13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

MMA divulga dados do monitoramento do desmatamento de três biomas

Taxas comparativas de todos biomas brasileiros entre 2008-2009 indicam que Pampa, Mata Atlântica e Pantanal registraram redução no ritmo de supressão da vegetação.

Em continuidade à série do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), o Ministério do Meio ambiente (MMA) divulgou nesta quinta-feira (9), dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009, cujos números mostram queda no ritmo do corte da vegetação no período. O estudo, que quantifica desmatamentos de áreas nativas, começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.

 

O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal, disse a ministra Izabella Teixeira. Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região. Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.

 

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002.

 

Pampa - Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo. Dos seus 177.767 km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 km², que equivale a 1,2% do bioma , ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 km² equivalentes a 0,67% da área do município.

A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.

 

Mata Atlântica - A área desmatada corresponde a 248 km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 m² de vegetação nativa.

O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.

 

Pantanal - Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 km². Entre 2008-2009, perdeu 188 km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.

 

As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.

Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura. Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.

 

O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.

 

Comparativo - Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 km²); Amazônia (7.464 km²); Caatinga (1.921 km²); Pampa (331 km²); Mata Atlântica (248 km²) e Pantanal (118 km²).

Para mais informações, acesse a página da Projeto de Monitoramento: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idConteudo=7422.

Fonte: Ascom do MMA


11 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

MMA divulga dados do monitoramento do desmatamento de três biomas

Taxas comparativas de todos biomas brasileiros entre 2008-2009 indicam que Pampa, Mata Atlântica e Pantanal registraram redução no ritmo de supressão da vegetação.

Em continuidade à série do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), o Ministério do Meio ambiente (MMA) divulgou nesta quinta-feira (9), dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009, cujos números mostram queda no ritmo do corte da vegetação no período. O estudo, que quantifica desmatamentos de áreas nativas, começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.

 

O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal, disse a ministra Izabella Teixeira. Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região. Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.

 

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002.

 

Pampa - Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo. Dos seus 177.767 km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 km², que equivale a 1,2% do bioma , ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 km² equivalentes a 0,67% da área do município.

A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.

 

Mata Atlântica - A área desmatada corresponde a 248 km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 m² de vegetação nativa.

O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.

 

Pantanal - Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 km². Entre 2008-2009, perdeu 188 km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.

 

As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.

Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura. Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.

 

O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.

 

Comparativo - Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 km²); Amazônia (7.464 km²); Caatinga (1.921 km²); Pampa (331 km²); Mata Atlântica (248 km²) e Pantanal (118 km²).

Para mais informações, acesse a página da Projeto de Monitoramento: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idConteudo=7422.

Fonte: Ascom do MMA 


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Metade da bacia do Pantanal está sob risco ambiental, avalia estudo

Foram avaliadas áreas no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Degradação de nascentes e barragens são apontadas como ameaças.

Metade da bacia do rio Paraguai, que abriga o Pantanal, está sob alto ou médio risco ambiental, mostra estudo divulgado nesta quinta-feira (02). Realizado ao longo de três anos pelo WWF, The Nature Conservancy e Centro de Pesquisas do Pantanal, ele coloca hidrelétricas e atividades humanas entre as maiores ameaças.

Planaltos e chapadões que circundam o Pantanal, onde nascem os principais rios da bacia, seriam as áreas que enfrentam os maiores riscos. A pesquisa avaliou regiões no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina e tem como objetivo subsidiar os governos dos quatro países no desenvolvimento de uma agenda de adaptação do Pantanal às alterações do clima.

“A bacia do rio Paraguai apresenta alto risco ecológico potencial, requerendo ações urgentes e prioritárias de proteção das cabeceiras”, afirma o estudo.

As barragens e hidrelétricas, apontadas como fatores de risco, devem aumentar no Pantanal nos próximos anos. De acordo com o relatório, existem 115 barramentos previstos para a década, 75% de pequenas centrais hidrelétricas, o que deve elevar os riscos ambientais.

“Barramentos ameaçam a duração e a intensidade dos ciclos de cheias e vazantes, colocando em cheque a vida, economias e populações que dependem do equilíbrio ecológico do Pantanal”, considerou Albano Araújo, coordenador da Estratégia de Água Doce do Programa de Conservação da Mata Atlântica e das Savanas Centrais da The Nature Conservancy.

Entre as atividades humanas, as maiores ameaças seriam a pecuária e a agricultura. Desmatamento, hidrovias, rodovias e mineração também são apontados no estudo como fatores de risco.

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Preservação
A pesquisa avalia que seriam necessárias novas medidas de preservação do Pantanal. Uma delas seria a criação de novas unidades de proteção, principalmente em áreas de cabeceiras. Atualmente, existem 170 áreas protegidas na bacia do rio Paraguai, mas elas não estão distribuídas de forma adequada, critica o estudo.

Outra medida seria a implantação de medidas de conservação em terras privadas, por exemplo, melhores práticas de manejo de água e solo em atividades agropecuárias. No caso das hidrelétricas, uma possível solução, de acordo com a pesquisa, seria a implementação de esquemas de operação que mantenham os ciclos de cheias e vazantes de modo semelhante ao natural.

O Pantanal é a maior planície inundável do planeta. Seus ciclos anuais de cheias e secas são fundamentais para a vida de milhares de espécies, além de terem importantes impactos econômicos, como a fertilização natural dos campos.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


22 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas capturam imagens de tatu gigante no Pantanal

Câmeras colocadas por pesquisadores de zoológico britânico fizeram imagens em Nhecolândia.

Cientistas britânicos conseguiram capturar imagens de um raro tatu gigante no Pantanal brasileiro.

As câmeras do zoológico de Chester foram colocadas pelos pesquisadores da Royal Zoological Society, da Escócia, na região de Nhecolândia e fazem parte do Projeto Tatu Gigante.

Depois de dez semanas de pesquisa de campo, os cientistas conseguiram encontrar e fotografar o animal.

“As câmeras vão oferecer informações críticas para a avaliação da situação das populações de tatus gigantes no Brasil”, disse Arnaud Desbiez, biológo da Royal Zoological Society, que lidera o Projeto Tatu Gigante.

Cientistas ficaram dez dias em campo para fotografar o tatu (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

Cientistas ficaram dez dias em campo para fotografar o tatu (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

 

“Elas vão nos ajudar ter uma compreensão melhor da história natural da espécie e talvez entender as razões ecológicas de sua raridade (….). E vão nos ajudar a formular uma base de informações sobre a ecologia do tatu gigante e sua função no ecossistema do Pantanal brasileiro”, acrescentou.

As fotos mostram o tatu saindo de uma toca. Apesar de as populações de tatus gigantes, ou Priodontes maximus, estarem espalhadas pela maior parte da América do Sul, pouco se sabe sobre este animal devido ao seu comportamento discreto e à pouca densidade das populações, que raramente são vistas.

