17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas usam imagens 3D para avaliar habitat de morsas no Ártico

Sistema de câmeras foi instalado em barco durante expedição.
Blocos de gelo precisam ter tamanho correto para servir de habitat.

Cientistas da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de câmeras para mapear a superfície congelada do Oceano Ártico, em um esforço para avaliar o tamanho do habitat natural das morsas na região.

As imagens foram capturadas durante uma expedição de dois meses, iniciada em outubro. Elas foram feitas pelo pesquisador Scott Sorensen, que viajou em um navio de pesquisa alemão, o Polarstern. Foram instaladas três câmeras na embarcação para fazer os vídeos, que agora estão sendo reconstruídos em 3D para medir a topografia dos blocos de gelo no oceano, de acordo com o site da universidade.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (14). Imagens do gelo são difíceis de serem reconstruídas em três dimensões, porque são brancas e não possuem textura visual. Fotos de satélite poderiam ser úteis mas dão uma resolução de três metros por pixel, o que é ruim, na avaliação do pesquisador.

Já o sistema instalado pela universidade oferece uma precisão de 10 a 20 centímetros e permite uma melhor reconstrução da superfície de gelo, segundo o professor Chandra Kambhamettu, um dos idealizadores da pesquisa.

“O sistema utilizado no navio de expedição foi uma boa forma de obter imagens em 3D”, disse o docente, que leciona na Universidade de Delaware.

Para os pesquisadores, o trabalho pode criar uma base de dados para calcular o tamanho do habitat das morsas e dar outras informações que poderão no futuro ser usadas por cientistas e engenheiros.

Blocos de gelo
Sorensen explica que os blocos de gelo precisam ter uma medida equilibrada para que sirvam como habitat para as morsas. Se forem muito grandes, há risco de aparecerem predadores, como os ursos polares. Se forem pequenos, não aguentam o peso dos animais.

“Sem uma medida certa sobre os blocos de gelo e a espessura do gelo do mar, entre outras coisas, não podemos chamar uma certa região de habitat”, disse o cientista. As morsas usam estes blocos no oceano para se reproduzir, para descansar e até com propósitos migratórios, afirma o estudo.

Morsa descansa com filhote sobre bloco de gelo (Foto: Divulgação/University of Alaska Anchorage)

Morsa descansa com filhote sobre bloco de gelo (Foto: Divulgação/University of Alaska Anchorage)

Fonte: Globo Natureza


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Doença misteriosa mata dezenas de focas no Alasca

Biólogos acreditam que mortes sejam causadas por um vírus.
Sintomas incluem perda de pelo, lesões nas barbatanas e pele irritada.

Uma doença misteriosa, possivelmente um vírus, matou dezenas de focas aneladas na costa do Alasca, nos EUA, de acordo com uma agência federal e uma local.

As focas doentes têm chegado à praia na costa do Ártico desde julho. O número de vítimas aumentou ao longo dos meses, afirmaram os biólogos do Departamento de Controle da Vida Selvagem e de outras agências na quinta-feira (13).

Cerca de cem animais doentes foram encontrados perto de Barrow, a comunidade mais ao norte do país. Metade deles morreu, disseram os biólogos locais.

Em outros locais do município, os moradores registraram ter visto 146 focas aneladas se arrastando pelas praias – muitas delas doentes, afirmaram biólogos.

As focas-aneladas raramente chegam até a praia e passam a maior parte do ano na água ou em pedaços de gelo, de acordo com o Serviço de Pesca da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.

Biólogos disseram acreditar que a doença seja causada por um vírus. Os sintomas incluem lesões com sangue nas barbatanas traseiras, pele irritada ao redor do nariz e dos olhos, e perda de pelo.

Eles afirmaram que o surto misterioso pode não estar limitado às focas aneladas. Algumas morsas foram encontradas mortas na costa noroeste do Alasca com lesões similares. Caçadores locais também relataram ter encontrado lesões de pele em outro tipo de foca.

