18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Na Amazônia, câmeras na floresta ‘flagram’ 95 animais de 16 espécies

Armadilhas fotográficas captaram movimentação durante 25 dias.
Objetivo de projeto realizado no Amazonas é monitorar onças-pintadas.

Animais de diversas espécies foram “flagrados” com a ajuda de armadilhas fotográficas dentro da reserva ambiental Amanã, uma imensa área protegida no interior da Amazônia, localizada a 650 km de Manaus e que abrange três municípios do Amazonas.

Onças-pintadas, incluindo um filhote, antas, aves, tatus e até um veado pouco estudado foram registrados por 16 câmeras que pertencem ao projeto “Iauaretê”, que significa onça-pintada em um dos dialetos indígenas falados na Amazônia.

Ao todo foram 95 registros de 16 diferentes espécies feitos em apenas 25 dias (entre março e abril deste ano). Segundo Daniel Rocha, biólogo do Instituto Mamirauá e um dos responsáveis pelos equipamentos instalados ao redor do Lago Amanã, foi uma surpresa detectar uma grande biodiversidade naquela região.

“Talvez o fato da área ser protegida confirme uma elevada riqueza de espécies, mesmo aquelas consideradas ameaçadas de extinção”, disse Rocha ao Globo Natureza.
Segundo ele, dos 14 tipos diferentes de mamíferos que apareceram no monitoramento, cinco estão sob algum grau de ameaça e um deles é tão raro, que os cientistas não têm dados suficientes para explicar seu modo de vida, caso do veado-capoeira.

Os outros animais ameaçados ou vulneráveis na natureza captados pelas câmeras do projeto foram o tatu-canastra (Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), anta (Tapirus terrestres), a queixada (Tayassu pecari ) e a onça-pintada (Panthera onca).

Objetivo é monitorar onças-pintadas na Amazônia
De acordo com Rocha, o principal objetivo do projeto “Iauaretê” é entender a dinâmica populacional das onças-pintadas na Amazônia, em áreas de terra firme. Segundo ele, ainda existem poucas informações sobre o modo de vida dessa espécie em terras amazônicas.

Porém, ameaças à sua população já são conhecidas. “Algumas delas são a redução do habitat [por desmatamento], a caça predatória, seja por retaliação à morte de gado, por medo de ataque a ribeirinhos ou para alimentação. Há ainda uma pressão sobre as espécies que fazem parte da alimentação da onça como o veado e os porcos do mato”, explica o biólogo.

O pesquisador afirma ainda que monitorar a população vai ajudar a traçar estratégias que contribuirão para reduzir pressões. A previsão é que o monitoramento das onças inicie ainda no segundo semestre.

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Fonte: Globo Natureza


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Documentarista fica cara a cara com onça que fazendeiros tentavam matar

Felino foi flagrado no AM, onde vinha caçando animais de criadores. 
Moradores haviam preparado armadilha; bicho escapou para a mata.

Um raro e assustador momento foi vivido pelo documentarista ambiental Fernando Lara no último dia 17 ao encarar uma onça-pintada, a uma distância de menos de 4 metros, no interior da floresta amazônica.

Com uma câmera, ele conseguiu registrar a imagem do felino durante alguns segundos, mostrando o animal pronto para atacar o grupo. Entretanto, a onça fugiu sem causar ferimentos a nenhum dos presentes.

O encontro inusitado só ocorreu devido a um fato preocupante: fazendeiros da região de Presidente Figueiredo (AM), cidade vizinha a Manaus, caçavam o animal na tentativa de matá-lo. A justificativa era que o espécime havia matado 13 porcos de um criadouro próximo Área de Preservação Ambiental (APA) Caverna Maroaga.

Onça seria alvo de caça
Segundo Fernando Lara, ele e funcionários da APA, ligada ao governo do estado do Amazonas, entraram na floresta no dia 17 de setembro com o objetivo de evitar que a onça-pintada fosse afetada por armadilhas montadas pelos fazendeiros.