Toca
O fato de o tatu gigante passar os dias em tocas embaixo da terra dificulta a observação tornando os avistamentos raros.

O tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos, duas vezes o tamanho de um tatu comum. Ele vive em áreas de florestas conservadas, perto de fontes de água e têm hábitos noturnos.

Isso levou os cientistas a decidirem usar câmeras automáticas, instaladas como armadilhas, para capturar as imagens.

O tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

O tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

“Nós simplesmente não sabemos nada sobre os tatus gigantes e podemos perder esta espécie antes de conseguir entender sua história natural básica e seu papel ecológico”, afirmou Arnaud Desbiez.

A organização União Internacional para Conservação da Natureza classifica este mamífero como vulnerável, pois o tatu gigante está ameaçado pela perda de seu habitat e pela caça.

Com o uso das câmeras automáticas do zoológico de Chester, os pesquisadores poderão estimar a densidade da população, investigar os padrões de suas atividades, monitorar o uso de suas tocas por outras espécies além de aprender mais sobre seu comportamento social e reprodutivo.

Para Arnaud Desbiez, o tatu gigante pode ser considerado um “fóssil vivo”.

“Estou ansioso para usar os resultados de nosso trabalho para mostrar aos brasileiros e ao resto do mundo esta espécie desconhecida que eu acredito simboliza o melhor da biodiversidade”, afirmou.

O tatu gigante passa os dias em tocas embaixo da terra  (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

O tatu gigante passa os dias em tocas embaixo da terra (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

 

Fonte: BBC


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Até 25% da Amazônia pode ficar sem proteção legal, alerta cientista

Pesquisadores solicitam emenda específica no novo Código para o bioma.
Proposta deixaria vulnerável área equivalente ao dobro do estado de SP.

Mudança em uma expressão no projeto do novo Código Florestal pode deixar 25% da Amazônia sem proteção legal. O alerta é de uma equipe coordenada pelo Museu da Amazônia (Musa) e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Os cientistas solicitam que as áreas sujeitas a inundações da Amazônia e do Pantanal sejam tratadas por uma legislação específica. Em agosto, o grupo entregou um pedido de emenda no Projeto de Lei 30/2011, que trata da revisão do Código Florestal.

“A mudança no termo ‘margem média dos rios’, contida no artigo 4º da nova lei, pode deixar até 400 mil km² de floresta sem proteção”, diz Ennio Candotti, diretor do Musa e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SPBC). “Ao todo, uma área de 1 milhão de hectares fica vulnerável em todo o país”.

“A lei, como está, pode até ser aplicada sem problemas em rios menores, mas não cabe aos grandes rios, principalmente na Amazônia”, explica Candotti. “Nossos rios têm uma variação de até 20 metros em sua profundidade entre os períodos de estiagem e cheia, e essa vazão de curso ‘médio’ previsto na lei praticamente não existe na região”.

Áreas úmidas
Novas redefinições indicam que 25% da Amazônia seriam áreas úmidas e podem também ser afetadas caso o PL 30 não seja modificado. “Novos estudos revelaram que a área sujeita a inundação na Amazônia é muito maior”, diz Maria Teresa Piedade, pesquisadora do Inpa. “Só as áreas inundáveis já correspondem a 7% da floresta, sem contar outras categorias de áreas úmidas que ficaram desprotegidas”, explica.

São consideradas “áreas úmidas”, segundo o estudo, aquelas alagadas ao longo de grandes rios de diferentes qualidades de água, como águas pretas, claras, brancas; áreas alagáveis nos interflúvios, entre dois cursos de água, como campinaranas, campos úmidos, veredas e brejos; e áreas úmidas dos estuários, como mangues, banhados e lagoas costeiras.

O pedido de mudança foi encaminhado aos senadores das quatro Comissões – Agricultura, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Justiça – que avaliam o projeto de lei. A Academia Brasileira de Ciências, o SBPC e o governo do Amazonas também receberam a solicitação. “Outra questão é que a lei atual também contraria outras legislações, como a que estabelece o que é patrimônio da União”, conclui Candott do Musa.

Os relatórios das comissões devem ser votados até o final de setembro. Após a apresentação desses relatórios, o novo formato do Código Florestal vai ser analisado pelo Senado Federal e, se aprovado, levado à sanção da presidente Dilma Rousseff.

Discussão
Segundo a assessoria de imprensa do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB/SC), ele não considera que exista inconsistência jurídica no PL 30, como levantou o Musa. Sobre as possíveis emendas, o senador afirma que só vai se posicionar após o relatório final das outras comissões. Luiz Henrique é responsável pelo projeto de lei em três das quatro comissões onde o projeto passa por adequações até sua votação. Apenas a comissão de meio ambiente possui outro relator, o senador Jorge Viana (PT/AC).

Uma comissão técnica do Ministério do Meio Ambiente (MMA) também defende uma legislação própria para Amazônia e o Pantanal. “Essas áreas são consideradas com Patrimônio Nacional pela Constituição Federal, e precisam ser tratados por uma legislação jurídica específica como acontece com a Mata Atlântica”, diz João de Deus, diretor de florestas do MMA, que integra a comissão ministerial responsável por avaliar o PL 30.

“Hoje se considerarmos a lei como está, sem as alterações que vão ser votadas, já existe uma interpretação subjetiva: são consideradas, para tratar as áreas de proteção, as margens dos rios a partir das cheias sazonais, ou seja, as cheias anuais. Isso é algo impossível de ser fiscalizado, pois exige uma leitura anual do que precisa ser preservado”, conclui João de Deus.

Na próxima terça-feira (13), a ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, vai se reunir com o senador Luiz Henrique para debater a proposta do novo código. A posição atual do ministério é que a lei vá para votação sem brechas legais ou contradições com a Constituição. No dia 14, a Comissão de Constituição e Justiça deve votar o primeiro relatório de Luiz Henrique.

Amazônia rio com plantas (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Área da Amazônia que ficaria sem proteção, caso a lei não seja modificada, equivale ao dobro do tamanho do estado de São Paulo, segundo cientistas (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo)

Fonte: Juliana Arini, Globo Natureza, São Paulo


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisadores de MT monitoram ninhos de aves aquáticas do Pantanal

Trabalho é feito em ninhos de aves nos períodos de cheia e seca.
Balanço de 2010 apresentou sete novos ninhais nas áreas.

Pássaros são monitorados no Pantanal mato-grossense (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT)

Pássaros são monitorados no Pantanal mato-grossense (Foto: Marcos Ferramosca/Sema)

Técnicos e pesquisadores de Mato Grosso que fazem o monitoramento nos ninhos das aves do Pantanal mato-grossense já observam novos ninhos. As áreas mapeadas desde 2006 abrigam colônias de reprodução de várias espécies de aves aquáticas.

Segundo Marcos Roberto Ferramosca, analista de meio ambiente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o trabalho de mapeamento é feito nos períodos de cheia e seca do Pantanal.

