29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Alto custo do aluguel impede que zoos tragam pandas para o Brasil

Um dos animais mais carismáticos do planeta, o panda leva multidões a zoológicos espalhados pelo mundo, que “alugam” do governo chinês exemplares da espécie a preços milionários. Embora considerem importante o envio de animais para outros países a fim de garantir a preservação da espécie, biólogos ouvidos pelo Terra afirmam que seria praticamente impossível para os zoos brasileiros manter os altos custos de se ter um panda.

A Escócia, por exemplo, divulgou que vai pagar anualmente cerca de US$ 1 milhão ao governo chinês pelo empréstimo de dois pandas durante um período de 10 anos. Além disso, outro US$ 1 milhão deve ser gasto para manter a estrutura e a alimentação dos animais. “Acredito que teríamos um bom retorno do público, pois não temos nenhum panda na América do Sul. Mas não seria o suficiente para manter toda a estrutura necessária. O panda é um animal muito caro, é impensável para nós”, afirma o biólogo do Zoológico de São Paulo, Cauê Monticelli.

Monticelli explica que além do alto custo cobrado pelo governo chinês – valor destinado à preservação da espécie no ambiente natural na China -, ainda é preciso levar em conta a necessidade alimentar do animal. “O panda se alimenta de pequenos mamíferos e insetos, mas grande parte da dieta é composta de bambus. São mais de 20 tipos que nós não temos aqui no Brasil”, afirma ao destacar que ainda é necessário apresentar uma grande estrutura física. “De acordo com as normativas do Ibama, para dois indivíduos seria necessário um espaço de 1,5 mil m2, com mais de 4 m de altura. O zoo de São Paulo é muito grande e mesmo assim seria difícil. Agora imagina para outros zoos menores que temos no Brasil?”.

O biólogo Anderson Mendes trabalha há 20 anos no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e afirma que durante todo esse período não houve interesse em trazer pandas. “Apesar de ser uma espécie emblemática, que o público gosta muito, o custo é elevado. Preferimos investir esse dinheiro na melhoria da nossa estrutura e para manter outras espécies que estão igualmente ameaçadas”, afirma. Apesar disso, Mendes considera extremamente importante o programa chinês de emprestar pandas para zoos de outros países: “As áreas de distribuição natural do panda estão diminuindo cada vez mais por causa do crescimento das cidades chinesas. Por isso o trabalho em cativeiro é importante para ajudar a preservar a espécie”, completa.

O presidente da Sociedade Brasileira dos Zoológicos e Aquários, Luiz Pires, concorda com a relevância de se enviar exemplares para outros países. “Não basta promover a reprodução da espécie em apenas um país. E se problemas climáticos, ou até mesmo doenças, atingirem essa população? Todo o trabalho é perdido, por isso que se distribuem exemplares em outros locais, para garantir a manutenção da espécie”, explica.

Segundo Pires, um caso que representa essa situação envolveu o Brasil com o mico-leão-dourado. “Na década de 1980, o mico-leão foi enviado para diversos zoos do mundo. Quando entrou em ameaça de extinção na natureza aqui no País, animais nascidos lá fora foram trazidos para recuperar a espécie em vida livre. A mesma coisa pode ser feita com os pandas e outros animais caso seja necessário”, diz o especialista.

Para o diretor do Jardim Zoológico de Belo Horizonte, Carlyle Coelho, embora seja inviável para os zoos brasileiros gerenciar os custos para manter os pandas, isso não quer dizer que não haja preocupação com as espécies ameaçadas provenientes de outros continentes. “Assim como tentamos garantir a manutenção de várias espécies do nosso País, também procuramos exibir animais de outras partes do mundo. O nosso zoo, por exemplo, é o único da América Latina que tem gorilas (um macho e duas fêmeas)”, afirma ao destacar que a proteção dos animais deve ser assumida como um compromisso em todo o mundo.

Tian Tian, um dos pandas levados para a Escócia. Foto: www.GiantPandaZoo.com/Divulgação

Tian Tian, um dos pandas levados para a Escócia Foto: www.GiantPandaZoo.com/Divulgação

Fonte: Portal Terra


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Zoo chinês apresenta doze pandas recém-nascidos

Sob risco de extinção, animais são considerados ‘tesouro nacional’ na China.

