12 de março de 2013 | nenhum comentário »

CEAMA mais de 2.200 visitantes em 2012

O CEAMA, projeto coordenado pelo IPEVS, busca transmitir conhecimento científico aos visitantes, informar sobre a biologia e comportamento animal, esclarecer mitos, orientar sobre a prevenção de acidentes com animais peçonhentos e principalmente incentivar a importância da preservação das espécies, despertando uma consciência ecológica voltada à conservação ambiental. Localizado no município de Cornélio Procópio-PR, possui em seu acervo biológico exemplares de répteis (serpentes, lagartos e quelônios), anfíbios (anuros) e aracnídeos (aranhas e escorpiões) pertencentes à fauna brasileira e exótica, totalizando 156 animais, sendo 31 espécies mantidas em exposição. Esses são mantidos em cativeiro devido à impossibilidade de serem devolvidos para o habitat natural.

O CEAMA atende diariamente o público, disponibilizando dados biológicos das espécies em fichas com informações sobre tamanho, distribuição geográfica e tipo de alimentação. Além disso, todos os visitantes são acompanhados por monitores que esclarecem dúvidas e ministram aulas práticas previamente agendadas, direcionadas às instituições de ensino básico, médio e superior. O centro é o único espaço na região que possibilita o contato da comunidade com estes animais. O trabalho realizado promove uma grande mudança comportamental dos visitantes, pois a informação associada ao contato próximo com os animais quebra pré-conceitos acerca dos mesmos, e desperta uma nova consciência em relação ao meio ambiente, interferindo a favor da preservação da vida das espécies.

Em 5 anos de existência, recebeu mais de 14 mil visitantes, sendo aproximadamente 2.200 somente no ano de 2012.

CEAMA: Visitantes acompanhados por monitores. Foto: IPEVS

Lista de visitas recebidas pelo CEAMA em 2012:

Colégio PGD – Londrina – PR

Instituto Federal do Paraná de Londrina -PR,

Escola Educativa de Ibiporã- PR,

Colégio Estadual Professora Adélia Antunes Lopes de Jataizinho- PR,

Colégio Estadual Professor Antônio Bitonte – Sertaneja – PR

Colégio José Gonçalves Mendonça de Maracaí – SP,

Escola Estadual Afrânio Peixoto de Abatiá – PR,

Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP – Campus Bandeirantes – PR,

Colégio Estadual Joaquim Maria Machado de Assis de Santa Mariana – PR,

Colégio Dom Bosco, Cornélio Procópio – PR,

Centro de Línguas Estrangeiras – CELEM de Cornélio Prcópio – PR,

Projeto Cantinho da Criança de Santa Mariana – PR,

Colégio Estadual Antônio Iglesias de Ibiporã – PR,

Colégio São Domingos de Faxinal do Céu – PR.

Escola Estadual Ruth Martinez Corrêa – Ribeirão do Pinhal – PR

Curso de Férias do Zoológico de Bauru – Bauru – SP

Colégio Estadual Antônio Carlos – Nova Santa Barbara – PR

Colégio Nossa Senhora do Rosário – Cornélio Procópio – PR

Escola Municipal Maria Pura Martinez Fraiz – Nova Fátima – PR

Escola Municipal Arthur Serafim Marquez – Rancho Alegra – PR

Colégio Nossa Senhora Medianeira – Santa Mariana – PR

Escola Pingo de Gente – Uraí – PR

Escola Municipal Dom Bosco – Abatiá – PR

Escola Estadual Anastácio Cerezine – Alvorada do Sul – PR

Colégio Estadual Castro Alves – Cornélio Procópio – PR

Escola Municipal Leila Domingos Chaerke – Nova Fátima – PR

Escola Rural Cruzeiro do Cedro – Nova América da Colina – PR

Colégio Estadual Teotônio Brandão Vilela – Ibiporã – PR

Colégio Estadual Unidade Polo – Ibiporã – PR

Colégio Integrado Sônia Marcondi – Ibiporã – PR

Escola Estadual Ulysses Guimarães – Ibiporã – PR

Escola Alfa – Londrina – PR

Colégio Estadual Jerônimo Faria Martins – Santa Cecília do Pavão – PR

Colégio Anjos Custódio – Marialva – PR

Escola Municipal Dr João Ribeiro Júnior – Uraí – PR

Escola Municipal Eufrosina Ribeiro da Silva – São Sebastião da Amoreira – PR

Projeto Casa da Criança – Santa Cecília do Pavão – PR

Escola Municipal Padre Antônio Lock -  Cornélio Procópio – PR

Colégio Estadual Monteiro Lobato – Projeto de Iniciação a Docente – Cornélio Procópio – PR

Colégio Estadual Cléia Godoy – Londrina – PR

Colégio Sesi de Assaí – Assaí – Pr

Escola Cantinho Encantado – Bandeirantes – PR

Escola Nova Geração – Andirá – PR

Colégio Estadual 14 de dezembro – Alvorada do Sul – PR

Colégio Estadual Vandyr de Almeida – Cornélio Procópio – PR

Escola Franciscana Divina Pastora – Uraí – PR

Escola Municipal Professor Vicente Rodrigues Monteiro – Jataizinho – PR

Escola Municipal Princesa Isabel – Jataizinho – PR

Aula prática. Foto: IPEVS

Informação associada ao contato próximo com os animais quebra pré-conceitos acerca dos mesmos, e desperta uma nova consciência em relação ao meio ambiente. Foto: IPEVS

A equipe do CEAMA agradece a presença dos visitantes.

O agendamento pode ser realizado através dos telefones: 43-35235095/84356175 ou email: ipevs@ipevs.org.br

Fonte: Ascom IPEVS


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS participa de Reunião do CSA – Conselho de Sanidade Agropecuária de Cornélio Procópio.

O CSA trabalha tanto com sanidade animal, quanto vegetal, procurando manter na agropecuária um sistema de produção que respeite o meio ambiente e que gere um produto melhor para o consumidor, fortalecendo o setor agropecuário no município de Cornélio Procópio. O Conselho trabalha com Comissões de Sanidade Animal, Sanidade Vegetal, Meio Ambiente e Saúde e Políticas Públicas, sendo cada uma destas comissões formada por membros que representam suas instituições colaborando com os planejamentos de ações de cada área.

A bióloga do IPEVS Renata Alfredo participou da reunião do Conselho na última terça-feira (06/11/2012) representando o IPEVS que é membro do CSA – Comissão Meio Ambiente. Como objetivo da reunião, a formulação do projeto de trabalho de cada grupo.

Estiveram presentes também o presidente do IPEVS e Delegado Regional do Conselho de Medicina Veterinário Rafael Haddad, membro da Comissão Sanidade Animal e representantes das seguintes instituições: IAP, ARPA, UTFPR, CREA, Vigilância Sanitária, SEED, Sociedade Rural, Emater, ADICOOP e ADAPAR. E os membros da diretoria do CSA de Cornélio Cristiano Leite Ribeiro, Yassuo Curiaki, Sergio Hamada, Noel e João Resende Neto.

Membros da Comissão Sanidade Animal do CSA - Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Membros da Comissão Meio Ambiente e Saúde do CSA. Foto: IPEVS

A reunião promoveu avanços importantes em cada uma das Comissões e gerou propostas que serão implantadas a curto e médio prazo como forma de controlar os problemas diagnosticados pelas equipes.

Fonte: Ascom IPEVS


20 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O Brasil e a Rio+20, artigo de Izabella Teixeira

Izabella Teixeira é ministra do Meio Ambiente. Artigo publicado no Valor Econômico de ontem (19).

Vinte anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, chegou o momento de o Brasil novamente assumir papel de liderança mundial, sediando a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Apesar de todos os avanços realizados desde então, o paradigma do desenvolvimento sustentável não foi adotado por todos. Persistem ainda graves problemas de pobreza e exclusão social em todos os quadrantes do planeta. Essa situação agrava as consequências de políticas de crescimento econômico que visam exclusivamente o aumento da produção de bens e serviços sobre o meio ambiente.

 

A Rio+20 é parte de um ciclo que começou em 1972, em Estocolmo, com a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano. Essas Conferências, convocadas pelas Nações Unidas, servem para repensar o mundo em que vivemos. Nesses momentos podemos reunir diferentes vozes para refletir sobre quem somos, o que queremos e estabelecer juntos compromissos políticos com a sustentabilidade. As diretrizes determinadas nesses encontros influenciam profundamente os rumos do desenvolvimento a longo prazo.

 

Em 1992, havia a expectativa de que se criariam novas condições para o crescimento econômico, em melhor harmonia com o meio ambiente, com base no desenvolvimento sustentável. Precisamos avaliar as realizações e lacunas no cumprimento dos objetivos da Agenda 21 e das convenções de 1992, bem como enfrentar as razões pelas quais não avançamos mais.

 

O debate sobre a conservação do meio ambiente e sobre o crescimento econômico nos últimos 20 anos criou condições para inflexão política em prol do desenvolvimento sustentável, com base nos princípios aprovados em 1992, e tendo em conta novos consensos. Por essa razão, buscamos a convocação pela Assembleia Geral das Nações Unidas da Rio+20.

 

O contexto atual é diferente daquele no qual ocorreu a Rio 92. Aquele era um momento de grande esperança em relação à cooperação internacional. Hoje, o multilateralismo se encontra em outro patamar, desafiado pela crise econômica internacional e pela globalização, com suas vantagens e desvantagens. A configuração política mundial, com a forte presença de países emergentes no cenário internacional, nos apresenta oportunidade para o fortalecimento do multilateralismo. A realidade atual pede arranjos mais dinâmicos, mais eficazes.

