17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de primata que tem mordida tóxica

Mamífero conhecido como lóris foi encontrado na ilha indonésia de Bornéu.
Apesar de venenosa, espécie está ameaçada de extinção na natureza.

Primata venenoso (Foto: Divulgação/Ch'ien Lee)

Imagem de exemplar do lóris kayan, encontrado recentemente na Indonésia (Foto: Divulgação/Ch'ien Lee)

Cientistas da Universidade de Missouri Columbia, nos Estados Unidos, identificaram na região de Bornéu, naIndonésia, uma nova espécie de primata do gênero Nycticebus, conhecido como lóris lento e que tem uma mordida venenosa.
Durante um trabalho de identificação de primatas, os cientistas conseguiram diferenciar quatro espécies de lóris lento ao analisar a coloração da pele, principalmente em partes do corpo e do rosto – onde as diferentes cores funcionam como uma impressão digital do animal.

Com isso, foi possível colher detalhes de três espécies, até então pouco estudadas, e a confirmação da existência de um novo animal, batizado de Nycticebus kayan, também conhecido como lóris kayan. O trabalho foi divulgado no periódico “American Journal of Primatology”.

Venenosos, mas vulneráveis
Os lóris lentos são animais classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e estão distribuídos pelo Sul da Ásia, como a região de Bangladesh, parte da China e na área de Bornéu.

Esses primatas são relacionados aos lêmures, devido às semelhanças na aparência. No entanto, a diferença entre eles é que os lóris detêm uma mordida tóxica, característica rara entre os mamíferos.

Uma toxina produzida por uma glândula existente em seu braço é ativada quando é misturada à saliva. O veneno, segundo os pesquisadores, inibe ataques de predadores – como seres humanos, águias e orangotangos.

Segundo um dos autores do estudo, a descoberta da nova espécie é um indício de que grande parte do território de Bornéu, que, apesar de ser protegido sofre com a ação humana, precisa ser ainda mais conservado, já que pode abrigar animais que não foram ainda descritos pela ciência. Os estudiosos alertam ainda para o intenso tráfico de lóris lentos que ocorre na Indonésia.

 

Fonte: Globo Natureza

 


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores sequenciam genoma do câncer do diabo da Tasmânia

Câncer facial raro é contagioso e pode acabar com a espécie australiana

Pesquisadores estão sequenciando o genoma do câncer contagioso que está dizimando a população de diabos da Tasmânia. O animal é o maior marsupial carnívoro e corre risco de extinção desde que um câncer facial, transmitido por mordidas, se alastrou entre a população da espécie na Austrália. Os cientistas acreditam que o entendimento sobre as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de câncer vai ajudar a encontrar novas terapias e medicamentos contra a doença.

Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de 70% e 90% da população destes marsupiais morreu em algumas áreas da Austrália. O câncer do diabo da Tasmânia é espalhado pela transferência de células vivas de câncer entre os animais através de mordidas que os animais dão uns nos outros. De acordo com cientistas, estas mordidas são comuns entre os animais desta espécie.

“A análise do genoma do câncer do diabo da Tasmânia nos permitiu identificar as mutações que surgiram no câncer. Nós usamos o sequenciamento para identificar as mutações que podem ter desempenhado um papel funcional na causa do câncer. Além disso, vamos analisar estas mutações para estudar a propagação da doença ”, disse ao iG Elizabeth Murchison, autora do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

Os genomas do diabo da tasmânia e do câncer contagioso vão explicar como a doença se alastrou. Foto: Save the Tasmanian Devil Program

No ano passado, pesquisadores publicaram o sequenciamento do DNA do diabo da Tasmânia e a comparação destes dados com o genoma do câncer pode explicar a propagação da doença. “Encontrar diferenças entre o DNA de diabos da tasmânia saudáveis e com câncer também poderá nos ajudar a desenvolver vacinas que possam prevenir esta doença”, disse.

Mais de 17 mil mutações do câncer do diabo da Tasmânia foram catalogadas – número comparável a mutações identificadas em outros tipos de cânceres em humanos. Elizabeth afirma que a equipe agora vai tentar descobrir quais das milhares de mutações são as mais importantes. De acordo com os estudos preliminares, alterações nos genes de imunidade pode finalmente explicar como o câncer escapa do sistema imunológico.

O começo de tudo
O câncer do diabo da Tasmânia surgiu em um único animal e foi se alastrando rapidamente. Portanto, todos os tumores presentes em milhares de marsupiais atualmente são derivado das células de um único indivíduo.

Os pesquisadores chamam este primeiro animal que teve a doença de o ‘diabo imortal’, pois suas células foram mantidas vivas para que fossem estudadas. “Nossa análise genética permitiu determinar que o “diabo Imortal” era um animal do sexo feminino”, disse.

 

 

Desde a descoberta da doença, em 1996, entre 70% a 90% da população de diabos da Tasmânia morreu na Austrália. Foto: Getty Images

Fonte: Maria Fernanda Ziegler Portal IG, São Paulo


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Menor espécie de golfinho corre risco de ser extinta

Últimos 100 mamíferos de Maui pode deixar de existir na Nova Zelândia.
‘Cephalorhynchus hectori maui’ está incluído na lista vermelha da ONU.

Os últimos 100 golfinhos de Maui, os menores desta espécie marinha, correm risco de extinção pela atividade pesqueira na Ilha do Norte da Nova Zelândia, seu único habitat na Terra.

Cephalorhynchus hectori maui está incluído na lista vermelha da ONU das espécies em sério risco de extinção, e calcula-se que podem desaparecer em poucas décadas caso não sejam adotadas medidas urgentes.

“Não podemos cometer mais nenhum erro. Devemos acabar com todas as ameaças ao seu habitat para que a população se estabilize e se recupere”, declarou à Agência Efe a diretora do programa Marinho do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Rebecca Bird.

O habitat desta subespécie fica próximo ao litoral oriental da Ilha do Norte neozelandesa, onde podem ser visto exemplares na desembocadura dos rios e em baías com uma profundidade de 20 metros e a uma distância de dez quilômetros do litoral.

