2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Mapa interativo mostra distribuição desigual de emissões de carbono

Tamanho dos países foi distorcido para representar dados de carbono.
Quanto maior a responsabilidade nas emissões, maior fica o país.

A emissão de carbono, que acentua o aquecimento global, ocorre de forma desigual no mundo — por isso, as consequências das mudanças climáticas não são as mesmas em todos os países. Para mostrar estas diferenças, um jornalista e um programador criaram um mapa interativo, o “Mapa do Carbono”, lançado nesta quinta-feira (29).

Nele, o tradicional mapa mundi aparece de uma forma totalmente diferente. Os tamanhos dos países foram distorcidos para mostrar o peso relativo de cada um nas emissões globais de carbono e nas consequências do aquecimento global, de acordo com dados do Banco Mundial.

O objetivo é dimensionar a responsabilidade e a vulnerabilidade de cada um.

Assim, no quesito emissão de carbono atual, China, Índia, Japão, Estados Unidos e Europa ganham formas gigantes, porque são os maiores emissores. América do Sul e África têm formas menores. Já quando se analisa o acumulado de emissões desde 1850 (sendo que “a maior parte delas ainda continua no ar”, segundo projeto), o peso da Ásia diminui e a responsabilidade recai sobre América do Norte e Europa.

Mapa distorcido mostra o tamanho proporcional dos países de acordo com a emissão de carbono desde 1850. (Foto: Reprodução / The Carbon Map)

Mapa distorcido mostra o tamanho proporcional dos países de acordo com a emissão de carbono desde 1850. (Foto: Reprodução / The Carbon Map)

Vulnerabilidade
Por outro lado, quando se avalia a vulnerabilidade às mudanças climáticas, a Ásia domina o mapa. A África também é apresentada com um tamanho relativo maior. Os outros continentes ficam bastante reduzidos. Os dados mostram o número de pessoas que podem ficar feridas, ser desalojadas ou precisar de ajuda de emergência devido a cheias, secas ou temperaturas extremas.

Em todas as variáveis, o Brasil é apresentado com um tamanho menor do que o real. Isto indica que nem sua responsabilidade nas emissões globais nem na vulnerabilidade são altas, em comparação com o resto do mundo.

No mapa, o usuário também pode escolher uma variável para colorir os países. Ao optar por emissão de CO2 por pessoa, por exemplo, as nações ficam mais escuras à medida que aumentam os valores.

De acordo com Duncan Clark, jornalista do jornal britânico Guardian e um dos idealizadores do projeto, existem três vantagens de apresentar os dados desta forma.

“Primeiro, a distorção do mapa mundi é uma boa maneira de compreender muitos números com apenas um olhar. Segundo, animar as distorções torna a interação com os dados divertida. Terceiro, é possível escolher a variável para colorir o mapa distorcido, o que ajuda a perceber relações”, afirma Clark.

Vulnerabilidade da Ásia aos efeitos do aquecimento global é muito maior que no restante do globo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Vulnerabilidade da Ásia aos efeitos do aquecimento global é muito maior que no restante do globo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Com relação às emissões atuais de carbono, China, Índia, Japão, EUA e Europa têm um peso maior que o restante do mundo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Com relação às emissões atuais de carbono, China, Índia, Japão, EUA e Europa têm um peso maior que o restante do mundo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Fonte: Amanda Rossi, Globo Natureza


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas mapeiam movimentação do gelo da Antártida

Mapa é composto por imagens feitas por agências espaciais.
Conteúdo vai ajudar na compreensão da mudança climática no continente.

Uma equipe de cientistas liderada pela Nasa  elaborou o primeiro mapa de alta resolução do movimento do gelo na Antártida, o que ajudará a entender melhor o impacto da mudança climática no continente.

O mapa, publicado nesta quinta-feira na revista científica Science, foi elaborado como se fosse um mosaico digital. As imagens de satélite utilizadas foram proporcionadas pelas agências espaciais do Canadá (CSA), Europa (ESA) e Japão (Jaxa) e revelam os detalhes do movimento do gelo na Antártida entre 2007 e 2009.

O objetivo deste trabalho, liderado pelo pesquisador Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa em Pasadena, no estado americano da Califórnia, é ajudar os pesquisadores a entender as mudanças do continente diante do constante aquecimento global.

“Nosso mapa representa uma importante medida de referência, pois é a primeira imagem completa do padrão de movimento do gelo”, explicou à Agência Efe o pesquisador Jeremie Mouginot, professor associado do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia, em Irvine, um dos autores do estudo.

Segundo ele, a velocidade do gelo é uma característica fundamental das geleiras e das camadas de gelo, que mede a velocidade à qual ele é transportado das regiões do interior rumo ao oceano.

Suas medições e análises redefinem a compreensão atual sobre a dinâmica da camada de gelo antártica, ao revelar que o fluxo da camada de gelo do continente se compõe de uma complexa rede de afluentes que vêm do interior.