 

É nesse cenário que representantes de quase 200 países estão no Brasil, esta semana, para formular consensos sobre os dois principais temas da Conferência: economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e governança para o desenvolvimento sustentável. Obter tais consensos é fundamental para criar condições de aplicar efetiva e concretamente nossas políticas econômicas, sociais e ambientais, nacionais e internacionais, uma vez que hoje está ainda mais claro que a cooperação internacional é fundamental para superar os obstáculos para alcançar o desenvolvimento sustentável.

 

A economia verde inclusiva poderia ajudar na incorporação, pelos diversos agentes econômicos – governos centrais e locais, empresas, bancos, instituições financeiras, agências de desenvolvimento nacionais e internacionais etc. -, do paradigma do desenvolvimento sustentável em sua plenitude. Vejo a economia verde como um modelo econômico inclusivo, com vigoroso crescimento econômico que promova inclusão social, num cenário de baixa emissão de carbono e de conservação dos recursos naturais. O papel da Rio+20 é reverter a ideia de que desenvolvimento sustentável é um desafio só ambiental. São inseparáveis o crescimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente.

 

Um dos prováveis resultados da Rio+20 será a definição de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que levem em consideração as dimensões ambiental, social e econômica do desenvolvimento. Esses Objetivos poderão vir a orientar, a partir de 2015, a elaboração de políticas públicas e privadas, e assim contribuir para dar foco e direção ao desenvolvimento sustentável. Deverão ser elaborados como metas globais, para cumprimento coletivo, por países desenvolvidos e em desenvolvimento.

 

Como anfitriões, esperamos oferecer a hospitalidade necessária para a criação de espaço de diálogos entre os povos, respeitando a diversidade cultural, política e de expectativas. Antecedendo a Rio+20, o Brasil organizou, com o apoio das Nações Unidas, os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável. Essa iniciativa inovadora visa construir uma ponte entre a sociedade civil e os tomadores de decisão, dando oportunidade a todos para contribuir com os esforços globais de consolidação do desenvolvimento sustentável como paradigma para a ação pública e privada.

 

A sustentabilidade não é mais questão de idealismo, mas de pragmatismo. As crises precisam ser resolvidas com mudança do padrão de desenvolvimento, com plena aceitação e gestão correta dos limites ambientais e redução das desigualdades entre nações e pessoas. A ascensão de milhões de brasileiros a condições dignas de vida nos credencia a falar de desenvolvimento sustentável na sua essência: a inclusão, a participação e o interesse público como guia da economia e do uso dos recursos naturais.

 

A mudança nos padrões globais de desenvolvimento é inevitável, pois o crescimento econômico não pode deixar de estar associado ao combate à exclusão social e à gestão sustentável dos recursos naturais. Isto só acontecerá se conseguirmos mobilizar nossos governos, cientistas, movimentos sociais, empresas e cidadãos. A Rio+20 tem esse fim.


15 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Empresários discutem meios de conciliar produção e ambiente

A redução do consumo pelas pessoas, assim como a redução da produção por parte das empresas, não é o caminho para a transição para a economia verde, afirmou ontem (14) Tim Wall, representante do Fórum de Sustentabilidade Corporativa, evento da Rio+20 organizado pela ONU.

A busca por um novo modelo de negócios, que alie rentabilidade das empresas com desenvolvimento sustentável, será o objetivo fórum que começa nesta sexta-feira (15) e vai até o dia 18, no hotel Windsor Barra, zona oeste do Rio de Janeiro.

Wall, contudo, não deu uma receita de como alcançar o equilíbrio entre as necessidades básicas do capitalismo e os anseios ambientais.

No fórum, disse ele, serão discutidos o uso de materiais menos poluentes, reutilização de água e fontes mais limpas de geração de energia.

Também será debatido o papel dos governos no incentivo e promoção de práticas mais sustentáveis das empresas.

Ao final da conferência, que reunirá mais de mil empresas ao redor do mundo em cerca de cem palestras, um documento será apresentado aos chefes de Estado, que irão se reunir de 20 a 22, no Rio Centro.

“A crise financeira mostrou que a busca por lucros no curto prazo é insustentável. Não acho que a redução do consumo é o caminho para um novo modelo, mas isso não significa que tenhamos que discutir novas formas de fazer negócios”, disse, durante coletiva de imprensa no Palácio do Itamaraty, no Rio.

O evento é uma iniciativa do Pacto Global das Nações Unidas, que reúne cerca de 7.000 empresas signatárias. O objetivo é criar tendências de modelos de negócios menos impactantes. O Brasil possui 280 empresas signatárias.

Companhias brasileiras como Petrobras, Eletrobras e Vale farão palestras. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster e o secretário-geral da presidência da República, Gilberto Carvalho, são dois dos convidados a falar.

Fonte: Folha.com

 


15 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Para ‘criadora’, desenvolvimento sustentável ainda é conceito válido

Ex-premiê da Noruega liderou comissão que criou o conceito em 1987.
Economia verde não toma lugar do desenvolvimento sustentável, disse.

Gro Harlem Brundtland, durante entrevista no Rio de Janeiro (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Gro Harlem Brundtland, durante entrevista no Rio de Janeiro (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

A ex-primeira ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, ‘criadora’ do conceito de desenvolvimento sustentável, afirmou nesta quinta-feira (14) que as ideias e objetivos elaborados há 25 anos continuam válidos e relevantes, e que o principal desafio está na implementação das medidas e a cooperação entre os países.

Gro Brundtland entrou para a história quando liderou a comissão que apresentou, em 1987, o relatório “O Nosso Futuro Comum”, que introduziu o conceito de desenvolvimento sustentável nas discussões sobre preservação ambiental, definido como o “que atenda às necessidades das gerações presentes sem comprometer a habilidade das gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades”.

Para ela, as discussões em torno da ‘economia verde’ na Rio+20 não significam necessariamente uma revisão do conceito de desenvolvimento sustentável.

“Esta é uma história complicada. Ainda não há uma definição completa sobre economia verde”, disse em entrevista, após participação no Encontro da Indústria para a Sustentabilidade, que ocorre no Hotel Sofitel, no Rio de Janeiro. “Eu nunca entendi quando alguém fala que a economia verde vai tomar lugar do desenvolvimento sustentável, porque o desenvolvimento sustentável já é algo concordado amplamente”, completou.

Ela lembrou que o termo ‘economia verde’ ainda é controverso e não muito compreendido porque para alguns abrange apenas a integração da economia com o meio ambiente, sem considerar as questões sociais. “Essa não é definitivamente a minha visão. Tem de ser social, ambiental e econômico”, disse.

A ex-ministra destacou também que a ideia de mensurar o crescimento da economia por instrumentos adicionais ao do Produto Interno Bruto (PIB), como indicadores ambientais e sociais, também não é de agora e foi defendida durante a elaboração do relatório de 1987.

“25 anos depois isso ainda não aconteceu”, disse Gro. Ela destacou que se fossem considerados os métodos de utilização dos recursos naturais o crescimento econômico de países como a China seria “bem menor”.

Ela se disse, no entanto, otimista sobre os resultados da Rio+20, que têm como temas centrais: “economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza” e “estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável”.

“Espero que haja acordos em várias questões, como por exemplo nas discussões em torno da energia limpa para o desenvolvimento sustentável, porque é do interesse de todos e se relaciona diretamente ao social, humano e à economia”, afirmou Gro Harlem.

A ex-ministra também apoiou a proposta do G77+China de criar um fundo anual de US$ 30 bilhões para estimular o desenvolvimento sustentável.

“Acho que é uma boa ideia. É importante ter instrumentos financeiros que possam ajudar na mudança de tecnologias e na inovação tecnológica”, afirmou, lembrando que durante a conferência de Copenhague, em 2009, foram iniciadas conversas em torno do tema.

“Em Copenhague houve conversas nessa direção, mas não houve prosseguimento e a crise financeira dificultou. Mas tenho certeza que isso irá progredir aqui no Rio, ainda que talvez não tão bem sucedida quanto deveria”, completou.

Fonte: Globo Natureza


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

IAP comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente

Chefe do IAP, Devanil Bonni; Foto: Cornélio Notícias

Na terça-feira (5), o chefe do Instituto Ambiental do Paraná em Cornélio Procópio, Devanil José Boni, concedeu entrevista ao portal CN e relatou sobre as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente.

A equipe do IAP tinha programado levar as crianças para fazer o plantio de árvores na Mata São Francisco, porém devido às chuvas, eles não puderam realizar essa atividade, a qual será remarcada para outra data.

Além desta, também vai haver um evento de Educação Ambiental no município de Congonhinhas, no qual o IAP vai participar.

Boni ressalta que as pessoas devem preservar o meio ambiente por toda a vida e não apenas na data marcada no calendário, pois o trabalho de educação ambiental é realizado o ano inteiro, sendo fundamental para a sobrevivência do planeta.

 

Click e e ouça a entrevista de Devanil José Boni http://www.cornelionoticias.com.br/posts/10554/destaque/iap_comemora_o_dia_mundial_do_meio_ambiente/

 

Fonte: Cornélio Notícias


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Rio+20: um glossário para entender o idioma ‘verde’

A onda ambientalista que vem crescendo desde os anos 1960 não se limita a mudar hábitos, consciências e modos de fazer negócios. Também recicla a linguagem, alterando o sentido de velhas palavras e criando novas expressões. Das mais científicas às mais marqueteiras, eis um glossário básico para acompanhar as conversas em clima de Rio+20

Foto: Veja Ciência

 

Ciclo de vida: A análise do chamado ciclo de vida de um produto é uma metodologia complexa que procura determinar seu impacto ambiental total “do berço à cova”, isto é, da matéria-prima ao descarte (ou reciclagem, quando houver), passando por manufatura, distribuição, uso e manutenção. Ela está para os métodos tradicionais dos relatórios de impacto ambiental como a física quântica está para a física de Newton.

