17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS tem novo Presidente

Na primeira segunda-feira do mês de dezembro (03/12/2012) ocorreu na sede do IPEVS reunião extraordinária do Conselho Curador, convocada pelo presidente do instituto Rafael Haddad Manfio, para tratar da mudança da presidência do IPEVS.

Rafael escreveu uma carta de renúncia aos membros do IPEVS e demais interessados, justificando sua renúncia pelo cargo que ocupou desde março de 2008. Haddad informou que as razões que o levaram a esta decisão são referentes ao Artigo 27, Parágrafo 2º do estatuto do IPEVS,  devido sua eleição para o cargo de Vereador no município de Cornélio Procópio.

Durante a reunião Rafael Haddad agradeceu a todos o tempo em que ficou a frente da instituição e comprometeu-se a auxiliar no desenvolvimento da mesma.

Para ocupar o cargo de presidente do instituto, conforme o Artigo 32, Item I do estatuto do IPEVS, estabelece que a diretora administrativa substitua o presidente sempre que solicitada ou em sua ausência, por impedimento temporário ou definitivamente, até o final do mandato, como necessário neste caso. Ficando então definida Lívea Samara de Almeida como Presidenta do IPEVS até 14 de março de 2014, data na qual deverão ser realizadas novas eleições.

Rafael Haddad atualmente ocupa o cargo de conselheiro do Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente.

Carta de renúncia que esclarece o motivo do afastamento de Rafael Haddad do cargo de presidência do IPEVS: Imagem: IPEVS

Ascom IPEVS

 


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Mudanças no DNA podem afetar comportamento de abelhas

Pesquisadores mostram que a alteração de alguns genes pode levar insetos a trocar de função dentro da colmeia

Cientistas da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram a primeira evidência de que o comportamento das abelhas — e possivelmente de outros animais — pode ser alterado por mudanças epigenéticas em seus genes. A pesquisa, publicada neste domingo no site da revista Nature Neuroscience, mostrou que essas mudanças podem alterar a função desempenhada pela abelha na colmeia — e podem ser revertidas a fim de trazer o comportamento original de volta.

Os cientistas procuraram no DNA das abelhas alterações químicas conhecidas como metilações, que podem ser introduzidas e retiradas sem alterar a sequência genética original. A metilação de trechos do DNA já havia se mostrado importante na regulação da atividade genética. Pesquisas anteriores haviam mostrado que ela pode agir, por exemplo, na determinação de qual o destino de uma célula-tronco e no surgimento de células tumorais.

Neste estudo, a intenção dos pesquisadores foi descobrir se a metilação, ao alterar a forma como os genes se expressam, poderia afetar o comportamento de um animal. Para isso, eles analisaram o DNA do cérebro de abelhas operárias de duas “profissões” diferentes.

Todas as abelhas operárias são fêmeas e, dentro da mesma colmeia, todas são geneticamente idênticas. Mesmo assim, elas podem realizar trabalhos diferentes. As abelhas nutrizes, por exemplo, permanecem na colmeia para cuidar da rainha e das larvas. Quando ficam mais velhas, elas podem se tornar abelhas campeiras, que saem em busca de pólen e outros suprimentos para a comunidade.

“Os genes não são capazes de explicar as diferenças entre os dois tipos de comportamento”, diz Andy Feinberg, professor de medicina molecular e diretor do Centro de Epigenética do Instituto de Ciências Biomédicas Básicas da Universidade Johns Hopkins. “Mas a epigenética – e seu controle sobre os genes – pode.”

Teste vocacional — Os pesquisadores realizaram a experiência em uma colmeia nova, habitada por abelhas da mesma idade. Desse modo, eles evitaram a possibilidade de as diferenças entre os insetos ocorrerem por conta da idade. “Quando abelhas de mesma idade entram em uma nova colmeia, elas dividem suas tarefas de modo a manter uma proporção correta de nutrizes e campeiras”, diz Gro Amdam, especialista em abelhas da Universidade Estadual do Arizona e um dos autores do estudo.

Ao analisar os padrões de metilação do DNA no cérebro de 21 abelhas nutrizes e 21 campeiras, os pesquisadores encontraram 155 regiões que haviam sofrido alteração. Os genes alterados eram em sua maioria regulatórios, conhecidos por afetar o funcionamento de outros genes.

Em seguida, os cientistas quiseram descobrir se essas mudanças epigenéticas eram permanentes. Para isso, retiraram todas as abelhas nutrizes da colmeia. “Quando há poucas abelhas nutrizes, as campeiras podem tomar seu lugar, voltando à sua profissão anterior”, diz Gro Amdam.

Depois de algumas semanas, os pesquisadores voltaram a procurar diferenças nos padrões de metilação de seu DNA. Dessa vez, encontraram 107 regiões diferentes entre as campeiras e as que haviam se tornado nutrizes, sugerindo que as marcações epigenéticas não eram permanentes, mas podiam ser revertidas no dia a dia da colmeia.

