5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas em MT

Levantamento científico ocorreu durante expedição no Noroeste do estado.
Primeiro estudo na área foi da expedição Roosevelt-Rondon, em 1913.

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas durante a expedição Guariba-Roosevelt, que reuniu pesquisadores e cientistas em uma área de preservação no estado do Mato Grosso. O grupo também teria registrado uma nova espécie de macaco do gênero Callicebus – conhecido como zogue-zogue.

A descoberta das quatro espécies de peixes foi realizada em rios de cabeceira. Os animais que mais chamaram a atenção dos pesquisadores durante os trabalhos em campo foram um lambari pescado numa região de campinarana (áreas de campos amazônicos), próxima ao rio Roosevelt, e um bagre coletado nas imediações do rio Madeirinha. O que leva os pesquisadores a crer que são espécies novas são suas características físicas.

“Essas espécies indicam um alto endemismo na região, o que pode nos ajudar a compreender o padrão de evolução das espécies na área. E também levantar hipóteses sobre o que pode estar fazendo algumas dos peixes coletados estarem desaparecendo e ameaçados de extinção”, diz Machado. Os peixes coletados foram levados aos laboratórios da Unemat, em Alta Floresta, a 830 quilômetros da capital Cuiabá. Lá, estudos mais detalhados vão comprovar se são de fato novas espécies.

A pesca ilegal e os garimpos foram as principais ameaças à biodiversidade encontradas na região. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso chegou a fazer uma autuação na área durante a expedição. “Apesar disso, ainda constatamos que muitas das áreas permanecem intacta, apesar da proximidade e da facilidade de acesso pelas cidades no entorno”, diz Machado.

“Todas essas descobertas indicam a grande biodiversidade que ainda há para ser descoberta na região”, diz Mauro Armelin, diretor do Programa Amazônia do WWF-Brasil. ‘”São muito raras para a ciência essas novas descobertas, mas acredito que isso ocorra pela escassez de pesquisas. Perdemos a chance de conhecer espécies antes mesmo que estas desapareçam pelo desmatamento”. O último levantamento de fauna e flora que ocorreu na região foi nas décadas de 1970 e 80.

Expedição Roosevelt
A expedição percorreu quatro unidades de conservação no Noroeste do Mato Grosso, que envolvem o rio Roosevelt. A região abriga os últimos remanescentes de floresta do Estado, que hoje é um dos campeões no crescimento do desmatamento, segundo dados do governo federal.

“São regiões pouco estudadas. A grande maioria dos levantamentos de ictiofauna hoje acontece em grandes rios, ou no mar”, afirma James Machado, um dos biólogos responsáveis pela coleta e pelos estudos que comprovam a descoberta – feita em parceria com os pesquisadores Solange Arrolho, da Universidade Estadual de Mato Grosso, e Rosalvo Rosa Duarte do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O primeiro levantamento científico na região aconteceu quase cem anos atrás. A expedição foi coordenada pelo marechal Cândido Rondon e pelo ex-presidente americano Theodore Roosevelt, entre 1913 e 1914. Eles foram responsáveis pelo mapeamento do rio batizado em homenagem a Roosevelt. Muitos animais coletados na região fazem parte hoje da coleção científica do museu Smithsonian, em Washington, nos EUA.

Peixes coletados durante expedição que pode ter descoberto quatro novas espécies de peixes (Foto: Juvenal Pereira/WWF-Brasil)

Peixes encontrados durante expedição que pode ter coletado quatro novas espécies de peixes (Foto: Juvenal Pereira/WWF-Brasil)

Fonte: Juliana Arini, Globo Natureza, São Paulo


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de macaco em Mato Grosso

Uma expedição formada por unidades de conservação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, no noroeste do Mato Grosso, descobriu uma nova espécie de macaco.

O novo primata Callicebus –conhecido como zogue-zogue– foi encontrado entre os rios Guariba e Roosevelt pelo biólogo Júlio Dalponte.

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares. Foto:Júlio Dalponte

Segundo ele, uma “barreira” criada pelos dois rios e seus afluentes pode separar ao menos três espécies diferentes do mesmo gênero de macacos.

“Cada espaço desses tem uma espécie. Então é difícil encontrarmos este mesmo macaco em outros lugares, por exemplo. Daí a importância de conservar essas áreas”, disse o biólogo à BBC Brasil.

“Este zogue-zogue, que encontramos entre as margens direita do rio Roosevelt e esquerda do rio Guariba, possui um padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies conhecidas do mesmo gênero naquela região.”

Dalponte acrescentou que uma possível segunda nova espécie de macaco foi avistada perto do rio Guariba, mas ainda é preciso fotografá-la.

CLASSIFICAÇÃO

Um dos macacos da nova espécie, encontrado morto, está sendo estudado no museu Emílio Goeldi, em Belém, no Pará, e classificado de acordo com as normas internacionais de taxonomia.

“Precisamos comparar as características desses animais com os que já conhecemos. Mas temos certeza de que se trata de uma nova espécie”, explicou Dalponte.

A descrição completa das características do novo zogue-zogue deve levar pelo menos seis meses para ser concluída.

Mais um ano pode ser necessário para que um estudo sobre ele seja aprovado pelos comitês de publicações científicas especializadas.

A descoberta do animal é um trabalho da organização de proteção animal WWF Brasil, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso.

A expedição reuniu nove pesquisadores, que percorreram quatro unidades de conservação ambientais do Estado para colher informações e elaborar um novo plano de manejo destas áreas.

Fonte: BBC Brasil


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

MT é responsável por 28% dos focos de queimadas registrados no país

Inpe registrou 1.777 focos de queimadas entre janeiro e julho, em MT.
No Brasil, foram verificadas 6.102 queimadas no mesmo período.