Essa nova visão do movimento da camada de gelo pode favorecer a reconstrução histórica e o prognóstico de sua evolução.

Dado que a grande maior parte de gelo na Terra se encontra na Antártida e que o derretimento das calotas polares pode ter efeitos no nível do mar, este mapa também será útil para pesquisas futuras sobre o aquecimento global.

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida (aqui na versão original, em inglês) usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Fonte: Da EFE


19 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Projeto aposta no cultivo da seringueira como fonte de renda e sustentabilidade

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apenas os estados de São Paulo, Mato Grosso e Bahia são responsáveis por mais de 80% da produção nacional de borracha.

Pneus, preservativos, acessórios e calçados. Estes produtos, tão constantes na vida moderna, têm um material em comum na composição: a borracha natural. Mas ao contrário do que pode sugerir o senso comum, a produção da borracha não se restringe mais ao extrativismo na Amazônia, responsável pelo período áureo da região do século XIX até as primeiras décadas do século passado. Hoje, a hevicultura tem como base um planejamento racional e está mais distribuída pelo sudeste e centro-oeste do País. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apenas os estados de São Paulo, Mato Grosso e Bahia são responsáveis por mais de 80% da produção nacional de borracha.

No Rio de Janeiro, um projeto apoiado pelo edital de Apoio à Inovação Tecnológica, da Faperj, segue esse movimento. Empreendedores do Instituto Tecnológico da Borracha apostam no cultivo da seringueira (Heveas brasiliensis) como fonte de renda e sustentabilidade para o município fluminense de Quatis, situado na histórica região do Vale do Paraíba. Segundo o diretor do instituto e coordenador da iniciativa, o economista Marcello Tournillon Ramos, o projeto é uma oportunidade para ajudar a disseminar o cultivo de borracha no estado, que ainda é inexpressivo. “O objetivo é criar uma infraestrutura para o cultivo da seringueira fluminense, para que o Rio de Janeiro participe mais ativamente da produção nacional. Contrariando o que muitos pensam, o clima e o solo fluminenses, com destaque para o Vale do Paraíba, são extremamente propícios a essa cultura”, afirma.

Renda e sustentabilidade - O projeto do Instituto Tecnológico da Borracha (Iteb), que tem entre seus parceiros a ONG Educa Mata Atlântica, propõe a introdução da seringueira como negócio socioambiental de longo prazo e reabilitação de áreas degradadas – em Quatis, inicialmente, para depois expandir a iniciativa para outras localidades do Vale do Paraíba. “A cultura da seringueira pode representar uma fonte de renda para os pequenos proprietários rurais da região. Ela pode gerar empregos diretos e indiretos e criar condições favoráveis para a fixação do homem no campo”, destaca Ramos. “Ao mesmo tempo, ela atende a legislação ambiental e pode ser uma importante aliada na preservação do meio ambiente”, completa.

Com esse propósito, criou-se um polo de desenvolvimento da cultura em uma propriedade rural situada às margens da estrada RJ -159, que liga Quatis ao distrito de Falcão. Lá, os pequenos produtores interessados recebem assistência técnica e formação adequada para cultivar a seringueira dentro dos parâmetros de sustentabilidade. “Os agricultores aprendem todo o processo de produção, desde a criação das mudas em viveiro, com enxerto clonal, passando pelo plantio, até a extração da borracha natural. Além da prática do manejo, eles recebem conhecimentos teóricos sobre o setor em geral e sobre os critérios de preservação ambiental”, diz Ramos.

O diretor do Instituto Tecnológico da Borracha recomenda aos agricultores que dividam seus terrenos em dois modelos de plantação: o modelo do seringal solteiro, ou seja, uma plantação só de seringueiras, e o modelo consorciado, que mistura seringueiras a outras espécies, como a pupunheira. “A seringueira demora seis anos para começar a produzir. Por isso, o modelo consorciado é interessante, já que a pupunheira dá frutos em dois anos, o que garante renda durante esse período de carência”, explica. O modelo consorciado também é ecologicamente correto. “O plantio de espécies diversificadas ajuda a recuperar com mais rapidez os solos degradados”, acrescenta Ramos, sugerindo que a atividade pode ser explorada em Áreas de Preservação Permanente (APP), como margens de rios e topos de morros.

Depois da atual etapa de capacitação dos agricultores familiares e pequenos produtores locais, o próximo passo será disponibilizar o plantio de 10 mil mudas de seringueiras, distribuídas em diversas propriedades da região. Ao todo, as árvores vão ocupar 20 hectares. Esse número terá um impacto positivo para o meio ambiente. A floresta de seringueira propicia a proteção do solo contra erosão e a proteção de nascentes e mananciais. Outro aspecto importante é que a Heveas brasiliensis é uma das espécies cultivadas com maior potencial de fixação dos gases causadores do efeito estufa, processo chamado de “sequestro de carbono”. “A estimativa é que os 10 mil pés de seringueira, em 15 anos, ‘sequestrem’ cinco mil toneladas de carbono equivalente (CO2e)”, ressalta Ramos.