Pandas recém-nascidos foram tratados em Chengdu, na China. (Foto: Reuters / via BBC)

Pandas recém-nascidos foram tratados na província de Chengdu, na China. (Foto: Reuters / via BBC)

Um centro de reprodução animal em Chengdu, na China, exibiu ao público 12 filhotes de panda recém-nascidos.

Os animais, que nasceram de mães diferentes e em diferentes dias, encantaram os visitantes do lugar.

Segundo o estabelecimento, os animais nasceram saudáveis e estão ganhando peso a cada dia.

Com os 12 novos filhotes, o centro de reprodução tem agora 108 pandas.

Esses ursos são considerados um tesouro nacional na China e uma espécie em risco.

Há dez anos, o país tinha 1,6 mil pandas. Um novo censo está sendo realizado para saber quantos existem atualmente.

 

Fonte: Da BBC


22 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

“Baby boom”: chineses apresentam 16 filhotes de panda

 

tron: legacy movie stream

Pesquisadores apresentaram nesta sexta-feira (19) no centro de Ya’an, na província de Sichuan, na China, 16 pandas que nasceram neste ano. Segundo o site do jornal Daily Telegraph, o país vive em 2010 um “baby boom” de pandas. O centro Wolong, também em Sichuan, chegou a estabelecer um novo recorde de nascimentos, com 19 filhotes no ano.

Um dos símbolos da China, o panda sofre com a rápida urbanização e destruição do seu habitat, apesar do esforço dos centros de reprodução. A espécie aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Estima-se que existam 1,6 mil animais vivos na natureza.

Outro problema é a dificuldade de reprodução da espécie. Apesar dos investimentos e esforços dos centros especializados, as fêmeas tem normalmente apenas um filhote a cada dois ou três anos na natureza, sendo que dificuldade aumenta em cativeiro.

Segundo o site do jornal britânico, os especialistas conseguiram aumentar o número de nascimentos melhorando a dieta dos animais e com o uso de técnicas de inseminação artificial.

Por outro lado, se os esforços de reprodução em cativeiro começam a dar frutos, a introdução desses animais na vida selvagem tem se mostrado falha.

Fonte: Portal Terra


31 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Nascimento de panda surpreende veterinários na Tailândia

Um urso panda gigante que não apresentou sinais de estar prenhe surpreendeu criadores de um zoológico na Tailândia ao dar à luz um filhote saudável.

somewhere watch full movie

Veterinários do zoológico Chiang Mai afirmam que Lin Hui não deixava que ninguém chegasse perto dela dias antes do nascimento, não dando pistas de que havia entrado em trabalho de parto.

A fêmea Lin Hui, de 8 anos, deu à luz apenas três meses após receber uma inseminação artificial com o sêmen do parceiro Chang Chuang.

Os ursos foram doados ao zoológico pela China há dez anos, mas desde então, não demonstraram interesse em cruzar.

Os pandas gigantes, conhecidos por seu baixo apetite sexual, estão entre algumas das espécies mais ameaçadas de extinção.

Em 2006, Chuan Chuang foi considerado muito pesado para copular com a parceira e foi submetido a uma dieta que reduziu seu peso em sete quilos. Com o corpo mais em forma, os veterinários exibiram para o macho vídeos que mostravam o cruzamento entre pandas, mas nem as imagens instigaram seu instinto sexual.

Em 2007, os veterinários realizaram uma primeira inseminação artificial, que acabou mal sucedida e, há três meses, tentaram a técnica novamente.

“Estamos muito felizes com o sucesso”, disse o diretor do zoológico Sophon Damnui.

O filhotinho pertencerá oficialmente à China, mas será criado pelos próximos 24 meses na Tailândia.

