11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Famintos, animais definham em zoológico do interior de SC

O rugido insistente de um leão se tornou comum em meio à paisagem de araucárias do interior de Santa Catarina nas últimas semanas.

“É por causa da fome”, diz a voluntária Sílvia Pompeu, enquanto joga um pedaço de carne para o animal de aparência esquelética, que devora o alimento em segundos. Macacos apáticos em jaulas imundas observam a cena.

Eles e outras dezenas de bichos são os sobreviventes do zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (a 260 km de Florianópolis).

Segundo o Ibama, o local foi praticamente abandonado pelo dono, Azodir Cattoni, após o órgão interditá-lo, em dezembro. Desde então, os bichos passaram a comer cada vez menos. Tigres que recebiam 14 kg de carne a cada dois dias passaram a ter dois frangos.

A eletricidade foi cortada. E sem as cercas elétricas, uma onça já pulou na jaula dos leões e foi morta. “Todo mundo corre risco de morte”, disse a analista ambiental do Ibama Gabriela Breda, que circula armada pelo zoo.

Instalado num antigo seminário, o hotel-zoo foi aberto em 2007 e passou a acumular legalmente enorme quantidade de bichos. Havia mais exemplares de certas espécies do que no zoo paulistano.

“Vinham de apreensões ou foram abandonados por circos”, disse Elenice Franco, do Ibama. Segundo o órgão, os recintos são inadequados, e o acúmulo se refletiu no índice de mortalidade, que alcançou 80%. O aceitável seria até 20%.

Dos 1.100 animais que entraram lá, só 214 estavam vivos na interdição, decidida após a fuga da elefante Carla, que saiu em disparada pelas ruas e só foi capturada horas depois –hoje ela vive no Rio.

Multas aplicadas pelo Ibama somam R$ 50 mil. Agora, até o hotel está fechado.

O órgão e voluntários intervieram na semana passada. Dezenas de bichos já foram levados a outros zoos, mas cerca de 40, entre macacos e avestruzes, não têm para onde ir.

Voluntários do santuário Rancho dos Gnomos, de SP, foram até os felinos –alguns até rezam para tranquilizá-los. “Esse vai precisar de muitas preces”, disse Sandra Calado na terça passada, ao observar um tigre de bengala esquelético, que não resistiu.

Azodir Cattoni não foi localizado. O Ibama diz ter sido informado de que ele está fora do país. Advogados que já o representaram não se manifestaram. No hotel ainda atuam quatro pessoas, entre elas uma irmã e um cunhado, que se recusaram a falar com aFolha.

Leão permanece no zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (SC), após interdição do Ibama

Leão permanece no zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (SC), após interdição do Ibama. Foto: Adriano Vizoni - 3.abr.12/Folhapress

Fonte: JEAN-PHILIP STRUCK, Folha.com


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Plantações de palmeiras na Indonésia ameaçam orangotangos

Habitat natural dos animais está sendo destruído para dar lugar a cultivo das árvores.

A bebê orangotango de 8 meses Elaine é uma entre tantos animais que estão sendo ameaçados pelo avanço do cultivo de palmeiras em áreas que outrora abrigavam florestas naIndonésia.

Muitos dos orangotangos continuam vivendo em regiões em que há um grande número de plantações de palmeiras, usadas para extração de óleo de dendê, mas estão sujeitos a diversos atos de violência. Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2011/12/emp/111227_orangotangos_indonesia_bg.emp.xml

Ambientalistas contam que muitos animais sofrem espancamentos e são mortos por funcionários de empresas locais de plantações de palmeiras.

Um trabalhador rural disse à BBC que colegas seus são pagos para afugentar os animais da região em que o cultivo se dá, já que as companhias consideram os orangotangos uma ameaça às suas plantações.

Orangotanto Elaine (Foto: Reprodução/BBC)

A filhote fêmea de orangotanto batizada de Elaine é uma entre tantos animais ameaçados pelo avanço do cultivo de palmeiras na Indonésia (Foto: Reprodução/BBC)

Fonte: BBC Brasil

 


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Tucano que teve as asas mutiladas em MT corre risco de não voar mais

Ave passa por processo doloroso para retirada dos restos das penas.
Biólogo disse que pássaro foi resgatado de residência após denúncia.

Um tucano que teve as duas asas mutiladas passa por um processo de recuperação extremamente lento e doloroso para que possa ter chances de retornar ao habitat natural, como explica o biólogo responsável pelos animais apreendidos pelo Batalhão Ambiental de Mato Grosso, cabo José Ronoaldo Ferreira. Vítima de maus-tratos, a ave foi resgatada em uma residência localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, há quase um ano.

O tucano teve as asas cortadas rente à pele e para que nasçam novas penas é preciso retirar os pedaços que ficaram. “Quando são cortadas somente as pontas das penas, elas nascem de novo e permite que o animal voe novamente, mas nesse caso é preciso arrancar os restos das penas aos poucos para evitar que o animal sofra muito”, afirmou o biólogo, em entrevista ao G1, ao comentar sobre o risco que o pássaro corre de não voar mais caso não passe por esse processo.

O animal foi apreendido por meio de uma  denúncia anônima feita à Polícia Ambiental e o responsável pelo crime foi autuado.

O caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e a Justiça é quem vai definir sobre a penalidade aplicada ao autor dos maus tratos contra a ave. Conforme a Lei 9.605 de 1998, dos Crimes Ambientais, maus-tratos contra animais domésticos, nativos ou exóticos caracterizam crime e podem render pena de detenção de três meses a um ano e multa.

Atrofiamento
Apesar de não terem sido mutiladas, quatro araras que também encontram-se sob os cuidados do órgão ambiental também passam por problemas. Elas não tem chance de voltar à natureza porque não sabem se quer voar. Segundo o cabo Ronoaldo, as aves criadas desde pequenas em cativeiro foram deixadas no Batalhão há cerca de 10 meses.

“Embora não tenham as asas cortadas, elas não voam de modo algum porque viviam em espaços muito pequenos”, frisou. Por causa desse atrofiamento, as duas araras-azuis e as duas da espécie canindé terão de viver para sempre no abrigo.

Tucano foi mutilado e corre o risco de ficar sem voar (Foto: Pollyana Araújo / G1)

Tucano foi mutilado e corre o risco de ficar sem voar (Foto: Pollyana Araújo / G1)

Fonte: Pollyana Araújo, G1, MT


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Com mil chimpanzés em laboratórios, EUA estuda mudar lei

Em uma jaula ao ar livre em forma de cúpula, dezenas de chimpanzés gritam. Os pelos das costas estão levantados. Segundo a Dra. Dana Hasselschwert, chefe de ciências veterinárias do Centro de Pesquisas de New Iberia, “isso é piloereção”, um sinal de excitação emocional.

Ela pede aos visitantes que mantenham distância. Os chimpanzés costumam atirar pequenas pedras ou objetos mais perigosos quando ficam agitados.

