3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Área do tamanho do México vira maior santuário mundial de tubarões

Ilhas Marshall criam área de preservação no Pacífico de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.

O governo das Ilhas Marshall criou o maior santuário de tubarões no mundo, uma área oceânica de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.

A república situada no Oceano Pacífico irá proibir a comercialização de produtos derivados de tubarões e a pesca de tubarões em suas águas.

As ilhas, onde moram 68 mil pessoas, têm no turismo um dos principais motores da sua economia.

Tubarões e animais que têm parentesco com a espécie, como arraias, estão sendo seriamente ameaçados por problemas como pesca predatória e destruição de seu habitat.

Cerca de um terço dos tubarões oceânicos integram a internacionalmente reconhecida lista vermelha de espécies ameaçadas.

Santuário
“Ao aprovar este projeto (a proteção aos tubarões), não poderíamos oferecer uma afirmação mais forte sobre a importância dos tubarões para nossa cultura, meio ambiente e economia”, afirmou o senador Tony deBrum, que apresentou o projeto de lei ao parlamento do país.

“Podemos ser uma pequena nação, mas nossas águas agora são o maior local de proteção para tubarões”, acrescentou.

Para que se tenha uma ideia, a área de proteção é equivalente à área de países como a Indonésia, o México ou a Arábia Saudita e é oito vezes maior do que a Grã-Bretanha.

A medida vai ampliar a área de proteção dos tubarões em todo mundo dos atuais 2,7 milhões de quilômetros quadrados para 4,6 milhões de quilômetros quadrados.

Pelos termos do projeto de lei, a pesca de tubarões e a comercialização de produtos derivados de tubarões serão proibidos e quaisquer animais que forem capturados acidentalmente, deverão ser soltos com vida.

Proibições
No santuário, que abrangerá boa parte do Oceano Pacífico, certos tipos de equipamento de pesca serão proibidos e quem transgredir estas medidas poderá pagar multas de até 200 mil libras (cerca de R$ 575,5 mil).

O governo marshallino elaborou a proposta juntamente com integrantes do Pew Environment Group, a organização ambiental americana que identificou as nações-arquipélago como mais capazes de oferecer grandes ”ganhos” em termos de conservação marinha, devido à vasta proporção de suas águas territoriais.

“Nós saudamos a República das Ilhas Marshall por colocar em prática a mais forte legislação para proteger tubarões que nós já vimos”, afirmou Matt Rand, diretor de conservação de tubarões da instituição.

Com a legislação pró-tubarões, as Ilhas Marshall seguem o caminho tomado por Palau, há dois anos, que, até agora, contava com o maior santuário mundial em defesa dos animais.

Desde então, outros países, como as Bahamas, adotaram medidas semelhantes.

Dúvidas
No mês passado, um grupo de oito países – entre eles México, Honduras e Maldivas – assinou uma declaração conjunta na qual se comprometeram a pressionar pela adoção de mais medidas de proteção aos tubarões em todo o mundo.

Como eles crescem e se reproduzem de forma relativamente lenta, os tubarões são particularmente vulneráveis a fatores como a pesca, seja ela acidental ou intencional.

As medidas de proteção aos tubarões também deverão ajudar a diversidade marinha como um todo, já que restringem os direitos de barcos pesqueiros e exigem maior controle dos navios que desembarcam na região.

Mas tanto nas Ilhas Marshall como em Palau e outros países, há dúvidas sobre a capacidade das autoridades para monitorar plenamente uma extensa camada do oceano.

Medidas restringem ação de pescadores na região. (Foto: Stuart Cove's Dive Bahamas / via BBC)

Medidas restringem ação de pescadores na região. (Foto: Stuart Cove's Dive Bahamas / via BBC)

Fonte: Da BBC


19 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Calor gerado pelo efeito estufa pode ir para o fundo do mar, diz estudo

Achado explica por que temperatura tem subido menos do que o esperado.
Cientistas dizem que esse tipo de aquecimento também traz consequências.

O mistério do calor “perdido” pode ter sido resolvido: ele pode estar escondido no fundo dos oceanos, temporariamente mascarando os efeitos do aquecimento global vindo das emissões de gases do efeito estufa, reportaram pesquisadores neste domingo.

