18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Centro de Reabilitação do Peixe-Boi Amazônico completa 4 anos, no AM

O Centro de Reabilitação do Peixe-boi Amazônico, do Instituto Mamirauá, completa quatro anos neste mês. Mais conhecido como “Centrinho”, o local funciona em uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, a 650 km de Manaus, e abriga sete peixes-boi em reabilitação.

Desde janeiro de 2008, o Centrinho recebe filhotes órfãos de peixes-boi, apreendidos em municípios da região do Médio Solimões, no Amazonas. Nesta região, a caça para subsistência ainda é uma ameaça à espécie.

No Centro de Reabilitação, os tratadores (moradores de comunidades da Reserva Amanã) alimentam os animais com leite e capim recolhido das margens do lago. De acordo com o órgão, alguns filhotes chegam a mamar cinco vezes ao dia. A água dos tanques dos animais é trocada diariamente, e também são limpos três tanques de 4500 litros, onde vivem quatro filhotes de peixe-boi. Uma vez por semana, os tratadores registram o peso dos animais.

O Centrinho terá estrutura ampliada. Segundo o Instituto Mamirauá, está em fase de acabamento um novo curral, mais uma ferramenta para auxiliar na reabilitação dos peixes-boi. Em breve, dois dos quatro filhotes que ainda vivem em tanques deverão ser transportados para o curral, que é banhado pela água do lago Amanã. “Esse curral vai permitir que os filhotes tenham mais espaço e profundidade para se locomover e se desenvolver. Eles também ficarão em contato com a água do próprio lago, corrente, e passarão a conviver com peixes, e talvez até a manter contato com peixes-boi nativos que venham visitá-los. Poderão também sentir a chuva, escutar os sons diretamente do lago”, disse a oceanógrafa Miriam Marmontel, coordenadora do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert).

Deverá ser construído ainda um novo recinto que funcionará como um estágio final no processo de reabilitação dos animais ao ambiente natural. Sua localização será diferenciada, ficando em local com reduzido trânsito de pessoas e embarcações, distante dos demais recintos que compõem o Centrinho.

História – O Centrinho foi criado para abrigar o primeiro filhote que o Instituto recebeu, nomeado “Piti”. Ele foi apreendido, em maior de 2007, por agentes ambientais. O animal estava em poder de um caçador na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O peixe-boi apresentava arranhões por todo o corpo e uma profunda ferida provocada por golpe de arpão. Separado à força da mãe, o quadro nutricional do pequeno peixe-boi também era crítico.

O peixe-boi Piti, que ganhou esse nome devido ao seu comportamento arredio, passou sete meses recebendo cuidados intensivos em um curral no lago Tefé que, devido ao trânsito intenso de embarcações, não era o local adequado ao tratamento. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, berçário natural da espécie, apresentava-se como o melhor local para a recuperação de Piti.

O Instituto criou então uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, para receber Piti. Em janeiro de 2008, quando o Instituto Mamirauá foi credenciado pelo Ibama como criatório conservacionista, Piti foi transferido para a comunidade a Reserva Amanã. Segundo o órgão, o filhote de peixe-boi que inaugurou o Centrinho já está praticamente pronto para ser devolvido à natureza.

Fonte: G1


2 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil ganha prêmio no Dia Mundial das Zonas Úmidas

Em comemoração aos 40 anos da Convenção das Zonas Úmidas, foi anunciado nesta segunda-feira (31) o primeiro lugar para Gestão Sustentável de Sítios Ramsar nas Américas para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas. O prêmio será entregue no dia 2 de fevereiro, em Huatulco, México, quando se comemora o Dia Mundial das Zonas Úmidas. Representantes dos países das Américas, entre eles o Ministério do Meio Ambiente, estão reunidos no México para simpósios temáticos, com a apresentação de atividades desenvolvidas nos Sítios Ramsar em cada país.

tracker the movie in high quality

O Secretariado da Convenção lançou também a publicação comemorativa “Valores Líquidos de Ramsar”, já disponível em espanhol na página eletrônica do MMA, com o histórico de implementação da Convenção de Ramsar e os desafios para o futuro, além de publicar em seu website (www.ramsar.org), durante todo o ano, as experiências que concorreram ao prêmio.

