17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Mudanças climáticas podem ser mais rápidas que a capacidade de migração de alguns mamíferos

Estudo indica que pelo menos 9% dos mamíferos do continente americano não vão conseguir migrar a tempo para novos habitats

Um estudo publicado nesta segunda-feira na revista PNAS conclui que muitos mamíferos não conseguirão migrar para outras regiões a tempo de escapar dos efeitos trazidos pelas mudanças climáticas sobre seus habitats.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Washington, em Seattle, mostrou que, ao longo do continente americano, pelo menos 9% dos mamíferos não vão conseguir acompanhar a velocidade das mudanças climáticas. Em algumas regiões, esta taxa chega a 40%. A variação se deve ao fato de que certas paisagens são mais difíceis de vencer. Os animais que vivem nos trópicos, por exemplo, geralmente têm que percorrer distâncias maiores para chegar a um território com clima mais adequado do que aqueles que vivem em regiões de montanha.

A migração de animais já aconteceu em outros episódios em que a Terra sofreu alterações climáticas. Neste estudo, os autores buscam verificar se algumas espécies serão capazes de encontrar a tempo locais adequados para sobreviver, considerando a velocidade das mudanças climáticas e as alterações da paisagem provocadas pelo homem.

“Eu acho que é importante verificar que, quando o clima mudou no passado, entre períodos glaciares e interglaciares e o alcance das espécies expandiu e contraiu, a paisagem não estava coberta por campos de agricultura, estradas imensas e estacionamentos. Então as espécies podiam se locomover mais livremente pela paisagem”, diz Josh Lawler, coautor do estudo e professor da Universidade de Washington.

“Nós subestimamos a vulnerabilidade dos mamíferos às mudanças climáticas quando olhamos as projeções de áreas com climas adequados sem incluir também a capacidade dos mamíferos de se locomoverem”, explica Carrie Schloss, principal autora do estudo.

Grupos afetados — O estudo mostrou que primatas – micos, macacos-aranhas, saguis e bugios, alguns já ameaçados de extinção – terão mais dificuldades para migrar. Já o grupo dos vencedores da corrida contra a mudança climática será formado por coiotes, lobos, veados, renas, tatus e tamanduás.

“Os primatas do continente americano, por exemplo, levam anos para se tornarem sexualmente ativos. Isso contribui para sua baixa taxa de dispersão e uma razão para eles se tornarem vulneráveis”, diz Schloss. “Esses fatores indicam que quase todos os primatas desse continente terão uma redução de 75% de sua distribuição territorial”, explica Schloss.

Redução de hábitat  —  Cientistas calculam que 87% das espécies de mamíferos deverão sofrer reduções de seus territórios e que 20% dessas reduções serão provocadas pela limitação da capacidade de dispersão desses animais, já que o número de áreas com climas apropriados vai ser reduzido.

O estudo foi feito com análise de 493 espécies de mamíferos de diversos tamanhos ao longo do continente americano.  É o primeiro estudo a avaliar não só a existência de habitats adequados no futuro, mas a capacidade de espécies de mamíferos alcançá-los a tempo.

Cálculo das velocidades —  A velocidade de migração de cada espécie foi calculada considerando massa, tipo de dieta, intervalo entre gerações e as distâncias a serem percorridas. Nos mamíferos, a migração acontece geralmente uma vez a cada geração.

Os autores compararam esses dados com a velocidade das mudanças climáticas para as próximas décadas baseada em 10 modelos climáticos globais e com a emissão de gases causadores do efeito estufa apontados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O estudo considerou apenas mudanças climáticas como causadores da migração de animais – a competição entre espécies não foi levada em conta. A ocupação humana do território também foi levada em conta como um impeditivo para migração de algumas espécies.

“Nossas previsões são bastante conservadoras, ou até otimistas, visto o que pode acontecer. Nossas aproximações assumem que os animais vão na direção necessária para evitar ao máximo as mudanças climáticas”, conclui Lawer.

Saiba mais

IPCC
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (em inglês, Intergovernmental Panel on Climate Change) foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a fim de produzir informações relevantes para a compreensão das mudanças climáticas. Por sua contribuição ao tema, o IPCC ganhou o Nobel da Paz em 2007. Entre os 831 especialistas do Painel que vão redigir seu quinto relatório de avaliação climática, a ser publicado em 2014, 25 são brasileiros.

Fonte: Veja Ciência


4 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Corais brasileiros são ameaçados por espécie do Oceano Pacífico

Espécie conhecida como ‘coral sol’ se espalha, sufoca e mata rapidamente.
Biólogo diz que espécie pode ir para a região de Abrolhos.

No laboratório do Instituto de biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), os pesquisadores confirmaram o que mais temiam: o coral invasor chegou à Baía de Todos os Santos. Biólogos e oceanólogos estão avaliando o tamanho do problema.

A espécie invasora conhecida como coral sol se espalha, sufoca e mata rapidamente. Em uma área próxima a Ilha de Itaparica ele ocupou todos os espaços de um recife. As colônias nativas que ainda não foram atingidas estão ameaçadas. O invasor é uma espécie asiática, veio das águas do Índico e do Pacífico. Entrou no Brasil pelo Rio de Janeiro, mas já chegou a Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e por último a Baía de Todos os Santos.

A grande ameaça agora, segundo os pesquisadores é a migração do coral sol para o extremo sul da Bahia. Se isso acontecer ele irá alterar uma das regiões mais ricas do oceano atlântico, que fica na região dos Abrolhos, onde fica localizada no 1º Parque Marinho do Brasil concentra corais raros e o maior banco de recife do sul do atlântico. Oito espécies são exclusivas da área.

O biólogo José Amorim confirma que a corrente marítima pode levar a espécie invasora para a região de Abrolhos. “Sem dúvida é uma via de acesso”, diz.

Onde o coral sol se instala a vida marinha praticamente desaparece. Ele cresce três vezes mais rápido do que os nativos e nem precisa de parceiro para procriar, conseguindo se reproduzir até quando é arrancado do mar.

“Essa é uma estratégia reprodutiva que ele tem de se reproduzir no ambiente”, explicou o biólogo Ricardo Miranda.

Arrancar as colônias invasoras até o momento é a única alternativa. Para os técnicos da Pro – mar, instituição que se dedica a cuidar da Baía de Todos os Santos, os pescadores podem ajudar nessa missão.