“Eles instalaram perto de uma carcaça de animal, que era alimento da onça, espingardas que seriam acionadas assim que o felino pisasse em algum fio. Encontramos esse agricultor e conseguimos reverter a situação, desde que a onça fosse levada para uma região bem distante da fazenda dele”, afirmou Fernando Lara ao Globo Natureza.

“Então fomos procurar o bicho, para que ele entrasse para o interior da floresta. Dentro da unidade de conservação, um dos funcionários avistou a onça e ficamos apreensivos. Até consegui visualizá-la, perto de um tronco caído”, disse.

Neste momento, a onça saltou no tronco, ficando bem próximo do documentarista. “Ela ficou a menos de 4 metros de distância e abaixou as orelhas, preparando-se para investir contra nós. Ela só não atacou porque ninguém correu e a orientação que tinha era de encará-la. Deu certo, porque ela fugiu”, disse.

Proteja a Amazônia e outros biomas brasileiros de ameaças no game do Globo Natureza: “Missão Bioma”

De acordo com Lara, o animal entrou para uma área preservada, onde não havia risco de ser alvo de caçadores. “Infelizmente, mesmo em regiões conservadas os animais, como a onça, são procurados para serem mortos e, posteriormente, comercializados”, disse.

O documentarista integra o projeto “Rotas Verdes Brasil”, que vai percorrer 18 mil quilômetros, em 20 estados brasileiros, registrando imagens de todos os biomas nacionais durante oito meses. O dia a dia da expedição, que começou em abril deste ano, pode ser acompanhado no site www.rotasverdesbrasil.com.br.

Click e veja o vídeo da onça pintada: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/09/documentarista-fica-cara-cara-com-onca-que-fazendeiros-tentavam-matar.html

 

 

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Turistas registram rara imagem de onça pintada na beira de rio em MS

Animal foi flagrado por turistas na região do Passo do Lontra, no Pantanal.
Especialista diz que é muito raro ver o felino em seu habitat natural.

O casal Marcos Sandoval Leonardo e Carmem Marisa Quinzani, que passava as férias de julho no Pantanal de Mato Grosso do Sul, registrou imagens de uma onça pintada em seu habitat natural. O flagrante do animal, que permaneceu deitado mesmo com a presença dos turistas, o que foi considerado raro pelo casal, aconteceu no local conhecido como Passo do Lontra, entre os municípios de Miranda e Corumbá.

“Foi muita sorte a situação de vê-la tranquila assim. É raro porque se você faz barulho, aponta, conversa alto ela normalmente se esconde no mato”, disse Leonardo ao G1. Ele e a esposa têm uma chalana no Pantanal há três anos e costumam passar temporadas no local.

Carmem diz ter sido a terceira vez a encontrar uma onça pintada, mas a primeira a conseguir registrar o animal tranquilo na paisagem alagada. “Adrenalina a mil. Não dá para descrever o que a gente sente na hora. O coração bate forte, a mão tremia. Era um sonho que eu tinha e foi muito tempo próximo dela”, disse.

De acordo com o biólogo doutor em ecologia José Milton Longo, deparar-se com onças pintadas é difícil em função da população desses animais existentes no Pantanal. “Não aumentou tanto a população de onças pintadas. Ela é a uma predadora de topo e não tem abundancias altas. Além da taxa de fecundidade, a redução dos ambientes naturais dela tem sido significativa”, diz o biólogo.

“Tem gente que mora lá há 70 anos e nunca viu (uma onça pintada). Eu vi onça duas vezes em mais de cinquenta idas ao Pantanal. É um privilégio você estar no lugar certo na hora certa”.

