5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasil terá Pacto pelas Águas

Ministra Izabella Teixeira anuncia programa de gestão das principais bacias, que prevê monitoramento por satélite.

Nesta terça-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, será instituído o Pacto pelas Águas, reunindo governo federal, estados e municípios na área de recursos hídricos em todo o País. Estão previstos investimentos de R$ 20 milhões ao ano no financiamento da gestão nas principais bacias brasileiras, com monitoramento e apoio dos órgãos federais.

 

A reunião ordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), realizada no dia 30 de maio, marcou a abertura da Semana Nacional do Meio Ambiente. Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou convênios com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Está prevista a criação de um sistema de informações sobre recursos hídricos, com base no mapeamento por satélite dos rios e bacias brasileiras.

 

Pelo acordo, a AEB lança, a partir de novembro, uma família de satélites CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China e utilizados para o monitoramento territorial. Com esse equipamento, será possível fazer o mapeamento completo dos rios brasileiros. “Estamos entrando em uma nova conjuntura hídrica no País”, avalia Izabella Teixeira.

 

Nova cartografia - De acordo com o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, trata-se do primeiro passo para a elaboração da nova cartografia dos recursos hídricos do Brasil. “É um salto de qualidade na produção de informação e conhecimento sobre as águas”, destacou.  Ele anunciou, também, publicação de portaria criando o Comitê de Contas Ambientais da Água, encarregado de avaliar o consumo da água nas atividades econômicas. O levantamento vai alimentar banco de dados das Nações Unidas sobre a disponibilidade dos recursos hídricos no mundo.

 

O presidente da AEB, José Raimundo Braga, informou que está previsto para novembro desse ano o lançamento do primeiro satélite da família CBERS, que substituirá o atual, que já está fora de operação. Ele elogiou a política brasileira para os recursos hídricos e afirmou que será um instrumento essencial para a criação de um sistema de informações sobre os recursos hídricos no Brasil. “O modelo integrado de gestão das águas é exemplo em todo o mundo”, assegurou.

 

A ministra Izabella Teixeira anunciou, ainda, um conjunto de medidas de fortalecimento da área ambiental, resultado de entendimento com o Ministério do Planejamento e Gestão, com impactos no MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).  Segundo informou, haverá reforço nos quadros de analistas ambientais do Ibama e incentivos à capacitação dos servidores da área ambiental.

Fonte: Ascom do MMA


13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

MMA divulga dados do monitoramento do desmatamento de três biomas

Taxas comparativas de todos biomas brasileiros entre 2008-2009 indicam que Pampa, Mata Atlântica e Pantanal registraram redução no ritmo de supressão da vegetação.

Em continuidade à série do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), o Ministério do Meio ambiente (MMA) divulgou nesta quinta-feira (9), dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009, cujos números mostram queda no ritmo do corte da vegetação no período. O estudo, que quantifica desmatamentos de áreas nativas, começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.

 

O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal, disse a ministra Izabella Teixeira. Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região. Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.

 

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002.

 

Pampa - Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo. Dos seus 177.767 km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 km², que equivale a 1,2% do bioma , ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 km² equivalentes a 0,67% da área do município.

A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.

 

Mata Atlântica - A área desmatada corresponde a 248 km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 m² de vegetação nativa.

O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.

 

Pantanal - Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 km². Entre 2008-2009, perdeu 188 km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.

 

As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.

Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura. Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.

 

O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.

 

Comparativo - Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 km²); Amazônia (7.464 km²); Caatinga (1.921 km²); Pampa (331 km²); Mata Atlântica (248 km²) e Pantanal (118 km²).

Para mais informações, acesse a página da Projeto de Monitoramento: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idConteudo=7422.

Fonte: Ascom do MMA


11 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

MMA divulga dados do monitoramento do desmatamento de três biomas

Taxas comparativas de todos biomas brasileiros entre 2008-2009 indicam que Pampa, Mata Atlântica e Pantanal registraram redução no ritmo de supressão da vegetação.

Em continuidade à série do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), o Ministério do Meio ambiente (MMA) divulgou nesta quinta-feira (9), dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009, cujos números mostram queda no ritmo do corte da vegetação no período. O estudo, que quantifica desmatamentos de áreas nativas, começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.

 

O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal, disse a ministra Izabella Teixeira. Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região. Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.

 

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002.

 

Pampa - Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo. Dos seus 177.767 km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 km², que equivale a 1,2% do bioma , ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 km² equivalentes a 0,67% da área do município.

A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.

 

Mata Atlântica - A área desmatada corresponde a 248 km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 m² de vegetação nativa.

O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.

 

Pantanal - Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 km². Entre 2008-2009, perdeu 188 km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.

 

As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.

Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura. Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.

 

O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.

 

Comparativo - Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 km²); Amazônia (7.464 km²); Caatinga (1.921 km²); Pampa (331 km²); Mata Atlântica (248 km²) e Pantanal (118 km²).

Para mais informações, acesse a página da Projeto de Monitoramento: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idConteudo=7422.

Fonte: Ascom do MMA 


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Ibama flagra em MT desmate em área equivalente a 700 campos de futebol

Operação no noroeste do estado identificou áreas de floresta destruídas.
Agentes mantêm monitoramento de região atingida por desmate.

Mais de R$ 3 milhões em multas e embargo de 700 hectares em áreas desmatadas ilegalmente. Este é o saldo da operação realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), no noroeste de Mato Grosso. A ação, finalizada na semana passada, foi concentrada entre as cidades de Colniza e de Juara, distantes a 1.065 km e 690 km de Cuiabá. Durante duas semanas os fiscais do órgão identificaram desmate em uma área semelhante a 700 campos de futebol, de acordo com o instituto.

O Ibama informou ainda que foram percorridas distâncias de até 150 quilômetros do centro dos municípios, além de vistoriadas áreas em assentamentos da região. O foco foi coibir o desmatamento ilegal da floresta na chamada Amazônia Legal, formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Mato Grosso ocupa vice-liderança nos desmates, segundo Inpe (Foto: Assessoria/Ibama)

Mato Grosso ocupa vice-liderança nos desmates, segundo Inpe (Foto: Assessoria/Ibama)

Somente em Mato Grosso, o desmate cresceu 20% entre agosto de 2010 e julho de 2011, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estado figura na vice-liderança do ranking dos maiores desmatadores com 1.126 quilômetros quadrados. O Pará encabeça a lista, com 2.870 quilômetros quadrados.