“Os pescadores precisam ser treinados, qualificados. Ter acesso à tecnologia que permite ele fazer a retirada do organismo invasor sem criar maiores problemas ao meio ambiente”, explicou o diretor da Pro-mar, Zé Pescador.

Até a produção pesqueira pode ser afetada pelo invasor. Sessenta e cinco por cento das espécies de peixes da costa brasileira se alimentam nos recifes construídos pelos corais nativos.

 

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/04/corais-brasileiros-sao-ameacados-por-especie-do-oceano-pacifico.html

 

Fonte: Globo Natureza


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

‘Peso pena’ das aves é a campeã dos voos de longa distância

Uma minúscula ave cantora, pesando o correspondente a apenas duas colheres de sopa de açúcar, se revelou uma verdadeira maratonista dos ares. Ela cobre uma rota migratória –do Ártico à África, em ida e volta– uma distância de até 29 mil quilômetros, afirmaram cientistas.

O tamanho do pequeno pardal, conhecido como chasco-cinzento ou chasco-do-monte (Oenanthe oenanthe) pesa apenas 25 gramas, mas os biólogos que catalogaram o pássaro insetívoro de plumagem marrom e branca ficaram impressionados com seu desempenho em voo.

Eles prenderam minúsculos geolocalizadores, pesando apenas 1,2 grama, a 46 avezinhas no Alasca e na Ilha de Baffin, no nordeste do Canadá.

As aves do Alasca passaram o inverno na África antes de voltar para casa, uma viagem correspondente, em cada trecho, a cerca de 14.500 km, voando em média 290 km por dia.

Eles sobrevoaram a Sibéria e o deserto arábico, rumo ao Sudão, a Uganda e ao Quênia, uma jornada que levou cerca de 91 dias na ida a e 55 dias na volta.

Um pássaro catalogado, procedente da ilha de Baffin, sobrevoou o Atlântico Norte, pousou na Bretanha (oeste da França), e seguiu para o sul, cruzando a Europa continental, o Mediterrâneo e o Saara para passar o inverno na costa da Mauritânia, no oeste da África, levando 26 dias para ir e 55 para voltar em uma viagem de 7.500 km, aproximadamente.

“Estas são rotas migratórias incríveis, particularmente para aves deste tamanho”, declarou Ryan Norris, da Universidade de Guelph, em Ontário, Canadá.

“Pense em algo menor do que um tordo [espécie de pássaro pequeno], mas um pouco maior do que um tentilhão, que cresce na tundra ártica e alguns meses depois se alimenta na África para o inverno”, acrescentou.

O estudo será publicado na edição desta quarta-feira do jornal “Biology Letters”, um periódico da Royal Society, academia britânica de ciências.

Aves com maiores envergaduras, tais como o cuco e o albatroz, são conhecidas por suas migrações transcontinentais, mas este estudo dá evidências de que uma ave cantora é capaz de fazer o mesmo, afirmaram os cientistas.

“Considerando seu tamanho, esta é uma das maiores migrações, ida e volta, de qualquer ave no mundo e traz à tona questões sobre como uma ave deste tamanho consegue dar conta de jornadas tão exigentes fisicamente duas vezes ao ano, particularmente para os indivíduos jovens que migram sozinhos”, acrescentaram.

Fêmea de um chasco-cinzento, com um geolocalizador nas costas; ave é capaz de fazer grandes distâncias

Fêmea de um chasco-cinzento, com um geolocalizador nas costas; ave é capaz de fazer grandes distâncias. Heiko Schmaljohann/France Presse

Fonte: Da France Presse


6 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas inglesas evoluíram para fugir do aquecimento global, diz pesquisa

Espécie de borboleta que vivia apenas no sul do Reino Unido migrou para o norte, mais frio. Pesquisa identificou mudanças genéticas em grupos migrantes

Borboletas inglesas estão migrando para o norte do país para fugir das mudanças climáticas e se adaptando a novos habitats para sobreviver, segundo cientistas das universidades de Bristol e Sheffield, ambas da Grã-Bretanha. De acordo com os pesquisadores, é o primeiro caso documentado de evolução de uma espécie causada pelo aquecimento global.

“Nós comparamos marcadores genéticos do DNA dessas borboletas com diferentes populações de borboletas do Reino Unido e notamos que esses marcadores mostraram diferenças entre grupos da mesma espécie”, afirmou o biólogo James Buckley, do Instituto de Biodiversidade da Universidade de Glasgow, na Escócia, em entrevista ao site de VEJA. “Essas diferenças nesses marcadores indicam que houve mudança evolutiva durante a expansão para o norte. Mas, com esses dados, ainda não conseguimos identificar que genes podem estar sob seleção”, completa.

Esses marcadores genéticos são pontos específicos do DNA das borboletas. Eles são comparados com marcadores que estão na mesma posição no DNA de outros animais, para identificar diferenças genéticas entre elas.

As borboletas, da espécie Brown Argus (Aricia agestis), eram endêmicas na região sul da Grã-Bretanha, mas começaram a ser vistas na parte mais ao norte da ilha, em regiões da Escócia. A pesquisa buscou entender o papel da evolução nessa migração e os resultados foram publicados nesta quarta-feira na versão digital da revista Molecular Ecology.

Segundo os pesquisadores, outras espécies animais estão migrando para o norte, mas, provavelmente, muitas não conseguirão se adaptar à nova moradia. A capacidade evolutiva da Brown Angus impressiona porque a espécie, que voa baixo e se alimenta do pólen de flores, está habitando paisagens diferentes entre si e da região original onde eram encontradas originalmente.

Buckley acrescenta que essas descobertas são importantes pois entender a probabilidade e velocidade de mudanças adaptativas ajuda a determinar a taxa de extinção de espécies com as mudanças climáticas em curso.

Borboleta Brown Angus

Borboleta Brown Angus. A espécie inglesa está evoluíndo e migrando do sul para o norte do país para escapar das mudanças climáticas (Neil Hulme/Butterfly Conservation)

Fonte: Veja Ciência


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Baleia com mais de 20 toneladas é encontrada morta em praia da França

Exemplar pertencente à família das Balaenopteridae foi visto nesta terça.
Chegada do inverno na Europa faz baleias migrarem para Hemisfério Sul.