As áreas de monitoramento são consideradas por especialistas, um local preferencial para seis espécies de aves e os ninhos monitorados ficam nos municípios de Poconé, Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento e Cáceres.

Ainda de acordo com o analista, o mapeamento tem foco no desenvolvimento do potencial turístico e na conservação do meio ambiente. “O objetivo desse trabalho é mapear as áreas de ocorrência de ninhais na região do Pantanal, identificando as atividades que possam estar comprometendo a reprodução das aves e a consequente conservação destas áreas”, ressaltou.

As colônias de construção dos ninhos das aves aquáticas em árvores, chamados de viveiros ou ninhais podem ser formados por espécies como: biguás, biguatingas e baguaris (ninhais pretos) ou por garças, colhereiros e cabeças-secas (ninhais brancos).

Em 2010, no período de cheia, foram localizados 41 ninhais, sendo registrados seis novos. No período de seca, foram registrados 42 ninhais e apenas um novo.

Já no primeiro semestre de 2011 os técnicos observaram maior ocorrência de aves se reproduzindo em relação aos anos anteriores, inclusive com o registro de mais sete novos ninhais.

Outro fenômeno observado foi a antecipação do período reprodutivo da garça-branca-grande. “Essa espécie costuma se reproduzir nos meses de junho e julho e até mesmo em maio, em alguns ninhais. Mas, este ano, observamos vários ninhais com garças já no início de abril”, finalizou Marcos.

Novos ninhos foram registrados durante a pesquisa (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT)

Novos ninhos foram registrados durante a pesquisa (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT

Fonte: Do G1, MT


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas lançam livro e apresentam projetos realizados no Pantanal

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli destacou a importância das áreas úmidas para a regulação do clima e do ciclo hidrológico, purificando as águas e reabastecendo os lençóis freáticos. Essas declarações foram dadas na última segunda-feira (15), na abertura da 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), realizado em Cuiabá, pelo Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP).

Ela também fez uma explanação sobre a produção de conhecimentos na UFMT referente às áreas úmidas, que começou a tomar impulso na década de 90, com a parceria com o Instituto Max Planck da Alemanha, dentro do programa SHIFT (CNPq – BMF). Em 2000, quando o Pantanal foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a instituição, buscou junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT a criação  do Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP, envolvendo as instituições de ensino e pesquisas do Pantanal. Em 2008 foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas – INAU e neste mesmo ano foi anunciada pelo MCT a implantação do Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal – INPP no campus de Cuiabá da UFMT, que está na fase final de construção do espaço físico.

Dentre as diversas autoridades que participaram da abertura do evento, a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, Célia Maria Silva Oliveira, disse que a instituição apóia as pesquisas realizadas pelas universidades do Centro-Oeste, que são tão importantes para o mundo todo.

Lançamento do livro - O livro “O Pantanal – Ecologia, biodiversidade de uma grande área úmida sazonal neotropical” (The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland), editado pelos professores Wolfgang J. Junk, Carolina J. da Silva, Cátia Nunes da Cunha & Karl M. Watzen, foi lançado  no evento.

“Mesmo com o advento da internet, não faz parte do passado escrever um livro. Esta publicação engloba o trabalho de mais de 100 pesquisadores, e é um marco para os estudos científicos, pelo menos para os próximos 15 anos”, enfatizou Wolfgang J. Junk.

A professora Cátia Nunes da Cunha não escondeu sua emoção ao contar que é neta de pantaneiros e atualmente a mais jovem integrante da equipe de pesquisadores que editou este livro. “Sinto-me muito feliz e emocionada por retornar ao Pantanal contribuindo com o seu desenvolvimento e preservação através da produção de conhecimento, resultado de muitos anos de pesquisas que culminou na produção deste livro, que será uma referência na área”, disse Cátia.

Carolina J. da Silva, também uma das editoras do livro, contou que trata -se da mais  abrangente obra sobre o Pantanal, sendo uma referência para a pesquisa. “É um marco referencial teórico do Pantanal na história da ciência brasileira, quem for estudar este bioma tem que ‘passar’ pelo livro”, enfatizou. O livro pode ser adquirido pelo site www.pensoft.net.

Fonte: Ascom  CPP


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Polícia investiga matança de jacarés no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Pelo menos 14 animais foram mortos em julho, segundo Polícia Ambiental.
Cauda de jacarés é cortada para consumo, de acordo com ambientalistas.

Moradores da região denominada Passo do Lontra, localidade no interior do Pantanal do Mato Grosso do Sul e que está a 310 km de Campo Grande, denunciam a constante morte de jacarés no Rio Miranda, efeito da caça predatória e da falta de fiscalização.

Desde o fim do ano passado a população encontra carcaças espalhadas por uma estrada de terra que liga o distrito à cidade de Corumbá. Segundo ambientalistas, os animais da espécie jacaré-do-pantanal (Caiman Yacaré) são mortos a tiros e têm a cauda cortada com facão.

“Alguns exemplares são atingidos com pedaços de pau na cabeça e sofrem, ainda vivos, a mutilação na cauda. Depois são jogados agonizando na estrada e não sobrevivem ao ferimento”, afirmou Angelo Rabelo, da organização ambiental Instituto Homem Pantaneiro.

Pesca predatória
As ações de criminosos costumam acontecer no período noturno. “Não são moradores do distrito que cometem estes atos. São pessoas que vêm de fora e aproveitam a falta de fiscalização. Nós não sabemos quem comete isto, mas se continuar desta forma, essa espécie de jacaré poderá desaparecer”, afirmou Marcello Yndio, morador da região.

Profissional do turismo na região, Yndio e um grupo de turistas europeus viram no mês passado ao menos oito jacarés-do-pantanal mortos nas proximidades do Rio Miranda. “Já fizemos a denúncia à polícia, mas parece que nada adianta”, disse. A espécie não consta na lista brasileira de animais em risco de extinção.

Rabelo, que é ex-comandante da Polícia Ambiental na região de Corumbá, afirma que a mortalidade de jacarés é efeito da pesca predatória e do turismo ilegal na região pantaneira.

“São pessoas que vão até a região para pescar de forma ilegal. A caça dos jacarés é na verdade uma forma ‘de diversão’”, descreve Rabelo. Segundo ele a cauda do jacaré-do-pantanal é a única parte do corpo do animal aproveitada na culinária. “Quem não conhece, acha que está comendo peixe. Essa curiosidade fomenta a procura pelos animais”, disse.

Imagem de corpo de jacaré-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na região de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Imagem de corpo de jacaré-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na região de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

De acordo com ambientalistas, a matança pode ser resultado da pesca predatória que ocorre no Pantanal (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

De acordo com ambientalistas, a matança pode ser resultado da pesca predatória que ocorre no Pantanal (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Denúncia
Segundo o sargento Gesner Batista Ramos, responsável pela Companhia de Polícia Ambiental de Corumbá e que atua na região de Passo do Lontra, a mortalidade de jacarés tem ocorrido com frequência, apesar das poucas denúncias formais.