As queimadas no estado de Mato Grosso já são responsáveis por 28% do número total de focos registrados no Brasil, neste ano. Dados dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que das 6.102 queimadas identificadas no país, 1.777 ocorreram no estado, no período de 1º de janeiro a 21 de julho.

Apesar de o número estar abaixo do identificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.852 focos de incêndio no território mato-grossense, a incidência poderá aumentar nos próximos dias devido à alta temperatura, baixa umidade do ar e ao alto índice de desmatamento. A avaliação é do professor e biólogo Romildo Gonçalves, do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O biólogo explica que as massas de ar quente e seco estão cada vez mais frequentes no país, o que estaria causando reflexos no estado, além das intempéries influenciarem diretamente na vegetação. “As condições climáticas, com a evolução do aquecimento global, têm reflexo direto no ecossistema e, em Mato Grosso, não será muito diferente neste ano em comparação com o último”, frisou o professor, em entrevista ao G1. Segundo ele, o período mais crítico para queimadas são os meses de agosto e setembro.

Arte - queimadas (Foto: Editoria de Arte/G1)

Enquanto em abril os satélites captaram 89 focos de queimadas em Mato Grosso, em maio foram 325. Em junho, o índice cresceu para 900 e, até o dia 21 de julho (quinta-feira), o estado já tinha acumulado 356 focos. Em outro aspecto, o professor considera motivo de preocupação a devastação na região da Amazônia Legal, em que o estado teve, por exemplo, 93,7 km² de florestas devastadas no mês de maio, sendo que em abril perdeu 405,5 km² de mata, segundo relatório do Inpe. Para Gonçalves, os dados reforçam o risco da ocorrência de mais queimadas neste ano do que em 2010. “Depois de tirar a mata, as pessoas colocam fogo para usar a área”, frisa.

Parque Nacional
Em 2010, o fogo consumiu cerca de um terço do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, cobrindo Cuiabá de fumaça escura. A estimativa é que 11 mil hectares tenham sido consumidos no incêndio. Com um ecossistema que inclui de savanas a matas fechadas, o parque abriga sítios arqueológicos e cabeceiras de vários rios das bacias do Alto Paraguai e Amazônica. ” O alerta neste ano vale para o Pantanal mato-grossense e o Parque Nacional do Xingu, que não registram incêndios há oito anos, mas podem sofrer alterações pela falta de infraestrutura e proteção ambiental”, avaliou Romildo Gonçalves.

O Comitê de Gestão do Fogo de Mato Grosso informou que as cidades com maior número de alertas de incêndios são Tangará da Serra, Cláudia e Querência, localizadas na regiões norte e médio norte do estado. O tenente-coronel Dércio Santos, coordenador-geral adjunto do Comitê, declarou ao G1 que a meta é reduzir 65% da quantidade de focos de calor registrados em 2010 e retirar o estado da lista dos que mais queimam.

O coordenador disse ainda que o Corpo de Bombeiros está presente em 17 das 141 cidades mato-grossenses, com bases operacionais montadas com o objetivo de controlar o fogo. “Nós já reduzimos muito em relação ao último ano e estamos atuando com reforço e apoio das prefeituras dos municípios para o combate às queimadas. Porém, temos que avaliar que a estiagem e a baixa umidade são ameaças contanstantes, mas podemos mudar o quadro com a nossa conduta”, pontuou o tenente-coronel.

Ele frisa que a questão da educação ambiental também é séria e que as pessoas devem contribuir para a diminução dos focos, deixando as práticas e a cultura de colocar fogo, por exemplo, em folhas secas ou nos quintais de casa. “Muitos incêndios registrados, senão a maioria, foram provocados pelo homem”, afirma.

Quanto ao desmatamento, o coordenador admite que o índice registrado no território mato-grossense poderá colaborar para que a situação das queimadas se agrave, porém, considera que o governo do estado e a união têm realizado trabalhos intensivos com a finalidade de diminuir o número de áreas devastadas.

Investimento
O combate às queimadas deve custar mais de R$ 111,5 milhões durante o período proibitivo no estado, que este ano será de de 1º de julho a 15 de outubro, considerado o mais longo da história. Diante dos altos índices de focos de queimada, o pedido de antecipação e ampliação foi feito pelo secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alexander Maia. Ao todo, o estado pretende contar com o trabalho de dois mil homens de todos os órgãos ambientais durante o período proibitivo.

O montante foi calculado com base no planejamento orçamentário do Governo do Estado, Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit) e Corpo de Bombeiros. O secretário Alexander Maia disse que o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) autorizou a liberação de R$ 13 milhões para a instalação de uma base de controle das ocorrências em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá.

A pretensão, de acordo com o secretário, é implantar quatro bases semelhantes a essa, porém, segundo ele, ainda não há recursos liberados para o projeto. O montante será gasto na compra de equipamentos para as equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Embora tenha sido contemplado com a verba, o governo do estado havia requisitado R$ 80 milhões para investir nas ações de combate e prevenção.

Além dessa verba, Maia afirmou que serão gastos R$ 5 milhões em campanhas publicitárias com a finalidade de tentar conscientizar a população sobre os riscos dos incêndios, assim como alertar sobre a penalidade aplicada ao responsável pelo crime ambiental. As multas variam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por hectare para áreas abertas e de floresta, respectivamente.

Queimada em Mato Grosso (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Governo do estado decidiu ampliar o período de proibição de queimadas. (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Fonte: Kelly Martins, Do G1, MT


7 de junho de 2011 | nenhum comentário »

PRF apreende 5 carretas com madeira ilegal no fim de semana em MT

Em apenas um posto da PRF, foram 3 apreensões em poucas horas.
Um total de 165 metros cúbicos de madeira foram apreendidos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu madeira irregular em diversos pontos de Mato Grosso durante esse final de semana. Em Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá, a PRF apreendeu três carretas que transportavam madeira ilegal.