Um exemplar de baleia-de-bossa, pertencente à família das Balaenopteridae, com cerca de 20 toneladas foi encontrado nesta terça-feira (29) por surfistas em uma praia na região de Pointe de la Torche, próximo  à cidade de Brest, no oeste da França. (Foto: Fred Tanneau/AFP)

Um exemplar de baleia-de-bossa ou rorqual, pertencente à família das Balaenopteridae, com mais de 20 toneladas foi encontrado nesta terça-feira (29) por surfistas em uma praia na região de Pointe de la Torche, próximo à cidade de Brest, no oeste da França. (Foto: Fred Tanneau/AFP)

No início do inverno, as baleias começam a sua migração rumo a águas mais quentes do Hemisfério Sul e passam por áreas mais distantes da costa da Bretanha. (Foto: Fred Tanneau/AFP)

No início do inverno na Europa, as baleias começam a sua migração rumo a águas mais quentes do Hemisfério Sul e passam por áreas mais distantes da costa francesa. (Foto: Fred Tanneau/AFP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Mudanças climáticas forçam espécies a migrar mais rápido

As mudanças climáticas parecem estar forçando muitos seres vivos a emigrar para locais mais favoráveis até três vezes mais rapidamente do que se pensava até agora, segundo um estudo publicado esta quinta-feira (18) na revista Science.

Cientistas compilaram estudos anteriores sobre a migração das espécies e os combinaram em uma meta-análise que demonstrou uma clara tendência de movimento rumo a climas mais frios, com migrações mais rápidas nos locais onde o calor é mais intenso.

“Estas mudanças equivalem a um distanciamento de animais e plantas em relação ao Equador de 20 centímetros por hora, a cada hora do dia, durante todos os dias do ano”, disse o responsável pelo projeto, Chris Thomas, professor de Biologia na Universidade de York, no Reino Unido.

“Isto tem acontecido nos últimos 40 anos e vai continuar pelo menos durante o restante deste século”, acrescentou.

O estudo é “um resumo do estado de conhecimento do mundo sobre como as espécies estão respondendo às mudanças climáticas”, explicou a co-autora do trabalho e professora de Ecologia de York, Jane Hill. “Nossa análise mostra que as taxas de resposta às mudanças climáticas são duas ou três vezes mais rápidas do que se pensava”, sustentou.

Os dados provêm de estudos de aves, mamíferos, répteis, insetos, aranhas e plantas em Europa, América do Norte, Chile, Malásia e ilha de Marion, na África do Sul.

Ao agrupar os estudos e analisar seus resultados, os cientistas encontraram pela primeira vez um vínculo entre o aumento da temperatura e a movimentação dos organismos.

“Esta pesquisa mostra que o aquecimento global está fazendo com que as espécies se movam para os polos e para as elevações mais altas”, destacou outro dos autores do estudo, I-Ching Chen, pesquisador da Academia Sinica, em Taiwan.

“Demonstramos pela primeira vez que a mudança na distribuição das espécies se correlaciona com as mudanças do clima nessa região”, afirmou.

Estudos anteriores sugeriram que algumas espécies estão em risco de extinção devido à sua mudança de habitat, mas estes não se aprofundam no tema.

Ao invés disto, os cientistas disseram esperar que a análise dê uma imagem mais precisa das mudanças que acontecem em todo o planeta.

“A comprovação de quão rápido as espécies estão se movimentando devido às mudanças climáticas indica que muitas, de fato, podem estar se encaminhando rapidamente para a extinção onde as condições climáticas estão se deteriorando”, afirmou Thomas. “Por outro lado, outras espécies estão migrando para novas áreas, onde o clima se tornou adequado, de forma que haverá alguns ganhadores e muitos perdedores”, afirmou.

Fonte: Portal iG


27 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote de baleia jubarte é encontrado morto em praia no sul da Bahia

filhote de baleia jubarte (Foto: Divulgação/ Pat Ecosmar)

Tecidos e órgãos foram coletados para tentar identificar causas da morte (Foto: Divulgação/ Pat Ecosmar)

Mamífero estava encalhado e tinha cerca de dois meses.
Anualmente as baleias migram para a região sul para terem filhotes.

Um filhote de baleia jubarte foi encontrado morto em uma praia da orla norte de Santa Cruz de Cabrália, no sul da Bahia, na noite de segunda-feira (25), segundo informações do Instituto Pat Ecosmar. A baleia ficou encalhada na praia, localizada no distrito de Santo André, até a manhã desta terça-feira (26) e foi retirada pela Pat Ecosmar e pelo Instituto Baleia Jubarte.

O filhote tinha dois meses e quatro metros de comprimento. Segundo Paolo Botticelli, coordenador das equipes de campo da Pat Ecosmar, o animal ainda tinha partes do cordão umbilical e, provavelmente, foi um dos primeiros nascidos na região sul da Bahia na temporada de 2011.

Não foram encontrados ferimentos na baleia, que teve tecidos e órgãos coletados na tentativa de identificar as causas da morte do mamífero.

Botticelli informou ainda que este é o segundo filhote de baleia encontrado morto na região da Costa do Descobrimento, no sul da Bahia, em 2011. O coordenador das equipes de campo da Pat Ecosmar explica que anualmente, a partir do mês de julho, as baleias jubarte migram do hemisfério norte para regiões mais quentes, como o sul da Bahia, para ter filhotes.

“É comum que os filhotes nasçam nessas regiões. As mães migram para cá porque eles nascem com pouca gordura e não conseguem suportar o frio das águas do norte. Depois que ganham uma ‘capa’ os filhotes migram de volta para a região de origem, mais ou menos entre outubro e novembro”, finaliza.

O filhote de baleia jubarte encontrado morto na praia de Santa Cruz de Cabrália foi enterrado em uma área pouco movimentada da região, em uma profundidade de três a quatro metros, obedecendo às exigências sanitárias.

Fonte: Lílian Marques, do G1, Bahia.


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Filhotes de urso-polar morrem mais ao migrar, diz estudo

A mortalidade de filhotes de urso-polar que são obrigados a nadar longas distâncias com suas mães devido ao degelo do Ártico aparentemente é maior do que entre aqueles que não migram.

O estudo recente, produzido pela organização ambientalista World Wildlife Fund, é o primeiro a mostrar a migração como um fator de grande risco às espécies mais jovens.

Satélites foram usados para acompanhar 68 ursas-polares equipadas com colares GPS, entre 2004-2009, que tiveram de nadar longas distâncias.

Durante o tempo em que permaneceram com o GPS, 11 ursas que nadaram por muito tempo tiveram crias. Destas, cinco perderam os filhotes durante a travessia. Ou seja, uma mortalidade de 45%. No grupo de ursas que não migraram, o índice caiu para 18%.