Não estava claro se as lesões encontradas nas morsas eram decorrentes da mesma doença das focas aneladas, disse Bruce Woods, porta-voz do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.

“No momento, estamos no escuro”, afirmou ele.

As locações remotas e outras dificuldades de logística tornam impossível providenciar atendimento veterinário aos animais que estão doentes na praia, disse o biólogo Jason Herreman.

“As focas encontradas mortas são recolhidas para análise. As focas que estão doentes, mas permanecem vivas, são deixadas para que se recuperem sozinhas”, disse ele em um e-mail, acrescentando que os animais estão sendo enviados a diversos laboratórios de Anchorage e de outros locais.

Foca-anelada doente no Alasca. (Foto: Reuters)

Foca-anelada doente no Alasca. (Foto: Reuters)

Fonte: Da Reuters


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Lista de animais em risco de extinção exclui morsas

As morsas do Pacífico precisam de proteção extra, no caso de aquecimento global, mas não podem ser adicionadas à lista de animais ameaçados porque outras espécies são prioridade. A informação é do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

how to train your dragon film hd download

A elas, são reservadas outra lista. A que indica os animais cuja proteção é justificada, mas está impedida, explica o relações públicas Bruce Wood. A medida é legal e prevista pelo Ato de Espécies Ameaçadas.

“As ameaças a morsas são bem reais”, diz Geoff Haskett, diretor regional do Serviço de Pesca e Vida Selvagem na região do Alasca.

“Mas seu grande número populacional e a habilidade para se adaptar a migrações [para terra ou para regiões com gelo] são bem menos terríveis do que outros animais em risco como é o caso dos ursos-polares”, explica.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tem até o próximo dia 31 para recomendar ou não a inclusão das morsas na lista de animais em risco, que será revista daqui a um ano. Haskett salienta, entretanto, que os animais não estão em um ranking muito favorável para constar entre os ameaçados.

Por causa do aquecimento, as morsas têm buscado refúgio em terras russas, no mar de Chukchi.

Fonte: Folha.com






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

dezembro 2019
S T Q Q S S D
« mar    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas usam imagens 3D para avaliar habitat de morsas no Ártico

Sistema de câmeras foi instalado em barco durante expedição.
Blocos de gelo precisam ter tamanho correto para servir de habitat.

Cientistas da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de câmeras para mapear a superfície congelada do Oceano Ártico, em um esforço para avaliar o tamanho do habitat natural das morsas na região.

As imagens foram capturadas durante uma expedição de dois meses, iniciada em outubro. Elas foram feitas pelo pesquisador Scott Sorensen, que viajou em um navio de pesquisa alemão, o Polarstern. Foram instaladas três câmeras na embarcação para fazer os vídeos, que agora estão sendo reconstruídos em 3D para medir a topografia dos blocos de gelo no oceano, de acordo com o site da universidade.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (14). Imagens do gelo são difíceis de serem reconstruídas em três dimensões, porque são brancas e não possuem textura visual. Fotos de satélite poderiam ser úteis mas dão uma resolução de três metros por pixel, o que é ruim, na avaliação do pesquisador.

Já o sistema instalado pela universidade oferece uma precisão de 10 a 20 centímetros e permite uma melhor reconstrução da superfície de gelo, segundo o professor Chandra Kambhamettu, um dos idealizadores da pesquisa.

“O sistema utilizado no navio de expedição foi uma boa forma de obter imagens em 3D”, disse o docente, que leciona na Universidade de Delaware.

Para os pesquisadores, o trabalho pode criar uma base de dados para calcular o tamanho do habitat das morsas e dar outras informações que poderão no futuro ser usadas por cientistas e engenheiros.

Blocos de gelo
Sorensen explica que os blocos de gelo precisam ter uma medida equilibrada para que sirvam como habitat para as morsas. Se forem muito grandes, há risco de aparecerem predadores, como os ursos polares. Se forem pequenos, não aguentam o peso dos animais.

