2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Mapa interativo mostra distribuição desigual de emissões de carbono

Tamanho dos países foi distorcido para representar dados de carbono.
Quanto maior a responsabilidade nas emissões, maior fica o país.

A emissão de carbono, que acentua o aquecimento global, ocorre de forma desigual no mundo — por isso, as consequências das mudanças climáticas não são as mesmas em todos os países. Para mostrar estas diferenças, um jornalista e um programador criaram um mapa interativo, o “Mapa do Carbono”, lançado nesta quinta-feira (29).

Nele, o tradicional mapa mundi aparece de uma forma totalmente diferente. Os tamanhos dos países foram distorcidos para mostrar o peso relativo de cada um nas emissões globais de carbono e nas consequências do aquecimento global, de acordo com dados do Banco Mundial.

O objetivo é dimensionar a responsabilidade e a vulnerabilidade de cada um.

Assim, no quesito emissão de carbono atual, China, Índia, Japão, Estados Unidos e Europa ganham formas gigantes, porque são os maiores emissores. América do Sul e África têm formas menores. Já quando se analisa o acumulado de emissões desde 1850 (sendo que “a maior parte delas ainda continua no ar”, segundo projeto), o peso da Ásia diminui e a responsabilidade recai sobre América do Norte e Europa.

Mapa distorcido mostra o tamanho proporcional dos países de acordo com a emissão de carbono desde 1850. (Foto: Reprodução / The Carbon Map)

Mapa distorcido mostra o tamanho proporcional dos países de acordo com a emissão de carbono desde 1850. (Foto: Reprodução / The Carbon Map)

Vulnerabilidade
Por outro lado, quando se avalia a vulnerabilidade às mudanças climáticas, a Ásia domina o mapa. A África também é apresentada com um tamanho relativo maior. Os outros continentes ficam bastante reduzidos. Os dados mostram o número de pessoas que podem ficar feridas, ser desalojadas ou precisar de ajuda de emergência devido a cheias, secas ou temperaturas extremas.

Em todas as variáveis, o Brasil é apresentado com um tamanho menor do que o real. Isto indica que nem sua responsabilidade nas emissões globais nem na vulnerabilidade são altas, em comparação com o resto do mundo.

No mapa, o usuário também pode escolher uma variável para colorir os países. Ao optar por emissão de CO2 por pessoa, por exemplo, as nações ficam mais escuras à medida que aumentam os valores.

De acordo com Duncan Clark, jornalista do jornal britânico Guardian e um dos idealizadores do projeto, existem três vantagens de apresentar os dados desta forma.

“Primeiro, a distorção do mapa mundi é uma boa maneira de compreender muitos números com apenas um olhar. Segundo, animar as distorções torna a interação com os dados divertida. Terceiro, é possível escolher a variável para colorir o mapa distorcido, o que ajuda a perceber relações”, afirma Clark.

Vulnerabilidade da Ásia aos efeitos do aquecimento global é muito maior que no restante do globo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Vulnerabilidade da Ásia aos efeitos do aquecimento global é muito maior que no restante do globo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Com relação às emissões atuais de carbono, China, Índia, Japão, EUA e Europa têm um peso maior que o restante do mundo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Com relação às emissões atuais de carbono, China, Índia, Japão, EUA e Europa têm um peso maior que o restante do mundo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Fonte: Amanda Rossi, Globo Natureza


26 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Jornais estrangeiros criticam aprovação do Código Florestal

O jornal espanhol “El País” traz nesta quinta-feira uma reportagem sobre a mudança do Código Florestal, aprovada na Câmara dos Deputados um dia antes, com o título “Brasil outorga a impunidade aos desmatadores da Amazônia”.

A reportagem, que adota um ponto de vista crítico à votação, ressalta que a medida é mais uma “vitória do setor rural sobre o ambiental” dentro da lógica política do país.

“Mais uma vez fica claro quem manda no Brasil quando os interesses dos latifundiários estão em jogo”, escreve o correspondente do jornal no Rio.

“O todo poderoso setor agropecuário brasileiro mantém sob controle a Câmara dos Deputados através de uma densa rede de apoio nos partidos majoritários, incluindo o Partido dos Trabalhadores (PT), do governo. Mais do que nunca ficou claro o poder de pressão que o campo brasileiro continua tendo nos despachos de Brasília”, ele afirma.