Países asiáticos como Tailândia, Indonésia, Malásia, China e Vietnã são os mais importantes produtores mundiais de borracha natural. “Atualmente, o Brasil ocupa o nono lugar na produção mundial e precisa importar o produto para abastecer o mercado interno”, diz Ramos. A heveicultura gera receita e impostos com a venda da borracha natural, tanto in natura (látex virgem ou coágulo) quanto beneficiada – com produtos como o Granulado Escuro Brasileiro, conhecido como GEB-1. “Temos que suprir uma lacuna na produção interna de borracha do estado do Rio de Janeiro, que tem instalações da maior pneumática do mundo, a Michelin”, conclui. Também participam do projeto a educadora ambiental Vânia Velloso e a diretora do Educa Mata Atlântica, Rita de Souza.

(Agência Faperj)


20 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Presidente do IPEVS participa de treinamento do MAPA

O Serviço de Saúde Animal da Superintendência Federal do Ministério da Agriculta, Pecuária e Abastecimento no Paraná realizou no dia 06 de Junho de 2011 o Treinamento de Médicos Veterinários para Emissão de GTA de Aves.

O treinamento, ministrado pela Fiscal Federal Agropecuária Ellen Elizabeth Laurindo, é obrigatório para Médicos Veterinários que desejam emitir GTA´s (Guias de Trânsito Animal) para aves em todo o território nacional.

O Médico Veterinário e Biólogo, Rafael Haddad, participou do treinamento e teve a companhia do professor do curso de Medicina Veterinária da UNOPAR de Arapongas-PR, Dr. Marcos Massaaki Shiozawa.  Ambos atuam na clínica e manejo de animais selvagens e possuem inúmeros clientes criadores amadoristas e comerciais de aves, os quais agora podem utilizar os serviços destes profissionais para a emissão de GTA´s para Campeonatos Ornitológicos e até mesmo para a venda de aves. O Prof. Marcos, além de atuar na UNOPAR e em atendimentos particulares, é Pesquisador Colaborador do IPEVS.


22 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Agricultura quer criar conselhos regionais para discutir registro de agrotóxicos

O Ministério da Agricultura (Mapa) propôs na reunião de segunda-feira (21) da Câmara Temática de Insumos Agropecuários a criação de conselhos regionais para discutir as necessidades de registros de agrotóxicos para pequenas culturas, para as quais faltam número suficiente de produtos registrados para o controle de doenças e pragas.

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Segundo o coordenador-geral de Agrotóxicos da Secretaria de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, a descentralização das discussões deve fazer com que os pleitos analisados pelo ministério sejam mais próximos da realidade vivida pelos agricultores brasileiros, já que faltam recursos e mão de obra para chegar a todas as regiões do país. “O ministério parou de conversar só com as empresas de agrotóxicos e colocou os agricultores no jogo.”

Além disso, o tempo para que apareçam os primeiros resultados deve ser reduzido. “A expectativa é de que 95% dos problemas de registro de agrotóxicos para essas pequenas culturas sejam resolvidos com esses conselhos. O restante seria julgar os pedidos. Estimávamos que os primeiros resultados apareceriam em cinco anos. Com os conselhos, esperamos baixar para um ano e meio”, disse .

Rangel explicou que a proposta é que o Mapa assuma a liderança desses conselhos, fornecendo uma cartilha de como deve ser feito o trabalho localmente, com o apoio das superintendências regionais do ministério, e as exigências em relação aos agrotóxicos sugeridos, como eficiência, segurança e viabilidade. (Fonte: Danilo Macedo/ Agência Brasil)

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16 de agosto de 2009 | nenhum comentário »

IBGE mapeia animais aquáticos com risco de extinção no país

 

mapa-animais-aquaticosNo dia 10 de julho o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o documento “Fauna Ameaçada de Extinção: Invertebrados Aquáticos e Peixes – 2009”, que é o quarto e último de uma série de mapas lançados pelo órgão, desde 2006, trazendo informações sobre aves (2006); mamíferos, répteis e anfíbios (2007); e insetos e outros invertebrados terrestres (2008) que podem entrar em extinção, totalizando uma lista de 632 espécies.

Das 238 espécies e subespécies ameaçadas que o novo mapa mostra, 79 são invertebrados aquáticos (ostras, corais, lagostas e estrelas-do-mar, entre outros) e 159 são peixes de água doce e salgada (por exemplo,. lambaris, tubarões, bagres e cações).

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A maioria desses animais com risco de desaparecer tem seu habitat em regiões de Mata Atlântica e em estados litorâneos, onde a ação do homem, principalmente com o crescimento das construções imobiliárias, interfere no ciclo natural das espécies.

