14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Ministério cria grupo para discutir regras sobre sacolinhas plásticas

Ideia é debater uso sustentável e normatização das sacolinhas no país.
Portaria no Diário Oficial da União anunciou criação de grupo de trabalho.

O Ministério do Meio Ambiente criou um grupo de trabalho para discutir o uso sustentável das sacolinhas plásticas e propor normas sobre o tema para o Brasil, segundo uma portaria publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União.

O fim da distribuição das sacolas no estado de São Paulo causou polêmica neste ano, após um acordo entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que previa que as sacolinhas não seriam mais entregues aos consumidor a partir de janeiro de 2012. Após idas e vindas, com manifestações do Procon, do Ministério Público e da Justiça sobre o tema, a distribuição acabou sendo retomada e normalizada pela Apas.

A ideia do grupo de trabalho criado pelo ministério é que ele estude o consumo sustentável e a normatização do uso das sacolinhas, de acordo com a portaria. Uma hipótese em análise é a de criar certificações para diferentes tipos de sacolas, como forma de orientar o consumidor.

Outra hipótese é a de formular campanhas para conscientizar sobre problemas do uso e descarte inadequado dos sacos plásticos, de acordo com o texto do Diário Oficial da União.

O grupo de trabalho será formado por membros de secretarias do Ministério do Meio Ambiente, por representantes do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), de instituições de defesa do consumidor, ONGs, representantes do Ministério da Justiça e entidades que representam supermercados, produtores de embalagens plásticas e setores de reciclagem, entre outras instituições.

O grupo de trabalho terá duração de seis meses, podendo ser prorrogado por um período equivalente após sua convocação. A portaria entrou em vigor após a publicação, segundo o texto do Diário Oficial da União.

Fonte: Globo Natureza


21 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Nova revista quer mudar publicação científica

Uma revista científica com acesso gratuito para o público, transparente quanto às condições de edição dos trabalhos e que cobra taxas de publicação até 90% menores que a concorrência pode sobreviver no bilionário mundo dos periódicos acadêmicos?

Tem muita gente apostando que sim. Parte do entusiasmo se deve a Peter Binfield, que capitaneia a empreitada. Ex-editor da revista científica “PLoS One” e entusiasta do livre acesso à pesquisa, ele ajudou a consolidar o periódico como uma das mais importantes e inovadoras publicações de leitura gratuita.

As novidades da revista, a “PeerJ”, começam pelos custos. Em muitos periódicos, em especial nos de acesso livre, os pesquisadores precisam pagar por cada artigo que fazem, e pagam caro. A “PLoS One” cobra US$ 1.350 (cerca de R$ 2.730) Esse valor chega a US$ 2.900 (R$ 5.870) na “PLoS Biology”.

CIÊNCIA TRANSPARENTE E DE BAIXO CUSTO A recém-anunciada revista PeerJ quer revolucionar as publicações acadêmicas

Imagem: Editoria de Arte/Folhapress

Na “PeerJ”, em vez da cobrança a cada novo artigo, basta pagar uma única taxa de publicação vitalícia. São três “planos” (veja gráfico). Quem desembolsa US$ 259 (R$ 524) pode publicar quantas vezes quiser. A primeira edição da revista sai em dezembro.

Em entrevista à Folha, Binfield disse que, apesar do modelo de “baixo custo”, seu projeto é sustentável. “Todos os coautores precisam pagar, e cada artigo tem, em geral, cinco ou seis coautores.”

Ele também chama atenção para a transparência no processo de revisão por pares, no qual cientistas independentes avaliam a qualidade de cada trabalho.

Na maioria dos periódicos, as etapas da publicação costumam ser fechadas, e os leitores não têm acesso às possíveis discussões e reavaliações dos artigos.

“Os revisores serão encorajados, mas não obrigados, a revelar sua identidade aos autores. Depois, os autores terão a opção de submeter o ‘histórico’ da revisão junto com o artigo”, afirma.