Embora seu predador natural seja o tubarão, o maior inimigo do golfinho de Maui é o homem, que quase acabou com sua população pela pesca, a mineração, o desenvolvimento litorâneo, a poluição e a mudança climática, entre outros fatores.

Produtos químicos como o DDT e metais pesados jogados ao mar são potencialmente perigosos para a reprodução, e as substâncias que são derramadas pelos navios petroleiros causam câncer nestes mamíferos marinhos, afirmou Rebecca.

Mas a maior causa de morte são as redes de pesca onde eles ficam presos sem poder emergir à superfície para respirar.

Os filhotes, que têm o tamanho de um gato, morrem pelos ferimentos causados pelas hélices dos navios.

Por todos esses motivos, os ecologistas querem que as redes de pesca sejam retiradas do habitat do golfinho de Maui, porém Rebecca ressaltou que sua organização não exige que os pescadores parem de trabalhar, apenas que mudem seus métodos.

O golfinho de Maui, chamado pelos maoris de “Tutumairekurai” (“morador do mar”), é considerado raro pelos especialistas por causa de seu pouco número de indivíduos e por ser o menor dentro da família dos golfinhos marinhos.

Estes cetáceos medem até 1,4 metro de comprimento, têm uma nadadeira arredondada, seu focinho é curto e apresentam marcas parecidas com as do urso panda, como “uma máscara negra”, descreveu Rebecca. Eles vivem em comunidades, e os adultos passam a maior parte do tempo comendo peixes e lulas, que localizam emitindo sons de alta frequência que ecoam nos objetos e animais ao seu redor.

Os mais jovens brincam com as algas, fazem bolhas no mar, piruetas ou simplesmente perseguem-se ou brigam com outros companheiros, criando um espetáculo para os turistas da região.

Sua expectativa de vida é de 20 anos, e eles atingem a maturidade sexual a partir dos sete. Os nascimentos acontecem de dois a quatro anos, o que dificulta o repovoamento da espécie para evitar a extinção.

O golfinho de Maui é uma subespécie do golfinho de Hector, que vive próximo a Ilha do Sul neozelandesa, e acredita-se que esteve isolado por milhares de anos até se diferenciar na atualidade por seus traços físicos e genéticos.

O nome deste animal vem de uma lenda sobre o deus maori Maui, que pescou um peixe muito forte na Ilha do Sul e fez dele sua canoa. Ao morrer, o peixe se transformou em terra e renasceu sob a forma da Ilha do Norte da Nova Zelândia, onde o extremo sul representa a cabeça, e a cidade de Wellington, a capital neozelandesa, a boca.

Rebecca comentou que os maoris acreditam que ao morrer os espíritos humanos se transformam em “Tutumairekurai”.

Fonte: Da EFE


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Urso polar faz festa com neve fresca em zoológico da Alemanha

Mamíferos aproveitaram o frio glacial e se esbaldaram em Berlim.
Temperaturas abaixo de zero já causaram mortes na Europa Central.

Aproveitando a onda de frio na Europa, exemplares de urso polar (Ursus maritimus) brincam com a neve fresca no zoológico de Berlim, na Alemanha, nesta sexta-feira (3). Após uma forte onda de calor em janeiro, o país foi atingido por baixas temperaturas na última semana.

O frio glacial que atinge a Europa Central deixou mais quarenta mortos nesta quinta-feira (2), principalmente na Ucrânia, na Polônia e na Romênia, totalizando 120 vítimas de temperaturas que beiram 30 graus negativos. Segundo os serviços meteorológicos, este período de frio intenso deve se prolongar pelo menos até o final da semana.

Urso polar na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Urso polar se esfrega no chão com neve no zoológico de Berlim, na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Urso polar na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Outro espécime aproveita para lamber a neve fresquinha. Onda de frio glacial afeta a Europa Central e já causou mortes (Foto: Maja Hitij/AP)

Fonte: Globo Natureza


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisadores do Peru querem saber mais sobre o urso-de-óculos

Colônia de espécie pouco conhecida foi encontrada no Norte do país.
Proveniente da América do Sul, Brasil abriga espécimes em zoológicos.

A descoberta de uma colônia de ursos-de-óculos (Tremarctos ornatus) em um parque arqueológico e ecológico do norte do Peru abriu novas perspectivas para conhecer o comportamento da espécie, considerada em perigo de extinção.

Este mamífero carnívoro pertence à família dos ursídeos, os únicos de sua espécie na América do Sul. De coloração negra ou café, com manchas brancas nos olhos, costumam medir entre 1,30 metro e 1,90 metro, e pesar entre 80 kg e 125 kg.

A pesquisa no norte peruano começou há cinco anos, dirigida pela bióloga canadense Robyn Appleton e uma equipe de três pesquisadores de campo do país, em coordenação com o museu arqueológico de Sicán. Eles conseguiram identificar 37 ursos-de-óculos com o uso de câmeras, armadilhas não-letais e observações.

“Antes se pensava que os ursos estavam apenas em áreas protegidas, mas graças a esta pesquisa descobrimos que estes animais descem até 200 metros para se alimentar das florestas de sapoti que crescem nas partes baixas”, disse o pesquisador de campo José Vallejos.

urso-de-óculos 1 (Foto: Divulgação)

Exemplares de urso-de-óculos em fase adulta e filhotes. Os espécimes vivem no zoológico de São Carlos, no interior de São Paulo (Foto: Divulgação)

 

Espécie pouco conhecida
O estudo pretende documentar os comportamentos, o uso sazonal de habitats, a alimentação, a disposição de fontes de água e a criação dos filhotes, para aplicar novas medidas que assegurem a proteção da espécie.

De acordo com pesquisas, os principais fatores que influenciam na redução da população dos ursos são a caça ilegal e a propagação de cultivos agrícolas mediante a poda do sapoti, um elemento fundamental para a sobrevivência desta espécie.

No intuito de evitar o contato dos ursos com humanos, em 28 de abril de 2010 foi criado o parque arqueológico e ecológico do Batán Grande, ordenada pelo município distrital de Pitipo, na região nortista de Lambayeque.

Além disso, em 2008, a organização “Spectacled Bear Conservation”, da qual fazem parte os pesquisadores, e a associação de criadores de gado da área, construíram uma cerca de dez quilômetros para proteger a região do estudo, com placas que informavam sobre a proibição de caçar animais em perigo de extinção.