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Desenvolvimento sustentável: O adjetivo sustentável existe há séculos, mas, como termo corrente do vocabulário econômico e ecológico, a data que aparece em sua certidão de nascimento é 1987. É daquele ano o chamado “relatório Brundtland”, o texto em que uma comissão formada pela ONU — e presidida pela então primeiraministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland — lançou as bases de um programa internacional para conciliar o desenvolvimento econômico e social com a conservação dos recursos naturais da Terra, de modo a não espetar a conta da atual produção de riquezas nas futuras gerações. O desenvolvimento sustentável foi o signo sob o qual transcorreu a Rio 92. Seu principal problema é, ainda hoje, ser uma daquelas belas ideias com as quais todos concordam, mas que se tornam um vespeiro na hora do desdobramento em medidas práticas. A atual pegada ecológica da humanidade aponta para um longo caminho à frente.

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Ecologia: A palavra estreou num dicionário de português em 1928, segundo oHouaiss. Cerca de meio século, portanto, depois de ser criada pelo zoólogo alemão Ernst Haeckel comoÖkologie (a partir do grego oikos, “casa, habitação”), para designar o nascente estudo das relações entre seres vivos e meio ambiente. A princípio um termo científico de uso restrito, caiu na linguagem comum nos anos 1960, com os primeiros movimentos da voga ambientalista. Em inglês, data de 1969 o primeiro registro do elemento “eco” como formador de novos vocábulos dotados de uma aura ambientalmente correta, como em ecoturismo, ecodesign, ecoeficiência etc. Abusaram tanto do truque que um dos tiros acabou saindo pela culatra: nasceu o ecochato.

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Efeito estufa: Há quem imagine que o efeito estufa é um problema. Na verdade, trata-se de um fenômeno — proposto como teoria pelo físico francês Joseph Fourier em 1824 e mais tarde confirmado experimentalmente — que viabiliza a vida na Terra. Os gases do efeito estufa  devolvem à superfície do planeta parte do calor que, na ausência deles, se perderia no espaço. Ocorre que esse efeito vem se intensificando com a concentração crescente de dióxido de carbono, metano e outros gases na atmosfera, resultado da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento. Como consequência, a temperatura média do planeta está em elevação. É um fato. Mas existem  entre os cientistas vozes relevantes que pedem cautela em torno dos reais efeitos do aquecimento global e de como o ser humano o provoca. Assinado em 1997, o Protocolo de Kyoto representou um primeiro passo diplomático no sentido de controlar a emissão global de gases do efeito estufa. O maior problema é que os Estados Unidos, um dos países campeões da poluição, não o ratificaram.

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Externalidade: Termo cascudo do jargão econômico que o discurso ambientalista vai popularizando.  Uma externalidade é uma espécie de efeito colateral da geração de riquezas: um custo  ou benefício que a produção de determinado artigo acarreta para terceiros e que, pelas leis do mercado, jamais se refl etirá no cálculo de  seu valor. Externalidades podem ser positivas ou negativas. No primeiro caso, um bom exemplo é um investimento eficiente em educação pública, que tem diversos tipos de impacto salutar na comunidade em torno da escola. A externalidade negativa mais típica é a poluição. Fórmulas legais como as do passivo ambiental têm se esforçado por “internalizar” tal custo, isto é, incorporá-lo à economia da produção.

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Orgânico: A palavra veio do latim organicus, que tinha significado bem diferente: “relativo a instrumento musical”. Foi provavelmente por influência do francês que ganhou o sentido de “relativo aos órgãos dos seres vivos”. A expressão “agricultura orgânica” surgiu na Inglaterra em 1940, por oposição a “agricultura química”, para designar aquela que dispensava agrotóxicos e adubos químicos (e mais tarde sementes geneticamente alteradas). A princípio uma atividade pouco mais que artesanal, começou a se expandir comercialmente nos anos 1970. Hoje, como “eco” e “verde”, o adjetivo se reveste de conotações fetichistas e marqueteiras: ser orgânico significa ser mais caro, além de supostamente mais saudável, embora “o atual estágio das evidências científicas não corrobore esse ponto de vista”, segundo a agência de alimentos britânica, a Food Standards Agency. Isso levou à proliferação em todo o mundo, nos últimos anos, de selos com variados graus de confiabilidade para atestar o que realmente merece ser chamado de orgânico.

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Passivo ambiental: É o custo associado à degradação ambiental em que incorre uma empresa. Cobre de taxas e multas à recuperação de áreas poluídas, passando pela compra de equipamentos antipoluição exigidos por lei. A referência nesse campo é a legislação aprovada em 2004 pelo Parlamento Europeu, com base no princípio de que “o poluidor paga”. A menos, claro, que tenha excelentes advogados. Mas a tendência internacional é fechar o cerco aos sujismundos.

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Pecuária: A criação de gado é tão central na história da humanidade que a palavra latina pecuaria tem relação de parentesco com os vocábulos “pecuniário” e “pecúlio”, distantes do vocabulário do campo e ligados à ideia de dinheiro. A explicação é simples: por milênios, a riqueza foi medida em cabeças de gado. É recente a ideia de que algo nesse esquema não cheira bem: em 2006, um relatório da ONU acusou o setor pecuarista de ser um dos maiores vilões do agravamento do efeito estufa devido aos gases emitidos por montanhas de esterco.

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Pegada ecológica: O conceito foi criado nos anos 1990 por William Rees e Mathis Wackernagel, pesquisadores da universidade canadense de British Columbia, como medida do consumo de recursos naturais pelo homem em relação à capacidade da Terra para repô-los. Calcula-se que hoje a pegada total da humanidade seja de um planeta e meio, o que significa dizer que o consumo de recursos naturais excede em 50% a capacidade de reposição da Terra — um ritmo insustentável, portanto. Em geral, é uma medição que favorece países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento: o Brasil é um dos maiores credores do mundo nessa contabilidade.

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Reciclagem: O ferro-velho, palavra existente em português desde o século XVII, é a prova de que reciclar — verbo que concentra a ideia de “submeter algo a um novo ciclo” — é uma ideia antiga. No entanto, na forma de programas organizados que envolvem governos, iniciativa privada e cidadãos comuns, a reciclagem viveu seus primeiros dias de glória durante a II Guerra Mundial. Tratava-se de reciclar sobretudo metal para municiar a indústria de armamentos. A partir dos anos 1970, a própria reciclagem se reciclou e, sob a lógica da ecologia, incorporou outros materiais, principalmente vidro, plástico e papel. O Brasil apresenta índices conflitantes nesse quesito: líder mundial em reciclagem de latinhas de alumínio, com bom desempenho também no reaproveitamento de papelão e garrafas PET, tem apenas 18% de seus municípios com algum tipo de coleta seletiva. Paradoxo do atraso: no Brasil, os principais atores da reciclagem, iniciativa de economia sofisticada, são os catadores de lixo, representantes do lumpesinato.

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Verde: A palavra está entre as mais antigas de nossa língua: vinda do latim virides, surgiu já no século X, época que é considerada uma espécie de pré-história do português. Além da cor, nomeava as matas e, por extensão, a “natureza” em geral. Mas foi preciso esperar a ascensão dos movimentos  ambientalistas, nos anos 1960, para que a palavra começasse a ganhar projeção internacional com a acepção de “ecológico,  que tem preocupações ambientais”. A organização Greenpeace (literalmente, “paz verde”) foi fundada em 1971. Os primeiros partidos verdes europeus datam do fim daquela década. Hoje o sentido ambientalista de “verde” está tão consagrado que a palavra virou bordão publicitário. Todo mundo quer ser verde, o que leva governos e organizações não governamentais a criar uma profusão de “selos  verdes” para certificar produtos e empresas que, segundo critérios variados, têm o direito de se proclamar assim.

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Responsabilidade Social: Outra boa ideia que corre o risco de ser engolida pelo excesso de esperteza. Mais que uma expressão da moda,a responsabilidade social — de preferência com o auxílio de outro adjetivo, ambiental — tornou-se o xodó da comunicação corporativa no terceiro milênio. Acredita-se que tenha poderes  mágicos: se de fato há empresas socialmente responsáveis,também existem as que, com a ajuda de protocolos ensinados por profissionais especializados, dão publicidade máxima a bondades mínimas em busca de uma reciclagem
de imagem pública que garanta ficha imaculada a poluidores históricos, diplomas de mecenas a notórios filisteus etc.

 

 

 

 

 

Fonte: Veja Ciência


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Árvores não são bem estudadas’, critica jornalista americano

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20.
Após 2 anos de expedição, biólogo montou banco de dados sobre plâncton.

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20 (Foto: Lilian Quaino / G1)

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20 (Foto: Lilian Quaino / G1)

“Por que se preocupar com a morte das árvores? Todo cientista a quem pergunto isso diz que não sabe”, disse o jornalista americano Jim Robbins, que ao falar na manhã da última terça-feira (12) no segundo e último dia das palestras do TEDxRio+20, mostrou slides de sua casa em Montana e disse que todas as árvores que apareciam na imagem estavam mortas, principalmente por causa da elevação de dois graus na temperatura nos últimos 20 anos.

O TEDxRio+20, que começou na segunda-feira (11), faz parte do projeto Humanidade 2012, que acontece no Forte de Copacabana, na Zona Sul do Rio, num evento paralelo à Rio+20. O TEDxRio+20 reúne profissionais de todas as áreas com ideias e projetos para um mundo melhor.

Para Robbins, as árvores não foram e ainda não são bem estudadas:

“Quase nada se sabe. Entendem de produção de madeira, mas fatos sobre a árvore viva não são conhecidos”, disse ele, contando que em todas as cidades americanas há campanhas para que se plantem e preservem as árvores.