O chefe de fiscalização do Ibama em Juína, Edilson Paz Fagundes, aponta que a falta de licenciamento e de regularização fundiária são considerados problemas para a fiscalização pelo órgão. Isto porque, na maior parte das vezes, os reais responsáveis pelo dano provocado na mata não são localizados.

“Tudo passa pela regularização fundiária”, resumiu Johnny Alex Drehmer, gerente executivo do Ibama em Juína, ao G1. De acordo com o representante, as ocorrências identificadas na região referem-se em sua maior parte ao desmate ilegal de áreas de floresta. No entanto, foram encontrados pontos onde se impedia a regeneração da mata.

A operação contou com apoio de agentes ambientais federais de Minas Gerais, Tocantins e do Rio Grande do Norte, além de equipes Cuiabá, Juína e Aripuanã.

Fiscalização
A mesma região já foi alvo de operações ambientais pelo órgão este ano. Entre os meses de outubro e novembro o Ibama já havia aplicado R$ 2,6 milhões em multas por desmatamento ilegal na região de Colniza. Na ocasião, empresas do setor madeireiro também foram autuadas porque apresentavam diferença no saldo de madeira, exerciam atividade sem licenciamento ambiental ou por estarem descumprindo determinações do instituto. De acordo com o Ibama, na ocasião foram três empresas embargadas e lacradas. Ao todo, apreendidos 2.533 m³ de madeira em toras e 470 m³ de madeira serrada.

Amazônia Legal
No começo de dezembro, um balanço apresentado pelo Inpe mostrou que o desmatamento na Amazônia Legal atingiu 6.238 quilômetros quadrados entre agosto de 2010 e julho de 2011. O número equivale a uma queda de 11% frente ao mesmo período de agosto de 2009 a julho de 2010.

Conforme o instituto, essa foi a menor área desde que se passou a monitorar o desmatamento na região, em 1988. Os dados foram mensurados a partir do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal).

Além do Pará e Mato Grosso, que figuraram nas primeiras posições do ranking que mediu o desmatamento na Amazônia Legal no respectivo intervalo, o Inpe aponta que em Rondônia um total de 869 quilômetros quadrados foram destruídos entre agosto de 2010 e julho de 2011. O número foi o terceiro maior dentre os estados membros da Amazônia Legal.

Desmatamento foi flagrado por agentes do Ibama durante operação (Foto: Assessoria/Ibama)

Desmatamento foi flagrado por agentes do Ibama durante operação (Foto: Assessoria/Ibama)

  (Foto:  )

Fonte: Leandro J. Nascimento, G1, São Paulo


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Área do tamanho do México vira maior santuário mundial de tubarões

Ilhas Marshall criam área de preservação no Pacífico de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.

O governo das Ilhas Marshall criou o maior santuário de tubarões no mundo, uma área oceânica de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.

A república situada no Oceano Pacífico irá proibir a comercialização de produtos derivados de tubarões e a pesca de tubarões em suas águas.

As ilhas, onde moram 68 mil pessoas, têm no turismo um dos principais motores da sua economia.

Tubarões e animais que têm parentesco com a espécie, como arraias, estão sendo seriamente ameaçados por problemas como pesca predatória e destruição de seu habitat.

Cerca de um terço dos tubarões oceânicos integram a internacionalmente reconhecida lista vermelha de espécies ameaçadas.

Santuário
“Ao aprovar este projeto (a proteção aos tubarões), não poderíamos oferecer uma afirmação mais forte sobre a importância dos tubarões para nossa cultura, meio ambiente e economia”, afirmou o senador Tony deBrum, que apresentou o projeto de lei ao parlamento do país.

“Podemos ser uma pequena nação, mas nossas águas agora são o maior local de proteção para tubarões”, acrescentou.

Para que se tenha uma ideia, a área de proteção é equivalente à área de países como a Indonésia, o México ou a Arábia Saudita e é oito vezes maior do que a Grã-Bretanha.

A medida vai ampliar a área de proteção dos tubarões em todo mundo dos atuais 2,7 milhões de quilômetros quadrados para 4,6 milhões de quilômetros quadrados.

Pelos termos do projeto de lei, a pesca de tubarões e a comercialização de produtos derivados de tubarões serão proibidos e quaisquer animais que forem capturados acidentalmente, deverão ser soltos com vida.

Proibições
No santuário, que abrangerá boa parte do Oceano Pacífico, certos tipos de equipamento de pesca serão proibidos e quem transgredir estas medidas poderá pagar multas de até 200 mil libras (cerca de R$ 575,5 mil).

O governo marshallino elaborou a proposta juntamente com integrantes do Pew Environment Group, a organização ambiental americana que identificou as nações-arquipélago como mais capazes de oferecer grandes ”ganhos” em termos de conservação marinha, devido à vasta proporção de suas águas territoriais.

“Nós saudamos a República das Ilhas Marshall por colocar em prática a mais forte legislação para proteger tubarões que nós já vimos”, afirmou Matt Rand, diretor de conservação de tubarões da instituição.

Com a legislação pró-tubarões, as Ilhas Marshall seguem o caminho tomado por Palau, há dois anos, que, até agora, contava com o maior santuário mundial em defesa dos animais.

Desde então, outros países, como as Bahamas, adotaram medidas semelhantes.

Dúvidas
No mês passado, um grupo de oito países – entre eles México, Honduras e Maldivas – assinou uma declaração conjunta na qual se comprometeram a pressionar pela adoção de mais medidas de proteção aos tubarões em todo o mundo.

Como eles crescem e se reproduzem de forma relativamente lenta, os tubarões são particularmente vulneráveis a fatores como a pesca, seja ela acidental ou intencional.

As medidas de proteção aos tubarões também deverão ajudar a diversidade marinha como um todo, já que restringem os direitos de barcos pesqueiros e exigem maior controle dos navios que desembarcam na região.

Mas tanto nas Ilhas Marshall como em Palau e outros países, há dúvidas sobre a capacidade das autoridades para monitorar plenamente uma extensa camada do oceano.

Medidas restringem ação de pescadores na região. (Foto: Stuart Cove's Dive Bahamas / via BBC)

Medidas restringem ação de pescadores na região. (Foto: Stuart Cove's Dive Bahamas / via BBC)

Fonte: Da BBC


26 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Falta verba para monitorar desmatamento no cerrado

Prometido há um ano pelo governo, o sistema de detecção do desmatamento no cerrado em tempo real, usando imagens de satélite, ainda não saiu do papel.

