7 de março de 2012 | nenhum comentário »

Cidade é invadida por mais de 250 mil morcegos na Austrália

Moradores de Katherine estão preocupados com doenças como raiva.

Cidade é invadida por mais de 250 mil morcegos na Austrália (Foto: AFP)

Cidade é invadida por mais de 250 mil morcegos na Austrália (Foto: AFP)

Uma cidade no norte da Austrália foi invadida por mais de 250 mil morcegos, provocando alertas para doenças fatais ligadas à raiva.

O Centro de Controle de Doenças da Austrália alertou os moradores da cidade de Katherine, na região de Northern Territory, para evitarem contato com os morcegos-da-fruta, que portam o vírus da raiva (ABLV, na sigla em inglês).

A doença é transmitida por mordida ou arranhão. A diretora do Centro de Controle de Doenças, Vicki Krause, disse à imprensa australiana que o vírus é transmitido pela saliva do morcego.

No passado, já houve registros de mortes devido à raiva do morcego, mas os casos são raros, já que existe uma vacina contra o vírus. As vacinas têm efeito imediato.

As autoridades estão recomendando que pessoas mordidas ou arranhadas pelos morcegos limpem as feridas com bastante atenção, e busquem atendimento médico em seguida.

O governo fechou o principal complexo esportivo da cidade, que foi infestado por morcegos.

Nos últimos dias, houve uma diminuição no número de morcegos na cidade, mas ainda assim eles estão por toda a parte.

‘A cidade é cheia de espécies exóticas de plantas que estão dando frutos e flores ao longo do ano. É como se fosse um ‘drive-through’ de comida para os morcegos’, disse à BBC o guarda florestal John Burke.

Segundo os moradores de Katherine, a invasão de morcegos só acontece uma ou duas vezes por década.

Fonte: BBC

 


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Expedição descobre 365 espécies em parque no sul do Peru

Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.

Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.

As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.

Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.

“A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área”, afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. “Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina”, considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque  (Foto: Andre Baertschi )

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde  (Foto: Carlos Sevillano)

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência  (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)

Fonte: Globo Natureza


26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Morcegos, ameaçados pelo desconhecimento

Associado a doenças como raiva, a superstições e a mitos, os morcegos estão tendo uma oportunidade de se “redimir” com a sociedade – mesmo não tendo feito nada para ganhar a má fama. Até a metade de 2012 será celebrado o Ano Internacional do Morcego, que começou em meados de 2011 e tem entre seus objetivos diminuir a ignorância a respeito desse mamífero.

 

A iniciativa surgiu da união de esforços entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep) e a The Agreement on the Conservation of Populations of European Bats (EUROBATS), tratado europeu de preservação desses animais. “O desconhecimento é a principal ameaça aos morcegos. É uma associação de má reputação com pouca informação”, afirma Enrico Bernard, professor adjunto em Biologia da Conservação do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco.

 

O pesquisador conta que diversas ações estão sendo realizadas com a iniciativa do Ano, tais como a divulgação de publicações, atualização da lista de espécies brasileiras, bancos de informações sobre os sinais de ecolocalização dos morcegos e parcerias com a Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros. “A estratégia é comunicar melhor o papel dos morcegos. Sair na mídia chama a atenção e cria um ciclo virtuoso”, opina.

 

No entanto, Ludmilla Aguiar, uma das coordenadoras do Programa para a Conservação dos Morcegos Brasileiros (PCMBr), alerta para a pouca divulgação em geral e a baixa educação ambiental no Brasil, o que dificulta ainda mais a preservação desses animais. “Minha obrigação não é relatar minhas pesquisas só para meus colegas, pois eles podem vê-la numa revista científica. Mas se ela ficar só ali, na revista científica, eu não terei

cumprido minha função com o dinheiro público”, explica.

 

Ela também destaca um fator econômico desfavorável ao mamífero: pelo fato de o Brasil ser um país agrícola, o morcego é visto como uma ameaça. “O Brasil é comandado pela agricultura, é só ver o que está acontecendo com o Código Florestal”,

ressalta. A pesquisadora avisa que “qualquer pessoa que trabalhe com morcegos pode

atuar na divulgação do Ano Internacional do Morcego”.

 

Aguiar foi a responsável pela criação, há mais de 15 anos, da revista Quiróptero Neotropical, que recebe colaborações de estudiosos do mundo inteiro e ajudou o Brasil a se inserir no mapa internacional de pesquisadores de morcegos. Atualmente, o País está entrando numa rede latino-americana de estudiosos do animal e sediará em 2013, em Brasília, o Encontro Brasileiro de Estudantes de Quirópteros (EBEQ).

 

Ecossistema das cavernas - Os dois pesquisadores sublinham a enorme importância dos morcegos para o ecossistema cavernícola, já que são os responsáveis por levar recursos para dentro desses locais. “Muitos dos animais que vivem ali não saem das cavernas. O morcego leva o material orgânico em forma de guano”, revela Bernard.

 

Ludmilla Aguiar lembra também o serviço que o animal presta como polinizador de plantas e dispersadores de sementes, como acontece com o pequi e o maracujá silvestre. Ela conta que os morcegos são “adorados” no México porque são grandes polinizadores de agave (planta a partir da qual é feita a tequila). Além disso, comem pragas agrícolas

e insetos que fazem mal aos humanos, e são úteis para pesquisas em ecolocalização, por exemplo.