Dessas 107 regiões, 57 já haviam sido identificadas entre as 155 que se alteram quando as nutrizes amadurecem para campeiras. Segundo os pesquisadores, essas 57 regiões parecem decisivas para diferenciar o comportamento das campeiras e nutrizes. Os cientistas dizem que o resultado pode ajudar a compreender questões comportamentais complexas em seres humanos, como o aprendizado, memória, respostas ao estresse e desordens de comportamento, que também envolvem interações entre componentes genéticos e a epigenéticos.

Saiba mais

EPIGENÉTICA
É o nome que se dá para as mudanças que acontecem nos genes sem, no entanto, alterar o código genético de um indivíduo. É diferente de uma mutação. Em uma mutação, o código genético é alterado. Já a mudança epigenética só altera a forma como um gene funciona. Essa mudança pode ser causada por fatores ambientais, como poluição ou mesmo pela prática de exercícios, e pode ser passada para as gerações seguintes.

CÉLULAS-TRONCO
Também chamadas de células-mãe, podem se transformar em qualquer um dos tipos de células do corpo humano e dar origens a outros tecidos, como ossos, nervos, músculos e sangue. Por essa versatilidade, elas vêm sendo testadas na regeneração de tecidos e órgãos de pessoas doentes.

abelhas

As abelhas operárias podem trabalhar dentro da colmeia ou fora, recolhendo pólen. O estudo mostrou que as tarefas desempenhadas são decididas pela metilação do DNA (Thinkstock)

Fonte: Veja Ciência


15 de março de 2012 | nenhum comentário »

Votação do Código Florestal é adiada devido à mudança na liderança do governo

A mudança no comando das lideranças do governo na Câmara e no Senado adiou, mais uma vez, a votação do novo Código Florestal (PL 1876/99), que estava prevista para esta semana. A reforma foi aprovada pelos deputados em maio de 2011, seguiu para o Senado, e agora a Câmara precisa avaliar as alterações feitas pelos senadores. A nova data de votação da reforma ainda não foi definida.

O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que o motivo do cancelamento das votações no Plenário nesta terça-feira (13) foi dar tempo ao novo líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), de “tomar pé” dos projetos que estão na pauta de votação. Por determinação da presidente Dilma Rousseff, Chinaglia substituiu o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) na liderança.

 

O relator do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), já concluiu seu parecer. Entre as mudanças que fez no texto vindo do Senado, ele pretende retirar o artigo que prevê um percentual mínimo de área verde nas novas expansões urbanas. “Vinte metros quadrados de área verde por habitante na expansão das cidades é um exagero, porque a própria ONU recomenda 14 metros quadrados por habitante. E o Brasil já pratica, segundo o Ministério do Meio Ambiente, 14 a 15 metros quadrados por habitante”, destacou.

 

O relator considera que as regras para as áreas de preservação permanente (APPs) que foram ocupadas ilegalmente por atividades como a pecuária são o ponto mais difícil para um acordo. Paulo Piau diz esperar que o novo líder do governo estude bastante a proposta, por considerar que o novo código é urgente para o País.

 

O deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM, ressaltou que o setor agropecuário também tem pressa na votação, já que no dia 11 de abril vence o decreto presidencial que prorrogou a anistia às multas por desmatamento aplicadas a proprietários rurais que descumpriram a legislação atual.

 

“A crise hoje no Parlamento foi determinada pela própria presidente da República, que destituiu o líder do governo. O acordo feito com a presença do líder do governo e dos demais líderes partidários no final de dezembro foi que a primeira matéria que seria votada em sessão extraordinária nos dias 6 e 7 de março seria exatamente o Código Florestal. Como tal, ele é prioritário, e está na escala em primeiro lugar”, afirmou.

 

Já o líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), responsabilizou o Executivo pela demora nas votações. “É claro que o fato de que essa semana não podermos entregar ao Brasil a Lei Geral da Copa e Código Florestal é a comprovação da absoluta incompetência do governo na articulação com a sua base aliada”, declarou.

 

As propostas de mudança no Código Florestal, que é de 1965, tramitam na Câmara há mais de dez anos.

Fonte: Agência Câmara


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Animais estão encolhendo devido à mudança climática

Os efeitos da ação humana sobre o ambiente, que provoca a mudança climática, são conhecidas. Entre elas, pode-se citar o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas e dos incêndios. Agora, cientistas analisam como os animais estão sendo afetados.

Um estudo recente, publicado na edição on-line “The American Naturalist”, indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies “encolham”. A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar.

Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio –como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis–, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos.

A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado.

Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies.

Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente.

Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem.

Fonte: Folha.com


31 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Recifes de corais podem desaparecer com oceano mais ácido

Um estudo realizado por cientistas dos Estados Unidos, Austrália e Alemanha aponta que acidificação dos oceanos, fenômeno que reduz o pH das águas devido ao aumento do CO2 atmosférico, poderá reduzir a diversidade e a resiliência (capacidade de recomposição) de recifes de corais ainda neste século.