A semelhança dos chimpanzés com os humanos os torna importantes para pesquisas, mas também gera muita solidariedade. Para os pesquisadores, esses animais podem significar a melhor chance de descobrir a cura de doenças atrozes. Para muitas pessoas, porém, eles são nossos parentes atrás das grades.

A pesquisa biomédica com chimpanzés ajudou a produzir a vacina contra a hepatite B e tem por objetivo produzir a vacina contra a hepatite C, que infecta 170 milhões de pessoas em todo o mundo. Contudo, há muito que os protestos contra essa pesquisa consideram-na cruel e desnecessária. Devido à grande pressão atual de organizações de defesa dos animais, a decisão judicial que porá um fim a este tipo de pesquisa nos Estados Unidos pode vir em um ano. Atualmente, apenas os Estados Unidos e outro país conduzem pesquisas invasivas com chimpanzés. O segundo país é o Gabão, que fica na África central.

Segundo Wayne Pacelle, presidente e diretor executivo da Sociedade Humanitária dos Estados Unidos, “este é um momento bastante diferente dos outros”. “É o momento de tirar os chimpanzés da pesquisa invasiva e dos laboratórios”, afirma.

John VandeBerg, diretor do Centro Nacional de Pesquisa sobre os primatas do sudoeste, concorda que este é “um momento crucial”. O centro é um dos seis laboratórios do país onde há chimpanzés. As diversas tentativas dos opositores “podem levar ao fim de toda a pesquisa médica com os chimpanzés”, afirmou.

A sociedade e outros grupos pressionaram os NIH (Institutos Nacionais da Saúde) americanos para que fosse elaborado um relatório sobre a utilidade da pesquisa com chimpanzés, aguardado para este ano. A Sociedade Humanitária também se uniu ao Instituto Jane Goodall e à Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem para elaborar uma petição ao Serviço de Fauna e Peixes dos Estados Unidos, na qual é declarado o risco de extinção dos chimpanzés em cativeiro, uma vez que os que vivem na natureza já estão ameaçados, oferecendo a eles mais proteção. A decisão é aguardada para setembro do ano que vêm.

Além disso, o Great Ape Protection and Cost Savings Act (Lei pela proteção e redução de custos com grandes símios) irá proibir o uso de todos os grandes símios nas pesquisas invasivas (incluindo bonobos, gorilas e orangotangos). O republicano Roscoe Bartlett, deputado pelo estado de Maryland, é um dos apoiadores da lei. Segundo Bartlett, a lei representará uma economia de US$ 30 milhões para o contribuinte, quantia que é gasta anualmente com os chimpanzés de propriedade do governo.

Segundo Pacelle, é alto o custo da pesquisa invasiva com chimpanzés, sendo que existem alternativas. Além disso, os procedimentos realizados são dolorosos e os animais são mantidos em isolamento, afirma. “Esta espécie está ameaçada de extinção e é a mais próxima dos humanos geneticamente”, afirma. “Além disso, não devemos abusar de nosso poder”, afirma.

VandeBerg, em contrapartida, afirma que suspender as pesquisas com chimpanzés representaria uma ameaça a vidas humanas. “A redução do índice de desenvolvimento de medicamentos para essas doenças significará a morte de centenas de milhares de pessoas, milhões de fato, devido a anos de atraso”, afirmou. Se a pesquisa permite salvar vidas humanas, afirmou VandeBerg, “seria totalmente antiético não realizá-la”, afirmou VandeBerg.

Maus-tratos
Os laboratórios de pesquisa dos Estados Unidos abrigam mil chimpanzés, e o Centro de Pesquisas de New Iberia é um deles. O centro pertence à Universidade de Louisiana em Lafayette, e ocupa 40 hectares do centro da Louisiana francesa ou acadiana, aproximadamente 210 km a oeste de Nova Orleans. Nele vivem 360 chimpanzés, sendo que 240 pertencem à universidade e 120 ao NIH, além de outros 6 mil primatas, a maioria da espécie macaco-rhesus.

A instituição foi acusada de maus-tratos no passado, sendo que foram descobertas e corrigidas algumas violações às normas de tratamento dos animais, de acordo com as inspeções do Departamento de Agricultura. Na última inspeção, ocorrida em julho, foram descobertos medicamentos para os animais com prazos de validade vencidos.

Em uma visita recente, verificou-se que alguns chimpanzés ficavam em cúpulas geodésicas de 10 m de diâmetro e outros em jaulas menores ao ar livre. Além destes, o doutor Thomas J. Rowell, diretor do centro, contou que um número inferior a 10 estava sob estudo ativo, em jaulas internas medindo 1,5 por 1,8 m e 2 m de altura. Os procedimentos práticos envolviam aplicação de injeções, retirada de amostras de sangue e biópsias hepáticas, as quais eram realizadas sob efeito de anestésicos.

Muitos estudos têm duração de apenas alguns dias, afirmou Rowell, mas alguns demoram mais tempo. Quase concluído, um estudo vinha sendo realizado há quatro meses. Rowell defendeu com entusiasmo o tratamento proporcionado aos chimpanzés no centro, enfatizando os cuidados veterinários e o empenho em melhorar a forma como vivem, tornando os ambientes do alojamento mais interessantes.

Histórico
Os chimpanzés são utilizados em pesquisas nos Estados Unidos desde a década de 1920, quando Robert Yerkes, professor de psicologia da Universidade de Yale, começou a leva-los para o país. Durante a década de 1950, a força aérea passou a reproduzi-los para o uso no programa espacial, a partir de 65 espécimes capturados na natureza. Os chimpanzés também foram procriados para serem usados em pesquisas da aids nos anos 1980, que não obtiveram avanços.

Em meados da década de 1970, o apoio à preservação de espécies ameaçadas de extinção havia aumentado, e a importação de chimpanzés retirados da natureza foi proibida. Nos anos 2000, foi aprovada uma lei federal exigindo a aposentadoria dos chimpanzés pertencentes ao governo após o fim de seu uso em experimentos. Foi inaugurado em Shreveport, na Louisiana, o Chimp Haven, um santuário nacional de chimpanzés, para dar assistência a esses a outros chimpanzés.

A tentativa de trazer de volta para a linha de pesquisa os chimpanzés semiaposentados do santuário Alamogordo Primate Facility, no Novo México, foi o que induziu em parte o recente aumento da oposição às pesquisas. O NIH queria transferir cerca de 200 de seus chimpanzés do Alamogordo para o centro de San Antonio, que pertence ao Instituto de Pesquisas Biomédicas do Texas. A Sociedade Humanitária intercedeu para evitar a transferência e o NIH cedeu, pedindo a realização de um relatório dos chimpanzés utilizados em experiências este ano ao Instituto de Medicina, um conselho consultivo.