Os ursos-polares caçam, alimentam-se e procriam no gelo ou em terra, e não são criaturas aquáticas.

“Eles são como nós”, diz o coautor do estudo, Geoff York. “Eles não podem fechar as passagens nasais em águas tempestuosas.”]

Além disso, os jovens não possuem gordura suficiente para se manterem por muito tempo em águas frias, alerta Steve Amstrup, um ex-cientista que trabalhou no instituto de pesquisas geológicas dos EUA, o U.S. Geological Survey.

Foto de ursa polar com filhotes tirada na baía de Hudson, no Canadá, pela ONG ambientalista World Wildlife Fund

Foto de ursa polar com filhotes tirada na baía de Hudson, no Canadá, pela ONG ambientalista World Wildlife Fund(Geoff York/Reuters )

Entre famílias de ursos-polares que migraram, a taxa de mortalidade dos filhotes é de 45%, segundo estudo

Entre famílias de ursos-polares que migraram, a taxa de mortalidade dos filhotes é de 45%, segundo estudo. (Geoff York/Reuters)

Fonte: DA REUTERS


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Tartarugas-de-couro fazem travessia transoceânica

Equipamentos de rastreamento via satélite lançaram luz sobre uma impressionante odisseia transatlântica realizada pela tartaruga-de-couro, uma das mais antigas espécies do mundo, que se lança em uma corrida alimentar antes de procriar, disseram cientistas esta quarta-feira (4).

Biólogos da Universidade de Exeter, no sudoeste da Inglaterra, instalaram minúsculos rastreadores em 25 tartarugas fêmeas em suas áreas de procriação no Gabão, centro-oeste da África, e monitoraram seus movimentos nos cinco anos seguintes.

Três rotas migratórias emergiram à medida que as tartarugas se dirigiam a águas repletas de comida no Atlântico, construindo reservas nos próximos dois a cinco anos antes de retornar ao Gabão para se reproduzir, afirmaram.

Uma das rotas levou a uma zona circular no meio do Atlântico, entre a África central e o Brasil, e outra rota foi registrada bem mais ao sul, além do Cabo da Boa Esperança.

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Uma terceira cruza, reto como uma flecha, o Atlântico até a costa da América do Sul, uma travessia oceânica de 7.563 quilômetros.

“Apesar da pesquisa extensiva realizada sobre as tartarugas-de-couro, ninguém tinha certeza até agora sobre as jornadas que fazem no Atlântico sul”, disse Matthew Witt, do Centro de Ecologia e Conservação da universidade britânica.

“O que demonstramos é que há três rotas migratórias claras quando elas retornam para seus locais de alimentação, após o acasalamento no Gabão, embora o número de indivíduos que adota cada estratégia varie a cada ano. Nós não sabemos o que influencia esta escolha ainda, mas sabemos que há jornadas realmente consideráveis”, acrescentou.

As descobertas, publicadas em Proceedings B, revista da Real Sociedade britânica, também demonstraram que as tartarugas também cruzam rotas usadas por traineiras.

Estas são embarcações que lançam no mar um rastro de anzóis para pegar peixes, mas que acabam capturando acidentalmente tartarugas e albatrozes.

“Todas as rotas que identificamos levam as tartarugas de couro por áreas sensíveis para a indústria de pesca”, disse o colega de Witt, Brendan Godley.

“Conhecer as rotas também nos ajudou a identificar pelo menos 11 países que devem estar envolvidos em esforços de preservação, bem como aqueles com frotas de pesca de longa distância”, emendou.

As tartarugas-de-couro são a espécie maior, que viaja mais longe e mergulha mais fundo entre todas as espécies do planeta, alcançando dois metros de comprimento e excedendo os 900 quilos.

Sua população se manteve relativamente estável no Atlântico, mas declinou de forma alarmante no Pacífico, o que tem sido atribuído à captura acidental por traineiras e à perda de áreas de procriação devido à ocupação costeira.

Fonte: G1


30 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Marreca monitorada volta para China após viajar 12 mil km

O primeiro marreco selvagem com um tipo de transmissor “acoplado” acaba de retornar para Hong Kong, na China, após viajar 12 mil km durante cerca de dez meses.

O bicho – uma fêmea – e mais 22 outros da sua espécie Anas acuta, conhecida como marreca-arrebio, receberam transmissores movidos a energia solar há um ano.

Os equipamentos foram instalados por cientistas da ONG internacional WWF, num projeto realizado em parceria com a Universidade de Hong Kong e com outras instituições científicas.

Os dados do transmissor mostram que o animal que retornou à China deixou aquele país no dia 25 de fevereiro e começou uma peregrinação migratória pelo Ártico e outras regiões.

A marreca completou o circuito ártico no meio de junho. Depois parou no leste e nordeste da China e na Coreia do Sul antes de atingir a Sibéria, onde ficou por três meses para reprodução.

Em seguida, já em setembro, o bicho seguiu viagem, desta vez para o sul.

A marreca atingiu uma velocidade média de 50 km por hora e chegou a viajar por 1.700 km durante três dias seguidos. A parada para o descanso depois dessa maratona foi primeiro na Rússia e, em seguida, no Japão.

Depois disso, o bicho seguiu de volta para a China após terem circulado nada menos do que 12 mil km.

Pelo google – Durante a jornada dos marrecos, os cientistas da WWF usaram uma ferramenta da Google – o Google Earth – para identificar, por meio dos transmissores, por onde voavam as aves.

Uma das pesquisadores envolvidas no projeto, Katherine Leung, da WWF de Hong Kong, disse à imprensa que a ONG conseguiu colher informações importantes sobre o movimento migratório de aves por meio do projeto.

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De acordo com Leung, os marrecos passaram por uma série de infortúnios no seu processo migratório, que vão desde predadores naturais até doenças fatais.

“Conhecer a rota migratório dos marrecos pode nos ajudar a protegê-los no futuro”, disse a cientista.

Apenas dois marrecos do grupo seguem com seus transmissores funcionando. Os outros, acredita a WWF, podem ter deixado o equipamento cair ou podem ter sido caçados por onde passaram.

Por exemplo, um dos bichos do grupo deve ter sido abatido na Rússia, onde foi encontrado seu transmissor. Outro membro do grupo parece ter se desviado da rota e foi parar na Coreia do Norte, onde ficou por um mês.