Segundo Lícia Leone Couto, bióloga do IBGE, a extinção dos animais está ligada à atividade humana. “A principal causa de extinção é a destruição do habitat das espécies e isso ocorre prioritariamente pela ação do homem. Por isso, o mapa aponta maior risco de extinção de animais que têm maior ocorrência em cidades costeiras, que têm grande atividade de construções imobiliárias”, explicou. A bióloga destacou como fatores que aceleram o processo de extinção da fauna marinha: a destruição de habitats naturais, a poluição das águas, a explotação (a sobrepesca), a pesca esportiva e o comércio de peixes ornamentais.

De acordo com o mapa, os cinco estados em que o risco de extinção dessas espécies é maior são: São Paulo, onde existem 86 espécies e subespécies ameaçadas; Rio de Janeiro, com 76; Rio Grande do Sul, que tem 55; Bahia, com 51; e Paraná, com 43.

O mapa de invertebrados aquáticos, assim como os outros três mapas já produzidos pelo IBGE, foram desenvolvidos com base na “Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção”, publicada em 2004 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Para o coordenador de Recursos Naturais e Estudos Ambientais do IBGE, Celso José Monteiro Filho, o documento ajuda a alertar a população sobre o real risco que as espécies correm e a orientar políticas públicas.

“Quando os dados são organizados espacialmente em um mapa, é possível observar a real situação da conservação das espécies da fauna brasileira e, com isso, nortear ações públicas de preservação, como a criação de novas unidades de conservação (UC), além de disponibilizar material rico a estudantes e pesquisadores da área”, ressaltou.

Uma estratégia para reverter o risco de extinção destas espécies é a criação de UC marinhas. A delimitação de áreas onde a pesca é proibida, tem inclusive permitido uma recuperação da atividade pesqueira, a partir da exportação de peixes das áreas protegidas para áreas onde a pesca é permitida. Os países signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) assumiram o compromisso de elevar para 4%, até 2010, o total de áreas protegidas como um todo. Isso representa um grande desafio nas áreas costeiras e marinhas, pois atualmente o total de áreas protegidas nesses ambientes é muito pequena.

Segundo a bióloga Mônica Brick Peres, do Instituto Chico Mendes, a lista de animais ameaçados de extinção está crescendo mais acentuadamente por causa das espécies aquáticas. “Existem cerca de 30 mil espécies de vertebrados aquáticos no mundo, e só 4% já foi pesquisado. Dessa quantia, 39% correm risco de desaparecer”, segunda a bióloga, o que representa o maior potencial de extinção entre os animais: nos anfíbios pesquisados esse índice é de 31%; entre os répteis, 30%, mamíferos, 22% e aves, 12%.

Apresentado na escala de 1:5.000.000, o mapa “Fauna Ameaçada de Extinção: Invertebrados Aquáticos e Peixes – 2009″ pode ser adquirido por R$ 15,00 nas livrarias do IBGE em todo o país e também na loja virtual do instituto, pelo site www.ibge.gov.br, onde é possível ainda acessar e baixar o mapa gratuitamente, tanto por meio do link “Mapas”, na seção “Canais”, como na área destinada a “Geociências”.


8 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Paraná têm novos mapas de solos

As unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Florestas e Embrapa Solos – e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) apresentaram na quinta-feira (7) um novo mapa geral dos solos do Paraná. Os 21 mapas regionais, em CD, e um livro descritivo foram lançados durante a 1ª Reunião Paranaense de Ciência do Solo, em Pato Branco.

Segundo o pesquisador da área de solos do Iapar Gonçalo Signorelli de Farias, os trabalhos de levantamento e classificação dos solos do Paraná começaram em 1966, na extinta Comissão de Estudos dos Recursos Naturais Renováveis, entidade pública mantida pelos governos federal e estadual. Esses estudos geraram sete mapas regionais na escala 1:300.000, entre 1970 e 1979, e um mapa geral na escala 1:600.000, publicado em 1984, que se esgotaram ao longo dos anos devido a intensa procura pelos usuários. “Os mapas têm que ser alterados devido à evolução na classificação do solo.”

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Essas novas edições atualizam a nomenclatura usada nos mapas para identificar os solos, de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, adotado oficialmente pelo país em 1999.

A novidade este ano é que está sendo oferecido um número maior de mapas regionais com escalas mais detalhadas. Os mapas de solos servem para o planejamento do uso e ocupação das terras, tanto para agricultura e pecuária quanto para preservação ambiental, manejo de bacias hidrográficas e uso urbanos. Os mapas vão também facilitar a identificação da grande variedade de solos em determinadas regiões do Paraná, solos frágeis, férteis e estáveis. “As pessoas têm que entender e classificar a terra onde vivem, onde plantam, isso é a base da vida”, ressalta o pesquisador.

Todo o material estará disponível até o final do mês na Embrapa Florestas, em Colombo (PR) e na Solos, no Rio de Janeiro, e na sede do Iapar, em Curitiba. A rede de ensino pública do estado, bibliotecas e instituições de extensão rural vão receber os mapas gratuitamente. (Fonte: Lucia Nórcio/ Agência Brasil)




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2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Mapa interativo mostra distribuição desigual de emissões de carbono

Tamanho dos países foi distorcido para representar dados de carbono.
Quanto maior a responsabilidade nas emissões, maior fica o país.