 

Os estudiosos revelam que, com a instrução normativa do Ibama que rebaixou o nível de proteção das cavernas brasileiras, esses animais ficaram ainda mais ameaçados, sobretudo em biomas como o Cerrado e a Mata Atlântica. “Basta ter um caso de animal infectado por raiva que as pessoas querem eliminar os morcegos”, conta Bernard. A queima de pneus, a inundação de cavernas e a vedação de suas entradas são medidas para combatê-los que acabam afetando todo o ecossistema cavernícola. “Há milhares

de espécies dentro das cavernas, de insetos a bactérias, muitos nem descobertos ainda”,

lamenta o pesquisador, que lembra que a região onde será construída a Usina de Belo Monte concentra cavernas importantes.

 

Brasil, segundo maior em espécies - Bernard revela também que o Brasil é o segundo

país em diversidade de espécies de morcegos, com cerca de 170, “caminhando para a primeira posição”, hoje ocupada pela Colômbia. A África é o continente com mais potencial atualmente, com 350 espécies “e pode ter o dobro desse número”, relata.

 

Aguiar pontua que muitos países latino-americanos abrigam ONGs que trabalham com

morcegos (o Brasil não conta com esse tipo de iniciativa) e destaca o trabalho dos Estados Unidos com a Bat Conservation International. O país norte-americano é apontado como líder em pesquisas sobre o animal e em algumas de suas cidades o quiróptero chega a ser atração turística. Alemanha, Austrália e Inglaterra são outros expoentes em pesquisas.

 

Bernard lembra que na China esses animais são símbolos de boa sorte. “Quando dou palestras sobre morcegos, as pessoas se aproximam no fim para dizer que não sabiam de sua importância ecológica. As pessoas são solidárias aos morcegos quando elas se informam a respeito desses animais”, conclui Bernard.

 

Fonte: Clarissa Vasconcellos – Jornal da Ciência


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

População de morcegos nos EUA está ameaçada devido a forte seca

Caçada por alimentos tem ocorrido antes do anoitecer, dizem cientistas.
Mamíferos ficam mais vulneráveis a ataques de predadores naturais.

A seca histórica que atinge o estado do Texas, nos Estados Unidos, está mudando o comportamento dos morcegos (Tadarida brasiliensis), cuja população corre o risco de diminuir devido ao efeito do clima.

A queda na produtividade das plantações, que sofrem devido à falta de chuvas, causa a redução na quantidade de insetos, principal alimento dos mamíferos voadores. Por conta disto, milhões de morcegos saem das cavernas antes do anoitecer para buscar alimentos, o que deixa os espécimes mais suscetíveis a predadores naturais como gaviões e falcões.

Especialistas afirmam que perceberam uma quantidade menor de morcegos emergindo de cavernas como a Bracken Cave, próxima à cidade de San Antonio, e que abriga aproximadamente 20 milhões de exemplares da espécie, considerada a maior concentração mundial desses animais. Os ambientalistas sugerem que existe uma alta na mortalidade de morcegos recém-nascidos.

morcegos (Foto: Eric Gay/AP)

Os morcegos se alimentam principalmente de insetos, que desapareceram neste ano devido à intensa seca que atinge o Sul dos Estados Unidos, incluindo o estado do Texas (Foto: Eric Gay/AP)

Segundo Fran Hutchins, coordenador Bracken Cave, em 2010, quando as colheitas eram abundantes e o período de verão estava úmido, os insetos que se alimentavam dessas plantações surgiam, o que beneficiava os morcegos. Ainda de acordo com o especialista, com a antecipação da caça, os morcegos se tornam alvos de gaviões e falcões.

“Podemos prever que aqueles exemplares mais velhos, enfermos e mais jovens vão sofrer mais por conta disto, reduzindo a população no próximo ano”, disse James Eggers, diretor da Conservação Internacional de Morcegos.

morcegos saem da caverna no entardecer (Foto: Eric Gay/AP)

Ambientalistas afirmam que a população de morcegos existente no Texas tem antecipado a saída para buscar alimento. Os morcegos passaram a emergir das caverna no entardecer, o que deixa a espécie mais vulnerável a ataques de predadores naturais como gaviões e falcões (Foto: Eric Gay/AP)

 

Prejuízo econômico
Os prejuízos causados pela seca recorde que atinge o sul dos Estados Unidos já somam US$ 5,2 bilhões apenas no Texas, segundo pesquisadores da Texas A&M University System.

Em maio, a universidade tinha calculado as perdas em US$ 1 bilhão. Desde então, o valor quintuplicou por causa da quebra da produção agrícola e pecuária. Dos US$ 5,2 bilhões de prejuízos causados pela seca, US$ 2 bilhões ocorreram no setor pecuário.

Água e pastagens tornaram-se mais escassos e os produtores tiveram de reduzir seus rebanhos. Já os produtores de algodão registraram perdas de US$ 1,8 bilhão e os de feno, de US$ 750 milhões.

 

Fonte: Globo Natureza, com informações da Associated Press e da Dow Jones


27 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Morcego ajusta distância de onda sonora que produz para se guiar

Os morcegos frugívoros (alimentam-se de frutas) emitem estalidos com a língua que os ajudam a navegar até os alimentos.
O estalido produz ondas sonoras em forma de leque, que retrocedem ao bater nos objetos, formando um eco que retorna ao morcego.

Agora, cientistas relatam que os morcegos possuem mais controle do que se pensava sobre essa ecolocalização.

