uma vez que tanto a natureza da mercadoria como o volume informado são diferentes do apresentado nas notas fiscais e guias florestais. As ocorrências foram encaminhadas à Polícia Civil e ao IBAMA, na região.

Outras apreensões
Durante o final de semana a Polícia Rodoviária Federal apreendeu madeira em outras cidades mato-grossenses. Em Pontes e Lacerda, a 483 quilômetros de Cuiabá foram encontrados 7 metros cúbicos de madeira irregular.

Já em Campo Verde, a 139 quilômetros da capital, os policiais rodoviários federais encontraram 31,8 metros cúbicos de madeira serrada com dados diferentes entre a Guia Florestal e o veículo que transportava a madeira apreendida.

A ocorrência foi encaminhada ao IBAMA, em Cuiabá. No balanço do final de semana, um total de 165 metros cúbicos de madeira foram apreendidos pelas equipes da PRF.

Madeira ilegal apreendida no interior de MT (Foto:Divulgação/PRF)

Madeira ilegal apreendida no interior de MT (Foto:Divulgação/PRF)

 

Fonte: Do G1, MT


5 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Madeira nobre apodrece no PR

Árvore derrubada ilegalmente pode virar casa popular ou mobiliário de instituição de caridade

O técnico ambiental Ademir Brandalise mede as toras ao relento na Floresta Nacional de Irati

O técnico ambiental Ademir Brandalise mede as toras ao relento na Floresta Nacional de Irati

Ponta Grossa – Durante todo o ano passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tirou de circulação no Paraná o equivalente a 125 caminhões de madeira derrubada ilegalmente. Por lei, a madeira pode ser doada ou leiloada, mas devido à lentidão do processo judicial e à falta de galpões de armazenamento, muitos lotes ficam sem a destinação correta. Na Floresta Nacional (Flona) de Irati, no Centro-Sul, que recebia os carregamentos até cinco meses atrás, há madeira nobre ao relento. Por força de um decreto federal, o Ibama está tentando acelerar os processos e dar uma destinação à madeira logo após a apreensão.

O carregamento que não tem comprovação de origem ou medidas que contrariam a legislação é retido pelos fiscais do Ibama. Até o ano passado, o lote ia para a Flona de Irati, mas desde que a unidade passou à gerência do Instituto Chico Mendes – um braço do Ministério do Meio Ambiente – a madeira fica com o próprio autuado, que é designado fiel depositário e tem de prestar contas à Justiça se não cuidar do carregamento.

Em 2007, o Ibama paranaense doou apenas 435,05 metros cúbicos de madeira, o que equivale a 29 caminhões carregados. O ano de 2008 foi atípico. Foram doados no período 1.330,43 metros cúbicos (o suficiente para encher 88 caminhões) enquanto foram apreendidos 1.881,45 metros cúbicos. A média de madeira doada, segundo o superintendente estadual do órgão, José Álvaro Carneiro, não ultrapassa 15% do volume de apreensão anual. O aumento no volume de doação no ano passado – 70% do material apreendido – se deve à concentração de processos finalizados e ao decreto federal 6.514, em vigor desde julho de 2008, que foi assinado para acelerar a doação do material.

Conforme o diretor substituto de Proteção Ambiental do Ibama em Brasília, Luciano de Meneses Evaristo, as superintendências estaduais estão trabalhando para pôr o decreto em prática.

Antes, a madeira só era encaminhada para doação ou leilão depois de esgotados todos os recursos judiciais propostos pelo infrator, em todas as instâncias possíveis. Agora, logo depois da apreensão, a madeira já pode ser liberada. A prioridade é para órgãos federais, como o Exército Brasileiro.

Caso a Justiça considere que o autuado tem direito sobre a madeira, o Ibama restabelece os custos ao dono e paga as devidas indenizações. “Mas isso é muito raro, normalmente os juízes não dão ganho de causa para os infratores”, afirma.

No Paraná, entre os lotes doados nos dois últimos anos havia processos iniciados em 2004. Como a madeira é guardada em condições precárias, muitos lotes ficam danificados. O Provopar Ação Social, por exemplo, chegou a rejeitar doações feitas pelo Ibama. Na Flona de Irati, há toras de imbuia e de araucária a céu aberto. No galpão, que guarda madeira serrada, há goteiras que comprometem os lotes.