Para o correspondente do jornal, “as imagens do Congresso após a polêmica votação eram inquietantes: dezenas de deputados se abraçando eufóricos e fazendo o sinal de vitória”.

“Na mesma manhã, o Brasil se despertava com a notícia do assassinato, a tiros, do líder ambientalista João Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, ambos ativistas mortos pela preservação do Amazonas. Da Silva havia denunciado que sofria ameaças de morte por parte de madeireiros e pecuaristas do Pará, onde vivia. Os mesmos que provavelmente brindaram à aprovação do novo código.”

JORNAIS CRITICAM

O relato do jornal espanhol ilustra o tom crítico adotado na maioria dos artigos veiculados na imprensa europeia e americana sobre o assunto.

No Reino Unido, o jornal “The Independent” titulou: “Corte e queima: Brasil rasga a lei que protege as suas florestas.”

O periódico britânico dedica ao tema uma dobra de página e uma fotomontagem com imagens e gráficos, indicando que “a Amazônia segue ameaçada”.

Como outras publicações, o “Independent” se debruça sobre os efeitos de uma possível concessão de anistia aos fazendeiros que, no passado, desmataram suas terras em maior escala que o permitido pela legislação.

A reportagem cita o renomado ambientalista Philip Fearnside, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), ouvido pela agência de notícias Associated Press.

“A proposta de anistia dá continuidade a uma longa tradição brasileira, de legalizar o ilegal. As pessoas acham que podem desmatar ilegalmente porque mais cedo ou mais tarde serão perdoadas”, diz Fearnside.

A mesma declaração é reproduzida também no espanhol “ABC”, para quem os deputados “ignoraram as pressões dos ecologistas e passaram como um trator sobre a opinião pública”.

A reportagem do diário de Sevilha descreve o código como “a gênese de um gigantesco ambiental”, atribuindo a avaliação aos ambientalistas.

DESDOBRAMENTOS ECONÔMICOS

O tema também mereceu espaço em dois dos principais jornais econômicos da imprensa estrangeira, o americano “Wall Street Journal” e o britânico “Financial Times”.

O diário nova-iorquino comenta que a mudança da lei é “uma vitória para os grandes produtores e pecuaristas do Brasil”.

“A presidente brasileira, Dilma Rousseff, adotou uma plataforma pró-desenvolvimento e geralmente se alia com os produtores ao invés dos ambientalistas. Porém, membros de seu governo dizem que a legislação, aprovada na forma atual, vai muito longe”, observa o “WSJ”.

Já o “FT” ressaltou que a “legislação ambiental alimenta temores pela Amazônia”.

O diário ventilou a visão dos ambientalistas de que as mudanças no Código Florestal podem ameaçar as exportações agropecuárias do país.

“Sob o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as autoridades conseguiram reduzir o ritmo de destruição da Amazônia através do monitoramento via satélite”, escreve o jornal.

“Os ambientalistas argumentam que a implementação mais rigorosa da lei beneficiou os exportadores dos principais produtos brasileiros, incluindo soja e carne, que podiam alegar com credibilidade que não estavam produzindo em áreas desmatadas ilegalmente.”

Fonte: DA BBC BRASIL


3 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Maior cobra vivendo em cativeiro morre em zoo

O zoológico de Columbus, nos Estados Unidos, anunciou que a maior cobra vivendo em cativeiro morreu nesta quarta-feira. Segundo o zoo, a cobra, uma píton, chamada de Fluffy, que tinha aproximadamente 7 m de comprimento, morreu, aparentemente, segundo o zoo, por causa de um tumor. As informações são da AP.

O Livro dos Recordes – Guinness Book – oficializa a cobra como a maior vivente em cativeiro. O animal pesava 136 kg, tinha 18 anos e estava no zoo de Columbus desde 2007.

Pítons têm como marca os desenhos padrões em suas escamas e, em média não ultrapassam os 5 metros de comprimento. A maior já registrada possuía 9,75 m e vivia na Indonésia, até ser morta em 1912. (Fonte: Portal Terra)

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2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Mapa interativo mostra distribuição desigual de emissões de carbono

Tamanho dos países foi distorcido para representar dados de carbono.
Quanto maior a responsabilidade nas emissões, maior fica o país.