Na BR-163, foram três apreensões no mesmo dia e em um curto intervalo de tempo. Às 15h50, foram apreendidos 35m cúbicos que eram transportados em uma carreta com placas de Mato Grosso. Um pouco mais tarde por volta das 18h, foram encontrados 48m³ e apenas 15 minutos depois, foram apreendidos mais 44m³.

De acordo com a PRF, em todos os casos não foi possível precisar a origem e destino da madeira, nem mesmo as espécies transportadas. Nas três ocorrências os dados das notas fiscais não estavam de acordo com as madeiras apreendidas.

Os suspeitos vão responder por crimes ambientais e fiscais, uma vez que tanto a natureza da mercadoria como o volume informado são diferentes do apresentado nas notas fiscais e guias florestais. As ocorrências foram encaminhadas à Polícia Civil e ao IBAMA, na região.

Outras apreensões
Durante o final de semana a Polícia Rodoviária Federal apreendeu madeira em outras cidades mato-grossenses. Em Pontes e Lacerda, a 483 quilômetros de Cuiabá foram encontrados 7 metros cúbicos de madeira irregular.

Já em Campo Verde, a 139 quilômetros da capital, os policiais rodoviários federais encontraram 31,8 metros cúbicos de madeira serrada com dados diferentes entre a Guia Florestal e o veículo que transportava a madeira apreendida.

A ocorrência foi encaminhada ao IBAMA, em Cuiabá. No balanço do final de semana, um total de 165 metros cúbicos de madeira foram apreendidos pelas equipes da PRF.

Madeira ilegal apreendida no interior de MT (Foto:Divulgação/PRF)

Madeira ilegal apreendida no interior de MT (Foto:Divulgação/PRF)

 

Fonte: Do G1, MT


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento disparou em MT em março e abril, confirma Inpe

Estado teve 80% do total da devastação detectada na Amazônia Legal.
Floresta perdeu o equivalente a 370 vezes o Parque Ibirapuera, em SP.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta quarta-feira (18) o relatório de seu sistema de monitoramento de desmatamento em tempo real da Amazônia Legal (Deter) para março e abril, confirmando uma disparada da devastação em Mato Grosso.

Ao todo, o estado teve 480,3 km² dos 593,0 km² de desmatamento detectados no período na região, o que equivale a 80%. Somente em abril, foram detectados 405,5 km² de polígonos de devastação em território mato-grossense.

No mesmo bimestre do ano passado, o instituto espacial registrou 103,6 km² de derrubadas na Amazônia Legal. Portanto, o incremento foi de 572% em 2011, embora esse tipo de comparação não possa ser feita de forma exata, já que o Inpe faz a ressalva de que seu sistema não é voltado à aferição precisa de áreas, mas mais focado na emissão de alertas para que as autoridades ambientais possam verificar focos de derrubada de mata em terra.

Para dar uma referência, a área total desmatada detectada em março e abril para a Amazônia Legal equivale a 370 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou 1,4 vez a Ilha de Santa Catarina, onde se localiza Florianópolis.

Visibilidade
A alta extrema em abril em Mato Grosso se deve, em parte, à boa visibilidade alcançada pelas imagens de satélite naquele mês, quando a cobertura de nuvens ficou abaixo dos 10%. As condições densamente nubladas da Amazônia impedem que os técnicos do Inpe chequem o desmatamento desde o espaço durante boa parte do ano.

O Pará, em março e abril, por exemplo, não chegou a ter menos de 75% de cobertura de nuvens, o que significa que pelo menos três quartos de seu território não puderam ser verificados no período.

Situação grave
A gravidade da situação em Mato Grosso já era de conhecimento do Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela fiscalização. O instituto recentemente dobrou o número de fiscais no estado, subindo para 520 o efetivo total na Amazônia Legal, como informou ao Globo Natureza seu diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo.

O diretor considera que uma alta do desmatamento está ocorrendo porque no ano passado a devastação foi relativamente baixa e há uma demanda reprimida por novas áreas agricultáveis, em especial com os altos preços das commodities no mercado internacional. Ele promete autuar os desmatadores ilegais “um por um”.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deve comentar a disparada do desmatamento ainda nesta quarta-feira (18), em Brasília.

Área atingida por queimada no Mato Grosso, estado que mais desmatou em março e abril  (Foto: Ibama)

Área atingida por queimada no Mato Grosso, estado que mais desmatou em março e abril (Foto: Ibama)

 

Fonte: Dennis Barbosa, do Globo Natureza, em São Paulo


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento em Mato Grosso aumenta 43%

O desmatamento aumentou em 43% no Estado de Mato Grosso conforme dados do Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) coletados entre agosto de 2010 e abril de 2011 e comparados com o mesmo período anterior.

As informações foram passadas pelo Inpe durante palestra a coordenadores e funcionários da fiscalização federal e estadual em Cuiabá na manhã desta sexta-feira (13), conforme apuração da Folha. As autoridades que participaram da palestra não confirmaram os dados.

“O Deter não se presta a comparações entre período, pois é muito sujeito a variações como a cobertura de nuvens. O sistema é um alerta, em tempo quase real, de possíveis desmates em andamento”, disse Mauro Pires, diretor de Políticas de Combate ao Desmatamento do Ministério de Meio Ambiente.

A avaliação oficial, disse ele, virá em agosto com a divulgação dos dados do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), que estabelece a taxa oficial de desmatamento.