Os cientistas estão interessados na migração também para entender uma possível rota da gripe aviária – doença viral que atinge as aves e matou seis pessoas em Hong Kong, em 1997. (Fonte: Folha.com)






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17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Mudanças climáticas podem ser mais rápidas que a capacidade de migração de alguns mamíferos

Estudo indica que pelo menos 9% dos mamíferos do continente americano não vão conseguir migrar a tempo para novos habitats

Um estudo publicado nesta segunda-feira na revista PNAS conclui que muitos mamíferos não conseguirão migrar para outras regiões a tempo de escapar dos efeitos trazidos pelas mudanças climáticas sobre seus habitats.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Washington, em Seattle, mostrou que, ao longo do continente americano, pelo menos 9% dos mamíferos não vão conseguir acompanhar a velocidade das mudanças climáticas. Em algumas regiões, esta taxa chega a 40%. A variação se deve ao fato de que certas paisagens são mais difíceis de vencer. Os animais que vivem nos trópicos, por exemplo, geralmente têm que percorrer distâncias maiores para chegar a um território com clima mais adequado do que aqueles que vivem em regiões de montanha.

A migração de animais já aconteceu em outros episódios em que a Terra sofreu alterações climáticas. Neste estudo, os autores buscam verificar se algumas espécies serão capazes de encontrar a tempo locais adequados para sobreviver, considerando a velocidade das mudanças climáticas e as alterações da paisagem provocadas pelo homem.

“Eu acho que é importante verificar que, quando o clima mudou no passado, entre períodos glaciares e interglaciares e o alcance das espécies expandiu e contraiu, a paisagem não estava coberta por campos de agricultura, estradas imensas e estacionamentos. Então as espécies podiam se locomover mais livremente pela paisagem”, diz Josh Lawler, coautor do estudo e professor da Universidade de Washington.

“Nós subestimamos a vulnerabilidade dos mamíferos às mudanças climáticas quando olhamos as projeções de áreas com climas adequados sem incluir também a capacidade dos mamíferos de se locomoverem”, explica Carrie Schloss, principal autora do estudo.

Grupos afetados — O estudo mostrou que primatas – micos, macacos-aranhas, saguis e bugios, alguns já ameaçados de extinção – terão mais dificuldades para migrar. Já o grupo dos vencedores da corrida contra a mudança climática será formado por coiotes, lobos, veados, renas, tatus e tamanduás.

“Os primatas do continente americano, por exemplo, levam anos para se tornarem sexualmente ativos. Isso contribui para sua baixa taxa de dispersão e uma razão para eles se tornarem vulneráveis”, diz Schloss. “Esses fatores indicam que quase todos os primatas desse continente terão uma redução de 75% de sua distribuição territorial”, explica Schloss.

Redução de hábitat  —  Cientistas calculam que 87% das espécies de mamíferos deverão sofrer reduções de seus territórios e que 20% dessas reduções serão provocadas pela limitação da capacidade de dispersão desses animais, já que o número de áreas com climas apropriados vai ser reduzido.

O estudo foi feito com análise de 493 espécies de mamíferos de diversos tamanhos ao longo do continente americano.  É o primeiro estudo a avaliar não só a existência de habitats adequados no futuro, mas a capacidade de espécies de mamíferos alcançá-los a tempo.

Cálculo das velocidades —  A velocidade de migração de cada espécie foi calculada considerando massa, tipo de dieta, intervalo entre gerações e as distâncias a serem percorridas. Nos mamíferos, a migração acontece geralmente uma vez a cada geração.

Os autores compararam esses dados com a velocidade das mudanças climáticas para as próximas décadas baseada em 10 modelos climáticos globais e com a emissão de gases causadores do efeito estufa apontados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O estudo considerou apenas mudanças climáticas como causadores da migração de animais – a competição entre espécies não foi levada em conta. A ocupação humana do território também foi levada em conta como um impeditivo para migração de algumas espécies.

“Nossas previsões são bastante conservadoras, ou até otimistas, visto o que pode acontecer. Nossas aproximações assumem que os animais vão na direção necessária para evitar ao máximo as mudanças climáticas”, conclui Lawer.

Saiba mais

IPCC
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (em inglês, Intergovernmental Panel on Climate Change) foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a fim de produzir informações relevantes para a compreensão das mudanças climáticas. Por sua contribuição ao tema, o IPCC ganhou o Nobel da Paz em 2007. Entre os 831 especialistas do Painel que vão redigir seu quinto relatório de avaliação climática, a ser publicado em 2014, 25 são brasileiros.

Fonte: Veja Ciência


4 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Corais brasileiros são ameaçados por espécie do Oceano Pacífico

Espécie conhecida como ‘coral sol’ se espalha, sufoca e mata rapidamente.
Biólogo diz que espécie pode ir para a região de Abrolhos.

No laboratório do Instituto de biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), os pesquisadores confirmaram o que mais temiam: o coral invasor chegou à Baía de Todos os Santos. Biólogos e oceanólogos estão avaliando o tamanho do problema.

A espécie invasora conhecida como coral sol se espalha, sufoca e mata rapidamente. Em uma área próxima a Ilha de Itaparica ele ocupou todos os espaços de um recife. As colônias nativas que ainda não foram atingidas estão ameaçadas. O invasor é uma espécie asiática, veio das águas do Índico e do Pacífico. Entrou no Brasil pelo Rio de Janeiro, mas já chegou a Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e por último a Baía de Todos os Santos.

A grande ameaça agora, segundo os pesquisadores é a migração do coral sol para o extremo sul da Bahia. Se isso acontecer ele irá alterar uma das regiões mais ricas do oceano atlântico, que fica na região dos Abrolhos, onde fica localizada no 1º Parque Marinho do Brasil concentra corais raros e o maior banco de recife do sul do atlântico. Oito espécies são exclusivas da área.

O biólogo José Amorim confirma que a corrente marítima pode levar a espécie invasora para a região de Abrolhos. “Sem dúvida é uma via de acesso”, diz.

Onde o coral sol se instala a vida marinha praticamente desaparece. Ele cresce três vezes mais rápido do que os nativos e nem precisa de parceiro para procriar, conseguindo se reproduzir até quando é arrancado do mar.

“Essa é uma estratégia reprodutiva que ele tem de se reproduzir no ambiente”, explicou o biólogo Ricardo Miranda.

Arrancar as colônias invasoras até o momento é a única alternativa. Para os técnicos da Pro – mar, instituição que se dedica a cuidar da Baía de Todos os Santos, os pescadores podem ajudar nessa missão.