Pesquisadores israelenses e americanos descobriram que os morcegos podem expandir ou encurtar as ondas sonoras e ajustar a distância que percorrem alterando a altura dos estalidos.

O que significa que eles “podem voar por uma área desordenada” e, mesmo assim, encontrar as frutas com eficiência, afirmou a autora do novo estudo, Cynthia Moss, cientista cognitiva da Universidade de Maryland, nos EUA.

O estudo está na edição atual da revista “PLoS Biology”.

Moss e seus colegas treinaram cinco morcegos frugívoros da espécie Rousettus aegyptiacus a descobrir e pousar sobre uma esfera de plástico.

A esfera foi colocada em diferentes locais dentro de um quarto escuro.

Quando os pesquisadores deixaram os diversos obstáculos no quarto, os morcegos conseguiram percorrer uma área três vezes maior com cada par de estalidos emitidos do que quando não havia obstáculos.

Isso era feito aumentando o volume dos estalidos, que são emitidos em pares, e ajustando a amplitude da onda sonora.

O ajuste da onda sonora é feito da mesma forma que os seres humanos conseguem alterar o seu campo de visão para focar um indivíduo, em uma sala repleta de pessoas.

Embora a capacidade de emitir estalidos seja exclusiva dos morcegos frugívoros, outros morcegos talvez controlem as ondas sonoras de forma semelhante, afirmou Moss.

 

Fonte: New York Times


16 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Som emitido por rã atrai igualmente fêmea e seu predador

Os machos da rã-túngara se reúnem em poças rasas à noite e entoam longos chamados de acasalamento. As fêmeas escutam esses sons, vão até eles e rapidamente escolhem os parceiros –lembra um pouco os encontros-relâmpago.

O som emitido pelo macho consiste de um lamento seguido por uma série de grunhidos. Uma nova pesquisa sugere que as fêmeas julgam os machos segundo esse sons -não pelo número absoluto, mas pela proporção em relação aos concorrentes.

Durante o estudo no Panamá, muitas fêmeas pareciam preferir dois grunhidos a um só. A maioria também não demonstrou preferência entre três e dois grunhidos.

“É um conceito com o qual os humanos conseguem se identificar”, diz Karin Akre, bióloga evolucionária da Universidade do Texas, que conduziu a pesquisa.

“Numa pilha de três e quatro laranjas, é muito fácil ver que uma delas tem mais, mas fica complicado notar a diferença entre 50 e 60 laranjas, embora a diferença absoluta seja maior.”

Mesma estratégia - As rãs não estão sozinhas à noite, e quem os rondam são os seus predadores, os morcegos. Surpreendentemente, os pesquisadores descobriram que os segundos também utilizam a mesma estratégia das fêmeas de rãs na hora de selecionar uma presa.

Como no acasalamento entre os anfíbios, os morcegos são atraídos pelos machos que emitem mais grunhidos e fazem a escolha segundo a proporção, e não pela diferença absoluta.

“Eles demonstram ter exatamente a mesma preferência”, comenta Akre.

“É surpreendente e interessante que ambas compartilhem essa habilidade cognitiva”, acrescenta, dada a diferença nos sistemas auditivos das duas espécies (uma é mamífera e a outra, anfíbia),

O estudo está publicado na edição atual da “Science”.

Fonte: Folha.com


15 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Planta envia sinais acústicos a morcegos

As flores atraem abelhas e pássaros com suas cores e perfumes. Um estudo recente relata que uma planta encontrada na floresta tropical cubana usa o som para atrair morcegos que se alimentam de néctar.

Marcgravia evenia tem folhas em forma de prato, que enviam ecos facilmente identificáveis pelos morcegos por ecolocalização.

“As folhas delas têm um tipo especial de eco”, afirma o principal autor do estudo, Ralph Simon, biólogo da Universidade de Ulm, na Alemanha. “Ele é muito alto e tem um sinal constante e ângulos diferentes”, afirma Simon e seus colegas treinaram morcegos de laboratório a procurar por um alimentador. Em seguida, eles o colocaram em lugares diferentes – preso a folhas em forma de prato, a folhas normas ou em outros locais.

Quando o alimentador foi preso à folha em forma de prato, os morcegos levaram metade do tempo para encontrá-lo. Esse desempenho foi positivo tanto para os morcegos quanto para as plantas.

“Para as plantas, esse fenômeno aumenta o êxito da polinização”, afirma Simon. “Para os morcegos ele é vantajoso porque faz com que encontrem as flores mais rápido – eles precisam realizar diversas visitas às flores todas as noites”. O estudo aparece na edição atual da revista Science e é um dos primeiros a focar a desenvolvimento de ecos acústicos nas plantas.

Segundo Simon, centenas de espécies de plantas da zona neotropical dependem de cerca de 40 espécies de morcegos que se alimentam de néctar para a polinização. Ele e seus colegas esperam encontrar outras espécies de plantas capazes de enviar sinais acústicos para os morcegos que as polinizam.

Fonte: Portal iG


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Morcegos possuem sensores de voo naturais, dizem cientistas

Pelos nas asas dos animais agem como ‘sondas Pitot’.
Descoberta pode ajudar a desenvolver aviões melhores.