Segundo ele, porém, é possível afirmar que o Estado vive um “pico fora da curva” nas derrubadas desde o segundo semestre do ano passado. “Ainda estamos aguardando a confirmação oficial, mas é certo que houve uma aceleração”, disse.

Mato Grosso, declarou o diretor, vinha mantendo em anos anteriores uma trajetória de redução dos desmates e também na extensão das áreas contínuas derrubadas.

“Neste ano, o Deter acusou um desmate de 1.800 hectares, por exemplo. Se não fosse pelo alerta e a fiscalização em tempo hábil, a área total atingida teria sido o dobro”, disse.

Ele admitiu que o mudança pode ter relação com uma expectativa de ampla anistia com as mudanças no Código Florestal. “É o que temos detectado nas ações em campo.”

Fonte: Rodrigo Vargas, Folha de Cuiabá


2 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ministério Público de MT entra com ação contra lei ambiental

O Ministério Público de Mato Grosso decidiu entrar com uma ação civil pública contra o Estado por causa da lei de zoneamento territorial, que foi sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) na semana passada.

A permissão para plantio de cana em áreas do Pantanal e da Amazônia é uma das irregularidades apontadas. A lei autoriza “o plantio da cana-de-açúcar e a produção sucroalcooleira em áreas antropizadas [modificadas pelo homem], excluindo-se as áreas alagáveis”.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado José Riva (PP), admitiu que esse é um ponto “conflitante” na lei.

O Ministério Público aponta outras duas irregularidades. Uma é a permissão para compensação de área de reserva legal para quem desmatou até abril deste ano. Pelo atual Código Florestal, 1998 é o ano considerado limite.

A outra é a mudança das categorias de uso do território, que amplia áreas onde a agropecuária é permitida.

O artigo 24 da lei, por exemplo, reduz de 80% para 50% a reserva legal de propriedades rurais localizadas em regiões de floresta.

A lei que foi sancionada é a quarta versão do projeto elaborado pelo governo.

Alexandre Melo Faria, professor de economia da Universidade Federal de Mato Grosso que participou como consultor na elaboração da terceira versão do projeto, afirma que o zoneamento não é sustentável. “Ele libera o trabalho [agropecuário] em certa região, mas não se preocupa se os agrotóxicos vão prejudicar os rios.”

O secretário da Casa Civil, José Lacerda, afirma que todas as áreas indígenas e de preservação ambiental foram mantidas. Já o secretário do Meio Ambiente, coronel Alexander Maia, diz que o projeto final da lei não foi “apreciado” pela sua pasta.

O diretor da Associação de Proprietários Rurais de MT, Paulo Lima Resende, disse que a criação da lei foi “clara e transparente”.

A lei ainda deverá ser analisada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, porque tem aspectos conflitantes com a legislação federal.

Fonte: Luciana Dyniewicz, São Paulo


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Falso plano de manejo ‘esquentava’ madeira ilegal em Mato Grosso

Investigação realizada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso resultou, nesta quarta-feira (16), no indiciamento de 56 pessoas por transporte ilegal de madeira, crimes contra a administração ambiental e falsidade ideológica.

O alvo da pesquisa, realizada desde 2006, era uma fazenda no município de Juara, no noroeste do estado, cujo volume de madeira em pé, de mais de 11 mil metros cúbicos, serviu para fraudar manejo florestal na região. Os créditos eram vendidos por meio de intermediários para dez madeireiras do município e mais uma na cidade de Tangará da Serra.

Segundo os investigadores, o manejo florestal foi aprovado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Técnicos do órgão não sabiam que os créditos eram usados para “esquentar” madeira retirada ilegalmente da floresta de Mato Grosso, e não da fazenda em Juara.

As toras de madeira, justificadas por meio do plano de manejo aprovado, era retiradas de áreas de preservação ambiental, reservas e assentamentos. Vistorias feitas por investigadores na fazenda revelaram que a vegetação autorizada no manejo florestal permaneceu intacta.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso encaminhou denúncia sobre o caso ao Ministério Público e os créditos do manejo foram suspensos no sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais e em outro, que autoriza o transporte das madeiras.

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 Fonte: Globo Natureza


2 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Desmatamento em debate – representantes de diversos setores da sociedade discutem no Mato Grosso

Danielle Jordan / AmbienteBrasilGovernadores, acadêmicos, pesquisadores, organizações não governamentais brasileiras e do exterior, representantes de comunidades tradicionais, entre outros, debatem desde ontem (01), medidas para evitar a degradação ambiental no XIV Katoomba Meeting Brasil 2009 – “Evitando o Desmatamento na Amazônia através dos mercados PSA”.

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A conferência internacional, realizada anualmente, tem como sede este ano Cuiabá, no Mato Grosso, tendo como parceiros a Forest Trends, The Katoomba Group, Instituto Centro de Vida, The Nature Conservancy, Instituto Socioambiental, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e Aliança da Terra.

O governador do Amazonas, Eduardo Braga, apresentou a  Política Estadual de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável implementada no Estado. Ele disse acreditar no avanço positivo dos processos.

O anfitrião, Blairo Maggi, governador de Mato Grosso, defendeu uma linha de crédito específica para a pesquisa e aplicação de projetos pilotos para a ampliação da agricultura em áreas ocupadas atualmente pela pecuária. A proposta foi apresentada ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou também do Painel dos governadores da região amazônica. Maggi afirmou que é possível ampliar a produção do país sem a derrubada da floresta.

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, defendeu maior autonomia aos Estados da Amazônia para que possam desenvolver suas próprias metodologias visando o acesso direto aos mecanismos de pagamentos dos serviços ambientais prestados pela floresta






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5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas em MT

Levantamento científico ocorreu durante expedição no Noroeste do estado.
Primeiro estudo na área foi da expedição Roosevelt-Rondon, em 1913.