A emissão de carbono, que acentua o aquecimento global, ocorre de forma desigual no mundo — por isso, as consequências das mudanças climáticas não são as mesmas em todos os países. Para mostrar estas diferenças, um jornalista e um programador criaram um mapa interativo, o “Mapa do Carbono”, lançado nesta quinta-feira (29).

Nele, o tradicional mapa mundi aparece de uma forma totalmente diferente. Os tamanhos dos países foram distorcidos para mostrar o peso relativo de cada um nas emissões globais de carbono e nas consequências do aquecimento global, de acordo com dados do Banco Mundial.

O objetivo é dimensionar a responsabilidade e a vulnerabilidade de cada um.

Assim, no quesito emissão de carbono atual, China, Índia, Japão, Estados Unidos e Europa ganham formas gigantes, porque são os maiores emissores. América do Sul e África têm formas menores. Já quando se analisa o acumulado de emissões desde 1850 (sendo que “a maior parte delas ainda continua no ar”, segundo projeto), o peso da Ásia diminui e a responsabilidade recai sobre América do Norte e Europa.

Mapa distorcido mostra o tamanho proporcional dos países de acordo com a emissão de carbono desde 1850. (Foto: Reprodução / The Carbon Map)

Mapa distorcido mostra o tamanho proporcional dos países de acordo com a emissão de carbono desde 1850. (Foto: Reprodução / The Carbon Map)

Vulnerabilidade
Por outro lado, quando se avalia a vulnerabilidade às mudanças climáticas, a Ásia domina o mapa. A África também é apresentada com um tamanho relativo maior. Os outros continentes ficam bastante reduzidos. Os dados mostram o número de pessoas que podem ficar feridas, ser desalojadas ou precisar de ajuda de emergência devido a cheias, secas ou temperaturas extremas.

Em todas as variáveis, o Brasil é apresentado com um tamanho menor do que o real. Isto indica que nem sua responsabilidade nas emissões globais nem na vulnerabilidade são altas, em comparação com o resto do mundo.

No mapa, o usuário também pode escolher uma variável para colorir os países. Ao optar por emissão de CO2 por pessoa, por exemplo, as nações ficam mais escuras à medida que aumentam os valores.

De acordo com Duncan Clark, jornalista do jornal britânico Guardian e um dos idealizadores do projeto, existem três vantagens de apresentar os dados desta forma.

“Primeiro, a distorção do mapa mundi é uma boa maneira de compreender muitos números com apenas um olhar. Segundo, animar as distorções torna a interação com os dados divertida. Terceiro, é possível escolher a variável para colorir o mapa distorcido, o que ajuda a perceber relações”, afirma Clark.

Vulnerabilidade da Ásia aos efeitos do aquecimento global é muito maior que no restante do globo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Vulnerabilidade da Ásia aos efeitos do aquecimento global é muito maior que no restante do globo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Com relação às emissões atuais de carbono, China, Índia, Japão, EUA e Europa têm um peso maior que o restante do mundo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Com relação às emissões atuais de carbono, China, Índia, Japão, EUA e Europa têm um peso maior que o restante do mundo. (Foto: Divulgação / The Carbon Map)

Fonte: Amanda Rossi, Globo Natureza


26 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Jornais estrangeiros criticam aprovação do Código Florestal

O jornal espanhol “El País” traz nesta quinta-feira uma reportagem sobre a mudança do Código Florestal, aprovada na Câmara dos Deputados um dia antes, com o título “Brasil outorga a impunidade aos desmatadores da Amazônia”.

A reportagem, que adota um ponto de vista crítico à votação, ressalta que a medida é mais uma “vitória do setor rural sobre o ambiental” dentro da lógica política do país.

“Mais uma vez fica claro quem manda no Brasil quando os interesses dos latifundiários estão em jogo”, escreve o correspondente do jornal no Rio.

“O todo poderoso setor agropecuário brasileiro mantém sob controle a Câmara dos Deputados através de uma densa rede de apoio nos partidos majoritários, incluindo o Partido dos Trabalhadores (PT), do governo. Mais do que nunca ficou claro o poder de pressão que o campo brasileiro continua tendo nos despachos de Brasília”, ele afirma.

