3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem nova espécie de ave em Minas Gerais

Vasculhando montanhas com cerca de 1.500 m de altitude no coração de Minas Gerais, pesquisadores encontraram uma nova espécie de pássaro, mais ou menos do tamanho de um sabiá (embora seu “primo” mais conhecido seja o joão-de-barro).

A ave, apelidada por eles de pedreiro-do-espinhaço, é um enigma evolutivo: seus parentes mais próximos, que também gostam de montanhas e de frio, estão a milhares de quilômetros dali, no Rio Grande do Sul, nos Andes e até na Patagônia.

Enquanto tentam entender como o bicho foi parar na serra do Espinhaço, a apenas 50 km de Belo Horizonte, os cientistas também estão levando em conta considerações mais práticas. Para eles, a espécie já “nasce” para a ciência como ameaçada de extinção.

É que o habitat do animal, uma combinação única de rocha e vegetação rasteira adaptada a altitudes elevadas, corre o risco de sumir com a mudança climática, além de sofrer a pressão da atividade humana.

É OU NÃO É?

A pesquisa que levou à descoberta da nova espécie é assinada pelo ornitólogo Guilherme Freitas e por seus colegas Anderson Chaves, Lílian Costa, Fabrício Santos e Marcos Rodrigues, todos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A equipe levou vários anos para cravar que se tratava de um bicho novo, em parte, porque as diferenças entre o pedreiro-do-espinhaço e seus parentes da região Sul (que moram na serra Geral, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina) são pequenas.

Freitas conta que a descoberta começou com o avistamento de um único indivíduo, em 2006. “Bati umas fotos e achei que só podia ser ele [a espécie do Sul." Talvez fosse um pássaro especialmente aventureiro, tendo voado uns 1.000 km rumo ao norte, pensou o ornitólogo.

Procura que procura, ele e seus colegas foram achando mais bichos, até toparem com casais e filhotes, sinal de que se tratava de uma população residente, e não de alguns pássaros desgarrados.

A equipe conseguiu capturar alguns exemplares e gravar o canto dos pássaros. Análises comparativas da aparência, do padrão de canto e do DNA dos animais levou os pesquisadores a acreditarem, que, de fato, tratava-se de uma espécie nova.

"As diferenças são sutis. Mas, somadas, fortalecem essa hipótese", diz Freitas.

NÁUFRAGO

É difícil saber como a nova espécie acabou evoluindo. É possível que áreas mais baixas fossem propícias à sua presença dezenas de milhares de anos atrás, na Era do Gelo. Conforme o planeta esquentou, a população da serra do Espinhaço teria ficado isolada e adquirido suas características únicas.

Por outro lado, sua origem pode ser ainda mais remota. "As montanhas brasileiras são antigas se comparadas aos Andes, e há vários registros de 'fósseis vivos' no Espinhaço", diz Freitas.

O habitat peculiar da ave são os chamados campos rupestres, terrenos pedregosos cobertos por plantas herbáceas e frequentemente cobertos por neblina, formada pela umidade que vem do mar.

Nesse ambiente, o pedreiro-do-espinhaço caça invertebrados em meio a rachaduras na rocha, musgos, líquens e gramíneas.

Por suas características únicas e por seu isolamento, os campos rupestres são pródigos em animais e plantas endêmicos, ou seja, que só existem lá, e em nenhum outro lugar do mundo.

De 1990 para cá, por exemplo, a serra do Espinhaço já tinha sido palco da descoberta de três outras espécies de aves, coisa rara no planeta hoje.

A descrição científica oficial da espécie será publicada na edição do mês que vem da revista científica "Ibis", especializada em ornitologia.

Editoria de Arte/Folhapress

Folha.com


17 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fogo destrói parte da mata da Serra Santa Helena, em Minas Gerais

Chamas consumiram 170 hectares de vegetação.
Bombeiros acreditam que fogo seja ato de vandalismo.