Os pesquisadores estudaram espécies dos ecossistemas localizados próximos a três infiltrações vulcânicas, que emitem naturalmente CO2 no fundo do mar, na Papua Nova Guiné. Com isso, puderam entender melhor o impacto da acidificação dos oceanos na biodiversidade marinha.

Os cientistas conseguiram detalhar os reflexos de uma exposição prolongada dos recifes de corais a altos níveis de dióxido de carbono e baixo pH no oceano Indo-Pacífico. Isto simularia a projeção de aumento dos níveis de CO2 na atmosfera, que poderá ocorrer até o final deste século e tornaria os oceanos mais ácidos.

“Esses resultados prévios mostram como os recifes ficarão daqui a 100 anos caso a acidificação dos oceanos piore”, afirmou Chris Langdon, um dos principais investigadores do assunto, que é ligado à Escola Rosenstiel de Ciência Marinha e Atmosférica, da Universidade de Miami.

O estudo mostra ainda mudanças na composição das espécies de corais e redução da biodiversidade e recrutamento no recife com a redução do pH de 8,1 para 7,8. A equipe também relata que o desenvolvimento de recifes cessaria a um pH abaixo de 7,7.

O quarto Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) estima que até o final do século, o pH dos oceanos diminuirá dos atuais 8,1 para 7,8 devido ao aumento das concentrações atmosféricas de CO2.

Infiltrações vulcânicas em Papua Nova Guiné simula emissão de CO2 na atmosfera: recifes de corais podem desaparecer com oceanos mais ácidos (Foto: Katharina Fabricius/Australian Institute of Marine Science)

Infiltrações vulcânicas em Papua Nova Guiné simula emissão de CO2 na atmosfera: recifes de corais podem desaparecer com oceanos mais ácidos (Foto: Katharina Fabricius/Australian Institute of Marine Science)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Governo vai mudar programa ‘sustentável’ que não deslanchou

Na esteira das discussões ambientais sobre a reforma do Código Florestal, o governo decidiu alterar o principal programa de estímulo à produção sustentável da agropecuária.

Travado por incertezas operacionais e questões burocráticas desde seu lançamento, em junho de 2010, o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) desembolsou apenas R$ 700 mil do orçamento de R$ 2 bilhões até março – ou seja, menos de 0,35% do reservado pelo governo.

 

“Vamos mudar as regras desse programa, que foi criado para ser um guarda-chuva das ações de sustentabilidade do governo”, disse o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, ao Valor. “Vamos, por exemplo, separar bem as operações de custeio daquelas de investimento. Foi um pedido do Banco do Brasil”.

 

O ABC passou a ser uma prioridade do governo, mas sua operação é considerada “torta” pelos operadores da política agrícola. A pedido do governo, o Banco do Brasil está disposto a dar mais ênfase ao programa. Haverá uma ampla remodelação da operação do ABC. O governo prepara, em parceria com o BB, um plano de divulgação do programa aos produtores.

 

Haverá, ainda, um “esforço de capacitação” de empresas especializadas em projetos para “qualificar” o planejamento das atividades. BB e Embrapa estudam uma “união técnica” para resolver problemas como a emissão de laudos técnicos exigidos pelos bancos. A Embrapa ficou com essa incumbência, mas não teria sido preparada para “operacionalizar” o ABC. Avalia-se, no próprio governo, que o ABC foi criado mais para “dar uma satisfação” às crescentes exigências legais de proteção ao ambiente do que para funcionar na prática.

 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) também deve alterar uma regra fundamental para melhorar a operação do ABC. Hoje, o BB não pode aplicar no programa recursos da chamada “poupança rural”, cuja taxa de juros é subsidiada pelo Tesouro Nacional, antes de esgotado o orçamento administrado pelo BNDES. O CMN deve alterar essa norma para permitir os desembolsos simultâneos do BB e do BNDES. O BB teria R$ 1 bilhão para investir na atual safra (2010/2011).

 

Os bancos privados avaliam, de maneira reservada, que as operações do ABC são travadas porque a taxa de juros, de 5,5% ao ano, é mais baixa do que as demais linhas de produção sustentável – Produsa (5,75% a 6,75%) e Propflora (6,75%). O prazo de reembolso é longo (12 anos) e há exigências maiores do BNDES, além de um acompanhamento mais detalhado, o que onera os bancos. É uma linha considerada cara, de alto custo operacional e com um “risco BNDES” de fiscalização muito subjetivo. Cada área do BNDES teria, segundo essa avaliação, um critério.

 

“Não existe norma clara e objetiva para auditoria, exigência de documentos, comprovações de liberações. Isso afasta os bancos porque não há conforto jurídico”, afirma um dirigente do setor financeiro. Pelo desenho atual, a Embrapa define os critérios para aptidão de cada financiamento de silvicultura. “Só que esqueceram de avisar a Embrapa. Inviabilizou tudo porque ela não tem condições de fazer os laudos de enquadramento”, diz.