O Chimp Haven é o potencial destino dos chimpanzés aposentados e possui atualmente 132 deles vivendo em um bosque de pinheiros de 80 hectares. Eles ficam alojados em uma variedade de jaulas e recintos cercados, incluindo um pátio de recreação a céu aberto, com 4 mil m² e envolto em muros de concreto, além de dois habitats de floresta, um de 16 e outro de 20 mil m², delimitados por um fosso e por cercas. Porém, os chimpanzés que estão nos centros de pesquisa, talvez nem saiam dali, mesmo após o fim dos experimentos. É possível que apenas fiquem ali, livres dos estudos invasivos.

Seja qual for a decisão, os pesquisadores e defensores dos chimpanzés sabem que eles representam uma pequena parte do total da pesquisa realizada com animais e do debate mais amplo. Segundo Kathleen Conlee, diretora sênior para questões de pesquisa animal da Sociedade Humanitária, a atual discussão em relação aos chimpanzés indica o caminho para o futuro.

“Este tipo de análise rigorosa deveria ser aplicada a toda a pesquisa com animais”, afirmou.

Muitos dos testes realizados em laboratório são dolorosos e os animais são mantidos em isolamento. Foto: The New York Times

Muitos dos testes realizados em laboratório são dolorosos e os animais são mantidos em isolamento Foto: The New York Times

Fonte: Portal Terra


14 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Polícia Ambiental apreende 342 ovos de quelônios no Porto de Manaus

Policiais também encontraram três tracajás na mesma embarcação.
Barco ‘Arcanjo’ vinha de Boa Vista do Ramos, a 369 Km da capital.

Uma ação de rotina da Polícia Ambiental, realizada no início da noite desta quarta-feira (12), resultou na apreensão de 342 ovos de tracajás e mais três quelônios dessa mesma espécie, no Porto Privatizado de Manaus. Eles vinham em uma embarcação identificada como ‘Arcanjo’, proveniente de Boa Vista dos Ramos, a 269 km da capital.

De acordo informações do cabo Carlos Samuel , da 2ª Companhia Fluvial do Batalhão, os animais foram encontrados em situação de maus tratos. “Os quelônios estavam amarrados com fios de barbante, enrolados em sacolas plásticas e dispostos em caixas, juntamente com os ovos”, informou.

Na avaliação do policial, trata-se de uma tentativa de camuflar a presença dos animais, durante as abordagens de rotina dos militares da Companhia. “Suspeitamos logo no início do procedimento de ‘varredura’ feito na embarcação, por conta do odor dos tracajás”, disse.

Policiais encontraram animais em situação de maus-tratos (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental)

Policiais encontraram animais em situação de maus-tratos (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental)

Wilson Roberto Almeida, de 29 anos, e Maria Edineuza Fonseca, de 34 anos, identificados pela Polícia Ambiental como o responsável e a conferente de carga da embarcação, respectivamente, foram conduzidos ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

“Eles podem responder pelo crime de maus-tratos a animais, conforme o artigo 32, da Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que trata de crimes ambientais”, destacou Samuel. A pena, conforme a legislação, é de detenção, de três meses a um ano, e multa.

No 1º DIP, onde foi feito um termo circunstancial de ocorrência, o casal prestou esclarecimento e já foi liberado.

 

Fonte: Anderson Vasconcelos, G1, AM


11 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

EUA oferecem R$ 16 mil por agressor de tartaruga ameaçada

Empresas, organizações não-governamentais (ONGs) e pessoas físicas se uniram para oferecer uma recompensa de US$ 10 mil (R$ 16 mil) para pistas que levem à prisão de uma pessoa que feriu com um arpão uma tartaruga protegida por lei nos Estados Unidos. As informações são da agência AP.

A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) foi tratado no Hospital da Tartaruga, em Florida Keys, e, de acordo com os médicos veterinários, deve ter uma recuperação total após um arpão atravessar a cabeça.

Segundo a TV WSVN, a recompensa arrecadada foi encaminhada às autoridades de proteção à vida selvagem, que procuram o suspeito pela agressão. O arpão atingiu a cabeça do animal logo atrás de um dos olhos.

Médicos veterinários retiram arpão da cabeça de tartaruga no último dia 4. A imagem foi divulgada nesta quarta-feira. Foto: AP

Médicos veterinários retiram arpão da cabeça de tartaruga no último dia 4. A imagem foi divulgada nesta quarta-feira. Foto:AP

Fonte: Portal Terra


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Ministro da Ucrânia quer proibir prática de embebedar ursos

Governo afirma que animais são embriagados para fins de entretenimento.
Reserva selvagem está sendo criada para abrigar 80 ursos.

O ministro ucraniano do Meio Ambiente, Mykola Zlochevsky, prometeu nesta quarta-feira (3) libertar todos os ursos que são mantidos para fins de entretenimento em restaurantes, onde muitas vezes são embriagados.

Ursos capturados e domados eram frequentemente usados como entretenimento no Império Russo, que incluía a Ucrânia, o que fez do animal um símbolo nacional. A prática parece ter sobrevivido também ao fim do regime soviético, mas Zlochevsky disse que ela é desumana e inaceitável hoje em dia.

“Na televisão, continuam mostrando ursos sofrendo em restaurantes e hotéis de beira de estrada”, disse ele à Interfax, agência de notícias europeia. “Até quando vamos tolerar a tortura de animais em restaurantes, onde clientes bêbados fazem ursos beberem vodca para darem risada?”, afirma o ministro.

Zlochevsky disse que o ministério está criando um espaço em uma reserva animal para instalar cerca de 80 ursos que o órgão planeja liberar.

Fonte: Da Reuters


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

País tem cerca de 100 leões e 20 ursos à espera de um lar

As irmãs Biná e Hera, 15, têm um lar. Em 2003, as leoas foram deixadas em uma jaula em praça de Sumaré (118 km de São Paulo). Tinham queimaduras e lesões. Após negociações com órgãos ambientais, foram para um santuário ecológico em Cotia (Grande São Paulo).

Outros animais não tiveram a mesma sorte. Entidades que defendem os bichos estimam haver cerca de cem leões e 20 ursos no país à espera de abrigo definitivo – a maioria originária de circos.

Muitos ficam provisoriamente nesses locais ou em espaços adaptados. O problema também afeta animais exóticos e silvestres abandonados ou apreendidos após denúncias de maus-tratos.

Em 2008, havia 150 leões abandonados no país, segundo o Ibama. Dois anos antes, eram apenas 68. O órgão não tem números atuais.

Achados em jaulas deixadas em estradas ou apreendidos por ordem judicial, os animais vão para centros de triagem ou zoológicos, em espaços isolados do público.

“Eles chegam sem garras, queimados, com feridas abertas e infecções”, conta Silvia Pompeu, do santuário Rancho dos Gnomos.

O presidente da Arca Brasil, Marco Ciampi, diz que a população está mais atenta e tende a denunciar os casos.

Segundo ele, a proibição de animais nos circos influencia esse processo – por um lado, força os circos a deixarem de usá-los; por outro, cria a necessidade de remanejá-los para outros locais.