Um incêndio destruiu aproximadamente 170 hectares da Serra Santa Helena, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, o fogo destruiu mata nativa e vegetação rasteira. Não se sabe a causa do incêndio, mas há suspeita de que seja um ato de vandalismo. As chamas foram totalmente apagadas nesta segunda-feira (15).

Os bombeiros da cidade têm atendido a várias ocorrências de queimadas em mata e lotes vagos neste período de estiagem. Ainda de acordo com a corporação, as queimadas são consideradas crime e prejudicam o meio ambiente, podendo afetar a fauna e a flora, além do fornecimento de energia elétrica.

Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Minas Gerais registrou 1.007 focos de incêndio desde o começo do ano. É o quarto estado do país em termos de gravidade da situação, depois de Mato Grosso, Bahia e Tocantins.

Parte da Serra Santa Helena é destruída pelas chamas. (Foto: Corpo de Bombeiros de Sete Lagoas)

Parte da Serra Santa Helena é destruída pelas chamas. (Foto: Corpo de Bombeiros de Sete Lagoas)

Fonte: Do G1, Mg


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Suspeitos tentam transportar aves em caixas de leite em Minas Gerais

Apreensão de 36 aves ‘trinca-ferro’ aconteceu no interior do estado.
Pássaros seriam comercializados ilegalmente em São Paulo.

Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apreenderam 36 pássaros conhecidos como ‘trinca-ferro’ na cidade de Santo Antônio de Amparo, em Minas Gerais, que seriam transportados em caixas de leite longa vida até a cidade de São Paulo, onde seriam comercializados.

Três pessoas foram detidas em uma casa com transportadores de pássaros, uma armadilha para captura e 224 caixinhas vazias de leite.

Os homens foram detidos e receberam multa equivalente a R$ 54 mil.

Os animais e objetos que seriam utilizados no contrabando foram encaminhados para o escritório do Ibama em Lavras. O crime foi registrado no último dia 1º, mas divulgado somente nesta terça-feira (7).

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Grupo acha “avô” de crocodilos terrestres no interior de MG

Ilustração mostra como seria crocodilo mineiro; mobilidade lembrava mais leões do que jacarés. (Rodolfo Nogueira/Divulgação)

Ilustração mostra como seria crocodilo mineiro; mobilidade lembrava mais leões do que jacarés. (Rodolfo Nogueira/Divulgação)

Medindo só 1,80 metro da ponta do focinho à extremidade da cauda, o Campinasuchus dinizi não se encaixa muito bem na definição de monstro pré-histórico. Mesmo assim, parece ter sido um excelente fundador de dinastia.

Isso porque, segundo seus descobridores, o bicho é o membro mais primitivo do grupo de crocodilos que dominou o interior do Brasil na Era dos Dinossauros.

Seus descendentes dobrariam de tamanho e virariam, ao que tudo indica, os predadores dominantes do inclemente semiárido que cobria São Paulo, Minas Gerais e outros Estados do país há dezenas de milhões de anos.

O bicho acaba de ser apresentado à comunidade científica em artigo na revista especializada “Zootaxa”. Mas se trata apenas do começo do trabalho. O sítio que permitiu a descoberta da espécie, em Campina Verde(MG), ainda está repleto de material.

“Parece que ali houve uma série de mortandades em massa ao longo do tempo”, diz Luiz Carlos Borges Ribeiro, pesquisador da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e um dos responsáveis por descrever o bicho.

SECAS AJUDARAM

Os cadáveres da espécie podem ter se acumulado durante secas prolongadas, quando os crocodilos teriam procurado os poucos corpos d’água que sobravam para se enterrar na lama. No caso dos exemplares encontrados, não deu muito certo.

“A densidade de material em Campina Verde é impressionante. Por enquanto todos são Campinasuchus, mas pode ser que haja outras espécies por lá”, avalia Borges. Apesar de terem procurado a lama na hora do aperto, os membros da espécie eram totalmente terrestres.

As patas, bem mais eretas que as de um crocodilo atual, davam grande mobilidade aos animais em terra firme, fazendo com que, em ação, eles lembrassem muito mais leões do que jacarés. Era nisso, aliás, que a equipe do Centro de Pesquisas Paleontológicas Price trabalhava quando recebeu a Folha.