 

Na teoria, o ABC deveria “difundir uma nova agricultura sustentável” para reduzir o aquecimento global e a liberação de carbono no ar. O ABC quer ampliar o plantio direto na palha, dos atuais 25 milhões para 33 milhões de hectares. Também quer recuperar 15 milhões de hectares de pastos e aumentar o uso do sistema lavoura-pecuária-floresta em 4 milhões de hectares. Está prevista a elevação do plantio de florestas comerciais, de 6 milhões para 9 milhões de hectares. A meta é também elevar a fixação biológica de nitrogênio e o tratamento de resíduos animais.

Fonte: Valor Econômico


11 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Governo prepara proposta de flexibilização do Código Florestal

O governo prepara uma proposta de flexibilização do Código Florestal que prevê o plantio em áreas de preservação permanente para a agricultura familiar e exclui qualquer anistia a desmatadores.

A base da proposta foi elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente e está neste momento sendo discutida com outras pastas.

A presidente Dilma Rousseff, que se comprometera na campanha a não anistiar desmatamentos, encarregou a ministra Izabella Teixeira de costurar um consenso entre ruralistas e ambientalistas.

A ideia é impedir a aprovação do polêmico projeto de reforma do código do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que tem votação em plenário marcada para o mês que vem.

Segundo os ambientalistas, o texto de Rebelo é conivente com o desmatamento, ao propor, por exemplo, que áreas desmatadas até 2008 sejam isentas de multa.

Os ruralistas pressionam pela mudança imediata do código, argumentando que a lei atual criminaliza o setor produtivo e atrapalha a produção de alimentos.

Um decreto presidencial de 2009 determina multa para fazendeiros que não estiverem em conformidade com a lei. Sua entrada em vigor vem sendo prorrogada há mais de um ano – a nova data é 11 de junho.

“Noventa e cinco por cento das propriedades brasileiras vão entrar na ilegalidade”, diz o deputado federal Marcos Montes (DEM-MG). “A punição já está havendo, por falta de crédito”, continuou. O Banco do Brasil já anunciou que só terá financiamento quem cumprir o código ou aderir ao programa de regularização do governo, o Mais Ambiente.

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Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Código Florestal: governo tenta reduzir polêmica

Texto do Meio Ambiente diminui concessões aos produtores previstas no projeto de Aldo Rebelo, criticado por ambientalistas.

Na tentativa de reduzir a polêmica gerada em torno da mudança do Código Florestal, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) finalizou um texto que faz concessões, mas não tantas quanto as contempladas pelo projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), fortemente criticado por ambientalistas ao longo do ano passado. 

Uma das mudanças previstas no anteprojeto do governo trata da proteção de leitos dos rios. O ministério propõe que essa faixa seja reduzida em até 15 metros para fins de recomposição. Ou seja, quem destruiu mais do que o permitido terá que recuperar a metade do limite atual, que é de 30 metros. 

A proposta de Aldo prevê que a faixa de proteção seja de apenas cinco metros. A justificativa da pasta é facilitar a recomposição dessas áreas. O MMA deixa claro que o limite de 15 metros vale apenas para quem for recuperar áreas desmatadas até 2008 (data do último decreto de crimes ambientais).

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 Mas a proposta do ministério não muda a faixa de proteção permanente, que continua sendo de 30 metros.

 Outro ponto previsto na proposta de Aldo criticado pelos ambientalistas foi a anistia a quem desmatou ilegalmente até 2008. Para este caso, o MMA encontrou uma fórmula intermediária: nem libera os desmatadores, nem os obriga a pagar multas. Eles terão um prazo negociado com as secretarias ambientais dos estados para recuperar a área degradada. 

Nesse período a multa é suspensa. Depois que o dano for sanado, a dívida será arquivada. Por exigência da ministra Izabella Teixeira, o texto que será submetido à Presidência antes de ser encaminhado ao Congresso também inclui no Código Florestal as áreas urbanas. 

Casas, lojas e edifícios erguidos às margens de rios antes de 1965, quando foi criado o código, não estão na ilegalidade. Já as construções feitas à beira de rios até 2001 (data do Estatuto das Cidades) terão que ser demolidas se ultrapassarem a distância mínima de 15 metros dos rios. As construídas depois disso terão de obedecer ao limite integral da regra para APP (Área de Preservação Permanente), que é de 30 metros de cada lado dos rios. 

O objetivo, além de regularizar esses locais, é buscar a segurança dos mesmos. Áreas de risco deverão ser desocupadas, e, onde é possível manter populações, a recuperação da vegetação ajudará a conter futuros deslizamentos de terra. 

Diferentemente do texto de Aldo, o do MMA não libera os pequenos produtores da obrigação de manter a reserva legal – percentual da propriedade que deve ser preservado e que varia de acordo com cada bioma. Os agricultores familiares, no entanto, terão um processo simplificado para cumprir a lei. 

A demarcação da reserva legal, atualmente cara e burocrática, será gratuita e poderá ser feita com um simples GPS, sem a necessidade de um técnico que faça o georreferenciamento da terra.