É possível que estas medidas tenham contribuído para a reprodução da espécie, já que de acordo com Vallejos, recentemente foram descobertas três ursas com seus filhotes em cavernas. “Estamos tomando nota dos tempos que passam fora e dentro das cavernas e as atividades que mães e filhos desenvolvem. O mais importante de tudo é que isto está sendo feito em estado silvestre”, destacou.

No Brasil
Recentemente, dois filhotes de urso-de-óculos nasceram no zoológico de São Carlos, no interior de São Paulo. O casal é resultado do cruzamento de outros dois espécimes que estão juntos há 14 anos. É a quinta ninhada desses ursos, que já são pais de outros oito filhotes nascidos em cativeiro.

Segundo a administração do zoológico de São Carlos, a visitação do público aos filhotes vai ocorrer a partir de janeiro, quando será realizado um concurso que vai eleger os melhores nomes para os bichos por meio de voto popular.

urso-de-óculos 1 (Foto: Divulgação)

Em 12 de junho, dois filhotes da espécie nasceram no zoológico de São Carlos. (Foto: Divulgação)

Fonte: Globo Natureza, com informações da EFE


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Morcego têm músculos mais rápidos dentre mamíferos, afirma estudo

Contração é mais rápida já vista, segundo pesquisa. 
Ao todo, 190 movimentos por segundo podem ser realizados.

Voar – e saber para onde está indo – no escuro é uma tarefa complicada, mas morcegos conseguem fazer isso com a ajuda de verdadeiros “supermúsculos”, de acordo com um estudo dinamarquês publicado nesta sexta-feira (30).

Segundo a pesquisa liderada por Coen Elemans, os músculos vocais da espécie têm a contração mais rápida de todos os mamíferos. Os resultados foram apresentados na revista “Science”.

Morcegos durante voo estudados na Dinamarca  (Foto: Cortesia Lasse Jakobsen & Coen Elemans])

Morcegos durante voo estudados na Dinamarca (Foto: Cortesia Lasse Jakobsen & Coen Elemans)

Os músculos desses animais são capazes de fazer contrações cerca de 20 vezes mais rápido que os nossos mais velozes: os dos olhos. Coisa parecida só foi vista antes em cascavéis, peixes e pássaros. É a primeira vez que algo do tipo é observado em um mamífero.

Esses músculos são usados como “sonar” para localizar insetos que vão servir de alimento. Para isso, eles se contraem até 190 vezes por segundo.

Exemplar da espécie de morcego estudada  (Foto: Cortesia: Lasse Jakobsen & Coen Elemans)

Exemplar da espécie de morcego estudada (Foto: Cortesia: Lasse Jakobsen & Coen Elemans)

Fonte: G1, São Paulo


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Operação em Santa Catarina consegue desencalhar baleia-franca

Animal apareceu em praia de Florianópolis na última quarta-feira.
Navio da Marinha retirou mamífero de nove metros da área de arrebentação.

Um navio rebocador da Marinha do Brasil conseguiu nesta quinta-feira (8) retirar o exemplar de baleia-franca-austral ,com cerca de 15 toneladas, que estava encalhado na praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, Santa Catarina. O mamífero apareceu preso na arrebentação da praia na manhã desta quarta-feira (7), sendo monitorado por ambientalistas, equipes do Corpo de Bombeiros e da Delegacia Especial de Polícia Marítima.

Segundo Karina Groch, diretora de pesquisa do projeto Baleia-Franca, organização ambiental que auxilia nos trabalhos de proteção dos animais marinhos em Santa Catarina, o desencalhe do espécime, um exemplar jovem, com idade entre 2 e 6 anos e nove metros de comprimento, ocorreu no início da tarde, durante o período de maré cheia.

“Tentamos dois procedimentos para a remoção. Um com a implantação de uma cinta larga no animal, para tentar minimizar lesões. Como não conseguimos, tivemos que amarrar um cabo fino, porém resistente, puxando a baleia com o barco para fora da área de arrebentação da praia”, disse Karina.

O animal, que tinha bom estado de saúde, teve pequenas lesões superficiais, mas que, segundo a organização ambiental, não comprometeriam sua sobrevivência em alto mar. Homens do Corpo de Bombeiros acompanharam o exemplar até seu percurso em direção ao mar aberto.

A APA Baleia-franca é uma zona de preservação que compreende 130 km da costa catarinense. Desde o início do ano, foram visualizados 65 exemplares de baleia-franca-austral nesta região, o que é muito comum, segundo Karina Groch. A espécie frequenta o litoral sul brasileiro durante o inverno para reprodução.

Exemplar de baleia-franco-austral nada após operação que desencalhou o animal da praia Pântano do Sul, em Florianópolis, Santa Catarina (Foto: Guto Kuerten / Agência RBS)

Exemplar de baleia-franco-austral nada após operação que desencalhou o animal da praia Pântano do Sul, em Florianópolis, Santa Catarina (Foto: Guto Kuerten / Agência RBS)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


8 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cego, golfinho considerado raro é levado para rio no Paquistão

Ambientalistas retiraram animal de tanque e o colocaram no Rio Indo.
Golfinho-do-ganges vive em água doce e está ameaçado de extinção.

Ambientalistas do Paquistão participaram nesta quarta-feira (7) do resgate de um exemplar cego de golfinho-do-ganges, que estava em um tanque e foi colocado de volta no Rio Indo, perto da cidade de Sukkar.  O golfinho-do-ganges (Plastanista menor) tem a água doce como habitat natural e é considerado um dos mamíferos mais raros do mundo.

Ele é encontrado na região do rio Ganges, na Índia, e rios paquistaneses, sendo o segundo golfinho de água doce mais ameaçado de extinção. De acordo com autoridades do Paquistão, existem aproximadamente 1.100 espécimes no país.

Ambientalistas seguram um golfinho-do-ganges para levá-lo de volta ao Rio Indo, no Paquistão (Foto: Pervez Khan/AP)

Ambientalistas seguram um golfinho-do-ganges para levá-lo de volta ao Rio Indo, no Paquistão (Foto: Pervez Khan/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Peixe-boi vira animal de estimação em comunidade de Cabedelo, PB

População batizou o peixe-boi de Chuchu.
Animal é dócil e brinca com as crianças.