Uma equipe chinesa de especialistas em pandas deve ir ao zoológico para dar dicas sobre como cuidar do bebbê panda. (Fonte: Estadão Online)






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

novembro 2021
S T Q Q S S D
« mar    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Alto custo do aluguel impede que zoos tragam pandas para o Brasil

Um dos animais mais carismáticos do planeta, o panda leva multidões a zoológicos espalhados pelo mundo, que “alugam” do governo chinês exemplares da espécie a preços milionários. Embora considerem importante o envio de animais para outros países a fim de garantir a preservação da espécie, biólogos ouvidos pelo Terra afirmam que seria praticamente impossível para os zoos brasileiros manter os altos custos de se ter um panda.

A Escócia, por exemplo, divulgou que vai pagar anualmente cerca de US$ 1 milhão ao governo chinês pelo empréstimo de dois pandas durante um período de 10 anos. Além disso, outro US$ 1 milhão deve ser gasto para manter a estrutura e a alimentação dos animais. “Acredito que teríamos um bom retorno do público, pois não temos nenhum panda na América do Sul. Mas não seria o suficiente para manter toda a estrutura necessária. O panda é um animal muito caro, é impensável para nós”, afirma o biólogo do Zoológico de São Paulo, Cauê Monticelli.

Monticelli explica que além do alto custo cobrado pelo governo chinês – valor destinado à preservação da espécie no ambiente natural na China -, ainda é preciso levar em conta a necessidade alimentar do animal. “O panda se alimenta de pequenos mamíferos e insetos, mas grande parte da dieta é composta de bambus. São mais de 20 tipos que nós não temos aqui no Brasil”, afirma ao destacar que ainda é necessário apresentar uma grande estrutura física. “De acordo com as normativas do Ibama, para dois indivíduos seria necessário um espaço de 1,5 mil m2, com mais de 4 m de altura. O zoo de São Paulo é muito grande e mesmo assim seria difícil. Agora imagina para outros zoos menores que temos no Brasil?”.

O biólogo Anderson Mendes trabalha há 20 anos no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e afirma que durante todo esse período não houve interesse em trazer pandas. “Apesar de ser uma espécie emblemática, que o público gosta muito, o custo é elevado. Preferimos investir esse dinheiro na melhoria da nossa estrutura e para manter outras espécies que estão igualmente ameaçadas”, afirma. Apesar disso, Mendes considera extremamente importante o programa chinês de emprestar pandas para zoos de outros países: “As áreas de distribuição natural do panda estão diminuindo cada vez mais por causa do crescimento das cidades chinesas. Por isso o trabalho em cativeiro é importante para ajudar a preservar a espécie”, completa.

O presidente da Sociedade Brasileira dos Zoológicos e Aquários, Luiz Pires, concorda com a relevância de se enviar exemplares para outros países. “Não basta promover a reprodução da espécie em apenas um país. E se problemas climáticos, ou até mesmo doenças, atingirem essa população? Todo o trabalho é perdido, por isso que se distribuem exemplares em outros locais, para garantir a manutenção da espécie”, explica.

Segundo Pires, um caso que representa essa situação envolveu o Brasil com o mico-leão-dourado. “Na década de 1980, o mico-leão foi enviado para diversos zoos do mundo. Quando entrou em ameaça de extinção na natureza aqui no País, animais nascidos lá fora foram trazidos para recuperar a espécie em vida livre. A mesma coisa pode ser feita com os pandas e outros animais caso seja necessário”, diz o especialista.

Para o diretor do Jardim Zoológico de Belo Horizonte, Carlyle Coelho, embora seja inviável para os zoos brasileiros gerenciar os custos para manter os pandas, isso não quer dizer que não haja preocupação com as espécies ameaçadas provenientes de outros continentes. “Assim como tentamos garantir a manutenção de várias espécies do nosso País, também procuramos exibir animais de outras partes do mundo. O nosso zoo, por exemplo, é o único da América Latina que tem gorilas (um macho e duas fêmeas)”, afirma ao destacar que a proteção dos animais deve ser assumida como um compromisso em todo o mundo.