Os cientistas climáticos há muito tempo se perguntavam para onde ia o calor “perdido”, principalmente na última década, quando as emissões de gases estufa continuaram crescendo, mas as temperaturas mundiais não subiram na mesma proporção.

É importante acompanhar o aumento na geração de energia e de calor no sistema terrestre, por conta de seu impacto no clima atual e no do futuro.

As temperaturas ainda estão elevadas. A década entre 2000 e 2010 foi a mais quente em mais de um século. O ano mais quente era 1998, até que 2010 empatou.

Para os cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA (NCAR, na sigla em inglês), a temperatura mundial deveria ter subido mais.

Eles descobriram que as emissões de gases do efeito estufa cresceram durante a década, e os satélites mostraram uma crescente diferença entre a luz do Sol e a radiação emitidas.

Parte do calor estava chegando à Terra e não ia embora, mas as temperaturas não estavam subindo como estimado.

Então, para onde esse calor ‘perdido’ ia?
Simulações feitas em computador sugerem que a maior parte dele está preso em camadas mais profundas dos oceanos, abaixo de 305 metros, durante períodos como a década passada, quando as temperaturas não subiram conforme esperado.

Isso pode acontecer por anos ao longo do tempo e periodicamente neste século, mesmo que a tendência de aquecimento se mantenha, concluíram os pesquisadores na revista científica “Nature Climate Change”.

“Este estudo sugere que a energia perdida tem, na verdade, queimado no oceano”, afirmou em comunicado o coautor do estudo, Kevin Trenberth, do NCAR. “O calor não desapareceu e portanto não pode ser ignorado. Ele tem consequência”.

Trenberth e outros pesquiadores fizeram cinco simulações em computador das temperaturas globais, levando em conta as interações entre a atmosfera, as áreas terrestres, os oceanos e o gelo do mar, baseando as informações em estimativas de emissões de gases do efeito estufa pelos humanos.

Todas indicaram que a temperatura global subirá vários graus neste século. Mas elas também mostraram períodos em que as temperaturas vão se estabilizar, antes de subirem. Durante esses períodos, o calor extra vai se mover para o fundo dos oceanos, devido a mudanças na circulação das águas marítimas, disseram os cientistas.

Fonte: Reuters


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Expedição de cientistas vai medir acidificação do Oceano Ártico

Pesquisadores dos EUA passarão sete semanas colhendo amostras.

Acidificação do oceano ocorre devido às emissões de CO2.

buraco ozônio ártico (Foto: AP)

Vista do Oceano Ártico (Foto: AP)

Cientistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos vão embarcar na semana que vem em uma expedição para monitorar as tendências de acidificação no Oceano Ártico relacionadas com emissões de carbono, informou a instituição.

Os pesquisadores do Serviço Geológico vão passar sete semanas em um navio quebrador de gelo da Guarda Costeira para chegar o mais próximo possível do Polo Norte com a finalidade de obter amostras e testar indicadores químicos de acidificação.

As emissões de carbono vêm sendo responsabilizadas pela alteração da química dos oceanos, por deixá-los mais ácidos, o que torna mais difícil a sobrevivência e proliferação de peixes e outras espécies marinhas.

Segundo afirmou oceanógrafa Lisa Robbins, do Serviço Geológico e uma das integrantes da expedição, o Oceano Ártico é considerado especialmente vulnerável à acidificação por causa das temperaturas frias e o já baixo nível de saturação com cálcio.

Exploração
A pesquisa é parte de uma expedição conjunta EUA-Canadá iniciada no ano passado para estudar áreas pouco conhecidas do Ártico.

Robbins disse que ainda há poucos dados recolhidos sobre acidificação desse oceano, se comparado com águas marinhas em zonas tropicais e temperadas.

A acidificação oceânica é um processo pelo qual as águas absorvem dióxido de carbono da atmosfera, provocando alterações químicas no equilíbrio ácido-alcalino, ou nível de PH, o que deixa o oceano mais ácido.