O microbiologista Pedro Ynterian, 71, presidente do Great Ape Project, ONG que cuida de 300 animais, diz que o poder público não tem onde colocá-los. “Há pelo menos 20 ursos em circos, que têm vontade de entregá-los, já que não podem mais exibi-los. Mas o Ibama não tem para onde levá-los.”

Para Ynterian, os zoológicos não são adequados. “Os animais desenvolvem problemas psicológicos por causa do assédio do público ou ficam em aposentos separados, ainda menores que os espaços de exposição.”

Hoje, dos 111 zoos no país, 77 estão em situação irregular, segundo o Ibama. Entre os problemas encontrados estão más condições de infraestrutura, pendências documentais e falta de identificação dos bichos. Há também registros de falta de segurança e crimes ambientais, como tráfico de animais.

Segundo o presidente da Sociedade de Zoológicos Brasileiros, Luiz Pires, a maioria enfrenta dificuldades financeiras e não tem condições de receber mais animais.

O Ibama afirma que a falta de vagas para bichos abandonados é sazonal e ocorre quando há grandes apreensões. Enquanto não se tem um destino certo, eles ficam em centros de triagem.

Os últimos dados de entrada de animais nesses centros são de 2009 -18.676 casos.

Santuário - Cinco quilos de carne por dia. Uma área de 1.400 m2 de vegetação. E até um deque de madeira construído em cima de pedras. Esse é o cenário de um santuário ecológico de Cotia, onde vivem 11 leões que foram abandonados.

O local, chamado de Rancho dos Gnomos, é administrado por uma entidade sem fins lucrativos e abriga cerca de 300 animais, principalmente exóticos e silvestres.

A maioria desses bichos foi acolhida pelo santuário depois de ter sido resgatada de situações de risco.

É o caso de Darshã, um leão de 16 anos de idade que viveu 13 destes anos em uma câmara desativada de um frigorífico em Cariacica (ES).

Darshã chegou ao santuário de Cotia com problemas nas patas e magro após ter sido encontrado em decorrência de uma denúncia encaminhada a órgãos ambientais.

De acordo com Marcos Pompeu, que fundou o santuário com a mulher, Silvia, o animal foi abandonado no frigorífico por um circo. O fim da exploração dos bichos pelos circos, em decorrência de mudanças na legislação, é uma das principais causas de abandono de animais.

O leão se recuperou. Pesa agora cerca de 300 kg e divide seu habitat com duas leoas. Perto dele ficam Baru e Vanbana, encontradas dentro de uma carreta em estrada perto de Ribeirão Preto.

Pompeu afirma que o tempo de recuperação de cada leão encontrado em situação de abandono chega a até oito meses. Em “quarentena”, os animais passam por exames, têm uma alimentação controlada e são castrados.

Muitos têm sequelas que levarão ao longo da vida -que dura perto de 23 anos. “[Quando morrem], na necropsia, descobrem-se tumores no corpo todo, baço arrebentado. Eles aguentam até ultrapassar o limite do suportável”, conta Silvia.

Neste ano, o santuário também deve receber Simba, que vive sozinho no que restou de um zoológico desativado em Ivinhema (MS).

O leão ficou famoso na internet depois que internautas criaram uma comunidade no Facebook para ajudá-lo.

O objetivo é buscar recursos para custear o transporte e a manutenção do animal – cada um custa em torno de R$ 1.000 por mês. O valor é pago por meio de parcerias com pessoas e empresas.

Fonte: Folha.com


27 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Filipinos são acusados de vender vídeos com tortura de animais

Segundo ONG, casal coagia jovens a fazer crueldade com bichos.
Filmes eram vendidos clandestinamente pela internet.

Apresentação da Peta mostrou trechos dos vídeos cruéis. (Foto: AFP)

Apresentação da Peta mostrou trechos dos vídeos cruéis. (Foto: AFP)

Um casal filipino é acusado de fazer dezenas de vídeos com adolescentes torturando e matando animais, e de distribuí-los na internet. De acordo com a organização Peta (Pessoas pela Ética no Tratamento dos Animais, na sigla em inglês), os vídeos eram vendidos em grupos de chat secretos.

Nas imagens, garotas usando minissaias e saltos altos cortam as orelhas de coelhos com uma tesoura. Depois ateiam fogo aos animais. Elas também aparecem queimando um cão com ferro de passar e pisando em filhotes. Ratos, cobras e um macaco também são vítimas de crueldades nos vídeos.

Os crimes foram denunciados às autoridades. O casal, no entanto, está foragido. A polícia acusa a dupla de crueldade contra os animais, abuso infantil e tráfico de seres humanos.

A Peta oferece uma recompensa equivalente a R$ 3.600 por informações que levem à sua captura.

A organização soube do esquema de venda dos vídeos por meio de um informante na Rússia. Um pacote com três vídeos chegava a custar R$ 300.

De acordo com a ONG, as meninas que aparecem nos filmes têm idades entre 12 e 18 anos. Elas teriam sido coagidas a cometer as crueldades depois de serem atraídas para a casa dos infratores com a promessa de um trabalho de babá.

Cartaz da Peta oferece recompensa por informações sobre o casal que fazia os vídeos. (Foto: AFP)

A Peta oferece recompensa por informações sobre o casal que fazia os vídeos. (Foto: AFP)

Fonte: Do Globo Natureza, com informações de agências.


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote de peixe-boi usado como isca é resgatado no Amazonas

Mamífero com dois meses de vida foi encontrado em Barreirinha.
Há suspeita de que o animal tenha sido utilizado como isca em caça ilegal.

Filhote de peixe-boi é alimentado após chegar ao Inpa, em Manaus (AM) (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Filhote de peixe-boi é alimentado após chegar ao Inpa, em Manaus (AM) (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Um filhote de peixe-boi com cerca de dois meses de vida foi resgatado no último fim de semana na cidade de Barreirinha, a 330 km de Manaus (AM), e levado com urgência para as instalações do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) nesta segunda-feira (20).

Visivelmente abatido e desnutrido (o animal está com
8 kg, quando deveria pesar ao menos 16 kg), populares teriam encontrado o animal enroscado em uma rede de pesca. Entretanto, há suspeita de que o mamífero tenha sido utilizado em atividades de caça ilegal.

O Globo Natureza apurou com o Inpa que muitos pescadores utilizam o filhote de peixe-boi como isca, amarrando-o no rio por certo tempo na intenção de atrair a mãe e capturá-la.

Técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) vão apurar se o filhote encontrado iria ser utilizado para o crime ambiental.

O animal foi levado por veterinários da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) ao Inpa, onde vai permanecer em observação no Laboratório de Mamíferos Aquáticos. A região de Barreirinha, no interior do Amazonas, é conhecida por concentrar grande quantidade da espécie.

Há suspeita de que o filhote de dois meses tenha sido utilizado como isca durante caça ilegal à espécie (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Há suspeita de que o filhote de dois meses tenha sido utilizado como isca durante caça ilegal à espécie (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


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11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Famintos, animais definham em zoológico do interior de SC

O rugido insistente de um leão se tornou comum em meio à paisagem de araucárias do interior de Santa Catarina nas últimas semanas.