Ele seria feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), nos mesmos moldes do Deter, que vigia a Amazônia. A previsão era de que estivesse em funcionamento neste ano. “Pergunte se o Inpe recebeu dinheiro”, disse o diretor do instituto, Gilberto Câmara.

A falta de verba também deixou empacada a parceria entre o Inpe e o Ibama para criar um sistema que desse a taxa anual de desmate.

Hoje, ela é medida anualmente por um sistema do Ibama que é bem mais simples que o Prodes (do Inpe, que dá a taxa de desmatamento na Amazônia). O sistema não dá taxas anuais, nem diferencia vegetação secundária de cerrados nativos.

Editoria de arte/folhapress

 

O monitoramento começou somente em 2009. Até então, o governo tinha apenas uma estimativa pontual da destruição do cerrado (15,7 mil km2 ao ano). Com base nessa estimativa foi definida a meta de redução de 40% na derrubada do bioma até 2020.

O que os satélites revelaram, porém, foi um número bem diferente. Os dados de 2010, divulgados por Teixeira, por exemplo, mostram 6.469 km2 desmatados, ou quatro vezes a área da cidade de São Paulo. Isso representa uma queda de 15% em relação a 2009 (7.637 km2). No total, o cerrado já perdeu 48,5% de sua área original.

 

Fonte: Claudio Angelo, Brasília, Folha.com

O desmatamento se concentrou no chamado “Mapito” (Maranhão, Piauí e Tocantins), a nova fronteira do agronegócio do país. Segundo Mauro Pires, coordenador do plano de controle de desmate no cerrado, a queda não significa que a meta já tenha sido cumprida.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que dará dinheiro de sua pasta ao Inpe para criar o monitoramento no ano que vem.


23 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Amazônia perdeu área de 150 parques do Ibirapuera em agosto, diz ONG

Levantamento do Imazon afirma que 240 km² de floresta foram derrubados.
Pará foi estado que mais desmatou, seguido de Rondônia e Mato Grosso.

A Amazônia perdeu em agosto 240 km² de cobertura vegetal, de acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (22) pela organização ambiental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um monitoramento paralelo ao do governo federal.

É como se a floresta perdesse em um mês uma área do tamanho de 150 parques do Ibirapuera, localizado na cidade de São Paulo. O número 15% superior ao mesmo período do ano passado, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que analisa o desmatamento através de imagens de satélite.

No mês passado, em julho, o Imazon havia detectado redução de 40% no desmatamento, o que segundo os pesquisadores seria resultado das ações de fiscalização contra crimes ambientais na região da Amazônia Legal.

Operações realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) em diversos estados fecharam serrarias ilegais e localizaram focos de degradação a pedido do Ministério do Meio Ambiente. Até o fim de setembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais deve divulgar dados sobre o desmatamento, utilizados pelo governo federal como oficiais.

Mapa produzido pelo Imazon mostra em vermelho os pontos de desmatamento detectados pelos técnicos do instituto no mês de junho (Foto: Reprodução/Imazon)

Mapa produzido pelo Imazon mostra em vermelho os pontos de desmatamento detectados pelos técnicos do instituto no mês de agosto (Foto: Reprodução/Imazon)

Dados
O levantamento aponta o estado do Pará como o maior desmatador do mês, com 119 km² de vegetação derrubada. Rondônia vem na segunda posição, com 49 km² de desmatamento, seguido do Mato Grosso, com 35 km².

Entre as cidades que mais desmataram, Porto Velho, capital de Rondônia, encabeça a lista com 30 km². Segundo a pesquisadora do Imazon, Sanae Hayashi, as obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, na região do Rio Madeira, podem ter impulsionado a devastação de áreas de floresta na região.

As cidades paraenses de São Félix do Xingu e Altamira derrubaram juntas 34,3 km² de floresta. Em Altamira, a área de vegetação tem sido suprimida devido à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.

De acordo com a companhia responsável pelo empreendimento, as obras poderão suprimir até 175 km² de florestas da Amazônia, uma área maior que a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, que tem 167 km² de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


15 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Projeto usa microchip em abelha para investigar abandono de colmeias

Especialistas em Salamanca, na Espanha, estão realizando um projeto pioneiro que envolve colocar microchips em abelhas para investigar as causas por trás dos elevados índices de mortalidade entre elas.

“Iniciamos o projeto porque na região de Salamanca temos muitos problemas com o desabelhamento das colmeias”, disse à BBC o presidente da Associação de Apicultores de Salamanca, Castor Fernández.

“Falamos em desabelhamento quando a colmeia fica despopulada e morre. Durante anos, aqui, tem havido [um índice de] 80% de despopulação, ou seja, de cada 100 colmeias, morrem 80. É algo muito, muito grave.”

Segundo Fernández, quando as abelhas desaparecem, a rainha deixa de colocar ovos para que se formem novas colmeias. Após um período, a colmeia morre.

“Não sabemos se as abelhas vão embora ou se morrem ali perto. Não sabemos o que ocorre, por isso surgiu a ideia dos microchips para ver se encontramos algum remédio.”

Os minúsculos chips são acoplados ao tórax das abelhas. Cada vez que elas passam pela entrada da colmeia, um leitor de microchips registra dados que são arquivados em um computador.

CHIPS

Os pesquisadores José Orantes Bermejo, dos Laboratorios Apinevada, em Granada, e Antonio Gómez Pajuelo, apicultor, estão monitorando abelhas em colmeias saudáveis, onde não houve qualquer contaminação por pesticidas, e em colmeias onde foram identificados resíduos de pesticidas.

“Estamos colocando identificadores passivos [sem baterias] para identificar cada abelha de forma individual. Esses dispositivos têm um tamanho aproximado de 2 por 1,6 mm e espessura de aproximadamente 0,5 mm. O peso aproximado é de 5 mg e a abelha pode carregar [o chip] sem problemas”, disse Bermejo à BBC.

Ele explicou que colocar o chip na abelha não é difícil, embora seja uma operação delicada que requer que o inseto esteja adormecido.

