28 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas temem que extinção das sardinhas no Pacífico esteja próxima

Queda da população dos peixes é drástica na costa da América do Norte.
Estudo sobre a redução foi divulgado na publicação científica ‘PNAS’.

As sardinhas que vivem nas águas do Oceano Pacífico próximas à América do Norte correm grande risco de extinção, alertam cientistas em artigo na revista da Academia Americana de Ciências (PNAS).

Os pesquisadores não sabem explicar o que causou a redução drástica na população dos peixes na região, mas sugerem que condições climaticas desfavoráveis e práticas pesqueiras podem ter provocado a queda.

A recuperação da população de sardinhas vai depender de um clima ameno, que favorece o desenvolvimento desses peixes, da ausência de competição com outras espécies marinhas como as cavalas, e da adoção de estratégias de pesca diferentes no local.

Os especialistas temem que o colapso das sardinhas nas águas do norte do Pacífico tenha ligação com o desaparecimento dos peixes das costas japonesa e chilena. Desde 2006, os cientistas notam uma redução na biomassa das sardinhas no oceano.

Cardume de sardinhas do Pacífico (Foto: brian.gratwicke/Licença CreativeCommons)

Cardume de sardinhas do Pacífico (Foto: brian.gratwicke/Licença CreativeCommons)

Fonte: Globo Natureza


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 12% de espécies de área do Pacífico estão ameaçadas, diz IUCN

Pesca predatória, destruição de habitat e El Niño seriam principais causas.
Fauna e flora estudadas estão no Golfo da Califórnia, Panamá e Costa Rica.

Mais de 12% das espécies marinhas, animais ou vegetais, da região tropical leste do Oceano Pacífico estão ameaçadas de extinção devido à pesca predatória, à destruição de seu habitat e ao impacto do El Niño, segundo um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

A investigação científica, primeira do tipo conduzido pela IUCN no Golfo da Califórnia, na costa do Panamá e da Costa Rica, além das cinco ilhas e arquipélagos, engloba toda a fauna e flora da região — peixes, mamíferos marinhos, tartarugas-marinhas, aves marinhas, corais, manguezais e algas. As zonas de maior risco são a entrada do Golfo da Califórnia a as costas do Panamá e da Costa Rica.

“Identificar espécies ameaçadas e as causas desta ameaça pode ajudar a definir as prioridades de conservação marinha na região”, afirmou Beth Polidoro, autora principal do estudo, enquanto Scott Henderson, coautor, acredita que “salvar espécies ameaçadas é a coisa mais importante que podemos fazer para proteger a saúde do oceano, necessária para o bem-estar de milhões de pessoas”.

Zona de proteção
A IUCN considera, ao final do relatório, que a criação de uma zona protegida em torno do atol de Clipperton — lponto localizado a mais de 2.500 km da costa dos EUA — deverá ser uma prioridade, assim como uma legislação para limitar a destruição de manguezais ao longo da costa do Panamá e da Costa Rica.

Nos últimos anos, pelo menos 20 espécies marinhas desapareceram no mundo, além de outros 133 grupos locais de espécies marinhas.

Dessa forma desapareceram espécies de peixes das Ilhas Galápagos durante a passagem do El Niño entre 1982 e 1983. Outrora abundante nas águas do sul da Califórnia e do Golfo da Califórnia, o peixe Totoaba e o bagre-gigante são considerados “criticamente ameaçados” devido à pesca predatória.

 

Fonte: Da France Presse


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Elefante-marinho percorre 29 mil km em 11 meses no Pacífico, diz ONG

Transmissor foi instalado em espécime que vive na Patagônia chilena.
Observação é importante para verificar se houve alterações no ecossistema.

Ambientalistas da organização Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês) instalaram um transmissor em um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) em dezembro de 2010, na Terra do Fogo, no Chile, e verificaram em novembro de 2011 que o animal havia percorrido cerca de 29 mil quilômetros ao longo dos 11 meses.

É como se neste período, o animal fizesse uma viagem de ida e volta desde Nova York, nos Estados Unidos, até Sydney, na Austrália. Porém, ele ficou apenas nas proximidades da costa do Chile. O elefante-marinho foi acompanhado pela equipe para que os ambientalistas compreendessem melhor as rotas migratórias da espécie.

De acordo com a organização ambiental, a espécie é indicadora da saúde dos ecossistemas marinhos e pode mostrar como a mudança climática influencia na distribuição de animais na Patagônia.

“Esta informação é vital para melhorar a gestão dos oceanos na região, ajudando a estabelecer as áreas de proteção e a gerir melhor a pesca, sem prejudicar as espécies marinhas vulneráveis”, disse Caleb McClennen, Diretor de Programas Marinhos da WCS.