“Desde o início do ano só recebemos uma denúncia formal de que tem ocorrido caça ilegal de animais. Quando ficamos sabendo (dos jacarés mortos), normalmente já se passaram dias”, disse. Ramos afirma ainda que já foram realizadas operações para combater a prática criminosa na região.

“Nós já saímos para monitorar a área no período noturno, que é o momento que os crimes normalmente ocorrem. Entretanto, nunca encontramos vestígios dos criminosos”, afirma o sargento.

Imagem de carcaça de jacaré-do-pantanal vista em estrada na região do Passo do Lontra, distrito de Corumbá (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Imagem de carcaça de jacaré-do-pantanal vista em estrada na região de Passo do Lontra, distrito de Corumbá (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

A estrada-parque, que liga Corumbá ao distrito de Passo do Lontra, tem cerca de 100 km e corta o Pantanal. Segundo a Polícia Ambiental, a dificuldade em combater a prática ilegal ocorre devido à falta de estrutura na corporação.

“São apenas dois homens para fiscalizar toda esta região. Queremos reforçar a equipe em mais cinco”, complementa o sargento Ramos.

G1 procurou por telefone o escritório regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) instalado em Corumbá.

De acordo com Gilberto Alves da Costa, responsável pelo escritório, denúncias sobre a matança são desconhecidas. “Nós nunca recebemos nada sobre isso”, disse.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Turistas registram rara imagem de onça pintada na beira de rio em MS

Animal foi flagrado por turistas na região do Passo do Lontra, no Pantanal.
Especialista diz que é muito raro ver o felino em seu habitat natural.

O casal Marcos Sandoval Leonardo e Carmem Marisa Quinzani, que passava as férias de julho no Pantanal de Mato Grosso do Sul, registrou imagens de uma onça pintada em seu habitat natural. O flagrante do animal, que permaneceu deitado mesmo com a presença dos turistas, o que foi considerado raro pelo casal, aconteceu no local conhecido como Passo do Lontra, entre os municípios de Miranda e Corumbá.

“Foi muita sorte a situação de vê-la tranquila assim. É raro porque se você faz barulho, aponta, conversa alto ela normalmente se esconde no mato”, disse Leonardo ao G1. Ele e a esposa têm uma chalana no Pantanal há três anos e costumam passar temporadas no local.

Carmem diz ter sido a terceira vez a encontrar uma onça pintada, mas a primeira a conseguir registrar o animal tranquilo na paisagem alagada. “Adrenalina a mil. Não dá para descrever o que a gente sente na hora. O coração bate forte, a mão tremia. Era um sonho que eu tinha e foi muito tempo próximo dela”, disse.

De acordo com o biólogo doutor em ecologia José Milton Longo, deparar-se com onças pintadas é difícil em função da população desses animais existentes no Pantanal. “Não aumentou tanto a população de onças pintadas. Ela é a uma predadora de topo e não tem abundancias altas. Além da taxa de fecundidade, a redução dos ambientes naturais dela tem sido significativa”, diz o biólogo.

“Tem gente que mora lá há 70 anos e nunca viu (uma onça pintada). Eu vi onça duas vezes em mais de cinquenta idas ao Pantanal. É um privilégio você estar no lugar certo na hora certa”.

Turistas registram rara imagem de onça pintada na beira de rio em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

Onça foi flagrada na beira de rio em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

Fonte: Ricardo Campos Jr, do G1, Ms


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Documentarista percorre país de moto e registra belas imagens do Pantanal

Previsão é que expedição termine no dia 15 de dezembro deste ano.
Viagem deve totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados.

Iguana (Foto: Fernando Lara)

Iguana, também conhecida como sinimbú ou camaleão (Foto: Fernando Lara)

Oito estados percorridos, 8,6 mil quilômetros rodados e mais de três meses longe de casa. O roteiro faz parte da expedição “Rotas Verdes Brasil” do documentarista Fernando Lara. A bordo de uma motocicleta, ele registra com imagens e vídeos os biomas brasileiros. O trabalho será usado para a produção de um vídeo documentário e um livro digital, que será disponibilizado gratuitamente na internet, como garante o profissional.

A previsão é concluir a expedição em 15 de dezembro deste ano, quando já deverá totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados. Até agora ele passou por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e agora Mato Grosso. Em solo mato-grossense, serão captadas as belezas naturais e biodiversidade do Pantanal, em sete dias. Lara destacou que o Pantanal mato-grossense será a única reserva privada a ser documentada.

No percurso, serão registrados 70 biomas, considerando a fauna e flora e os aspectos antropológicos. O material é editado rotineiramente e é disponibilizado parcialmente no site da expedição destinado aos que desejam acompanhar o trajeto do documentarista. Porém, ao final, todo o trabalho será reunido.

jacaré (Foto: Fernando Lara)

Fotografias, como do jacaré do Pantanal, estarão reunidas em livro digital (Foto: Fernando Lara)

Uma das observações feitas por Fernando Lara é em relação às intervenções do homem na natureza. “É impressionante a quantidade de animais mortos pela estrada. Já encontramos tamanduá bandeira, lobo guará e outros”, lamentou.

O livro digital, um dos frutos da aventura, vai especificar as características de cada reserva ambiental visitada, além de vídeos e fotografias para auxiliar o leitor. “O livro terá informações técnicas, fotografias e vídeos específicos de cada reserva, se elas estão abertas a visitação ou não”.

A preocupação ambiental é um dos fatores principais destes projetos, segundo o expedicionário, pois a motocicleta utilizada nas viagens tem como principal fonte de energia o etanol, que polui menos que os outros combustíveis. Após o término do trabalho, está prevista a plantação de árvores nativas da Mata Atlântica correspondentes à quantidade de gás carbônico emitidos pelo veículo. As árvores serão plantadas no Vale do aço, em Minas Gerais, pelo Instituto Estadual de Floresta (IEF) .

Educação ambiental

Conforme o expedicionário, os educadores que trabalham com temáticas ligadas ao meio ambiente poderão se cadastrar para receber fotos exclusivas, podendo utilizá-las em sala de aula. Para ele, esta é uma forma estimular as novas gerações a ter consciência ambiental.

Expedições futuras

O documentarista disse que já está planejando uma nova expedição que se chamará Rotas Verdes – Espinho de peixe. A nova viagem tem como objetivo visitar as principais reservas do interior do país. “A expedição que estamos fazendo agora abraçou o Brasil. Nessa segunda expedição iremos percorrer o esqueleto do país”, afirma o aventureiro.

Lobo (Foto: Fernando Lara)

Lobo Guará, um dos animais que sofre risco de extinção (Foto: Fernando Lara)

Fonte: Do G1, MT


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13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

MMA divulga dados do monitoramento do desmatamento de três biomas

Taxas comparativas de todos biomas brasileiros entre 2008-2009 indicam que Pampa, Mata Atlântica e Pantanal registraram redução no ritmo de supressão da vegetação.