Turistas registram rara imagem de onça pintada na beira de rio em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

Onça foi flagrada na beira de rio em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

Fonte: Ricardo Campos Jr, do G1, Ms


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Câmeras comprovam a existência das últimas onças-pintadas do ES

Onça-pintada é flagrada por câmera noturna na Reserva Natural da Vale, no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)

Onça-pintada é flagrada por câmera noturna na Reserva Natural da Vale, no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)

Câmeras instaladas no interior da Reserva Natural Vale, uma das poucas áreas de Mata Atlântica ainda preservadas no Espírito Santo, comprovaram a presença no local de um grupo de nove onças-pintadas, sendo três machos e seis fêmeas.

Os felinos são monitorados há cinco anos e a confirmação da existência de nove diferentes indivíduos é animadora e ao mesmo tempo preocupante: os pesquisadores afirmam que estes exemplares podem ser os últimos da espécie ainda presentes no estado.

Consideradas “indicadores de qualidade ambiental” por causa do grande espaço que demandam para circular e se alimentar, as onças-pintadas podem sofrer com a interferência humana ou mesmo desaparecer devido a falta de ações de conservação.

“Não sabemos a quantidade de onças-pintadas que existiam no estado antes. Entretanto, esses animais encontrados e classificados como população residente da reserva são os últimos existentes na Mata Atlântica no Espírito Santo”, afirmou Ana Carolina Srbek, bióloga e coordenadora do Projeto Felinos, que monitora as espécies presentes na reserva.

Genética
Ana Carolina e sua equipe capturaram imagens e identificaram os animais que vivem na área de floresta. Eles agora vão analisar a variabilidade genética das onças e organizar um conjunto de informações que pode ajudar na estruturação de planos para a proteção da espécie.

“Serão mostrados os primeiros indicativos de que a espécie está entrando em colapso, como ela tem se adaptado às mudanças naturais do clima, às doenças e também como está a sua alimentação. Quanto a isso, paralelamente é feito um trabalho de manutenção das populações de outros animais que fazem parte da cadeia alimentar das onças-pintadas”, disse a bióloga. Os primeiros dados começam a ser divulgados em setembro.

Segundo ela, projetos de conscientização são feitos com moradores próximos à reserva para combater ações de caça de animais como veados, cutias, pacas e quatis, que fazem parte do regime alimentar das onças-pintadas. “Se nada for feito, até 2100 esta espécie poderá ter desaparecido”, afirma Ana Carolina.

Em outra parte da reserva, câmera registra outro exemplar da espécie. Os nove animais são consideradas as últimas onças-pintadas que vivem em ambiente natural no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)

Em outra parte da reserva, câmera registra outro exemplar da espécie. Os nove animais são consideradas as últimas onças-pintadas que vivem em ambiente natural no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)

Preservação
A reserva, localizada em Linhares (ES) e pertencente à companhia Vale, faz parte de um sistema natural composto ainda pela Reserva Natural de Sooretama, administrada pelo Instituto Chico Mendes Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A área tem cerca de 46 mil hectares de mata nativa (460 km²), um espaço maior que a Ilha de Santa Catarina, e representa 10% de toda cobertura original do bioma no Espírito Santo.

O local é cortado pela rodovia federal BR-101, que liga o Sul do país ao Nordeste. Com a estrada atravessando as duas reservas, com automóveis e caminhões em alta velocidade, existe o risco de os animais serem atropelados, diminuindo ainda mais a quantidade de espécimes no estado.

“O último caso de onça-pintada atropelada aconteceu em 2003. Mas sempre vai existir o risco de perda de animais se não existir uma solução palpável, como a implantação de redutores de velocidade nessa região”, aponta.

A Mata Atlântica é um dos biomas brasileiros que mais sofreu degradação, restando atualmente 7,5% da sua cobertura original. Segundo informações do Projeto Felinos, outros exemplares ainda não quantificados de onças-pintadas estão distribuídos por parques estaduais existentes em Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Fonte: Globo Natureza – Eduardo Carvalho


6 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Menina de 12 anos criava onça-pintada no Pará

Animal foi entregue voluntariamente a agentes do Ibama.
Felino tem entre 1 e 2 anos e foi levado a zoológico em Parauapebas.