Peixe-boi foi batizado de Chuchu (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Peixe-boi foi batizado pelos moradores de Jardim Manguinhos como Chuchu (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um peixe-boi de cerca de 200 kg e 1,70 m virou o animal de estimação dos moradores de Jardim Manguinhos, comunidade localizada na cidade de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. O pescador Sandro contou que, desde segunda-feira (29), quando o mamífero chegou ao mangue, ele brinca com as crianças do local. “Ele tem o maior carinho com as crianças, já virou amigo da família”, disse.

Animal é monitorado pelo Projeto Peixe-boi (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Animal é monitorado pelo Projeto Peixe-boi (Foto: Walter Paparazzo/G1)

A população se apegou ao novo animal e já até o batizou. “Ele gostou tanto de chuchu que o nome dele agora é chuchu”, contou Sandro, que também dá outros tipos de alimento para o peixe-boi, como alfaces e peixes pequenos.

Chuchu se aproxima sempre que uma pequena embarcação aparece e é dócil o suficiente para deixar que pessoas brinquem e até montem nele para tirar fotos. O sargento Valdir Pereira, da Polícia Ambiental, explicou o porquê: “quando ele estava em cativeiro, as pessoas o alimentavam em canoas, por isso ele se aproxima”.

O sargento esclareceu que, na verdade, o nome de Chuchu é Artur e tem aproximadamente 9 anos. Ele foi resgatado depois de ser ferido nas costas por uma hélice de barco no Rio Grande do Norte no final do mês de julho. No Projeto Peixe-Boi, ele foi cuidado e liberado

A Polícia Ambiental recebe muitos chamados por causa de peixes-bois como Chuchu. “Um animal como esse vai em busca de comida e para muito para descansar. As pessoas veem eles parados por dois dias nas águas rasas e acham que estão encalhados, mas eles têm capacidade de se locomover de volta para o fundo sozinho e ir buscar água nos rios”, esclareceu o sargento Valdir, que garantiu que os peixes-bois se recusam a beber água salobra.

A prática de alimentar esses mamíferos, no entanto, não é recomendada. Os peixes-bois precisam sair em busca de alimento e, se a população os acomodarem com comida fácil, eles ficarão dependentes dos humanos. “O instinto animal vai fazer com que ele fique permanente naquela área”.

A recomendação da Polícia Ambiental é que ninguém alimente e nem se aproxime dos animais para que eles possam seguir sua rota. “Ele é muito dócil. O problema é que ele fica vulnerável à maldade de alguém”, disse. O pescador Sandro também demonstrou preocupação com o animal. Segundo ele, no local navegam algumas embarcações de pequeno porte que utilizam motores e podem apresentar risco para Chuchu.

O sargento Valdir garante que o animal está bem. “Ele está apenas descansando, está bem sadio, eu mesmo o analisei”, relatou. Em sua cauda, foi implantado um sinalizador desde quando era apenas um filhote. Esse sinalizador é usado para monitorar e localizar o animal.

Sandro disse que animal é dócil e brinca com as crianças (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Sandro disse que animal é dócil e brinca com as crianças (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Fonte: G1, PB


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo genético com lagartos pode ajudar a decifrar a evolução humana

Pesquisadores encontraram genes comuns em lagartos e mamíferos.
Artigo da “Nature” tenta compreender genes inativos em humanos.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (31) na revista “Nature” afirma que pesquisadores dos Estados Unidos desvendaram o genoma do lagarto anole-verde, fato que vai ajudar a descobrir o que há de semelhante entre o genoma humano e dos répteis, desde que os ancestrais dos dois grupos se separaram, com a evolução das espécies, há 320 milhões de anos.

Os elementos “não codificados” do genoma humano são um dos principais pontos da pesquisa. São regiões que permaneceram inalteradas por milênios, mas que não possuem genes codificadores de proteínas, ficando inativos. Uma das grandes dúvidas dos cientistas é de onde surgiram esses elementos no DNA dos humanos.

Uma das hipóteses é que eles sejam resquícios de “elementos de transposição”, trechos do DNA que são capazes de se movimentar de uma região para outra dentro do genoma de uma célula. Nos seres humanos, muitos desses genes perderam sua capacidade de salto, ou seja, de transposição. Porém, em lagartos anoles eles continuam ativos.

“Os anoles são uma biblioteca viva de elementos de transposição”, diz Jessica Alföldi, co-autora da pesquisa, realizada pelo Instituto Broad da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), nos EUA. Nos seres humanos existem cerca de 100 elementos não codificados, que são derivados desses genes “saltadores”. “Nos lagartos esses elementos continuam saltitando, porém a evolução os tem usado para seus próprios fins em algo diferente nos humanos”, afirma Jessica.

lagarto anole-verde (Foto: Reprodução/Nature)

Lagarto anole-verde, que teve o genoma descrito por pesquisadores americanos (Foto: Reprodução/Nature)

Adaptação
O estudo também pode ajudar a compreender como as espécies de lagartos evoluíram nas Grandes Antilhas, no Caribe. Tal como os tentilhões de Darwin, as aves que por suas características diferentes de bicos, inspiraram o cientista inglês a escrever “A Origem das Espécies” (1859) e a elaborar a teoria da evolução, os lagartos anoles são adaptados para preencher todos os nichos ecológicos da ilha.

Alguns possuem as pernas curtas e podem caminhar ao longo de galhos estreitos; outros são de cor verde com almofadas no dedão, adequadas para viver no alto das árvores; outros são amarelos e alguns podem viver na grama, e não em árvores. Porém, uma diferença em relação às espécies estudadas por Darwin estes largatos é que os anoles  evoluíram de quatro diferentes formas, nas ilhas de Porto Rico, Cuba, Jamaica e Hispaniola.

O lagarto anole-verde é nativo do Sudeste dos Estados Unidos e é a primeira espécie de lagarto com o seu genoma totalmente sequenciado e montado. Muitos pesquisadores mapearam mais de 20 genomas de mamíferos, mas a genética dos répteis ainda é relativamente inexplorada.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


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17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de primata que tem mordida tóxica

Mamífero conhecido como lóris foi encontrado na ilha indonésia de Bornéu.
Apesar de venenosa, espécie está ameaçada de extinção na natureza.