(Catarina Alencastro)

(O Globo, 6/1)






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17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS tem novo Presidente

Na primeira segunda-feira do mês de dezembro (03/12/2012) ocorreu na sede do IPEVS reunião extraordinária do Conselho Curador, convocada pelo presidente do instituto Rafael Haddad Manfio, para tratar da mudança da presidência do IPEVS.

Rafael escreveu uma carta de renúncia aos membros do IPEVS e demais interessados, justificando sua renúncia pelo cargo que ocupou desde março de 2008. Haddad informou que as razões que o levaram a esta decisão são referentes ao Artigo 27, Parágrafo 2º do estatuto do IPEVS,  devido sua eleição para o cargo de Vereador no município de Cornélio Procópio.

Durante a reunião Rafael Haddad agradeceu a todos o tempo em que ficou a frente da instituição e comprometeu-se a auxiliar no desenvolvimento da mesma.

Para ocupar o cargo de presidente do instituto, conforme o Artigo 32, Item I do estatuto do IPEVS, estabelece que a diretora administrativa substitua o presidente sempre que solicitada ou em sua ausência, por impedimento temporário ou definitivamente, até o final do mandato, como necessário neste caso. Ficando então definida Lívea Samara de Almeida como Presidenta do IPEVS até 14 de março de 2014, data na qual deverão ser realizadas novas eleições.

Rafael Haddad atualmente ocupa o cargo de conselheiro do Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente.

Carta de renúncia que esclarece o motivo do afastamento de Rafael Haddad do cargo de presidência do IPEVS: Imagem: IPEVS

Ascom IPEVS

 


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Mudanças no DNA podem afetar comportamento de abelhas

Pesquisadores mostram que a alteração de alguns genes pode levar insetos a trocar de função dentro da colmeia

Cientistas da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram a primeira evidência de que o comportamento das abelhas — e possivelmente de outros animais — pode ser alterado por mudanças epigenéticas em seus genes. A pesquisa, publicada neste domingo no site da revista Nature Neuroscience, mostrou que essas mudanças podem alterar a função desempenhada pela abelha na colmeia — e podem ser revertidas a fim de trazer o comportamento original de volta.

Os cientistas procuraram no DNA das abelhas alterações químicas conhecidas como metilações, que podem ser introduzidas e retiradas sem alterar a sequência genética original. A metilação de trechos do DNA já havia se mostrado importante na regulação da atividade genética. Pesquisas anteriores haviam mostrado que ela pode agir, por exemplo, na determinação de qual o destino de uma célula-tronco e no surgimento de células tumorais.

Neste estudo, a intenção dos pesquisadores foi descobrir se a metilação, ao alterar a forma como os genes se expressam, poderia afetar o comportamento de um animal. Para isso, eles analisaram o DNA do cérebro de abelhas operárias de duas “profissões” diferentes.

Todas as abelhas operárias são fêmeas e, dentro da mesma colmeia, todas são geneticamente idênticas. Mesmo assim, elas podem realizar trabalhos diferentes. As abelhas nutrizes, por exemplo, permanecem na colmeia para cuidar da rainha e das larvas. Quando ficam mais velhas, elas podem se tornar abelhas campeiras, que saem em busca de pólen e outros suprimentos para a comunidade.

“Os genes não são capazes de explicar as diferenças entre os dois tipos de comportamento”, diz Andy Feinberg, professor de medicina molecular e diretor do Centro de Epigenética do Instituto de Ciências Biomédicas Básicas da Universidade Johns Hopkins. “Mas a epigenética – e seu controle sobre os genes – pode.”

Teste vocacional — Os pesquisadores realizaram a experiência em uma colmeia nova, habitada por abelhas da mesma idade. Desse modo, eles evitaram a possibilidade de as diferenças entre os insetos ocorrerem por conta da idade. “Quando abelhas de mesma idade entram em uma nova colmeia, elas dividem suas tarefas de modo a manter uma proporção correta de nutrizes e campeiras”, diz Gro Amdam, especialista em abelhas da Universidade Estadual do Arizona e um dos autores do estudo.

Ao analisar os padrões de metilação do DNA no cérebro de 21 abelhas nutrizes e 21 campeiras, os pesquisadores encontraram 155 regiões que haviam sofrido alteração. Os genes alterados eram em sua maioria regulatórios, conhecidos por afetar o funcionamento de outros genes.

Em seguida, os cientistas quiseram descobrir se essas mudanças epigenéticas eram permanentes. Para isso, retiraram todas as abelhas nutrizes da colmeia. “Quando há poucas abelhas nutrizes, as campeiras podem tomar seu lugar, voltando à sua profissão anterior”, diz Gro Amdam.

Depois de algumas semanas, os pesquisadores voltaram a procurar diferenças nos padrões de metilação de seu DNA. Dessa vez, encontraram 107 regiões diferentes entre as campeiras e as que haviam se tornado nutrizes, sugerindo que as marcações epigenéticas não eram permanentes, mas podiam ser revertidas no dia a dia da colmeia.

