20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Manchas de pele de cobra inspiram cientistas na criação de materiais

Estudo desvendou estruturas por trás da camuflagem da víbora-do-gabão.
Tom ‘ultra-preto’ pode ser usado na absorção de luz do sol.

Víbora do Gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Víbora-do-gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Cientistas identificaram nanoestruturas nas manchas ultra-pretas da pele de uma cobra africana, as quais poderiam inspirar a criação de um material avançado capaz de absorver a luz, anunciaram nesta quinta-feira (16).

A víbora-do-gabão, uma das maiores da África e mestre da camuflagem, tem manchas negras de padrão geométrico na pele que são profundas, de um preto aveludado que reflete muito pouca luz.

Entrelaçadas a outras manchas muito reflexivas nas cores branca e marrom, o padrão cria um alto contraste que torna difícil identificar a cobra rastejando no solo multicolorido da floresta tropical.

Uma equipe de cientistas alemãs se lançou a desvendar o segredo por trás da escuridão profunda das manchas negras e descobriu que a escala da superfície era feita de microestruturas folhosas e apinhadas, recobertas com sulcos nanométricos — um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro.

Em artigo publicado na revista “Scientific Reports”, do grupo “Nature”, a equipe especulou que as micro e nanoestruturas, que se projetam em ângulos sutilmente diferentes, dissipam e prendem a luz que entra.

“A estrutura com o efeito de um negro aveludado também poderia, potencialmente, ser transferida para outros materiais”, escreveram os cientistas.

A busca por um material artificial de alta absorção e baixa reflexão é cobiçada pela ciência por seu uso potencial em sistemas ópticos especializados ou captura do calor solar, por exemplo.

Algumas superfícies ultra-negras já são mais escuras do que as manchas da cobra, disse à AFP a co-autora Marlene Spinner, do Instituto de Zoologia da Universidade de Bonn.

Mas ao introduzir a nanotecnologia encontrada na pele da cobra poderia potencialmente aumentar ainda mais sua absorção da luz.

“A micro-ornamentação das escalas de preto aveludado da cobra é um exemplo mais avançado de que a mesma lei física se aplica à natureza e à tecnologia e conduz consequentemente a construções similares”, escreveu a equipe.

 

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientista descobre nova espécie de inseto acidentalmente pela internet

‘Semachrysa jade’ foi batizado em homenagem à filha de pesquisador.
Animal se diferencia por mancha nas asas, que têm aparência de renda.

Uma nova espécie de inseto foi descoberta acidentalmente por um cientista australiano enquanto ele navegava pela internet.

O pesquisador Shaun Winterton, PhD em insetos pela Universidade de Queensland, na Austrália, e hoje funcionário do Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia, nos Estados Unidos, trafegava pela rede quando se deparou com uma imagem do animal no Flickr, famoso site de compartilhamento de fotos.

A nova espécie, batizada de Semachrysa jade em homenagem à filha do pesquisador, foi registrada na última edição da revista internacional “ZooKeys”, lançada no dia 7 de agosto.

O autor das imagens, Guek Hock Ping, foi contatado por e-mail pelo cientista australiano. Em um primeiro momento, Ping não foi capaz de encontrar novamente o animal no lugar onde ele fez as fotos, uma área de floresta no estado de Sabah, o segundo maior da Malásia.

Foi só depois de um ano que o fotógrafo voltou a fazer contato com Winterton, com mais informações e imagens da espécie. O estudo da “ZooKeys” é assinado em conjunto pelos dois e por um pesquisador do Museu de História Nacional de Londres, Stephen Brooks, que confirmou que bicho descoberto era inédito.

O grupo a que pertence o inseto, conhecido como Chrysoperla, tem aparência delicada e grandes asas que parecem feitas de renda. Apenas insetos fêmeas foram achados pelos pesquisadores na floresta da Malásia.

O estudo afirma que o animal possui pelo menos 1,2 mil espécies “parentes”, em 80 gêneros registrados.O padrão de mancha escura nas asas do bicho, oscilando entre o preto e o azul, é o que chamou a atenção dos pesquisadores. Outro fator que distingue a nova espécie são duas marcas na base das suas antenas.

No Brasil, animais semelhantes são chamados de crisopídeos ou “bichos-lixeiros” e são encontrados em vários ecossistemas, incluindo a Mata Atlântica. Espécies deste grupo costumam se alimentar de plantas, mas podem devorar também outros insetos, principalmente na fase de larva.