Voo de morcego pode ajudar a desenvolver aeronaves melhores (Foto: AFP Photo / via BBC)

Voo de morcego pode ajudar a desenvolver aeronaves melhores (Foto: AFP Photo / via BBC)

Pequenos pelos nas asas dos morcegos ajudam esses animais a controlar seus voos, segundo um estudo publicado na edição desta semanda da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

De acordo com a líder do estudo, a neurocientista Susanne Sterbing-D’Angelo, da Universidade de Maryland, esses pêlos agem como “sondas Pitot”, que em aeronaves tiram informações do fluxo de ar no exterior do avião para orientar os pilotos. Da mesma maneira, essas estruturas tiram informações do ar, como velocidade e orientação, que são processadas no cérebro dos animais.

A equipe de Sterbing-D’Angelo primeiro analisou a atividade cerebral de morcegos quando esses pelos eram estimulados por fluxos de ar. Depois, para testar, treinaram os animais para voar por uma sala com obstáculos. Por último, rasparam os pelos para ver como eles se comportavam.

Sem as estruturas, os animais apresentaram dificuldade de voo: eles não desviavam com a mesma eficiência nem voavam tão rápido.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta pode ser usada para melhorar a engenharia de vôo de aeronaves e helicópteros.

Fonte: Do G1, em São Paulo


1 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Turbinas de vento ‘são ameaças para agricultura’, diz estudo

Mortes de morcegos, animais insetívoros, podem gerar prejuízos bilionários para a agricultura, advertem cientistas.

As turbinas de vento para geração de energia eólica representam uma grande ameaça para as populações de morcegos, o que pode ocasionar perdas bilionárias para a agricultura, alerta um estudo publicado na edição desta sexta-feira (1) da revista científica “Science”.

O estudo, conduzido por uma equipe de pesquisadores americanos e sul-africanos, sugere que a diminuição da população de morcegos na América do Norte poderia gerar prejuízos agrícolas de mais de US$ 3,7 bilhões por ano, podendo atingir até US$ 53 bilhões anuais.

“Essas estimativas incluem a economia de aplicações de pesticida que não são necessárias para controlar os insetos hoje consumidos pelos morcegos. Entretanto, não incluem o impacto colateral dos pesticidas sobre os seres humanos, animais domésticos e selvagens e o meio-ambiente”, explicou um dos autores do estudo, Gary McCracken, da Universidade do Tennessee em Knoxville.

“Sem os morcegos, a produtividade das colheitas é afetada. As aplicações de pesticidas aumentam. As estimativas claramente mostram o imenso potencial dos morcegos de influenciar a economia da agricultura e das florestas.”

Perda de biodiversidade
Os morcegos são predadores de insetos noturnos, entre os quais, espécies que destroem colheitas e florestas. Segundo os pesquisadores, uma única colônia de cerca de 150 morcegos adultos no Estado americano de Indiana consumiu quase 1,3 milhão de insetos em um único ano.

Mas, desde 2006, mais de um milhão de morcegos já morreram em decorrência da chamada “síndrome do nariz branco”, causada por um fungo. Mais recentemente, estudos têm alertado para a ameaça contra esses animais representada por turbinas de geração eólica, sobretudo durante o período de migração.

Embora alguns sejam afetados por golpes diretos desferidos pelas hélices das turbinas, a principal causa de morte é a queda repentina de pressão próxima dessas estruturas, que ocasiona hemorragias internas.

Os morcegos se orientam por uma espécie de sexto sentido que os guia pelo som dos ecos, a ecolocalização. Isso os permite detectar obstáculos e desviar deles, mas a mudança de pressão é imperceptível.

“São necessários esforços urgentes para educar o público e os formuladores de políticas públicas sobre a importância ecológica e econômica dos morcegos insetívoros e prover soluções práticas de conservação”, sustenta o artigo.

Morcego agricultura 1 (Foto: AFP Photo / via BBC)

Estudo divulgado na ‘Science’ revela como turbinas
podem ameaçar morcegos e gerar prejuízos à
agricultura (Foto: AFP Photo / via BBC)

Fonte: BBC


30 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

EUA querem bunkers para salvar morcegos

Um Morcego marrom pequeno com Síndrome do Nariz Branco. Foto de Ryan Von Linden

Um Morcego marrom pequeno com Síndrome do Nariz Branco. Foto de Ryan Von Linden

Biólogos dos EUA estão estudando bunkers de guerra abandonados, hoje usados por várias espécies de morcegos para hibernação durante os meses de inverno. 

enemy at the gates full video download

 

O objetivo dos cientistas é mapear as condições desses bunkers- como temperatura e umidade- e atrair os bichos para esses espaços, numa tentativa de controlar a síndrome do nariz branco. 

A doença, notificada pela primeira vez em 2006, é causada por um fungo que se desenvolve em torno do focinho, orelhas e membranas das asas desses animais. 

Mais de um milhão de morcegos já morreram no nordeste dos EUA por causa da síndrome, que se espalhou para 11 estados do país e chegou ao Canadá. 

Algumas cavernas foram fechadas à visitação para evitar a propagação da doença entre os bichos (o fungo pode ser carregado nas roupas dos humanos). 

A idéia é criar nos bunkers uma espécie de “cenário artificial” para hibernação, não contaminado pelo fungo. 

“Nós podemos manter um espaço livre da doença onde esses morcegos possam hibernar”, disse Susi von Oettingen, bióloga do Serviço de Peixes e Vida Selvagem. 

Como os morcegos se alimentam principalmente de insetos, a morte desses bichos pode levar ao aumento de pragas e, consequentemente, trazer danos à agricultura e as florestas dos Estados Unidos e região.