Pouco a pouco, modelos detalhados do esqueleto do animal, feitos em espuma floral (normalmente usada em vasos), ajudavam a reconstruir a postura do bicho.

Os dados estão sendo passados para um programa de animação computacional 3D. A intenção dos cientistas é recriar em filme a descoberta, do achado dos ossos fossilizados a cenas em que o Campinasuchus “volta à vida”.

Fonte: Folha.com, Reinaldo José Lopes.


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Extração agressiva deve continuar na região mineira

Os governos federal e estadual afirmaram que ações de médio e longo prazo podem reverter o processo de desertificação em Minas Gerais.

O Ministério do Meio Ambiente concentra seus esforços no PAN (Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação). Minas espera a ajuda federal, mas já desenvolve ações na região afetada.

De acordo com a Secretaria para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, R$ 166 milhões estão sendo investidos neste ano em programas como Combate à Pobreza Rural e Convivência com a Seca.

O programa de construção de barragens, para recuperação do potencial hídrico da região, por exemplo, prevê investimentos de R$ 8 milhões para entregar 70 obras até junho de 2012.

Desde 2009, foram construídas 104 barragens em 39 cidades, de acordo com informações do governo mineiro. Na opinião de Vladia Oliveira, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, os investimentos oficiais podem ajudar a frear o processo de desertificação, mas é importante focar mais na prevenção do que na recuperação de áreas já degradadas.

“Tem de agir em todas as frentes, mas a recuperação é bastante cara, demorada e restrita”, diz a especialista.

Para ela, não adianta o poder público investir milhões para recuperar pequenas áreas enquanto regiões muito maiores continuam sendo degradadas. “As pessoas não têm informação ambiental nem opções que não sejam o extrativismo agressivo”, conclui.

Fonte: Raphael Veleda, Belo Horizonte


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Norte de MG pode virar deserto dentro de 20 anos

Um terço do território de Minas Gerais pode virar “deserto” em 20 anos. A conclusão é de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao governo mineiro e concluído em março.

O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.

Se nada for feito para reverter o processo, de acordo com o estudo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira.

Isso obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixar a região norte do Estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha.
“A terra perde os nutrientes e fica estéril, não serve para a agricultura nem consegue sustentar a vegetação nativa”, afirma Rubio de Andrade, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas, responsável pelo estudo. A região engloba cerrado, caatinga e mata atlântica.

Segundo o governo do Estado, é preciso investir R$ 1,3 bilhão nas próximas décadas para frear o processo, que já causa danos no semiárido mineiro. Lá estão 88 das 142 cidades consideradas suscetíveis à desertificação.

Vladia Oliveira, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, disse que áreas desertificadas são diferentes de desertos naturais porque passam por um acentuado declínio de biodiversidade até se tornarem estéreis.

“Já os desertos são ecossistemas com sustentabilidade, ainda que com baixa diversidade. Eles estão vivos.”

PROGRAMA NACIONAL

O estudo foi encomendado para o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, que terá R$ 6 milhões neste ano para combater a desertificação no país.

Andrade diz que, para reduzir o fenômeno, é preciso aumentar as reservas naturais de vegetação e recuperar os recursos hídricos.

O agricultor Geraldo Moreno, 50, dono de três hectares em Espinosa (700 km de BH), já sente as mudanças em sua pequena lavoura de feijão.

“Se der para [alimentar] a família dá para comemorar”, diz ele, que sustenta mulher e quatro filhos com a terra.
“Aqui não chove quase nada e não tenho dinheiro para adubar a terra. O que salva são as cabras, mas estão magras”, diz o mineiro, que recebe verba do Bolsa Família para complementar a renda.

O governo pretende reduzir o espaço destinado ao gado nas áreas de caatinga e restringir atividades prejudiciais ao meio ambiente, como a extração de carvão.

“A população tem de se conscientizar de que, se essas ações não forem tomadas, nada mais poderá ser produzido”, diz Andrade.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Raphael Veleda, de Belo Horizonte.