Em continuidade à série do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), o Ministério do Meio ambiente (MMA) divulgou nesta quinta-feira (9), dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009, cujos números mostram queda no ritmo do corte da vegetação no período. O estudo, que quantifica desmatamentos de áreas nativas, começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.

 

O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal, disse a ministra Izabella Teixeira. Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região. Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.

 

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002.

 

Pampa - Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo. Dos seus 177.767 km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 km², que equivale a 1,2% do bioma , ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 km² equivalentes a 0,67% da área do município.

A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.

 

Mata Atlântica - A área desmatada corresponde a 248 km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 m² de vegetação nativa.

O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.

 

Pantanal - Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 km². Entre 2008-2009, perdeu 188 km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.

 

As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.

Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura. Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.

 

O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.

 

Comparativo - Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 km²); Amazônia (7.464 km²); Caatinga (1.921 km²); Pampa (331 km²); Mata Atlântica (248 km²) e Pantanal (118 km²).

Para mais informações, acesse a página da Projeto de Monitoramento: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idConteudo=7422.

Fonte: Ascom do MMA


11 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

MMA divulga dados do monitoramento do desmatamento de três biomas

Taxas comparativas de todos biomas brasileiros entre 2008-2009 indicam que Pampa, Mata Atlântica e Pantanal registraram redução no ritmo de supressão da vegetação.

Em continuidade à série do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), o Ministério do Meio ambiente (MMA) divulgou nesta quinta-feira (9), dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009, cujos números mostram queda no ritmo do corte da vegetação no período. O estudo, que quantifica desmatamentos de áreas nativas, começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.

 

O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal, disse a ministra Izabella Teixeira. Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região. Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.

 

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002.

 

Pampa - Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo. Dos seus 177.767 km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 km², que equivale a 1,2% do bioma , ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 km² equivalentes a 0,67% da área do município.

A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.

 

Mata Atlântica - A área desmatada corresponde a 248 km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 m² de vegetação nativa.

O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.

 

Pantanal - Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 km². Entre 2008-2009, perdeu 188 km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.

 

As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.

Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura. Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.

 

O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.

 

Comparativo - Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 km²); Amazônia (7.464 km²); Caatinga (1.921 km²); Pampa (331 km²); Mata Atlântica (248 km²) e Pantanal (118 km²).

Para mais informações, acesse a página da Projeto de Monitoramento: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idConteudo=7422.

Fonte: Ascom do MMA 


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Metade da bacia do Pantanal está sob risco ambiental, avalia estudo

Foram avaliadas áreas no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Degradação de nascentes e barragens são apontadas como ameaças.

Metade da bacia do rio Paraguai, que abriga o Pantanal, está sob alto ou médio risco ambiental, mostra estudo divulgado nesta quinta-feira (02). Realizado ao longo de três anos pelo WWF, The Nature Conservancy e Centro de Pesquisas do Pantanal, ele coloca hidrelétricas e atividades humanas entre as maiores ameaças.

Planaltos e chapadões que circundam o Pantanal, onde nascem os principais rios da bacia, seriam as áreas que enfrentam os maiores riscos. A pesquisa avaliou regiões no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina e tem como objetivo subsidiar os governos dos quatro países no desenvolvimento de uma agenda de adaptação do Pantanal às alterações do clima.

“A bacia do rio Paraguai apresenta alto risco ecológico potencial, requerendo ações urgentes e prioritárias de proteção das cabeceiras”, afirma o estudo.

As barragens e hidrelétricas, apontadas como fatores de risco, devem aumentar no Pantanal nos próximos anos. De acordo com o relatório, existem 115 barramentos previstos para a década, 75% de pequenas centrais hidrelétricas, o que deve elevar os riscos ambientais.

“Barramentos ameaçam a duração e a intensidade dos ciclos de cheias e vazantes, colocando em cheque a vida, economias e populações que dependem do equilíbrio ecológico do Pantanal”, considerou Albano Araújo, coordenador da Estratégia de Água Doce do Programa de Conservação da Mata Atlântica e das Savanas Centrais da The Nature Conservancy.

Entre as atividades humanas, as maiores ameaças seriam a pecuária e a agricultura. Desmatamento, hidrovias, rodovias e mineração também são apontados no estudo como fatores de risco.

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Preservação
A pesquisa avalia que seriam necessárias novas medidas de preservação do Pantanal. Uma delas seria a criação de novas unidades de proteção, principalmente em áreas de cabeceiras. Atualmente, existem 170 áreas protegidas na bacia do rio Paraguai, mas elas não estão distribuídas de forma adequada, critica o estudo.

Outra medida seria a implantação de medidas de conservação em terras privadas, por exemplo, melhores práticas de manejo de água e solo em atividades agropecuárias. No caso das hidrelétricas, uma possível solução, de acordo com a pesquisa, seria a implementação de esquemas de operação que mantenham os ciclos de cheias e vazantes de modo semelhante ao natural.

O Pantanal é a maior planície inundável do planeta. Seus ciclos anuais de cheias e secas são fundamentais para a vida de milhares de espécies, além de terem importantes impactos econômicos, como a fertilização natural dos campos.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


22 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas capturam imagens de tatu gigante no Pantanal

Câmeras colocadas por pesquisadores de zoológico britânico fizeram imagens em Nhecolândia.

Cientistas britânicos conseguiram capturar imagens de um raro tatu gigante no Pantanal brasileiro.

As câmeras do zoológico de Chester foram colocadas pelos pesquisadores da Royal Zoological Society, da Escócia, na região de Nhecolândia e fazem parte do Projeto Tatu Gigante.

Depois de dez semanas de pesquisa de campo, os cientistas conseguiram encontrar e fotografar o animal.

“As câmeras vão oferecer informações críticas para a avaliação da situação das populações de tatus gigantes no Brasil”, disse Arnaud Desbiez, biológo da Royal Zoological Society, que lidera o Projeto Tatu Gigante.

Cientistas ficaram dez dias em campo para fotografar o tatu (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

Cientistas ficaram dez dias em campo para fotografar o tatu (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

 

“Elas vão nos ajudar ter uma compreensão melhor da história natural da espécie e talvez entender as razões ecológicas de sua raridade (….). E vão nos ajudar a formular uma base de informações sobre a ecologia do tatu gigante e sua função no ecossistema do Pantanal brasileiro”, acrescentou.

As fotos mostram o tatu saindo de uma toca. Apesar de as populações de tatus gigantes, ou Priodontes maximus, estarem espalhadas pela maior parte da América do Sul, pouco se sabe sobre este animal devido ao seu comportamento discreto e à pouca densidade das populações, que raramente são vistas.

Toca
O fato de o tatu gigante passar os dias em tocas embaixo da terra dificulta a observação tornando os avistamentos raros.

O tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos, duas vezes o tamanho de um tatu comum. Ele vive em áreas de florestas conservadas, perto de fontes de água e têm hábitos noturnos.

Isso levou os cientistas a decidirem usar câmeras automáticas, instaladas como armadilhas, para capturar as imagens.

O tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

O tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

“Nós simplesmente não sabemos nada sobre os tatus gigantes e podemos perder esta espécie antes de conseguir entender sua história natural básica e seu papel ecológico”, afirmou Arnaud Desbiez.

A organização União Internacional para Conservação da Natureza classifica este mamífero como vulnerável, pois o tatu gigante está ameaçado pela perda de seu habitat e pela caça.

Com o uso das câmeras automáticas do zoológico de Chester, os pesquisadores poderão estimar a densidade da população, investigar os padrões de suas atividades, monitorar o uso de suas tocas por outras espécies além de aprender mais sobre seu comportamento social e reprodutivo.

Para Arnaud Desbiez, o tatu gigante pode ser considerado um “fóssil vivo”.

“Estou ansioso para usar os resultados de nosso trabalho para mostrar aos brasileiros e ao resto do mundo esta espécie desconhecida que eu acredito simboliza o melhor da biodiversidade”, afirmou.

O tatu gigante passa os dias em tocas embaixo da terra  (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

O tatu gigante passa os dias em tocas embaixo da terra (Foto: Arnaud Desbiez / via BBC)

 

Fonte: BBC


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Até 25% da Amazônia pode ficar sem proteção legal, alerta cientista

Pesquisadores solicitam emenda específica no novo Código para o bioma.
Proposta deixaria vulnerável área equivalente ao dobro do estado de SP.

Mudança em uma expressão no projeto do novo Código Florestal pode deixar 25% da Amazônia sem proteção legal. O alerta é de uma equipe coordenada pelo Museu da Amazônia (Musa) e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Os cientistas solicitam que as áreas sujeitas a inundações da Amazônia e do Pantanal sejam tratadas por uma legislação específica. Em agosto, o grupo entregou um pedido de emenda no Projeto de Lei 30/2011, que trata da revisão do Código Florestal.

“A mudança no termo ‘margem média dos rios’, contida no artigo 4º da nova lei, pode deixar até 400 mil km² de floresta sem proteção”, diz Ennio Candotti, diretor do Musa e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SPBC). “Ao todo, uma área de 1 milhão de hectares fica vulnerável em todo o país”.

“A lei, como está, pode até ser aplicada sem problemas em rios menores, mas não cabe aos grandes rios, principalmente na Amazônia”, explica Candotti. “Nossos rios têm uma variação de até 20 metros em sua profundidade entre os períodos de estiagem e cheia, e essa vazão de curso ‘médio’ previsto na lei praticamente não existe na região”.

Áreas úmidas
Novas redefinições indicam que 25% da Amazônia seriam áreas úmidas e podem também ser afetadas caso o PL 30 não seja modificado. “Novos estudos revelaram que a área sujeita a inundação na Amazônia é muito maior”, diz Maria Teresa Piedade, pesquisadora do Inpa. “Só as áreas inundáveis já correspondem a 7% da floresta, sem contar outras categorias de áreas úmidas que ficaram desprotegidas”, explica.

São consideradas “áreas úmidas”, segundo o estudo, aquelas alagadas ao longo de grandes rios de diferentes qualidades de água, como águas pretas, claras, brancas; áreas alagáveis nos interflúvios, entre dois cursos de água, como campinaranas, campos úmidos, veredas e brejos; e áreas úmidas dos estuários, como mangues, banhados e lagoas costeiras.

O pedido de mudança foi encaminhado aos senadores das quatro Comissões – Agricultura, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Justiça – que avaliam o projeto de lei. A Academia Brasileira de Ciências, o SBPC e o governo do Amazonas também receberam a solicitação. “Outra questão é que a lei atual também contraria outras legislações, como a que estabelece o que é patrimônio da União”, conclui Candott do Musa.

Os relatórios das comissões devem ser votados até o final de setembro. Após a apresentação desses relatórios, o novo formato do Código Florestal vai ser analisado pelo Senado Federal e, se aprovado, levado à sanção da presidente Dilma Rousseff.

Discussão
Segundo a assessoria de imprensa do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB/SC), ele não considera que exista inconsistência jurídica no PL 30, como levantou o Musa. Sobre as possíveis emendas, o senador afirma que só vai se posicionar após o relatório final das outras comissões. Luiz Henrique é responsável pelo projeto de lei em três das quatro comissões onde o projeto passa por adequações até sua votação. Apenas a comissão de meio ambiente possui outro relator, o senador Jorge Viana (PT/AC).

Uma comissão técnica do Ministério do Meio Ambiente (MMA) também defende uma legislação própria para Amazônia e o Pantanal. “Essas áreas são consideradas com Patrimônio Nacional pela Constituição Federal, e precisam ser tratados por uma legislação jurídica específica como acontece com a Mata Atlântica”, diz João de Deus, diretor de florestas do MMA, que integra a comissão ministerial responsável por avaliar o PL 30.

“Hoje se considerarmos a lei como está, sem as alterações que vão ser votadas, já existe uma interpretação subjetiva: são consideradas, para tratar as áreas de proteção, as margens dos rios a partir das cheias sazonais, ou seja, as cheias anuais. Isso é algo impossível de ser fiscalizado, pois exige uma leitura anual do que precisa ser preservado”, conclui João de Deus.

Na próxima terça-feira (13), a ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, vai se reunir com o senador Luiz Henrique para debater a proposta do novo código. A posição atual do ministério é que a lei vá para votação sem brechas legais ou contradições com a Constituição. No dia 14, a Comissão de Constituição e Justiça deve votar o primeiro relatório de Luiz Henrique.

Amazônia rio com plantas (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Área da Amazônia que ficaria sem proteção, caso a lei não seja modificada, equivale ao dobro do tamanho do estado de São Paulo, segundo cientistas (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo)

Fonte: Juliana Arini, Globo Natureza, São Paulo


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisadores de MT monitoram ninhos de aves aquáticas do Pantanal

Trabalho é feito em ninhos de aves nos períodos de cheia e seca.
Balanço de 2010 apresentou sete novos ninhais nas áreas.

Pássaros são monitorados no Pantanal mato-grossense (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT)

Pássaros são monitorados no Pantanal mato-grossense (Foto: Marcos Ferramosca/Sema)

Técnicos e pesquisadores de Mato Grosso que fazem o monitoramento nos ninhos das aves do Pantanal mato-grossense já observam novos ninhos. As áreas mapeadas desde 2006 abrigam colônias de reprodução de várias espécies de aves aquáticas.

Segundo Marcos Roberto Ferramosca, analista de meio ambiente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o trabalho de mapeamento é feito nos períodos de cheia e seca do Pantanal.