O jornalista, que escreve sobre meio ambiente, disse que as árvores bloqueiam raios ultravioleta, que causam câncer, servem como escudo para o calor e purificam a água: “Na África, grandes áreas de terra desertificada foram recuperadas com o plantio de árvores”, disse.

O biólogo Colombam de Vargas falou na TEDxRio+20 sobre sua expedição de dois anos e meio por todos os mares do planeta pesquisando o plâncton. Colomban é formado na Universidade de Genebra e mestre de pesquisa no Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na estação biológica de Roscoff, na França. Segundo disse, ele e seus companheiros de expedição têm hoje o maior banco de dados sobre plâncton do mundo.

Colombam é um apaixonado pelo plâncton, que segundo explicou compões 98% do volume da biosfera. E é particularmente interessado em protistas, microorganismos encontrados nos plânctons que fabricam calcita e criam esqueletos, num processo em que, segundo o biólogo, inclui nanotecnologia.

 

Fonte: G1


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Ministra critica legislação ambiental

Na abertura do ciclo de debates do MMA na Rio+20, Izabella Teixeira criticou ‘miopia ambiental’ no País e a falta de comunicação entre as esferas governamentais.

Com duras críticas à legislação ambiental brasileira, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu na manhã de ontem (11) o ciclo de debates “Brasil sustentável – o caminho para todos”, que antecede a conferência da ONU Rio+20. Durante o encontro, que reuniu pesquisadores e especialistas no assunto no auditório Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a ministra discutiu a situação das Unidades de Conservação e o futuro das florestas do País. “As leis, da forma como estão estabelecidas atualmente, impedem muitas soluções que resolveriam problemas ambientais. Precisamos de debates concretos que levem a estruturação desse sistema”, declarou.

 

Durante o evento, Izabella Teixeira anunciou ter pedido ao Instituto Chico Mendes um mapa de todas as Unidades de Conservação do País e um levantamento com os problemas que elas enfrentam. A ministra garantiu, sem estipular um prazo específico, que as informações serão colocadas na internet para que a sociedade possa acompanhar a situação das áreas e ajudar a preservá-las. A medida também deve facilitar a regularização fundiária.

 

“Temos parques com mais de 70 anos onde até hoje não indenizamos as pessoas. Em outras Unidades de Conservação, temos assentamentos enormes. É complexo, é complicado, mas temos que fazer, nem que leve 20 anos”, afirmou.

 

Outro alvo de crítica de Izabella foi a falta de comunicação entre as esferas federais, estaduais e os municípios nas ações de preservação do meio ambiente, além da pouca compreensão da sociedade com relação a algumas questões.

 

Apesar das críticas, a ministra fez questão de enumerar alguns avanços obtidos na área ambiental, como a diminuição do desmatamento. Segundo ela, o Brasil também é o único país do mundo a impor limites de proteção ambiental à propriedade privada. “Quando criamos uma área protegida, parece que envernizamos o desenvolvimento do local, e é justamente o oposto. O agricultor vai aumentar a produtividade quando recuperar uma área que ele desmatou no passado. Fomos capazes de evoluir em muitos temas. Em outros, nem tanto.”

 

Crescimento econômico - Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff usou seu programa semanal de rádio para reforçar o discurso de que é possível combinar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. Dilma disse que “o Brasil tem dado um grande exemplo de respeito ao meio ambiente” e destacou que o País vai defender na Rio+20 que “crescer, incluir e proteger são três eixos com a mesma importância”. Segundo Dilma, o País tem sido citado pela ONU como referência na área ambiental.

 

“O Brasil tem dado um grande exemplo de respeito ao meio ambiente, mas também de capacidade de combinar a proteção da natureza com a redução da pobreza e o crescimento econômico. Na última década, elevamos 40 milhões de brasileiros à classe média, tiramos outras dezenas de milhões da pobreza e, ao mesmo tempo, reduzimos drasticamente o desmatamento da Amazônia e mantivemos o crescimento econômico”, disse a presidente, que amanhã (13) vai inaugurar o Pavilhão Brasil da Rio+20.

 

No “Café com a presidente”, Dilma destacou que, desde 2004, houve uma redução de 77% no índice de desmatamento ilegal no Brasil. Segundo a presidente, no ano passado, foi registrado “o menor desmatamento da História do País”. “O Brasil, que já tem o privilégio de abrigar a maior área de florestas tropicais do mundo, pode se orgulhar também de conseguir protegê-las cada vez mais”, afirmou.

 

A presidente disse ainda que a redução no nível de desmatamento no País se deve à “forte ação do governo na fiscalização”, com punição aos desmatadores, num trabalho combinado do Ibama, das Forças Armadas, da Polícia Federal e dos governos estaduais.

 

Acordo difícil - Em encontro com o prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro, o secretário-geral da ONU para a Rio+20, Sha Zukang, reconheceu a dificuldade em estabelecer um acordo entre todos os países presentes. Para o diplomata chinês, o mundo retrocedeu, desde a Rio 92, na conservação ambiental, embora seja mais rico do que duas décadas atrás.

 

Zukang, porém, fez suas confissões sem perder o otimismo. O secretário acredita que será possível fechar esta semana os 200 parágrafos ainda em negociação do acordo que as Nações Unidas esperam endossar no fim da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável. Por enquanto, 75% do documento seguem sem definição.

 

Embora diplomatas de diversos blocos de países já estejam debruçados sobre o acordo, as negociações formais ocorrerão apenas de quarta a sexta-feira.

 

A Rio+20 não contará com o presidente americano, Barack Obama nem com os primeiros-ministros do Reino Unido, David Cameron, e da Alemanha, Angela Merkel. Ainda assim, Zukang não considera que os possíveis acertos firmados na próxima semana serão esvaziados. O secretário da ONU evitou comentar a ausência dessas autoridades. “Cada um deles será representado por pessoas de alto nível, capazes de ratificar as decisões. Mas, se eles [Obama, Cameron e Merkel] tiverem algum tempo, ficaremos muito felizes que venham”, declarou.

 

Até agora, 134 chefes de Estado e governo já se inscreveram para discursar durante a conferência. Vinte anos atrás, foram 108. “Nosso trabalho não será mudar os princípios firmados na Rio 92, mas incluir outros. Temos novas preocupações, como direitos humanos e mudanças climáticas”, ressaltou Zukang. “Passaram 20 anos e não vimos progresso em temas como desenvolvimento sustentável e proteção ambiental. Na verdade, retrocedemos. Tudo o que estabelecemos àquela época é tão ou mais válido atualmente”.

 

Todos concordam, segundo o secretário, que atingir o desenvolvimento sustentável é “um trabalho difícil”. Isso porque a expressão, para sair do discurso e virar política pública, dependeria de três pilares: progresso econômico, social e ambiental. Embora o primeiro fator esteja melhor do que duas décadas atrás, os outros seguem questionáveis.

 

“Integrar os três pilares é muito complicado, até porque os países não estão no mesmo nível e cada um tem sua prioridade. O modelo atual de desenvolvimento, com o crescimento populacional, não se sustenta. Por isso acredito que podemos acertar soluções para os principais problemas”, alegou.

 

Com uma sociedade civil cada vez mais engajada na causa ambiental, o secretário chinês considera inevitável que a Rio+20 tenha um final feliz. “A Rio 92 deixou um grande impacto, mas esta provocará um efeito ainda maior na vida das pessoas, em seu futuro e em sua saúde”, assegurou.

Fonte: O Globo


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Dilma diz que nova lei não deve fragilizar proteção ao meio ambiente

Na ‘Conversa com a Presidenta’, presidente falou sobre Código Florestal.
Dilma também disse que vetou possibilidade de anistia a desmatadores.

Na coluna “Conversa com a Presidenta” desta terça-feira (12), Dilma Rousseff disse que nenhuma legislação nova deve enfraquecer a proteção ao meio ambiente, ao responder pergunta sobre o novo Código Florestal.  Nesta semana, a presidente participa do evento Rio+20, evento das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável.

“Nenhuma legislação nova deve enfraquecer a proteção ao meio ambiente. Vamos continuar crescendo de forma sustentável, com a preservação e a recuperação das áreas desmatadas indevidamente – margens de rios, nascentes e topos dos morros”, diz Dilma Rousseff no texto em que responde perguntas enviadas por leitores, reproduzido por jornais que publicam semanalmente a coluna.

A presidente vetou 12 itens e fez 32 modificações no texto do novo Código Florestal aprovado pelo Congresso. A MP enviada pela presidente recebeu mais de 600 sugestões de mudança.

Dilma disse ainda que vetou qualquer possibilidade de anistia a desmatadores e enviou ao Congresso Nacional uma medida provisória para completar as lacunas jurídicas que restaram no texto legal por conta dos vetos.

“Também mantivemos as normas do antigo Código sobre a reserva legal – área mínima que cada propriedade tem que preservar, para a conservação da biodiversidade. Todos têm que respeitar o meio ambiente e produzir de maneira sustentável. Por isso, a vegetação desmatada em áreas de proteção permanente terá de ser recomposta. Mas isso será feito com justiça”, completou Dilma.

No último sábado, a presidente Dilma Rousseff desautorizou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, a falar sobre a possibilidade de o governo negociar alterações na medida provisória sobre o Código Florestal enviada ao Congresso.

Dilma teria ficado contrariada com reportagem na edição deste sábado do jornal “O Globo”, na qual o ministro afirma que integrantes do governo sinalizam com a possibilidade de negociar emendas de interesse da bancada ruralista para facilitar a aprovação da medida provisória editada pelo governo.