Zonas Úmidas e florestas - O tema deste ano do Dia Mundial das Zonas Úmidas é “Florestas para a Água e para as Zonas Úmidas”, motivado pelo Ano Internacional de Florestas comemorado em 2011, e uma referência à relação das zonas úmidas com os ambientes florestais.

Segundo a Convenção de Ramsar, zona úmida é uma área de pântano, charco, turfa ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo área de água marítima com menos de seis metros de profundidade na maré baixa. A Convenção foi estabelecida em fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, por isso é também chamada Convenção de Ramsar. Hoje são 160 os países signatários e 1912 as Zonas Úmidas de Importância Internacional – os Sítios Ramsar -, que somam 186.963.216 hectares.

O Brasil assinou a Convenção de Ramsar em setembro de 1993, ratificando-a três anos depois, e hoje, por suas dimensões, acolhe uma grande variedade de zonas úmidas importantes, o que possibilita o acesso a benefícios como cooperação técnica e apoio financeiro para a promoção do uso sustentável dos recursos naturais das zonas úmidas, favorecendo a implantação de um modelo de desenvolvimento que proporcione qualidade de vida aos seus habitantes.

São onze os Sítios Ramsar brasileiros: Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (MA), Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (MA), Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT), Parque Nacional do Araguaia (TO), Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS), Parque Estadual do Rio Doce (MG), Parque Estadual Marinho do Parcel do Manoel Luíz (MA), Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM), Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda do Rio Negro (MS) e Reserva Particular do Patrimônio Natural do Sesc Pantanal (MT).

O segundo lugar ficou para a Laguna Conchali, no Chile. Os vencedores receberão o prêmio no dia 2 de fevereiro, durante a convenção comemorativa dos 40 anos da Convenção de Ramsar, que acontece em Huatulco, México. (Fonte: Ana Flora Caminha/ MMA)






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Centro de Reabilitação do Peixe-Boi Amazônico completa 4 anos, no AM

O Centro de Reabilitação do Peixe-boi Amazônico, do Instituto Mamirauá, completa quatro anos neste mês. Mais conhecido como “Centrinho”, o local funciona em uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, a 650 km de Manaus, e abriga sete peixes-boi em reabilitação.

Desde janeiro de 2008, o Centrinho recebe filhotes órfãos de peixes-boi, apreendidos em municípios da região do Médio Solimões, no Amazonas. Nesta região, a caça para subsistência ainda é uma ameaça à espécie.

No Centro de Reabilitação, os tratadores (moradores de comunidades da Reserva Amanã) alimentam os animais com leite e capim recolhido das margens do lago. De acordo com o órgão, alguns filhotes chegam a mamar cinco vezes ao dia. A água dos tanques dos animais é trocada diariamente, e também são limpos três tanques de 4500 litros, onde vivem quatro filhotes de peixe-boi. Uma vez por semana, os tratadores registram o peso dos animais.

O Centrinho terá estrutura ampliada. Segundo o Instituto Mamirauá, está em fase de acabamento um novo curral, mais uma ferramenta para auxiliar na reabilitação dos peixes-boi. Em breve, dois dos quatro filhotes que ainda vivem em tanques deverão ser transportados para o curral, que é banhado pela água do lago Amanã. “Esse curral vai permitir que os filhotes tenham mais espaço e profundidade para se locomover e se desenvolver. Eles também ficarão em contato com a água do próprio lago, corrente, e passarão a conviver com peixes, e talvez até a manter contato com peixes-boi nativos que venham visitá-los. Poderão também sentir a chuva, escutar os sons diretamente do lago”, disse a oceanógrafa Miriam Marmontel, coordenadora do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert).

Deverá ser construído ainda um novo recinto que funcionará como um estágio final no processo de reabilitação dos animais ao ambiente natural. Sua localização será diferenciada, ficando em local com reduzido trânsito de pessoas e embarcações, distante dos demais recintos que compõem o Centrinho.

