11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Venda de ossos de leão vira novo ‘negócio’ da máfia na África do Sul

Foco de traficantes é alimentar mercado asiático.
Esqueleto de leão vale aproximadamente US$ 10 mil.

Os ossos de leões que vivem na África do Sul, utilizados para fazer poções tradicionais, se transformaram no novo negócio das máfias asiáticas que se dedicam ao tráfico do chifre de rinoceronte, ao qual são atribuídas propriedades medicinais na Ásia.

O novo objetivo das máfias ficou evidente em setembro de 2011, quando a polícia sul-africana conseguiu desmontar a maior rede de tráfico de chifres de rinoceronte até o momento, da qual participava um criador de felinos, que se dedicava à falsificação de permissões de caça para ambas as espécies.

Dados do governo afirmam que 13 rinocerontes foram mortos em 2007 e 448 em 2011. Já em 2012, segundo a rede de Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks), 270 rinos pereceram sob as ações ilegais de caçadores.

“As mesmas máfias que traficam chifres de rinoceronte estão comercializando ossos de leão”, assegura Jo Shaw, especialista em Comércio e Tráfico de Espécies do Fundo para a Proteção da Vida Selvagem da África Austral (EWT, na sigla em inglês).

Devido ao aumento da demanda nos mercados asiáticos, o preço de um esqueleto de leão subiu de US$ 4 mil em 2010 para US$ 10 mil este ano, segundo site da ONG britânica Lion Aid.

Apelo ao governo
Para tentar frear o tráfico de ossos de leão, uma campanha na internet conseguiu quase 650 mil assinaturas de apoio desde o dia 28 de junho, e se transformou em um fenômeno através do Facebook.

A iniciativa, que começou no site da Avaaz, uma organização que propõe ações cidadãs em favor de causas sociais, reivindica um milhão de assinaturas para exigir do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que proíba o tráfico desses animais.

“Centenas de leões sul-africanos estão sendo esquartejados para a fabricação de falsas poções sexuais para homens asiáticos, mas uma campanha global pode acabar com este cruel comércio”, indica o site da Avaaz.

Além disso, a iniciativa acrescenta que “os leões são criados em péssimas condições para sua caça, onde turistas endinheirados atiram contra eles através das cercas”.

“Os analistas temem que o aumento do valor [dos ossos] acabe desencadeando a caça ilegal dos 20 mil leões que vivem em estado selvagem na África”, acrescenta a Avaaz.

Mercado ilegal alternativo
Conservacionistas temem agora que os felinos sul-africanos se transformem em um negócio tão lucrativo quanto o dos rinocerontes. “Ainda não sabemos quais podem ser as consequências do aumento deste comércio sobre os leões selvagens”, reconhece Shaw, cuja organização vai realizar um estudo, junto à Universidade de Oxford, para analisar o impacto da demanda asiática.

De acordo com Kelly Marnewick, especialista em felinos da EWT, o comércio de leão é uma realidade na África do Sul e aumentou desde que a caça de tigres se tornou cada vez mais complicada.

Ainda segundo Kelly, outras espécies também já são afetadas, como leopardos e guepardos. Entretanto, é difícil distinguir ossos uns dos outros, segundo a conservacionista sul-africana.

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa reforça tese de que dinossauros tinham sangue quente e metabolismo acelerado

Marcas de ossos que até então apareciam só em répteis indicando baixa na taxa do metabolismo foram encontradas em mamíferos

As evidências de que os dinossauros tinham metabolismo semelhante ao dos répteis, como sugerem algumas linhas de pesquisa, estão sendo derrubadas pouco a pouco e a teoria de que eles tinham sangue quente e metabolismo acelerado vem ganhando cada vez mais força.

Até então se acreditava que os dinossauros eram ectotérmicos, ou seja, não tinham o controle da temperatura do próprio corpo. Essa teoria era baseada nas evidências de fósseis de dinossauros, que apresentam marcas indicando que eles paravam de crescer quando havia condições adversas, como o frio ou a falta de comida.

Mas uma pesquisa divulgada pela revista Nature traz uma forte evidência que coloca em xeque a tese de ectotermia para os dinossauros — e a revelação veio por meio dos mamíferos.

A pesquisa, conduzida pela paleontologista Meike Köhler, do Instituto Catalão de Pesquisas e Estudos Avançados, mostrou que até mesmo os mamíferos, que são homeotérmicos (têm temperatura corporal constante), possuem as marcas de desenvolvimento sazonais nos ossos, chamadas de LAGs. A sigla vem da expressão em inglês ‘Lines of Arrested Growth’, que são sinais formados em períodos do ano quando o metabolismo desacelera, deixando os ossos mais densos. Foram analisados mamíferos de diversas partes do mundo, dos trópicos aos polos. Em todos esses habitats eles apresentam as marcas nos ossos. ”Isso significa que as LAGs não são mais argumento para dizer que os dinossauros são ectotérmicos”, disse Köler.
O anatomista John Hutchinson, do Colégio Real de Veterinária, de Londres, disse que o estudo derruba a tese de que mamíferos não podem ter as LAGs como parte natural do desenvolvimento.
Para Luiz Eduardo Anelli, especialista em dinossauros e autor do livro Dinos no Brasil,a pesquisa derruba um dos questionamentos que havia quanto ao metabolismo dos dinossauros. Segundo ele, além desta pesquisa, já havia outras evidências de que esses animais poderiam ter o sangue quente.
Fonte: Veja Ciência





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Venda de ossos de leão vira novo ‘negócio’ da máfia na África do Sul

Foco de traficantes é alimentar mercado asiático.
Esqueleto de leão vale aproximadamente US$ 10 mil.