Novo inseto natural da Malásia foi encontrado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/ZooKeys)

Inseto natural da Malásia foi identificado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/"ZooKeys")

Fonte: Globo Natureza






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20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Manchas de pele de cobra inspiram cientistas na criação de materiais

Estudo desvendou estruturas por trás da camuflagem da víbora-do-gabão.
Tom ‘ultra-preto’ pode ser usado na absorção de luz do sol.

Víbora do Gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Víbora-do-gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Cientistas identificaram nanoestruturas nas manchas ultra-pretas da pele de uma cobra africana, as quais poderiam inspirar a criação de um material avançado capaz de absorver a luz, anunciaram nesta quinta-feira (16).

A víbora-do-gabão, uma das maiores da África e mestre da camuflagem, tem manchas negras de padrão geométrico na pele que são profundas, de um preto aveludado que reflete muito pouca luz.

Entrelaçadas a outras manchas muito reflexivas nas cores branca e marrom, o padrão cria um alto contraste que torna difícil identificar a cobra rastejando no solo multicolorido da floresta tropical.

Uma equipe de cientistas alemãs se lançou a desvendar o segredo por trás da escuridão profunda das manchas negras e descobriu que a escala da superfície era feita de microestruturas folhosas e apinhadas, recobertas com sulcos nanométricos — um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro.

Em artigo publicado na revista “Scientific Reports”, do grupo “Nature”, a equipe especulou que as micro e nanoestruturas, que se projetam em ângulos sutilmente diferentes, dissipam e prendem a luz que entra.

“A estrutura com o efeito de um negro aveludado também poderia, potencialmente, ser transferida para outros materiais”, escreveram os cientistas.

A busca por um material artificial de alta absorção e baixa reflexão é cobiçada pela ciência por seu uso potencial em sistemas ópticos especializados ou captura do calor solar, por exemplo.

Algumas superfícies ultra-negras já são mais escuras do que as manchas da cobra, disse à AFP a co-autora Marlene Spinner, do Instituto de Zoologia da Universidade de Bonn.

Mas ao introduzir a nanotecnologia encontrada na pele da cobra poderia potencialmente aumentar ainda mais sua absorção da luz.

“A micro-ornamentação das escalas de preto aveludado da cobra é um exemplo mais avançado de que a mesma lei física se aplica à natureza e à tecnologia e conduz consequentemente a construções similares”, escreveu a equipe.

 

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientista descobre nova espécie de inseto acidentalmente pela internet

‘Semachrysa jade’ foi batizado em homenagem à filha de pesquisador.
Animal se diferencia por mancha nas asas, que têm aparência de renda.

Uma nova espécie de inseto foi descoberta acidentalmente por um cientista australiano enquanto ele navegava pela internet.

O pesquisador Shaun Winterton, PhD em insetos pela Universidade de Queensland, na Austrália, e hoje funcionário do Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia, nos Estados Unidos, trafegava pela rede quando se deparou com uma imagem do animal no Flickr, famoso site de compartilhamento de fotos.

A nova espécie, batizada de Semachrysa jade em homenagem à filha do pesquisador, foi registrada na última edição da revista internacional “ZooKeys”, lançada no dia 7 de agosto.

O autor das imagens, Guek Hock Ping, foi contatado por e-mail pelo cientista australiano. Em um primeiro momento, Ping não foi capaz de encontrar novamente o animal no lugar onde ele fez as fotos, uma área de floresta no estado de Sabah, o segundo maior da Malásia.

Foi só depois de um ano que o fotógrafo voltou a fazer contato com Winterton, com mais informações e imagens da espécie. O estudo da “ZooKeys” é assinado em conjunto pelos dois e por um pesquisador do Museu de História Nacional de Londres, Stephen Brooks, que confirmou que bicho descoberto era inédito.

O grupo a que pertence o inseto, conhecido como Chrysoperla, tem aparência delicada e grandes asas que parecem feitas de renda. Apenas insetos fêmeas foram achados pelos pesquisadores na floresta da Malásia.

O estudo afirma que o animal possui pelo menos 1,2 mil espécies “parentes”, em 80 gêneros registrados.O padrão de mancha escura nas asas do bicho, oscilando entre o preto e o azul, é o que chamou a atenção dos pesquisadores. Outro fator que distingue a nova espécie são duas marcas na base das suas antenas.

No Brasil, animais semelhantes são chamados de crisopídeos ou “bichos-lixeiros” e são encontrados em vários ecossistemas, incluindo a Mata Atlântica. Espécies deste grupo costumam se alimentar de plantas, mas podem devorar também outros insetos, principalmente na fase de larva.

Novo inseto natural da Malásia foi encontrado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/ZooKeys)

Inseto natural da Malásia foi identificado por cientista 'de bobeira' na internet (Foto: Reprodução/"ZooKeys")

Fonte: Globo Natureza