Para o correspondente do jornal, “as imagens do Congresso após a polêmica votação eram inquietantes: dezenas de deputados se abraçando eufóricos e fazendo o sinal de vitória”.

“Na mesma manhã, o Brasil se despertava com a notícia do assassinato, a tiros, do líder ambientalista João Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, ambos ativistas mortos pela preservação do Amazonas. Da Silva havia denunciado que sofria ameaças de morte por parte de madeireiros e pecuaristas do Pará, onde vivia. Os mesmos que provavelmente brindaram à aprovação do novo código.”

JORNAIS CRITICAM

O relato do jornal espanhol ilustra o tom crítico adotado na maioria dos artigos veiculados na imprensa europeia e americana sobre o assunto.

No Reino Unido, o jornal “The Independent” titulou: “Corte e queima: Brasil rasga a lei que protege as suas florestas.”

O periódico britânico dedica ao tema uma dobra de página e uma fotomontagem com imagens e gráficos, indicando que “a Amazônia segue ameaçada”.

Como outras publicações, o “Independent” se debruça sobre os efeitos de uma possível concessão de anistia aos fazendeiros que, no passado, desmataram suas terras em maior escala que o permitido pela legislação.

A reportagem cita o renomado ambientalista Philip Fearnside, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), ouvido pela agência de notícias Associated Press.

“A proposta de anistia dá continuidade a uma longa tradição brasileira, de legalizar o ilegal. As pessoas acham que podem desmatar ilegalmente porque mais cedo ou mais tarde serão perdoadas”, diz Fearnside.

A mesma declaração é reproduzida também no espanhol “ABC”, para quem os deputados “ignoraram as pressões dos ecologistas e passaram como um trator sobre a opinião pública”.

A reportagem do diário de Sevilha descreve o código como “a gênese de um gigantesco ambiental”, atribuindo a avaliação aos ambientalistas.

DESDOBRAMENTOS ECONÔMICOS

O tema também mereceu espaço em dois dos principais jornais econômicos da imprensa estrangeira, o americano “Wall Street Journal” e o britânico “Financial Times”.

O diário nova-iorquino comenta que a mudança da lei é “uma vitória para os grandes produtores e pecuaristas do Brasil”.

“A presidente brasileira, Dilma Rousseff, adotou uma plataforma pró-desenvolvimento e geralmente se alia com os produtores ao invés dos ambientalistas. Porém, membros de seu governo dizem que a legislação, aprovada na forma atual, vai muito longe”, observa o “WSJ”.

Já o “FT” ressaltou que a “legislação ambiental alimenta temores pela Amazônia”.

O diário ventilou a visão dos ambientalistas de que as mudanças no Código Florestal podem ameaçar as exportações agropecuárias do país.

“Sob o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as autoridades conseguiram reduzir o ritmo de destruição da Amazônia através do monitoramento via satélite”, escreve o jornal.

“Os ambientalistas argumentam que a implementação mais rigorosa da lei beneficiou os exportadores dos principais produtos brasileiros, incluindo soja e carne, que podiam alegar com credibilidade que não estavam produzindo em áreas desmatadas ilegalmente.”

Fonte: DA BBC BRASIL


3 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Maior cobra vivendo em cativeiro morre em zoo

O zoológico de Columbus, nos Estados Unidos, anunciou que a maior cobra vivendo em cativeiro morreu nesta quarta-feira. Segundo o zoo, a cobra, uma píton, chamada de Fluffy, que tinha aproximadamente 7 m de comprimento, morreu, aparentemente, segundo o zoo, por causa de um tumor. As informações são da AP.

O Livro dos Recordes – Guinness Book – oficializa a cobra como a maior vivente em cativeiro. O animal pesava 136 kg, tinha 18 anos e estava no zoo de Columbus desde 2007.

Pítons têm como marca os desenhos padrões em suas escamas e, em média não ultrapassam os 5 metros de comprimento. A maior já registrada possuía 9,75 m e vivia na Indonésia, até ser morta em 1912. (Fonte: Portal Terra)

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