Para o Ibama, deixar os lotes apreendidos com os próprios autuados é um risco. “É como deixar a raposa cuidando do galinheiro”, compara Carneiro. O órgão está negociando com o Instituto Chico Mendes o retorno do uso da Flona para abrigar os carregamentos apreendidos.

Casas populares

Um bom exemplo da destinação correta de madeira apreendida foi a construção de sete casas populares na Vila Santo Antônio, em Rebouças, na Região Centro-Sul. A prefeitura transformou um lote de madeira serrada doada pelo Ibama em um núcleo habitacional destinado a pessoas de baixa renda. A madeira maripá foi apreendida em 2006 no Porto de Paranaguá e doada em março de 2008 à prefeitura. O município doou a madeira e o terreno, e moradores providenciaram a construção em forma de mutirão e a compra dos materiais de acabamento. Em novembro do ano passado, a dona de casa Eva Luciane França, 29 anos, se mudou para a casa nova. “É uma casa muito boa, principalmente para a minha família que estava morando de favor com o meu tio”, disse. Agora, os moradores lutam para conseguir luz e água na região, que ainda não foram ligados.

Conjunto habitacional em Rebouças foi construído com madeira apreendida

Conjunto habitacional em Rebouças foi construído com madeira apreendida

Impunidade é estimulada

Não há um número preciso de quanta madeira apreendida no Paraná é aproveitada para doação ou leilão. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima em 15% do total, em média, mas o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) não forneceu as

51 full video download

informações à reportagem, citando apenas que possui 282 entidades cadastradas para doações.

Um estudo coordenado pelo Instituto Imazon, que realiza pesquisas sobre a Amazônia Legal, mostrou no ano passado que apenas 4% da madeira apreendida entre os anos de 2004 e 2006 em seis estados da região amazônica tiveram um destino, como doação ou leilão.

Para o coordenador da pesquisa do Imazon, Paulo Barreto, a baixa destinação aumenta a sensação de impunidade. “Com a doação da madeira apreendida, as pessoas veem que o órgão ambiental não fica apenas na apreensão formal, que há uma punição”, diz. Para Barreto, a doação não é um método eficiente como destinação social porque muitas entidades não têm capital para fazer o transporte da madeira ou o seu beneficiamento, quando ela vem em toras. (MGS)

Volume

A quantidade de madeira reencaminhada após as apreensões ainda é pequena no país.

Brasil

- No ano passado, de acordo com o Ibama, foram apreendidos 150 mil metros cúbicos de madeira nobre cortada ilegalmente. Na Amazônia, só 4% foram doados.

Paraná

- A estimativa do escritório regional do Ibama é que 15% do volume apreendido no estado seja encaminhado para doação ou leilão.

2008

- O ano passado foi atípico e mostrou que a desburocratização pode funcionar. A média de doação foi de 70% do material apreendido, depois de um decreto que agiliza a transferência da madeira.

Foto: Henry Milleo






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Operação apreende 100 metros cúbicos de madeira ilegal em Goiás

Seis caminhões foram flagrados com carga sem documentação de origem.
Madeira havia sido extraída de forma clandestina da Amazônia e cerrado.

Operação contra o comércio clandestino de madeira, realizada entre os dias 8 e 13 de agosto em rodovias federais que cortam Goiás, apreendeu cerca de 100 metros cúbicos de madeira sem documentação florestal e que foram extraídas da Amazônia. Os flagrantes ocorreram nos municípios de Uruaçu e Porantagu.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), um dos veículos flagrados tentava esconder madeira serrada de uma forma ousada. Na caçamba do caminhão, o motorista utilizou caixas empregadas no transporte de verduras e legumes para encobrir a madeira ilegal.

Foi encontrada uma quantidade de lenha sem documento de origem, que havia sido extraída e tratada no Tocantins e era composta de espécies do cerrado. No total, foram aplicadas multas equivalentes a R$ 45 mil. Ninguém foi detido e a madeira apreendida foi levada pelo Ibama.