Como os oceanos atualmente absorvem mais de um quarto dos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, aumenta cada vez mais a preocupação com a acidificação e seus efeitos na vida marinha, explicou Robbins.

“Pode haver redução da formação do casco em alguns organismos. A acidificação poderia obstruir o crescimento de várias formas de vida marinha, do plâncton para cima”, disse ela. “Afetaria toda a cadeia alimentar”, complementou;

De acordo com o Serviço Geológico, a expedição será coordenada pela Guarda Costeira dos dois países e deve começar na segunda-feira (15) em Barrow, a cidade que fica no ponto mais ao norte nos Estados Unidos.

Fonte: Reuters


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Golfo do México terá o pior nível de oxigênio na água

As inundações que ocorreram no vale do rio Mississipi, nos EUA, provocaram uma “zona morta”, com baixíssimo nível de oxigênio (O2), ao norte do golfo do México. Será o pior índice desde 2002, segundo o US Geological Survey, instituto de pesquisa geológica americano.

A estimativa, a ser confirmada no segundo semestre, prevê a zona morta com uma área entre 22 mil e 24 mil quilômetros quadrados.

O crescimento da zona morta também interfere negativamente na recuperação do golfo, que sofreu com o vazamento de óleo da BP (British Petroleum) em 2010.

Todos os anos, as águas do Mississipi e do Atchafalaya são despejadas no golfo, fazendo com que as algas aumentem na região. A consequência imediata é a redução da quantidade de oxigênio que garante a existência da vida marinha local.

Para sobreviverem, peixes e crustáceos, entre outras espécies, precisam migrar para outras regiões ou, então, morrem com a falta de oxigênio.

O nitrogênio, com o qual se alimentam as algas, teve um acréscimo de 35% no volume despejado no golfo nos últimos 32 anos.

De acordo com o oceanógrafo Eugene Turner, da Universidade Estadual de Lousiana, a zona morta tem se tornado cada vez maior desde que a medição teve início na década de 70.

Fonte: DA ASSOCIATED PRESS


31 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Bilhões de fragmentos plásticos no Mediterrâneo ameaçam vida marinha

Cerca de 250 bilhões de pedaços microscópicos de plástico flutuam no mar Mediterrâneo, representando uma ameaça à biodiversidade marinha, que reverbera na cadeia alimentar, segundo estimativas de especialistas.

 

hi-def quality fast five download

O pronunciamento foi feito por biólogos marinhos da França e da Bélgica, que analisaram amostras de água coletadas em julho na costa da França, do norte da Itália e da Espanha a uma profundidade de 10 a 15 centímetros.

 

“As estimativas grosseiras são de que haja uns 250 bilhões microfragmentos em todo o Mediterrâneo”, explicou François Galgani, do Instituto Francês de Exploração do Mar (Ifremer).

 

O número corresponde a 4.371 minúsculos pedaços de plástico – com peso médio de 1,8 miligrama – encontrados nas amostras, “que superam, grosso modo, as 500 toneladas em todo o Mediterrâneo”, disse Galgani.

 

Noventa por cento das amostras, coletadas por voluntários da Expedição Mediterrâneo em Perigo (MED, na sigla em inglês) em um iate de 17 metros, continham estes fragmentos.

 

A amostragem cobriu apenas as águas superficiais e deu apenas uma avaliação preliminar. Coletas futuras, na costa de Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Sardenha e sul da Itália serão feitas em 2011 para uma análise mais abrangente.

 

Pequenos fragmentos plásticos são uma ameaça permanente no mar, pois se misturam ao plâncton, sendo então ingeridos por pequenos peixes que são comidos por predadores maiores, explicou a Expedição MED.

 

Há evidências acumuladas dos danos que isto provoca a maiores formas de vida marinha, incluindo focas e tartarugas.

 

“A única solução é conter os microfragmentos nas fontes”, disse o integrante da Expedição MED, Bruno Dumontet.

 

O grupo está lançando uma petição online para exigir da União Europeia (UE) o estabelecimento de regras sobre o descarte e a biodegradabilidade de bens de consumo.