História – O Centrinho foi criado para abrigar o primeiro filhote que o Instituto recebeu, nomeado “Piti”. Ele foi apreendido, em maior de 2007, por agentes ambientais. O animal estava em poder de um caçador na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O peixe-boi apresentava arranhões por todo o corpo e uma profunda ferida provocada por golpe de arpão. Separado à força da mãe, o quadro nutricional do pequeno peixe-boi também era crítico.

O peixe-boi Piti, que ganhou esse nome devido ao seu comportamento arredio, passou sete meses recebendo cuidados intensivos em um curral no lago Tefé que, devido ao trânsito intenso de embarcações, não era o local adequado ao tratamento. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, berçário natural da espécie, apresentava-se como o melhor local para a recuperação de Piti.

O Instituto criou então uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, para receber Piti. Em janeiro de 2008, quando o Instituto Mamirauá foi credenciado pelo Ibama como criatório conservacionista, Piti foi transferido para a comunidade a Reserva Amanã. Segundo o órgão, o filhote de peixe-boi que inaugurou o Centrinho já está praticamente pronto para ser devolvido à natureza.

Fonte: G1


2 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil ganha prêmio no Dia Mundial das Zonas Úmidas

Em comemoração aos 40 anos da Convenção das Zonas Úmidas, foi anunciado nesta segunda-feira (31) o primeiro lugar para Gestão Sustentável de Sítios Ramsar nas Américas para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas. O prêmio será entregue no dia 2 de fevereiro, em Huatulco, México, quando se comemora o Dia Mundial das Zonas Úmidas. Representantes dos países das Américas, entre eles o Ministério do Meio Ambiente, estão reunidos no México para simpósios temáticos, com a apresentação de atividades desenvolvidas nos Sítios Ramsar em cada país.

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O Secretariado da Convenção lançou também a publicação comemorativa “Valores Líquidos de Ramsar”, já disponível em espanhol na página eletrônica do MMA, com o histórico de implementação da Convenção de Ramsar e os desafios para o futuro, além de publicar em seu website (www.ramsar.org), durante todo o ano, as experiências que concorreram ao prêmio.

Zonas Úmidas e florestas - O tema deste ano do Dia Mundial das Zonas Úmidas é “Florestas para a Água e para as Zonas Úmidas”, motivado pelo Ano Internacional de Florestas comemorado em 2011, e uma referência à relação das zonas úmidas com os ambientes florestais.

Segundo a Convenção de Ramsar, zona úmida é uma área de pântano, charco, turfa ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo área de água marítima com menos de seis metros de profundidade na maré baixa. A Convenção foi estabelecida em fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, por isso é também chamada Convenção de Ramsar. Hoje são 160 os países signatários e 1912 as Zonas Úmidas de Importância Internacional – os Sítios Ramsar -, que somam 186.963.216 hectares.

O Brasil assinou a Convenção de Ramsar em setembro de 1993, ratificando-a três anos depois, e hoje, por suas dimensões, acolhe uma grande variedade de zonas úmidas importantes, o que possibilita o acesso a benefícios como cooperação técnica e apoio financeiro para a promoção do uso sustentável dos recursos naturais das zonas úmidas, favorecendo a implantação de um modelo de desenvolvimento que proporcione qualidade de vida aos seus habitantes.

São onze os Sítios Ramsar brasileiros: Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (MA), Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (MA), Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT), Parque Nacional do Araguaia (TO), Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS), Parque Estadual do Rio Doce (MG), Parque Estadual Marinho do Parcel do Manoel Luíz (MA), Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM), Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda do Rio Negro (MS) e Reserva Particular do Patrimônio Natural do Sesc Pantanal (MT).

O segundo lugar ficou para a Laguna Conchali, no Chile. Os vencedores receberão o prêmio no dia 2 de fevereiro, durante a convenção comemorativa dos 40 anos da Convenção de Ramsar, que acontece em Huatulco, México. (Fonte: Ana Flora Caminha/ MMA)