“Os pescadores precisam ser treinados, qualificados. Ter acesso à tecnologia que permite ele fazer a retirada do organismo invasor sem criar maiores problemas ao meio ambiente”, explicou o diretor da Pro-mar, Zé Pescador.

Até a produção pesqueira pode ser afetada pelo invasor. Sessenta e cinco por cento das espécies de peixes da costa brasileira se alimentam nos recifes construídos pelos corais nativos.

 

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/04/corais-brasileiros-sao-ameacados-por-especie-do-oceano-pacifico.html

 

Fonte: Globo Natureza


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

‘Peso pena’ das aves é a campeã dos voos de longa distância

Uma minúscula ave cantora, pesando o correspondente a apenas duas colheres de sopa de açúcar, se revelou uma verdadeira maratonista dos ares. Ela cobre uma rota migratória –do Ártico à África, em ida e volta– uma distância de até 29 mil quilômetros, afirmaram cientistas.

O tamanho do pequeno pardal, conhecido como chasco-cinzento ou chasco-do-monte (Oenanthe oenanthe) pesa apenas 25 gramas, mas os biólogos que catalogaram o pássaro insetívoro de plumagem marrom e branca ficaram impressionados com seu desempenho em voo.

Eles prenderam minúsculos geolocalizadores, pesando apenas 1,2 grama, a 46 avezinhas no Alasca e na Ilha de Baffin, no nordeste do Canadá.

As aves do Alasca passaram o inverno na África antes de voltar para casa, uma viagem correspondente, em cada trecho, a cerca de 14.500 km, voando em média 290 km por dia.

Eles sobrevoaram a Sibéria e o deserto arábico, rumo ao Sudão, a Uganda e ao Quênia, uma jornada que levou cerca de 91 dias na ida a e 55 dias na volta.

Um pássaro catalogado, procedente da ilha de Baffin, sobrevoou o Atlântico Norte, pousou na Bretanha (oeste da França), e seguiu para o sul, cruzando a Europa continental, o Mediterrâneo e o Saara para passar o inverno na costa da Mauritânia, no oeste da África, levando 26 dias para ir e 55 para voltar em uma viagem de 7.500 km, aproximadamente.

“Estas são rotas migratórias incríveis, particularmente para aves deste tamanho”, declarou Ryan Norris, da Universidade de Guelph, em Ontário, Canadá.

“Pense em algo menor do que um tordo [espécie de pássaro pequeno], mas um pouco maior do que um tentilhão, que cresce na tundra ártica e alguns meses depois se alimenta na África para o inverno”, acrescentou.

O estudo será publicado na edição desta quarta-feira do jornal “Biology Letters”, um periódico da Royal Society, academia britânica de ciências.

Aves com maiores envergaduras, tais como o cuco e o albatroz, são conhecidas por suas migrações transcontinentais, mas este estudo dá evidências de que uma ave cantora é capaz de fazer o mesmo, afirmaram os cientistas.

“Considerando seu tamanho, esta é uma das maiores migrações, ida e volta, de qualquer ave no mundo e traz à tona questões sobre como uma ave deste tamanho consegue dar conta de jornadas tão exigentes fisicamente duas vezes ao ano, particularmente para os indivíduos jovens que migram sozinhos”, acrescentaram.

Fêmea de um chasco-cinzento, com um geolocalizador nas costas; ave é capaz de fazer grandes distâncias

Fêmea de um chasco-cinzento, com um geolocalizador nas costas; ave é capaz de fazer grandes distâncias. Heiko Schmaljohann/France Presse

Fonte: Da France Presse


6 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas inglesas evoluíram para fugir do aquecimento global, diz pesquisa

Espécie de borboleta que vivia apenas no sul do Reino Unido migrou para o norte, mais frio. Pesquisa identificou mudanças genéticas em grupos migrantes

Borboletas inglesas estão migrando para o norte do país para fugir das mudanças climáticas e se adaptando a novos habitats para sobreviver, segundo cientistas das universidades de Bristol e Sheffield, ambas da Grã-Bretanha. De acordo com os pesquisadores, é o primeiro caso documentado de evolução de uma espécie causada pelo aquecimento global.

“Nós comparamos marcadores genéticos do DNA dessas borboletas com diferentes populações de borboletas do Reino Unido e notamos que esses marcadores mostraram diferenças entre grupos da mesma espécie”, afirmou o biólogo James Buckley, do Instituto de Biodiversidade da Universidade de Glasgow, na Escócia, em entrevista ao site de VEJA. “Essas diferenças nesses marcadores indicam que houve mudança evolutiva durante a expansão para o norte. Mas, com esses dados, ainda não conseguimos identificar que genes podem estar sob seleção”, completa.

Esses marcadores genéticos são pontos específicos do DNA das borboletas. Eles são comparados com marcadores que estão na mesma posição no DNA de outros animais, para identificar diferenças genéticas entre elas.

As borboletas, da espécie Brown Argus (Aricia agestis), eram endêmicas na região sul da Grã-Bretanha, mas começaram a ser vistas na parte mais ao norte da ilha, em regiões da Escócia. A pesquisa buscou entender o papel da evolução nessa migração e os resultados foram publicados nesta quarta-feira na versão digital da revista Molecular Ecology.

Segundo os pesquisadores, outras espécies animais estão migrando para o norte, mas, provavelmente, muitas não conseguirão se adaptar à nova moradia. A capacidade evolutiva da Brown Angus impressiona porque a espécie, que voa baixo e se alimenta do pólen de flores, está habitando paisagens diferentes entre si e da região original onde eram encontradas originalmente.

Buckley acrescenta que essas descobertas são importantes pois entender a probabilidade e velocidade de mudanças adaptativas ajuda a determinar a taxa de extinção de espécies com as mudanças climáticas em curso.

Borboleta Brown Angus

Borboleta Brown Angus. A espécie inglesa está evoluíndo e migrando do sul para o norte do país para escapar das mudanças climáticas (Neil Hulme/Butterfly Conservation)

Fonte: Veja Ciência


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Baleia com mais de 20 toneladas é encontrada morta em praia da França

Exemplar pertencente à família das Balaenopteridae foi visto nesta terça.
Chegada do inverno na Europa faz baleias migrarem para Hemisfério Sul.