As áreas de monitoramento são consideradas por especialistas, um local preferencial para seis espécies de aves e os ninhos monitorados ficam nos municípios de Poconé, Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento e Cáceres.

Ainda de acordo com o analista, o mapeamento tem foco no desenvolvimento do potencial turístico e na conservação do meio ambiente. “O objetivo desse trabalho é mapear as áreas de ocorrência de ninhais na região do Pantanal, identificando as atividades que possam estar comprometendo a reprodução das aves e a consequente conservação destas áreas”, ressaltou.

As colônias de construção dos ninhos das aves aquáticas em árvores, chamados de viveiros ou ninhais podem ser formados por espécies como: biguás, biguatingas e baguaris (ninhais pretos) ou por garças, colhereiros e cabeças-secas (ninhais brancos).

Em 2010, no período de cheia, foram localizados 41 ninhais, sendo registrados seis novos. No período de seca, foram registrados 42 ninhais e apenas um novo.

Já no primeiro semestre de 2011 os técnicos observaram maior ocorrência de aves se reproduzindo em relação aos anos anteriores, inclusive com o registro de mais sete novos ninhais.

Outro fenômeno observado foi a antecipação do período reprodutivo da garça-branca-grande. “Essa espécie costuma se reproduzir nos meses de junho e julho e até mesmo em maio, em alguns ninhais. Mas, este ano, observamos vários ninhais com garças já no início de abril”, finalizou Marcos.

Novos ninhos foram registrados durante a pesquisa (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT)

Novos ninhos foram registrados durante a pesquisa (Foto: Marcos Ferramosca/Sema-MT

Fonte: Do G1, MT


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas lançam livro e apresentam projetos realizados no Pantanal

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli destacou a importância das áreas úmidas para a regulação do clima e do ciclo hidrológico, purificando as águas e reabastecendo os lençóis freáticos. Essas declarações foram dadas na última segunda-feira (15), na abertura da 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), realizado em Cuiabá, pelo Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP).

Ela também fez uma explanação sobre a produção de conhecimentos na UFMT referente às áreas úmidas, que começou a tomar impulso na década de 90, com a parceria com o Instituto Max Planck da Alemanha, dentro do programa SHIFT (CNPq – BMF). Em 2000, quando o Pantanal foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a instituição, buscou junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT a criação  do Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP, envolvendo as instituições de ensino e pesquisas do Pantanal. Em 2008 foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas – INAU e neste mesmo ano foi anunciada pelo MCT a implantação do Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal – INPP no campus de Cuiabá da UFMT, que está na fase final de construção do espaço físico.

Dentre as diversas autoridades que participaram da abertura do evento, a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, Célia Maria Silva Oliveira, disse que a instituição apóia as pesquisas realizadas pelas universidades do Centro-Oeste, que são tão importantes para o mundo todo.

Lançamento do livro - O livro “O Pantanal – Ecologia, biodiversidade de uma grande área úmida sazonal neotropical” (The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland), editado pelos professores Wolfgang J. Junk, Carolina J. da Silva, Cátia Nunes da Cunha & Karl M. Watzen, foi lançado  no evento.

“Mesmo com o advento da internet, não faz parte do passado escrever um livro. Esta publicação engloba o trabalho de mais de 100 pesquisadores, e é um marco para os estudos científicos, pelo menos para os próximos 15 anos”, enfatizou Wolfgang J. Junk.

A professora Cátia Nunes da Cunha não escondeu sua emoção ao contar que é neta de pantaneiros e atualmente a mais jovem integrante da equipe de pesquisadores que editou este livro. “Sinto-me muito feliz e emocionada por retornar ao Pantanal contribuindo com o seu desenvolvimento e preservação através da produção de conhecimento, resultado de muitos anos de pesquisas que culminou na produção deste livro, que será uma referência na área”, disse Cátia.

Carolina J. da Silva, também uma das editoras do livro, contou que trata -se da mais  abrangente obra sobre o Pantanal, sendo uma referência para a pesquisa. “É um marco referencial teórico do Pantanal na história da ciência brasileira, quem for estudar este bioma tem que ‘passar’ pelo livro”, enfatizou. O livro pode ser adquirido pelo site www.pensoft.net.

Fonte: Ascom  CPP


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Polícia investiga matança de jacarés no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Pelo menos 14 animais foram mortos em julho, segundo Polícia Ambiental.
Cauda de jacarés é cortada para consumo, de acordo com ambientalistas.

Moradores da região denominada Passo do Lontra, localidade no interior do Pantanal do Mato Grosso do Sul e que está a 310 km de Campo Grande, denunciam a constante morte de jacarés no Rio Miranda, efeito da caça predatória e da falta de fiscalização.

Desde o fim do ano passado a população encontra carcaças espalhadas por uma estrada de terra que liga o distrito à cidade de Corumbá. Segundo ambientalistas, os animais da espécie jacaré-do-pantanal (Caiman Yacaré) são mortos a tiros e têm a cauda cortada com facão.

“Alguns exemplares são atingidos com pedaços de pau na cabeça e sofrem, ainda vivos, a mutilação na cauda. Depois são jogados agonizando na estrada e não sobrevivem ao ferimento”, afirmou Angelo Rabelo, da organização ambiental Instituto Homem Pantaneiro.

Pesca predatória
As ações de criminosos costumam acontecer no período noturno. “Não são moradores do distrito que cometem estes atos. São pessoas que vêm de fora e aproveitam a falta de fiscalização. Nós não sabemos quem comete isto, mas se continuar desta forma, essa espécie de jacaré poderá desaparecer”, afirmou Marcello Yndio, morador da região.

Profissional do turismo na região, Yndio e um grupo de turistas europeus viram no mês passado ao menos oito jacarés-do-pantanal mortos nas proximidades do Rio Miranda. “Já fizemos a denúncia à polícia, mas parece que nada adianta”, disse. A espécie não consta na lista brasileira de animais em risco de extinção.

Rabelo, que é ex-comandante da Polícia Ambiental na região de Corumbá, afirma que a mortalidade de jacarés é efeito da pesca predatória e do turismo ilegal na região pantaneira.

“São pessoas que vão até a região para pescar de forma ilegal. A caça dos jacarés é na verdade uma forma ‘de diversão’”, descreve Rabelo. Segundo ele a cauda do jacaré-do-pantanal é a única parte do corpo do animal aproveitada na culinária. “Quem não conhece, acha que está comendo peixe. Essa curiosidade fomenta a procura pelos animais”, disse.

Imagem de corpo de jacaré-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na região de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Imagem de corpo de jacaré-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na região de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

De acordo com ambientalistas, a matança pode ser resultado da pesca predatória que ocorre no Pantanal (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

De acordo com ambientalistas, a matança pode ser resultado da pesca predatória que ocorre no Pantanal (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Denúncia
Segundo o sargento Gesner Batista Ramos, responsável pela Companhia de Polícia Ambiental de Corumbá e que atua na região de Passo do Lontra, a mortalidade de jacarés tem ocorrido com frequência, apesar das poucas denúncias formais.