 

(Fonte: Folha.com)


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Área do tamanho do México vira maior santuário mundial de tubarões

Ilhas Marshall criam área de preservação no Pacífico de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.

O governo das Ilhas Marshall criou o maior santuário de tubarões no mundo, uma área oceânica de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.

A república situada no Oceano Pacífico irá proibir a comercialização de produtos derivados de tubarões e a pesca de tubarões em suas águas.

As ilhas, onde moram 68 mil pessoas, têm no turismo um dos principais motores da sua economia.

Tubarões e animais que têm parentesco com a espécie, como arraias, estão sendo seriamente ameaçados por problemas como pesca predatória e destruição de seu habitat.

Cerca de um terço dos tubarões oceânicos integram a internacionalmente reconhecida lista vermelha de espécies ameaçadas.

Santuário
“Ao aprovar este projeto (a proteção aos tubarões), não poderíamos oferecer uma afirmação mais forte sobre a importância dos tubarões para nossa cultura, meio ambiente e economia”, afirmou o senador Tony deBrum, que apresentou o projeto de lei ao parlamento do país.

“Podemos ser uma pequena nação, mas nossas águas agora são o maior local de proteção para tubarões”, acrescentou.

Para que se tenha uma ideia, a área de proteção é equivalente à área de países como a Indonésia, o México ou a Arábia Saudita e é oito vezes maior do que a Grã-Bretanha.

A medida vai ampliar a área de proteção dos tubarões em todo mundo dos atuais 2,7 milhões de quilômetros quadrados para 4,6 milhões de quilômetros quadrados.

Pelos termos do projeto de lei, a pesca de tubarões e a comercialização de produtos derivados de tubarões serão proibidos e quaisquer animais que forem capturados acidentalmente, deverão ser soltos com vida.

Proibições
No santuário, que abrangerá boa parte do Oceano Pacífico, certos tipos de equipamento de pesca serão proibidos e quem transgredir estas medidas poderá pagar multas de até 200 mil libras (cerca de R$ 575,5 mil).

O governo marshallino elaborou a proposta juntamente com integrantes do Pew Environment Group, a organização ambiental americana que identificou as nações-arquipélago como mais capazes de oferecer grandes ”ganhos” em termos de conservação marinha, devido à vasta proporção de suas águas territoriais.

“Nós saudamos a República das Ilhas Marshall por colocar em prática a mais forte legislação para proteger tubarões que nós já vimos”, afirmou Matt Rand, diretor de conservação de tubarões da instituição.

Com a legislação pró-tubarões, as Ilhas Marshall seguem o caminho tomado por Palau, há dois anos, que, até agora, contava com o maior santuário mundial em defesa dos animais.

Desde então, outros países, como as Bahamas, adotaram medidas semelhantes.

Dúvidas
No mês passado, um grupo de oito países – entre eles México, Honduras e Maldivas – assinou uma declaração conjunta na qual se comprometeram a pressionar pela adoção de mais medidas de proteção aos tubarões em todo o mundo.

Como eles crescem e se reproduzem de forma relativamente lenta, os tubarões são particularmente vulneráveis a fatores como a pesca, seja ela acidental ou intencional.

As medidas de proteção aos tubarões também deverão ajudar a diversidade marinha como um todo, já que restringem os direitos de barcos pesqueiros e exigem maior controle dos navios que desembarcam na região.

Mas tanto nas Ilhas Marshall como em Palau e outros países, há dúvidas sobre a capacidade das autoridades para monitorar plenamente uma extensa camada do oceano.

Medidas restringem ação de pescadores na região. (Foto: Stuart Cove's Dive Bahamas / via BBC)

Medidas restringem ação de pescadores na região. (Foto: Stuart Cove's Dive Bahamas / via BBC)

Fonte: Da BBC


19 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Calor gerado pelo efeito estufa pode ir para o fundo do mar, diz estudo

Achado explica por que temperatura tem subido menos do que o esperado.
Cientistas dizem que esse tipo de aquecimento também traz consequências.

O mistério do calor “perdido” pode ter sido resolvido: ele pode estar escondido no fundo dos oceanos, temporariamente mascarando os efeitos do aquecimento global vindo das emissões de gases do efeito estufa, reportaram pesquisadores neste domingo.