Fonte: G1


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12 de março de 2013 | nenhum comentário »

CEAMA mais de 2.200 visitantes em 2012

O CEAMA, projeto coordenado pelo IPEVS, busca transmitir conhecimento científico aos visitantes, informar sobre a biologia e comportamento animal, esclarecer mitos, orientar sobre a prevenção de acidentes com animais peçonhentos e principalmente incentivar a importância da preservação das espécies, despertando uma consciência ecológica voltada à conservação ambiental. Localizado no município de Cornélio Procópio-PR, possui em seu acervo biológico exemplares de répteis (serpentes, lagartos e quelônios), anfíbios (anuros) e aracnídeos (aranhas e escorpiões) pertencentes à fauna brasileira e exótica, totalizando 156 animais, sendo 31 espécies mantidas em exposição. Esses são mantidos em cativeiro devido à impossibilidade de serem devolvidos para o habitat natural.

O CEAMA atende diariamente o público, disponibilizando dados biológicos das espécies em fichas com informações sobre tamanho, distribuição geográfica e tipo de alimentação. Além disso, todos os visitantes são acompanhados por monitores que esclarecem dúvidas e ministram aulas práticas previamente agendadas, direcionadas às instituições de ensino básico, médio e superior. O centro é o único espaço na região que possibilita o contato da comunidade com estes animais. O trabalho realizado promove uma grande mudança comportamental dos visitantes, pois a informação associada ao contato próximo com os animais quebra pré-conceitos acerca dos mesmos, e desperta uma nova consciência em relação ao meio ambiente, interferindo a favor da preservação da vida das espécies.

Em 5 anos de existência, recebeu mais de 14 mil visitantes, sendo aproximadamente 2.200 somente no ano de 2012.

CEAMA: Visitantes acompanhados por monitores. Foto: IPEVS

Lista de visitas recebidas pelo CEAMA em 2012:

Colégio PGD – Londrina – PR

Instituto Federal do Paraná de Londrina -PR,

Escola Educativa de Ibiporã- PR,

Colégio Estadual Professora Adélia Antunes Lopes de Jataizinho- PR,

Colégio Estadual Professor Antônio Bitonte – Sertaneja – PR

Colégio José Gonçalves Mendonça de Maracaí – SP,

Escola Estadual Afrânio Peixoto de Abatiá – PR,

Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP – Campus Bandeirantes – PR,

Colégio Estadual Joaquim Maria Machado de Assis de Santa Mariana – PR,

Colégio Dom Bosco, Cornélio Procópio – PR,

Centro de Línguas Estrangeiras – CELEM de Cornélio Prcópio – PR,

Projeto Cantinho da Criança de Santa Mariana – PR,

Colégio Estadual Antônio Iglesias de Ibiporã – PR,

Colégio São Domingos de Faxinal do Céu – PR.

Escola Estadual Ruth Martinez Corrêa – Ribeirão do Pinhal – PR

Curso de Férias do Zoológico de Bauru – Bauru – SP

Colégio Estadual Antônio Carlos – Nova Santa Barbara – PR

Colégio Nossa Senhora do Rosário – Cornélio Procópio – PR

Escola Municipal Maria Pura Martinez Fraiz – Nova Fátima – PR

Escola Municipal Arthur Serafim Marquez – Rancho Alegra – PR

Colégio Nossa Senhora Medianeira – Santa Mariana – PR

Escola Pingo de Gente – Uraí – PR

Escola Municipal Dom Bosco – Abatiá – PR

Escola Estadual Anastácio Cerezine – Alvorada do Sul – PR

Colégio Estadual Castro Alves – Cornélio Procópio – PR

Escola Municipal Leila Domingos Chaerke – Nova Fátima – PR

Escola Rural Cruzeiro do Cedro – Nova América da Colina – PR

Colégio Estadual Teotônio Brandão Vilela – Ibiporã – PR

Colégio Estadual Unidade Polo – Ibiporã – PR

Colégio Integrado Sônia Marcondi – Ibiporã – PR

Escola Estadual Ulysses Guimarães – Ibiporã – PR

Escola Alfa – Londrina – PR

Colégio Estadual Jerônimo Faria Martins – Santa Cecília do Pavão – PR

Colégio Anjos Custódio – Marialva – PR

Escola Municipal Dr João Ribeiro Júnior – Uraí – PR

Escola Municipal Eufrosina Ribeiro da Silva – São Sebastião da Amoreira – PR

Projeto Casa da Criança – Santa Cecília do Pavão – PR

Escola Municipal Padre Antônio Lock -  Cornélio Procópio – PR

Colégio Estadual Monteiro Lobato – Projeto de Iniciação a Docente – Cornélio Procópio – PR

Colégio Estadual Cléia Godoy – Londrina – PR

Colégio Sesi de Assaí – Assaí – Pr

Escola Cantinho Encantado – Bandeirantes – PR

Escola Nova Geração – Andirá – PR

Colégio Estadual 14 de dezembro – Alvorada do Sul – PR

Colégio Estadual Vandyr de Almeida – Cornélio Procópio – PR

Escola Franciscana Divina Pastora – Uraí – PR

Escola Municipal Professor Vicente Rodrigues Monteiro – Jataizinho – PR

Escola Municipal Princesa Isabel – Jataizinho – PR

Aula prática. Foto: IPEVS

Informação associada ao contato próximo com os animais quebra pré-conceitos acerca dos mesmos, e desperta uma nova consciência em relação ao meio ambiente. Foto: IPEVS

A equipe do CEAMA agradece a presença dos visitantes.

O agendamento pode ser realizado através dos telefones: 43-35235095/84356175 ou email: ipevs@ipevs.org.br

Fonte: Ascom IPEVS


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS participa de Reunião do CSA – Conselho de Sanidade Agropecuária de Cornélio Procópio.

O CSA trabalha tanto com sanidade animal, quanto vegetal, procurando manter na agropecuária um sistema de produção que respeite o meio ambiente e que gere um produto melhor para o consumidor, fortalecendo o setor agropecuário no município de Cornélio Procópio. O Conselho trabalha com Comissões de Sanidade Animal, Sanidade Vegetal, Meio Ambiente e Saúde e Políticas Públicas, sendo cada uma destas comissões formada por membros que representam suas instituições colaborando com os planejamentos de ações de cada área.

A bióloga do IPEVS Renata Alfredo participou da reunião do Conselho na última terça-feira (06/11/2012) representando o IPEVS que é membro do CSA – Comissão Meio Ambiente. Como objetivo da reunião, a formulação do projeto de trabalho de cada grupo.

Estiveram presentes também o presidente do IPEVS e Delegado Regional do Conselho de Medicina Veterinário Rafael Haddad, membro da Comissão Sanidade Animal e representantes das seguintes instituições: IAP, ARPA, UTFPR, CREA, Vigilância Sanitária, SEED, Sociedade Rural, Emater, ADICOOP e ADAPAR. E os membros da diretoria do CSA de Cornélio Cristiano Leite Ribeiro, Yassuo Curiaki, Sergio Hamada, Noel e João Resende Neto.

Membros da Comissão Sanidade Animal do CSA - Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Membros da Comissão Meio Ambiente e Saúde do CSA. Foto: IPEVS

A reunião promoveu avanços importantes em cada uma das Comissões e gerou propostas que serão implantadas a curto e médio prazo como forma de controlar os problemas diagnosticados pelas equipes.

Fonte: Ascom IPEVS


20 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O Brasil e a Rio+20, artigo de Izabella Teixeira

Izabella Teixeira é ministra do Meio Ambiente. Artigo publicado no Valor Econômico de ontem (19).

Vinte anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, chegou o momento de o Brasil novamente assumir papel de liderança mundial, sediando a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Apesar de todos os avanços realizados desde então, o paradigma do desenvolvimento sustentável não foi adotado por todos. Persistem ainda graves problemas de pobreza e exclusão social em todos os quadrantes do planeta. Essa situação agrava as consequências de políticas de crescimento econômico que visam exclusivamente o aumento da produção de bens e serviços sobre o meio ambiente.

 

A Rio+20 é parte de um ciclo que começou em 1972, em Estocolmo, com a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano. Essas Conferências, convocadas pelas Nações Unidas, servem para repensar o mundo em que vivemos. Nesses momentos podemos reunir diferentes vozes para refletir sobre quem somos, o que queremos e estabelecer juntos compromissos políticos com a sustentabilidade. As diretrizes determinadas nesses encontros influenciam profundamente os rumos do desenvolvimento a longo prazo.

 

Em 1992, havia a expectativa de que se criariam novas condições para o crescimento econômico, em melhor harmonia com o meio ambiente, com base no desenvolvimento sustentável. Precisamos avaliar as realizações e lacunas no cumprimento dos objetivos da Agenda 21 e das convenções de 1992, bem como enfrentar as razões pelas quais não avançamos mais.

 

O debate sobre a conservação do meio ambiente e sobre o crescimento econômico nos últimos 20 anos criou condições para inflexão política em prol do desenvolvimento sustentável, com base nos princípios aprovados em 1992, e tendo em conta novos consensos. Por essa razão, buscamos a convocação pela Assembleia Geral das Nações Unidas da Rio+20.

 

O contexto atual é diferente daquele no qual ocorreu a Rio 92. Aquele era um momento de grande esperança em relação à cooperação internacional. Hoje, o multilateralismo se encontra em outro patamar, desafiado pela crise econômica internacional e pela globalização, com suas vantagens e desvantagens. A configuração política mundial, com a forte presença de países emergentes no cenário internacional, nos apresenta oportunidade para o fortalecimento do multilateralismo. A realidade atual pede arranjos mais dinâmicos, mais eficazes.