“Temos abelhas marcadas com microchips em colmeias situadas em ambientes saudáveis, sem resíduos de pesticidas, e em colmeias em ambientes onde há resíduos de pesticidas em níveis não letais [provocados de forma experimental] encontrados com frequência em colmeias normais”, disse à BBC seu colega Pajuelo.

Pajuelo explicou que a pergunta que a equipe pretende responder é a seguinte: Esses índices de resíduos, encontrados com relativa frequência, afetariam tanto a vida das abelhas a ponto de fazer com que elas morram aos poucos? E será que essas mortes levariam a colmeia a perder quantidades importantes de abelhas ao longo do inverno, tornando-se despopulada?

PESTICIDAS

Segundo Pajuelo, estudos feitos até o momento vêm levando especialistas a concluir que o desaparecimento das abelhas se deve a uma conjunção de três fatores.

A má nutrição durante o outono por problemas nas florações nesse período, a falta de controle do ácaro Varroa destructor, que parasita as abelhas, e o uso de pesticidas –os agrícolas usados externamente e aqueles que vão dentro da colmeia para combater o ácaro Varroa.

“Os pesticidas são tóxicos para as abelhas e, em doses baixas, interferem na produção dos péptidos antimicrobianos do seu sistema imunológico”, disse Pajuelo. “Restos de pesticidas utilizados em torno ou dentro da colmeia contra o Varroa acabam ficando dissolvidos na cera e dali passam para a parte gordurosa do pólen armazenado pelas abelhas.”

O pesquisador explicou que quando esse pólen é consumido pelas larvas e abelhas adultas, ocorre uma intoxicação leve, que não seria suficiente para matar as abelhas, mas que pode encurtar suas vidas e aumentar a incidência de doenças.

“A influência deste último fator é o que tentamos demonstrar marcando as abelhas com chips que nos permitem ‘ler’ seu período de vida”.

 

Fonte: BBC Brasil


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisadores de MT monitoram ninhos de aves aquáticas do Pantanal

Trabalho é feito em ninhos de aves nos períodos de cheia e seca.
Balanço de 2010 apresentou sete novos ninhais nas áreas.

Pássaros são monitorados no Pantanal mato-grossense (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT)

Pássaros são monitorados no Pantanal mato-grossense (Foto: Marcos Ferramosca/Sema)

Técnicos e pesquisadores de Mato Grosso que fazem o monitoramento nos ninhos das aves do Pantanal mato-grossense já observam novos ninhos. As áreas mapeadas desde 2006 abrigam colônias de reprodução de várias espécies de aves aquáticas.

Segundo Marcos Roberto Ferramosca, analista de meio ambiente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o trabalho de mapeamento é feito nos períodos de cheia e seca do Pantanal.

As áreas de monitoramento são consideradas por especialistas, um local preferencial para seis espécies de aves e os ninhos monitorados ficam nos municípios de Poconé, Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento e Cáceres.

Ainda de acordo com o analista, o mapeamento tem foco no desenvolvimento do potencial turístico e na conservação do meio ambiente. “O objetivo desse trabalho é mapear as áreas de ocorrência de ninhais na região do Pantanal, identificando as atividades que possam estar comprometendo a reprodução das aves e a consequente conservação destas áreas”, ressaltou.

As colônias de construção dos ninhos das aves aquáticas em árvores, chamados de viveiros ou ninhais podem ser formados por espécies como: biguás, biguatingas e baguaris (ninhais pretos) ou por garças, colhereiros e cabeças-secas (ninhais brancos).

Em 2010, no período de cheia, foram localizados 41 ninhais, sendo registrados seis novos. No período de seca, foram registrados 42 ninhais e apenas um novo.

Já no primeiro semestre de 2011 os técnicos observaram maior ocorrência de aves se reproduzindo em relação aos anos anteriores, inclusive com o registro de mais sete novos ninhais.

Outro fenômeno observado foi a antecipação do período reprodutivo da garça-branca-grande. “Essa espécie costuma se reproduzir nos meses de junho e julho e até mesmo em maio, em alguns ninhais. Mas, este ano, observamos vários ninhais com garças já no início de abril”, finalizou Marcos.

Novos ninhos foram registrados durante a pesquisa (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT)

Novos ninhos foram registrados durante a pesquisa (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT

Fonte: Do G1, MT


15 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comercialização de madeira retirada da área da usina Santo Antônio é monitorada pelo Ibama

As primeiras balsas com produtos florestais extraídos da área autorizada para supressão vegetal da usina hidrelétrica Santo Antônio começam a sair de Porto Velho, em Rondônia, com destino a Itacoatiara, no estado do Amazonas.

Estima-se que cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos de produtos florestais, entre tora e lenha, serão aproveitados economicamente só em 2011. Nesse caso, o consórcio empreendedor é responsável pela supressão e pela comercialização da madeira. As espécies com maior valor econômico estão sendo preparadas em serrarias construídas no local, e as protegidas por lei, como a castanheira e a seringueira, têm destinação diferente: elas poderão ser doadas para instituições beneficentes, sem fins lucrativos, ou para programas de habitação popular. A fiscalização do Documento de Origem Florestal (DOF) está sendo feita em um posto de controle do Ibama implantado na área.

Os analistas da Diretoria de Biodiversidade e Florestas do Ibama, que coordenam o trabalho, asseguram que é uma tarefa de campo complexa, mas os ganhos sociais compensam os esforços. Entre outros benefícios, a retirada da madeira assegura melhor qualidade da água no reservatório das usinas, o incremento no setor madeireiro, com a oferta de madeira legalizada, e a abertura da possibilidade de novas florestas de compensação ambiental, pois a reposição florestal para compensar a área de vegetação suprimida é exigência do Ibama no licenciamento ambiental.

Outro benefício social, ainda segundo os técnicos, seria a geração de divisas para o estado, com o pagamento de impostos sobre a comercialização dessa madeira, além do aperfeiçoamento institucional do Ibama, que está garantindo a fiscalização e a liberação do estoque em tempo hábil para a comercialização.

O Ibama vem mantendo suas equipes permanentemente em campo para vistorias. As análises da madeira são feitas por amostragem e a classificação é relativa à quantidade e à qualidade do produto.

Segundo o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, “o trabalho dos técnicos em campo é muito importante para assegurar o cumprimento das exigências do licenciamento ambiental e a garantia de produtos florestais de origem lícita atendendo as demandas do setor”.