(Folha de SP, 27/12)


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7 de março de 2012 | nenhum comentário »

Cidade é invadida por mais de 250 mil morcegos na Austrália

Moradores de Katherine estão preocupados com doenças como raiva.

Cidade é invadida por mais de 250 mil morcegos na Austrália (Foto: AFP)

Cidade é invadida por mais de 250 mil morcegos na Austrália (Foto: AFP)

Uma cidade no norte da Austrália foi invadida por mais de 250 mil morcegos, provocando alertas para doenças fatais ligadas à raiva.

O Centro de Controle de Doenças da Austrália alertou os moradores da cidade de Katherine, na região de Northern Territory, para evitarem contato com os morcegos-da-fruta, que portam o vírus da raiva (ABLV, na sigla em inglês).

A doença é transmitida por mordida ou arranhão. A diretora do Centro de Controle de Doenças, Vicki Krause, disse à imprensa australiana que o vírus é transmitido pela saliva do morcego.

No passado, já houve registros de mortes devido à raiva do morcego, mas os casos são raros, já que existe uma vacina contra o vírus. As vacinas têm efeito imediato.

As autoridades estão recomendando que pessoas mordidas ou arranhadas pelos morcegos limpem as feridas com bastante atenção, e busquem atendimento médico em seguida.

O governo fechou o principal complexo esportivo da cidade, que foi infestado por morcegos.

Nos últimos dias, houve uma diminuição no número de morcegos na cidade, mas ainda assim eles estão por toda a parte.

‘A cidade é cheia de espécies exóticas de plantas que estão dando frutos e flores ao longo do ano. É como se fosse um ‘drive-through’ de comida para os morcegos’, disse à BBC o guarda florestal John Burke.

Segundo os moradores de Katherine, a invasão de morcegos só acontece uma ou duas vezes por década.

Fonte: BBC

 


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Expedição descobre 365 espécies em parque no sul do Peru

Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.

Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.

As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.

Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.

“A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área”, afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. “Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina”, considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque  (Foto: Andre Baertschi )

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde  (Foto: Carlos Sevillano)

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência  (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)

Fonte: Globo Natureza


26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Morcegos, ameaçados pelo desconhecimento

Associado a doenças como raiva, a superstições e a mitos, os morcegos estão tendo uma oportunidade de se “redimir” com a sociedade – mesmo não tendo feito nada para ganhar a má fama. Até a metade de 2012 será celebrado o Ano Internacional do Morcego, que começou em meados de 2011 e tem entre seus objetivos diminuir a ignorância a respeito desse mamífero.

 

A iniciativa surgiu da união de esforços entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep) e a The Agreement on the Conservation of Populations of European Bats (EUROBATS), tratado europeu de preservação desses animais. “O desconhecimento é a principal ameaça aos morcegos. É uma associação de má reputação com pouca informação”, afirma Enrico Bernard, professor adjunto em Biologia da Conservação do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco.

 

O pesquisador conta que diversas ações estão sendo realizadas com a iniciativa do Ano, tais como a divulgação de publicações, atualização da lista de espécies brasileiras, bancos de informações sobre os sinais de ecolocalização dos morcegos e parcerias com a Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros. “A estratégia é comunicar melhor o papel dos morcegos. Sair na mídia chama a atenção e cria um ciclo virtuoso”, opina.

 

No entanto, Ludmilla Aguiar, uma das coordenadoras do Programa para a Conservação dos Morcegos Brasileiros (PCMBr), alerta para a pouca divulgação em geral e a baixa educação ambiental no Brasil, o que dificulta ainda mais a preservação desses animais. “Minha obrigação não é relatar minhas pesquisas só para meus colegas, pois eles podem vê-la numa revista científica. Mas se ela ficar só ali, na revista científica, eu não terei

cumprido minha função com o dinheiro público”, explica.

 

Ela também destaca um fator econômico desfavorável ao mamífero: pelo fato de o Brasil ser um país agrícola, o morcego é visto como uma ameaça. “O Brasil é comandado pela agricultura, é só ver o que está acontecendo com o Código Florestal”,

ressalta. A pesquisadora avisa que “qualquer pessoa que trabalhe com morcegos pode

atuar na divulgação do Ano Internacional do Morcego”.

 

Aguiar foi a responsável pela criação, há mais de 15 anos, da revista Quiróptero Neotropical, que recebe colaborações de estudiosos do mundo inteiro e ajudou o Brasil a se inserir no mapa internacional de pesquisadores de morcegos. Atualmente, o País está entrando numa rede latino-americana de estudiosos do animal e sediará em 2013, em Brasília, o Encontro Brasileiro de Estudantes de Quirópteros (EBEQ).

 

Ecossistema das cavernas - Os dois pesquisadores sublinham a enorme importância dos morcegos para o ecossistema cavernícola, já que são os responsáveis por levar recursos para dentro desses locais. “Muitos dos animais que vivem ali não saem das cavernas. O morcego leva o material orgânico em forma de guano”, revela Bernard.

 

Ludmilla Aguiar lembra também o serviço que o animal presta como polinizador de plantas e dispersadores de sementes, como acontece com o pequi e o maracujá silvestre. Ela conta que os morcegos são “adorados” no México porque são grandes polinizadores de agave (planta a partir da qual é feita a tequila). Além disso, comem pragas agrícolas

e insetos que fazem mal aos humanos, e são úteis para pesquisas em ecolocalização, por exemplo.