Um dos caminhões flagrados transportando madeira extraída de forma ilegal em estradas federais de Goiás (Foto: Divulgação/Ibama)

Um dos caminhões flagrados transportando madeira extraída de forma ilegal em estrada federal de Goiás (Foto: Divulgação/Ibama)

Em uma das apreensões, veículo utilizava caixas para esconder carga ilegal de madeira (Foto: Divulgação/Ibama)

Em uma das apreensões, veículo utilizava caixas para esconder carga ilegal de madeira (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


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PRF apreende 5 carretas com madeira ilegal no fim de semana em MT

Em apenas um posto da PRF, foram 3 apreensões em poucas horas.
Um total de 165 metros cúbicos de madeira foram apreendidos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu madeira irregular em diversos pontos de Mato Grosso durante esse final de semana. Em Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá, a PRF apreendeu três carretas que transportavam madeira ilegal.

Na BR-163, foram três apreensões no mesmo dia e em um curto intervalo de tempo. Às 15h50, foram apreendidos 35m cúbicos que eram transportados em uma carreta com placas de Mato Grosso. Um pouco mais tarde por volta das 18h, foram encontrados 48m³ e apenas 15 minutos depois, foram apreendidos mais 44m³.

De acordo com a PRF, em todos os casos não foi possível precisar a origem e destino da madeira, nem mesmo as espécies transportadas. Nas três ocorrências os dados das notas fiscais não estavam de acordo com as madeiras apreendidas.

Os suspeitos vão responder por crimes ambientais e fiscais, uma vez que tanto a natureza da mercadoria como o volume informado são diferentes do apresentado nas notas fiscais e guias florestais. As ocorrências foram encaminhadas à Polícia Civil e ao IBAMA, na região.

Outras apreensões
Durante o final de semana a Polícia Rodoviária Federal apreendeu madeira em outras cidades mato-grossenses. Em Pontes e Lacerda, a 483 quilômetros de Cuiabá foram encontrados 7 metros cúbicos de madeira irregular.

Já em Campo Verde, a 139 quilômetros da capital, os policiais rodoviários federais encontraram 31,8 metros cúbicos de madeira serrada com dados diferentes entre a Guia Florestal e o veículo que transportava a madeira apreendida.

A ocorrência foi encaminhada ao IBAMA, em Cuiabá. No balanço do final de semana, um total de 165 metros cúbicos de madeira foram apreendidos pelas equipes da PRF.

Madeira ilegal apreendida no interior de MT (Foto:Divulgação/PRF)

Madeira ilegal apreendida no interior de MT (Foto:Divulgação/PRF)

 

Fonte: Do G1, MT


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Madeira nobre apodrece no PR

Árvore derrubada ilegalmente pode virar casa popular ou mobiliário de instituição de caridade

O técnico ambiental Ademir Brandalise mede as toras ao relento na Floresta Nacional de Irati

O técnico ambiental Ademir Brandalise mede as toras ao relento na Floresta Nacional de Irati

Ponta Grossa – Durante todo o ano passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tirou de circulação no Paraná o equivalente a 125 caminhões de madeira derrubada ilegalmente. Por lei, a madeira pode ser doada ou leiloada, mas devido à lentidão do processo judicial e à falta de galpões de armazenamento, muitos lotes ficam sem a destinação correta. Na Floresta Nacional (Flona) de Irati, no Centro-Sul, que recebia os carregamentos até cinco meses atrás, há madeira nobre ao relento. Por força de um decreto federal, o Ibama está tentando acelerar os processos e dar uma destinação à madeira logo após a apreensão.

O carregamento que não tem comprovação de origem ou medidas que contrariam a legislação é retido pelos fiscais do Ibama. Até o ano passado, o lote ia para a Flona de Irati, mas desde que a unidade passou à gerência do Instituto Chico Mendes – um braço do Ministério do Meio Ambiente – a madeira fica com o próprio autuado, que é designado fiel depositário e tem de prestar contas à Justiça se não cuidar do carregamento.

Em 2007, o Ibama paranaense doou apenas 435,05 metros cúbicos de madeira, o que equivale a 29 caminhões carregados. O ano de 2008 foi atípico. Foram doados no período 1.330,43 metros cúbicos (o suficiente para encher 88 caminhões) enquanto foram apreendidos 1.881,45 metros cúbicos. A média de madeira doada, segundo o superintendente estadual do órgão, José Álvaro Carneiro, não ultrapassa 15% do volume de apreensão anual. O aumento no volume de doação no ano passado – 70% do material apreendido – se deve à concentração de processos finalizados e ao decreto federal 6.514, em vigor desde julho de 2008, que foi assinado para acelerar a doação do material.