Dessas 107 regiões, 57 já haviam sido identificadas entre as 155 que se alteram quando as nutrizes amadurecem para campeiras. Segundo os pesquisadores, essas 57 regiões parecem decisivas para diferenciar o comportamento das campeiras e nutrizes. Os cientistas dizem que o resultado pode ajudar a compreender questões comportamentais complexas em seres humanos, como o aprendizado, memória, respostas ao estresse e desordens de comportamento, que também envolvem interações entre componentes genéticos e a epigenéticos.

Saiba mais

EPIGENÉTICA
É o nome que se dá para as mudanças que acontecem nos genes sem, no entanto, alterar o código genético de um indivíduo. É diferente de uma mutação. Em uma mutação, o código genético é alterado. Já a mudança epigenética só altera a forma como um gene funciona. Essa mudança pode ser causada por fatores ambientais, como poluição ou mesmo pela prática de exercícios, e pode ser passada para as gerações seguintes.

CÉLULAS-TRONCO
Também chamadas de células-mãe, podem se transformar em qualquer um dos tipos de células do corpo humano e dar origens a outros tecidos, como ossos, nervos, músculos e sangue. Por essa versatilidade, elas vêm sendo testadas na regeneração de tecidos e órgãos de pessoas doentes.

abelhas

As abelhas operárias podem trabalhar dentro da colmeia ou fora, recolhendo pólen. O estudo mostrou que as tarefas desempenhadas são decididas pela metilação do DNA (Thinkstock)

Fonte: Veja Ciência


15 de março de 2012 | nenhum comentário »

Votação do Código Florestal é adiada devido à mudança na liderança do governo

A mudança no comando das lideranças do governo na Câmara e no Senado adiou, mais uma vez, a votação do novo Código Florestal (PL 1876/99), que estava prevista para esta semana. A reforma foi aprovada pelos deputados em maio de 2011, seguiu para o Senado, e agora a Câmara precisa avaliar as alterações feitas pelos senadores. A nova data de votação da reforma ainda não foi definida.

O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que o motivo do cancelamento das votações no Plenário nesta terça-feira (13) foi dar tempo ao novo líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), de “tomar pé” dos projetos que estão na pauta de votação. Por determinação da presidente Dilma Rousseff, Chinaglia substituiu o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) na liderança.

 

O relator do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), já concluiu seu parecer. Entre as mudanças que fez no texto vindo do Senado, ele pretende retirar o artigo que prevê um percentual mínimo de área verde nas novas expansões urbanas. “Vinte metros quadrados de área verde por habitante na expansão das cidades é um exagero, porque a própria ONU recomenda 14 metros quadrados por habitante. E o Brasil já pratica, segundo o Ministério do Meio Ambiente, 14 a 15 metros quadrados por habitante”, destacou.

 

O relator considera que as regras para as áreas de preservação permanente (APPs) que foram ocupadas ilegalmente por atividades como a pecuária são o ponto mais difícil para um acordo. Paulo Piau diz esperar que o novo líder do governo estude bastante a proposta, por considerar que o novo código é urgente para o País.

 

O deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM, ressaltou que o setor agropecuário também tem pressa na votação, já que no dia 11 de abril vence o decreto presidencial que prorrogou a anistia às multas por desmatamento aplicadas a proprietários rurais que descumpriram a legislação atual.

 

“A crise hoje no Parlamento foi determinada pela própria presidente da República, que destituiu o líder do governo. O acordo feito com a presença do líder do governo e dos demais líderes partidários no final de dezembro foi que a primeira matéria que seria votada em sessão extraordinária nos dias 6 e 7 de março seria exatamente o Código Florestal. Como tal, ele é prioritário, e está na escala em primeiro lugar”, afirmou.

 

Já o líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), responsabilizou o Executivo pela demora nas votações. “É claro que o fato de que essa semana não podermos entregar ao Brasil a Lei Geral da Copa e Código Florestal é a comprovação da absoluta incompetência do governo na articulação com a sua base aliada”, declarou.

 

As propostas de mudança no Código Florestal, que é de 1965, tramitam na Câmara há mais de dez anos.

Fonte: Agência Câmara


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Animais estão encolhendo devido à mudança climática

Os efeitos da ação humana sobre o ambiente, que provoca a mudança climática, são conhecidas. Entre elas, pode-se citar o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas e dos incêndios. Agora, cientistas analisam como os animais estão sendo afetados.

Um estudo recente, publicado na edição on-line “The American Naturalist”, indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies “encolham”. A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar.

Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio –como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis–, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos.

A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado.

Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies.

Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente.

Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem.

Fonte: Folha.com


31 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Recifes de corais podem desaparecer com oceano mais ácido

Um estudo realizado por cientistas dos Estados Unidos, Austrália e Alemanha aponta que acidificação dos oceanos, fenômeno que reduz o pH das águas devido ao aumento do CO2 atmosférico, poderá reduzir a diversidade e a resiliência (capacidade de recomposição) de recifes de corais ainda neste século.