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas durante a expedição Guariba-Roosevelt, que reuniu pesquisadores e cientistas em uma área de preservação no estado do Mato Grosso. O grupo também teria registrado uma nova espécie de macaco do gênero Callicebus – conhecido como zogue-zogue.

A descoberta das quatro espécies de peixes foi realizada em rios de cabeceira. Os animais que mais chamaram a atenção dos pesquisadores durante os trabalhos em campo foram um lambari pescado numa região de campinarana (áreas de campos amazônicos), próxima ao rio Roosevelt, e um bagre coletado nas imediações do rio Madeirinha. O que leva os pesquisadores a crer que são espécies novas são suas características físicas.

“Essas espécies indicam um alto endemismo na região, o que pode nos ajudar a compreender o padrão de evolução das espécies na área. E também levantar hipóteses sobre o que pode estar fazendo algumas dos peixes coletados estarem desaparecendo e ameaçados de extinção”, diz Machado. Os peixes coletados foram levados aos laboratórios da Unemat, em Alta Floresta, a 830 quilômetros da capital Cuiabá. Lá, estudos mais detalhados vão comprovar se são de fato novas espécies.

A pesca ilegal e os garimpos foram as principais ameaças à biodiversidade encontradas na região. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso chegou a fazer uma autuação na área durante a expedição. “Apesar disso, ainda constatamos que muitas das áreas permanecem intacta, apesar da proximidade e da facilidade de acesso pelas cidades no entorno”, diz Machado.

“Todas essas descobertas indicam a grande biodiversidade que ainda há para ser descoberta na região”, diz Mauro Armelin, diretor do Programa Amazônia do WWF-Brasil. ‘”São muito raras para a ciência essas novas descobertas, mas acredito que isso ocorra pela escassez de pesquisas. Perdemos a chance de conhecer espécies antes mesmo que estas desapareçam pelo desmatamento”. O último levantamento de fauna e flora que ocorreu na região foi nas décadas de 1970 e 80.

Expedição Roosevelt
A expedição percorreu quatro unidades de conservação no Noroeste do Mato Grosso, que envolvem o rio Roosevelt. A região abriga os últimos remanescentes de floresta do Estado, que hoje é um dos campeões no crescimento do desmatamento, segundo dados do governo federal.

“São regiões pouco estudadas. A grande maioria dos levantamentos de ictiofauna hoje acontece em grandes rios, ou no mar”, afirma James Machado, um dos biólogos responsáveis pela coleta e pelos estudos que comprovam a descoberta – feita em parceria com os pesquisadores Solange Arrolho, da Universidade Estadual de Mato Grosso, e Rosalvo Rosa Duarte do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O primeiro levantamento científico na região aconteceu quase cem anos atrás. A expedição foi coordenada pelo marechal Cândido Rondon e pelo ex-presidente americano Theodore Roosevelt, entre 1913 e 1914. Eles foram responsáveis pelo mapeamento do rio batizado em homenagem a Roosevelt. Muitos animais coletados na região fazem parte hoje da coleção científica do museu Smithsonian, em Washington, nos EUA.

Peixes coletados durante expedição que pode ter descoberto quatro novas espécies de peixes (Foto: Juvenal Pereira/WWF-Brasil)

Peixes encontrados durante expedição que pode ter coletado quatro novas espécies de peixes (Foto: Juvenal Pereira/WWF-Brasil)

Fonte: Juliana Arini, Globo Natureza, São Paulo


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de macaco em Mato Grosso

Uma expedição formada por unidades de conservação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, no noroeste do Mato Grosso, descobriu uma nova espécie de macaco.

O novo primata Callicebus –conhecido como zogue-zogue– foi encontrado entre os rios Guariba e Roosevelt pelo biólogo Júlio Dalponte.

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares. Foto:Júlio Dalponte

Segundo ele, uma “barreira” criada pelos dois rios e seus afluentes pode separar ao menos três espécies diferentes do mesmo gênero de macacos.

“Cada espaço desses tem uma espécie. Então é difícil encontrarmos este mesmo macaco em outros lugares, por exemplo. Daí a importância de conservar essas áreas”, disse o biólogo à BBC Brasil.

“Este zogue-zogue, que encontramos entre as margens direita do rio Roosevelt e esquerda do rio Guariba, possui um padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies conhecidas do mesmo gênero naquela região.”

Dalponte acrescentou que uma possível segunda nova espécie de macaco foi avistada perto do rio Guariba, mas ainda é preciso fotografá-la.

CLASSIFICAÇÃO

Um dos macacos da nova espécie, encontrado morto, está sendo estudado no museu Emílio Goeldi, em Belém, no Pará, e classificado de acordo com as normas internacionais de taxonomia.

“Precisamos comparar as características desses animais com os que já conhecemos. Mas temos certeza de que se trata de uma nova espécie”, explicou Dalponte.

A descrição completa das características do novo zogue-zogue deve levar pelo menos seis meses para ser concluída.

Mais um ano pode ser necessário para que um estudo sobre ele seja aprovado pelos comitês de publicações científicas especializadas.

A descoberta do animal é um trabalho da organização de proteção animal WWF Brasil, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso.

A expedição reuniu nove pesquisadores, que percorreram quatro unidades de conservação ambientais do Estado para colher informações e elaborar um novo plano de manejo destas áreas.

Fonte: BBC Brasil


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

MT é responsável por 28% dos focos de queimadas registrados no país

Inpe registrou 1.777 focos de queimadas entre janeiro e julho, em MT.
No Brasil, foram verificadas 6.102 queimadas no mesmo período.