“É por causa da fome”, diz a voluntária Sílvia Pompeu, enquanto joga um pedaço de carne para o animal de aparência esquelética, que devora o alimento em segundos. Macacos apáticos em jaulas imundas observam a cena.

Eles e outras dezenas de bichos são os sobreviventes do zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (a 260 km de Florianópolis).

Segundo o Ibama, o local foi praticamente abandonado pelo dono, Azodir Cattoni, após o órgão interditá-lo, em dezembro. Desde então, os bichos passaram a comer cada vez menos. Tigres que recebiam 14 kg de carne a cada dois dias passaram a ter dois frangos.

A eletricidade foi cortada. E sem as cercas elétricas, uma onça já pulou na jaula dos leões e foi morta. “Todo mundo corre risco de morte”, disse a analista ambiental do Ibama Gabriela Breda, que circula armada pelo zoo.

Instalado num antigo seminário, o hotel-zoo foi aberto em 2007 e passou a acumular legalmente enorme quantidade de bichos. Havia mais exemplares de certas espécies do que no zoo paulistano.

“Vinham de apreensões ou foram abandonados por circos”, disse Elenice Franco, do Ibama. Segundo o órgão, os recintos são inadequados, e o acúmulo se refletiu no índice de mortalidade, que alcançou 80%. O aceitável seria até 20%.

Dos 1.100 animais que entraram lá, só 214 estavam vivos na interdição, decidida após a fuga da elefante Carla, que saiu em disparada pelas ruas e só foi capturada horas depois –hoje ela vive no Rio.

Multas aplicadas pelo Ibama somam R$ 50 mil. Agora, até o hotel está fechado.

O órgão e voluntários intervieram na semana passada. Dezenas de bichos já foram levados a outros zoos, mas cerca de 40, entre macacos e avestruzes, não têm para onde ir.

Voluntários do santuário Rancho dos Gnomos, de SP, foram até os felinos –alguns até rezam para tranquilizá-los. “Esse vai precisar de muitas preces”, disse Sandra Calado na terça passada, ao observar um tigre de bengala esquelético, que não resistiu.

Azodir Cattoni não foi localizado. O Ibama diz ter sido informado de que ele está fora do país. Advogados que já o representaram não se manifestaram. No hotel ainda atuam quatro pessoas, entre elas uma irmã e um cunhado, que se recusaram a falar com aFolha.

Leão permanece no zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (SC), após interdição do Ibama

Leão permanece no zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (SC), após interdição do Ibama. Foto: Adriano Vizoni - 3.abr.12/Folhapress

Fonte: JEAN-PHILIP STRUCK, Folha.com


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Plantações de palmeiras na Indonésia ameaçam orangotangos

Habitat natural dos animais está sendo destruído para dar lugar a cultivo das árvores.

A bebê orangotango de 8 meses Elaine é uma entre tantos animais que estão sendo ameaçados pelo avanço do cultivo de palmeiras em áreas que outrora abrigavam florestas naIndonésia.

Muitos dos orangotangos continuam vivendo em regiões em que há um grande número de plantações de palmeiras, usadas para extração de óleo de dendê, mas estão sujeitos a diversos atos de violência. Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2011/12/emp/111227_orangotangos_indonesia_bg.emp.xml

Ambientalistas contam que muitos animais sofrem espancamentos e são mortos por funcionários de empresas locais de plantações de palmeiras.

Um trabalhador rural disse à BBC que colegas seus são pagos para afugentar os animais da região em que o cultivo se dá, já que as companhias consideram os orangotangos uma ameaça às suas plantações.

Orangotanto Elaine (Foto: Reprodução/BBC)

A filhote fêmea de orangotanto batizada de Elaine é uma entre tantos animais ameaçados pelo avanço do cultivo de palmeiras na Indonésia (Foto: Reprodução/BBC)

Fonte: BBC Brasil

 


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Tucano que teve as asas mutiladas em MT corre risco de não voar mais

Ave passa por processo doloroso para retirada dos restos das penas.
Biólogo disse que pássaro foi resgatado de residência após denúncia.

Um tucano que teve as duas asas mutiladas passa por um processo de recuperação extremamente lento e doloroso para que possa ter chances de retornar ao habitat natural, como explica o biólogo responsável pelos animais apreendidos pelo Batalhão Ambiental de Mato Grosso, cabo José Ronoaldo Ferreira. Vítima de maus-tratos, a ave foi resgatada em uma residência localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, há quase um ano.

O tucano teve as asas cortadas rente à pele e para que nasçam novas penas é preciso retirar os pedaços que ficaram. “Quando são cortadas somente as pontas das penas, elas nascem de novo e permite que o animal voe novamente, mas nesse caso é preciso arrancar os restos das penas aos poucos para evitar que o animal sofra muito”, afirmou o biólogo, em entrevista ao G1, ao comentar sobre o risco que o pássaro corre de não voar mais caso não passe por esse processo.

O animal foi apreendido por meio de uma  denúncia anônima feita à Polícia Ambiental e o responsável pelo crime foi autuado.

O caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e a Justiça é quem vai definir sobre a penalidade aplicada ao autor dos maus tratos contra a ave. Conforme a Lei 9.605 de 1998, dos Crimes Ambientais, maus-tratos contra animais domésticos, nativos ou exóticos caracterizam crime e podem render pena de detenção de três meses a um ano e multa.

Atrofiamento
Apesar de não terem sido mutiladas, quatro araras que também encontram-se sob os cuidados do órgão ambiental também passam por problemas. Elas não tem chance de voltar à natureza porque não sabem se quer voar. Segundo o cabo Ronoaldo, as aves criadas desde pequenas em cativeiro foram deixadas no Batalhão há cerca de 10 meses.

“Embora não tenham as asas cortadas, elas não voam de modo algum porque viviam em espaços muito pequenos”, frisou. Por causa desse atrofiamento, as duas araras-azuis e as duas da espécie canindé terão de viver para sempre no abrigo.

Tucano foi mutilado e corre o risco de ficar sem voar (Foto: Pollyana Araújo / G1)

Tucano foi mutilado e corre o risco de ficar sem voar (Foto: Pollyana Araújo / G1)

Fonte: Pollyana Araújo, G1, MT


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Com mil chimpanzés em laboratórios, EUA estuda mudar lei

Em uma jaula ao ar livre em forma de cúpula, dezenas de chimpanzés gritam. Os pelos das costas estão levantados. Segundo a Dra. Dana Hasselschwert, chefe de ciências veterinárias do Centro de Pesquisas de New Iberia, “isso é piloereção”, um sinal de excitação emocional.

Ela pede aos visitantes que mantenham distância. Os chimpanzés costumam atirar pequenas pedras ou objetos mais perigosos quando ficam agitados.