 

É nesse cenário que representantes de quase 200 países estão no Brasil, esta semana, para formular consensos sobre os dois principais temas da Conferência: economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e governança para o desenvolvimento sustentável. Obter tais consensos é fundamental para criar condições de aplicar efetiva e concretamente nossas políticas econômicas, sociais e ambientais, nacionais e internacionais, uma vez que hoje está ainda mais claro que a cooperação internacional é fundamental para superar os obstáculos para alcançar o desenvolvimento sustentável.

 

A economia verde inclusiva poderia ajudar na incorporação, pelos diversos agentes econômicos – governos centrais e locais, empresas, bancos, instituições financeiras, agências de desenvolvimento nacionais e internacionais etc. -, do paradigma do desenvolvimento sustentável em sua plenitude. Vejo a economia verde como um modelo econômico inclusivo, com vigoroso crescimento econômico que promova inclusão social, num cenário de baixa emissão de carbono e de conservação dos recursos naturais. O papel da Rio+20 é reverter a ideia de que desenvolvimento sustentável é um desafio só ambiental. São inseparáveis o crescimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente.

 

Um dos prováveis resultados da Rio+20 será a definição de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que levem em consideração as dimensões ambiental, social e econômica do desenvolvimento. Esses Objetivos poderão vir a orientar, a partir de 2015, a elaboração de políticas públicas e privadas, e assim contribuir para dar foco e direção ao desenvolvimento sustentável. Deverão ser elaborados como metas globais, para cumprimento coletivo, por países desenvolvidos e em desenvolvimento.

 

Como anfitriões, esperamos oferecer a hospitalidade necessária para a criação de espaço de diálogos entre os povos, respeitando a diversidade cultural, política e de expectativas. Antecedendo a Rio+20, o Brasil organizou, com o apoio das Nações Unidas, os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável. Essa iniciativa inovadora visa construir uma ponte entre a sociedade civil e os tomadores de decisão, dando oportunidade a todos para contribuir com os esforços globais de consolidação do desenvolvimento sustentável como paradigma para a ação pública e privada.

 

A sustentabilidade não é mais questão de idealismo, mas de pragmatismo. As crises precisam ser resolvidas com mudança do padrão de desenvolvimento, com plena aceitação e gestão correta dos limites ambientais e redução das desigualdades entre nações e pessoas. A ascensão de milhões de brasileiros a condições dignas de vida nos credencia a falar de desenvolvimento sustentável na sua essência: a inclusão, a participação e o interesse público como guia da economia e do uso dos recursos naturais.

 

A mudança nos padrões globais de desenvolvimento é inevitável, pois o crescimento econômico não pode deixar de estar associado ao combate à exclusão social e à gestão sustentável dos recursos naturais. Isto só acontecerá se conseguirmos mobilizar nossos governos, cientistas, movimentos sociais, empresas e cidadãos. A Rio+20 tem esse fim.


15 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Empresários discutem meios de conciliar produção e ambiente

A redução do consumo pelas pessoas, assim como a redução da produção por parte das empresas, não é o caminho para a transição para a economia verde, afirmou ontem (14) Tim Wall, representante do Fórum de Sustentabilidade Corporativa, evento da Rio+20 organizado pela ONU.

A busca por um novo modelo de negócios, que alie rentabilidade das empresas com desenvolvimento sustentável, será o objetivo fórum que começa nesta sexta-feira (15) e vai até o dia 18, no hotel Windsor Barra, zona oeste do Rio de Janeiro.

Wall, contudo, não deu uma receita de como alcançar o equilíbrio entre as necessidades básicas do capitalismo e os anseios ambientais.

No fórum, disse ele, serão discutidos o uso de materiais menos poluentes, reutilização de água e fontes mais limpas de geração de energia.

Também será debatido o papel dos governos no incentivo e promoção de práticas mais sustentáveis das empresas.

Ao final da conferência, que reunirá mais de mil empresas ao redor do mundo em cerca de cem palestras, um documento será apresentado aos chefes de Estado, que irão se reunir de 20 a 22, no Rio Centro.

“A crise financeira mostrou que a busca por lucros no curto prazo é insustentável. Não acho que a redução do consumo é o caminho para um novo modelo, mas isso não significa que tenhamos que discutir novas formas de fazer negócios”, disse, durante coletiva de imprensa no Palácio do Itamaraty, no Rio.

O evento é uma iniciativa do Pacto Global das Nações Unidas, que reúne cerca de 7.000 empresas signatárias. O objetivo é criar tendências de modelos de negócios menos impactantes. O Brasil possui 280 empresas signatárias.

Companhias brasileiras como Petrobras, Eletrobras e Vale farão palestras. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster e o secretário-geral da presidência da República, Gilberto Carvalho, são dois dos convidados a falar.

Fonte: Folha.com

 


15 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Para ‘criadora’, desenvolvimento sustentável ainda é conceito válido

Ex-premiê da Noruega liderou comissão que criou o conceito em 1987.
Economia verde não toma lugar do desenvolvimento sustentável, disse.

Gro Harlem Brundtland, durante entrevista no Rio de Janeiro (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Gro Harlem Brundtland, durante entrevista no Rio de Janeiro (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

A ex-primeira ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, ‘criadora’ do conceito de desenvolvimento sustentável, afirmou nesta quinta-feira (14) que as ideias e objetivos elaborados há 25 anos continuam válidos e relevantes, e que o principal desafio está na implementação das medidas e a cooperação entre os países.

Gro Brundtland entrou para a história quando liderou a comissão que apresentou, em 1987, o relatório “O Nosso Futuro Comum”, que introduziu o conceito de desenvolvimento sustentável nas discussões sobre preservação ambiental, definido como o “que atenda às necessidades das gerações presentes sem comprometer a habilidade das gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades”.

Para ela, as discussões em torno da ‘economia verde’ na Rio+20 não significam necessariamente uma revisão do conceito de desenvolvimento sustentável.

“Esta é uma história complicada. Ainda não há uma definição completa sobre economia verde”, disse em entrevista, após participação no Encontro da Indústria para a Sustentabilidade, que ocorre no Hotel Sofitel, no Rio de Janeiro. “Eu nunca entendi quando alguém fala que a economia verde vai tomar lugar do desenvolvimento sustentável, porque o desenvolvimento sustentável já é algo concordado amplamente”, completou.

Ela lembrou que o termo ‘economia verde’ ainda é controverso e não muito compreendido porque para alguns abrange apenas a integração da economia com o meio ambiente, sem considerar as questões sociais. “Essa não é definitivamente a minha visão. Tem de ser social, ambiental e econômico”, disse.

A ex-ministra destacou também que a ideia de mensurar o crescimento da economia por instrumentos adicionais ao do Produto Interno Bruto (PIB), como indicadores ambientais e sociais, também não é de agora e foi defendida durante a elaboração do relatório de 1987.

“25 anos depois isso ainda não aconteceu”, disse Gro. Ela destacou que se fossem considerados os métodos de utilização dos recursos naturais o crescimento econômico de países como a China seria “bem menor”.

Ela se disse, no entanto, otimista sobre os resultados da Rio+20, que têm como temas centrais: “economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza” e “estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável”.

“Espero que haja acordos em várias questões, como por exemplo nas discussões em torno da energia limpa para o desenvolvimento sustentável, porque é do interesse de todos e se relaciona diretamente ao social, humano e à economia”, afirmou Gro Harlem.

A ex-ministra também apoiou a proposta do G77+China de criar um fundo anual de US$ 30 bilhões para estimular o desenvolvimento sustentável.

“Acho que é uma boa ideia. É importante ter instrumentos financeiros que possam ajudar na mudança de tecnologias e na inovação tecnológica”, afirmou, lembrando que durante a conferência de Copenhague, em 2009, foram iniciadas conversas em torno do tema.

“Em Copenhague houve conversas nessa direção, mas não houve prosseguimento e a crise financeira dificultou. Mas tenho certeza que isso irá progredir aqui no Rio, ainda que talvez não tão bem sucedida quanto deveria”, completou.

Fonte: Globo Natureza


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

IAP comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente

Chefe do IAP, Devanil Bonni; Foto: Cornélio Notícias

Na terça-feira (5), o chefe do Instituto Ambiental do Paraná em Cornélio Procópio, Devanil José Boni, concedeu entrevista ao portal CN e relatou sobre as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente.

A equipe do IAP tinha programado levar as crianças para fazer o plantio de árvores na Mata São Francisco, porém devido às chuvas, eles não puderam realizar essa atividade, a qual será remarcada para outra data.

Além desta, também vai haver um evento de Educação Ambiental no município de Congonhinhas, no qual o IAP vai participar.

Boni ressalta que as pessoas devem preservar o meio ambiente por toda a vida e não apenas na data marcada no calendário, pois o trabalho de educação ambiental é realizado o ano inteiro, sendo fundamental para a sobrevivência do planeta.

 

Click e e ouça a entrevista de Devanil José Boni http://www.cornelionoticias.com.br/posts/10554/destaque/iap_comemora_o_dia_mundial_do_meio_ambiente/

 

Fonte: Cornélio Notícias


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Rio+20: um glossário para entender o idioma ‘verde’

A onda ambientalista que vem crescendo desde os anos 1960 não se limita a mudar hábitos, consciências e modos de fazer negócios. Também recicla a linguagem, alterando o sentido de velhas palavras e criando novas expressões. Das mais científicas às mais marqueteiras, eis um glossário básico para acompanhar as conversas em clima de Rio+20

Foto: Veja Ciência

 

Ciclo de vida: A análise do chamado ciclo de vida de um produto é uma metodologia complexa que procura determinar seu impacto ambiental total “do berço à cova”, isto é, da matéria-prima ao descarte (ou reciclagem, quando houver), passando por manufatura, distribuição, uso e manutenção. Ela está para os métodos tradicionais dos relatórios de impacto ambiental como a física quântica está para a física de Newton.