Uma menina de 12 anos criava uma jovem onça-pintada num assentamento de reforma agrária em Pacajá, no Pará, de acordo com informações do Ibama. O animal foi entregue voluntariamente para o órgão pela família da garota, segundo relata a analista ambiental Silvana Cardins.

Ainda de acordo com a agente, o animal foi encontrado pela menina quando ainda era muito pequeno. A onça passou a ser alimentada pela garota e vivia solta até que, recentemente, por já estar mais crescida, começou a atacar animais criados pelos assentados.

Então a família da jovem construiu uma casa de madeira para deixar o felino amarrado. Como perceberam que não teriam condições de continuar criando o animal, decidiram entregá-lo ao Ibama. Esta semana a onça foi levada a um zoológico em Parauapebas. Ela tem um desvio de coluna, mas, segundo o veterinário que a examinou, o problema pode ser resolvido.

“Ela é muito dócil. Vai precisar de um acompanhamento para ver se dá para soltar”, disse Silvana. O Ibama, ao verificar que o animal não apresentava sinais de maus-tratos e porque ele foi entregue voluntariamente, decidiu não multar a família por manter em cativeiro um animal silvestre. Os agentes estão em Pacajá como parte da operação deflagrada para coibir crimes ambientais na Amazônia.

Onça-pintada passou a viver amarrada depois que atacou alguns animais no assentamento. (Foto: Divulgação/Ibama)

Onça-pintada passou a viver amarrada depois que atacou alguns animais no assentamento. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Dennis Barbosa, Globo Natureza, em São Paulo.


30 de março de 2009 | nenhum comentário »

Onça-Pintada morre atropelada dentro do Parque Nacional do Iguaçu

Espécie em risco de extinção foi atropelada durante a noite. Força verde procura o culpado.

Assista o vídeo:

onca-pintada-atropelada

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18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Na Amazônia, câmeras na floresta ‘flagram’ 95 animais de 16 espécies

Armadilhas fotográficas captaram movimentação durante 25 dias.
Objetivo de projeto realizado no Amazonas é monitorar onças-pintadas.

Animais de diversas espécies foram “flagrados” com a ajuda de armadilhas fotográficas dentro da reserva ambiental Amanã, uma imensa área protegida no interior da Amazônia, localizada a 650 km de Manaus e que abrange três municípios do Amazonas.

Onças-pintadas, incluindo um filhote, antas, aves, tatus e até um veado pouco estudado foram registrados por 16 câmeras que pertencem ao projeto “Iauaretê”, que significa onça-pintada em um dos dialetos indígenas falados na Amazônia.

Ao todo foram 95 registros de 16 diferentes espécies feitos em apenas 25 dias (entre março e abril deste ano). Segundo Daniel Rocha, biólogo do Instituto Mamirauá e um dos responsáveis pelos equipamentos instalados ao redor do Lago Amanã, foi uma surpresa detectar uma grande biodiversidade naquela região.

“Talvez o fato da área ser protegida confirme uma elevada riqueza de espécies, mesmo aquelas consideradas ameaçadas de extinção”, disse Rocha ao Globo Natureza.
Segundo ele, dos 14 tipos diferentes de mamíferos que apareceram no monitoramento, cinco estão sob algum grau de ameaça e um deles é tão raro, que os cientistas não têm dados suficientes para explicar seu modo de vida, caso do veado-capoeira.

Os outros animais ameaçados ou vulneráveis na natureza captados pelas câmeras do projeto foram o tatu-canastra (Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), anta (Tapirus terrestres), a queixada (Tayassu pecari ) e a onça-pintada (Panthera onca).

Objetivo é monitorar onças-pintadas na Amazônia
De acordo com Rocha, o principal objetivo do projeto “Iauaretê” é entender a dinâmica populacional das onças-pintadas na Amazônia, em áreas de terra firme. Segundo ele, ainda existem poucas informações sobre o modo de vida dessa espécie em terras amazônicas.