Os ossos de leões que vivem na África do Sul, utilizados para fazer poções tradicionais, se transformaram no novo negócio das máfias asiáticas que se dedicam ao tráfico do chifre de rinoceronte, ao qual são atribuídas propriedades medicinais na Ásia.

O novo objetivo das máfias ficou evidente em setembro de 2011, quando a polícia sul-africana conseguiu desmontar a maior rede de tráfico de chifres de rinoceronte até o momento, da qual participava um criador de felinos, que se dedicava à falsificação de permissões de caça para ambas as espécies.

Dados do governo afirmam que 13 rinocerontes foram mortos em 2007 e 448 em 2011. Já em 2012, segundo a rede de Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks), 270 rinos pereceram sob as ações ilegais de caçadores.

“As mesmas máfias que traficam chifres de rinoceronte estão comercializando ossos de leão”, assegura Jo Shaw, especialista em Comércio e Tráfico de Espécies do Fundo para a Proteção da Vida Selvagem da África Austral (EWT, na sigla em inglês).

Devido ao aumento da demanda nos mercados asiáticos, o preço de um esqueleto de leão subiu de US$ 4 mil em 2010 para US$ 10 mil este ano, segundo site da ONG britânica Lion Aid.

Apelo ao governo
Para tentar frear o tráfico de ossos de leão, uma campanha na internet conseguiu quase 650 mil assinaturas de apoio desde o dia 28 de junho, e se transformou em um fenômeno através do Facebook.

A iniciativa, que começou no site da Avaaz, uma organização que propõe ações cidadãs em favor de causas sociais, reivindica um milhão de assinaturas para exigir do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que proíba o tráfico desses animais.

“Centenas de leões sul-africanos estão sendo esquartejados para a fabricação de falsas poções sexuais para homens asiáticos, mas uma campanha global pode acabar com este cruel comércio”, indica o site da Avaaz.

Além disso, a iniciativa acrescenta que “os leões são criados em péssimas condições para sua caça, onde turistas endinheirados atiram contra eles através das cercas”.

“Os analistas temem que o aumento do valor [dos ossos] acabe desencadeando a caça ilegal dos 20 mil leões que vivem em estado selvagem na África”, acrescenta a Avaaz.

Mercado ilegal alternativo
Conservacionistas temem agora que os felinos sul-africanos se transformem em um negócio tão lucrativo quanto o dos rinocerontes. “Ainda não sabemos quais podem ser as consequências do aumento deste comércio sobre os leões selvagens”, reconhece Shaw, cuja organização vai realizar um estudo, junto à Universidade de Oxford, para analisar o impacto da demanda asiática.

De acordo com Kelly Marnewick, especialista em felinos da EWT, o comércio de leão é uma realidade na África do Sul e aumentou desde que a caça de tigres se tornou cada vez mais complicada.

Ainda segundo Kelly, outras espécies também já são afetadas, como leopardos e guepardos. Entretanto, é difícil distinguir ossos uns dos outros, segundo a conservacionista sul-africana.

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa reforça tese de que dinossauros tinham sangue quente e metabolismo acelerado

Marcas de ossos que até então apareciam só em répteis indicando baixa na taxa do metabolismo foram encontradas em mamíferos

As evidências de que os dinossauros tinham metabolismo semelhante ao dos répteis, como sugerem algumas linhas de pesquisa, estão sendo derrubadas pouco a pouco e a teoria de que eles tinham sangue quente e metabolismo acelerado vem ganhando cada vez mais força.

Até então se acreditava que os dinossauros eram ectotérmicos, ou seja, não tinham o controle da temperatura do próprio corpo. Essa teoria era baseada nas evidências de fósseis de dinossauros, que apresentam marcas indicando que eles paravam de crescer quando havia condições adversas, como o frio ou a falta de comida.

Mas uma pesquisa divulgada pela revista Nature traz uma forte evidência que coloca em xeque a tese de ectotermia para os dinossauros — e a revelação veio por meio dos mamíferos.

A pesquisa, conduzida pela paleontologista Meike Köhler, do Instituto Catalão de Pesquisas e Estudos Avançados, mostrou que até mesmo os mamíferos, que são homeotérmicos (têm temperatura corporal constante), possuem as marcas de desenvolvimento sazonais nos ossos, chamadas de LAGs. A sigla vem da expressão em inglês ‘Lines of Arrested Growth’, que são sinais formados em períodos do ano quando o metabolismo desacelera, deixando os ossos mais densos. Foram analisados mamíferos de diversas partes do mundo, dos trópicos aos polos. Em todos esses habitats eles apresentam as marcas nos ossos. ”Isso significa que as LAGs não são mais argumento para dizer que os dinossauros são ectotérmicos”, disse Köler.
O anatomista John Hutchinson, do Colégio Real de Veterinária, de Londres, disse que o estudo derruba a tese de que mamíferos não podem ter as LAGs como parte natural do desenvolvimento.
Para Luiz Eduardo Anelli, especialista em dinossauros e autor do livro Dinos no Brasil,a pesquisa derruba um dos questionamentos que havia quanto ao metabolismo dos dinossauros. Segundo ele, além desta pesquisa, já havia outras evidências de que esses animais poderiam ter o sangue quente.
Fonte: Veja Ciência