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Desenvolvimento sustentável: O adjetivo sustentável existe há séculos, mas, como termo corrente do vocabulário econômico e ecológico, a data que aparece em sua certidão de nascimento é 1987. É daquele ano o chamado “relatório Brundtland”, o texto em que uma comissão formada pela ONU — e presidida pela então primeiraministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland — lançou as bases de um programa internacional para conciliar o desenvolvimento econômico e social com a conservação dos recursos naturais da Terra, de modo a não espetar a conta da atual produção de riquezas nas futuras gerações. O desenvolvimento sustentável foi o signo sob o qual transcorreu a Rio 92. Seu principal problema é, ainda hoje, ser uma daquelas belas ideias com as quais todos concordam, mas que se tornam um vespeiro na hora do desdobramento em medidas práticas. A atual pegada ecológica da humanidade aponta para um longo caminho à frente.

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Ecologia: A palavra estreou num dicionário de português em 1928, segundo oHouaiss. Cerca de meio século, portanto, depois de ser criada pelo zoólogo alemão Ernst Haeckel comoÖkologie (a partir do grego oikos, “casa, habitação”), para designar o nascente estudo das relações entre seres vivos e meio ambiente. A princípio um termo científico de uso restrito, caiu na linguagem comum nos anos 1960, com os primeiros movimentos da voga ambientalista. Em inglês, data de 1969 o primeiro registro do elemento “eco” como formador de novos vocábulos dotados de uma aura ambientalmente correta, como em ecoturismo, ecodesign, ecoeficiência etc. Abusaram tanto do truque que um dos tiros acabou saindo pela culatra: nasceu o ecochato.

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Efeito estufa: Há quem imagine que o efeito estufa é um problema. Na verdade, trata-se de um fenômeno — proposto como teoria pelo físico francês Joseph Fourier em 1824 e mais tarde confirmado experimentalmente — que viabiliza a vida na Terra. Os gases do efeito estufa  devolvem à superfície do planeta parte do calor que, na ausência deles, se perderia no espaço. Ocorre que esse efeito vem se intensificando com a concentração crescente de dióxido de carbono, metano e outros gases na atmosfera, resultado da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento. Como consequência, a temperatura média do planeta está em elevação. É um fato. Mas existem  entre os cientistas vozes relevantes que pedem cautela em torno dos reais efeitos do aquecimento global e de como o ser humano o provoca. Assinado em 1997, o Protocolo de Kyoto representou um primeiro passo diplomático no sentido de controlar a emissão global de gases do efeito estufa. O maior problema é que os Estados Unidos, um dos países campeões da poluição, não o ratificaram.

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Externalidade: Termo cascudo do jargão econômico que o discurso ambientalista vai popularizando.  Uma externalidade é uma espécie de efeito colateral da geração de riquezas: um custo  ou benefício que a produção de determinado artigo acarreta para terceiros e que, pelas leis do mercado, jamais se refl etirá no cálculo de  seu valor. Externalidades podem ser positivas ou negativas. No primeiro caso, um bom exemplo é um investimento eficiente em educação pública, que tem diversos tipos de impacto salutar na comunidade em torno da escola. A externalidade negativa mais típica é a poluição. Fórmulas legais como as do passivo ambiental têm se esforçado por “internalizar” tal custo, isto é, incorporá-lo à economia da produção.

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Orgânico: A palavra veio do latim organicus, que tinha significado bem diferente: “relativo a instrumento musical”. Foi provavelmente por influência do francês que ganhou o sentido de “relativo aos órgãos dos seres vivos”. A expressão “agricultura orgânica” surgiu na Inglaterra em 1940, por oposição a “agricultura química”, para designar aquela que dispensava agrotóxicos e adubos químicos (e mais tarde sementes geneticamente alteradas). A princípio uma atividade pouco mais que artesanal, começou a se expandir comercialmente nos anos 1970. Hoje, como “eco” e “verde”, o adjetivo se reveste de conotações fetichistas e marqueteiras: ser orgânico significa ser mais caro, além de supostamente mais saudável, embora “o atual estágio das evidências científicas não corrobore esse ponto de vista”, segundo a agência de alimentos britânica, a Food Standards Agency. Isso levou à proliferação em todo o mundo, nos últimos anos, de selos com variados graus de confiabilidade para atestar o que realmente merece ser chamado de orgânico.

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Passivo ambiental: É o custo associado à degradação ambiental em que incorre uma empresa. Cobre de taxas e multas à recuperação de áreas poluídas, passando pela compra de equipamentos antipoluição exigidos por lei. A referência nesse campo é a legislação aprovada em 2004 pelo Parlamento Europeu, com base no princípio de que “o poluidor paga”. A menos, claro, que tenha excelentes advogados. Mas a tendência internacional é fechar o cerco aos sujismundos.

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Pecuária: A criação de gado é tão central na história da humanidade que a palavra latina pecuaria tem relação de parentesco com os vocábulos “pecuniário” e “pecúlio”, distantes do vocabulário do campo e ligados à ideia de dinheiro. A explicação é simples: por milênios, a riqueza foi medida em cabeças de gado. É recente a ideia de que algo nesse esquema não cheira bem: em 2006, um relatório da ONU acusou o setor pecuarista de ser um dos maiores vilões do agravamento do efeito estufa devido aos gases emitidos por montanhas de esterco.

 

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Pegada ecológica: O conceito foi criado nos anos 1990 por William Rees e Mathis Wackernagel, pesquisadores da universidade canadense de British Columbia, como medida do consumo de recursos naturais pelo homem em relação à capacidade da Terra para repô-los. Calcula-se que hoje a pegada total da humanidade seja de um planeta e meio, o que significa dizer que o consumo de recursos naturais excede em 50% a capacidade de reposição da Terra — um ritmo insustentável, portanto. Em geral, é uma medição que favorece países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento: o Brasil é um dos maiores credores do mundo nessa contabilidade.

 

 

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Reciclagem: O ferro-velho, palavra existente em português desde o século XVII, é a prova de que reciclar — verbo que concentra a ideia de “submeter algo a um novo ciclo” — é uma ideia antiga. No entanto, na forma de programas organizados que envolvem governos, iniciativa privada e cidadãos comuns, a reciclagem viveu seus primeiros dias de glória durante a II Guerra Mundial. Tratava-se de reciclar sobretudo metal para municiar a indústria de armamentos. A partir dos anos 1970, a própria reciclagem se reciclou e, sob a lógica da ecologia, incorporou outros materiais, principalmente vidro, plástico e papel. O Brasil apresenta índices conflitantes nesse quesito: líder mundial em reciclagem de latinhas de alumínio, com bom desempenho também no reaproveitamento de papelão e garrafas PET, tem apenas 18% de seus municípios com algum tipo de coleta seletiva. Paradoxo do atraso: no Brasil, os principais atores da reciclagem, iniciativa de economia sofisticada, são os catadores de lixo, representantes do lumpesinato.

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Verde: A palavra está entre as mais antigas de nossa língua: vinda do latim virides, surgiu já no século X, época que é considerada uma espécie de pré-história do português. Além da cor, nomeava as matas e, por extensão, a “natureza” em geral. Mas foi preciso esperar a ascensão dos movimentos  ambientalistas, nos anos 1960, para que a palavra começasse a ganhar projeção internacional com a acepção de “ecológico,  que tem preocupações ambientais”. A organização Greenpeace (literalmente, “paz verde”) foi fundada em 1971. Os primeiros partidos verdes europeus datam do fim daquela década. Hoje o sentido ambientalista de “verde” está tão consagrado que a palavra virou bordão publicitário. Todo mundo quer ser verde, o que leva governos e organizações não governamentais a criar uma profusão de “selos  verdes” para certificar produtos e empresas que, segundo critérios variados, têm o direito de se proclamar assim.

 

 

 

Foto: Veja Ciência

 

Responsabilidade Social: Outra boa ideia que corre o risco de ser engolida pelo excesso de esperteza. Mais que uma expressão da moda,a responsabilidade social — de preferência com o auxílio de outro adjetivo, ambiental — tornou-se o xodó da comunicação corporativa no terceiro milênio. Acredita-se que tenha poderes  mágicos: se de fato há empresas socialmente responsáveis,também existem as que, com a ajuda de protocolos ensinados por profissionais especializados, dão publicidade máxima a bondades mínimas em busca de uma reciclagem
de imagem pública que garanta ficha imaculada a poluidores históricos, diplomas de mecenas a notórios filisteus etc.

 

 

 

 

 

Fonte: Veja Ciência


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Árvores não são bem estudadas’, critica jornalista americano

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20.
Após 2 anos de expedição, biólogo montou banco de dados sobre plâncton.

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20 (Foto: Lilian Quaino / G1)

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20 (Foto: Lilian Quaino / G1)

“Por que se preocupar com a morte das árvores? Todo cientista a quem pergunto isso diz que não sabe”, disse o jornalista americano Jim Robbins, que ao falar na manhã da última terça-feira (12) no segundo e último dia das palestras do TEDxRio+20, mostrou slides de sua casa em Montana e disse que todas as árvores que apareciam na imagem estavam mortas, principalmente por causa da elevação de dois graus na temperatura nos últimos 20 anos.

O TEDxRio+20, que começou na segunda-feira (11), faz parte do projeto Humanidade 2012, que acontece no Forte de Copacabana, na Zona Sul do Rio, num evento paralelo à Rio+20. O TEDxRio+20 reúne profissionais de todas as áreas com ideias e projetos para um mundo melhor.