A emissão de carbono, que acentua o aquecimento global, ocorre de forma desigual no mundo — por isso, as consequências das mudanças climáticas não são as mesmas em todos os países. Para mostrar estas diferenças, um jornalista e um programador criaram um mapa interativo, o “Mapa do Carbono”, lançado nesta quinta-feira (29).

Nele, o tradicional mapa mundi aparece de uma forma totalmente diferente. Os tamanhos dos países foram distorcidos para mostrar o peso relativo de cada um nas emissões globais de carbono e nas consequências do aquecimento global, de acordo com dados do Banco Mundial.

O objetivo é dimensionar a responsabilidade e a vulnerabilidade de cada um.

Assim, no quesito emissão de carbono atual, China, Índia, Japão, Estados Unidos e Europa ganham formas gigantes, porque são os maiores emissores. América do Sul e África têm formas menores. Já quando se analisa o acumulado de emissões desde 1850 (sendo que “a maior parte delas ainda continua no ar”, segundo projeto), o peso da Ásia diminui e a responsabilidade recai sobre América do Norte e Europa.

Mapa distorcido mostra o tamanho proporcional dos países de acordo com a emissão de carbono desde 1850. (Foto: Reprodução / The Carbon Map)

Mapa distorcido mostra o tamanho proporcional dos países de acordo com a emissão de carbono desde 1850. (Foto: Reprodução / The Carbon Map)

Vulnerabilidade
Por outro lado, quando se avalia a vulnerabilidade às mudanças climáticas, a Ásia domina o mapa. A África também é apresentada com um tamanho relativo maior. Os outros continentes ficam bastante reduzidos. Os dados mostram o número de pessoas que podem ficar feridas, ser desalojadas ou precisar de ajuda de emergência devido a cheias, secas ou temperaturas extremas.

Em todas as variáveis, o Brasil é apresentado com um tamanho menor do que o real. Isto indica que nem sua responsabilidade nas emissões globais nem na vulnerabilidade são altas, em comparação com o resto do mundo.

No mapa, o usuário também pode escolher uma variável para colorir os países. Ao optar por emissão de CO2 por pessoa, por exemplo, as nações ficam mais escuras à medida que aumentam os valores.

De acordo com Duncan Clark, jornalista do jornal britânico Guardian e um dos idealizadores do projeto, existem três vantagens de apresentar os dados desta forma.

“Primeiro, a distorção do mapa mundi é uma boa maneira de compreender muitos números com apenas um olhar. Segundo, animar as distorções torna a interação com os dados divertida. Terceiro, é possível escolher a variável para colorir o mapa distorcido, o que ajuda a perceber relações”, afirma Clark.

Vulnerabilidade da Ásia aos efeitos do aquecimento global é muito maior que no restante do globo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Vulnerabilidade da Ásia aos efeitos do aquecimento global é muito maior que no restante do globo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Com relação às emissões atuais de carbono, China, Índia, Japão, EUA e Europa têm um peso maior que o restante do mundo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Com relação às emissões atuais de carbono, China, Índia, Japão, EUA e Europa têm um peso maior que o restante do mundo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Fonte: Amanda Rossi, Globo Natureza


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas mapeiam movimentação do gelo da Antártida

Mapa é composto por imagens feitas por agências espaciais.
Conteúdo vai ajudar na compreensão da mudança climática no continente.

Uma equipe de cientistas liderada pela Nasa  elaborou o primeiro mapa de alta resolução do movimento do gelo na Antártida, o que ajudará a entender melhor o impacto da mudança climática no continente.

O mapa, publicado nesta quinta-feira na revista científica Science, foi elaborado como se fosse um mosaico digital. As imagens de satélite utilizadas foram proporcionadas pelas agências espaciais do Canadá (CSA), Europa (ESA) e Japão (Jaxa) e revelam os detalhes do movimento do gelo na Antártida entre 2007 e 2009.

O objetivo deste trabalho, liderado pelo pesquisador Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa em Pasadena, no estado americano da Califórnia, é ajudar os pesquisadores a entender as mudanças do continente diante do constante aquecimento global.

“Nosso mapa representa uma importante medida de referência, pois é a primeira imagem completa do padrão de movimento do gelo”, explicou à Agência Efe o pesquisador Jeremie Mouginot, professor associado do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia, em Irvine, um dos autores do estudo.

Segundo ele, a velocidade do gelo é uma característica fundamental das geleiras e das camadas de gelo, que mede a velocidade à qual ele é transportado das regiões do interior rumo ao oceano.

Suas medições e análises redefinem a compreensão atual sobre a dinâmica da camada de gelo antártica, ao revelar que o fluxo da camada de gelo do continente se compõe de uma complexa rede de afluentes que vêm do interior.