Os cientistas climáticos há muito tempo se perguntavam para onde ia o calor “perdido”, principalmente na última década, quando as emissões de gases estufa continuaram crescendo, mas as temperaturas mundiais não subiram na mesma proporção.

É importante acompanhar o aumento na geração de energia e de calor no sistema terrestre, por conta de seu impacto no clima atual e no do futuro.

As temperaturas ainda estão elevadas. A década entre 2000 e 2010 foi a mais quente em mais de um século. O ano mais quente era 1998, até que 2010 empatou.

Para os cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA (NCAR, na sigla em inglês), a temperatura mundial deveria ter subido mais.

Eles descobriram que as emissões de gases do efeito estufa cresceram durante a década, e os satélites mostraram uma crescente diferença entre a luz do Sol e a radiação emitidas.

Parte do calor estava chegando à Terra e não ia embora, mas as temperaturas não estavam subindo como estimado.

Então, para onde esse calor ‘perdido’ ia?
Simulações feitas em computador sugerem que a maior parte dele está preso em camadas mais profundas dos oceanos, abaixo de 305 metros, durante períodos como a década passada, quando as temperaturas não subiram conforme esperado.

Isso pode acontecer por anos ao longo do tempo e periodicamente neste século, mesmo que a tendência de aquecimento se mantenha, concluíram os pesquisadores na revista científica “Nature Climate Change”.

“Este estudo sugere que a energia perdida tem, na verdade, queimado no oceano”, afirmou em comunicado o coautor do estudo, Kevin Trenberth, do NCAR. “O calor não desapareceu e portanto não pode ser ignorado. Ele tem consequência”.

Trenberth e outros pesquiadores fizeram cinco simulações em computador das temperaturas globais, levando em conta as interações entre a atmosfera, as áreas terrestres, os oceanos e o gelo do mar, baseando as informações em estimativas de emissões de gases do efeito estufa pelos humanos.

Todas indicaram que a temperatura global subirá vários graus neste século. Mas elas também mostraram períodos em que as temperaturas vão se estabilizar, antes de subirem. Durante esses períodos, o calor extra vai se mover para o fundo dos oceanos, devido a mudanças na circulação das águas marítimas, disseram os cientistas.

Fonte: Reuters


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Expedição de cientistas vai medir acidificação do Oceano Ártico

Pesquisadores dos EUA passarão sete semanas colhendo amostras.

Acidificação do oceano ocorre devido às emissões de CO2.

buraco ozônio ártico (Foto: AP)

Vista do Oceano Ártico (Foto: AP)

Cientistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos vão embarcar na semana que vem em uma expedição para monitorar as tendências de acidificação no Oceano Ártico relacionadas com emissões de carbono, informou a instituição.

Os pesquisadores do Serviço Geológico vão passar sete semanas em um navio quebrador de gelo da Guarda Costeira para chegar o mais próximo possível do Polo Norte com a finalidade de obter amostras e testar indicadores químicos de acidificação.

As emissões de carbono vêm sendo responsabilizadas pela alteração da química dos oceanos, por deixá-los mais ácidos, o que torna mais difícil a sobrevivência e proliferação de peixes e outras espécies marinhas.

Segundo afirmou oceanógrafa Lisa Robbins, do Serviço Geológico e uma das integrantes da expedição, o Oceano Ártico é considerado especialmente vulnerável à acidificação por causa das temperaturas frias e o já baixo nível de saturação com cálcio.

Exploração
A pesquisa é parte de uma expedição conjunta EUA-Canadá iniciada no ano passado para estudar áreas pouco conhecidas do Ártico.

Robbins disse que ainda há poucos dados recolhidos sobre acidificação desse oceano, se comparado com águas marinhas em zonas tropicais e temperadas.

A acidificação oceânica é um processo pelo qual as águas absorvem dióxido de carbono da atmosfera, provocando alterações químicas no equilíbrio ácido-alcalino, ou nível de PH, o que deixa o oceano mais ácido.