 

Os estudiosos revelam que, com a instrução normativa do Ibama que rebaixou o nível de proteção das cavernas brasileiras, esses animais ficaram ainda mais ameaçados, sobretudo em biomas como o Cerrado e a Mata Atlântica. “Basta ter um caso de animal infectado por raiva que as pessoas querem eliminar os morcegos”, conta Bernard. A queima de pneus, a inundação de cavernas e a vedação de suas entradas são medidas para combatê-los que acabam afetando todo o ecossistema cavernícola. “Há milhares

de espécies dentro das cavernas, de insetos a bactérias, muitos nem descobertos ainda”,

lamenta o pesquisador, que lembra que a região onde será construída a Usina de Belo Monte concentra cavernas importantes.

 

Brasil, segundo maior em espécies - Bernard revela também que o Brasil é o segundo

país em diversidade de espécies de morcegos, com cerca de 170, “caminhando para a primeira posição”, hoje ocupada pela Colômbia. A África é o continente com mais potencial atualmente, com 350 espécies “e pode ter o dobro desse número”, relata.

 

Aguiar pontua que muitos países latino-americanos abrigam ONGs que trabalham com

morcegos (o Brasil não conta com esse tipo de iniciativa) e destaca o trabalho dos Estados Unidos com a Bat Conservation International. O país norte-americano é apontado como líder em pesquisas sobre o animal e em algumas de suas cidades o quiróptero chega a ser atração turística. Alemanha, Austrália e Inglaterra são outros expoentes em pesquisas.

 

Bernard lembra que na China esses animais são símbolos de boa sorte. “Quando dou palestras sobre morcegos, as pessoas se aproximam no fim para dizer que não sabiam de sua importância ecológica. As pessoas são solidárias aos morcegos quando elas se informam a respeito desses animais”, conclui Bernard.

 

Fonte: Clarissa Vasconcellos – Jornal da Ciência


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

População de morcegos nos EUA está ameaçada devido a forte seca

Caçada por alimentos tem ocorrido antes do anoitecer, dizem cientistas.
Mamíferos ficam mais vulneráveis a ataques de predadores naturais.

A seca histórica que atinge o estado do Texas, nos Estados Unidos, está mudando o comportamento dos morcegos (Tadarida brasiliensis), cuja população corre o risco de diminuir devido ao efeito do clima.

A queda na produtividade das plantações, que sofrem devido à falta de chuvas, causa a redução na quantidade de insetos, principal alimento dos mamíferos voadores. Por conta disto, milhões de morcegos saem das cavernas antes do anoitecer para buscar alimentos, o que deixa os espécimes mais suscetíveis a predadores naturais como gaviões e falcões.

Especialistas afirmam que perceberam uma quantidade menor de morcegos emergindo de cavernas como a Bracken Cave, próxima à cidade de San Antonio, e que abriga aproximadamente 20 milhões de exemplares da espécie, considerada a maior concentração mundial desses animais. Os ambientalistas sugerem que existe uma alta na mortalidade de morcegos recém-nascidos.

morcegos (Foto: Eric Gay/AP)

Os morcegos se alimentam principalmente de insetos, que desapareceram neste ano devido à intensa seca que atinge o Sul dos Estados Unidos, incluindo o estado do Texas (Foto: Eric Gay/AP)

Segundo Fran Hutchins, coordenador Bracken Cave, em 2010, quando as colheitas eram abundantes e o período de verão estava úmido, os insetos que se alimentavam dessas plantações surgiam, o que beneficiava os morcegos. Ainda de acordo com o especialista, com a antecipação da caça, os morcegos se tornam alvos de gaviões e falcões.

“Podemos prever que aqueles exemplares mais velhos, enfermos e mais jovens vão sofrer mais por conta disto, reduzindo a população no próximo ano”, disse James Eggers, diretor da Conservação Internacional de Morcegos.

morcegos saem da caverna no entardecer (Foto: Eric Gay/AP)

Ambientalistas afirmam que a população de morcegos existente no Texas tem antecipado a saída para buscar alimento. Os morcegos passaram a emergir das caverna no entardecer, o que deixa a espécie mais vulnerável a ataques de predadores naturais como gaviões e falcões (Foto: Eric Gay/AP)

 

Prejuízo econômico
Os prejuízos causados pela seca recorde que atinge o sul dos Estados Unidos já somam US$ 5,2 bilhões apenas no Texas, segundo pesquisadores da Texas A&M University System.

Em maio, a universidade tinha calculado as perdas em US$ 1 bilhão. Desde então, o valor quintuplicou por causa da quebra da produção agrícola e pecuária. Dos US$ 5,2 bilhões de prejuízos causados pela seca, US$ 2 bilhões ocorreram no setor pecuário.

Água e pastagens tornaram-se mais escassos e os produtores tiveram de reduzir seus rebanhos. Já os produtores de algodão registraram perdas de US$ 1,8 bilhão e os de feno, de US$ 750 milhões.

 

Fonte: Globo Natureza, com informações da Associated Press e da Dow Jones


27 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Morcego ajusta distância de onda sonora que produz para se guiar

Os morcegos frugívoros (alimentam-se de frutas) emitem estalidos com a língua que os ajudam a navegar até os alimentos.
O estalido produz ondas sonoras em forma de leque, que retrocedem ao bater nos objetos, formando um eco que retorna ao morcego.

Agora, cientistas relatam que os morcegos possuem mais controle do que se pensava sobre essa ecolocalização.