Os pesquisadores estudaram espécies dos ecossistemas localizados próximos a três infiltrações vulcânicas, que emitem naturalmente CO2 no fundo do mar, na Papua Nova Guiné. Com isso, puderam entender melhor o impacto da acidificação dos oceanos na biodiversidade marinha.

Os cientistas conseguiram detalhar os reflexos de uma exposição prolongada dos recifes de corais a altos níveis de dióxido de carbono e baixo pH no oceano Indo-Pacífico. Isto simularia a projeção de aumento dos níveis de CO2 na atmosfera, que poderá ocorrer até o final deste século e tornaria os oceanos mais ácidos.

“Esses resultados prévios mostram como os recifes ficarão daqui a 100 anos caso a acidificação dos oceanos piore”, afirmou Chris Langdon, um dos principais investigadores do assunto, que é ligado à Escola Rosenstiel de Ciência Marinha e Atmosférica, da Universidade de Miami.

O estudo mostra ainda mudanças na composição das espécies de corais e redução da biodiversidade e recrutamento no recife com a redução do pH de 8,1 para 7,8. A equipe também relata que o desenvolvimento de recifes cessaria a um pH abaixo de 7,7.

O quarto Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) estima que até o final do século, o pH dos oceanos diminuirá dos atuais 8,1 para 7,8 devido ao aumento das concentrações atmosféricas de CO2.

Infiltrações vulcânicas em Papua Nova Guiné simula emissão de CO2 na atmosfera: recifes de corais podem desaparecer com oceanos mais ácidos (Foto: Katharina Fabricius/Australian Institute of Marine Science)

Infiltrações vulcânicas em Papua Nova Guiné simula emissão de CO2 na atmosfera: recifes de corais podem desaparecer com oceanos mais ácidos (Foto: Katharina Fabricius/Australian Institute of Marine Science)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Governo vai mudar programa ‘sustentável’ que não deslanchou

Na esteira das discussões ambientais sobre a reforma do Código Florestal, o governo decidiu alterar o principal programa de estímulo à produção sustentável da agropecuária.

Travado por incertezas operacionais e questões burocráticas desde seu lançamento, em junho de 2010, o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) desembolsou apenas R$ 700 mil do orçamento de R$ 2 bilhões até março – ou seja, menos de 0,35% do reservado pelo governo.

 

“Vamos mudar as regras desse programa, que foi criado para ser um guarda-chuva das ações de sustentabilidade do governo”, disse o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, ao Valor. “Vamos, por exemplo, separar bem as operações de custeio daquelas de investimento. Foi um pedido do Banco do Brasil”.

 

O ABC passou a ser uma prioridade do governo, mas sua operação é considerada “torta” pelos operadores da política agrícola. A pedido do governo, o Banco do Brasil está disposto a dar mais ênfase ao programa. Haverá uma ampla remodelação da operação do ABC. O governo prepara, em parceria com o BB, um plano de divulgação do programa aos produtores.

 

Haverá, ainda, um “esforço de capacitação” de empresas especializadas em projetos para “qualificar” o planejamento das atividades. BB e Embrapa estudam uma “união técnica” para resolver problemas como a emissão de laudos técnicos exigidos pelos bancos. A Embrapa ficou com essa incumbência, mas não teria sido preparada para “operacionalizar” o ABC. Avalia-se, no próprio governo, que o ABC foi criado mais para “dar uma satisfação” às crescentes exigências legais de proteção ao ambiente do que para funcionar na prática.

 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) também deve alterar uma regra fundamental para melhorar a operação do ABC. Hoje, o BB não pode aplicar no programa recursos da chamada “poupança rural”, cuja taxa de juros é subsidiada pelo Tesouro Nacional, antes de esgotado o orçamento administrado pelo BNDES. O CMN deve alterar essa norma para permitir os desembolsos simultâneos do BB e do BNDES. O BB teria R$ 1 bilhão para investir na atual safra (2010/2011).

 

Os bancos privados avaliam, de maneira reservada, que as operações do ABC são travadas porque a taxa de juros, de 5,5% ao ano, é mais baixa do que as demais linhas de produção sustentável – Produsa (5,75% a 6,75%) e Propflora (6,75%). O prazo de reembolso é longo (12 anos) e há exigências maiores do BNDES, além de um acompanhamento mais detalhado, o que onera os bancos. É uma linha considerada cara, de alto custo operacional e com um “risco BNDES” de fiscalização muito subjetivo. Cada área do BNDES teria, segundo essa avaliação, um critério.

 

“Não existe norma clara e objetiva para auditoria, exigência de documentos, comprovações de liberações. Isso afasta os bancos porque não há conforto jurídico”, afirma um dirigente do setor financeiro. Pelo desenho atual, a Embrapa define os critérios para aptidão de cada financiamento de silvicultura. “Só que esqueceram de avisar a Embrapa. Inviabilizou tudo porque ela não tem condições de fazer os laudos de enquadramento”, diz.