As queimadas no estado de Mato Grosso já são responsáveis por 28% do número total de focos registrados no Brasil, neste ano. Dados dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que das 6.102 queimadas identificadas no país, 1.777 ocorreram no estado, no período de 1º de janeiro a 21 de julho.

Apesar de o número estar abaixo do identificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.852 focos de incêndio no território mato-grossense, a incidência poderá aumentar nos próximos dias devido à alta temperatura, baixa umidade do ar e ao alto índice de desmatamento. A avaliação é do professor e biólogo Romildo Gonçalves, do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O biólogo explica que as massas de ar quente e seco estão cada vez mais frequentes no país, o que estaria causando reflexos no estado, além das intempéries influenciarem diretamente na vegetação. “As condições climáticas, com a evolução do aquecimento global, têm reflexo direto no ecossistema e, em Mato Grosso, não será muito diferente neste ano em comparação com o último”, frisou o professor, em entrevista ao G1. Segundo ele, o período mais crítico para queimadas são os meses de agosto e setembro.

Arte - queimadas (Foto: Editoria de Arte/G1)

Enquanto em abril os satélites captaram 89 focos de queimadas em Mato Grosso, em maio foram 325. Em junho, o índice cresceu para 900 e, até o dia 21 de julho (quinta-feira), o estado já tinha acumulado 356 focos. Em outro aspecto, o professor considera motivo de preocupação a devastação na região da Amazônia Legal, em que o estado teve, por exemplo, 93,7 km² de florestas devastadas no mês de maio, sendo que em abril perdeu 405,5 km² de mata, segundo relatório do Inpe. Para Gonçalves, os dados reforçam o risco da ocorrência de mais queimadas neste ano do que em 2010. “Depois de tirar a mata, as pessoas colocam fogo para usar a área”, frisa.

Parque Nacional
Em 2010, o fogo consumiu cerca de um terço do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, cobrindo Cuiabá de fumaça escura. A estimativa é que 11 mil hectares tenham sido consumidos no incêndio. Com um ecossistema que inclui de savanas a matas fechadas, o parque abriga sítios arqueológicos e cabeceiras de vários rios das bacias do Alto Paraguai e Amazônica. ” O alerta neste ano vale para o Pantanal mato-grossense e o Parque Nacional do Xingu, que não registram incêndios há oito anos, mas podem sofrer alterações pela falta de infraestrutura e proteção ambiental”, avaliou Romildo Gonçalves.

O Comitê de Gestão do Fogo de Mato Grosso informou que as cidades com maior número de alertas de incêndios são Tangará da Serra, Cláudia e Querência, localizadas na regiões norte e médio norte do estado. O tenente-coronel Dércio Santos, coordenador-geral adjunto do Comitê, declarou ao G1 que a meta é reduzir 65% da quantidade de focos de calor registrados em 2010 e retirar o estado da lista dos que mais queimam.

O coordenador disse ainda que o Corpo de Bombeiros está presente em 17 das 141 cidades mato-grossenses, com bases operacionais montadas com o objetivo de controlar o fogo. “Nós já reduzimos muito em relação ao último ano e estamos atuando com reforço e apoio das prefeituras dos municípios para o combate às queimadas. Porém, temos que avaliar que a estiagem e a baixa umidade são ameaças contanstantes, mas podemos mudar o quadro com a nossa conduta”, pontuou o tenente-coronel.

Ele frisa que a questão da educação ambiental também é séria e que as pessoas devem contribuir para a diminução dos focos, deixando as práticas e a cultura de colocar fogo, por exemplo, em folhas secas ou nos quintais de casa. “Muitos incêndios registrados, senão a maioria, foram provocados pelo homem”, afirma.

Quanto ao desmatamento, o coordenador admite que o índice registrado no território mato-grossense poderá colaborar para que a situação das queimadas se agrave, porém, considera que o governo do estado e a união têm realizado trabalhos intensivos com a finalidade de diminuir o número de áreas devastadas.

Investimento
O combate às queimadas deve custar mais de R$ 111,5 milhões durante o período proibitivo no estado, que este ano será de de 1º de julho a 15 de outubro, considerado o mais longo da história. Diante dos altos índices de focos de queimada, o pedido de antecipação e ampliação foi feito pelo secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alexander Maia. Ao todo, o estado pretende contar com o trabalho de dois mil homens de todos os órgãos ambientais durante o período proibitivo.

O montante foi calculado com base no planejamento orçamentário do Governo do Estado, Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit) e Corpo de Bombeiros. O secretário Alexander Maia disse que o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) autorizou a liberação de R$ 13 milhões para a instalação de uma base de controle das ocorrências em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá.

A pretensão, de acordo com o secretário, é implantar quatro bases semelhantes a essa, porém, segundo ele, ainda não há recursos liberados para o projeto. O montante será gasto na compra de equipamentos para as equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Embora tenha sido contemplado com a verba, o governo do estado havia requisitado R$ 80 milhões para investir nas ações de combate e prevenção.

Além dessa verba, Maia afirmou que serão gastos R$ 5 milhões em campanhas publicitárias com a finalidade de tentar conscientizar a população sobre os riscos dos incêndios, assim como alertar sobre a penalidade aplicada ao responsável pelo crime ambiental. As multas variam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por hectare para áreas abertas e de floresta, respectivamente.

Queimada em Mato Grosso (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Governo do estado decidiu ampliar o período de proibição de queimadas. (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Fonte: Kelly Martins, Do G1, MT


7 de junho de 2011 | nenhum comentário »

PRF apreende 5 carretas com madeira ilegal no fim de semana em MT

Em apenas um posto da PRF, foram 3 apreensões em poucas horas.
Um total de 165 metros cúbicos de madeira foram apreendidos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu madeira irregular em diversos pontos de Mato Grosso durante esse final de semana. Em Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá, a PRF apreendeu três carretas que transportavam madeira ilegal.