Um exemplar de baleia-de-bossa, pertencente à família das Balaenopteridae, com cerca de 20 toneladas foi encontrado nesta terça-feira (29) por surfistas em uma praia na região de Pointe de la Torche, próximo  à cidade de Brest, no oeste da França. (Foto: Fred Tanneau/AFP)

Um exemplar de baleia-de-bossa ou rorqual, pertencente à família das Balaenopteridae, com mais de 20 toneladas foi encontrado nesta terça-feira (29) por surfistas em uma praia na região de Pointe de la Torche, próximo à cidade de Brest, no oeste da França. (Foto: Fred Tanneau/AFP)

No início do inverno, as baleias começam a sua migração rumo a águas mais quentes do Hemisfério Sul e passam por áreas mais distantes da costa da Bretanha. (Foto: Fred Tanneau/AFP)

No início do inverno na Europa, as baleias começam a sua migração rumo a águas mais quentes do Hemisfério Sul e passam por áreas mais distantes da costa francesa. (Foto: Fred Tanneau/AFP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Mudanças climáticas forçam espécies a migrar mais rápido

As mudanças climáticas parecem estar forçando muitos seres vivos a emigrar para locais mais favoráveis até três vezes mais rapidamente do que se pensava até agora, segundo um estudo publicado esta quinta-feira (18) na revista Science.

Cientistas compilaram estudos anteriores sobre a migração das espécies e os combinaram em uma meta-análise que demonstrou uma clara tendência de movimento rumo a climas mais frios, com migrações mais rápidas nos locais onde o calor é mais intenso.

“Estas mudanças equivalem a um distanciamento de animais e plantas em relação ao Equador de 20 centímetros por hora, a cada hora do dia, durante todos os dias do ano”, disse o responsável pelo projeto, Chris Thomas, professor de Biologia na Universidade de York, no Reino Unido.

“Isto tem acontecido nos últimos 40 anos e vai continuar pelo menos durante o restante deste século”, acrescentou.

O estudo é “um resumo do estado de conhecimento do mundo sobre como as espécies estão respondendo às mudanças climáticas”, explicou a co-autora do trabalho e professora de Ecologia de York, Jane Hill. “Nossa análise mostra que as taxas de resposta às mudanças climáticas são duas ou três vezes mais rápidas do que se pensava”, sustentou.

Os dados provêm de estudos de aves, mamíferos, répteis, insetos, aranhas e plantas em Europa, América do Norte, Chile, Malásia e ilha de Marion, na África do Sul.

Ao agrupar os estudos e analisar seus resultados, os cientistas encontraram pela primeira vez um vínculo entre o aumento da temperatura e a movimentação dos organismos.

“Esta pesquisa mostra que o aquecimento global está fazendo com que as espécies se movam para os polos e para as elevações mais altas”, destacou outro dos autores do estudo, I-Ching Chen, pesquisador da Academia Sinica, em Taiwan.

“Demonstramos pela primeira vez que a mudança na distribuição das espécies se correlaciona com as mudanças do clima nessa região”, afirmou.

Estudos anteriores sugeriram que algumas espécies estão em risco de extinção devido à sua mudança de habitat, mas estes não se aprofundam no tema.

Ao invés disto, os cientistas disseram esperar que a análise dê uma imagem mais precisa das mudanças que acontecem em todo o planeta.

“A comprovação de quão rápido as espécies estão se movimentando devido às mudanças climáticas indica que muitas, de fato, podem estar se encaminhando rapidamente para a extinção onde as condições climáticas estão se deteriorando”, afirmou Thomas. “Por outro lado, outras espécies estão migrando para novas áreas, onde o clima se tornou adequado, de forma que haverá alguns ganhadores e muitos perdedores”, afirmou.

Fonte: Portal iG


27 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote de baleia jubarte é encontrado morto em praia no sul da Bahia

filhote de baleia jubarte (Foto: Divulgação/ Pat Ecosmar)

Tecidos e órgãos foram coletados para tentar identificar causas da morte (Foto: Divulgação/ Pat Ecosmar)

Mamífero estava encalhado e tinha cerca de dois meses.
Anualmente as baleias migram para a região sul para terem filhotes.

Um filhote de baleia jubarte foi encontrado morto em uma praia da orla norte de Santa Cruz de Cabrália, no sul da Bahia, na noite de segunda-feira (25), segundo informações do Instituto Pat Ecosmar. A baleia ficou encalhada na praia, localizada no distrito de Santo André, até a manhã desta terça-feira (26) e foi retirada pela Pat Ecosmar e pelo Instituto Baleia Jubarte.

O filhote tinha dois meses e quatro metros de comprimento. Segundo Paolo Botticelli, coordenador das equipes de campo da Pat Ecosmar, o animal ainda tinha partes do cordão umbilical e, provavelmente, foi um dos primeiros nascidos na região sul da Bahia na temporada de 2011.

Não foram encontrados ferimentos na baleia, que teve tecidos e órgãos coletados na tentativa de identificar as causas da morte do mamífero.

Botticelli informou ainda que este é o segundo filhote de baleia encontrado morto na região da Costa do Descobrimento, no sul da Bahia, em 2011. O coordenador das equipes de campo da Pat Ecosmar explica que anualmente, a partir do mês de julho, as baleias jubarte migram do hemisfério norte para regiões mais quentes, como o sul da Bahia, para ter filhotes.

“É comum que os filhotes nasçam nessas regiões. As mães migram para cá porque eles nascem com pouca gordura e não conseguem suportar o frio das águas do norte. Depois que ganham uma ‘capa’ os filhotes migram de volta para a região de origem, mais ou menos entre outubro e novembro”, finaliza.

O filhote de baleia jubarte encontrado morto na praia de Santa Cruz de Cabrália foi enterrado em uma área pouco movimentada da região, em uma profundidade de três a quatro metros, obedecendo às exigências sanitárias.

Fonte: Lílian Marques, do G1, Bahia.


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Filhotes de urso-polar morrem mais ao migrar, diz estudo

A mortalidade de filhotes de urso-polar que são obrigados a nadar longas distâncias com suas mães devido ao degelo do Ártico aparentemente é maior do que entre aqueles que não migram.

O estudo recente, produzido pela organização ambientalista World Wildlife Fund, é o primeiro a mostrar a migração como um fator de grande risco às espécies mais jovens.

Satélites foram usados para acompanhar 68 ursas-polares equipadas com colares GPS, entre 2004-2009, que tiveram de nadar longas distâncias.

Durante o tempo em que permaneceram com o GPS, 11 ursas que nadaram por muito tempo tiveram crias. Destas, cinco perderam os filhotes durante a travessia. Ou seja, uma mortalidade de 45%. No grupo de ursas que não migraram, o índice caiu para 18%.

