17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Coalas podem desaparecer em cinquenta anos, diz WWF

Destruição das florestas de eucaliptos e doenças levariam a espécie à extinção

A organização não governamental WWF alertou nesta terça-feira que a população de coalasda Austrália corre o risco de extinguir-se nos próximos 50 anos. O representante da ONG na Austrália, Martin Taylor, anunciou que nas últimas duas décadas a população de coalas diminuiu 42%. Segundo Taylor, se a tendência continuar, o marsupial pode desaparecer.

Ameaças - Os ecologistas atribuem a queda do número de coalas à destruição de seu habitat – provocado, segundo a WWF, pelo desenvolvimento humano e pelas alterações climáticas. A espécie vive em florestas naturais de eucaliptos e se alimenta principalmente das folhas frescas das árvores. Outra ameaça aos marsupiais são os surtos da doença clamídia. Essa bactéria, contra a qual os cientistas estão pesquisando uma vacina, produz lesões nos genitais e nos olhos dos coalas, causando infertilidade, cegueira e, posteriormente, a morte.

O número de coalas na Austrália oscila entre 40 mil e 250 mil exemplares, segundo estimativas. No mês passado, o governo australiano catalogou os coalas como “espécie vulnerável” na lista de animais ameaçados no país.

Folhas de eucalipto são o principal alimento dos coalas

Folhas de eucalipto são o principal alimento dos coalas (Reuters)

Fonte: Veja Ciência


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores sequenciam genoma do câncer do diabo da Tasmânia

Câncer facial raro é contagioso e pode acabar com a espécie australiana

Pesquisadores estão sequenciando o genoma do câncer contagioso que está dizimando a população de diabos da Tasmânia. O animal é o maior marsupial carnívoro e corre risco de extinção desde que um câncer facial, transmitido por mordidas, se alastrou entre a população da espécie na Austrália. Os cientistas acreditam que o entendimento sobre as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de câncer vai ajudar a encontrar novas terapias e medicamentos contra a doença.

Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de 70% e 90% da população destes marsupiais morreu em algumas áreas da Austrália. O câncer do diabo da Tasmânia é espalhado pela transferência de células vivas de câncer entre os animais através de mordidas que os animais dão uns nos outros. De acordo com cientistas, estas mordidas são comuns entre os animais desta espécie.

“A análise do genoma do câncer do diabo da Tasmânia nos permitiu identificar as mutações que surgiram no câncer. Nós usamos o sequenciamento para identificar as mutações que podem ter desempenhado um papel funcional na causa do câncer. Além disso, vamos analisar estas mutações para estudar a propagação da doença ”, disse ao iG Elizabeth Murchison, autora do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

Os genomas do diabo da tasmânia e do câncer contagioso vão explicar como a doença se alastrou. Foto: Save the Tasmanian Devil Program

No ano passado, pesquisadores publicaram o sequenciamento do DNA do diabo da Tasmânia e a comparação destes dados com o genoma do câncer pode explicar a propagação da doença. “Encontrar diferenças entre o DNA de diabos da tasmânia saudáveis e com câncer também poderá nos ajudar a desenvolver vacinas que possam prevenir esta doença”, disse.

Mais de 17 mil mutações do câncer do diabo da Tasmânia foram catalogadas – número comparável a mutações identificadas em outros tipos de cânceres em humanos. Elizabeth afirma que a equipe agora vai tentar descobrir quais das milhares de mutações são as mais importantes. De acordo com os estudos preliminares, alterações nos genes de imunidade pode finalmente explicar como o câncer escapa do sistema imunológico.

O começo de tudo
O câncer do diabo da Tasmânia surgiu em um único animal e foi se alastrando rapidamente. Portanto, todos os tumores presentes em milhares de marsupiais atualmente são derivado das células de um único indivíduo.

Os pesquisadores chamam este primeiro animal que teve a doença de o ‘diabo imortal’, pois suas células foram mantidas vivas para que fossem estudadas. “Nossa análise genética permitiu determinar que o “diabo Imortal” era um animal do sexo feminino”, disse.

 

 

Desde a descoberta da doença, em 1996, entre 70% a 90% da população de diabos da Tasmânia morreu na Austrália. Foto: Getty Images

Fonte: Maria Fernanda Ziegler Portal IG, São Paulo


26 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Marsupial raro volta à forma após tratamento

Vombate albino é encontrado e tratado por especialista em animais selvagens na Austrália.

Vombate albino foi tratado por voluntária na Austrália. (Foto: BBC)

Vombate albino foi tratado na Austrália. (Foto: BBC)

Polar é um raro vombate albino. O animal da família dos marsupiais foi encontrado em má condição, mas foi tratado por Val Salmon, em Cerduna, na Austrália.

Val, que é uma voluntária no tratamento de animais selvagens, conta que cuida de vombates há quase quarenta anos.

O mamífero, assim que ficar adulto, deverá ser colocado em uma clínica de reprodução.