Fonte: Ibama


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5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasil terá Pacto pelas Águas

Ministra Izabella Teixeira anuncia programa de gestão das principais bacias, que prevê monitoramento por satélite.

Nesta terça-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, será instituído o Pacto pelas Águas, reunindo governo federal, estados e municípios na área de recursos hídricos em todo o País. Estão previstos investimentos de R$ 20 milhões ao ano no financiamento da gestão nas principais bacias brasileiras, com monitoramento e apoio dos órgãos federais.

 

A reunião ordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), realizada no dia 30 de maio, marcou a abertura da Semana Nacional do Meio Ambiente. Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou convênios com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Está prevista a criação de um sistema de informações sobre recursos hídricos, com base no mapeamento por satélite dos rios e bacias brasileiras.

 

Pelo acordo, a AEB lança, a partir de novembro, uma família de satélites CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China e utilizados para o monitoramento territorial. Com esse equipamento, será possível fazer o mapeamento completo dos rios brasileiros. “Estamos entrando em uma nova conjuntura hídrica no País”, avalia Izabella Teixeira.

 

Nova cartografia - De acordo com o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, trata-se do primeiro passo para a elaboração da nova cartografia dos recursos hídricos do Brasil. “É um salto de qualidade na produção de informação e conhecimento sobre as águas”, destacou.  Ele anunciou, também, publicação de portaria criando o Comitê de Contas Ambientais da Água, encarregado de avaliar o consumo da água nas atividades econômicas. O levantamento vai alimentar banco de dados das Nações Unidas sobre a disponibilidade dos recursos hídricos no mundo.

 

O presidente da AEB, José Raimundo Braga, informou que está previsto para novembro desse ano o lançamento do primeiro satélite da família CBERS, que substituirá o atual, que já está fora de operação. Ele elogiou a política brasileira para os recursos hídricos e afirmou que será um instrumento essencial para a criação de um sistema de informações sobre os recursos hídricos no Brasil. “O modelo integrado de gestão das águas é exemplo em todo o mundo”, assegurou.

 

A ministra Izabella Teixeira anunciou, ainda, um conjunto de medidas de fortalecimento da área ambiental, resultado de entendimento com o Ministério do Planejamento e Gestão, com impactos no MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).  Segundo informou, haverá reforço nos quadros de analistas ambientais do Ibama e incentivos à capacitação dos servidores da área ambiental.

Fonte: Ascom do MMA


13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

MMA divulga dados do monitoramento do desmatamento de três biomas

Taxas comparativas de todos biomas brasileiros entre 2008-2009 indicam que Pampa, Mata Atlântica e Pantanal registraram redução no ritmo de supressão da vegetação.

Em continuidade à série do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), o Ministério do Meio ambiente (MMA) divulgou nesta quinta-feira (9), dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009, cujos números mostram queda no ritmo do corte da vegetação no período. O estudo, que quantifica desmatamentos de áreas nativas, começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.

 

O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal, disse a ministra Izabella Teixeira. Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região. Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.

 

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002.

 

Pampa - Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo. Dos seus 177.767 km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 km², que equivale a 1,2% do bioma , ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 km² equivalentes a 0,67% da área do município.

A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.

 

Mata Atlântica - A área desmatada corresponde a 248 km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 m² de vegetação nativa.

O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.

 

Pantanal - Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 km². Entre 2008-2009, perdeu 188 km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.

 

As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.

Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura. Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.

 

O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.

 

Comparativo - Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 km²); Amazônia (7.464 km²); Caatinga (1.921 km²); Pampa (331 km²); Mata Atlântica (248 km²) e Pantanal (118 km²).

Para mais informações, acesse a página da Projeto de Monitoramento: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idConteudo=7422.

Fonte: Ascom do MMA


11 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

MMA divulga dados do monitoramento do desmatamento de três biomas

Taxas comparativas de todos biomas brasileiros entre 2008-2009 indicam que Pampa, Mata Atlântica e Pantanal registraram redução no ritmo de supressão da vegetação.

Em continuidade à série do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), o Ministério do Meio ambiente (MMA) divulgou nesta quinta-feira (9), dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009, cujos números mostram queda no ritmo do corte da vegetação no período. O estudo, que quantifica desmatamentos de áreas nativas, começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.

 

O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal, disse a ministra Izabella Teixeira. Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região. Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.

 

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002.

 

Pampa - Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo. Dos seus 177.767 km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 km², que equivale a 1,2% do bioma , ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 km² equivalentes a 0,67% da área do município.

A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.

 

Mata Atlântica - A área desmatada corresponde a 248 km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 m² de vegetação nativa.

O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.

 

Pantanal - Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 km². Entre 2008-2009, perdeu 188 km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.

 

As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.

Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura. Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.

 

O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.

 

Comparativo - Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 km²); Amazônia (7.464 km²); Caatinga (1.921 km²); Pampa (331 km²); Mata Atlântica (248 km²) e Pantanal (118 km²).

Para mais informações, acesse a página da Projeto de Monitoramento: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idConteudo=7422.

Fonte: Ascom do MMA 


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Ibama flagra em MT desmate em área equivalente a 700 campos de futebol

Operação no noroeste do estado identificou áreas de floresta destruídas.
Agentes mantêm monitoramento de região atingida por desmate.

Mais de R$ 3 milhões em multas e embargo de 700 hectares em áreas desmatadas ilegalmente. Este é o saldo da operação realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), no noroeste de Mato Grosso. A ação, finalizada na semana passada, foi concentrada entre as cidades de Colniza e de Juara, distantes a 1.065 km e 690 km de Cuiabá. Durante duas semanas os fiscais do órgão identificaram desmate em uma área semelhante a 700 campos de futebol, de acordo com o instituto.

O Ibama informou ainda que foram percorridas distâncias de até 150 quilômetros do centro dos municípios, além de vistoriadas áreas em assentamentos da região. O foco foi coibir o desmatamento ilegal da floresta na chamada Amazônia Legal, formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Mato Grosso ocupa vice-liderança nos desmates, segundo Inpe (Foto: Assessoria/Ibama)

Mato Grosso ocupa vice-liderança nos desmates, segundo Inpe (Foto: Assessoria/Ibama)

Somente em Mato Grosso, o desmate cresceu 20% entre agosto de 2010 e julho de 2011, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estado figura na vice-liderança do ranking dos maiores desmatadores com 1.126 quilômetros quadrados. O Pará encabeça a lista, com 2.870 quilômetros quadrados.