Primata venenoso (Foto: Divulgação/Ch'ien Lee)

Imagem de exemplar do lóris kayan, encontrado recentemente na Indonésia (Foto: Divulgação/Ch'ien Lee)

Cientistas da Universidade de Missouri Columbia, nos Estados Unidos, identificaram na região de Bornéu, naIndonésia, uma nova espécie de primata do gênero Nycticebus, conhecido como lóris lento e que tem uma mordida venenosa.
Durante um trabalho de identificação de primatas, os cientistas conseguiram diferenciar quatro espécies de lóris lento ao analisar a coloração da pele, principalmente em partes do corpo e do rosto – onde as diferentes cores funcionam como uma impressão digital do animal.

Com isso, foi possível colher detalhes de três espécies, até então pouco estudadas, e a confirmação da existência de um novo animal, batizado de Nycticebus kayan, também conhecido como lóris kayan. O trabalho foi divulgado no periódico “American Journal of Primatology”.

Venenosos, mas vulneráveis
Os lóris lentos são animais classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e estão distribuídos pelo Sul da Ásia, como a região de Bangladesh, parte da China e na área de Bornéu.

Esses primatas são relacionados aos lêmures, devido às semelhanças na aparência. No entanto, a diferença entre eles é que os lóris detêm uma mordida tóxica, característica rara entre os mamíferos.

Uma toxina produzida por uma glândula existente em seu braço é ativada quando é misturada à saliva. O veneno, segundo os pesquisadores, inibe ataques de predadores – como seres humanos, águias e orangotangos.

Segundo um dos autores do estudo, a descoberta da nova espécie é um indício de que grande parte do território de Bornéu, que, apesar de ser protegido sofre com a ação humana, precisa ser ainda mais conservado, já que pode abrigar animais que não foram ainda descritos pela ciência. Os estudiosos alertam ainda para o intenso tráfico de lóris lentos que ocorre na Indonésia.

 

Fonte: Globo Natureza

 


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores sequenciam genoma do câncer do diabo da Tasmânia

Câncer facial raro é contagioso e pode acabar com a espécie australiana

Pesquisadores estão sequenciando o genoma do câncer contagioso que está dizimando a população de diabos da Tasmânia. O animal é o maior marsupial carnívoro e corre risco de extinção desde que um câncer facial, transmitido por mordidas, se alastrou entre a população da espécie na Austrália. Os cientistas acreditam que o entendimento sobre as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de câncer vai ajudar a encontrar novas terapias e medicamentos contra a doença.

Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de 70% e 90% da população destes marsupiais morreu em algumas áreas da Austrália. O câncer do diabo da Tasmânia é espalhado pela transferência de células vivas de câncer entre os animais através de mordidas que os animais dão uns nos outros. De acordo com cientistas, estas mordidas são comuns entre os animais desta espécie.

“A análise do genoma do câncer do diabo da Tasmânia nos permitiu identificar as mutações que surgiram no câncer. Nós usamos o sequenciamento para identificar as mutações que podem ter desempenhado um papel funcional na causa do câncer. Além disso, vamos analisar estas mutações para estudar a propagação da doença ”, disse ao iG Elizabeth Murchison, autora do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

Os genomas do diabo da tasmânia e do câncer contagioso vão explicar como a doença se alastrou. Foto: Save the Tasmanian Devil Program

No ano passado, pesquisadores publicaram o sequenciamento do DNA do diabo da Tasmânia e a comparação destes dados com o genoma do câncer pode explicar a propagação da doença. “Encontrar diferenças entre o DNA de diabos da tasmânia saudáveis e com câncer também poderá nos ajudar a desenvolver vacinas que possam prevenir esta doença”, disse.

Mais de 17 mil mutações do câncer do diabo da Tasmânia foram catalogadas – número comparável a mutações identificadas em outros tipos de cânceres em humanos. Elizabeth afirma que a equipe agora vai tentar descobrir quais das milhares de mutações são as mais importantes. De acordo com os estudos preliminares, alterações nos genes de imunidade pode finalmente explicar como o câncer escapa do sistema imunológico.

O começo de tudo
O câncer do diabo da Tasmânia surgiu em um único animal e foi se alastrando rapidamente. Portanto, todos os tumores presentes em milhares de marsupiais atualmente são derivado das células de um único indivíduo.

Os pesquisadores chamam este primeiro animal que teve a doença de o ‘diabo imortal’, pois suas células foram mantidas vivas para que fossem estudadas. “Nossa análise genética permitiu determinar que o “diabo Imortal” era um animal do sexo feminino”, disse.

 

 

Desde a descoberta da doença, em 1996, entre 70% a 90% da população de diabos da Tasmânia morreu na Austrália. Foto: Getty Images

Fonte: Maria Fernanda Ziegler Portal IG, São Paulo


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Menor espécie de golfinho corre risco de ser extinta

Últimos 100 mamíferos de Maui pode deixar de existir na Nova Zelândia.
‘Cephalorhynchus hectori maui’ está incluído na lista vermelha da ONU.

Os últimos 100 golfinhos de Maui, os menores desta espécie marinha, correm risco de extinção pela atividade pesqueira na Ilha do Norte da Nova Zelândia, seu único habitat na Terra.

Cephalorhynchus hectori maui está incluído na lista vermelha da ONU das espécies em sério risco de extinção, e calcula-se que podem desaparecer em poucas décadas caso não sejam adotadas medidas urgentes.

“Não podemos cometer mais nenhum erro. Devemos acabar com todas as ameaças ao seu habitat para que a população se estabilize e se recupere”, declarou à Agência Efe a diretora do programa Marinho do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Rebecca Bird.

O habitat desta subespécie fica próximo ao litoral oriental da Ilha do Norte neozelandesa, onde podem ser visto exemplares na desembocadura dos rios e em baías com uma profundidade de 20 metros e a uma distância de dez quilômetros do litoral.