14 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Sucuri de 4,5m e 100 kg é solta em Fronteira, em Minas Gerais

Uma cobra sucuri de 4,50 metros e 100 quilos foi solta em uma reserva  florestal, nesta quinta-feira (13), em Fronteira, na Região do Triângulo, em Minas Gerais. De acordo com policiais militares do 6º Pelotão de Meio Ambiente em Frutal, o animal foi achado no quintal de uma chácara, no bairro Vila Reis, no perímetro urbano.

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O dono acionou a polícia depois de achá-la dentro de uma vala d’água. Ainda de acordo com os militares, o réptil teria comido várias galinhas e, não momento da captura, estava agressivo.

O animal foi capturado nesta quarta-feira (12) e, depois de passar por uma avaliação feita por um médico veterinário, foi solto.

Fonte: G1


4 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Material de pesca é destruído em MG

Policiais Militares Ambientais destruíram, nesta terça-feira (3), material de pesca apreendido durante ações de combate à pesca predatória na região de Governador Valadares (MG). Os objetos foram incinerados em uma fábrica do município.

Entre os objetos incinerados estão 473 redes de espera, cinco redes de arrasto, uma rede de tecido e 17 tarrafas. Segundo a polícia, a maior parte da mercadoria foi apreendida durante o período da piracema. Fonte: G1

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28 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Minas Gerais é o maior desmatador da floresta atlântica

Uma área de mata atlântica de 103 mil hectares, equivalente a dois terços da cidade de São Paulo, foi desmatada no Brasil entre 2005 e 2008. O Estado campeão de desflorestamento foi Minas Gerais, pressionado pela produção de carvão. No período, perdeu-se 32,7 mil hectares de vegetação.

Além disso, a taxa anual de desmate permanece quase constante por oito anos – de 2000 a 2005 foram ceifados 34,9 mil hectares. De 2005 a 2008, foram 34,1 mil ha.

Isso mostra que a Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006, ainda não teve eficácia. Segundo a lei, o corte de vegetação primária e secundária só pode ocorrer em casos excepcionais, como para realizar projetos de utilidade pública.  

Os dados de desmatamento, da ONG Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, referem-se a dez Estados, dos 17 que ainda têm o bioma. Atrás de Minas na lista de desmatadores estão Santa Catarina e Bahia. No ranking das cidades, as líderes de destruição são Jequitinhonha (MG), Itaiópolis (SC) e Bom Jesus da Lapa (BA).

O cenário é desanimador para a floresta que teve seu dia comemorado na quarta-feira. “Sinaliza que o poder público não tem priorizado o tema. É preciso melhorar a fiscalização”, afirma Marcia Hirota, diretora da ONG SOS. Ela defende, inclusive, que os Estados adotem metas de redução do desmate.

A área original do bioma está reduzida a 11,4%, se considerados os fragmentos de floresta acima de 3 hectares – quanto menor a área, mais difícil é a sobrevivência das espécies. Mas, se apenas fragmentos com mais de cem hectares forem levados em consideração, o remanescente cai para 7,9%.

Em Minas, a região mais desmatada fica na divisa com o cerrado. E, de acordo com Mario Mantovani, também diretor da ONG, sua destruição está relacionada à exploração de carvão vegetal para a siderurgia.

O IEF (Instituto Estadual de Florestas), órgão ambiental de Minas Gerais, afirma que a pressão sobre as florestas nativas decorrem da “expansão agropecuária e do consumo ilegal de carvão vegetal”. Porém, segundo o IEF, de 2003 até 2009 foram aplicados R$ 98 milhões no monitoramento e fiscalização ambiental da área.

Santa Catarina foi criticada por aprovar recentemente lei que prevê redução da faixa de preservação ao longo de rios. “Essa é a ponta de um grande problema, com décadas de desobediência civil e do desmonte do órgão ambiental”, disse Mantovani. A Folha procurou a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável de SC, mas não teve resposta. (Fonte: Afra Balazina/ Folha Online)

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3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem nova espécie de ave em Minas Gerais

Vasculhando montanhas com cerca de 1.500 m de altitude no coração de Minas Gerais, pesquisadores encontraram uma nova espécie de pássaro, mais ou menos do tamanho de um sabiá (embora seu “primo” mais conhecido seja o joão-de-barro).