O chefe de fiscalização do Ibama em Juína, Edilson Paz Fagundes, aponta que a falta de licenciamento e de regularização fundiária são considerados problemas para a fiscalização pelo órgão. Isto porque, na maior parte das vezes, os reais responsáveis pelo dano provocado na mata não são localizados.

“Tudo passa pela regularização fundiária”, resumiu Johnny Alex Drehmer, gerente executivo do Ibama em Juína, ao G1. De acordo com o representante, as ocorrências identificadas na região referem-se em sua maior parte ao desmate ilegal de áreas de floresta. No entanto, foram encontrados pontos onde se impedia a regeneração da mata.

A operação contou com apoio de agentes ambientais federais de Minas Gerais, Tocantins e do Rio Grande do Norte, além de equipes Cuiabá, Juína e Aripuanã.

Fiscalização
A mesma região já foi alvo de operações ambientais pelo órgão este ano. Entre os meses de outubro e novembro o Ibama já havia aplicado R$ 2,6 milhões em multas por desmatamento ilegal na região de Colniza. Na ocasião, empresas do setor madeireiro também foram autuadas porque apresentavam diferença no saldo de madeira, exerciam atividade sem licenciamento ambiental ou por estarem descumprindo determinações do instituto. De acordo com o Ibama, na ocasião foram três empresas embargadas e lacradas. Ao todo, apreendidos 2.533 m³ de madeira em toras e 470 m³ de madeira serrada.

Amazônia Legal
No começo de dezembro, um balanço apresentado pelo Inpe mostrou que o desmatamento na Amazônia Legal atingiu 6.238 quilômetros quadrados entre agosto de 2010 e julho de 2011. O número equivale a uma queda de 11% frente ao mesmo período de agosto de 2009 a julho de 2010.

Conforme o instituto, essa foi a menor área desde que se passou a monitorar o desmatamento na região, em 1988. Os dados foram mensurados a partir do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal).

Além do Pará e Mato Grosso, que figuraram nas primeiras posições do ranking que mediu o desmatamento na Amazônia Legal no respectivo intervalo, o Inpe aponta que em Rondônia um total de 869 quilômetros quadrados foram destruídos entre agosto de 2010 e julho de 2011. O número foi o terceiro maior dentre os estados membros da Amazônia Legal.

Desmatamento foi flagrado por agentes do Ibama durante operação (Foto: Assessoria/Ibama)

Desmatamento foi flagrado por agentes do Ibama durante operação (Foto: Assessoria/Ibama)

  (Foto:  )

Fonte: Leandro J. Nascimento, G1, São Paulo


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Área do tamanho do México vira maior santuário mundial de tubarões

Ilhas Marshall criam área de preservação no Pacífico de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.

O governo das Ilhas Marshall criou o maior santuário de tubarões no mundo, uma área oceânica de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.

A república situada no Oceano Pacífico irá proibir a comercialização de produtos derivados de tubarões e a pesca de tubarões em suas águas.

As ilhas, onde moram 68 mil pessoas, têm no turismo um dos principais motores da sua economia.

Tubarões e animais que têm parentesco com a espécie, como arraias, estão sendo seriamente ameaçados por problemas como pesca predatória e destruição de seu habitat.

Cerca de um terço dos tubarões oceânicos integram a internacionalmente reconhecida lista vermelha de espécies ameaçadas.

Santuário
“Ao aprovar este projeto (a proteção aos tubarões), não poderíamos oferecer uma afirmação mais forte sobre a importância dos tubarões para nossa cultura, meio ambiente e economia”, afirmou o senador Tony deBrum, que apresentou o projeto de lei ao parlamento do país.

“Podemos ser uma pequena nação, mas nossas águas agora são o maior local de proteção para tubarões”, acrescentou.

Para que se tenha uma ideia, a área de proteção é equivalente à área de países como a Indonésia, o México ou a Arábia Saudita e é oito vezes maior do que a Grã-Bretanha.

A medida vai ampliar a área de proteção dos tubarões em todo mundo dos atuais 2,7 milhões de quilômetros quadrados para 4,6 milhões de quilômetros quadrados.

Pelos termos do projeto de lei, a pesca de tubarões e a comercialização de produtos derivados de tubarões serão proibidos e quaisquer animais que forem capturados acidentalmente, deverão ser soltos com vida.

Proibições
No santuário, que abrangerá boa parte do Oceano Pacífico, certos tipos de equipamento de pesca serão proibidos e quem transgredir estas medidas poderá pagar multas de até 200 mil libras (cerca de R$ 575,5 mil).

O governo marshallino elaborou a proposta juntamente com integrantes do Pew Environment Group, a organização ambiental americana que identificou as nações-arquipélago como mais capazes de oferecer grandes ”ganhos” em termos de conservação marinha, devido à vasta proporção de suas águas territoriais.

“Nós saudamos a República das Ilhas Marshall por colocar em prática a mais forte legislação para proteger tubarões que nós já vimos”, afirmou Matt Rand, diretor de conservação de tubarões da instituição.

Com a legislação pró-tubarões, as Ilhas Marshall seguem o caminho tomado por Palau, há dois anos, que, até agora, contava com o maior santuário mundial em defesa dos animais.

Desde então, outros países, como as Bahamas, adotaram medidas semelhantes.

Dúvidas
No mês passado, um grupo de oito países – entre eles México, Honduras e Maldivas – assinou uma declaração conjunta na qual se comprometeram a pressionar pela adoção de mais medidas de proteção aos tubarões em todo o mundo.

Como eles crescem e se reproduzem de forma relativamente lenta, os tubarões são particularmente vulneráveis a fatores como a pesca, seja ela acidental ou intencional.

As medidas de proteção aos tubarões também deverão ajudar a diversidade marinha como um todo, já que restringem os direitos de barcos pesqueiros e exigem maior controle dos navios que desembarcam na região.

Mas tanto nas Ilhas Marshall como em Palau e outros países, há dúvidas sobre a capacidade das autoridades para monitorar plenamente uma extensa camada do oceano.

Medidas restringem ação de pescadores na região. (Foto: Stuart Cove's Dive Bahamas / via BBC)

Medidas restringem ação de pescadores na região. (Foto: Stuart Cove's Dive Bahamas / via BBC)

Fonte: Da BBC


26 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Falta verba para monitorar desmatamento no cerrado

Prometido há um ano pelo governo, o sistema de detecção do desmatamento no cerrado em tempo real, usando imagens de satélite, ainda não saiu do papel.