As informações vão servir para estabelecer um novo modelo de conservação para a região da Patagônia. A organização ambiental monitora 60 elefantes-marinhos por satélite desde 1990.

O elefante-marinho Jackson, cujas viagens foram acompanhadas por 11 meses (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

O elefante-marinho Jackson, cujas viagens foram acompanhadas por 11 meses (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

A linha vermelha no mapa mostra o trajeto percorrido pelo elefante-marinho Jackson entre dezembro de 2010 e novembro de 2011. (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

A linha vermelha no mapa mostra o trajeto percorrido pelo elefante-marinho Jackson entre dezembro de 2010 e novembro de 2011. (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Cerca de 100 baleias-jubarte chegam ao Pacífico colombiano para acasalar

Cerca de 100 baleias-jubarte realizaram sua migração anual às águas cálidas do Oceano Pacífico colombiano para se encontrar, acasalar e reproduzir, informam neste domingo especialistas que acompanham a migração desses animais.

Algumas delas já nadam pelas águas junto aos filhotes, enormes como elas, pelos territórios marítimos de Gorgona, Juanchaco, Baía Málaga e Baía Solano, locais que acolhem essa espécie de mamífero em sua migração, que atrai milhares de turistas. “(Baía Málaga) é um dos lugares de maior reprodução da espécie”, declarou à Agência Efe por telefone a especialista Nancy Murillo, administradora do Parque Nacional Natural Uramba Baía Málaga.

O parque consiste numa reserva com 47.094 quilômetros de extensão situada ao noroeste do porto de Buenaventura, no departamento de Valle del Cauca, criada em agosto de 2010 para conservar o ecossistema que favorece a migração. Nancy destacou que este parque pode ser o berço de 22% da reprodução total das jubartes.

As cerca de 100 baleias chegaram às águas da Colômbia em menos de duas semanas, em grupos de cinco a seis. Elas viajam entre 7 mil e 8 mil quilômetros, procedentes dos canais patagônicos e da Antártida, e permanecem nas águas pacíficas colombianas durante quatro meses, até novembro.

Ao nascer, os filhotes medem 4,5 metros e pesam de 700 a 1 mil quilos – enquanto as adultas tem cerca de 18 metros e 40 toneladas. Eles são amamentados durante cerca de 12 meses, e, ao entrarem no segundo ano, quando seu comprimento já é de aproximadamente nove metros, deixam as mães.

Fonte: Portal iG






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28 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas temem que extinção das sardinhas no Pacífico esteja próxima

Queda da população dos peixes é drástica na costa da América do Norte.
Estudo sobre a redução foi divulgado na publicação científica ‘PNAS’.

As sardinhas que vivem nas águas do Oceano Pacífico próximas à América do Norte correm grande risco de extinção, alertam cientistas em artigo na revista da Academia Americana de Ciências (PNAS).

Os pesquisadores não sabem explicar o que causou a redução drástica na população dos peixes na região, mas sugerem que condições climaticas desfavoráveis e práticas pesqueiras podem ter provocado a queda.

A recuperação da população de sardinhas vai depender de um clima ameno, que favorece o desenvolvimento desses peixes, da ausência de competição com outras espécies marinhas como as cavalas, e da adoção de estratégias de pesca diferentes no local.

Os especialistas temem que o colapso das sardinhas nas águas do norte do Pacífico tenha ligação com o desaparecimento dos peixes das costas japonesa e chilena. Desde 2006, os cientistas notam uma redução na biomassa das sardinhas no oceano.

Cardume de sardinhas do Pacífico (Foto: brian.gratwicke/Licença CreativeCommons)

Cardume de sardinhas do Pacífico (Foto: brian.gratwicke/Licença CreativeCommons)

Fonte: Globo Natureza


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 12% de espécies de área do Pacífico estão ameaçadas, diz IUCN

Pesca predatória, destruição de habitat e El Niño seriam principais causas.
Fauna e flora estudadas estão no Golfo da Califórnia, Panamá e Costa Rica.

Mais de 12% das espécies marinhas, animais ou vegetais, da região tropical leste do Oceano Pacífico estão ameaçadas de extinção devido à pesca predatória, à destruição de seu habitat e ao impacto do El Niño, segundo um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

A investigação científica, primeira do tipo conduzido pela IUCN no Golfo da Califórnia, na costa do Panamá e da Costa Rica, além das cinco ilhas e arquipélagos, engloba toda a fauna e flora da região — peixes, mamíferos marinhos, tartarugas-marinhas, aves marinhas, corais, manguezais e algas. As zonas de maior risco são a entrada do Golfo da Califórnia a as costas do Panamá e da Costa Rica.