A ave, apelidada por eles de pedreiro-do-espinhaço, é um enigma evolutivo: seus parentes mais próximos, que também gostam de montanhas e de frio, estão a milhares de quilômetros dali, no Rio Grande do Sul, nos Andes e até na Patagônia.

Enquanto tentam entender como o bicho foi parar na serra do Espinhaço, a apenas 50 km de Belo Horizonte, os cientistas também estão levando em conta considerações mais práticas. Para eles, a espécie já “nasce” para a ciência como ameaçada de extinção.

É que o habitat do animal, uma combinação única de rocha e vegetação rasteira adaptada a altitudes elevadas, corre o risco de sumir com a mudança climática, além de sofrer a pressão da atividade humana.

É OU NÃO É?

A pesquisa que levou à descoberta da nova espécie é assinada pelo ornitólogo Guilherme Freitas e por seus colegas Anderson Chaves, Lílian Costa, Fabrício Santos e Marcos Rodrigues, todos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A equipe levou vários anos para cravar que se tratava de um bicho novo, em parte, porque as diferenças entre o pedreiro-do-espinhaço e seus parentes da região Sul (que moram na serra Geral, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina) são pequenas.

Freitas conta que a descoberta começou com o avistamento de um único indivíduo, em 2006. “Bati umas fotos e achei que só podia ser ele [a espécie do Sul." Talvez fosse um pássaro especialmente aventureiro, tendo voado uns 1.000 km rumo ao norte, pensou o ornitólogo.

Procura que procura, ele e seus colegas foram achando mais bichos, até toparem com casais e filhotes, sinal de que se tratava de uma população residente, e não de alguns pássaros desgarrados.

A equipe conseguiu capturar alguns exemplares e gravar o canto dos pássaros. Análises comparativas da aparência, do padrão de canto e do DNA dos animais levou os pesquisadores a acreditarem, que, de fato, tratava-se de uma espécie nova.

"As diferenças são sutis. Mas, somadas, fortalecem essa hipótese", diz Freitas.

NÁUFRAGO

É difícil saber como a nova espécie acabou evoluindo. É possível que áreas mais baixas fossem propícias à sua presença dezenas de milhares de anos atrás, na Era do Gelo. Conforme o planeta esquentou, a população da serra do Espinhaço teria ficado isolada e adquirido suas características únicas.

Por outro lado, sua origem pode ser ainda mais remota. "As montanhas brasileiras são antigas se comparadas aos Andes, e há vários registros de 'fósseis vivos' no Espinhaço", diz Freitas.

O habitat peculiar da ave são os chamados campos rupestres, terrenos pedregosos cobertos por plantas herbáceas e frequentemente cobertos por neblina, formada pela umidade que vem do mar.

Nesse ambiente, o pedreiro-do-espinhaço caça invertebrados em meio a rachaduras na rocha, musgos, líquens e gramíneas.

Por suas características únicas e por seu isolamento, os campos rupestres são pródigos em animais e plantas endêmicos, ou seja, que só existem lá, e em nenhum outro lugar do mundo.

De 1990 para cá, por exemplo, a serra do Espinhaço já tinha sido palco da descoberta de três outras espécies de aves, coisa rara no planeta hoje.

A descrição científica oficial da espécie será publicada na edição do mês que vem da revista científica "Ibis", especializada em ornitologia.

Editoria de Arte/Folhapress

Folha.com


17 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fogo destrói parte da mata da Serra Santa Helena, em Minas Gerais

Chamas consumiram 170 hectares de vegetação.
Bombeiros acreditam que fogo seja ato de vandalismo.