 

 

 

 

 

Fonte: BBC






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17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Coalas podem desaparecer em cinquenta anos, diz WWF

Destruição das florestas de eucaliptos e doenças levariam a espécie à extinção

A organização não governamental WWF alertou nesta terça-feira que a população de coalasda Austrália corre o risco de extinguir-se nos próximos 50 anos. O representante da ONG na Austrália, Martin Taylor, anunciou que nas últimas duas décadas a população de coalas diminuiu 42%. Segundo Taylor, se a tendência continuar, o marsupial pode desaparecer.

Ameaças - Os ecologistas atribuem a queda do número de coalas à destruição de seu habitat – provocado, segundo a WWF, pelo desenvolvimento humano e pelas alterações climáticas. A espécie vive em florestas naturais de eucaliptos e se alimenta principalmente das folhas frescas das árvores. Outra ameaça aos marsupiais são os surtos da doença clamídia. Essa bactéria, contra a qual os cientistas estão pesquisando uma vacina, produz lesões nos genitais e nos olhos dos coalas, causando infertilidade, cegueira e, posteriormente, a morte.

O número de coalas na Austrália oscila entre 40 mil e 250 mil exemplares, segundo estimativas. No mês passado, o governo australiano catalogou os coalas como “espécie vulnerável” na lista de animais ameaçados no país.

Folhas de eucalipto são o principal alimento dos coalas

Folhas de eucalipto são o principal alimento dos coalas (Reuters)

Fonte: Veja Ciência


17 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores sequenciam genoma do câncer do diabo da Tasmânia

Câncer facial raro é contagioso e pode acabar com a espécie australiana

Pesquisadores estão sequenciando o genoma do câncer contagioso que está dizimando a população de diabos da Tasmânia. O animal é o maior marsupial carnívoro e corre risco de extinção desde que um câncer facial, transmitido por mordidas, se alastrou entre a população da espécie na Austrália. Os cientistas acreditam que o entendimento sobre as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de câncer vai ajudar a encontrar novas terapias e medicamentos contra a doença.

Desde a descoberta da doença, em 1996, cerca de 70% e 90% da população destes marsupiais morreu em algumas áreas da Austrália. O câncer do diabo da Tasmânia é espalhado pela transferência de células vivas de câncer entre os animais através de mordidas que os animais dão uns nos outros. De acordo com cientistas, estas mordidas são comuns entre os animais desta espécie.

“A análise do genoma do câncer do diabo da Tasmânia nos permitiu identificar as mutações que surgiram no câncer. Nós usamos o sequenciamento para identificar as mutações que podem ter desempenhado um papel funcional na causa do câncer. Além disso, vamos analisar estas mutações para estudar a propagação da doença ”, disse ao iG Elizabeth Murchison, autora do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

Os genomas do diabo da tasmânia e do câncer contagioso vão explicar como a doença se alastrou. Foto: Save the Tasmanian Devil Program

No ano passado, pesquisadores publicaram o sequenciamento do DNA do diabo da Tasmânia e a comparação destes dados com o genoma do câncer pode explicar a propagação da doença. “Encontrar diferenças entre o DNA de diabos da tasmânia saudáveis e com câncer também poderá nos ajudar a desenvolver vacinas que possam prevenir esta doença”, disse.

Mais de 17 mil mutações do câncer do diabo da Tasmânia foram catalogadas – número comparável a mutações identificadas em outros tipos de cânceres em humanos. Elizabeth afirma que a equipe agora vai tentar descobrir quais das milhares de mutações são as mais importantes. De acordo com os estudos preliminares, alterações nos genes de imunidade pode finalmente explicar como o câncer escapa do sistema imunológico.

O começo de tudo
O câncer do diabo da Tasmânia surgiu em um único animal e foi se alastrando rapidamente. Portanto, todos os tumores presentes em milhares de marsupiais atualmente são derivado das células de um único indivíduo.

Os pesquisadores chamam este primeiro animal que teve a doença de o ‘diabo imortal’, pois suas células foram mantidas vivas para que fossem estudadas. “Nossa análise genética permitiu determinar que o “diabo Imortal” era um animal do sexo feminino”, disse.

 

 

Desde a descoberta da doença, em 1996, entre 70% a 90% da população de diabos da Tasmânia morreu na Austrália. Foto: Getty Images

Fonte: Maria Fernanda Ziegler Portal IG, São Paulo


26 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Marsupial raro volta à forma após tratamento

Vombate albino é encontrado e tratado por especialista em animais selvagens na Austrália.

Vombate albino foi tratado por voluntária na Austrália. (Foto: BBC)

Vombate albino foi tratado na Austrália. (Foto: BBC)

Polar é um raro vombate albino. O animal da família dos marsupiais foi encontrado em má condição, mas foi tratado por Val Salmon, em Cerduna, na Austrália.

Val, que é uma voluntária no tratamento de animais selvagens, conta que cuida de vombates há quase quarenta anos.

O mamífero, assim que ficar adulto, deverá ser colocado em uma clínica de reprodução.

 

 

 

 

 

Fonte: BBC