Ele seria feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), nos mesmos moldes do Deter, que vigia a Amazônia. A previsão era de que estivesse em funcionamento neste ano. “Pergunte se o Inpe recebeu dinheiro”, disse o diretor do instituto, Gilberto Câmara.

A falta de verba também deixou empacada a parceria entre o Inpe e o Ibama para criar um sistema que desse a taxa anual de desmate.

Hoje, ela é medida anualmente por um sistema do Ibama que é bem mais simples que o Prodes (do Inpe, que dá a taxa de desmatamento na Amazônia). O sistema não dá taxas anuais, nem diferencia vegetação secundária de cerrados nativos.

Editoria de arte/folhapress

 

O monitoramento começou somente em 2009. Até então, o governo tinha apenas uma estimativa pontual da destruição do cerrado (15,7 mil km2 ao ano). Com base nessa estimativa foi definida a meta de redução de 40% na derrubada do bioma até 2020.

O que os satélites revelaram, porém, foi um número bem diferente. Os dados de 2010, divulgados por Teixeira, por exemplo, mostram 6.469 km2 desmatados, ou quatro vezes a área da cidade de São Paulo. Isso representa uma queda de 15% em relação a 2009 (7.637 km2). No total, o cerrado já perdeu 48,5% de sua área original.

 

Fonte: Claudio Angelo, Brasília, Folha.com

O desmatamento se concentrou no chamado “Mapito” (Maranhão, Piauí e Tocantins), a nova fronteira do agronegócio do país. Segundo Mauro Pires, coordenador do plano de controle de desmate no cerrado, a queda não significa que a meta já tenha sido cumprida.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que dará dinheiro de sua pasta ao Inpe para criar o monitoramento no ano que vem.


23 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Amazônia perdeu área de 150 parques do Ibirapuera em agosto, diz ONG

Levantamento do Imazon afirma que 240 km² de floresta foram derrubados.
Pará foi estado que mais desmatou, seguido de Rondônia e Mato Grosso.

A Amazônia perdeu em agosto 240 km² de cobertura vegetal, de acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (22) pela organização ambiental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um monitoramento paralelo ao do governo federal.

É como se a floresta perdesse em um mês uma área do tamanho de 150 parques do Ibirapuera, localizado na cidade de São Paulo. O número 15% superior ao mesmo período do ano passado, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que analisa o desmatamento através de imagens de satélite.

No mês passado, em julho, o Imazon havia detectado redução de 40% no desmatamento, o que segundo os pesquisadores seria resultado das ações de fiscalização contra crimes ambientais na região da Amazônia Legal.

Operações realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) em diversos estados fecharam serrarias ilegais e localizaram focos de degradação a pedido do Ministério do Meio Ambiente. Até o fim de setembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais deve divulgar dados sobre o desmatamento, utilizados pelo governo federal como oficiais.

Mapa produzido pelo Imazon mostra em vermelho os pontos de desmatamento detectados pelos técnicos do instituto no mês de junho (Foto: Reprodução/Imazon)

Mapa produzido pelo Imazon mostra em vermelho os pontos de desmatamento detectados pelos técnicos do instituto no mês de agosto (Foto: Reprodução/Imazon)

Dados
O levantamento aponta o estado do Pará como o maior desmatador do mês, com 119 km² de vegetação derrubada. Rondônia vem na segunda posição, com 49 km² de desmatamento, seguido do Mato Grosso, com 35 km².

Entre as cidades que mais desmataram, Porto Velho, capital de Rondônia, encabeça a lista com 30 km². Segundo a pesquisadora do Imazon, Sanae Hayashi, as obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, na região do Rio Madeira, podem ter impulsionado a devastação de áreas de floresta na região.

As cidades paraenses de São Félix do Xingu e Altamira derrubaram juntas 34,3 km² de floresta. Em Altamira, a área de vegetação tem sido suprimida devido à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.

De acordo com a companhia responsável pelo empreendimento, as obras poderão suprimir até 175 km² de florestas da Amazônia, uma área maior que a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, que tem 167 km² de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


15 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Projeto usa microchip em abelha para investigar abandono de colmeias

Especialistas em Salamanca, na Espanha, estão realizando um projeto pioneiro que envolve colocar microchips em abelhas para investigar as causas por trás dos elevados índices de mortalidade entre elas.

“Iniciamos o projeto porque na região de Salamanca temos muitos problemas com o desabelhamento das colmeias”, disse à BBC o presidente da Associação de Apicultores de Salamanca, Castor Fernández.

“Falamos em desabelhamento quando a colmeia fica despopulada e morre. Durante anos, aqui, tem havido [um índice de] 80% de despopulação, ou seja, de cada 100 colmeias, morrem 80. É algo muito, muito grave.”

Segundo Fernández, quando as abelhas desaparecem, a rainha deixa de colocar ovos para que se formem novas colmeias. Após um período, a colmeia morre.

“Não sabemos se as abelhas vão embora ou se morrem ali perto. Não sabemos o que ocorre, por isso surgiu a ideia dos microchips para ver se encontramos algum remédio.”

Os minúsculos chips são acoplados ao tórax das abelhas. Cada vez que elas passam pela entrada da colmeia, um leitor de microchips registra dados que são arquivados em um computador.

CHIPS

Os pesquisadores José Orantes Bermejo, dos Laboratorios Apinevada, em Granada, e Antonio Gómez Pajuelo, apicultor, estão monitorando abelhas em colmeias saudáveis, onde não houve qualquer contaminação por pesticidas, e em colmeias onde foram identificados resíduos de pesticidas.

“Estamos colocando identificadores passivos [sem baterias] para identificar cada abelha de forma individual. Esses dispositivos têm um tamanho aproximado de 2 por 1,6 mm e espessura de aproximadamente 0,5 mm. O peso aproximado é de 5 mg e a abelha pode carregar [o chip] sem problemas”, disse Bermejo à BBC.

Ele explicou que colocar o chip na abelha não é difícil, embora seja uma operação delicada que requer que o inseto esteja adormecido.