A semelhança dos chimpanzés com os humanos os torna importantes para pesquisas, mas também gera muita solidariedade. Para os pesquisadores, esses animais podem significar a melhor chance de descobrir a cura de doenças atrozes. Para muitas pessoas, porém, eles são nossos parentes atrás das grades.

A pesquisa biomédica com chimpanzés ajudou a produzir a vacina contra a hepatite B e tem por objetivo produzir a vacina contra a hepatite C, que infecta 170 milhões de pessoas em todo o mundo. Contudo, há muito que os protestos contra essa pesquisa consideram-na cruel e desnecessária. Devido à grande pressão atual de organizações de defesa dos animais, a decisão judicial que porá um fim a este tipo de pesquisa nos Estados Unidos pode vir em um ano. Atualmente, apenas os Estados Unidos e outro país conduzem pesquisas invasivas com chimpanzés. O segundo país é o Gabão, que fica na África central.

Segundo Wayne Pacelle, presidente e diretor executivo da Sociedade Humanitária dos Estados Unidos, “este é um momento bastante diferente dos outros”. “É o momento de tirar os chimpanzés da pesquisa invasiva e dos laboratórios”, afirma.

John VandeBerg, diretor do Centro Nacional de Pesquisa sobre os primatas do sudoeste, concorda que este é “um momento crucial”. O centro é um dos seis laboratórios do país onde há chimpanzés. As diversas tentativas dos opositores “podem levar ao fim de toda a pesquisa médica com os chimpanzés”, afirmou.

A sociedade e outros grupos pressionaram os NIH (Institutos Nacionais da Saúde) americanos para que fosse elaborado um relatório sobre a utilidade da pesquisa com chimpanzés, aguardado para este ano. A Sociedade Humanitária também se uniu ao Instituto Jane Goodall e à Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem para elaborar uma petição ao Serviço de Fauna e Peixes dos Estados Unidos, na qual é declarado o risco de extinção dos chimpanzés em cativeiro, uma vez que os que vivem na natureza já estão ameaçados, oferecendo a eles mais proteção. A decisão é aguardada para setembro do ano que vêm.

Além disso, o Great Ape Protection and Cost Savings Act (Lei pela proteção e redução de custos com grandes símios) irá proibir o uso de todos os grandes símios nas pesquisas invasivas (incluindo bonobos, gorilas e orangotangos). O republicano Roscoe Bartlett, deputado pelo estado de Maryland, é um dos apoiadores da lei. Segundo Bartlett, a lei representará uma economia de US$ 30 milhões para o contribuinte, quantia que é gasta anualmente com os chimpanzés de propriedade do governo.

Segundo Pacelle, é alto o custo da pesquisa invasiva com chimpanzés, sendo que existem alternativas. Além disso, os procedimentos realizados são dolorosos e os animais são mantidos em isolamento, afirma. “Esta espécie está ameaçada de extinção e é a mais próxima dos humanos geneticamente”, afirma. “Além disso, não devemos abusar de nosso poder”, afirma.

VandeBerg, em contrapartida, afirma que suspender as pesquisas com chimpanzés representaria uma ameaça a vidas humanas. “A redução do índice de desenvolvimento de medicamentos para essas doenças significará a morte de centenas de milhares de pessoas, milhões de fato, devido a anos de atraso”, afirmou. Se a pesquisa permite salvar vidas humanas, afirmou VandeBerg, “seria totalmente antiético não realizá-la”, afirmou VandeBerg.

Maus-tratos
Os laboratórios de pesquisa dos Estados Unidos abrigam mil chimpanzés, e o Centro de Pesquisas de New Iberia é um deles. O centro pertence à Universidade de Louisiana em Lafayette, e ocupa 40 hectares do centro da Louisiana francesa ou acadiana, aproximadamente 210 km a oeste de Nova Orleans. Nele vivem 360 chimpanzés, sendo que 240 pertencem à universidade e 120 ao NIH, além de outros 6 mil primatas, a maioria da espécie macaco-rhesus.

A instituição foi acusada de maus-tratos no passado, sendo que foram descobertas e corrigidas algumas violações às normas de tratamento dos animais, de acordo com as inspeções do Departamento de Agricultura. Na última inspeção, ocorrida em julho, foram descobertos medicamentos para os animais com prazos de validade vencidos.

Em uma visita recente, verificou-se que alguns chimpanzés ficavam em cúpulas geodésicas de 10 m de diâmetro e outros em jaulas menores ao ar livre. Além destes, o doutor Thomas J. Rowell, diretor do centro, contou que um número inferior a 10 estava sob estudo ativo, em jaulas internas medindo 1,5 por 1,8 m e 2 m de altura. Os procedimentos práticos envolviam aplicação de injeções, retirada de amostras de sangue e biópsias hepáticas, as quais eram realizadas sob efeito de anestésicos.

Muitos estudos têm duração de apenas alguns dias, afirmou Rowell, mas alguns demoram mais tempo. Quase concluído, um estudo vinha sendo realizado há quatro meses. Rowell defendeu com entusiasmo o tratamento proporcionado aos chimpanzés no centro, enfatizando os cuidados veterinários e o empenho em melhorar a forma como vivem, tornando os ambientes do alojamento mais interessantes.

Histórico
Os chimpanzés são utilizados em pesquisas nos Estados Unidos desde a década de 1920, quando Robert Yerkes, professor de psicologia da Universidade de Yale, começou a leva-los para o país. Durante a década de 1950, a força aérea passou a reproduzi-los para o uso no programa espacial, a partir de 65 espécimes capturados na natureza. Os chimpanzés também foram procriados para serem usados em pesquisas da aids nos anos 1980, que não obtiveram avanços.

Em meados da década de 1970, o apoio à preservação de espécies ameaçadas de extinção havia aumentado, e a importação de chimpanzés retirados da natureza foi proibida. Nos anos 2000, foi aprovada uma lei federal exigindo a aposentadoria dos chimpanzés pertencentes ao governo após o fim de seu uso em experimentos. Foi inaugurado em Shreveport, na Louisiana, o Chimp Haven, um santuário nacional de chimpanzés, para dar assistência a esses a outros chimpanzés.

A tentativa de trazer de volta para a linha de pesquisa os chimpanzés semiaposentados do santuário Alamogordo Primate Facility, no Novo México, foi o que induziu em parte o recente aumento da oposição às pesquisas. O NIH queria transferir cerca de 200 de seus chimpanzés do Alamogordo para o centro de San Antonio, que pertence ao Instituto de Pesquisas Biomédicas do Texas. A Sociedade Humanitária intercedeu para evitar a transferência e o NIH cedeu, pedindo a realização de um relatório dos chimpanzés utilizados em experiências este ano ao Instituto de Medicina, um conselho consultivo.