 

Na teoria, o ABC deveria “difundir uma nova agricultura sustentável” para reduzir o aquecimento global e a liberação de carbono no ar. O ABC quer ampliar o plantio direto na palha, dos atuais 25 milhões para 33 milhões de hectares. Também quer recuperar 15 milhões de hectares de pastos e aumentar o uso do sistema lavoura-pecuária-floresta em 4 milhões de hectares. Está prevista a elevação do plantio de florestas comerciais, de 6 milhões para 9 milhões de hectares. A meta é também elevar a fixação biológica de nitrogênio e o tratamento de resíduos animais.

Fonte: Valor Econômico


11 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Governo prepara proposta de flexibilização do Código Florestal

O governo prepara uma proposta de flexibilização do Código Florestal que prevê o plantio em áreas de preservação permanente para a agricultura familiar e exclui qualquer anistia a desmatadores.

A base da proposta foi elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente e está neste momento sendo discutida com outras pastas.

A presidente Dilma Rousseff, que se comprometera na campanha a não anistiar desmatamentos, encarregou a ministra Izabella Teixeira de costurar um consenso entre ruralistas e ambientalistas.

A ideia é impedir a aprovação do polêmico projeto de reforma do código do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que tem votação em plenário marcada para o mês que vem.

Segundo os ambientalistas, o texto de Rebelo é conivente com o desmatamento, ao propor, por exemplo, que áreas desmatadas até 2008 sejam isentas de multa.

Os ruralistas pressionam pela mudança imediata do código, argumentando que a lei atual criminaliza o setor produtivo e atrapalha a produção de alimentos.

Um decreto presidencial de 2009 determina multa para fazendeiros que não estiverem em conformidade com a lei. Sua entrada em vigor vem sendo prorrogada há mais de um ano – a nova data é 11 de junho.

“Noventa e cinco por cento das propriedades brasileiras vão entrar na ilegalidade”, diz o deputado federal Marcos Montes (DEM-MG). “A punição já está havendo, por falta de crédito”, continuou. O Banco do Brasil já anunciou que só terá financiamento quem cumprir o código ou aderir ao programa de regularização do governo, o Mais Ambiente.

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Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Código Florestal: governo tenta reduzir polêmica

Texto do Meio Ambiente diminui concessões aos produtores previstas no projeto de Aldo Rebelo, criticado por ambientalistas.

Na tentativa de reduzir a polêmica gerada em torno da mudança do Código Florestal, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) finalizou um texto que faz concessões, mas não tantas quanto as contempladas pelo projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), fortemente criticado por ambientalistas ao longo do ano passado. 

Uma das mudanças previstas no anteprojeto do governo trata da proteção de leitos dos rios. O ministério propõe que essa faixa seja reduzida em até 15 metros para fins de recomposição. Ou seja, quem destruiu mais do que o permitido terá que recuperar a metade do limite atual, que é de 30 metros. 

A proposta de Aldo prevê que a faixa de proteção seja de apenas cinco metros. A justificativa da pasta é facilitar a recomposição dessas áreas. O MMA deixa claro que o limite de 15 metros vale apenas para quem for recuperar áreas desmatadas até 2008 (data do último decreto de crimes ambientais).

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 Mas a proposta do ministério não muda a faixa de proteção permanente, que continua sendo de 30 metros.

 Outro ponto previsto na proposta de Aldo criticado pelos ambientalistas foi a anistia a quem desmatou ilegalmente até 2008. Para este caso, o MMA encontrou uma fórmula intermediária: nem libera os desmatadores, nem os obriga a pagar multas. Eles terão um prazo negociado com as secretarias ambientais dos estados para recuperar a área degradada. 

Nesse período a multa é suspensa. Depois que o dano for sanado, a dívida será arquivada. Por exigência da ministra Izabella Teixeira, o texto que será submetido à Presidência antes de ser encaminhado ao Congresso também inclui no Código Florestal as áreas urbanas. 

Casas, lojas e edifícios erguidos às margens de rios antes de 1965, quando foi criado o código, não estão na ilegalidade. Já as construções feitas à beira de rios até 2001 (data do Estatuto das Cidades) terão que ser demolidas se ultrapassarem a distância mínima de 15 metros dos rios. As construídas depois disso terão de obedecer ao limite integral da regra para APP (Área de Preservação Permanente), que é de 30 metros de cada lado dos rios. 

O objetivo, além de regularizar esses locais, é buscar a segurança dos mesmos. Áreas de risco deverão ser desocupadas, e, onde é possível manter populações, a recuperação da vegetação ajudará a conter futuros deslizamentos de terra. 

Diferentemente do texto de Aldo, o do MMA não libera os pequenos produtores da obrigação de manter a reserva legal – percentual da propriedade que deve ser preservado e que varia de acordo com cada bioma. Os agricultores familiares, no entanto, terão um processo simplificado para cumprir a lei. 

A demarcação da reserva legal, atualmente cara e burocrática, será gratuita e poderá ser feita com um simples GPS, sem a necessidade de um técnico que faça o georreferenciamento da terra.

(Catarina Alencastro)

(O Globo, 6/1)