“É difícil dizer se a revista vai dar certo. Mas ela propõe um modelo novo, que merece ser estudado”, avalia o professor da USP e especialista em publicações científicas Rogerio Mugnaini.

O lançamento da publicação pega carona na crescente polêmica sobre os altos preços dos periódicos. A Elsevier, que publica cerca de 2.000 revistas, é alvo de um abaixo-assinado que já tem milhares de assinaturas.

Só em 2011, o governo brasileiro gastou R$ 133 milhões para que 326 instituições de pesquisa tivessem acesso a mais de 31 mil periódicos.

Fonte: Folha.com


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Após ataques, conselho cria normas para observação de onças em MT

Uma resolução aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) deve tornar mais rígido o turismo de observação de onças em Mato Grosso. É que agora os observadores devem se atentar para uma série de recomendações na hora de observar o animal. A medida foi criada para garantir a segurança, já que muitos turistas costumam se arriscar na hora de fotografar o mamífero.

Nos últimos anos, casos de ataques de onça aumentaram no estado. Uma das vítimas, um adolescente de 16 anos, foi ferido após ser atacado por uma onça enquanto pescava com o pai no Rio Paraguai, em julho do ano passado. Eles estavam próximos ao barranco quando a onça pulou no barco para atacar o jovem.

“Ficou mais fácil da fiscalização estar atuando, mas sempre lembrando que esta resolução tem também o caráter educativo”, avaliou o analista Pedro Julião de Castro Borges, da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema).

Pelas normas aprovadas, durante a observação só poderão ser usados máquinas, filmadoras, binóculo e luneta. Está proibido o uso de qualquer objeto ou instrumento sonoro, visual ou que exale cheiro para não alterar o comportamento do animal.

As embarcações deverão manter uma distância segura e no máximo 20 minutos de permanência no local. “Se não houver este tipo de regulamentação, os turistas podem ser colocados em situação de risco”, pontou o biólogo Rogério Rossi.

Fonte: Globo Natureza / G1 MT


25 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Ministro Mercadante destaca cuidados no uso de animais em pesquisas

Manifestação foi na abertura da 11ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea), em Brasília

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, abriu ontem (23), em Brasília, a 11ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea). Ele ressaltou a importância do uso de animais no desenvolvimento de novos fármacos e procedimentos para o avanço da pesquisa e da ciência.

 

De acordo com Mercadante, o Concea é um avanço no ponto de vista da ciência e da cidadania por expressar o desejo da população que espera procedimentos cuidadosos em relação ao uso de animais, principalmente para pesquisas da área da medicina.

 

“O Conselho é mais um mecanismo instituído pelo parlamento brasileiro para definir padrões, princípios e regras que orientem a atividade de pesquisa no Brasil. Aqui temos um desafio ainda maior, pois o povo tem grande sensibilidade em relação aos animais”, disse.

 

O Concea é a instância colegiada multidisciplinar de caráter normativo, consultivo, deliberativo e recursal, instalada em dezembro de 2009 para coordenar os procedimentos de uso de animais em ensino e pesquisa científica. Entre suas competências, está a formulação de normas relativas à utilização humanitária de animais, bem como estabelecer procedimentos para instalação e funcionamento de centros de criação, de biotérios e de laboratórios de experimentação animal.

 

O Conselho é responsável também pelo credenciamento das instituições que desenvolvam atividades nesta área, além de administrar o cadastro de protocolos experimentais ou pedagógicos aplicáveis aos procedimentos de ensino e projetos de pesquisa científica realizada ou em andamento no País.

 

No encontro desta quarta-feira foram debatidos alguns processos de infração administrativa cometidos por universidades, os critérios de funcionamento de biotérios e do Cadastro das Instituições de Uso Científico de Animais (Ciuca).

 

Além do coordenador do Concea, Renato Cordeiro, participaram das discussões representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Sociedade Protetoras dos Animais e dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Meio Ambiente (MMA), da Saúde (MS) e da Educação (MEC).

watch the hangover

Fonte: Jornal da Ciência






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Ministério cria grupo para discutir regras sobre sacolinhas plásticas

Ideia é debater uso sustentável e normatização das sacolinhas no país.
Portaria no Diário Oficial da União anunciou criação de grupo de trabalho.