Porém, ameaças à sua população já são conhecidas. “Algumas delas são a redução do habitat [por desmatamento], a caça predatória, seja por retaliação à morte de gado, por medo de ataque a ribeirinhos ou para alimentação. Há ainda uma pressão sobre as espécies que fazem parte da alimentação da onça como o veado e os porcos do mato”, explica o biólogo.

O pesquisador afirma ainda que monitorar a população vai ajudar a traçar estratégias que contribuirão para reduzir pressões. A previsão é que o monitoramento das onças inicie ainda no segundo semestre.

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Fonte: Globo Natureza


3 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Documentarista fica cara a cara com onça que fazendeiros tentavam matar

Felino foi flagrado no AM, onde vinha caçando animais de criadores. 
Moradores haviam preparado armadilha; bicho escapou para a mata.

Um raro e assustador momento foi vivido pelo documentarista ambiental Fernando Lara no último dia 17 ao encarar uma onça-pintada, a uma distância de menos de 4 metros, no interior da floresta amazônica.

Com uma câmera, ele conseguiu registrar a imagem do felino durante alguns segundos, mostrando o animal pronto para atacar o grupo. Entretanto, a onça fugiu sem causar ferimentos a nenhum dos presentes.

O encontro inusitado só ocorreu devido a um fato preocupante: fazendeiros da região de Presidente Figueiredo (AM), cidade vizinha a Manaus, caçavam o animal na tentativa de matá-lo. A justificativa era que o espécime havia matado 13 porcos de um criadouro próximo Área de Preservação Ambiental (APA) Caverna Maroaga.

Onça seria alvo de caça
Segundo Fernando Lara, ele e funcionários da APA, ligada ao governo do estado do Amazonas, entraram na floresta no dia 17 de setembro com o objetivo de evitar que a onça-pintada fosse afetada por armadilhas montadas pelos fazendeiros.

“Eles instalaram perto de uma carcaça de animal, que era alimento da onça, espingardas que seriam acionadas assim que o felino pisasse em algum fio. Encontramos esse agricultor e conseguimos reverter a situação, desde que a onça fosse levada para uma região bem distante da fazenda dele”, afirmou Fernando Lara ao Globo Natureza.

“Então fomos procurar o bicho, para que ele entrasse para o interior da floresta. Dentro da unidade de conservação, um dos funcionários avistou a onça e ficamos apreensivos. Até consegui visualizá-la, perto de um tronco caído”, disse.

Neste momento, a onça saltou no tronco, ficando bem próximo do documentarista. “Ela ficou a menos de 4 metros de distância e abaixou as orelhas, preparando-se para investir contra nós. Ela só não atacou porque ninguém correu e a orientação que tinha era de encará-la. Deu certo, porque ela fugiu”, disse.

Proteja a Amazônia e outros biomas brasileiros de ameaças no game do Globo Natureza: “Missão Bioma”

De acordo com Lara, o animal entrou para uma área preservada, onde não havia risco de ser alvo de caçadores. “Infelizmente, mesmo em regiões conservadas os animais, como a onça, são procurados para serem mortos e, posteriormente, comercializados”, disse.

O documentarista integra o projeto “Rotas Verdes Brasil”, que vai percorrer 18 mil quilômetros, em 20 estados brasileiros, registrando imagens de todos os biomas nacionais durante oito meses. O dia a dia da expedição, que começou em abril deste ano, pode ser acompanhado no site www.rotasverdesbrasil.com.br.

Click e veja o vídeo da onça pintada: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/09/documentarista-fica-cara-cara-com-onca-que-fazendeiros-tentavam-matar.html

 

 

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Turistas registram rara imagem de onça pintada na beira de rio em MS

Animal foi flagrado por turistas na região do Passo do Lontra, no Pantanal.
Especialista diz que é muito raro ver o felino em seu habitat natural.