Embora seu predador natural seja o tubarão, o maior inimigo do golfinho de Maui é o homem, que quase acabou com sua população pela pesca, a mineração, o desenvolvimento litorâneo, a poluição e a mudança climática, entre outros fatores.

Produtos químicos como o DDT e metais pesados jogados ao mar são potencialmente perigosos para a reprodução, e as substâncias que são derramadas pelos navios petroleiros causam câncer nestes mamíferos marinhos, afirmou Rebecca.

Mas a maior causa de morte são as redes de pesca onde eles ficam presos sem poder emergir à superfície para respirar.

Os filhotes, que têm o tamanho de um gato, morrem pelos ferimentos causados pelas hélices dos navios.

Por todos esses motivos, os ecologistas querem que as redes de pesca sejam retiradas do habitat do golfinho de Maui, porém Rebecca ressaltou que sua organização não exige que os pescadores parem de trabalhar, apenas que mudem seus métodos.

O golfinho de Maui, chamado pelos maoris de “Tutumairekurai” (“morador do mar”), é considerado raro pelos especialistas por causa de seu pouco número de indivíduos e por ser o menor dentro da família dos golfinhos marinhos.

Estes cetáceos medem até 1,4 metro de comprimento, têm uma nadadeira arredondada, seu focinho é curto e apresentam marcas parecidas com as do urso panda, como “uma máscara negra”, descreveu Rebecca. Eles vivem em comunidades, e os adultos passam a maior parte do tempo comendo peixes e lulas, que localizam emitindo sons de alta frequência que ecoam nos objetos e animais ao seu redor.

Os mais jovens brincam com as algas, fazem bolhas no mar, piruetas ou simplesmente perseguem-se ou brigam com outros companheiros, criando um espetáculo para os turistas da região.

Sua expectativa de vida é de 20 anos, e eles atingem a maturidade sexual a partir dos sete. Os nascimentos acontecem de dois a quatro anos, o que dificulta o repovoamento da espécie para evitar a extinção.

O golfinho de Maui é uma subespécie do golfinho de Hector, que vive próximo a Ilha do Sul neozelandesa, e acredita-se que esteve isolado por milhares de anos até se diferenciar na atualidade por seus traços físicos e genéticos.

O nome deste animal vem de uma lenda sobre o deus maori Maui, que pescou um peixe muito forte na Ilha do Sul e fez dele sua canoa. Ao morrer, o peixe se transformou em terra e renasceu sob a forma da Ilha do Norte da Nova Zelândia, onde o extremo sul representa a cabeça, e a cidade de Wellington, a capital neozelandesa, a boca.

Rebecca comentou que os maoris acreditam que ao morrer os espíritos humanos se transformam em “Tutumairekurai”.

Fonte: Da EFE


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Urso polar faz festa com neve fresca em zoológico da Alemanha

Mamíferos aproveitaram o frio glacial e se esbaldaram em Berlim.
Temperaturas abaixo de zero já causaram mortes na Europa Central.

Aproveitando a onda de frio na Europa, exemplares de urso polar (Ursus maritimus) brincam com a neve fresca no zoológico de Berlim, na Alemanha, nesta sexta-feira (3). Após uma forte onda de calor em janeiro, o país foi atingido por baixas temperaturas na última semana.

O frio glacial que atinge a Europa Central deixou mais quarenta mortos nesta quinta-feira (2), principalmente na Ucrânia, na Polônia e na Romênia, totalizando 120 vítimas de temperaturas que beiram 30 graus negativos. Segundo os serviços meteorológicos, este período de frio intenso deve se prolongar pelo menos até o final da semana.

Urso polar na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Urso polar se esfrega no chão com neve no zoológico de Berlim, na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Urso polar na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Outro espécime aproveita para lamber a neve fresquinha. Onda de frio glacial afeta a Europa Central e já causou mortes (Foto: Maja Hitij/AP)

Fonte: Globo Natureza


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisadores do Peru querem saber mais sobre o urso-de-óculos

Colônia de espécie pouco conhecida foi encontrada no Norte do país.
Proveniente da América do Sul, Brasil abriga espécimes em zoológicos.

A descoberta de uma colônia de ursos-de-óculos (Tremarctos ornatus) em um parque arqueológico e ecológico do norte do Peru abriu novas perspectivas para conhecer o comportamento da espécie, considerada em perigo de extinção.

Este mamífero carnívoro pertence à família dos ursídeos, os únicos de sua espécie na América do Sul. De coloração negra ou café, com manchas brancas nos olhos, costumam medir entre 1,30 metro e 1,90 metro, e pesar entre 80 kg e 125 kg.

A pesquisa no norte peruano começou há cinco anos, dirigida pela bióloga canadense Robyn Appleton e uma equipe de três pesquisadores de campo do país, em coordenação com o museu arqueológico de Sicán. Eles conseguiram identificar 37 ursos-de-óculos com o uso de câmeras, armadilhas não-letais e observações.

“Antes se pensava que os ursos estavam apenas em áreas protegidas, mas graças a esta pesquisa descobrimos que estes animais descem até 200 metros para se alimentar das florestas de sapoti que crescem nas partes baixas”, disse o pesquisador de campo José Vallejos.

urso-de-óculos 1 (Foto: Divulgação)

Exemplares de urso-de-óculos em fase adulta e filhotes. Os espécimes vivem no zoológico de São Carlos, no interior de São Paulo (Foto: Divulgação)

 

Espécie pouco conhecida
O estudo pretende documentar os comportamentos, o uso sazonal de habitats, a alimentação, a disposição de fontes de água e a criação dos filhotes, para aplicar novas medidas que assegurem a proteção da espécie.

De acordo com pesquisas, os principais fatores que influenciam na redução da população dos ursos são a caça ilegal e a propagação de cultivos agrícolas mediante a poda do sapoti, um elemento fundamental para a sobrevivência desta espécie.

No intuito de evitar o contato dos ursos com humanos, em 28 de abril de 2010 foi criado o parque arqueológico e ecológico do Batán Grande, ordenada pelo município distrital de Pitipo, na região nortista de Lambayeque.

Além disso, em 2008, a organização “Spectacled Bear Conservation”, da qual fazem parte os pesquisadores, e a associação de criadores de gado da área, construíram uma cerca de dez quilômetros para proteger a região do estudo, com placas que informavam sobre a proibição de caçar animais em perigo de extinção.