Essa nova visão do movimento da camada de gelo pode favorecer a reconstrução histórica e o prognóstico de sua evolução.

Dado que a grande maior parte de gelo na Terra se encontra na Antártida e que o derretimento das calotas polares pode ter efeitos no nível do mar, este mapa também será útil para pesquisas futuras sobre o aquecimento global.

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida (aqui na versão original, em inglês) usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Fonte: Da EFE


19 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Projeto aposta no cultivo da seringueira como fonte de renda e sustentabilidade

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apenas os estados de São Paulo, Mato Grosso e Bahia são responsáveis por mais de 80% da produção nacional de borracha.

Pneus, preservativos, acessórios e calçados. Estes produtos, tão constantes na vida moderna, têm um material em comum na composição: a borracha natural. Mas ao contrário do que pode sugerir o senso comum, a produção da borracha não se restringe mais ao extrativismo na Amazônia, responsável pelo período áureo da região do século XIX até as primeiras décadas do século passado. Hoje, a hevicultura tem como base um planejamento racional e está mais distribuída pelo sudeste e centro-oeste do País. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apenas os estados de São Paulo, Mato Grosso e Bahia são responsáveis por mais de 80% da produção nacional de borracha.

No Rio de Janeiro, um projeto apoiado pelo edital de Apoio à Inovação Tecnológica, da Faperj, segue esse movimento. Empreendedores do Instituto Tecnológico da Borracha apostam no cultivo da seringueira (Heveas brasiliensis) como fonte de renda e sustentabilidade para o município fluminense de Quatis, situado na histórica região do Vale do Paraíba. Segundo o diretor do instituto e coordenador da iniciativa, o economista Marcello Tournillon Ramos, o projeto é uma oportunidade para ajudar a disseminar o cultivo de borracha no estado, que ainda é inexpressivo. “O objetivo é criar uma infraestrutura para o cultivo da seringueira fluminense, para que o Rio de Janeiro participe mais ativamente da produção nacional. Contrariando o que muitos pensam, o clima e o solo fluminenses, com destaque para o Vale do Paraíba, são extremamente propícios a essa cultura”, afirma.

Renda e sustentabilidade - O projeto do Instituto Tecnológico da Borracha (Iteb), que tem entre seus parceiros a ONG Educa Mata Atlântica, propõe a introdução da seringueira como negócio socioambiental de longo prazo e reabilitação de áreas degradadas – em Quatis, inicialmente, para depois expandir a iniciativa para outras localidades do Vale do Paraíba. “A cultura da seringueira pode representar uma fonte de renda para os pequenos proprietários rurais da região. Ela pode gerar empregos diretos e indiretos e criar condições favoráveis para a fixação do homem no campo”, destaca Ramos. “Ao mesmo tempo, ela atende a legislação ambiental e pode ser uma importante aliada na preservação do meio ambiente”, completa.

Com esse propósito, criou-se um polo de desenvolvimento da cultura em uma propriedade rural situada às margens da estrada RJ -159, que liga Quatis ao distrito de Falcão. Lá, os pequenos produtores interessados recebem assistência técnica e formação adequada para cultivar a seringueira dentro dos parâmetros de sustentabilidade. “Os agricultores aprendem todo o processo de produção, desde a criação das mudas em viveiro, com enxerto clonal, passando pelo plantio, até a extração da borracha natural. Além da prática do manejo, eles recebem conhecimentos teóricos sobre o setor em geral e sobre os critérios de preservação ambiental”, diz Ramos.

O diretor do Instituto Tecnológico da Borracha recomenda aos agricultores que dividam seus terrenos em dois modelos de plantação: o modelo do seringal solteiro, ou seja, uma plantação só de seringueiras, e o modelo consorciado, que mistura seringueiras a outras espécies, como a pupunheira. “A seringueira demora seis anos para começar a produzir. Por isso, o modelo consorciado é interessante, já que a pupunheira dá frutos em dois anos, o que garante renda durante esse período de carência”, explica. O modelo consorciado também é ecologicamente correto. “O plantio de espécies diversificadas ajuda a recuperar com mais rapidez os solos degradados”, acrescenta Ramos, sugerindo que a atividade pode ser explorada em Áreas de Preservação Permanente (APP), como margens de rios e topos de morros.

Depois da atual etapa de capacitação dos agricultores familiares e pequenos produtores locais, o próximo passo será disponibilizar o plantio de 10 mil mudas de seringueiras, distribuídas em diversas propriedades da região. Ao todo, as árvores vão ocupar 20 hectares. Esse número terá um impacto positivo para o meio ambiente. A floresta de seringueira propicia a proteção do solo contra erosão e a proteção de nascentes e mananciais. Outro aspecto importante é que a Heveas brasiliensis é uma das espécies cultivadas com maior potencial de fixação dos gases causadores do efeito estufa, processo chamado de “sequestro de carbono”. “A estimativa é que os 10 mil pés de seringueira, em 15 anos, ‘sequestrem’ cinco mil toneladas de carbono equivalente (CO2e)”, ressalta Ramos.