O casal Marcos Sandoval Leonardo e Carmem Marisa Quinzani, que passava as férias de julho no Pantanal de Mato Grosso do Sul, registrou imagens de uma onça pintada em seu habitat natural. O flagrante do animal, que permaneceu deitado mesmo com a presença dos turistas, o que foi considerado raro pelo casal, aconteceu no local conhecido como Passo do Lontra, entre os municípios de Miranda e Corumbá.

“Foi muita sorte a situação de vê-la tranquila assim. É raro porque se você faz barulho, aponta, conversa alto ela normalmente se esconde no mato”, disse Leonardo ao G1. Ele e a esposa têm uma chalana no Pantanal há três anos e costumam passar temporadas no local.

Carmem diz ter sido a terceira vez a encontrar uma onça pintada, mas a primeira a conseguir registrar o animal tranquilo na paisagem alagada. “Adrenalina a mil. Não dá para descrever o que a gente sente na hora. O coração bate forte, a mão tremia. Era um sonho que eu tinha e foi muito tempo próximo dela”, disse.

De acordo com o biólogo doutor em ecologia José Milton Longo, deparar-se com onças pintadas é difícil em função da população desses animais existentes no Pantanal. “Não aumentou tanto a população de onças pintadas. Ela é a uma predadora de topo e não tem abundancias altas. Além da taxa de fecundidade, a redução dos ambientes naturais dela tem sido significativa”, diz o biólogo.

“Tem gente que mora lá há 70 anos e nunca viu (uma onça pintada). Eu vi onça duas vezes em mais de cinquenta idas ao Pantanal. É um privilégio você estar no lugar certo na hora certa”.

Turistas registram rara imagem de onça pintada na beira de rio em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

Onça foi flagrada na beira de rio em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

Fonte: Ricardo Campos Jr, do G1, Ms


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Câmeras comprovam a existência das últimas onças-pintadas do ES

Onça-pintada é flagrada por câmera noturna na Reserva Natural da Vale, no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)

Onça-pintada é flagrada por câmera noturna na Reserva Natural da Vale, no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)

Câmeras instaladas no interior da Reserva Natural Vale, uma das poucas áreas de Mata Atlântica ainda preservadas no Espírito Santo, comprovaram a presença no local de um grupo de nove onças-pintadas, sendo três machos e seis fêmeas.

Os felinos são monitorados há cinco anos e a confirmação da existência de nove diferentes indivíduos é animadora e ao mesmo tempo preocupante: os pesquisadores afirmam que estes exemplares podem ser os últimos da espécie ainda presentes no estado.

Consideradas “indicadores de qualidade ambiental” por causa do grande espaço que demandam para circular e se alimentar, as onças-pintadas podem sofrer com a interferência humana ou mesmo desaparecer devido a falta de ações de conservação.

“Não sabemos a quantidade de onças-pintadas que existiam no estado antes. Entretanto, esses animais encontrados e classificados como população residente da reserva são os últimos existentes na Mata Atlântica no Espírito Santo”, afirmou Ana Carolina Srbek, bióloga e coordenadora do Projeto Felinos, que monitora as espécies presentes na reserva.

Genética
Ana Carolina e sua equipe capturaram imagens e identificaram os animais que vivem na área de floresta. Eles agora vão analisar a variabilidade genética das onças e organizar um conjunto de informações que pode ajudar na estruturação de planos para a proteção da espécie.

“Serão mostrados os primeiros indicativos de que a espécie está entrando em colapso, como ela tem se adaptado às mudanças naturais do clima, às doenças e também como está a sua alimentação. Quanto a isso, paralelamente é feito um trabalho de manutenção das populações de outros animais que fazem parte da cadeia alimentar das onças-pintadas”, disse a bióloga. Os primeiros dados começam a ser divulgados em setembro.