Um incêndio destruiu aproximadamente 170 hectares da Serra Santa Helena, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, o fogo destruiu mata nativa e vegetação rasteira. Não se sabe a causa do incêndio, mas há suspeita de que seja um ato de vandalismo. As chamas foram totalmente apagadas nesta segunda-feira (15).

Os bombeiros da cidade têm atendido a várias ocorrências de queimadas em mata e lotes vagos neste período de estiagem. Ainda de acordo com a corporação, as queimadas são consideradas crime e prejudicam o meio ambiente, podendo afetar a fauna e a flora, além do fornecimento de energia elétrica.

Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Minas Gerais registrou 1.007 focos de incêndio desde o começo do ano. É o quarto estado do país em termos de gravidade da situação, depois de Mato Grosso, Bahia e Tocantins.

Parte da Serra Santa Helena é destruída pelas chamas. (Foto: Corpo de Bombeiros de Sete Lagoas)

Parte da Serra Santa Helena é destruída pelas chamas. (Foto: Corpo de Bombeiros de Sete Lagoas)

Fonte: Do G1, Mg


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Suspeitos tentam transportar aves em caixas de leite em Minas Gerais

Apreensão de 36 aves ‘trinca-ferro’ aconteceu no interior do estado.
Pássaros seriam comercializados ilegalmente em São Paulo.

Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apreenderam 36 pássaros conhecidos como ‘trinca-ferro’ na cidade de Santo Antônio de Amparo, em Minas Gerais, que seriam transportados em caixas de leite longa vida até a cidade de São Paulo, onde seriam comercializados.

Três pessoas foram detidas em uma casa com transportadores de pássaros, uma armadilha para captura e 224 caixinhas vazias de leite.

Os homens foram detidos e receberam multa equivalente a R$ 54 mil.

Os animais e objetos que seriam utilizados no contrabando foram encaminhados para o escritório do Ibama em Lavras. O crime foi registrado no último dia 1º, mas divulgado somente nesta terça-feira (7).

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


23 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Grupo acha “avô” de crocodilos terrestres no interior de MG

Ilustração mostra como seria crocodilo mineiro; mobilidade lembrava mais leões do que jacarés. (Rodolfo Nogueira/Divulgação)

Ilustração mostra como seria crocodilo mineiro; mobilidade lembrava mais leões do que jacarés. (Rodolfo Nogueira/Divulgação)

Medindo só 1,80 metro da ponta do focinho à extremidade da cauda, o Campinasuchus dinizi não se encaixa muito bem na definição de monstro pré-histórico. Mesmo assim, parece ter sido um excelente fundador de dinastia.

Isso porque, segundo seus descobridores, o bicho é o membro mais primitivo do grupo de crocodilos que dominou o interior do Brasil na Era dos Dinossauros.

Seus descendentes dobrariam de tamanho e virariam, ao que tudo indica, os predadores dominantes do inclemente semiárido que cobria São Paulo, Minas Gerais e outros Estados do país há dezenas de milhões de anos.

O bicho acaba de ser apresentado à comunidade científica em artigo na revista especializada “Zootaxa”. Mas se trata apenas do começo do trabalho. O sítio que permitiu a descoberta da espécie, em Campina Verde(MG), ainda está repleto de material.

“Parece que ali houve uma série de mortandades em massa ao longo do tempo”, diz Luiz Carlos Borges Ribeiro, pesquisador da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e um dos responsáveis por descrever o bicho.

SECAS AJUDARAM

Os cadáveres da espécie podem ter se acumulado durante secas prolongadas, quando os crocodilos teriam procurado os poucos corpos d’água que sobravam para se enterrar na lama. No caso dos exemplares encontrados, não deu muito certo.

“A densidade de material em Campina Verde é impressionante. Por enquanto todos são Campinasuchus, mas pode ser que haja outras espécies por lá”, avalia Borges. Apesar de terem procurado a lama na hora do aperto, os membros da espécie eram totalmente terrestres.

As patas, bem mais eretas que as de um crocodilo atual, davam grande mobilidade aos animais em terra firme, fazendo com que, em ação, eles lembrassem muito mais leões do que jacarés. Era nisso, aliás, que a equipe do Centro de Pesquisas Paleontológicas Price trabalhava quando recebeu a Folha.