Tian Tian, um dos pandas levados para a Escócia. Foto: www.GiantPandaZoo.com/Divulgação

Tian Tian, um dos pandas levados para a Escócia Foto: www.GiantPandaZoo.com/Divulgação

Fonte: Portal Terra


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Zoo chinês apresenta doze pandas recém-nascidos

Sob risco de extinção, animais são considerados ‘tesouro nacional’ na China.

Pandas recém-nascidos foram tratados em Chengdu, na China. (Foto: Reuters / via BBC)

Pandas recém-nascidos foram tratados na província de Chengdu, na China. (Foto: Reuters / via BBC)

Um centro de reprodução animal em Chengdu, na China, exibiu ao público 12 filhotes de panda recém-nascidos.

Os animais, que nasceram de mães diferentes e em diferentes dias, encantaram os visitantes do lugar.

Segundo o estabelecimento, os animais nasceram saudáveis e estão ganhando peso a cada dia.

Com os 12 novos filhotes, o centro de reprodução tem agora 108 pandas.

Esses ursos são considerados um tesouro nacional na China e uma espécie em risco.

Há dez anos, o país tinha 1,6 mil pandas. Um novo censo está sendo realizado para saber quantos existem atualmente.

 

Fonte: Da BBC


22 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

“Baby boom”: chineses apresentam 16 filhotes de panda

 

tron: legacy movie stream

Pesquisadores apresentaram nesta sexta-feira (19) no centro de Ya’an, na província de Sichuan, na China, 16 pandas que nasceram neste ano. Segundo o site do jornal Daily Telegraph, o país vive em 2010 um “baby boom” de pandas. O centro Wolong, também em Sichuan, chegou a estabelecer um novo recorde de nascimentos, com 19 filhotes no ano.

Um dos símbolos da China, o panda sofre com a rápida urbanização e destruição do seu habitat, apesar do esforço dos centros de reprodução. A espécie aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Estima-se que existam 1,6 mil animais vivos na natureza.

Outro problema é a dificuldade de reprodução da espécie. Apesar dos investimentos e esforços dos centros especializados, as fêmeas tem normalmente apenas um filhote a cada dois ou três anos na natureza, sendo que dificuldade aumenta em cativeiro.

Segundo o site do jornal britânico, os especialistas conseguiram aumentar o número de nascimentos melhorando a dieta dos animais e com o uso de técnicas de inseminação artificial.

Por outro lado, se os esforços de reprodução em cativeiro começam a dar frutos, a introdução desses animais na vida selvagem tem se mostrado falha.

Fonte: Portal Terra


31 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Nascimento de panda surpreende veterinários na Tailândia

Um urso panda gigante que não apresentou sinais de estar prenhe surpreendeu criadores de um zoológico na Tailândia ao dar à luz um filhote saudável.

somewhere watch full movie

Veterinários do zoológico Chiang Mai afirmam que Lin Hui não deixava que ninguém chegasse perto dela dias antes do nascimento, não dando pistas de que havia entrado em trabalho de parto.

A fêmea Lin Hui, de 8 anos, deu à luz apenas três meses após receber uma inseminação artificial com o sêmen do parceiro Chang Chuang.

Os ursos foram doados ao zoológico pela China há dez anos, mas desde então, não demonstraram interesse em cruzar.

Os pandas gigantes, conhecidos por seu baixo apetite sexual, estão entre algumas das espécies mais ameaçadas de extinção.

Em 2006, Chuan Chuang foi considerado muito pesado para copular com a parceira e foi submetido a uma dieta que reduziu seu peso em sete quilos. Com o corpo mais em forma, os veterinários exibiram para o macho vídeos que mostravam o cruzamento entre pandas, mas nem as imagens instigaram seu instinto sexual.

Em 2007, os veterinários realizaram uma primeira inseminação artificial, que acabou mal sucedida e, há três meses, tentaram a técnica novamente.

“Estamos muito felizes com o sucesso”, disse o diretor do zoológico Sophon Damnui.

O filhotinho pertencerá oficialmente à China, mas será criado pelos próximos 24 meses na Tailândia.

Uma equipe chinesa de especialistas em pandas deve ir ao zoológico para dar dicas sobre como cuidar do bebbê panda. (Fonte: Estadão Online)