O Ministério do Meio Ambiente criou um grupo de trabalho para discutir o uso sustentável das sacolinhas plásticas e propor normas sobre o tema para o Brasil, segundo uma portaria publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União.

O fim da distribuição das sacolas no estado de São Paulo causou polêmica neste ano, após um acordo entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que previa que as sacolinhas não seriam mais entregues aos consumidor a partir de janeiro de 2012. Após idas e vindas, com manifestações do Procon, do Ministério Público e da Justiça sobre o tema, a distribuição acabou sendo retomada e normalizada pela Apas.

A ideia do grupo de trabalho criado pelo ministério é que ele estude o consumo sustentável e a normatização do uso das sacolinhas, de acordo com a portaria. Uma hipótese em análise é a de criar certificações para diferentes tipos de sacolas, como forma de orientar o consumidor.

Outra hipótese é a de formular campanhas para conscientizar sobre problemas do uso e descarte inadequado dos sacos plásticos, de acordo com o texto do Diário Oficial da União.

O grupo de trabalho será formado por membros de secretarias do Ministério do Meio Ambiente, por representantes do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), de instituições de defesa do consumidor, ONGs, representantes do Ministério da Justiça e entidades que representam supermercados, produtores de embalagens plásticas e setores de reciclagem, entre outras instituições.

O grupo de trabalho terá duração de seis meses, podendo ser prorrogado por um período equivalente após sua convocação. A portaria entrou em vigor após a publicação, segundo o texto do Diário Oficial da União.

Fonte: Globo Natureza


21 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Nova revista quer mudar publicação científica

Uma revista científica com acesso gratuito para o público, transparente quanto às condições de edição dos trabalhos e que cobra taxas de publicação até 90% menores que a concorrência pode sobreviver no bilionário mundo dos periódicos acadêmicos?

Tem muita gente apostando que sim. Parte do entusiasmo se deve a Peter Binfield, que capitaneia a empreitada. Ex-editor da revista científica “PLoS One” e entusiasta do livre acesso à pesquisa, ele ajudou a consolidar o periódico como uma das mais importantes e inovadoras publicações de leitura gratuita.

As novidades da revista, a “PeerJ”, começam pelos custos. Em muitos periódicos, em especial nos de acesso livre, os pesquisadores precisam pagar por cada artigo que fazem, e pagam caro. A “PLoS One” cobra US$ 1.350 (cerca de R$ 2.730) Esse valor chega a US$ 2.900 (R$ 5.870) na “PLoS Biology”.

CIÊNCIA TRANSPARENTE E DE BAIXO CUSTO A recém-anunciada revista PeerJ quer revolucionar as publicações acadêmicas

Imagem: Editoria de Arte/Folhapress

Na “PeerJ”, em vez da cobrança a cada novo artigo, basta pagar uma única taxa de publicação vitalícia. São três “planos” (veja gráfico). Quem desembolsa US$ 259 (R$ 524) pode publicar quantas vezes quiser. A primeira edição da revista sai em dezembro.

Em entrevista à Folha, Binfield disse que, apesar do modelo de “baixo custo”, seu projeto é sustentável. “Todos os coautores precisam pagar, e cada artigo tem, em geral, cinco ou seis coautores.”

Ele também chama atenção para a transparência no processo de revisão por pares, no qual cientistas independentes avaliam a qualidade de cada trabalho.

Na maioria dos periódicos, as etapas da publicação costumam ser fechadas, e os leitores não têm acesso às possíveis discussões e reavaliações dos artigos.

“Os revisores serão encorajados, mas não obrigados, a revelar sua identidade aos autores. Depois, os autores terão a opção de submeter o ‘histórico’ da revisão junto com o artigo”, afirma.