Segundo ela, projetos de conscientização são feitos com moradores próximos à reserva para combater ações de caça de animais como veados, cutias, pacas e quatis, que fazem parte do regime alimentar das onças-pintadas. “Se nada for feito, até 2100 esta espécie poderá ter desaparecido”, afirma Ana Carolina.

Em outra parte da reserva, câmera registra outro exemplar da espécie. Os nove animais são consideradas as últimas onças-pintadas que vivem em ambiente natural no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)

Em outra parte da reserva, câmera registra outro exemplar da espécie. Os nove animais são consideradas as últimas onças-pintadas que vivem em ambiente natural no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)

Preservação
A reserva, localizada em Linhares (ES) e pertencente à companhia Vale, faz parte de um sistema natural composto ainda pela Reserva Natural de Sooretama, administrada pelo Instituto Chico Mendes Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A área tem cerca de 46 mil hectares de mata nativa (460 km²), um espaço maior que a Ilha de Santa Catarina, e representa 10% de toda cobertura original do bioma no Espírito Santo.

O local é cortado pela rodovia federal BR-101, que liga o Sul do país ao Nordeste. Com a estrada atravessando as duas reservas, com automóveis e caminhões em alta velocidade, existe o risco de os animais serem atropelados, diminuindo ainda mais a quantidade de espécimes no estado.

“O último caso de onça-pintada atropelada aconteceu em 2003. Mas sempre vai existir o risco de perda de animais se não existir uma solução palpável, como a implantação de redutores de velocidade nessa região”, aponta.

A Mata Atlântica é um dos biomas brasileiros que mais sofreu degradação, restando atualmente 7,5% da sua cobertura original. Segundo informações do Projeto Felinos, outros exemplares ainda não quantificados de onças-pintadas estão distribuídos por parques estaduais existentes em Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Fonte: Globo Natureza – Eduardo Carvalho


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Menina de 12 anos criava onça-pintada no Pará

Animal foi entregue voluntariamente a agentes do Ibama.
Felino tem entre 1 e 2 anos e foi levado a zoológico em Parauapebas.

Uma menina de 12 anos criava uma jovem onça-pintada num assentamento de reforma agrária em Pacajá, no Pará, de acordo com informações do Ibama. O animal foi entregue voluntariamente para o órgão pela família da garota, segundo relata a analista ambiental Silvana Cardins.

Ainda de acordo com a agente, o animal foi encontrado pela menina quando ainda era muito pequeno. A onça passou a ser alimentada pela garota e vivia solta até que, recentemente, por já estar mais crescida, começou a atacar animais criados pelos assentados.

Então a família da jovem construiu uma casa de madeira para deixar o felino amarrado. Como perceberam que não teriam condições de continuar criando o animal, decidiram entregá-lo ao Ibama. Esta semana a onça foi levada a um zoológico em Parauapebas. Ela tem um desvio de coluna, mas, segundo o veterinário que a examinou, o problema pode ser resolvido.

“Ela é muito dócil. Vai precisar de um acompanhamento para ver se dá para soltar”, disse Silvana. O Ibama, ao verificar que o animal não apresentava sinais de maus-tratos e porque ele foi entregue voluntariamente, decidiu não multar a família por manter em cativeiro um animal silvestre. Os agentes estão em Pacajá como parte da operação deflagrada para coibir crimes ambientais na Amazônia.

Onça-pintada passou a viver amarrada depois que atacou alguns animais no assentamento. (Foto: Divulgação/Ibama)

Onça-pintada passou a viver amarrada depois que atacou alguns animais no assentamento. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Dennis Barbosa, Globo Natureza, em São Paulo.


30 de março de 2009 | nenhum comentário »

Onça-Pintada morre atropelada dentro do Parque Nacional do Iguaçu

Espécie em risco de extinção foi atropelada durante a noite. Força verde procura o culpado.

Assista o vídeo:

onca-pintada-atropelada

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