É possível que estas medidas tenham contribuído para a reprodução da espécie, já que de acordo com Vallejos, recentemente foram descobertas três ursas com seus filhotes em cavernas. “Estamos tomando nota dos tempos que passam fora e dentro das cavernas e as atividades que mães e filhos desenvolvem. O mais importante de tudo é que isto está sendo feito em estado silvestre”, destacou.

No Brasil
Recentemente, dois filhotes de urso-de-óculos nasceram no zoológico de São Carlos, no interior de São Paulo. O casal é resultado do cruzamento de outros dois espécimes que estão juntos há 14 anos. É a quinta ninhada desses ursos, que já são pais de outros oito filhotes nascidos em cativeiro.

Segundo a administração do zoológico de São Carlos, a visitação do público aos filhotes vai ocorrer a partir de janeiro, quando será realizado um concurso que vai eleger os melhores nomes para os bichos por meio de voto popular.

urso-de-óculos 1 (Foto: Divulgação)

Em 12 de junho, dois filhotes da espécie nasceram no zoológico de São Carlos. (Foto: Divulgação)

Fonte: Globo Natureza, com informações da EFE


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Morcego têm músculos mais rápidos dentre mamíferos, afirma estudo

Contração é mais rápida já vista, segundo pesquisa. 
Ao todo, 190 movimentos por segundo podem ser realizados.

Voar – e saber para onde está indo – no escuro é uma tarefa complicada, mas morcegos conseguem fazer isso com a ajuda de verdadeiros “supermúsculos”, de acordo com um estudo dinamarquês publicado nesta sexta-feira (30).

Segundo a pesquisa liderada por Coen Elemans, os músculos vocais da espécie têm a contração mais rápida de todos os mamíferos. Os resultados foram apresentados na revista “Science”.

Morcegos durante voo estudados na Dinamarca  (Foto: Cortesia Lasse Jakobsen & Coen Elemans])

Morcegos durante voo estudados na Dinamarca (Foto: Cortesia Lasse Jakobsen & Coen Elemans)

Os músculos desses animais são capazes de fazer contrações cerca de 20 vezes mais rápido que os nossos mais velozes: os dos olhos. Coisa parecida só foi vista antes em cascavéis, peixes e pássaros. É a primeira vez que algo do tipo é observado em um mamífero.

Esses músculos são usados como “sonar” para localizar insetos que vão servir de alimento. Para isso, eles se contraem até 190 vezes por segundo.

Exemplar da espécie de morcego estudada  (Foto: Cortesia: Lasse Jakobsen & Coen Elemans)

Exemplar da espécie de morcego estudada (Foto: Cortesia: Lasse Jakobsen & Coen Elemans)

Fonte: G1, São Paulo


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Operação em Santa Catarina consegue desencalhar baleia-franca

Animal apareceu em praia de Florianópolis na última quarta-feira.
Navio da Marinha retirou mamífero de nove metros da área de arrebentação.

Um navio rebocador da Marinha do Brasil conseguiu nesta quinta-feira (8) retirar o exemplar de baleia-franca-austral ,com cerca de 15 toneladas, que estava encalhado na praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, Santa Catarina. O mamífero apareceu preso na arrebentação da praia na manhã desta quarta-feira (7), sendo monitorado por ambientalistas, equipes do Corpo de Bombeiros e da Delegacia Especial de Polícia Marítima.

Segundo Karina Groch, diretora de pesquisa do projeto Baleia-Franca, organização ambiental que auxilia nos trabalhos de proteção dos animais marinhos em Santa Catarina, o desencalhe do espécime, um exemplar jovem, com idade entre 2 e 6 anos e nove metros de comprimento, ocorreu no início da tarde, durante o período de maré cheia.

“Tentamos dois procedimentos para a remoção. Um com a implantação de uma cinta larga no animal, para tentar minimizar lesões. Como não conseguimos, tivemos que amarrar um cabo fino, porém resistente, puxando a baleia com o barco para fora da área de arrebentação da praia”, disse Karina.

O animal, que tinha bom estado de saúde, teve pequenas lesões superficiais, mas que, segundo a organização ambiental, não comprometeriam sua sobrevivência em alto mar. Homens do Corpo de Bombeiros acompanharam o exemplar até seu percurso em direção ao mar aberto.

A APA Baleia-franca é uma zona de preservação que compreende 130 km da costa catarinense. Desde o início do ano, foram visualizados 65 exemplares de baleia-franca-austral nesta região, o que é muito comum, segundo Karina Groch. A espécie frequenta o litoral sul brasileiro durante o inverno para reprodução.

Exemplar de baleia-franco-austral nada após operação que desencalhou o animal da praia Pântano do Sul, em Florianópolis, Santa Catarina (Foto: Guto Kuerten / Agência RBS)

Exemplar de baleia-franco-austral nada após operação que desencalhou o animal da praia Pântano do Sul, em Florianópolis, Santa Catarina (Foto: Guto Kuerten / Agência RBS)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


8 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cego, golfinho considerado raro é levado para rio no Paquistão

Ambientalistas retiraram animal de tanque e o colocaram no Rio Indo.
Golfinho-do-ganges vive em água doce e está ameaçado de extinção.

Ambientalistas do Paquistão participaram nesta quarta-feira (7) do resgate de um exemplar cego de golfinho-do-ganges, que estava em um tanque e foi colocado de volta no Rio Indo, perto da cidade de Sukkar.  O golfinho-do-ganges (Plastanista menor) tem a água doce como habitat natural e é considerado um dos mamíferos mais raros do mundo.

Ele é encontrado na região do rio Ganges, na Índia, e rios paquistaneses, sendo o segundo golfinho de água doce mais ameaçado de extinção. De acordo com autoridades do Paquistão, existem aproximadamente 1.100 espécimes no país.

Ambientalistas seguram um golfinho-do-ganges para levá-lo de volta ao Rio Indo, no Paquistão (Foto: Pervez Khan/AP)

Ambientalistas seguram um golfinho-do-ganges para levá-lo de volta ao Rio Indo, no Paquistão (Foto: Pervez Khan/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Peixe-boi vira animal de estimação em comunidade de Cabedelo, PB

População batizou o peixe-boi de Chuchu.
Animal é dócil e brinca com as crianças.