Pesquisadores israelenses e americanos descobriram que os morcegos podem expandir ou encurtar as ondas sonoras e ajustar a distância que percorrem alterando a altura dos estalidos.

O que significa que eles “podem voar por uma área desordenada” e, mesmo assim, encontrar as frutas com eficiência, afirmou a autora do novo estudo, Cynthia Moss, cientista cognitiva da Universidade de Maryland, nos EUA.

O estudo está na edição atual da revista “PLoS Biology”.

Moss e seus colegas treinaram cinco morcegos frugívoros da espécie Rousettus aegyptiacus a descobrir e pousar sobre uma esfera de plástico.

A esfera foi colocada em diferentes locais dentro de um quarto escuro.

Quando os pesquisadores deixaram os diversos obstáculos no quarto, os morcegos conseguiram percorrer uma área três vezes maior com cada par de estalidos emitidos do que quando não havia obstáculos.

Isso era feito aumentando o volume dos estalidos, que são emitidos em pares, e ajustando a amplitude da onda sonora.

O ajuste da onda sonora é feito da mesma forma que os seres humanos conseguem alterar o seu campo de visão para focar um indivíduo, em uma sala repleta de pessoas.

Embora a capacidade de emitir estalidos seja exclusiva dos morcegos frugívoros, outros morcegos talvez controlem as ondas sonoras de forma semelhante, afirmou Moss.

 

Fonte: New York Times


16 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Som emitido por rã atrai igualmente fêmea e seu predador

Os machos da rã-túngara se reúnem em poças rasas à noite e entoam longos chamados de acasalamento. As fêmeas escutam esses sons, vão até eles e rapidamente escolhem os parceiros –lembra um pouco os encontros-relâmpago.

O som emitido pelo macho consiste de um lamento seguido por uma série de grunhidos. Uma nova pesquisa sugere que as fêmeas julgam os machos segundo esse sons -não pelo número absoluto, mas pela proporção em relação aos concorrentes.

Durante o estudo no Panamá, muitas fêmeas pareciam preferir dois grunhidos a um só. A maioria também não demonstrou preferência entre três e dois grunhidos.

“É um conceito com o qual os humanos conseguem se identificar”, diz Karin Akre, bióloga evolucionária da Universidade do Texas, que conduziu a pesquisa.

“Numa pilha de três e quatro laranjas, é muito fácil ver que uma delas tem mais, mas fica complicado notar a diferença entre 50 e 60 laranjas, embora a diferença absoluta seja maior.”

Mesma estratégia - As rãs não estão sozinhas à noite, e quem os rondam são os seus predadores, os morcegos. Surpreendentemente, os pesquisadores descobriram que os segundos também utilizam a mesma estratégia das fêmeas de rãs na hora de selecionar uma presa.

Como no acasalamento entre os anfíbios, os morcegos são atraídos pelos machos que emitem mais grunhidos e fazem a escolha segundo a proporção, e não pela diferença absoluta.

“Eles demonstram ter exatamente a mesma preferência”, comenta Akre.

“É surpreendente e interessante que ambas compartilhem essa habilidade cognitiva”, acrescenta, dada a diferença nos sistemas auditivos das duas espécies (uma é mamífera e a outra, anfíbia),

O estudo está publicado na edição atual da “Science”.

Fonte: Folha.com


15 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Planta envia sinais acústicos a morcegos

As flores atraem abelhas e pássaros com suas cores e perfumes. Um estudo recente relata que uma planta encontrada na floresta tropical cubana usa o som para atrair morcegos que se alimentam de néctar.

Marcgravia evenia tem folhas em forma de prato, que enviam ecos facilmente identificáveis pelos morcegos por ecolocalização.

“As folhas delas têm um tipo especial de eco”, afirma o principal autor do estudo, Ralph Simon, biólogo da Universidade de Ulm, na Alemanha. “Ele é muito alto e tem um sinal constante e ângulos diferentes”, afirma Simon e seus colegas treinaram morcegos de laboratório a procurar por um alimentador. Em seguida, eles o colocaram em lugares diferentes – preso a folhas em forma de prato, a folhas normas ou em outros locais.

Quando o alimentador foi preso à folha em forma de prato, os morcegos levaram metade do tempo para encontrá-lo. Esse desempenho foi positivo tanto para os morcegos quanto para as plantas.

“Para as plantas, esse fenômeno aumenta o êxito da polinização”, afirma Simon. “Para os morcegos ele é vantajoso porque faz com que encontrem as flores mais rápido – eles precisam realizar diversas visitas às flores todas as noites”. O estudo aparece na edição atual da revista Science e é um dos primeiros a focar a desenvolvimento de ecos acústicos nas plantas.

Segundo Simon, centenas de espécies de plantas da zona neotropical dependem de cerca de 40 espécies de morcegos que se alimentam de néctar para a polinização. Ele e seus colegas esperam encontrar outras espécies de plantas capazes de enviar sinais acústicos para os morcegos que as polinizam.

Fonte: Portal iG


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Morcegos possuem sensores de voo naturais, dizem cientistas

Pelos nas asas dos animais agem como ‘sondas Pitot’.
Descoberta pode ajudar a desenvolver aviões melhores.