“Identificar espécies ameaçadas e as causas desta ameaça pode ajudar a definir as prioridades de conservação marinha na região”, afirmou Beth Polidoro, autora principal do estudo, enquanto Scott Henderson, coautor, acredita que “salvar espécies ameaçadas é a coisa mais importante que podemos fazer para proteger a saúde do oceano, necessária para o bem-estar de milhões de pessoas”.

Zona de proteção
A IUCN considera, ao final do relatório, que a criação de uma zona protegida em torno do atol de Clipperton — lponto localizado a mais de 2.500 km da costa dos EUA — deverá ser uma prioridade, assim como uma legislação para limitar a destruição de manguezais ao longo da costa do Panamá e da Costa Rica.

Nos últimos anos, pelo menos 20 espécies marinhas desapareceram no mundo, além de outros 133 grupos locais de espécies marinhas.

Dessa forma desapareceram espécies de peixes das Ilhas Galápagos durante a passagem do El Niño entre 1982 e 1983. Outrora abundante nas águas do sul da Califórnia e do Golfo da Califórnia, o peixe Totoaba e o bagre-gigante são considerados “criticamente ameaçados” devido à pesca predatória.

 

Fonte: Da France Presse


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Elefante-marinho percorre 29 mil km em 11 meses no Pacífico, diz ONG

Transmissor foi instalado em espécime que vive na Patagônia chilena.
Observação é importante para verificar se houve alterações no ecossistema.

Ambientalistas da organização Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês) instalaram um transmissor em um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) em dezembro de 2010, na Terra do Fogo, no Chile, e verificaram em novembro de 2011 que o animal havia percorrido cerca de 29 mil quilômetros ao longo dos 11 meses.

É como se neste período, o animal fizesse uma viagem de ida e volta desde Nova York, nos Estados Unidos, até Sydney, na Austrália. Porém, ele ficou apenas nas proximidades da costa do Chile. O elefante-marinho foi acompanhado pela equipe para que os ambientalistas compreendessem melhor as rotas migratórias da espécie.

De acordo com a organização ambiental, a espécie é indicadora da saúde dos ecossistemas marinhos e pode mostrar como a mudança climática influencia na distribuição de animais na Patagônia.

“Esta informação é vital para melhorar a gestão dos oceanos na região, ajudando a estabelecer as áreas de proteção e a gerir melhor a pesca, sem prejudicar as espécies marinhas vulneráveis”, disse Caleb McClennen, Diretor de Programas Marinhos da WCS.

As informações vão servir para estabelecer um novo modelo de conservação para a região da Patagônia. A organização ambiental monitora 60 elefantes-marinhos por satélite desde 1990.

O elefante-marinho Jackson, cujas viagens foram acompanhadas por 11 meses (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

O elefante-marinho Jackson, cujas viagens foram acompanhadas por 11 meses (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

A linha vermelha no mapa mostra o trajeto percorrido pelo elefante-marinho Jackson entre dezembro de 2010 e novembro de 2011. (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

A linha vermelha no mapa mostra o trajeto percorrido pelo elefante-marinho Jackson entre dezembro de 2010 e novembro de 2011. (Foto: Divulgação/Wildlife Conservation Society)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Cerca de 100 baleias-jubarte chegam ao Pacífico colombiano para acasalar

Cerca de 100 baleias-jubarte realizaram sua migração anual às águas cálidas do Oceano Pacífico colombiano para se encontrar, acasalar e reproduzir, informam neste domingo especialistas que acompanham a migração desses animais.

Algumas delas já nadam pelas águas junto aos filhotes, enormes como elas, pelos territórios marítimos de Gorgona, Juanchaco, Baía Málaga e Baía Solano, locais que acolhem essa espécie de mamífero em sua migração, que atrai milhares de turistas. “(Baía Málaga) é um dos lugares de maior reprodução da espécie”, declarou à Agência Efe por telefone a especialista Nancy Murillo, administradora do Parque Nacional Natural Uramba Baía Málaga.

O parque consiste numa reserva com 47.094 quilômetros de extensão situada ao noroeste do porto de Buenaventura, no departamento de Valle del Cauca, criada em agosto de 2010 para conservar o ecossistema que favorece a migração. Nancy destacou que este parque pode ser o berço de 22% da reprodução total das jubartes.

As cerca de 100 baleias chegaram às águas da Colômbia em menos de duas semanas, em grupos de cinco a seis. Elas viajam entre 7 mil e 8 mil quilômetros, procedentes dos canais patagônicos e da Antártida, e permanecem nas águas pacíficas colombianas durante quatro meses, até novembro.

Ao nascer, os filhotes medem 4,5 metros e pesam de 700 a 1 mil quilos – enquanto as adultas tem cerca de 18 metros e 40 toneladas. Eles são amamentados durante cerca de 12 meses, e, ao entrarem no segundo ano, quando seu comprimento já é de aproximadamente nove metros, deixam as mães.

Fonte: Portal iG