Países asiáticos como Tailândia, Indonésia, Malásia, China e Vietnã são os mais importantes produtores mundiais de borracha natural. “Atualmente, o Brasil ocupa o nono lugar na produção mundial e precisa importar o produto para abastecer o mercado interno”, diz Ramos. A heveicultura gera receita e impostos com a venda da borracha natural, tanto in natura (látex virgem ou coágulo) quanto beneficiada – com produtos como o Granulado Escuro Brasileiro, conhecido como GEB-1. “Temos que suprir uma lacuna na produção interna de borracha do estado do Rio de Janeiro, que tem instalações da maior pneumática do mundo, a Michelin”, conclui. Também participam do projeto a educadora ambiental Vânia Velloso e a diretora do Educa Mata Atlântica, Rita de Souza.

(Agência Faperj)


20 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Presidente do IPEVS participa de treinamento do MAPA

O Serviço de Saúde Animal da Superintendência Federal do Ministério da Agriculta, Pecuária e Abastecimento no Paraná realizou no dia 06 de Junho de 2011 o Treinamento de Médicos Veterinários para Emissão de GTA de Aves.

O treinamento, ministrado pela Fiscal Federal Agropecuária Ellen Elizabeth Laurindo, é obrigatório para Médicos Veterinários que desejam emitir GTA´s (Guias de Trânsito Animal) para aves em todo o território nacional.

O Médico Veterinário e Biólogo, Rafael Haddad, participou do treinamento e teve a companhia do professor do curso de Medicina Veterinária da UNOPAR de Arapongas-PR, Dr. Marcos Massaaki Shiozawa.  Ambos atuam na clínica e manejo de animais selvagens e possuem inúmeros clientes criadores amadoristas e comerciais de aves, os quais agora podem utilizar os serviços destes profissionais para a emissão de GTA´s para Campeonatos Ornitológicos e até mesmo para a venda de aves. O Prof. Marcos, além de atuar na UNOPAR e em atendimentos particulares, é Pesquisador Colaborador do IPEVS.


22 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Agricultura quer criar conselhos regionais para discutir registro de agrotóxicos

O Ministério da Agricultura (Mapa) propôs na reunião de segunda-feira (21) da Câmara Temática de Insumos Agropecuários a criação de conselhos regionais para discutir as necessidades de registros de agrotóxicos para pequenas culturas, para as quais faltam número suficiente de produtos registrados para o controle de doenças e pragas.

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Segundo o coordenador-geral de Agrotóxicos da Secretaria de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, a descentralização das discussões deve fazer com que os pleitos analisados pelo ministério sejam mais próximos da realidade vivida pelos agricultores brasileiros, já que faltam recursos e mão de obra para chegar a todas as regiões do país. “O ministério parou de conversar só com as empresas de agrotóxicos e colocou os agricultores no jogo.”

Além disso, o tempo para que apareçam os primeiros resultados deve ser reduzido. “A expectativa é de que 95% dos problemas de registro de agrotóxicos para essas pequenas culturas sejam resolvidos com esses conselhos. O restante seria julgar os pedidos. Estimávamos que os primeiros resultados apareceriam em cinco anos. Com os conselhos, esperamos baixar para um ano e meio”, disse .

Rangel explicou que a proposta é que o Mapa assuma a liderança desses conselhos, fornecendo uma cartilha de como deve ser feito o trabalho localmente, com o apoio das superintendências regionais do ministério, e as exigências em relação aos agrotóxicos sugeridos, como eficiência, segurança e viabilidade. (Fonte: Danilo Macedo/ Agência Brasil)

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16 de agosto de 2009 | nenhum comentário »

IBGE mapeia animais aquáticos com risco de extinção no país

 

mapa-animais-aquaticosNo dia 10 de julho o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o documento “Fauna Ameaçada de Extinção: Invertebrados Aquáticos e Peixes – 2009”, que é o quarto e último de uma série de mapas lançados pelo órgão, desde 2006, trazendo informações sobre aves (2006); mamíferos, répteis e anfíbios (2007); e insetos e outros invertebrados terrestres (2008) que podem entrar em extinção, totalizando uma lista de 632 espécies.

Das 238 espécies e subespécies ameaçadas que o novo mapa mostra, 79 são invertebrados aquáticos (ostras, corais, lagostas e estrelas-do-mar, entre outros) e 159 são peixes de água doce e salgada (por exemplo,. lambaris, tubarões, bagres e cações).

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A maioria desses animais com risco de desaparecer tem seu habitat em regiões de Mata Atlântica e em estados litorâneos, onde a ação do homem, principalmente com o crescimento das construções imobiliárias, interfere no ciclo natural das espécies.