Para Robbins, as árvores não foram e ainda não são bem estudadas:

“Quase nada se sabe. Entendem de produção de madeira, mas fatos sobre a árvore viva não são conhecidos”, disse ele, contando que em todas as cidades americanas há campanhas para que se plantem e preservem as árvores.

O jornalista, que escreve sobre meio ambiente, disse que as árvores bloqueiam raios ultravioleta, que causam câncer, servem como escudo para o calor e purificam a água: “Na África, grandes áreas de terra desertificada foram recuperadas com o plantio de árvores”, disse.

O biólogo Colombam de Vargas falou na TEDxRio+20 sobre sua expedição de dois anos e meio por todos os mares do planeta pesquisando o plâncton. Colomban é formado na Universidade de Genebra e mestre de pesquisa no Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na estação biológica de Roscoff, na França. Segundo disse, ele e seus companheiros de expedição têm hoje o maior banco de dados sobre plâncton do mundo.

Colombam é um apaixonado pelo plâncton, que segundo explicou compões 98% do volume da biosfera. E é particularmente interessado em protistas, microorganismos encontrados nos plânctons que fabricam calcita e criam esqueletos, num processo em que, segundo o biólogo, inclui nanotecnologia.

 

Fonte: G1


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Ministra critica legislação ambiental

Na abertura do ciclo de debates do MMA na Rio+20, Izabella Teixeira criticou ‘miopia ambiental’ no País e a falta de comunicação entre as esferas governamentais.

Com duras críticas à legislação ambiental brasileira, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu na manhã de ontem (11) o ciclo de debates “Brasil sustentável – o caminho para todos”, que antecede a conferência da ONU Rio+20. Durante o encontro, que reuniu pesquisadores e especialistas no assunto no auditório Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a ministra discutiu a situação das Unidades de Conservação e o futuro das florestas do País. “As leis, da forma como estão estabelecidas atualmente, impedem muitas soluções que resolveriam problemas ambientais. Precisamos de debates concretos que levem a estruturação desse sistema”, declarou.

 

Durante o evento, Izabella Teixeira anunciou ter pedido ao Instituto Chico Mendes um mapa de todas as Unidades de Conservação do País e um levantamento com os problemas que elas enfrentam. A ministra garantiu, sem estipular um prazo específico, que as informações serão colocadas na internet para que a sociedade possa acompanhar a situação das áreas e ajudar a preservá-las. A medida também deve facilitar a regularização fundiária.

 

“Temos parques com mais de 70 anos onde até hoje não indenizamos as pessoas. Em outras Unidades de Conservação, temos assentamentos enormes. É complexo, é complicado, mas temos que fazer, nem que leve 20 anos”, afirmou.

 

Outro alvo de crítica de Izabella foi a falta de comunicação entre as esferas federais, estaduais e os municípios nas ações de preservação do meio ambiente, além da pouca compreensão da sociedade com relação a algumas questões.

 

Apesar das críticas, a ministra fez questão de enumerar alguns avanços obtidos na área ambiental, como a diminuição do desmatamento. Segundo ela, o Brasil também é o único país do mundo a impor limites de proteção ambiental à propriedade privada. “Quando criamos uma área protegida, parece que envernizamos o desenvolvimento do local, e é justamente o oposto. O agricultor vai aumentar a produtividade quando recuperar uma área que ele desmatou no passado. Fomos capazes de evoluir em muitos temas. Em outros, nem tanto.”

 

Crescimento econômico - Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff usou seu programa semanal de rádio para reforçar o discurso de que é possível combinar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. Dilma disse que “o Brasil tem dado um grande exemplo de respeito ao meio ambiente” e destacou que o País vai defender na Rio+20 que “crescer, incluir e proteger são três eixos com a mesma importância”. Segundo Dilma, o País tem sido citado pela ONU como referência na área ambiental.

 

“O Brasil tem dado um grande exemplo de respeito ao meio ambiente, mas também de capacidade de combinar a proteção da natureza com a redução da pobreza e o crescimento econômico. Na última década, elevamos 40 milhões de brasileiros à classe média, tiramos outras dezenas de milhões da pobreza e, ao mesmo tempo, reduzimos drasticamente o desmatamento da Amazônia e mantivemos o crescimento econômico”, disse a presidente, que amanhã (13) vai inaugurar o Pavilhão Brasil da Rio+20.

 

No “Café com a presidente”, Dilma destacou que, desde 2004, houve uma redução de 77% no índice de desmatamento ilegal no Brasil. Segundo a presidente, no ano passado, foi registrado “o menor desmatamento da História do País”. “O Brasil, que já tem o privilégio de abrigar a maior área de florestas tropicais do mundo, pode se orgulhar também de conseguir protegê-las cada vez mais”, afirmou.

 

A presidente disse ainda que a redução no nível de desmatamento no País se deve à “forte ação do governo na fiscalização”, com punição aos desmatadores, num trabalho combinado do Ibama, das Forças Armadas, da Polícia Federal e dos governos estaduais.

 

Acordo difícil - Em encontro com o prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro, o secretário-geral da ONU para a Rio+20, Sha Zukang, reconheceu a dificuldade em estabelecer um acordo entre todos os países presentes. Para o diplomata chinês, o mundo retrocedeu, desde a Rio 92, na conservação ambiental, embora seja mais rico do que duas décadas atrás.

 

Zukang, porém, fez suas confissões sem perder o otimismo. O secretário acredita que será possível fechar esta semana os 200 parágrafos ainda em negociação do acordo que as Nações Unidas esperam endossar no fim da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável. Por enquanto, 75% do documento seguem sem definição.

 

Embora diplomatas de diversos blocos de países já estejam debruçados sobre o acordo, as negociações formais ocorrerão apenas de quarta a sexta-feira.

 

A Rio+20 não contará com o presidente americano, Barack Obama nem com os primeiros-ministros do Reino Unido, David Cameron, e da Alemanha, Angela Merkel. Ainda assim, Zukang não considera que os possíveis acertos firmados na próxima semana serão esvaziados. O secretário da ONU evitou comentar a ausência dessas autoridades. “Cada um deles será representado por pessoas de alto nível, capazes de ratificar as decisões. Mas, se eles [Obama, Cameron e Merkel] tiverem algum tempo, ficaremos muito felizes que venham”, declarou.

 

Até agora, 134 chefes de Estado e governo já se inscreveram para discursar durante a conferência. Vinte anos atrás, foram 108. “Nosso trabalho não será mudar os princípios firmados na Rio 92, mas incluir outros. Temos novas preocupações, como direitos humanos e mudanças climáticas”, ressaltou Zukang. “Passaram 20 anos e não vimos progresso em temas como desenvolvimento sustentável e proteção ambiental. Na verdade, retrocedemos. Tudo o que estabelecemos àquela época é tão ou mais válido atualmente”.

 

Todos concordam, segundo o secretário, que atingir o desenvolvimento sustentável é “um trabalho difícil”. Isso porque a expressão, para sair do discurso e virar política pública, dependeria de três pilares: progresso econômico, social e ambiental. Embora o primeiro fator esteja melhor do que duas décadas atrás, os outros seguem questionáveis.

 

“Integrar os três pilares é muito complicado, até porque os países não estão no mesmo nível e cada um tem sua prioridade. O modelo atual de desenvolvimento, com o crescimento populacional, não se sustenta. Por isso acredito que podemos acertar soluções para os principais problemas”, alegou.

 

Com uma sociedade civil cada vez mais engajada na causa ambiental, o secretário chinês considera inevitável que a Rio+20 tenha um final feliz. “A Rio 92 deixou um grande impacto, mas esta provocará um efeito ainda maior na vida das pessoas, em seu futuro e em sua saúde”, assegurou.

Fonte: O Globo


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Dilma diz que nova lei não deve fragilizar proteção ao meio ambiente

Na ‘Conversa com a Presidenta’, presidente falou sobre Código Florestal.
Dilma também disse que vetou possibilidade de anistia a desmatadores.

Na coluna “Conversa com a Presidenta” desta terça-feira (12), Dilma Rousseff disse que nenhuma legislação nova deve enfraquecer a proteção ao meio ambiente, ao responder pergunta sobre o novo Código Florestal.  Nesta semana, a presidente participa do evento Rio+20, evento das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável.

“Nenhuma legislação nova deve enfraquecer a proteção ao meio ambiente. Vamos continuar crescendo de forma sustentável, com a preservação e a recuperação das áreas desmatadas indevidamente – margens de rios, nascentes e topos dos morros”, diz Dilma Rousseff no texto em que responde perguntas enviadas por leitores, reproduzido por jornais que publicam semanalmente a coluna.

A presidente vetou 12 itens e fez 32 modificações no texto do novo Código Florestal aprovado pelo Congresso. A MP enviada pela presidente recebeu mais de 600 sugestões de mudança.

Dilma disse ainda que vetou qualquer possibilidade de anistia a desmatadores e enviou ao Congresso Nacional uma medida provisória para completar as lacunas jurídicas que restaram no texto legal por conta dos vetos.

“Também mantivemos as normas do antigo Código sobre a reserva legal – área mínima que cada propriedade tem que preservar, para a conservação da biodiversidade. Todos têm que respeitar o meio ambiente e produzir de maneira sustentável. Por isso, a vegetação desmatada em áreas de proteção permanente terá de ser recomposta. Mas isso será feito com justiça”, completou Dilma.

No último sábado, a presidente Dilma Rousseff desautorizou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, a falar sobre a possibilidade de o governo negociar alterações na medida provisória sobre o Código Florestal enviada ao Congresso.

Dilma teria ficado contrariada com reportagem na edição deste sábado do jornal “O Globo”, na qual o ministro afirma que integrantes do governo sinalizam com a possibilidade de negociar emendas de interesse da bancada ruralista para facilitar a aprovação da medida provisória editada pelo governo.

Fonte: G1


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