“Sem uma medida certa sobre os blocos de gelo e a espessura do gelo do mar, entre outras coisas, não podemos chamar uma certa região de habitat”, disse o cientista. As morsas usam estes blocos no oceano para se reproduzir, para descansar e até com propósitos migratórios, afirma o estudo.

Morsa descansa com filhote sobre bloco de gelo (Foto: Divulgação/University of Alaska Anchorage)

Morsa descansa com filhote sobre bloco de gelo (Foto: Divulgação/University of Alaska Anchorage)

Fonte: Globo Natureza


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Doença misteriosa mata dezenas de focas no Alasca

Biólogos acreditam que mortes sejam causadas por um vírus.
Sintomas incluem perda de pelo, lesões nas barbatanas e pele irritada.

Uma doença misteriosa, possivelmente um vírus, matou dezenas de focas aneladas na costa do Alasca, nos EUA, de acordo com uma agência federal e uma local.

As focas doentes têm chegado à praia na costa do Ártico desde julho. O número de vítimas aumentou ao longo dos meses, afirmaram os biólogos do Departamento de Controle da Vida Selvagem e de outras agências na quinta-feira (13).

Cerca de cem animais doentes foram encontrados perto de Barrow, a comunidade mais ao norte do país. Metade deles morreu, disseram os biólogos locais.

Em outros locais do município, os moradores registraram ter visto 146 focas aneladas se arrastando pelas praias – muitas delas doentes, afirmaram biólogos.

As focas-aneladas raramente chegam até a praia e passam a maior parte do ano na água ou em pedaços de gelo, de acordo com o Serviço de Pesca da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.

Biólogos disseram acreditar que a doença seja causada por um vírus. Os sintomas incluem lesões com sangue nas barbatanas traseiras, pele irritada ao redor do nariz e dos olhos, e perda de pelo.

Eles afirmaram que o surto misterioso pode não estar limitado às focas aneladas. Algumas morsas foram encontradas mortas na costa noroeste do Alasca com lesões similares. Caçadores locais também relataram ter encontrado lesões de pele em outro tipo de foca.

Não estava claro se as lesões encontradas nas morsas eram decorrentes da mesma doença das focas aneladas, disse Bruce Woods, porta-voz do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.

“No momento, estamos no escuro”, afirmou ele.

As locações remotas e outras dificuldades de logística tornam impossível providenciar atendimento veterinário aos animais que estão doentes na praia, disse o biólogo Jason Herreman.

“As focas encontradas mortas são recolhidas para análise. As focas que estão doentes, mas permanecem vivas, são deixadas para que se recuperem sozinhas”, disse ele em um e-mail, acrescentando que os animais estão sendo enviados a diversos laboratórios de Anchorage e de outros locais.

Foca-anelada doente no Alasca. (Foto: Reuters)

Foca-anelada doente no Alasca. (Foto: Reuters)

Fonte: Da Reuters


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Lista de animais em risco de extinção exclui morsas

As morsas do Pacífico precisam de proteção extra, no caso de aquecimento global, mas não podem ser adicionadas à lista de animais ameaçados porque outras espécies são prioridade. A informação é do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

how to train your dragon film hd download

A elas, são reservadas outra lista. A que indica os animais cuja proteção é justificada, mas está impedida, explica o relações públicas Bruce Wood. A medida é legal e prevista pelo Ato de Espécies Ameaçadas.

“As ameaças a morsas são bem reais”, diz Geoff Haskett, diretor regional do Serviço de Pesca e Vida Selvagem na região do Alasca.

“Mas seu grande número populacional e a habilidade para se adaptar a migrações [para terra ou para regiões com gelo] são bem menos terríveis do que outros animais em risco como é o caso dos ursos-polares”, explica.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tem até o próximo dia 31 para recomendar ou não a inclusão das morsas na lista de animais em risco, que será revista daqui a um ano. Haskett salienta, entretanto, que os animais não estão em um ranking muito favorável para constar entre os ameaçados.

Por causa do aquecimento, as morsas têm buscado refúgio em terras russas, no mar de Chukchi.

Fonte: Folha.com