“É difícil dizer se a revista vai dar certo. Mas ela propõe um modelo novo, que merece ser estudado”, avalia o professor da USP e especialista em publicações científicas Rogerio Mugnaini.

O lançamento da publicação pega carona na crescente polêmica sobre os altos preços dos periódicos. A Elsevier, que publica cerca de 2.000 revistas, é alvo de um abaixo-assinado que já tem milhares de assinaturas.

Só em 2011, o governo brasileiro gastou R$ 133 milhões para que 326 instituições de pesquisa tivessem acesso a mais de 31 mil periódicos.

Fonte: Folha.com


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Após ataques, conselho cria normas para observação de onças em MT

Uma resolução aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) deve tornar mais rígido o turismo de observação de onças em Mato Grosso. É que agora os observadores devem se atentar para uma série de recomendações na hora de observar o animal. A medida foi criada para garantir a segurança, já que muitos turistas costumam se arriscar na hora de fotografar o mamífero.

Nos últimos anos, casos de ataques de onça aumentaram no estado. Uma das vítimas, um adolescente de 16 anos, foi ferido após ser atacado por uma onça enquanto pescava com o pai no Rio Paraguai, em julho do ano passado. Eles estavam próximos ao barranco quando a onça pulou no barco para atacar o jovem.

“Ficou mais fácil da fiscalização estar atuando, mas sempre lembrando que esta resolução tem também o caráter educativo”, avaliou o analista Pedro Julião de Castro Borges, da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema).

Pelas normas aprovadas, durante a observação só poderão ser usados máquinas, filmadoras, binóculo e luneta. Está proibido o uso de qualquer objeto ou instrumento sonoro, visual ou que exale cheiro para não alterar o comportamento do animal.

As embarcações deverão manter uma distância segura e no máximo 20 minutos de permanência no local. “Se não houver este tipo de regulamentação, os turistas podem ser colocados em situação de risco”, pontou o biólogo Rogério Rossi.

Fonte: Globo Natureza / G1 MT


25 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Ministro Mercadante destaca cuidados no uso de animais em pesquisas

Manifestação foi na abertura da 11ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea), em Brasília

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, abriu ontem (23), em Brasília, a 11ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea). Ele ressaltou a importância do uso de animais no desenvolvimento de novos fármacos e procedimentos para o avanço da pesquisa e da ciência.

 

De acordo com Mercadante, o Concea é um avanço no ponto de vista da ciência e da cidadania por expressar o desejo da população que espera procedimentos cuidadosos em relação ao uso de animais, principalmente para pesquisas da área da medicina.

 

“O Conselho é mais um mecanismo instituído pelo parlamento brasileiro para definir padrões, princípios e regras que orientem a atividade de pesquisa no Brasil. Aqui temos um desafio ainda maior, pois o povo tem grande sensibilidade em relação aos animais”, disse.

 

O Concea é a instância colegiada multidisciplinar de caráter normativo, consultivo, deliberativo e recursal, instalada em dezembro de 2009 para coordenar os procedimentos de uso de animais em ensino e pesquisa científica. Entre suas competências, está a formulação de normas relativas à utilização humanitária de animais, bem como estabelecer procedimentos para instalação e funcionamento de centros de criação, de biotérios e de laboratórios de experimentação animal.

 

O Conselho é responsável também pelo credenciamento das instituições que desenvolvam atividades nesta área, além de administrar o cadastro de protocolos experimentais ou pedagógicos aplicáveis aos procedimentos de ensino e projetos de pesquisa científica realizada ou em andamento no País.

 

No encontro desta quarta-feira foram debatidos alguns processos de infração administrativa cometidos por universidades, os critérios de funcionamento de biotérios e do Cadastro das Instituições de Uso Científico de Animais (Ciuca).

 

Além do coordenador do Concea, Renato Cordeiro, participaram das discussões representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Sociedade Protetoras dos Animais e dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Meio Ambiente (MMA), da Saúde (MS) e da Educação (MEC).

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Fonte: Jornal da Ciência