“Temos abelhas marcadas com microchips em colmeias situadas em ambientes saudáveis, sem resíduos de pesticidas, e em colmeias em ambientes onde há resíduos de pesticidas em níveis não letais [provocados de forma experimental] encontrados com frequência em colmeias normais”, disse à BBC seu colega Pajuelo.

Pajuelo explicou que a pergunta que a equipe pretende responder é a seguinte: Esses índices de resíduos, encontrados com relativa frequência, afetariam tanto a vida das abelhas a ponto de fazer com que elas morram aos poucos? E será que essas mortes levariam a colmeia a perder quantidades importantes de abelhas ao longo do inverno, tornando-se despopulada?

PESTICIDAS

Segundo Pajuelo, estudos feitos até o momento vêm levando especialistas a concluir que o desaparecimento das abelhas se deve a uma conjunção de três fatores.

A má nutrição durante o outono por problemas nas florações nesse período, a falta de controle do ácaro Varroa destructor, que parasita as abelhas, e o uso de pesticidas –os agrícolas usados externamente e aqueles que vão dentro da colmeia para combater o ácaro Varroa.

“Os pesticidas são tóxicos para as abelhas e, em doses baixas, interferem na produção dos péptidos antimicrobianos do seu sistema imunológico”, disse Pajuelo. “Restos de pesticidas utilizados em torno ou dentro da colmeia contra o Varroa acabam ficando dissolvidos na cera e dali passam para a parte gordurosa do pólen armazenado pelas abelhas.”

O pesquisador explicou que quando esse pólen é consumido pelas larvas e abelhas adultas, ocorre uma intoxicação leve, que não seria suficiente para matar as abelhas, mas que pode encurtar suas vidas e aumentar a incidência de doenças.

“A influência deste último fator é o que tentamos demonstrar marcando as abelhas com chips que nos permitem ‘ler’ seu período de vida”.

 

Fonte: BBC Brasil


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisadores de MT monitoram ninhos de aves aquáticas do Pantanal

Trabalho é feito em ninhos de aves nos períodos de cheia e seca.
Balanço de 2010 apresentou sete novos ninhais nas áreas.

Pássaros são monitorados no Pantanal mato-grossense (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT)

Pássaros são monitorados no Pantanal mato-grossense (Foto: Marcos Ferramosca/Sema)

Técnicos e pesquisadores de Mato Grosso que fazem o monitoramento nos ninhos das aves do Pantanal mato-grossense já observam novos ninhos. As áreas mapeadas desde 2006 abrigam colônias de reprodução de várias espécies de aves aquáticas.

Segundo Marcos Roberto Ferramosca, analista de meio ambiente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o trabalho de mapeamento é feito nos períodos de cheia e seca do Pantanal.

As áreas de monitoramento são consideradas por especialistas, um local preferencial para seis espécies de aves e os ninhos monitorados ficam nos municípios de Poconé, Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento e Cáceres.

Ainda de acordo com o analista, o mapeamento tem foco no desenvolvimento do potencial turístico e na conservação do meio ambiente. “O objetivo desse trabalho é mapear as áreas de ocorrência de ninhais na região do Pantanal, identificando as atividades que possam estar comprometendo a reprodução das aves e a consequente conservação destas áreas”, ressaltou.

As colônias de construção dos ninhos das aves aquáticas em árvores, chamados de viveiros ou ninhais podem ser formados por espécies como: biguás, biguatingas e baguaris (ninhais pretos) ou por garças, colhereiros e cabeças-secas (ninhais brancos).

Em 2010, no período de cheia, foram localizados 41 ninhais, sendo registrados seis novos. No período de seca, foram registrados 42 ninhais e apenas um novo.

Já no primeiro semestre de 2011 os técnicos observaram maior ocorrência de aves se reproduzindo em relação aos anos anteriores, inclusive com o registro de mais sete novos ninhais.

Outro fenômeno observado foi a antecipação do período reprodutivo da garça-branca-grande. “Essa espécie costuma se reproduzir nos meses de junho e julho e até mesmo em maio, em alguns ninhais. Mas, este ano, observamos vários ninhais com garças já no início de abril”, finalizou Marcos.

Novos ninhos foram registrados durante a pesquisa (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT)

Novos ninhos foram registrados durante a pesquisa (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT

Fonte: Do G1, MT


15 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Comercialização de madeira retirada da área da usina Santo Antônio é monitorada pelo Ibama

As primeiras balsas com produtos florestais extraídos da área autorizada para supressão vegetal da usina hidrelétrica Santo Antônio começam a sair de Porto Velho, em Rondônia, com destino a Itacoatiara, no estado do Amazonas.

Estima-se que cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos de produtos florestais, entre tora e lenha, serão aproveitados economicamente só em 2011. Nesse caso, o consórcio empreendedor é responsável pela supressão e pela comercialização da madeira. As espécies com maior valor econômico estão sendo preparadas em serrarias construídas no local, e as protegidas por lei, como a castanheira e a seringueira, têm destinação diferente: elas poderão ser doadas para instituições beneficentes, sem fins lucrativos, ou para programas de habitação popular. A fiscalização do Documento de Origem Florestal (DOF) está sendo feita em um posto de controle do Ibama implantado na área.

Os analistas da Diretoria de Biodiversidade e Florestas do Ibama, que coordenam o trabalho, asseguram que é uma tarefa de campo complexa, mas os ganhos sociais compensam os esforços. Entre outros benefícios, a retirada da madeira assegura melhor qualidade da água no reservatório das usinas, o incremento no setor madeireiro, com a oferta de madeira legalizada, e a abertura da possibilidade de novas florestas de compensação ambiental, pois a reposição florestal para compensar a área de vegetação suprimida é exigência do Ibama no licenciamento ambiental.

Outro benefício social, ainda segundo os técnicos, seria a geração de divisas para o estado, com o pagamento de impostos sobre a comercialização dessa madeira, além do aperfeiçoamento institucional do Ibama, que está garantindo a fiscalização e a liberação do estoque em tempo hábil para a comercialização.

O Ibama vem mantendo suas equipes permanentemente em campo para vistorias. As análises da madeira são feitas por amostragem e a classificação é relativa à quantidade e à qualidade do produto.

Segundo o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, “o trabalho dos técnicos em campo é muito importante para assegurar o cumprimento das exigências do licenciamento ambiental e a garantia de produtos florestais de origem lícita atendendo as demandas do setor”.

Fonte: Ibama


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