Como os oceanos atualmente absorvem mais de um quarto dos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, aumenta cada vez mais a preocupação com a acidificação e seus efeitos na vida marinha, explicou Robbins.

“Pode haver redução da formação do casco em alguns organismos. A acidificação poderia obstruir o crescimento de várias formas de vida marinha, do plâncton para cima”, disse ela. “Afetaria toda a cadeia alimentar”, complementou;

De acordo com o Serviço Geológico, a expedição será coordenada pela Guarda Costeira dos dois países e deve começar na segunda-feira (15) em Barrow, a cidade que fica no ponto mais ao norte nos Estados Unidos.

Fonte: Reuters


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Golfo do México terá o pior nível de oxigênio na água

As inundações que ocorreram no vale do rio Mississipi, nos EUA, provocaram uma “zona morta”, com baixíssimo nível de oxigênio (O2), ao norte do golfo do México. Será o pior índice desde 2002, segundo o US Geological Survey, instituto de pesquisa geológica americano.

A estimativa, a ser confirmada no segundo semestre, prevê a zona morta com uma área entre 22 mil e 24 mil quilômetros quadrados.

O crescimento da zona morta também interfere negativamente na recuperação do golfo, que sofreu com o vazamento de óleo da BP (British Petroleum) em 2010.

Todos os anos, as águas do Mississipi e do Atchafalaya são despejadas no golfo, fazendo com que as algas aumentem na região. A consequência imediata é a redução da quantidade de oxigênio que garante a existência da vida marinha local.

Para sobreviverem, peixes e crustáceos, entre outras espécies, precisam migrar para outras regiões ou, então, morrem com a falta de oxigênio.

O nitrogênio, com o qual se alimentam as algas, teve um acréscimo de 35% no volume despejado no golfo nos últimos 32 anos.

De acordo com o oceanógrafo Eugene Turner, da Universidade Estadual de Lousiana, a zona morta tem se tornado cada vez maior desde que a medição teve início na década de 70.

Fonte: DA ASSOCIATED PRESS


31 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Bilhões de fragmentos plásticos no Mediterrâneo ameaçam vida marinha

Cerca de 250 bilhões de pedaços microscópicos de plástico flutuam no mar Mediterrâneo, representando uma ameaça à biodiversidade marinha, que reverbera na cadeia alimentar, segundo estimativas de especialistas.

 

hi-def quality fast five download

O pronunciamento foi feito por biólogos marinhos da França e da Bélgica, que analisaram amostras de água coletadas em julho na costa da França, do norte da Itália e da Espanha a uma profundidade de 10 a 15 centímetros.

 

“As estimativas grosseiras são de que haja uns 250 bilhões microfragmentos em todo o Mediterrâneo”, explicou François Galgani, do Instituto Francês de Exploração do Mar (Ifremer).

 

O número corresponde a 4.371 minúsculos pedaços de plástico – com peso médio de 1,8 miligrama – encontrados nas amostras, “que superam, grosso modo, as 500 toneladas em todo o Mediterrâneo”, disse Galgani.

 

Noventa por cento das amostras, coletadas por voluntários da Expedição Mediterrâneo em Perigo (MED, na sigla em inglês) em um iate de 17 metros, continham estes fragmentos.

 

A amostragem cobriu apenas as águas superficiais e deu apenas uma avaliação preliminar. Coletas futuras, na costa de Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Sardenha e sul da Itália serão feitas em 2011 para uma análise mais abrangente.

 

Pequenos fragmentos plásticos são uma ameaça permanente no mar, pois se misturam ao plâncton, sendo então ingeridos por pequenos peixes que são comidos por predadores maiores, explicou a Expedição MED.

 

Há evidências acumuladas dos danos que isto provoca a maiores formas de vida marinha, incluindo focas e tartarugas.

 

“A única solução é conter os microfragmentos nas fontes”, disse o integrante da Expedição MED, Bruno Dumontet.

 

O grupo está lançando uma petição online para exigir da União Europeia (UE) o estabelecimento de regras sobre o descarte e a biodegradabilidade de bens de consumo.

 

(Fonte: Folha.com)


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