Os ursos-polares caçam, alimentam-se e procriam no gelo ou em terra, e não são criaturas aquáticas.

“Eles são como nós”, diz o coautor do estudo, Geoff York. “Eles não podem fechar as passagens nasais em águas tempestuosas.”]

Além disso, os jovens não possuem gordura suficiente para se manterem por muito tempo em águas frias, alerta Steve Amstrup, um ex-cientista que trabalhou no instituto de pesquisas geológicas dos EUA, o U.S. Geological Survey.

Foto de ursa polar com filhotes tirada na baía de Hudson, no Canadá, pela ONG ambientalista World Wildlife Fund

Foto de ursa polar com filhotes tirada na baía de Hudson, no Canadá, pela ONG ambientalista World Wildlife Fund(Geoff York/Reuters )

Entre famílias de ursos-polares que migraram, a taxa de mortalidade dos filhotes é de 45%, segundo estudo

Entre famílias de ursos-polares que migraram, a taxa de mortalidade dos filhotes é de 45%, segundo estudo. (Geoff York/Reuters)

Fonte: DA REUTERS


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Tartarugas-de-couro fazem travessia transoceânica

Equipamentos de rastreamento via satélite lançaram luz sobre uma impressionante odisseia transatlântica realizada pela tartaruga-de-couro, uma das mais antigas espécies do mundo, que se lança em uma corrida alimentar antes de procriar, disseram cientistas esta quarta-feira (4).

Biólogos da Universidade de Exeter, no sudoeste da Inglaterra, instalaram minúsculos rastreadores em 25 tartarugas fêmeas em suas áreas de procriação no Gabão, centro-oeste da África, e monitoraram seus movimentos nos cinco anos seguintes.

Três rotas migratórias emergiram à medida que as tartarugas se dirigiam a águas repletas de comida no Atlântico, construindo reservas nos próximos dois a cinco anos antes de retornar ao Gabão para se reproduzir, afirmaram.

Uma das rotas levou a uma zona circular no meio do Atlântico, entre a África central e o Brasil, e outra rota foi registrada bem mais ao sul, além do Cabo da Boa Esperança.

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Uma terceira cruza, reto como uma flecha, o Atlântico até a costa da América do Sul, uma travessia oceânica de 7.563 quilômetros.

“Apesar da pesquisa extensiva realizada sobre as tartarugas-de-couro, ninguém tinha certeza até agora sobre as jornadas que fazem no Atlântico sul”, disse Matthew Witt, do Centro de Ecologia e Conservação da universidade britânica.

“O que demonstramos é que há três rotas migratórias claras quando elas retornam para seus locais de alimentação, após o acasalamento no Gabão, embora o número de indivíduos que adota cada estratégia varie a cada ano. Nós não sabemos o que influencia esta escolha ainda, mas sabemos que há jornadas realmente consideráveis”, acrescentou.

As descobertas, publicadas em Proceedings B, revista da Real Sociedade britânica, também demonstraram que as tartarugas também cruzam rotas usadas por traineiras.

Estas são embarcações que lançam no mar um rastro de anzóis para pegar peixes, mas que acabam capturando acidentalmente tartarugas e albatrozes.

“Todas as rotas que identificamos levam as tartarugas de couro por áreas sensíveis para a indústria de pesca”, disse o colega de Witt, Brendan Godley.

“Conhecer as rotas também nos ajudou a identificar pelo menos 11 países que devem estar envolvidos em esforços de preservação, bem como aqueles com frotas de pesca de longa distância”, emendou.

As tartarugas-de-couro são a espécie maior, que viaja mais longe e mergulha mais fundo entre todas as espécies do planeta, alcançando dois metros de comprimento e excedendo os 900 quilos.

Sua população se manteve relativamente estável no Atlântico, mas declinou de forma alarmante no Pacífico, o que tem sido atribuído à captura acidental por traineiras e à perda de áreas de procriação devido à ocupação costeira.

Fonte: G1


30 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Marreca monitorada volta para China após viajar 12 mil km

O primeiro marreco selvagem com um tipo de transmissor “acoplado” acaba de retornar para Hong Kong, na China, após viajar 12 mil km durante cerca de dez meses.

O bicho – uma fêmea – e mais 22 outros da sua espécie Anas acuta, conhecida como marreca-arrebio, receberam transmissores movidos a energia solar há um ano.

Os equipamentos foram instalados por cientistas da ONG internacional WWF, num projeto realizado em parceria com a Universidade de Hong Kong e com outras instituições científicas.

Os dados do transmissor mostram que o animal que retornou à China deixou aquele país no dia 25 de fevereiro e começou uma peregrinação migratória pelo Ártico e outras regiões.

A marreca completou o circuito ártico no meio de junho. Depois parou no leste e nordeste da China e na Coreia do Sul antes de atingir a Sibéria, onde ficou por três meses para reprodução.

Em seguida, já em setembro, o bicho seguiu viagem, desta vez para o sul.

A marreca atingiu uma velocidade média de 50 km por hora e chegou a viajar por 1.700 km durante três dias seguidos. A parada para o descanso depois dessa maratona foi primeiro na Rússia e, em seguida, no Japão.

Depois disso, o bicho seguiu de volta para a China após terem circulado nada menos do que 12 mil km.

Pelo google – Durante a jornada dos marrecos, os cientistas da WWF usaram uma ferramenta da Google – o Google Earth – para identificar, por meio dos transmissores, por onde voavam as aves.

Uma das pesquisadores envolvidas no projeto, Katherine Leung, da WWF de Hong Kong, disse à imprensa que a ONG conseguiu colher informações importantes sobre o movimento migratório de aves por meio do projeto.

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De acordo com Leung, os marrecos passaram por uma série de infortúnios no seu processo migratório, que vão desde predadores naturais até doenças fatais.

“Conhecer a rota migratório dos marrecos pode nos ajudar a protegê-los no futuro”, disse a cientista.

Apenas dois marrecos do grupo seguem com seus transmissores funcionando. Os outros, acredita a WWF, podem ter deixado o equipamento cair ou podem ter sido caçados por onde passaram.

Por exemplo, um dos bichos do grupo deve ter sido abatido na Rússia, onde foi encontrado seu transmissor. Outro membro do grupo parece ter se desviado da rota e foi parar na Coreia do Norte, onde ficou por um mês.

Os cientistas estão interessados na migração também para entender uma possível rota da gripe aviária – doença viral que atinge as aves e matou seis pessoas em Hong Kong, em 1997. (Fonte: Folha.com)