Pouco a pouco, modelos detalhados do esqueleto do animal, feitos em espuma floral (normalmente usada em vasos), ajudavam a reconstruir a postura do bicho.

Os dados estão sendo passados para um programa de animação computacional 3D. A intenção dos cientistas é recriar em filme a descoberta, do achado dos ossos fossilizados a cenas em que o Campinasuchus “volta à vida”.

Fonte: Folha.com, Reinaldo José Lopes.


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Extração agressiva deve continuar na região mineira

Os governos federal e estadual afirmaram que ações de médio e longo prazo podem reverter o processo de desertificação em Minas Gerais.

O Ministério do Meio Ambiente concentra seus esforços no PAN (Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação). Minas espera a ajuda federal, mas já desenvolve ações na região afetada.

De acordo com a Secretaria para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, R$ 166 milhões estão sendo investidos neste ano em programas como Combate à Pobreza Rural e Convivência com a Seca.

O programa de construção de barragens, para recuperação do potencial hídrico da região, por exemplo, prevê investimentos de R$ 8 milhões para entregar 70 obras até junho de 2012.

Desde 2009, foram construídas 104 barragens em 39 cidades, de acordo com informações do governo mineiro. Na opinião de Vladia Oliveira, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, os investimentos oficiais podem ajudar a frear o processo de desertificação, mas é importante focar mais na prevenção do que na recuperação de áreas já degradadas.

“Tem de agir em todas as frentes, mas a recuperação é bastante cara, demorada e restrita”, diz a especialista.

Para ela, não adianta o poder público investir milhões para recuperar pequenas áreas enquanto regiões muito maiores continuam sendo degradadas. “As pessoas não têm informação ambiental nem opções que não sejam o extrativismo agressivo”, conclui.

Fonte: Raphael Veleda, Belo Horizonte


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Norte de MG pode virar deserto dentro de 20 anos

Um terço do território de Minas Gerais pode virar “deserto” em 20 anos. A conclusão é de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao governo mineiro e concluído em março.

O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.

Se nada for feito para reverter o processo, de acordo com o estudo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira.

Isso obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixar a região norte do Estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha.
“A terra perde os nutrientes e fica estéril, não serve para a agricultura nem consegue sustentar a vegetação nativa”, afirma Rubio de Andrade, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas, responsável pelo estudo. A região engloba cerrado, caatinga e mata atlântica.

Segundo o governo do Estado, é preciso investir R$ 1,3 bilhão nas próximas décadas para frear o processo, que já causa danos no semiárido mineiro. Lá estão 88 das 142 cidades consideradas suscetíveis à desertificação.

Vladia Oliveira, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, disse que áreas desertificadas são diferentes de desertos naturais porque passam por um acentuado declínio de biodiversidade até se tornarem estéreis.

“Já os desertos são ecossistemas com sustentabilidade, ainda que com baixa diversidade. Eles estão vivos.”

PROGRAMA NACIONAL

O estudo foi encomendado para o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, que terá R$ 6 milhões neste ano para combater a desertificação no país.

Andrade diz que, para reduzir o fenômeno, é preciso aumentar as reservas naturais de vegetação e recuperar os recursos hídricos.

O agricultor Geraldo Moreno, 50, dono de três hectares em Espinosa (700 km de BH), já sente as mudanças em sua pequena lavoura de feijão.

“Se der para [alimentar] a família dá para comemorar”, diz ele, que sustenta mulher e quatro filhos com a terra.
“Aqui não chove quase nada e não tenho dinheiro para adubar a terra. O que salva são as cabras, mas estão magras”, diz o mineiro, que recebe verba do Bolsa Família para complementar a renda.

O governo pretende reduzir o espaço destinado ao gado nas áreas de caatinga e restringir atividades prejudiciais ao meio ambiente, como a extração de carvão.

“A população tem de se conscientizar de que, se essas ações não forem tomadas, nada mais poderá ser produzido”, diz Andrade.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Raphael Veleda, de Belo Horizonte.