“Desde o início do ano só recebemos uma denúncia formal de que tem ocorrido caça ilegal de animais. Quando ficamos sabendo (dos jacarés mortos), normalmente já se passaram dias”, disse. Ramos afirma ainda que já foram realizadas operações para combater a prática criminosa na região.

“Nós já saímos para monitorar a área no período noturno, que é o momento que os crimes normalmente ocorrem. Entretanto, nunca encontramos vestígios dos criminosos”, afirma o sargento.

Imagem de carcaça de jacaré-do-pantanal vista em estrada na região do Passo do Lontra, distrito de Corumbá (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Imagem de carcaça de jacaré-do-pantanal vista em estrada na região de Passo do Lontra, distrito de Corumbá (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

A estrada-parque, que liga Corumbá ao distrito de Passo do Lontra, tem cerca de 100 km e corta o Pantanal. Segundo a Polícia Ambiental, a dificuldade em combater a prática ilegal ocorre devido à falta de estrutura na corporação.

“São apenas dois homens para fiscalizar toda esta região. Queremos reforçar a equipe em mais cinco”, complementa o sargento Ramos.

G1 procurou por telefone o escritório regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) instalado em Corumbá.

De acordo com Gilberto Alves da Costa, responsável pelo escritório, denúncias sobre a matança são desconhecidas. “Nós nunca recebemos nada sobre isso”, disse.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Turistas registram rara imagem de onça pintada na beira de rio em MS

Animal foi flagrado por turistas na região do Passo do Lontra, no Pantanal.
Especialista diz que é muito raro ver o felino em seu habitat natural.

O casal Marcos Sandoval Leonardo e Carmem Marisa Quinzani, que passava as férias de julho no Pantanal de Mato Grosso do Sul, registrou imagens de uma onça pintada em seu habitat natural. O flagrante do animal, que permaneceu deitado mesmo com a presença dos turistas, o que foi considerado raro pelo casal, aconteceu no local conhecido como Passo do Lontra, entre os municípios de Miranda e Corumbá.

“Foi muita sorte a situação de vê-la tranquila assim. É raro porque se você faz barulho, aponta, conversa alto ela normalmente se esconde no mato”, disse Leonardo ao G1. Ele e a esposa têm uma chalana no Pantanal há três anos e costumam passar temporadas no local.

Carmem diz ter sido a terceira vez a encontrar uma onça pintada, mas a primeira a conseguir registrar o animal tranquilo na paisagem alagada. “Adrenalina a mil. Não dá para descrever o que a gente sente na hora. O coração bate forte, a mão tremia. Era um sonho que eu tinha e foi muito tempo próximo dela”, disse.

De acordo com o biólogo doutor em ecologia José Milton Longo, deparar-se com onças pintadas é difícil em função da população desses animais existentes no Pantanal. “Não aumentou tanto a população de onças pintadas. Ela é a uma predadora de topo e não tem abundancias altas. Além da taxa de fecundidade, a redução dos ambientes naturais dela tem sido significativa”, diz o biólogo.

“Tem gente que mora lá há 70 anos e nunca viu (uma onça pintada). Eu vi onça duas vezes em mais de cinquenta idas ao Pantanal. É um privilégio você estar no lugar certo na hora certa”.

Turistas registram rara imagem de onça pintada na beira de rio em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

Onça foi flagrada na beira de rio em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

Fonte: Ricardo Campos Jr, do G1, Ms


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Documentarista percorre país de moto e registra belas imagens do Pantanal

Previsão é que expedição termine no dia 15 de dezembro deste ano.
Viagem deve totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados.

Iguana (Foto: Fernando Lara)

Iguana, também conhecida como sinimbú ou camaleão (Foto: Fernando Lara)

Oito estados percorridos, 8,6 mil quilômetros rodados e mais de três meses longe de casa. O roteiro faz parte da expedição “Rotas Verdes Brasil” do documentarista Fernando Lara. A bordo de uma motocicleta, ele registra com imagens e vídeos os biomas brasileiros. O trabalho será usado para a produção de um vídeo documentário e um livro digital, que será disponibilizado gratuitamente na internet, como garante o profissional.

A previsão é concluir a expedição em 15 de dezembro deste ano, quando já deverá totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados. Até agora ele passou por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e agora Mato Grosso. Em solo mato-grossense, serão captadas as belezas naturais e biodiversidade do Pantanal, em sete dias. Lara destacou que o Pantanal mato-grossense será a única reserva privada a ser documentada.

No percurso, serão registrados 70 biomas, considerando a fauna e flora e os aspectos antropológicos. O material é editado rotineiramente e é disponibilizado parcialmente no site da expedição destinado aos que desejam acompanhar o trajeto do documentarista. Porém, ao final, todo o trabalho será reunido.

jacaré (Foto: Fernando Lara)

Fotografias, como do jacaré do Pantanal, estarão reunidas em livro digital (Foto: Fernando Lara)

Uma das observações feitas por Fernando Lara é em relação às intervenções do homem na natureza. “É impressionante a quantidade de animais mortos pela estrada. Já encontramos tamanduá bandeira, lobo guará e outros”, lamentou.

O livro digital, um dos frutos da aventura, vai especificar as características de cada reserva ambiental visitada, além de vídeos e fotografias para auxiliar o leitor. “O livro terá informações técnicas, fotografias e vídeos específicos de cada reserva, se elas estão abertas a visitação ou não”.

A preocupação ambiental é um dos fatores principais destes projetos, segundo o expedicionário, pois a motocicleta utilizada nas viagens tem como principal fonte de energia o etanol, que polui menos que os outros combustíveis. Após o término do trabalho, está prevista a plantação de árvores nativas da Mata Atlântica correspondentes à quantidade de gás carbônico emitidos pelo veículo. As árvores serão plantadas no Vale do aço, em Minas Gerais, pelo Instituto Estadual de Floresta (IEF) .

Educação ambiental

Conforme o expedicionário, os educadores que trabalham com temáticas ligadas ao meio ambiente poderão se cadastrar para receber fotos exclusivas, podendo utilizá-las em sala de aula. Para ele, esta é uma forma estimular as novas gerações a ter consciência ambiental.

Expedições futuras

O documentarista disse que já está planejando uma nova expedição que se chamará Rotas Verdes – Espinho de peixe. A nova viagem tem como objetivo visitar as principais reservas do interior do país. “A expedição que estamos fazendo agora abraçou o Brasil. Nessa segunda expedição iremos percorrer o esqueleto do país”, afirma o aventureiro.

Lobo (Foto: Fernando Lara)

Lobo Guará, um dos animais que sofre risco de extinção (Foto: Fernando Lara)

Fonte: Do G1, MT


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