8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Países-ilha pedem que ONU torne obrigação promessas de ricos

Proposta transforma corte voluntário de emissão de desenvolvidos em regra.
Medida foi apresentada durante reunião do Clima, em Bonn, na Alemanha.

Sob ameaça do impacto da elevação dos oceanos, em decorrência do aquecimento global, os governantes de países insulares afirmaram nesta terça-feira (7), durante a conferência das Nações Unidas para mudanças climáticas em Bonn, na Alemanha, que estão dispostos a auxiliar a ONU a dialogar com os países ricos para alcançar um acordo de redução de emissões.

A Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS, na sigla em inglês), que representa 43 nações, afirmou que pode considerar as promessas de cortes de emissões apresentadas de maneira voluntária por países ricos, se essas metas estiverem validadas em um documento jurídico.

O grupo tem exigido um endurecimento das promessas feitas pelo grupo dos industrializados durante a conferência do clima de 2010, que ocorreu em Cancún, no México.

Este seria o primeiro passo para manter uma ação pelo clima antes da revisão das ações para conter o aumento da temperatura que será divulgada pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) em 2015, afirmou Leon Charles, negociador-chefe do AOSIS.

“Se vamos começar uma ação urgente, precisamos de uma confiança que somente conquistamos em um contrato legal. Portanto, vamos pegar o que foi afirmado em Cancún e torná-lo obrigatório”, disse Charles.

Cerca de 90 países desenvolvidos e em desenvolvimento concordaram no México em tomar ações ambientais voluntárias até 2020.

O Brasil foi um dos países a entrar para a lista, com a promessa de cortar até 39% das emissões com ações de combate no desmatamento, além de planos setoriais para melhorar a produção de energia, a indústria e diminuir o impacto da agropecuária.

Fonte: Globo Natureza, com informações de agências.






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8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Países-ilha pedem que ONU torne obrigação promessas de ricos

Proposta transforma corte voluntário de emissão de desenvolvidos em regra.
Medida foi apresentada durante reunião do Clima, em Bonn, na Alemanha.

Sob ameaça do impacto da elevação dos oceanos, em decorrência do aquecimento global, os governantes de países insulares afirmaram nesta terça-feira (7), durante a conferência das Nações Unidas para mudanças climáticas em Bonn, na Alemanha, que estão dispostos a auxiliar a ONU a dialogar com os países ricos para alcançar um acordo de redução de emissões.

A Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS, na sigla em inglês), que representa 43 nações, afirmou que pode considerar as promessas de cortes de emissões apresentadas de maneira voluntária por países ricos, se essas metas estiverem validadas em um documento jurídico.

O grupo tem exigido um endurecimento das promessas feitas pelo grupo dos industrializados durante a conferência do clima de 2010, que ocorreu em Cancún, no México.

Este seria o primeiro passo para manter uma ação pelo clima antes da revisão das ações para conter o aumento da temperatura que será divulgada pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) em 2015, afirmou Leon Charles, negociador-chefe do AOSIS.

“Se vamos começar uma ação urgente, precisamos de uma confiança que somente conquistamos em um contrato legal. Portanto, vamos pegar o que foi afirmado em Cancún e torná-lo obrigatório”, disse Charles.

Cerca de 90 países desenvolvidos e em desenvolvimento concordaram no México em tomar ações ambientais voluntárias até 2020.

O Brasil foi um dos países a entrar para a lista, com a promessa de cortar até 39% das emissões com ações de combate no desmatamento, além de planos setoriais para melhorar a produção de energia, a indústria e diminuir o impacto da agropecuária.

Fonte: Globo Natureza, com informações de agências.