Na BR-163, foram três apreensões no mesmo dia e em um curto intervalo de tempo. Às 15h50, foram apreendidos 35m cúbicos que eram transportados em uma carreta com placas de Mato Grosso. Um pouco mais tarde por volta das 18h, foram encontrados 48m³ e apenas 15 minutos depois, foram apreendidos mais 44m³.

De acordo com a PRF, em todos os casos não foi possível precisar a origem e destino da madeira, nem mesmo as espécies transportadas. Nas três ocorrências os dados das notas fiscais não estavam de acordo com as madeiras apreendidas.

Os suspeitos vão responder por crimes ambientais e fiscais, uma vez que tanto a natureza da mercadoria como o volume informado são diferentes do apresentado nas notas fiscais e guias florestais. As ocorrências foram encaminhadas à Polícia Civil e ao IBAMA, na região.

Outras apreensões
Durante o final de semana a Polícia Rodoviária Federal apreendeu madeira em outras cidades mato-grossenses. Em Pontes e Lacerda, a 483 quilômetros de Cuiabá foram encontrados 7 metros cúbicos de madeira irregular.

Já em Campo Verde, a 139 quilômetros da capital, os policiais rodoviários federais encontraram 31,8 metros cúbicos de madeira serrada com dados diferentes entre a Guia Florestal e o veículo que transportava a madeira apreendida.

A ocorrência foi encaminhada ao IBAMA, em Cuiabá. No balanço do final de semana, um total de 165 metros cúbicos de madeira foram apreendidos pelas equipes da PRF.

Madeira ilegal apreendida no interior de MT (Foto:Divulgação/PRF)

Madeira ilegal apreendida no interior de MT (Foto:Divulgação/PRF)

 

Fonte: Do G1, MT


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento disparou em MT em março e abril, confirma Inpe

Estado teve 80% do total da devastação detectada na Amazônia Legal.
Floresta perdeu o equivalente a 370 vezes o Parque Ibirapuera, em SP.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta quarta-feira (18) o relatório de seu sistema de monitoramento de desmatamento em tempo real da Amazônia Legal (Deter) para março e abril, confirmando uma disparada da devastação em Mato Grosso.

Ao todo, o estado teve 480,3 km² dos 593,0 km² de desmatamento detectados no período na região, o que equivale a 80%. Somente em abril, foram detectados 405,5 km² de polígonos de devastação em território mato-grossense.

No mesmo bimestre do ano passado, o instituto espacial registrou 103,6 km² de derrubadas na Amazônia Legal. Portanto, o incremento foi de 572% em 2011, embora esse tipo de comparação não possa ser feita de forma exata, já que o Inpe faz a ressalva de que seu sistema não é voltado à aferição precisa de áreas, mas mais focado na emissão de alertas para que as autoridades ambientais possam verificar focos de derrubada de mata em terra.

Para dar uma referência, a área total desmatada detectada em março e abril para a Amazônia Legal equivale a 370 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou 1,4 vez a Ilha de Santa Catarina, onde se localiza Florianópolis.

Visibilidade
A alta extrema em abril em Mato Grosso se deve, em parte, à boa visibilidade alcançada pelas imagens de satélite naquele mês, quando a cobertura de nuvens ficou abaixo dos 10%. As condições densamente nubladas da Amazônia impedem que os técnicos do Inpe chequem o desmatamento desde o espaço durante boa parte do ano.

O Pará, em março e abril, por exemplo, não chegou a ter menos de 75% de cobertura de nuvens, o que significa que pelo menos três quartos de seu território não puderam ser verificados no período.

Situação grave
A gravidade da situação em Mato Grosso já era de conhecimento do Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela fiscalização. O instituto recentemente dobrou o número de fiscais no estado, subindo para 520 o efetivo total na Amazônia Legal, como informou ao Globo Natureza seu diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo.

O diretor considera que uma alta do desmatamento está ocorrendo porque no ano passado a devastação foi relativamente baixa e há uma demanda reprimida por novas áreas agricultáveis, em especial com os altos preços das commodities no mercado internacional. Ele promete autuar os desmatadores ilegais “um por um”.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deve comentar a disparada do desmatamento ainda nesta quarta-feira (18), em Brasília.

Área atingida por queimada no Mato Grosso, estado que mais desmatou em março e abril  (Foto: Ibama)

Área atingida por queimada no Mato Grosso, estado que mais desmatou em março e abril (Foto: Ibama)

 

Fonte: Dennis Barbosa, do Globo Natureza, em São Paulo


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento em Mato Grosso aumenta 43%

O desmatamento aumentou em 43% no Estado de Mato Grosso conforme dados do Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) coletados entre agosto de 2010 e abril de 2011 e comparados com o mesmo período anterior.

As informações foram passadas pelo Inpe durante palestra a coordenadores e funcionários da fiscalização federal e estadual em Cuiabá na manhã desta sexta-feira (13), conforme apuração da Folha. As autoridades que participaram da palestra não confirmaram os dados.

“O Deter não se presta a comparações entre período, pois é muito sujeito a variações como a cobertura de nuvens. O sistema é um alerta, em tempo quase real, de possíveis desmates em andamento”, disse Mauro Pires, diretor de Políticas de Combate ao Desmatamento do Ministério de Meio Ambiente.

A avaliação oficial, disse ele, virá em agosto com a divulgação dos dados do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), que estabelece a taxa oficial de desmatamento.