O Chimp Haven é o potencial destino dos chimpanzés aposentados e possui atualmente 132 deles vivendo em um bosque de pinheiros de 80 hectares. Eles ficam alojados em uma variedade de jaulas e recintos cercados, incluindo um pátio de recreação a céu aberto, com 4 mil m² e envolto em muros de concreto, além de dois habitats de floresta, um de 16 e outro de 20 mil m², delimitados por um fosso e por cercas. Porém, os chimpanzés que estão nos centros de pesquisa, talvez nem saiam dali, mesmo após o fim dos experimentos. É possível que apenas fiquem ali, livres dos estudos invasivos.

Seja qual for a decisão, os pesquisadores e defensores dos chimpanzés sabem que eles representam uma pequena parte do total da pesquisa realizada com animais e do debate mais amplo. Segundo Kathleen Conlee, diretora sênior para questões de pesquisa animal da Sociedade Humanitária, a atual discussão em relação aos chimpanzés indica o caminho para o futuro.

“Este tipo de análise rigorosa deveria ser aplicada a toda a pesquisa com animais”, afirmou.

Muitos dos testes realizados em laboratório são dolorosos e os animais são mantidos em isolamento. Foto: The New York Times

Muitos dos testes realizados em laboratório são dolorosos e os animais são mantidos em isolamento Foto: The New York Times

Fonte: Portal Terra


14 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Polícia Ambiental apreende 342 ovos de quelônios no Porto de Manaus

Policiais também encontraram três tracajás na mesma embarcação.
Barco ‘Arcanjo’ vinha de Boa Vista do Ramos, a 369 Km da capital.

Uma ação de rotina da Polícia Ambiental, realizada no início da noite desta quarta-feira (12), resultou na apreensão de 342 ovos de tracajás e mais três quelônios dessa mesma espécie, no Porto Privatizado de Manaus. Eles vinham em uma embarcação identificada como ‘Arcanjo’, proveniente de Boa Vista dos Ramos, a 269 km da capital.

De acordo informações do cabo Carlos Samuel , da 2ª Companhia Fluvial do Batalhão, os animais foram encontrados em situação de maus tratos. “Os quelônios estavam amarrados com fios de barbante, enrolados em sacolas plásticas e dispostos em caixas, juntamente com os ovos”, informou.

Na avaliação do policial, trata-se de uma tentativa de camuflar a presença dos animais, durante as abordagens de rotina dos militares da Companhia. “Suspeitamos logo no início do procedimento de ‘varredura’ feito na embarcação, por conta do odor dos tracajás”, disse.

Policiais encontraram animais em situação de maus-tratos (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental)

Policiais encontraram animais em situação de maus-tratos (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental)

Wilson Roberto Almeida, de 29 anos, e Maria Edineuza Fonseca, de 34 anos, identificados pela Polícia Ambiental como o responsável e a conferente de carga da embarcação, respectivamente, foram conduzidos ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

“Eles podem responder pelo crime de maus-tratos a animais, conforme o artigo 32, da Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que trata de crimes ambientais”, destacou Samuel. A pena, conforme a legislação, é de detenção, de três meses a um ano, e multa.

No 1º DIP, onde foi feito um termo circunstancial de ocorrência, o casal prestou esclarecimento e já foi liberado.

 

Fonte: Anderson Vasconcelos, G1, AM


11 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

EUA oferecem R$ 16 mil por agressor de tartaruga ameaçada

Empresas, organizações não-governamentais (ONGs) e pessoas físicas se uniram para oferecer uma recompensa de US$ 10 mil (R$ 16 mil) para pistas que levem à prisão de uma pessoa que feriu com um arpão uma tartaruga protegida por lei nos Estados Unidos. As informações são da agência AP.

A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) foi tratado no Hospital da Tartaruga, em Florida Keys, e, de acordo com os médicos veterinários, deve ter uma recuperação total após um arpão atravessar a cabeça.

Segundo a TV WSVN, a recompensa arrecadada foi encaminhada às autoridades de proteção à vida selvagem, que procuram o suspeito pela agressão. O arpão atingiu a cabeça do animal logo atrás de um dos olhos.

Médicos veterinários retiram arpão da cabeça de tartaruga no último dia 4. A imagem foi divulgada nesta quarta-feira. Foto: AP

Médicos veterinários retiram arpão da cabeça de tartaruga no último dia 4. A imagem foi divulgada nesta quarta-feira. Foto:AP

Fonte: Portal Terra


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Ministro da Ucrânia quer proibir prática de embebedar ursos

Governo afirma que animais são embriagados para fins de entretenimento.
Reserva selvagem está sendo criada para abrigar 80 ursos.

O ministro ucraniano do Meio Ambiente, Mykola Zlochevsky, prometeu nesta quarta-feira (3) libertar todos os ursos que são mantidos para fins de entretenimento em restaurantes, onde muitas vezes são embriagados.

Ursos capturados e domados eram frequentemente usados como entretenimento no Império Russo, que incluía a Ucrânia, o que fez do animal um símbolo nacional. A prática parece ter sobrevivido também ao fim do regime soviético, mas Zlochevsky disse que ela é desumana e inaceitável hoje em dia.

“Na televisão, continuam mostrando ursos sofrendo em restaurantes e hotéis de beira de estrada”, disse ele à Interfax, agência de notícias europeia. “Até quando vamos tolerar a tortura de animais em restaurantes, onde clientes bêbados fazem ursos beberem vodca para darem risada?”, afirma o ministro.

Zlochevsky disse que o ministério está criando um espaço em uma reserva animal para instalar cerca de 80 ursos que o órgão planeja liberar.

Fonte: Da Reuters


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

País tem cerca de 100 leões e 20 ursos à espera de um lar

As irmãs Biná e Hera, 15, têm um lar. Em 2003, as leoas foram deixadas em uma jaula em praça de Sumaré (118 km de São Paulo). Tinham queimaduras e lesões. Após negociações com órgãos ambientais, foram para um santuário ecológico em Cotia (Grande São Paulo).

Outros animais não tiveram a mesma sorte. Entidades que defendem os bichos estimam haver cerca de cem leões e 20 ursos no país à espera de abrigo definitivo – a maioria originária de circos.

Muitos ficam provisoriamente nesses locais ou em espaços adaptados. O problema também afeta animais exóticos e silvestres abandonados ou apreendidos após denúncias de maus-tratos.

Em 2008, havia 150 leões abandonados no país, segundo o Ibama. Dois anos antes, eram apenas 68. O órgão não tem números atuais.

Achados em jaulas deixadas em estradas ou apreendidos por ordem judicial, os animais vão para centros de triagem ou zoológicos, em espaços isolados do público.

“Eles chegam sem garras, queimados, com feridas abertas e infecções”, conta Silvia Pompeu, do santuário Rancho dos Gnomos.

O presidente da Arca Brasil, Marco Ciampi, diz que a população está mais atenta e tende a denunciar os casos.

Segundo ele, a proibição de animais nos circos influencia esse processo – por um lado, força os circos a deixarem de usá-los; por outro, cria a necessidade de remanejá-los para outros locais.