Voo de morcego pode ajudar a desenvolver aeronaves melhores (Foto: AFP Photo / via BBC)

Voo de morcego pode ajudar a desenvolver aeronaves melhores (Foto: AFP Photo / via BBC)

Pequenos pelos nas asas dos morcegos ajudam esses animais a controlar seus voos, segundo um estudo publicado na edição desta semanda da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

De acordo com a líder do estudo, a neurocientista Susanne Sterbing-D’Angelo, da Universidade de Maryland, esses pêlos agem como “sondas Pitot”, que em aeronaves tiram informações do fluxo de ar no exterior do avião para orientar os pilotos. Da mesma maneira, essas estruturas tiram informações do ar, como velocidade e orientação, que são processadas no cérebro dos animais.

A equipe de Sterbing-D’Angelo primeiro analisou a atividade cerebral de morcegos quando esses pelos eram estimulados por fluxos de ar. Depois, para testar, treinaram os animais para voar por uma sala com obstáculos. Por último, rasparam os pelos para ver como eles se comportavam.

Sem as estruturas, os animais apresentaram dificuldade de voo: eles não desviavam com a mesma eficiência nem voavam tão rápido.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta pode ser usada para melhorar a engenharia de vôo de aeronaves e helicópteros.

Fonte: Do G1, em São Paulo


1 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Turbinas de vento ‘são ameaças para agricultura’, diz estudo

Mortes de morcegos, animais insetívoros, podem gerar prejuízos bilionários para a agricultura, advertem cientistas.

As turbinas de vento para geração de energia eólica representam uma grande ameaça para as populações de morcegos, o que pode ocasionar perdas bilionárias para a agricultura, alerta um estudo publicado na edição desta sexta-feira (1) da revista científica “Science”.

O estudo, conduzido por uma equipe de pesquisadores americanos e sul-africanos, sugere que a diminuição da população de morcegos na América do Norte poderia gerar prejuízos agrícolas de mais de US$ 3,7 bilhões por ano, podendo atingir até US$ 53 bilhões anuais.

“Essas estimativas incluem a economia de aplicações de pesticida que não são necessárias para controlar os insetos hoje consumidos pelos morcegos. Entretanto, não incluem o impacto colateral dos pesticidas sobre os seres humanos, animais domésticos e selvagens e o meio-ambiente”, explicou um dos autores do estudo, Gary McCracken, da Universidade do Tennessee em Knoxville.

“Sem os morcegos, a produtividade das colheitas é afetada. As aplicações de pesticidas aumentam. As estimativas claramente mostram o imenso potencial dos morcegos de influenciar a economia da agricultura e das florestas.”

Perda de biodiversidade
Os morcegos são predadores de insetos noturnos, entre os quais, espécies que destroem colheitas e florestas. Segundo os pesquisadores, uma única colônia de cerca de 150 morcegos adultos no Estado americano de Indiana consumiu quase 1,3 milhão de insetos em um único ano.

Mas, desde 2006, mais de um milhão de morcegos já morreram em decorrência da chamada “síndrome do nariz branco”, causada por um fungo. Mais recentemente, estudos têm alertado para a ameaça contra esses animais representada por turbinas de geração eólica, sobretudo durante o período de migração.

Embora alguns sejam afetados por golpes diretos desferidos pelas hélices das turbinas, a principal causa de morte é a queda repentina de pressão próxima dessas estruturas, que ocasiona hemorragias internas.

Os morcegos se orientam por uma espécie de sexto sentido que os guia pelo som dos ecos, a ecolocalização. Isso os permite detectar obstáculos e desviar deles, mas a mudança de pressão é imperceptível.

“São necessários esforços urgentes para educar o público e os formuladores de políticas públicas sobre a importância ecológica e econômica dos morcegos insetívoros e prover soluções práticas de conservação”, sustenta o artigo.

Morcego agricultura 1 (Foto: AFP Photo / via BBC)

Estudo divulgado na ‘Science’ revela como turbinas
podem ameaçar morcegos e gerar prejuízos à
agricultura (Foto: AFP Photo / via BBC)

Fonte: BBC


30 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

EUA querem bunkers para salvar morcegos

Um Morcego marrom pequeno com Síndrome do Nariz Branco. Foto de Ryan Von Linden

Um Morcego marrom pequeno com Síndrome do Nariz Branco. Foto de Ryan Von Linden

Biólogos dos EUA estão estudando bunkers de guerra abandonados, hoje usados por várias espécies de morcegos para hibernação durante os meses de inverno. 

enemy at the gates full video download

 

O objetivo dos cientistas é mapear as condições desses bunkers- como temperatura e umidade- e atrair os bichos para esses espaços, numa tentativa de controlar a síndrome do nariz branco. 

A doença, notificada pela primeira vez em 2006, é causada por um fungo que se desenvolve em torno do focinho, orelhas e membranas das asas desses animais. 

Mais de um milhão de morcegos já morreram no nordeste dos EUA por causa da síndrome, que se espalhou para 11 estados do país e chegou ao Canadá. 

Algumas cavernas foram fechadas à visitação para evitar a propagação da doença entre os bichos (o fungo pode ser carregado nas roupas dos humanos). 

A idéia é criar nos bunkers uma espécie de “cenário artificial” para hibernação, não contaminado pelo fungo. 

“Nós podemos manter um espaço livre da doença onde esses morcegos possam hibernar”, disse Susi von Oettingen, bióloga do Serviço de Peixes e Vida Selvagem. 

Como os morcegos se alimentam principalmente de insetos, a morte desses bichos pode levar ao aumento de pragas e, consequentemente, trazer danos à agricultura e as florestas dos Estados Unidos e região.

(Folha de SP, 27/12)


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