Segundo Lícia Leone Couto, bióloga do IBGE, a extinção dos animais está ligada à atividade humana. “A principal causa de extinção é a destruição do habitat das espécies e isso ocorre prioritariamente pela ação do homem. Por isso, o mapa aponta maior risco de extinção de animais que têm maior ocorrência em cidades costeiras, que têm grande atividade de construções imobiliárias”, explicou. A bióloga destacou como fatores que aceleram o processo de extinção da fauna marinha: a destruição de habitats naturais, a poluição das águas, a explotação (a sobrepesca), a pesca esportiva e o comércio de peixes ornamentais.

De acordo com o mapa, os cinco estados em que o risco de extinção dessas espécies é maior são: São Paulo, onde existem 86 espécies e subespécies ameaçadas; Rio de Janeiro, com 76; Rio Grande do Sul, que tem 55; Bahia, com 51; e Paraná, com 43.

O mapa de invertebrados aquáticos, assim como os outros três mapas já produzidos pelo IBGE, foram desenvolvidos com base na “Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção”, publicada em 2004 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Para o coordenador de Recursos Naturais e Estudos Ambientais do IBGE, Celso José Monteiro Filho, o documento ajuda a alertar a população sobre o real risco que as espécies correm e a orientar políticas públicas.

“Quando os dados são organizados espacialmente em um mapa, é possível observar a real situação da conservação das espécies da fauna brasileira e, com isso, nortear ações públicas de preservação, como a criação de novas unidades de conservação (UC), além de disponibilizar material rico a estudantes e pesquisadores da área”, ressaltou.

Uma estratégia para reverter o risco de extinção destas espécies é a criação de UC marinhas. A delimitação de áreas onde a pesca é proibida, tem inclusive permitido uma recuperação da atividade pesqueira, a partir da exportação de peixes das áreas protegidas para áreas onde a pesca é permitida. Os países signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) assumiram o compromisso de elevar para 4%, até 2010, o total de áreas protegidas como um todo. Isso representa um grande desafio nas áreas costeiras e marinhas, pois atualmente o total de áreas protegidas nesses ambientes é muito pequena.

Segundo a bióloga Mônica Brick Peres, do Instituto Chico Mendes, a lista de animais ameaçados de extinção está crescendo mais acentuadamente por causa das espécies aquáticas. “Existem cerca de 30 mil espécies de vertebrados aquáticos no mundo, e só 4% já foi pesquisado. Dessa quantia, 39% correm risco de desaparecer”, segunda a bióloga, o que representa o maior potencial de extinção entre os animais: nos anfíbios pesquisados esse índice é de 31%; entre os répteis, 30%, mamíferos, 22% e aves, 12%.

Apresentado na escala de 1:5.000.000, o mapa “Fauna Ameaçada de Extinção: Invertebrados Aquáticos e Peixes – 2009″ pode ser adquirido por R$ 15,00 nas livrarias do IBGE em todo o país e também na loja virtual do instituto, pelo site www.ibge.gov.br, onde é possível ainda acessar e baixar o mapa gratuitamente, tanto por meio do link “Mapas”, na seção “Canais”, como na área destinada a “Geociências”.


8 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Paraná têm novos mapas de solos

As unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Florestas e Embrapa Solos – e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) apresentaram na quinta-feira (7) um novo mapa geral dos solos do Paraná. Os 21 mapas regionais, em CD, e um livro descritivo foram lançados durante a 1ª Reunião Paranaense de Ciência do Solo, em Pato Branco.

Segundo o pesquisador da área de solos do Iapar Gonçalo Signorelli de Farias, os trabalhos de levantamento e classificação dos solos do Paraná começaram em 1966, na extinta Comissão de Estudos dos Recursos Naturais Renováveis, entidade pública mantida pelos governos federal e estadual. Esses estudos geraram sete mapas regionais na escala 1:300.000, entre 1970 e 1979, e um mapa geral na escala 1:600.000, publicado em 1984, que se esgotaram ao longo dos anos devido a intensa procura pelos usuários. “Os mapas têm que ser alterados devido à evolução na classificação do solo.”

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Essas novas edições atualizam a nomenclatura usada nos mapas para identificar os solos, de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, adotado oficialmente pelo país em 1999.

A novidade este ano é que está sendo oferecido um número maior de mapas regionais com escalas mais detalhadas. Os mapas de solos servem para o planejamento do uso e ocupação das terras, tanto para agricultura e pecuária quanto para preservação ambiental, manejo de bacias hidrográficas e uso urbanos. Os mapas vão também facilitar a identificação da grande variedade de solos em determinadas regiões do Paraná, solos frágeis, férteis e estáveis. “As pessoas têm que entender e classificar a terra onde vivem, onde plantam, isso é a base da vida”, ressalta o pesquisador.

Todo o material estará disponível até o final do mês na Embrapa Florestas, em Colombo (PR) e na Solos, no Rio de Janeiro, e na sede do Iapar, em Curitiba. A rede de ensino pública do estado, bibliotecas e instituições de extensão rural vão receber os mapas gratuitamente. (Fonte: Lucia Nórcio/ Agência Brasil)