O microbiologista Pedro Ynterian, 71, presidente do Great Ape Project, ONG que cuida de 300 animais, diz que o poder público não tem onde colocá-los. “Há pelo menos 20 ursos em circos, que têm vontade de entregá-los, já que não podem mais exibi-los. Mas o Ibama não tem para onde levá-los.”

Para Ynterian, os zoológicos não são adequados. “Os animais desenvolvem problemas psicológicos por causa do assédio do público ou ficam em aposentos separados, ainda menores que os espaços de exposição.”

Hoje, dos 111 zoos no país, 77 estão em situação irregular, segundo o Ibama. Entre os problemas encontrados estão más condições de infraestrutura, pendências documentais e falta de identificação dos bichos. Há também registros de falta de segurança e crimes ambientais, como tráfico de animais.

Segundo o presidente da Sociedade de Zoológicos Brasileiros, Luiz Pires, a maioria enfrenta dificuldades financeiras e não tem condições de receber mais animais.

O Ibama afirma que a falta de vagas para bichos abandonados é sazonal e ocorre quando há grandes apreensões. Enquanto não se tem um destino certo, eles ficam em centros de triagem.

Os últimos dados de entrada de animais nesses centros são de 2009 -18.676 casos.

Santuário - Cinco quilos de carne por dia. Uma área de 1.400 m2 de vegetação. E até um deque de madeira construído em cima de pedras. Esse é o cenário de um santuário ecológico de Cotia, onde vivem 11 leões que foram abandonados.

O local, chamado de Rancho dos Gnomos, é administrado por uma entidade sem fins lucrativos e abriga cerca de 300 animais, principalmente exóticos e silvestres.

A maioria desses bichos foi acolhida pelo santuário depois de ter sido resgatada de situações de risco.

É o caso de Darshã, um leão de 16 anos de idade que viveu 13 destes anos em uma câmara desativada de um frigorífico em Cariacica (ES).

Darshã chegou ao santuário de Cotia com problemas nas patas e magro após ter sido encontrado em decorrência de uma denúncia encaminhada a órgãos ambientais.

De acordo com Marcos Pompeu, que fundou o santuário com a mulher, Silvia, o animal foi abandonado no frigorífico por um circo. O fim da exploração dos bichos pelos circos, em decorrência de mudanças na legislação, é uma das principais causas de abandono de animais.

O leão se recuperou. Pesa agora cerca de 300 kg e divide seu habitat com duas leoas. Perto dele ficam Baru e Vanbana, encontradas dentro de uma carreta em estrada perto de Ribeirão Preto.

Pompeu afirma que o tempo de recuperação de cada leão encontrado em situação de abandono chega a até oito meses. Em “quarentena”, os animais passam por exames, têm uma alimentação controlada e são castrados.

Muitos têm sequelas que levarão ao longo da vida -que dura perto de 23 anos. “[Quando morrem], na necropsia, descobrem-se tumores no corpo todo, baço arrebentado. Eles aguentam até ultrapassar o limite do suportável”, conta Silvia.

Neste ano, o santuário também deve receber Simba, que vive sozinho no que restou de um zoológico desativado em Ivinhema (MS).

O leão ficou famoso na internet depois que internautas criaram uma comunidade no Facebook para ajudá-lo.

O objetivo é buscar recursos para custear o transporte e a manutenção do animal – cada um custa em torno de R$ 1.000 por mês. O valor é pago por meio de parcerias com pessoas e empresas.

Fonte: Folha.com


27 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Filipinos são acusados de vender vídeos com tortura de animais

Segundo ONG, casal coagia jovens a fazer crueldade com bichos.
Filmes eram vendidos clandestinamente pela internet.

Apresentação da Peta mostrou trechos dos vídeos cruéis. (Foto: AFP)

Apresentação da Peta mostrou trechos dos vídeos cruéis. (Foto: AFP)

Um casal filipino é acusado de fazer dezenas de vídeos com adolescentes torturando e matando animais, e de distribuí-los na internet. De acordo com a organização Peta (Pessoas pela Ética no Tratamento dos Animais, na sigla em inglês), os vídeos eram vendidos em grupos de chat secretos.

Nas imagens, garotas usando minissaias e saltos altos cortam as orelhas de coelhos com uma tesoura. Depois ateiam fogo aos animais. Elas também aparecem queimando um cão com ferro de passar e pisando em filhotes. Ratos, cobras e um macaco também são vítimas de crueldades nos vídeos.

Os crimes foram denunciados às autoridades. O casal, no entanto, está foragido. A polícia acusa a dupla de crueldade contra os animais, abuso infantil e tráfico de seres humanos.

A Peta oferece uma recompensa equivalente a R$ 3.600 por informações que levem à sua captura.

A organização soube do esquema de venda dos vídeos por meio de um informante na Rússia. Um pacote com três vídeos chegava a custar R$ 300.

De acordo com a ONG, as meninas que aparecem nos filmes têm idades entre 12 e 18 anos. Elas teriam sido coagidas a cometer as crueldades depois de serem atraídas para a casa dos infratores com a promessa de um trabalho de babá.

Cartaz da Peta oferece recompensa por informações sobre o casal que fazia os vídeos. (Foto: AFP)

A Peta oferece recompensa por informações sobre o casal que fazia os vídeos. (Foto: AFP)

Fonte: Do Globo Natureza, com informações de agências.


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote de peixe-boi usado como isca é resgatado no Amazonas

Mamífero com dois meses de vida foi encontrado em Barreirinha.
Há suspeita de que o animal tenha sido utilizado como isca em caça ilegal.

Filhote de peixe-boi é alimentado após chegar ao Inpa, em Manaus (AM) (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Filhote de peixe-boi é alimentado após chegar ao Inpa, em Manaus (AM) (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Um filhote de peixe-boi com cerca de dois meses de vida foi resgatado no último fim de semana na cidade de Barreirinha, a 330 km de Manaus (AM), e levado com urgência para as instalações do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) nesta segunda-feira (20).

Visivelmente abatido e desnutrido (o animal está com
8 kg, quando deveria pesar ao menos 16 kg), populares teriam encontrado o animal enroscado em uma rede de pesca. Entretanto, há suspeita de que o mamífero tenha sido utilizado em atividades de caça ilegal.

O Globo Natureza apurou com o Inpa que muitos pescadores utilizam o filhote de peixe-boi como isca, amarrando-o no rio por certo tempo na intenção de atrair a mãe e capturá-la.

Técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) vão apurar se o filhote encontrado iria ser utilizado para o crime ambiental.

O animal foi levado por veterinários da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) ao Inpa, onde vai permanecer em observação no Laboratório de Mamíferos Aquáticos. A região de Barreirinha, no interior do Amazonas, é conhecida por concentrar grande quantidade da espécie.

Há suspeita de que o filhote de dois meses tenha sido utilizado como isca durante caça ilegal à espécie (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Há suspeita de que o filhote de dois meses tenha sido utilizado como isca durante caça ilegal à espécie (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


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