Conforme o diretor substituto de Proteção Ambiental do Ibama em Brasília, Luciano de Meneses Evaristo, as superintendências estaduais estão trabalhando para pôr o decreto em prática.

Antes, a madeira só era encaminhada para doação ou leilão depois de esgotados todos os recursos judiciais propostos pelo infrator, em todas as instâncias possíveis. Agora, logo depois da apreensão, a madeira já pode ser liberada. A prioridade é para órgãos federais, como o Exército Brasileiro.

Caso a Justiça considere que o autuado tem direito sobre a madeira, o Ibama restabelece os custos ao dono e paga as devidas indenizações. “Mas isso é muito raro, normalmente os juízes não dão ganho de causa para os infratores”, afirma.

No Paraná, entre os lotes doados nos dois últimos anos havia processos iniciados em 2004. Como a madeira é guardada em condições precárias, muitos lotes ficam danificados. O Provopar Ação Social, por exemplo, chegou a rejeitar doações feitas pelo Ibama. Na Flona de Irati, há toras de imbuia e de araucária a céu aberto. No galpão, que guarda madeira serrada, há goteiras que comprometem os lotes.

Para o Ibama, deixar os lotes apreendidos com os próprios autuados é um risco. “É como deixar a raposa cuidando do galinheiro”, compara Carneiro. O órgão está negociando com o Instituto Chico Mendes o retorno do uso da Flona para abrigar os carregamentos apreendidos.

Casas populares

Um bom exemplo da destinação correta de madeira apreendida foi a construção de sete casas populares na Vila Santo Antônio, em Rebouças, na Região Centro-Sul. A prefeitura transformou um lote de madeira serrada doada pelo Ibama em um núcleo habitacional destinado a pessoas de baixa renda. A madeira maripá foi apreendida em 2006 no Porto de Paranaguá e doada em março de 2008 à prefeitura. O município doou a madeira e o terreno, e moradores providenciaram a construção em forma de mutirão e a compra dos materiais de acabamento. Em novembro do ano passado, a dona de casa Eva Luciane França, 29 anos, se mudou para a casa nova. “É uma casa muito boa, principalmente para a minha família que estava morando de favor com o meu tio”, disse. Agora, os moradores lutam para conseguir luz e água na região, que ainda não foram ligados.

Conjunto habitacional em Rebouças foi construído com madeira apreendida

Conjunto habitacional em Rebouças foi construído com madeira apreendida

Impunidade é estimulada

Não há um número preciso de quanta madeira apreendida no Paraná é aproveitada para doação ou leilão. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima em 15% do total, em média, mas o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) não forneceu as

51 full video download

informações à reportagem, citando apenas que possui 282 entidades cadastradas para doações.

Um estudo coordenado pelo Instituto Imazon, que realiza pesquisas sobre a Amazônia Legal, mostrou no ano passado que apenas 4% da madeira apreendida entre os anos de 2004 e 2006 em seis estados da região amazônica tiveram um destino, como doação ou leilão.

Para o coordenador da pesquisa do Imazon, Paulo Barreto, a baixa destinação aumenta a sensação de impunidade. “Com a doação da madeira apreendida, as pessoas veem que o órgão ambiental não fica apenas na apreensão formal, que há uma punição”, diz. Para Barreto, a doação não é um método eficiente como destinação social porque muitas entidades não têm capital para fazer o transporte da madeira ou o seu beneficiamento, quando ela vem em toras. (MGS)

Volume

A quantidade de madeira reencaminhada após as apreensões ainda é pequena no país.

Brasil

- No ano passado, de acordo com o Ibama, foram apreendidos 150 mil metros cúbicos de madeira nobre cortada ilegalmente. Na Amazônia, só 4% foram doados.

Paraná

- A estimativa do escritório regional do Ibama é que 15% do volume apreendido no estado seja encaminhado para doação ou leilão.

2008

- O ano passado foi atípico e mostrou que a desburocratização pode funcionar. A média de doação foi de 70% do material apreendido, depois de um decreto que agiliza a transferência da madeira.

Foto: Henry Milleo