Segundo ele, porém, é possível afirmar que o Estado vive um “pico fora da curva” nas derrubadas desde o segundo semestre do ano passado. “Ainda estamos aguardando a confirmação oficial, mas é certo que houve uma aceleração”, disse.

Mato Grosso, declarou o diretor, vinha mantendo em anos anteriores uma trajetória de redução dos desmates e também na extensão das áreas contínuas derrubadas.

“Neste ano, o Deter acusou um desmate de 1.800 hectares, por exemplo. Se não fosse pelo alerta e a fiscalização em tempo hábil, a área total atingida teria sido o dobro”, disse.

Ele admitiu que o mudança pode ter relação com uma expectativa de ampla anistia com as mudanças no Código Florestal. “É o que temos detectado nas ações em campo.”

Fonte: Rodrigo Vargas, Folha de Cuiabá


2 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ministério Público de MT entra com ação contra lei ambiental

O Ministério Público de Mato Grosso decidiu entrar com uma ação civil pública contra o Estado por causa da lei de zoneamento territorial, que foi sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) na semana passada.

A permissão para plantio de cana em áreas do Pantanal e da Amazônia é uma das irregularidades apontadas. A lei autoriza “o plantio da cana-de-açúcar e a produção sucroalcooleira em áreas antropizadas [modificadas pelo homem], excluindo-se as áreas alagáveis”.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado José Riva (PP), admitiu que esse é um ponto “conflitante” na lei.

O Ministério Público aponta outras duas irregularidades. Uma é a permissão para compensação de área de reserva legal para quem desmatou até abril deste ano. Pelo atual Código Florestal, 1998 é o ano considerado limite.

A outra é a mudança das categorias de uso do território, que amplia áreas onde a agropecuária é permitida.

O artigo 24 da lei, por exemplo, reduz de 80% para 50% a reserva legal de propriedades rurais localizadas em regiões de floresta.

A lei que foi sancionada é a quarta versão do projeto elaborado pelo governo.

Alexandre Melo Faria, professor de economia da Universidade Federal de Mato Grosso que participou como consultor na elaboração da terceira versão do projeto, afirma que o zoneamento não é sustentável. “Ele libera o trabalho [agropecuário] em certa região, mas não se preocupa se os agrotóxicos vão prejudicar os rios.”

O secretário da Casa Civil, José Lacerda, afirma que todas as áreas indígenas e de preservação ambiental foram mantidas. Já o secretário do Meio Ambiente, coronel Alexander Maia, diz que o projeto final da lei não foi “apreciado” pela sua pasta.

O diretor da Associação de Proprietários Rurais de MT, Paulo Lima Resende, disse que a criação da lei foi “clara e transparente”.

A lei ainda deverá ser analisada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, porque tem aspectos conflitantes com a legislação federal.

Fonte: Luciana Dyniewicz, São Paulo


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Falso plano de manejo ‘esquentava’ madeira ilegal em Mato Grosso

Investigação realizada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso resultou, nesta quarta-feira (16), no indiciamento de 56 pessoas por transporte ilegal de madeira, crimes contra a administração ambiental e falsidade ideológica.

O alvo da pesquisa, realizada desde 2006, era uma fazenda no município de Juara, no noroeste do estado, cujo volume de madeira em pé, de mais de 11 mil metros cúbicos, serviu para fraudar manejo florestal na região. Os créditos eram vendidos por meio de intermediários para dez madeireiras do município e mais uma na cidade de Tangará da Serra.

Segundo os investigadores, o manejo florestal foi aprovado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Técnicos do órgão não sabiam que os créditos eram usados para “esquentar” madeira retirada ilegalmente da floresta de Mato Grosso, e não da fazenda em Juara.

As toras de madeira, justificadas por meio do plano de manejo aprovado, era retiradas de áreas de preservação ambiental, reservas e assentamentos. Vistorias feitas por investigadores na fazenda revelaram que a vegetação autorizada no manejo florestal permaneceu intacta.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso encaminhou denúncia sobre o caso ao Ministério Público e os créditos do manejo foram suspensos no sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais e em outro, que autoriza o transporte das madeiras.

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 Fonte: Globo Natureza


2 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Desmatamento em debate – representantes de diversos setores da sociedade discutem no Mato Grosso

Danielle Jordan / AmbienteBrasilGovernadores, acadêmicos, pesquisadores, organizações não governamentais brasileiras e do exterior, representantes de comunidades tradicionais, entre outros, debatem desde ontem (01), medidas para evitar a degradação ambiental no XIV Katoomba Meeting Brasil 2009 – “Evitando o Desmatamento na Amazônia através dos mercados PSA”.

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A conferência internacional, realizada anualmente, tem como sede este ano Cuiabá, no Mato Grosso, tendo como parceiros a Forest Trends, The Katoomba Group, Instituto Centro de Vida, The Nature Conservancy, Instituto Socioambiental, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e Aliança da Terra.

O governador do Amazonas, Eduardo Braga, apresentou a  Política Estadual de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável implementada no Estado. Ele disse acreditar no avanço positivo dos processos.

O anfitrião, Blairo Maggi, governador de Mato Grosso, defendeu uma linha de crédito específica para a pesquisa e aplicação de projetos pilotos para a ampliação da agricultura em áreas ocupadas atualmente pela pecuária. A proposta foi apresentada ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou também do Painel dos governadores da região amazônica. Maggi afirmou que é possível ampliar a produção do país sem a derrubada da floresta.

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, defendeu maior autonomia aos Estados da Amazônia para que possam desenvolver suas próprias metodologias visando o acesso direto aos mecanismos de pagamentos dos serviços ambientais prestados pela floresta