14 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Sucuri de 4,5m e 100 kg é solta em Fronteira, em Minas Gerais

Uma cobra sucuri de 4,50 metros e 100 quilos foi solta em uma reserva  florestal, nesta quinta-feira (13), em Fronteira, na Região do Triângulo, em Minas Gerais. De acordo com policiais militares do 6º Pelotão de Meio Ambiente em Frutal, o animal foi achado no quintal de uma chácara, no bairro Vila Reis, no perímetro urbano.

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O dono acionou a polícia depois de achá-la dentro de uma vala d’água. Ainda de acordo com os militares, o réptil teria comido várias galinhas e, não momento da captura, estava agressivo.

O animal foi capturado nesta quarta-feira (12) e, depois de passar por uma avaliação feita por um médico veterinário, foi solto.

Fonte: G1


4 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Material de pesca é destruído em MG

Policiais Militares Ambientais destruíram, nesta terça-feira (3), material de pesca apreendido durante ações de combate à pesca predatória na região de Governador Valadares (MG). Os objetos foram incinerados em uma fábrica do município.

Entre os objetos incinerados estão 473 redes de espera, cinco redes de arrasto, uma rede de tecido e 17 tarrafas. Segundo a polícia, a maior parte da mercadoria foi apreendida durante o período da piracema. Fonte: G1

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28 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Minas Gerais é o maior desmatador da floresta atlântica

Uma área de mata atlântica de 103 mil hectares, equivalente a dois terços da cidade de São Paulo, foi desmatada no Brasil entre 2005 e 2008. O Estado campeão de desflorestamento foi Minas Gerais, pressionado pela produção de carvão. No período, perdeu-se 32,7 mil hectares de vegetação.

Além disso, a taxa anual de desmate permanece quase constante por oito anos – de 2000 a 2005 foram ceifados 34,9 mil hectares. De 2005 a 2008, foram 34,1 mil ha.

Isso mostra que a Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006, ainda não teve eficácia. Segundo a lei, o corte de vegetação primária e secundária só pode ocorrer em casos excepcionais, como para realizar projetos de utilidade pública.  

Os dados de desmatamento, da ONG Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, referem-se a dez Estados, dos 17 que ainda têm o bioma. Atrás de Minas na lista de desmatadores estão Santa Catarina e Bahia. No ranking das cidades, as líderes de destruição são Jequitinhonha (MG), Itaiópolis (SC) e Bom Jesus da Lapa (BA).

O cenário é desanimador para a floresta que teve seu dia comemorado na quarta-feira. “Sinaliza que o poder público não tem priorizado o tema. É preciso melhorar a fiscalização”, afirma Marcia Hirota, diretora da ONG SOS. Ela defende, inclusive, que os Estados adotem metas de redução do desmate.

A área original do bioma está reduzida a 11,4%, se considerados os fragmentos de floresta acima de 3 hectares – quanto menor a área, mais difícil é a sobrevivência das espécies. Mas, se apenas fragmentos com mais de cem hectares forem levados em consideração, o remanescente cai para 7,9%.

Em Minas, a região mais desmatada fica na divisa com o cerrado. E, de acordo com Mario Mantovani, também diretor da ONG, sua destruição está relacionada à exploração de carvão vegetal para a siderurgia.

O IEF (Instituto Estadual de Florestas), órgão ambiental de Minas Gerais, afirma que a pressão sobre as florestas nativas decorrem da “expansão agropecuária e do consumo ilegal de carvão vegetal”. Porém, segundo o IEF, de 2003 até 2009 foram aplicados R$ 98 milhões no monitoramento e fiscalização ambiental da área.

Santa Catarina foi criticada por aprovar recentemente lei que prevê redução da faixa de preservação ao longo de rios. “Essa é a ponta de um grande problema, com décadas de desobediência civil e do desmonte do órgão ambiental”, disse Mantovani. A Folha procurou a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável de SC, mas não teve resposta. (Fonte: Afra Balazina/ Folha Online)

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