Peixe-boi foi batizado de Chuchu (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Peixe-boi foi batizado pelos moradores de Jardim Manguinhos como Chuchu (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um peixe-boi de cerca de 200 kg e 1,70 m virou o animal de estimação dos moradores de Jardim Manguinhos, comunidade localizada na cidade de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. O pescador Sandro contou que, desde segunda-feira (29), quando o mamífero chegou ao mangue, ele brinca com as crianças do local. “Ele tem o maior carinho com as crianças, já virou amigo da família”, disse.

Animal é monitorado pelo Projeto Peixe-boi (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Animal é monitorado pelo Projeto Peixe-boi (Foto: Walter Paparazzo/G1)

A população se apegou ao novo animal e já até o batizou. “Ele gostou tanto de chuchu que o nome dele agora é chuchu”, contou Sandro, que também dá outros tipos de alimento para o peixe-boi, como alfaces e peixes pequenos.

Chuchu se aproxima sempre que uma pequena embarcação aparece e é dócil o suficiente para deixar que pessoas brinquem e até montem nele para tirar fotos. O sargento Valdir Pereira, da Polícia Ambiental, explicou o porquê: “quando ele estava em cativeiro, as pessoas o alimentavam em canoas, por isso ele se aproxima”.

O sargento esclareceu que, na verdade, o nome de Chuchu é Artur e tem aproximadamente 9 anos. Ele foi resgatado depois de ser ferido nas costas por uma hélice de barco no Rio Grande do Norte no final do mês de julho. No Projeto Peixe-Boi, ele foi cuidado e liberado

A Polícia Ambiental recebe muitos chamados por causa de peixes-bois como Chuchu. “Um animal como esse vai em busca de comida e para muito para descansar. As pessoas veem eles parados por dois dias nas águas rasas e acham que estão encalhados, mas eles têm capacidade de se locomover de volta para o fundo sozinho e ir buscar água nos rios”, esclareceu o sargento Valdir, que garantiu que os peixes-bois se recusam a beber água salobra.

A prática de alimentar esses mamíferos, no entanto, não é recomendada. Os peixes-bois precisam sair em busca de alimento e, se a população os acomodarem com comida fácil, eles ficarão dependentes dos humanos. “O instinto animal vai fazer com que ele fique permanente naquela área”.

A recomendação da Polícia Ambiental é que ninguém alimente e nem se aproxime dos animais para que eles possam seguir sua rota. “Ele é muito dócil. O problema é que ele fica vulnerável à maldade de alguém”, disse. O pescador Sandro também demonstrou preocupação com o animal. Segundo ele, no local navegam algumas embarcações de pequeno porte que utilizam motores e podem apresentar risco para Chuchu.

O sargento Valdir garante que o animal está bem. “Ele está apenas descansando, está bem sadio, eu mesmo o analisei”, relatou. Em sua cauda, foi implantado um sinalizador desde quando era apenas um filhote. Esse sinalizador é usado para monitorar e localizar o animal.

Sandro disse que animal é dócil e brinca com as crianças (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Sandro disse que animal é dócil e brinca com as crianças (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Fonte: G1, PB


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo genético com lagartos pode ajudar a decifrar a evolução humana

Pesquisadores encontraram genes comuns em lagartos e mamíferos.
Artigo da “Nature” tenta compreender genes inativos em humanos.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (31) na revista “Nature” afirma que pesquisadores dos Estados Unidos desvendaram o genoma do lagarto anole-verde, fato que vai ajudar a descobrir o que há de semelhante entre o genoma humano e dos répteis, desde que os ancestrais dos dois grupos se separaram, com a evolução das espécies, há 320 milhões de anos.

Os elementos “não codificados” do genoma humano são um dos principais pontos da pesquisa. São regiões que permaneceram inalteradas por milênios, mas que não possuem genes codificadores de proteínas, ficando inativos. Uma das grandes dúvidas dos cientistas é de onde surgiram esses elementos no DNA dos humanos.

Uma das hipóteses é que eles sejam resquícios de “elementos de transposição”, trechos do DNA que são capazes de se movimentar de uma região para outra dentro do genoma de uma célula. Nos seres humanos, muitos desses genes perderam sua capacidade de salto, ou seja, de transposição. Porém, em lagartos anoles eles continuam ativos.

“Os anoles são uma biblioteca viva de elementos de transposição”, diz Jessica Alföldi, co-autora da pesquisa, realizada pelo Instituto Broad da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), nos EUA. Nos seres humanos existem cerca de 100 elementos não codificados, que são derivados desses genes “saltadores”. “Nos lagartos esses elementos continuam saltitando, porém a evolução os tem usado para seus próprios fins em algo diferente nos humanos”, afirma Jessica.

lagarto anole-verde (Foto: Reprodução/Nature)

Lagarto anole-verde, que teve o genoma descrito por pesquisadores americanos (Foto: Reprodução/Nature)

Adaptação
O estudo também pode ajudar a compreender como as espécies de lagartos evoluíram nas Grandes Antilhas, no Caribe. Tal como os tentilhões de Darwin, as aves que por suas características diferentes de bicos, inspiraram o cientista inglês a escrever “A Origem das Espécies” (1859) e a elaborar a teoria da evolução, os lagartos anoles são adaptados para preencher todos os nichos ecológicos da ilha.

Alguns possuem as pernas curtas e podem caminhar ao longo de galhos estreitos; outros são de cor verde com almofadas no dedão, adequadas para viver no alto das árvores; outros são amarelos e alguns podem viver na grama, e não em árvores. Porém, uma diferença em relação às espécies estudadas por Darwin estes largatos é que os anoles  evoluíram de quatro diferentes formas, nas ilhas de Porto Rico, Cuba, Jamaica e Hispaniola.

O lagarto anole-verde é nativo do Sudeste dos Estados Unidos e é a primeira espécie de lagarto com o seu genoma totalmente sequenciado e montado. Muitos pesquisadores mapearam mais de 20 genomas de mamíferos, mas a genética dos répteis ainda é relativamente inexplorada.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


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